Um novo quadro econômico para o cristianismo primitivo

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BOER, R. ; PETTERSON, C. Time of Troubles: A New Economic Framework for Early Christianity. Minneapolis: Fortress Press, 2017, 320 p. – ISBN 9781506406312.

BOER, R. ; PETTERSON, C. Time of Troubles: A New Economic Framework for Early Christianity. Minneapolis: Fortress Press, 2017, 320 p.

Economic realities have been increasingly at the center of discussion of the New Testament and early church. Studies have tended to be either apologetic in tone, or haphazard with regard to economic theory, or both‒‒either imagining the ancients as involved in “primitive” economic relationships, or else projecting the modern capitalist preoccupation with markets and the enterprising individual back onto first-century realities. Roland Boer and Christina Petterson blaze a new trail, relying on the expansive work on the Roman economy of G. E. M. de Ste. Croix (who was relatively uninterested in the New Testament, however) and on the theoretical framework of the Régulation school. Theoretically flexible and responsive to historical data, Régulation theory gives appropriate regard to the centrality of agriculture in the ancient world and finds economic instability to be the norm, except for brief episodes of imposed stability. Boer and Petterson find the Roman world in crisis as slavery expands, transforming the agricultural economy so that slave estates could supply the needs of the polis. Successive chapters describe aspects of the economic crisis in the first century and turn at last to understand the ideological role played by nascent Christianity.

Roland Boer is Xin Ao Professor of Literature at Renmin University of China, and research professor at the University of Newcastle, Australia, and authored numerous books.

Christina Petterson is a postdoctoral research associate at the University of Newcastle.

Crucifixão no mundo mediterrâneo

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COOK, J. G. Crucifixion in the Mediterranean World. Tübingen: Mohr Siebeck, 2014, XXIV + 522 p. – ISBN 9783161531248.

Crucifixion in the Mediterranean World


John Granger Cook traces the use of the penalty by the Romans until its probable abolition by Constantine. Rabbinic and legal sources are not neglected. The material contributes to the understanding of the crucifixion of Jesus and has implications for the theologies of the cross in the New Testament. Images and photographs are included in this volume.

John Granger Cook argumentiert, dass man, um das Phänomen der Kreuzigung im römischen Reich zu verstehen, mit einer Untersuchung der Hinweise in lateinischen Texten und Inschriften beginnen und dies dann durch die Erkenntnisse ergänzen sollte, die man durch archäologische Funde erhält (das Arieti-Fresco eines Mannes auf einem Patibulum [waagrechter Holm], das Puteoli- und Palatine-Graffiti einer Kreuzigung, der Kreuzigungsnagel im Fersenbein von Jerusalem und das Pereire-Schmuckstück). Diese Hinweise klären die genaue Bedeutung solcher Begriffe wie Patibulum und Crux (senkrechter Holm und Kreuz), welche im Gegenzug die griechischen Begriffe und Texte, die Kreuzigungen schildern, erklären. Der Autor geht der Verwendung dieser römischen Strafform bis zu ihrer vermutlichen Abschaffung durch Konstantin nach. Rabbinische und juristische Quellen werden ebenfalls analysiert. Die Untersuchung trägt zum besseren Verständnis der Kreuzigung Jesu bei und hat Auswirkungen auf die Kreuzes-Theologien im Neuen Testament. Der Band enthält Abbildungen und Fotografien.

Leia Mais:
Como os romanos crucificavam uma pessoa?

Contexto histórico e cultural do Novo Testamento

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SMITH, D. L. Into the World of the New Testament: Greco-Roman and Jewish Texts and Contexts. London: Bloomsbury T & T Clark, 2015, 256 p. – ISBN 9780567657022. Para Kindle, aqui.

Publicação em paperback prevista para março de 2015 e para Kindle no final de janeiro de 2015.

Resenha feita por Jim West em seu blog. Ele diz: I recommend it to those teaching New Testament introduction and to students taking New Testament introduction (even if it isn’t a required text).  And I commend it to the attention of those who are taking no courses, attending no school, seeking no grade; to those who simply want to know more about the New Testament itself. 

O livro de Daniel Lynwood Smith parece interessante especialmente para quem está começando a estudar o Novo Testamento, como os nossos alunos de graduação em Teologia.

Diz a editora:
Daniel Lynwood Smith orients readers of the New Testament to its historical and cultural settings, introducing the cast of characters, and illuminating key concepts by exploring their use in ancient texts. Smith includes quotations from many primary sources including Josephus, Tacitus, the Qumran Community, Pliny the Younger, and other carefully chosen texts from lesser-known ancient sources. These texts are all carefully woven together with commentary, to provide a narrative framework for the material and guide students through the text. A glossary of complex terms is provided, to make everything as clear as possible for the newcomer to New Testament studies.

This integrative approach both introduces the key sources to the reader and elaborates on their significance for understanding the New Testament. In an admirably concise format Smith is able to cover the military-political history of Israel-Palestine, the messianic movements of Second Temple Judaism, the ancient practice of crucifixion and the development of the Christian canon. Through immersion in these ancient Jewish, Christian, and Greco-Roman texts and contexts, contemporary readers take a step closer to experiencing the New Testament with first-century eyes and ears.

Sumário:
Preface
Chapter 1: What is the New Testament?

Part 1: The Setting
Chapter 2: The Kingdom of… God?
Chapter 3: When in Rome

Part 2: The Cast of Characters
Chapter 4: John the Baptist and other Movers and Shakers
Chapter 5: A Virgin, a King, a High Priest, a Governor, and a Rabbi
Chapter 6: Joshua the Carpenter’s Son…or the Christ, the Son of God?
Chapter 7: Learners
Chapter 8: The Jews
Chapter 9: “I am a Jew”

Part 3: Reading Words
Chapter 10: The Crux of the Matter
Chapter 11: Faith(fulness)
Chapter 12: Apocalypse Then
Post-Script: Loose Canons

Glossary: The Meaning of Words

Gerd Theissen: O Movimento de Jesus

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Esta é uma revisão do conhecido livro de Gerd Theissen, Sociologia do Movimento de Jesus [original alemão: 1977]. São Leopoldo: Sinodal/Vozes, 1989, 187 p. – ISBN 8523301968.

THEISSEN, G. O Movimento de Jesus: História social de uma revolução de valores. São Paulo: Loyola, 2008, 480 p. – ISBN 8788515035502.

Original alemão: Die Jesusbewegung. Sozialgeschichte einer Revolution der Werte. Gütersloh: Gütersloher Verlagshaus, 2004, 320 S. – ISBN 9783579065038.

Diz a Loyola:
Em Sociologia do Movimento de Jesus (…) Theissen defendeu quatro teses: no começo do cristianismo primitivo havia carismáticos itinerantes sem pátria, (que), vivenciando uma ética radical, faziam parte de um movimento intrajudaico de renovação. (O) seu surgimento foi condicionado por uma crise da sociedade judaico-palestina, (enquanto) sua resposta a essa crise era uma visão de amor e reconciliação. Da revisão desse escrito surgiu o presente livro. A estrutura continua a mesma. A tese do radicalismo itinerante também é defendida aqui. Os carismáticos itinerantes eram considerados a medula do movimento de Jesus, um movimento intrajudaico de renovação, desencadeado por Jesus no âmbito sírio-palestino, que floresceu entre 30 e 70 d.C. Neste livro ele é ambientado ainda mais na história do povo judeu pela comparação com outros movimentos de renovação do judaísmo. Em conseqüência, defende-se a tese de que esse movimento aprendeu do fracasso de outros anteriores e assimilou experiências prévias. Somente assim foi capaz de, na forma do jovem cristianismo dele decorrente, sair da cultura autóctone, penetrando e alterando a cultura estrangeira superior. O autor descreve sua realidade histórico-social e psicológico-social. Suas análises mostram que, em vez do poder, os seguidores de Jesus realizaram uma revolução dos valores, das normas e das convicções religiosas. A esse movimento devemos algumas das nossas mais preciosas tradições.

Gerd Theissen, nascido em 1943, é Professor de Teologia do Novo Testamento na Universidade de Heidelberg, Alemanha. Veja mais publicações de Gerd Theissen aqui e aqui.

Jesus e os camponeses: novo livro de D. Oakman

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Quem já leu algo de Douglas E. Oakman, como Jesus and the Economic Questions of His Day (1987) ou Palestine in the Time of Jesus: Social Structures and Social Conflicts (com K. C. Hanson, 2. edition 2008), sabe da importância de seus estudos para se entender a Palestina da época de Jesus.

Pois mais um estudo de Oakman, Jesus e os camponeses, acaba de ser publicado agora em janeiro de 2008, na coleção Matrix: The Bible in Mediterranean Context da editora Cascade Books, que tem outros estudos bem interessantes:

OAKMAN, D. E. Jesus and the Peasants. Eugene, OR : Cascade Books, 2008, 348 p. – ISBN 9781597522755


Diz a editora:
While some of the chapters focus on systemic issues, others probe the depths of individual Gospel passages. The author’s keen eye for textual detail, archaeological data, comparative materials, and systemic overviews make this volume a joy for anyone interested in understanding Jesus in his own context. The volume is organized into three interrelated parts:
1) Political economy and the peasant values of Jesus
2) The Jesus traditions within peasant realities
3) The peasant aims of Jesus.

Aproveite e visite a Home Page de Douglas E. Oakman.

Devemos evitar a familiaridade com a Bíblia para melhor compreendê-la?

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Quando fiz a resenha do livro de Philip R. Davies, In Search of ‘Ancient Israel’, Sheffield, Sheffield Academic Press, [1992] 1995, encontrei, no capítulo que trata da definição do Israel bíblico, este provocador convite: precisamos desafiar nossa formação teológica e desfamiliarizarmo-nos com a Bíblia!

Philip R. Davies argumenta que para quem se empenha numa pesquisa histórica, o Israel bíblico é um problema e não um dado. O termo ‘Israel’ é utilizado em pelo menos 10 sentidos diferentes na literatura bíblica, segundo especialistas na área, e de um modo bastante flexível. Nós precisamos perguntar que tipo de termo é este. Mas, “muitos biblistas têm uma longa convivência com a Bíblia, e sua noção de Israel já está internalizada, a tal ponto que eles tomam seus vários usos como sendo homogêneos, sua complexidade como simples e suas contradições como invisíveis (…) O ‘Israel’ da literatura bíblica é automaticamente adotado como um termo apropriado para o uso erudito, incluindo toda a sua variedade e contradição” (p. 49). Deste modo, ‘Israel’ é um povo, tem uma religião, tem seu próprio deus; ‘Israel’ é uma terra, é um reino unido sob Davi e Salomão, é dividido em dois reinos… Por isso, nós devemos tomar uma atitude que desafia nossa formação teológica: desfamiliarizarmo-nos com a Bíblia!

Agora, lendo Tyler F. Williams no biblioblog Codex, encontro o mesmo argumento no post The Strange New World of the Bible. Ele argumenta que frequentemente temos uma falsa percepção de familiaridade com a Bíblia que é um tropeço para a sua compreensão. Precisamos manter a consciência da distância histórica entre o mundo bíblico e o nosso, se quisermos evitar a sobreposição de nossos pressupostos à realidade da época em que a Bíblia foi escrita. Ele estava lendo o livro de Bruce J. Malina e Richard L. Rohrbaugh, Social-Science Commentary on the Synoptic Gospels, Minneapolis, Fortress Press, [1992], 2a. edição, 2003. E, deste livro, ele cita vários exemplos de como o mundo mediterrâneo no qual o Novo Testamento foi gestado tem muito menos em comum com o Ocidente moderno do que imaginamos.

Também tratei disso ao escrever o artigo Leitura Socioantropológica do Novo Testamento, no primeiro item do texto. Aí uso a introdução feita por Rohrbaugh ao livro por ele organizado com o título The Social Sciences and New Testament Interpretation [As Ciências Sociais e a Interpretação do Novo Testamento], publicado em Peabody, Massachusetts, Hendrickson, em 1996. Gostaria que o leitor pudesse fazer uma visita a esse artigo e considerasse alguns dados interessantes.

Como a proposta de leitura do Pai Nosso feita por Douglas E. Oakman. Bem, se alguém ficar chocado e quiser ver com mais detalhes e fundamentação o que ele está dizendo, consulte o meu texto Leitura socioantropológica no livro do Cássio Murilo Dias da Silva, Metodologia de Exegese Bíblica, São Paulo, Paulinas, 2000 [2a. edição: 2003], capítulo 11, especialmente as páginas 358-361. Sem se esquecer da detalhada nota 10 na p. 360, que trabalha o significado do texto do Pai Nosso utilizando o texto de Mt em grego.

Por outro lado, deixo uma provocação para a reflexão do leitor: um dos pontos fundamentais de nossa leitura popular da Bíblia é exatamente a familiaridade com a qual conseguimos tratar o texto bíblico. Qual seria a hermenêutica mais correta? Ou não estaria uma em oposição à outra?

Como os romanos crucificavam uma pessoa?

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Eu vi na semana passada o post de Jim Davila no biblioblog PaleoJudaica.com sobre os muitos modos usados pelos romanos para crucificar uma pessoa: Image of Jesus’ crucifixion may be wrong, says study. Mas só hoje, lendo mais sobre o assunto, fiquei impressionado! Veja o artigo que está na página da ABC News, onde se explica que a pessoa podia ser pregada na cruz até mesmo pelos genitais… Jim Davila custa a crer, por não haver evidências de tal prática, mas não duvida da imaginação dos antigos romanos…


Right Side Up or Right Side Down? Doubts Cast on Jesus’ Crucifixion
British Study Tries to Prove How Jesus Died

By Mike Lee – March 30, 2006

Was Christ crucified upside down with his feet nailed to the top of the cross, his head toward the ground? Or was he not even nailed, but instead lashed to the cross with cords, perhaps to the side, rather than the front of the cross? These gruesome questions have suddenly been raised by scientists in a new study published by Britain’s Journal of the Royal Society of Medicine (…) Sometimes a victim was nailed to the cross by his genitals, according to the authors. Although the study does not allege that this is what happened to Christ, it poses that possibility (cont.)