Primeiro Encontro Ibero-americano de Teologia

Encontro Ibero-americano de Teologia. “Um dos objetivos do encontro é apoiar o processo de mudanças do Papa”
Organizador do Primeiro Encontro Ibero-americano de Teologia (com mais de 40 teólogos de fala hispânica) no Boston College, Rafael Luciani reconhece abertamente que seu objetivo é “apoiar o processo de mudanças do Papa” a partir das chaves da “globalização, da exclusão e da interculturalidade”. Um processo no qual Francisco está se concentrando com “resistências” na hierarquia e, previsivelmente, chegará ao confronto com Donald Trump (IHU On-Line: 27.01.2017)

Félix Palazzi: “Francisco quiere una Iglesia que viva con la gente y sus problemas”
“Francisco quiere una Iglesia que viva con la gente y sus problemas”. Una parte importante de tal Iglesia, según Félix Palazzi y los otros teólogos organizadores del Primer Encuentro Iberoamericano de Teología, quiere una teología que reflexione desde abajo, desde el contacto diario con las personas y las culturas. Palazzi explicó para RD las metas que se marcan para este encuentro en Boston desde el 6 hasta el 10 de febrero (Religión Digital: 04 de febrero de 2017)

A teologia latino-americana atravessa o muro. Entrevista com o teólogo argentino Juan Carlos Scannone
Dentro de poucos dias, cerca de quarenta teólogos provenientes da América Latina e Espanha se reunirão com um grupo de estadunidenses no prestigioso Boston College, de Massachusetts, para protagonizar o Primeiro Encontro Ibero-americano de Teologia. Serão cinco dias de diálogos e exposições, reflexões e conferências com o propósito fundamental de atualizar os avanços produzidos na teologia em língua espanhola da América do Sul e do Norte, “em tempos do Papa Francisco”, segundo especifica o programa (IHU On-Line: 03.02.2017)

Manuscritos do Mar Morto: 70 anos

This year marks the seventieth anniversary of the discovery of the Dead Sea Scrolls.  What have we learned over the past three score and ten?  (Timothy Lim, The Dead Sea Scrolls at Seventy – CSCO Blog: 18th January 2017)

Comemoramos em 2017 o aniversário de 70 anos da descoberta dos Manuscritos do Mar Morto. O que nós aprendemos ao longo destes anos?

LIM, T. H. The Dead Sea Scrolls: A Very Short Introduction. 2. ed. New York: Oxford University Press, 2017, 168 p. – ISBN 9780198779520.

LIM, T. H. The Dead Sea Scrolls: A Very Short Introduction. 2. ed. New York: Oxford University Press, 2017, 168 p.

Since their discovery in 1947, the Dead Sea Scrolls have become an icon in popular culture that transcends their status as ancient Jewish manuscripts. Everyone has heard of the Scrolls, but amidst the conspiracies, the politics, and the sensational claims, it can be difficult to separate the myths from the reality.

In this Very Short introductions, Timothy Lim discusses the cultural significance of the finds, and the religious, political and legal controversies during the seventy years of study since the discovery. He also looks at the contribution the Scrolls have made to our understanding of the Old Testament or Hebrew Bible, and the origins of early Christianity. Exploring the most recent scholarly discussions on the archaeology of Khirbet Qumran, and the study of the biblical texts, the canon, and the history of the Second Temple Period, he considers what the scrolls reveal about sectarianism in early Judaism. Was the archaeological site of Qumran a centre of monastic life, a fortress, a villa, or a pottery factory? Why were some of their biblical texts so different from the ones that we read today? Did they have ‘a Bible’? Who were the Essenes and why did they think that humanity is to be divided between ‘the sons of light’ and those in darkness? And, finally, do the Scrolls reflect the teachings of the earliest followers of Jesus?

Sobre o Autor
Timothy H. Lim is Professor of Hebrew Bible and Second Temple Period at New College, The University of Edinburgh. He has written several books and numerous articles on the Dead Sea Scrolls, including The Formation of the Jewish Canon (Yale University Press, 2013), and he co-edited The Oxford Handbook of the Dead Sea Scrolls (OUP, 2010), with John J. Collins. He is the General Editor of The Oxford Commentary on the Dead Sea Scrolls. Professor Lim is a renowned authority on Biblical and Jewish Studies and recently delivered the Chuen King Memorial lectures at the Chinese University of Hong Kong in China.

Leia Mais:
Os essênios: a racionalização da solidariedade

Acadêmicos contra Trump

Acadêmicos das áreas de estudos bíblicos e de estudos da religião estão se posicionando contra a polêmica ordem executiva de Trump conhecida como “Protecting the Nation from Foreign Terrorist Entry into the United States”.

O Professor James F. McGrath está reunindo em seu blog declarações de pessoas e grupos contra tal medida.

Ele diz: “If it has been disheartening to see the actions of America’s president and his supporters, and the harmful effects on people that those actions have had on refugees and other extremely vulnerable constituencies, it has been encouraging to see so many people of different backgrounds being united in their outspokenness against these policies. I plan to share as many examples as I can of people and groups speaking out as I become aware of here on this blog, and in particular those from groups that I have either a direct or tangential connection with”.

Confira.

:: Biblical Scholars Stand With Refugees – January 29, 2017

:: Academics Against the Immigration Ban – January 30, 2017

:: Poverty in the Biblical World and Today – January 30, 2017 

:: Butler President on Immigration – January 31, 2017

:: SBL Hebrew Bible, History, and Archaeology Statement on Immigration – January 31, 2017

:: AAR and IQSA Statements about Executive Order – January 31, 2017

Dr. James F. McGrath is Clarence L. Goodwin Chair in New Testament Language and Literature at Butler University in Indianapolis, Indiana, USA.

Conky com nova sintaxe

O Conky é um aplicativo leve para Linux e BSD que mostra as informações do sistema de forma completamente personalizável.

Fiz o meu primeiro Conky em 2012 e achei todo o processo muito interessante. Fiz como a maioria: parti de um modelo simples e fui lendo e aplicando as personalizaçõesConky 1.12.2-1 no Linux Mint 21.2 Victoria Cinnamon possíveis. Porém, a partir da versão 1.10, de 21 de junho de 2015, o Conky passou por grandes modificações e a sintaxe antiga não funciona mais em todos os sistemas, embora mecanismos de compatibilidade tenham sido criados. Ontem, em nova instalação, meu Conky parou algumas funções. E hoje consegui configurar meu Conky 1.10.6 no Mint 18.1 Serena Cinnamon em novo formato. Para os interessados, deixo algumas dicas.

Passos que podem ser feitos:

:: Conky: monitor de sistema para Linux – 05.02.2012Conky 1.19.6-1 no Linux Mint 22 Wilma Cinnamon

:: Conky – Nova forma de configurar – 01.06.2016

:: Conky Wiki – Instalação, configurações, FAQ, Lua, suporte, artigos

:: Conky releases – Conky v1.22.3: released on 5 March 2026

Veja o Conky instalado no Linux Mint 21.2 Victoria Cinnamon em 29.07.2023 (primeira imagem) e no Linux Mint 22 Wilma Cinnamon em 16.11.2024 (segunda imagem). A imagem e os arquivos de configuração, o .conkyrc (Sistema), o .conkyrc1 (Tempo), o .conkyrc2 (Rede) e o .Conky (Revolutionary Clocks) podem ser baixados clicando aqui e aqui.

Quer um Conky mais sofisticado? Confira, por exemplo, Gnome-Look, Deviant Art, Bunsenlabs, Noobslab ou Mageia Linux Online: Conky -conkyrc -scripts.

Literatura Pós-Exílica 2017

A Literatura Pós-Exílica é estudada no segundo semestre do segundo ano de Teologia no CEARP. Com enorme abrangência e carga horária limitada, apenas 4 horas semanais, esta disciplina aborda 4 momentos:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos: de Ezequiel a Joel
2. Romance, novela, conto: de Rute a Judite
3. Historiografia: a Obra Histórica do Cronista e 1 e 2 Macabeus
4. A literatura apocalíptica: Daniel e os apocalípticos apócrifos (ou pseudepígrafos).

São privilegiados, pelo minguado do tempo, os momentos 2 e 4. Os profetas são vistos mais rapidamente, pois o profetismo já foi estudado no primeiro semestre; e, infelizmente, a historiografia é apenas mencionada. Já o item 2 é fundamental para se entender o complexo universo de conflitos em que se busca uma identidade judaica – que acaba plural – e o item 4, a apocalíptica, é a porta que deve ser cuidadosamente aberta para a entrada, no semestre seguinte, em o mundo do Novo Testamento.

Dispostos cronologicamente os livros, teríamos o seguinte panorama desta enorme literatura:
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos
Ezequiel: 593-571 a.C.
Dêutero-Isaías (Is 40-55): cerca de 550
Ageu: 29.8 a 18.12.520
Zacarias 1-8: 18.12.520 a 7.12.518
Trito-Isaías (Is 56-66): entre 520 e 510
Malaquias: entre 480 e 450
Zacarias 9-14: final séc. IV – início séc. III
Joel: séc. IV ou III

2. Romance, novela, conto
Rute: ca. 450 a.C.
Jonas: ca. 450
Ester (hebr.): ca. 350
Tobias: ca. 200
Judite: ca. 150

3. Historiografia
OHCr: 1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias: séc. IV a. C.
1 e 2 Macabeus: entre 90 e 70

4. A literatura apocalíptica (seleção)
Daniel: 164 a. C.
O livro etiópico de Henoc: séc. II-63 a.C.
O livro eslavo de Henoc: séc. I d.C.
O livro dos Jubileus: 100 a.C.
Os Salmos de Salomão: 63-40 a.C.
Os Testamentos dos 12 Patriarcas: 130-63 a.C.
Os Oráculos Sibilinos: séc. I a.C.
Assunção de Moisés: 30 a.C.-30 d.C.
O Apocalipse siríaco de Baruc: 75-100 d.C.
O IV livro de Esdras: fim do séc. I d.C.

I. Ementa
Procura compreender a vivência dos judaítas no exílio, lendo os profetas Ezequiel e Dêutero-Isaías. De igual modo, no pós-exílio, através do estudo dos profetas da reconstrução, tais como Ageu, Zacarias, Trito-Isaías e outros. Aborda também os romances, novelas e contos (Rute, Jonas, Ester, Tobias, Judite), que apontam para a construção de uma identidade judaica, tanto dentro do país como na diáspora. A literatura histórica da época, através da Obra Histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias), também é tratada. Finalmente, a significativa literatura apocalíptica, tanto canônica, como Daniel, quanto apócrifa, até Qumran. É um momento privilegiado para a preparação dos estudos neotestamentários, no contexto dos domínios persa, grego e romano sobre a Palestina. O multifacetado encontro entre o judaísmo e o helenismo é abordado em detalhes.

II. Objetivos
Possibilita ao aluno conhecer a complexidade dos vários judaísmos surgidos no pós-exílio, suas teologias e o ambiente carregado de especulações apocalípticas em que se deu a pregação de Jesus e a escrita do Novo Testamento.

III. Conteúdo Programático
1. Os profetas exílicos e pós-exílicos
:: Ezequiel
:: Dêutero-Isaías (Is 40-55)
:: Ageu
:: Zacarias 1-8
:: Trito-Isaías (Is 56-66)
:: Malaquias
:: Zacarias 9-14
:: Joel

2. Romance, novela, conto
:: Rute
:: Jonas
:: Ester
:: Tobias
:: Judite

3. Historiografia
:: A obra histórica do Cronista (1 e 2 Crônicas, Esdras e Neemias)
:: 1 e 2 Macabeus

4. A literatura apocalíptica
:: Daniel
:: Os apócrifos apocalípticos

IV. Bibliografia
Básica
ARANDA PÉREZ, G. et al. Literatura judaica intertestamentária. 2. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2013, 528 p. – ISBN 8527606097.

COLLINS, J. J. A imaginação apocalíptica: Uma introdução à literatura apocalíptica judaica. São Paulo: Paulus, 2010, 480 p. – ISBN 9788534932448.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002-2004, 1416 p. I: – ISBN 8505006992; II: – ISBN 8534919917.

Complementar
BOCCACCINI, G. Além da hipótese essênia: A separação entre Qumran e o judaísmo enóquico. São Paulo: Paulus, 2010, 280 p. – ISBN 9788534932356.

CHAPMAN, H. H. ; RODGERS, Z. (eds.) A Companion to Josephus. Chichester, West Sussex, UK: Wiley Blackwell, 2016, XVI + 466 p. – ISBN 9781444335330.

DA SILVA, A. J. Apocalíptica: busca de um tempo sem fronteiras. Artigo na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Flávio Josefo, homem singular em uma sociedade plural. Artigo na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Leitura socioantropológica do Livro de Rute. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 98, p. 107-120, 2008.

DA SILVA, A. J. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas. Observatório Bíblico, 7 de maio de 2010.

DA SILVA, A. J. Os essênios: a racionalização da solidariedade. Artigo na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Paideia grega e Apocalíptica judaica. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 113, p. 11-22, 2012.

DA SILVA, A. J. Religião e formação de classes na antiga Judeia. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 120, p. 413-434, 2013.

DIEZ MACHO, A.; PIÑERO, A. (eds.) Apócrifos del Antiguo Testamento I-VI. Madrid: Cristiandad, 1982-2009 [Vol. VI: – ISBN 9788470575426].

JOSEFO, F. História dos Hebreus: obra completa. 5. ed. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, 2007, 1568 p. – ISBN 9788526306417.

KIPPENBERG, H. G. Religião e formação de classes na antiga Judeia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social. São Paulo: Paulus, 1997, 184 p. – ISBN 8505006798. Resumo do livro no Observatório Bíblico.

KONINGS, J.; RIBEIRO, S. H. et al. Bíblia: Teoria e Prática. Leituras de Rute. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 98, 2008.

LIM, T. H. The Dead Sea Scrolls: A Very Short Introduction. 2. ed. New York: Oxford University Press, 2017, 168 p. – ISBN 9780198779520.

REIMER, H. et al. Segundo Isaías: Is 40-55. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 89, 2006.

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016, 536 p. – ISBN 9788532652416.

STORNIOLO, I. Como ler o livro de Daniel: reino de Deus x Imperialismo. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 104 p. – ISBN 8534903131.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula para 2017
História de Israel 2017
Língua Hebraica Bíblica 2017
Pentateuco 2017
Literatura Deuteronomista 2017
Literatura Profética 2017

Literatura Profética 2017

Abordarei agora a Literatura Profética, que é estudada no primeiro semestre do segundo ano de Teologia, com carga horária semanal de 4 horas. A Literatura Profética trabalha, além de questões globais do profetismo, uma seleção de textos dos profetas pré-exílicos. O texto que orienta a maior parte do estudo é o meu livro A Voz Necessária. Os profetas do exílio e do pós-exílio são estudados na Literatura Pós-Exílica, que vem logo no semestre seguinte.

I. Ementa
A disciplina apresenta, como ponto de partida, uma discussão sobre as origens, o teor e os limites do discurso profético israelita. Busca compreender a necessidade da profecia como resultado da ruptura provocada pelo surgimento do Estado monárquico que pressiona as tradicionais estruturas tribais de solidariedade. Aborda, em seguida, os profetas pré-exílicos, de Amós a Jeremias, passando por Oseias, Isaías, Miqueias, Habacuc e outros. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos. Procura-se identificar em cada um deles a sua função de crítica e de oposição ao absolutismo do Estado classista, em nome da fé em Iahweh, que exige um posicionamento solidário em favor dos mais fracos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas pré-exílicos com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.

III. Conteúdo Programático
1. A origem do movimento profético em Israel
2. O teor do discurso profético
3. Os profetas pré-exílicos
:: Amós
:: Oseias
:: Isaías
:: Miqueias
:: Sofonias
:: Naum
:: Habacuc
:: Jeremias

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998, 144 p. – ISBN 8534910634. Versão atualizada em 2011. Disponível online.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002-2004, 1416 p. I: – ISBN 8505006992; II: – ISBN 9788534919913.

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016, 536 p. – ISBN 9788532652416.

Complementar
CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2. Disponível online.

DA SILVA, A. J. Arrancar e destruir, construir e plantar. A vocação de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 15, p. 11-22, 1987.

DA SILVA, A. J. Nascido Profeta: a vocação de Jeremias. São Paulo: Paulus, 1992, 143 p. – ISBN 8505012666.

DA SILVA, A. J. O discurso de Jeremias contra o Templo. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 129, p. 85-96, 2016. Disponível online.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Amós. Texto na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías. Texto na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias. Texto na Ayrton’s Biblical Page.

DA SILVA, A. J. Superando obstáculos nas leituras de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 107, p. 50-62, 2010.

DA SILVA, A. J. Vale a pena ler os profetas hoje? Artigo na Ayrton’s Biblical Page.

EDELMAN, D.; BEN ZVI, E. (eds.) The Production of Prophecy: Constructing Prophecy and Prophets in Yehud. Abingdon: Routledge, 2014, 224 p. – ISBN 9781845535001.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008, xiv + 389 p. – ISBN 9781906055134. Disponível online.

SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras“ (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2012, 208 p. – ISBN 8535614346.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

SICRE, J. L. Com os pobres da terra: a justiça social nos profetas de Israel. São Paulo: Academia Cristã/Paulus, 2011, 638 p. – ISBN 9788598481340.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006, 392 p. – ISBN 8599459031.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula para 2017
História de Israel 2017
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Pentateuco 2017
Literatura Deuteronomista 2017
Literatura Pós-Exílica 2017

Literatura Deuteronomista 2017

Lecionar Literatura Deuteronomista é um desafio e tanto. Enquanto as questões da formação do Pentateuco são discutidas há séculos, a noção da existência de uma Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) só foi formulada muito recentemente, como se pode ver aqui.

Além disso, há dois problemas com a disciplina: carga horária exígua para estudar textos de livros tão complexos como, por exemplo, Josué ou Juízes – a disciplina tem apenas 2 horas semanais durante o primeiro semestre do segundo ano de Teologia – e uma bibliografia ainda insuficiente em português. Há excelente debate acadêmico hoje, contudo está em inglês e alemão, principalmente.

Para completar, prefiro estudar o livro do Deuteronômio aqui e não no Pentateuco, também por duas razões: a disciplina Pentateuco já é por demais sobrecarregada e o Deuteronômio é a chave que abre o significado da OHDtr. Por isso, ele faz muito sentido aqui.

Por outro lado, há uma integração muito grande da Literatura Deuteronomista com três outras disciplinas bíblicas: com a História de Israel, naturalmente; com a Literatura Profética, irmã gêmea; com o Pentateuco, através do elo deuteronômico.

I. Ementa
A Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr) tentará responder aos desafios do presente repensando o passado no final da monarquia e na situação de exílio e pós-exílio. Faz isso percorrendo toda a história da ocupação da terra, desde as vésperas da entrada em Canaã até a derrocada final da monarquia em Israel e Judá.

II. Objetivos
Pesquisar a arquitetura, as ideias basilares e a teologia da Literatura Deuteronomista como uma obra globalizante, e de cada um de seus livros, a fim de dar fundamentos para sua interpretação e atualização.

III. Conteúdo Programático
1. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista
2. O Deuteronômio
3. O livro de Josué
4. O livro dos Juízes
5. Os livros de Samuel
6. Os livros dos Reis

IV. Bibliografia
Básica
FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia não tinha razão. São Paulo: A Girafa, 2003, 515 p. – ISBN 8589876187.

RÖMER, T. A chamada história deuteronomista: Introdução sociológica, histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008, 208 p. – ISBN 9788532637550.

SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco. Chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2014, 304 p. – ISBN 8515024527.

Complementar
DA SILVA, A. J. et al. Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, 2005.

DA SILVA, A. J. Bibliografia comentada sobre a OHDtr. Observatório Bíblico – 24 de fevereiro de 2007.

DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 11-27, 2005.

DE PURY, A.; RÖMER, T.; MACCHI, J.-D. (eds.) Israël construit son histoire: l’historiographie deutéronomiste à la lumière des recherches récentes. Genève: Labor et Fides, 1996, 535 p. – ISBN 2830908155.

FARIA, J. de Freitas (org.) História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, p. 43-87 – ISBN 8532628281.

GONZAGA DO PRADO, J. L. A invasão/ocupação da terra em Josué: Duas leituras diferentes. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 28-36, 2005.

JACOBS, M. R.; PERSON, R. F. Jr. (eds.) Israelite Prophecy and the Deuteronomistic History: Portrait, Reality, and the Formation of a History. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2013, 254 p. – ISBN 9781589837492. Disponível online.

PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002, xviii + 306 p. – ISBN 9781589830240. Disponível online.

SCHMID, K.; PERSON Jr., R. F. (eds.) Deuteronomy in the Pentateuch, Hexateuch, and the Deuteronomistic History. Tübingen: Mohr Siebeck, 2012, ix + 179 p. – ISBN 9783161510083.

STORNIOLO, I. Como ler o livro do Deuteronômio: escolher a vida ou a morte. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 88 p. – ISBN 8534908923.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula para 2017
História de Israel 2017
Língua Hebraica Bíblica 2017
Pentateuco 2017
Literatura Profética 2017
Literatura Pós-Exílica 2017

Pentateuco 2017

A disciplina Pentateuco é estudada no segundo semestre do primeiro ano, com carga horária de 4 horas semanais. Tempo que atualmente se tornou curto, pois há uma profunda crise nesta área de estudos, muito semelhante à crise da História de Israel. A teoria clássica das fontes JEDP do Pentateuco, elaborada no século XIX por Hupfeld, Kuenen, Reuss, Graf e, especialmente, Wellhausen, vem sofrendo, desde meados da década de 70 do século XX, sérios abalos, de forma que hoje muitos pesquisadores consideram impossível assumir, sem mais, este modelo como ponto de partida. O consenso wellhauseniano foi rompido, contudo, ainda não se conseguiu um novo consenso e muitas são as propostas hoje existentes para explicar a origem e a formação do Pentateuco.

I. Ementa
Oferece ao aluno um panorama da pesquisa exegética na área da formação e composição dos cinco primeiros livros da Bíblia e estuda os seus principais textos.

II. Objetivos
Familiariza o aluno com as tradições históricas de Israel e com as mais recentes pesquisas na área do Pentateuco para que o uso do texto na prática pastoral possa ser feito de forma consciente.

III. Conteúdo Programático
1. A redação do Pentateuco em três tempos
2. Novos paradigmas no estudo do Pentateuco
3. O Decálogo: Ex 20,1-17 e Dt 5,6-21
4. Códigos do Antigo Oriente Médio
5. O Código da Aliança: Ex 20,22-23,19
6. A criação: Gn 1,1-2,4a e Gn 2,4b-25
7. O pecado em quatro quadros: Gn 3,1-24
8. Caim e Abel: Gn 4,1-26
9. Patriarcas pré-diluvianos – de Adão a Noé: Gn 5,1-28.30-32
10. O dilúvio: Gn 6,5-9,19
11. A cidade e a torre de Babel: Gn 11,1-9
12. As tradições patriarcais: Gn 11,27-37,1
13. A história de José: Gn 37,5-50,26
14. O êxodo do Egito: Ex 1-15

IV. Bibliografia
Básica
MESTERS, C. Paraíso terrestre: saudade ou esperança? 20. ed. Petrópolis: Vozes, 2012, 176 p. – ISBN 9788532603319.

SCHWANTES, M. Projetos de esperança: meditações sobre Gênesis 1-11. São Paulo: Paulinas, 2009, 144 p. – ISBN 857311844X.

SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco: chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2014, 304 p. – ISBN 8515024527.

Complementar
BOUZON, E. O Código de Hammurabi. 10. ed. Petrópolis: Vozes, 2003, 240 p. – ISBN 8532607780.

CRÜSEMANN, F. A Torá. Teologia e História Social da Lei do Antigo Testamento. 4. ed. Petrópolis: Vozes, 2012, 599 p. – ISBN 9788532623607.

DA SILVA, A. J. O Pentateuco e a História de Israel. In: Teologia na pós-modernidade. Abordagens epistemológica, sistemática e teórico-prática. São Paulo: Paulinas, 2007, p. 173-215. – ISBN 853561110X

DA SILVA, A. J. Pequena bibliografia sobre o Livro do Êxodo, o Pentateuco e o Êxodo do Egito. Observatório Bíblico: 19 de julho de 2011.

DAY, J. From Creation to Babel: Studies in Genesis 1-11. London: Bloomsbury T & T Clark, 2015, 248 p. – ISBN 9780567664211.

DE VOS, J. C. Rezeption und Wirkung des Dekalogs in jüdischen und christlichen Schriften bis 200 n.Chr. Leiden: Brill, 2016, 510 s. – ISBN 9789004324381

DOZEMAN, T. B. (ed.) Methods for Exodus. Cambridge: Cambridge University Press, 2010, xiv + 254 p. – ISBN 9780521710015.

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DOZEMAN, T. B.; RÖMER, T.; SCHMID, K. (eds.) Pentateuch, Hexateuch, or Enneateuch? Identifying Literary Works in Genesis through Kings. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2011, 324 p. – ISBN 9781589835429. Disponível online.

DOZEMAN, T. B.; SCHMID, K.; SCHWARTZ, B. J. (eds.) The Pentateuch: International Perspectives on Current Research.Tübingen: Mohr Siebeck, 2011, xviii + 578 p. – ISBN 9783161506130.

GARCÍA LÓPEZ, F. O Pentateuco.  2. ed. São Paulo: Ave-Maria, 2004, 328 p. – ISBN 9788527610575.

GRUEN, W. et al. Os dez mandamentos: várias leituras. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 9, 1987.

MESTERS, C. Bíblia, livro da aliança. 7. ed. São Paulo: Paulus, 1997, 40 p. – ISBN 853490667X.

SCHWANTES, M. et al. A memória popular do êxodo. 2. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 16, 1996.

SKA, J.-L. O canteiro do Pentateuco: problemas de composição e de interpretação/aspectos literários e teológicos. São Paulo: Paulinas, 2016, 282 p. – ISBN 9788535641486.

STORNIOLO, I. Mandamentos, ontem e hoje (Entrevista com Pe. Ivo Storniolo). Vida Pastoral, São Paulo, n. 149 , p. 27-29, nov./dez. 1989. Disponível online.

VAN SETERS, J. The Pentateuch: A Social-Science Commentary. 2. ed. London: Bloomsbury T & T Clark, 2015, 224 p. – ISBN 9780567658791.

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Língua Hebraica Bíblica 2017

O curso de Língua Hebraica Bíblica compreende apenas 45 horas no segundo semestre do primeiro ano de Teologia. É um tempo insuficiente mesmo para a aprendizagem elementar do hebraico bíblico. Por isso o curso se propõe apenas familiarizar o estudante de Teologia com o universo da língua hebraica e o modo semítico de pensar. No transcorrer das aulas os três itens principais – ouvir, ler e escrever – são trabalhados simultaneamente e não sequencialmente. Este curso está disponível para download na Ayrton’s Biblical Page > Hebraico.

I. Ementa
Introdução elementar à língua hebraica bíblica, que parte de um texto específico, Gn 1,1-8, e trabalha com os elementos de ortoépia (pronúncia normal e correta dos sons), ortografia (escrita correta das palavras) e etimologia (formação das palavras e suas flexões) encontrados neste pequeno trecho. O método escolhido foi o de ouvir, ler e escrever a língua hebraica. Informações complementares sobre a história da língua e análise do vocabulário de Gn 1,1-8 também são oferecidas.

II. Objetivos
Trabalha conceitos semíticos importantes para a compreensão do texto bíblico veterotestamentário.

III. Conteúdo Programático
1. Ouvir
Ouvir repetidamente o hebraico. Até o ouvido se acostumar com os sons estranhos. Não há aqui a preocupação em entender. O objetivo é fixar a atenção nos sons e acompanhar o texto de cada versículo, palavra por palavra. Até começar a distinguir onde está o leitor, no caso o cantor.

2. Ler
Nesta seção o objetivo é tentar ler o hebraico. Está disponível, para cada versículo de Gn 1,1-8, a pronúncia e a transliteração. A pronúncia está bem simplificada, somente chamando a atenção para as tônicas, sem dizer se o som da vogal é aberto ou fechado. Já a transliteração, representação dos caracteres hebraicos em caracteres latinos, é uma coisa complicada e tem que ser detalhada. Há transliteração de cada palavra, e também de cada consoante, vogal e semivogal (shevá, em hebraico). É algo trabalhoso e parece desnecessário, mas o estudante de hebraico tem que se acostumar com a ideia de que o som da língua nada, ou quase nada, tem a ver com o português! O hebraico tem suas próprias características. E a transliteração o ajuda a perceber isso.

3. Escrever
Escrever o hebraico… parece ruim, mas é necessário! Nesta seção o estudante vai aprender algumas regras básicas da gramática hebraica. Regras que permitirão uma escrita mínima de palavras e expressões. Mas a gramática é muito mais do que isto que aí está. Para isso existe uma bibliografia com gramáticas, vocabulários, dicionários… E há revisões. Uma para cada versículo. As revisões ajudarão o estudante de hebraico verificar o seu nível de absorção do ouvir, do ler e do escrever. Poderão servir igualmente para as avaliações da disciplina.

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. Noções de hebraico bíblico. Revisto e atualizado em 21.01.2017. Brodowski, 2001.

BUSHELL, M. BibleWorks 10. Norfolk, VA: BibleWorks, 2015.

Complementar
ELLIGER, K.; RUDOLPH, W. Biblia Hebraica Stuttgartensia. 5. ed. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, [1967/1977], 1997, lviii + 1574 p. – ISBN 9783438052193. A BHS pode ser encontrada e adquirida no site SBB pontocom > Edições Acadêmicas > Línguas Originais. Disponível também online gratuitamente.

FARFÁN NAVARRO, E. Gramática do hebraico bíblico. São Paulo: Loyola, 2010, 192 p. – ISBN 9788515037445.

KALTNER, J.; MCKENZIE, S. L. (eds.) Beyond Babel: A Handbook for Biblical Hebrew and Related Languages. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002, 256 p. – ISBN 9781589830356. Disponível online.

KIRST, N. et alii Dicionário Hebraico-Português e Aramaico-Português. 31. ed. São Leopoldo/Petrópolis: Sinodal/Vozes, 2016, 305 p. – ISBN 8523301305.

LAMBDIN, T. O. Gramática do Hebraico Bíblico. São Paulo: Paulus, 2003 [5. reimpressão: 2016], 398 p. – ISBN 8534920931.

LANDES, G. M. Building Your Biblical Hebrew Vocabulary: Learning Words by Frequency and Cognate. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2001, 236 p. – ISBN 9781589830035. Disponível online.

MENDES, P. Noções de Hebraico Bíblico. Texto Programado. 2. ed. São Paulo: Vida Nova, 2011, 192 p. – ISBN 9788527504584.

ORTIZ, P. Dicionário do hebraico e aramaico bíblicos. São Paulo: Loyola, 2010, 176 p. – ISBN 9788515018970.

SCHÖKEL, L. A. Dicionário Bíblico Hebraico-Português. São Paulo: Paulus, 1997 [6. reimpressão: 2014], 798 p. – ISBN 8534910464.

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