Mês da Bíblia 2019: Primeira Carta de João

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O tema do Mês da Bíblia 2019 é “Para que n’Ele nossos povos tenham vida – Primeira Carta de João”. Trata-se do quarto e último ano do ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida”. No primeiro ano em 2016 refletiu-se sobre a Profecia de Miqueias. No segundo ano em 2017 foi a Primeira Carta aos Tessalonicenses. Em 2018 no terceiro ano foi o Livro da Sabedoria. Neste quarto ano 2019 é a vez da Primeira Carta de João.

Mês da Bíblia 2019: Primeira Carta de João - Texto-baseO lema do Mês da Bíblia 2019 é “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 419). O verbo amar é uma palavra chave da Primeira Carta de João. O lema recorda que o amor provém de Deus e chega a todas as criaturas. O amor é convite que pede uma resposta que é amar. Assim a resposta ao amor de Deus é o amor aos irmãos.

O mês de setembro se tornou referência para o estudo e a contemplação da Palavra de Deus, tornando-se em todo o Brasil, desde 1971, o Mês da Bíblia. Desde o Concílio Vaticano II, convocado em dezembro de 1961, pelo papa João XXIII, a Bíblia ocupou espaço privilegiado na família, nos círculos bíblicos, na catequese, nos grupos de reflexão, nas comunidades eclesiais.

Este ano, 2019, será o 48º em que a Igreja no Brasil comemora o Mês da Bíblia. Neste sentido, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dando continuidade ao ciclo do tema “Para que n’Ele nossos povos tenham vida” propôs para o Mês da Bíblia o estudo da Primeira Carta de João, com destaque para o lema “Nós amamos porque Deus primeiro nos amou” (1Jo 4,19).

Dom Peruzzo, presidente da Comissão ressalta que o texto-base não se trata de um livro para especialistas, tampouco para quem desconhece a Primeira Carta de João. “Certamente servirá de aprofundamento para agentes de pastoral, para animadores de comunidades, para catequistas (…)”, afirmou o bispo.

Ele garante também que a boa didática e a sensibilidade pedagógica presentes nas páginas escritas pelo autor, o professor Cláudio Malzoni, de Recife, ensejarão grande apreço por este escrito do Novo Testamento. “Que o estudo da Primeira Carta de João mova-nos e comova-nos a diálogos fraternos e a convivências pacificadoras, amando-nos uns aos outros”, exorta o bispo.

No texto-base, lançado pela Editora CNBB, logo em suas primeiras páginas são dadas algumas orientações básicas sobre a Primeira Carta de João, importantes para situá-la em seu contexto histórico, literário e teológico. À medida que o leitor avança poderá encontrar informações básicas referentes ao gênero literário, ao autor e aos interlocutores, aos temas teológicos principais, à época e ao lugar de composição da Carta. Nos capítulos seguintes, o autor busca fazer uma exposição passo a passo.

O subsídio pode ser adquirido no site da Edições CNBB: www.edicoescnbb.com.br

Fonte: CNBB

 

Primeira carta de João. Vida Pastoral, São Paulo, n. 329, 2019.

A primeira carta de João é o texto escolhido para estudo no mês da Bíblia deste ano. Vida Pastoral traz até você nossa colaboração para reflexão, aprofundamento e vivência da riqueza deste escrito sagrado.

Sabe-se que a carta é um dos meios de comunicação mais antigos do mundo. Foi também a principal forma de comunicação entre as primeiras comunidades cristãs. A carta geralmente leva em conta circunstâncias próprias e contém informações de interesse específico do destinatário.

Escrita por volta dos últimos anos do século I, a primeira carta de São João se destina a um grupo de igrejas ligadas diretamente ao apóstolo, especificamente a umPrimeira carta de João. Vida Pastoral, São Paulo, n. 329, 2019. público misto de pagãos e de judeus convertidos ao cristianismo. O tema central diz respeito à fé na encarnação do Filho de Deus e ao amor ao próximo.

Havia nas primeiras comunidades cristãs uma confusão imensa acerca da identidade de Jesus Cristo. Certos grupos dissociavam o Jesus histórico do Cristo da fé, de modo que separavam a fé da vida como ela é. Alguns, inclusive, tinham uma visão totalmente negativa sobre a condição humana, concepção que os levava a não admitir que Jesus fosse verdadeiramente humano. Isso gerava a mentalidade de que não era necessário o amor ao próximo, mas somente o amor a Deus, bem como o conhecimento que a pessoa tinha de sua origem e destino. A primeira carta de João se insere justamente nessas circunstâncias, com o objetivo de conscientizar as mentes e resolver os conflitos na comunidade. O que interessa a João é esclarecer seus leitores sobre o verdadeiro Jesus. “Quem reconhece que Jesus Cristo veio na carne, esse vem da parte de Deus” (1Jo 4,2).

Em posse do texto da primeira carta de João, o leitor pode notar que cada capítulo é uma espécie de homilia ou meditação, exortando a comunidade sobre os perigos de uma concepção errada de Jesus e a necessidade de conversão; isto é, para um testemunho autêntico da fé, é necessário que cada cristão testemunhe em palavras e atitudes Jesus Cristo feito carne. Isso se dá mediante a experiência do amor ao próximo. O amor nos aproxima de Deus. “Quem não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor” (1Jo 4,8). Quem ama não nega Jesus feito homem, verdadeira carne humana.

O amor é a verdadeira luz que ilumina a comunidade e a faz capaz de dissipar a treva da divisão. Portanto, no mundo os cristãos são chamados a realizar aquilo que Jesus realizou. O sopro de Deus que levou Jesus a realizar sua obra está também em nós. O sopro é o que nos faz perceber e sentir que no amor não há o medo. Em tempos de ódio e de imposição de medos, a leitura e meditação da primeira carta de João nos inspiram a ternura e a alegria de viver no amor.

Fonte: Carta do editor – Vida Pastoral: Setembro-Outubro de 2019

Grande Sertão: Veredas – Travessias

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Grande Sertão: Veredas. Travessias

Revista IHU On-Line Edição 538 | 05 Agosto 2019Grande Sertão: Veredas. Travessias - IHU On-Line Edição 538 | 05 Agosto 2019

Editorial

Travessia. Essa é a outra forma que Guimarães Rosa encontrou de nos ensinar a escrever e dizer a palavra vida. A última palavra de sua obra Grande Sertão: Veredas é que liga o fio do tempo, o passado e o presente, de um Brasil, que tanto antes como agora, é o país que poderia ter sido, mas nunca foi. A jagunçagem, para usar um termo do autor, é uma forma política presente em muitas instâncias e nos joga diante de desafios e contradições enormes. Para tratar de literatura e do Brasil atual, oito especialistas se debruçam sobre a obra de Guimarães Rosa. A capa desta edição é assinada pela artista Anna Cunha.

Faustino Teixeira, professor e pesquisador do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, faz uma apresentação da obra em perspectiva com vários autores e leituras de Guimarães Rosa.

Kathrin Rosenfield, professora nos programas de pós-graduação em Letras e em Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, fala sobre o dilaceramento existencial brasileiro em Grande sertão: veredas. “Um terceiro alicerce para a tradição imaginária brasileira seria a recuperação artística da musicalidade das falas regionais e das suas saborosas metáforas concretas.”

Willi Bolle, professor titular de Literatura na Universidade de São Paulo – USP, lembra que “enquanto Gilberto Freyre usa o símbolo de um entrelaçamento harmonioso (&) entre senhores e escravos, Guimarães Rosa, através dos dois pontos ( : ) acentua o antagonismo entre os donos de territórios e casas ‘grandes’ e os que moram em casebres nas ‘veredas’”.

Marcia Marques de Morais, professora da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas, faz uma leitura da obra de Guimarães Rosa em chave psicanalítica. “Guimarães Rosa trata a linguagem, essa sim, a verdadeira protagonista de sua obra. Esse trato, para além de ser um traço lúdico a apresentar desafios para o leitor, piscadelas do autor em direção a seu leitor, é, sem dúvida, propiciador do enlace entre literatura e psicanálise.”

Eduardo de Faria Coutinho, um dos mais renomados acadêmicos em Literatura Comparada e professor titular da disciplina na Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, escreve sobre o convite ao pensar ético que Guimarães Rosa convoca. “Sufocado por um cotidiano calcado na continuidade, que se expressa pela repetição mecânica de atos e gestos, o homem, e em particular o adulto comum, não percebe a automatização a que se sujeita.”

Adair de Aguiar Neitzel, professora titular da Universidade do Vale do Itajaí – Univali, discute as mulheres rosianas. “É pelas mãos de Diadorim que Riobaldo passa do estado físico para o estético e deste para o Moral. Mas é uma relação marcada pela ambiguidade, contradição, angústia de estar se envolvendo com um homem. Essa tensão que se estabelece entre ambos, por conta de uma paixão impossível na jagunçagem, torna esse amor uma neblina.”

Eduardo Guerreiro Brito Losso, professor associado de Teoria Literária do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Literatura da UFRJ, relaciona a literatura de Guimarães Rosa à mística. “Pois acho, justamente, que a defesa de Rosa do predomínio da dimensão metafísico-religiosa de sua obra tem a ver com o desejo dele de mexer com esse perigo, já que, se tem alguém que gosta de perigos, é ele.”

Terezinha Maria Scher Pereira, professora da UFJF, relata a multiplicidade de Guimarães Rosa. “No Grande sertão: veredas, o processo é uma reflexão filosófica, existencial, para pôr em questão o panorama cultural da razão moderna, no momento do processo desenvolvimentista do Brasil do século XX.”

Este numero da revista contou com a importante e fundamental parceria do Prof. Dr. Faustino Teixeira, a quem agradecemos a generosa contribuição.

A arqueologia usada como ferramenta política em Israel

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Arqueólogos sionistas americanos fazem escavações em território palestino ocupado para promover suas crenças messiânicas e legitimar a ocupação israelense. Aqui é relatado o caso de Tel Shiloh, a localidade bíblica de Silo (1Sm 1,3; 4,1-11).

O arqueólogo Scott Stripling, cristão evangélico, acredita que a Bíblia deve ser lida literalmente e usada como um roteiro para sua pesquisa. “A Bíblia é um documento histórico confiável? Alguns colegas israelenses discordam, mas eu acredito que sim”, diz ele. “Por um lado, temos o Antigo Testamento e, por outro lado, artefatos arqueológicos. Existe uma verossimilhança? Isso é o que esperamos. Mas eu não ando por aí com uma Bíblia em uma mão e uma pá na outra”.

Israel usa a arqueologia como uma ferramenta política em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia para tentar justificar sua presença. Isso explica por que eles estão trabalhando com os evangélicos, que apoiam a mesma narrativa. Os evangélicos não fazem pesquisa para o benefício da comunidade local, mas para seu próprio benefício e para apoiar a ocupação, diz Yonathan Mizrachi, diretor da ONG israelense Emek Shaveh.

 

Digging in the Holy Land: Evangelicals are excavating occupied soil to help their cause, and Israel’s

American, ultra-religious archaeologists are descending on the West Bank to promote their beliefs

A day of archaeological digging by the Associates for Biblical Research always begins with a reading of the Bible, the very text of which they are trying to demonstrate the historical reliability.

“I am the light of the world. Whoever follows me will not walk in darkness, but will have the light of life,” repeated the group of twenty ideologically-driven Evangelical Christians, mostly pro-Israel Americans on the white religious right of the faith at odds with many of its strands in the Middle East.

Escavações em Tel Shiloh, Cisjordânia. Foto: Amnon GutmanIt is barely 5am in Jerusalem, and team members are just boarding a bus heading to Tel Shiloh, an archaeological site on private Palestinian land in Area C of the occupied West Bank, which is subjected to full Israeli control.

There, they say, may lie the remains of the tabernacle – the shrine that is believed to have hosted the Ark of the Covenant, a wooden chest said to have held the ten commandments on two stone tablets.

The dig site is suffused with a mild morning light. In a camel-coloured cowboy hat and sunglasses, always flashing a bright smile, team leader Dr Scott Stripling, 54, fits the Hollywood picture of an archaeologist. His work, however, is far from conventional.

A proud Evangelical Christian, he and his team believe the Bible is to be read literally and it serves as a textbook for their research.

“Is the Bible a reliable historical document? Some Israeli colleagues disagree, but I believe so,” says Mr Stripling, also arguing that many archaeologists are biased against the “holy word”.

“On the one hand, we have the Old Testament and, on the other hand, archaeological artefacts. Is there a verisimilitude? That’s what we expect.

“But I don’t walk around with a Bible in one hand and a shovel in the other.”

It is the third year of the excavation in Tel Shiloh and Mr Stripling hopes to find new clues to confirm that the elusive tabernacle was once located here. Last year, they discovered a ceramic pomegranate, a fruit symbolically associated with the holy shrine.

The pieces unearthed in Tel Shiloh are brought back to Jerusalem each day, before being analysed in collaboration with the Israeli antiquities authorities in a process critics say is disturbingly opaque. In mid-May, the Supreme Court ruled that Israel is not obligated to release information about archaeological digs in the occupied West Bank, rejecting an appeal by two non-governmental organisations.

“Everything we find is stored in Israel and if a political solution to [the Israeli-Palestinian] conflict is found, the people in charge of the territory will then have access to the objects,” Mr Stripling says.

“But I’ll be dead before that happens,” he laughs.

The inter-religious relationship between some Israeli Jews and American Evangelicals is sometimes labelled opportunistic. A subset of the Evangelical community believes that the return of the Jewish people to the land of their ancestors is necessary for the return of the Messiah and the end of times, as laid out in the Bible. Israeli authorities, meanwhile, are searching for allies to support their half-century old military occupation.

Emeline and Perry Ginhart, a newly-wed American couple, hope to make more discoveries that will help support the authenticity of their Messianic vision of Christianity. They visited Tel Shiloh last May for their honeymoon, paying thousands of dollars to be allowed to take part in the dig. Both amateurs with no professional experience in archaeology, they spent long hours clearing the tiny area of dirt they were in charge of under the scorching sun.

“By helping Israel, we are helping our cause. Our creator gave us these lands to take care of,” says Mr Ginhart.

Leah Tramer, one of the few Israelis in the team, is a former research assistant at Tel Aviv University and a self-declared “former leftist”. She says her political views changed after a particularly violent attack by Palestinian militants.

Since then, she has been working for the University of Ariel, located in a large Israeli settlement in the occupied West Bank. She helps American Evangelicals who come to the area to dig – to them, Judea and Samaria, the biblical name they give to the West Bank, is a natural extension to the current Israeli state.

“There is nothing more exciting than doing research related to the Bible,” she says.

“It is wonderful that Christians are helping us to recover our past.”

Archaeological finds are used in a political and ideological context as theoretical evidence for the importance of Jewish heritage over Palestinian links to the land.

“Israel uses archaeology as a political tool in East Jerusalem and the West Bank to try to justify its presence. This explains why they are working with Evangelicals, who support the same narrative,” Yonathan Mizrachi, director of the left-wing Israeli NGO Emek Shaveh, told The National.

“Evangelicals don’t do research for the benefit of the local community but for their own benefit and to support the occupation.”

Many other sites beside Tel Shiloh have raised controversy, in a land where archaeology is inherently political. The City of David in occupied East Jerusalem’s Palestinian neighbourhood of Silwan (also known as Wadi Hilweh) is, according to biblical references, the original site of Jerusalem at the time of King David some 3,000 years ago. It is now a popular pilgrimage site for Evangelicals from all over the world.

Last month, US Ambassador to Israel David Friedman and White House Mideast peace envoy Jason Greenblatt participated in an inaugural ceremony there to unveil the “Pilgrimage Road,” a now-subterranean stairway that is said to have served as a sacred Roman-era road for Jews to the Temple Mount.

According to local residents, underground excavations at the site, which have lasted for years, have severely damaged 15 Palestinian houses.

Mazen Aweida, 48, points to thick cracks running along the walls of his home, where the kitchen sink has half-collapsed and the bedroom floor has buckled.

“We’re miserable,” he says.

“I have young children and I’m afraid debris will fall on them. It stresses me out a lot,” the father of seven whispers, glancing at his little boy sitting next to a gaping scar running from the floor to the ceiling.

Many residents are convinced that archaeological digs are part of a broader strategy to drive Palestinians out and take control of their land.

The City of David Foundation, a nationalist Israeli organisation behind the project and known by its Hebrew initials ELAD, declined a request to comment, but it has previously denied responsibility for damage to Palestinian homes.

A European specialist who has been working in the Middle East for decades decried Biblical archaeology, questioning those who believe that all of the Bible was intended to be understood literally.

“The Israeli army must stop the archaeological massacre in the occupied territories,” said the specialist, who asked not to be named.

At 1pm, the sound of a shofar, a traditional Jewish horn, echoes through the rocky hills of Tel Shiloh to mark the end of the day’s dig. But those taking part will be back tomorrow in search of the holy tabernacle, despite the fact that they are yet to find anything decisive.

“The absence of proof,” says Mr Stripling, “is not the proof of absence.”

Fonte: Wilson Fache and Salomé Parent – The National: July 29, 2019

Um roteiro para o estudo da Septuaginta

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Recomendo o artigo de Leonardo Pessoa da Silva Pinto, brasileiro, Professor no Pontifício Instituto Bíblico. Uma contribuição valiosa, escrita com clareza, em assunto pouco conhecido em nosso meio. Está disponível em pdf na ReBiblica, v. 1, n. 2, p. 186-198, jul.-dez. 2018.

Redescobrindo a Septuaginta: Itinerário para o estudo da Bíblia Grega

Leonardo Pessoa da Silva Pinto

RESUMO
Este artigo apresenta a redescoberta da Septuaginta ocorrida na pesquisa contemporânea, com o aumento considerável na produção bibliográfica e o surgimento de novos projetos, movimento que teve pouco impacto na pesquisa bíblica no Brasil. O objetivo desta contribuição é indicar as obras e tendências recentes mais importantes nos estudos sobre a Septuaginta, bem como oferecer uma avaliação das mesmas, a fim de que o biblista ou o estudante ainda não familiarizado com a literatura especializada sobre a LXX possa seguir um itinerário de aprofundamento neste campo, segundo os próprios interesses acadêmicos. Oferece-se uma bússola para que o iniciante possa se orientar na imensa bibliografia a respeito, mas também uma via para o iniciado que deseje aprofundar temas específicos relacionados à LXX. Conhecer o estado atual da pesquisa sobre a Septuaginta, bem como as perspectivas que se abrem para o futuro, é essencial para a exegese seja do Antigo, seja do Novo Testamento; a Bíblia grega não pode mais ser relegada a uma posição secundária no campo dos estudos bíblicos.

 

Na introdução do artigo, Leonardo explica:

Nas últimas décadas houve uma redescoberta da Septuaginta que provocou uma enxurrada de novas teses doutorais, projetos de pesquisa, traduções e comentários HARL, M.; DORIVAL, G.; MUNNICH, O. A Bíblia grega dos Setenta: do judaísmo helenístico ao cristianismo antigo. São Paulo: Loyola, 2007.sobre o texto da LXX. O interesse pela Septuaginta não se limita mais à sua importância para se emendar o texto hebraico, mas ela se tornou campo de pesquisa em si mesma, dentro do qual vários subcampos vão surgindo, como se verá abaixo. Não obstante esse aumento no interesse pela Septuaginta e na bibliografia a seu respeito no cenário internacional, a LXX parece ter despertado pouca atenção entre os pesquisadores brasileiros. Recentemente, ao descrever a situação da pesquisa sobre a LXX no Brasil e no restante da América do Sul para o Journal of Septuagint and Cognate Studies, Rodrigo Franklin de Sousa pôde intitular seu artigo “mapeando um território inexistente” (2018, p. 62-64). Mesmo considerando que algumas iniciativas tenham sido omitidas naquele artigo, é preciso reconhecer que a LXX permanece numa situação marginal na pesquisa e na produção bibliográfica brasileiras. Nesta situação, é possível que o pesquisador brasileiro tenha dificuldades até mesmo para saber como iniciar a pesquisa sobre a LXX. Neste artigo, serão apresentados os instrumentos para o estudo da LXX, com um comentário sobre sua qualidade e utilidade, bem como alguns dos projetos importantes em curso. Será oferecido um itinerário para o não especialista em estudos da Septuaginta, desde o completo iniciante até quem recebeu apenas noções introdutórias. Como se verá, um dos maiores problemas para o biblista de língua portuguesa é a falta de literatura no nosso idioma. Além do grego, o conhecimento do inglês, neste contexto, se torna praticamente obrigatório.

E na conclusão diz:

RAHLFS, A. ; HANHART, R. (eds.) Septuaginta. Editio altera. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2007.Para que o Brasil seja um dia colocado no mapa dos estudos da Septuaginta, é necessário que o pesquisador brasileiro se familiarize com as questões mais importantes e os estudos a seu respeito, e então os leve em consideração no seu trabalho de exegese e de interpretação bíblica. Passar de uma noção apenas geral e superficial a uma compreensão mais aprofundada sobre a LXX e o impacto que pode ter em todas as dimensões do trabalho exegético é um pré-requisito para se aproveitar todo o potencial da tradução grega. Desde boas introduções até monografias especializadas, hoje não faltam instrumentos para o estudo da LXX, embora devamos admitir que a disponibilidade de material em língua portuguesa ainda deixa muito a desejar. Muitas tendências na pesquisa bíblica chegam ao Brasil com décadas de atraso e a questão da revalorização da Septuaginta não é uma exceção. Espero que este artigo sirva de auxílio e itinerário para quem desejar entrar nesse mundo apaixonante e tão fundamental para os estudos bíblicos, e possa contribuir para que a LXX deixe de ser no nosso meio uma ilustre desconhecida.

Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – julho-dezembro 2018

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Interpretação de textos bíblicos: Tendências e debates

Na esteira dos primeiros artigos da Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – ReBiblica, este segundo fascículo continua a enfocar questões candentes e tendências na pesquisa bíblica nestes últimos anos da segunda década do século XXI. Cinco artigos formam um conjunto bastante diverso quanto às abordagens, mas muito equilibrado quanto ao material analisado: dois estudos sobre a Bíblia Hebraica, um sobre a Bíblia Grega (Septuaginta) e dois sobre o Novo Testamento.

Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – ReBiblicaIniciamos com um artigo sobre um dos salmos mais musicados da história do judeu-cristianismo. Em O Salmo 150 à luz da Análise Retórica Semítica, Waldecir Gonzaga apresenta-nos novas perspectivas da riqueza e da profundidade do texto de encerramento do Saltério, a fim de que possamos estudá-lo, rezá-lo e vivenciá-lo de modo renovado.

Em “Casa de oração para todos os povos”: O estrangeiro na sociedade pós-exílica à luz de Is 56,1-8, Heitor Carlos Santos Utrini analisa a teologia do texto isaiano, com especial destaque para a figura do estrangeiro, e situa tal oráculo em seu contexto histórico.

Neste fascículo, o artigo internacional é-nos oferecido por Leonardo Pessoa da Silva Pinto, que neste semestre leciona no Pontifício Instituto Bíblico de Roma. Em Redescobrindo a Septuaginta: Itinerário para o estudo da Bíblia Grega, Leonardo resume e avalia a discussão atual e oferece, como indicado no subtítulo, um itinerário seguro para iniciantes e iniciados no estudo da Bíblia dos judeus de Alexandria.

Passando ao Novo Testamento, a controvérsia sobre cura em Mateus 12,22-32 é analisada por Marcelo da Silva Carneiro no artigo intitulado Em nome de quem? O autor utiliza variadas ferramentas da exegese e da análise sócio-política para analisar e discutir possessões demoníacas e a autoridade de Jesus, da comunidade de Mateus e da Igreja de hoje no que se refere a curas e exorcismos.

Por fim, novo artigo sobre leitura decolonial. Em Abordagem pós-colonial e decolonial em Paulo: A Carta aos Romanos, Flávio Martinez de Oliveira nos convida a ler em nova perspectiva aquela célebre epístola paulina e ver nela “a proposta de uma sociedade alternativa com base na justiça escatológica de Deus, que não implica revolta, mas resistência em solidariedade e amor mútuo”.

Com este fascículo fechamos o primeiro volume anual de ReBiblica (2018), com a certeza de que os artigos publicados demonstram não apenas o amadurecimento da pesquisa bíblica no Brasil, mas também o amadurecimento dos leitores interessados na leitura científica do texto bíblico.

Cássio Murilo Dias da Silva – Editor

Sobre o Congresso Internacional de Estudos Bíblicos em Buenos Aires

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Recebi de meu amigo e colega Cássio Murilo Dias da Silva um relato sobre o Congresso Internacional de Estudos Bíblicos realizado em Buenos Aires entre os dias 16 e 19 deste mês. Abaixo, o texto do Cássio.

 

Em comemoração aos oitenta anos da Revista Bíblica publicada na Argentina, realizou-se em Buenos Aires, na semana passada, entre os dias 16 e 19 de julho, o Congresso Internacional de Estudos Bíblicos. O evento foi uma realização conjunta de três associações de biblistas: ABA (Associação Bíblica Argentina), ABIB (Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica) e ABM (Associação de Biblistas do México). O comitê organizador teve a participação de dois brasileiros: Cássio Murilo Dias da Silva e Telmo José Amaral de Figueiredo.

O Congresso teve lugar no teatro da Faculdade de Teologia da Pontifícia Universidade Católica Argentina (UCA) e contou com a participação de mais de 400 biblistas de 23 países. Além dos países de todas as Américas (Norte, Central, Sul e Caribe), também europeus (Espanha, Itália e Áustria) e do Oriente Médio (Líbano). Os brasileiros eram 58, do norte ao sul do Brasil, e formaram o segundo grupo mais numeroso, perdendo apenas para os argentinos.

Como a motivação para o Congresso era o 80º aniversário da Revista Bíblica, o tema geral foi “A exegese na América Latina 80 anos depois”. As conferências e os trabalhos foram divididos em três grandes blocos: pessoas, temas e métodos.

O primeiro dia foi dedicado às pessoas, com três painéis sobre os pioneiros na divulgação e no estudo da Bíblia em nosso continente:Congresso Internacional de Estudos Bíblicos em Buenos Aires em 2019

1) Johannes Straubinger y la Revista Bíblica (Luis H. Rivas – Pablo Pastrone)
2) Los pioneros de la exégesis en América Latina: Brasil y Argentina (Valmor da Silva – Luis Oscar Liberti)
3) Los pioneros de la exégesis en los Países Andinos y Centro- y Norteamérica (Leif Vaage – Fernando F. Segovia – Ahida Pilarski)

O segundo dia, dedicado a temas e textos preferidos, teve três grandes conferências, cada uma delas com uma avaliação crítica:
1) El Éxodo (José E. Ramírez Kidd; avaliação crítica: Dominik Markl)
2)¿Donde están los recursos? Compartir para eliminar la desigualdad – El caso de la viuda de Sidônia – 1Reyes 17,7-16 (Paulo Ueti; avaliação crítica: Michael Floyd)
3) Hermenéutica Latinoamericana de los Evangelios (Néstor Míguez; avaliação crítica: Massimo Grilli)
Na segunda parte da tarde do segundo dia, ocorreram dez seminários e minicursos, vários deles coordenados ou com a participação de brasileiros.

O terceiro dia foi dedicado aos métodos de leitura. No período da manhã, uma grande conferência – Lectura popular de la Biblia (Ralf Huning) – seguida por dez seminários e minicursos, também com destacada atuação de brasileiros. A tarde do terceiro dia teve novo painel para todos os participantes – Hermenéutica latinoamericana (Paula Andrea García Arenas e Juan Alberto Casas Ramírez) e mais nove seminários e minicursos, com presença de brasileiros na condução dos trabalhos.

O quarto e último dia, dedicado a projetos e perspectivas para a exegese latino-americana, iniciou-se com um grande painel: Desafíos para el futuro de la exégesis en América Latina (Raúl Lugo Rodríguez, Jaldemir Vitório, Santiago Guijarro Oporto; reator externo: Rafael Francisco Luciani Rivero). Após o painel, um momento particularmente importante e denso foi o vídeo de 15 minutos com uma entrevista com o Frei Carlos Mesters, sobre sua caminhada como biblista: da academia à formação bíblica dos leigos nas comunidades. A versão apresentada no congresso é um resumo de um diálogo bem mais longo, a ser veiculada pela Rede Vida de Televisão (ainda sem data definida).

A segunda parte da manhã teve vários pequenos painéis, nos quais representantes de vários países apresentaram realizações já em andamento, tanto em nível acadêmico (cursos de especialização e pós-graduação, publicações acadêmicas), como em nível pastoral (animação bíblica da pastoral, cursos paroquiais, publicações de divulgação). O Brasil apresentou, como projeto em desenvolvimento, o periódico científico Revista Brasileira de Interpretação Bíblica – ReBiblica.

Há de se dizer que a comemoração dos 80 anos da Revista Bíblica foi, por assim dizer, apenas o pretexto para este congresso. Tanto esforço para sua realização (mais de dois anos de encontros e discussões) não tinha como objetivo único (nem principal) a reunião de biblistas em quatro dias intensos. Há outras pretensões. Em primeiro lugar, obviamente, o encontro e o intercâmbio de estudiosos da Bíblia em nosso continente, o que foi largamente efetivado nos intervalos (propositadamente longos) entre as conferências. Outro objetivo, foi incentivar o surgimento de associações de pesquisadores da Bíblia em países que ainda não as tem. Também este segundo objetivo já produziu seu primeiro fruto: ao final do congresso, os 12 biblistas peruanos anunciaram a fundação, ali mesmo, durante o congresso, da Associação Bíblica do Peru.

Mas a maior e principal pretensão do congresso é a formação da Rede de Biblistas Latino-americanos – ReBiLa. Esta rede pretende integrar todos os latino-americanos estudiosos da Bíblia. Mesmo quem não esteve no congresso pode inscrever-se e participar. Para isso, o primeiro passo é preencher o formulário online disponível aqui.

A página oficial do congresso – https://www.congresobiblico2019.org– estará disponível ainda alguns meses para quem quiser informações mais completas, bem como para baixar o material disponível (conferências, textos de seminários e minicursos).

Reunião dos Biblistas Mineiros em 2019

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No dia 8 deste mês de julho os Biblistas Mineiros estiveram reunidos na FAJE – Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia -, em Belo Horizonte, MG, debatendo sobre o próximo número da revista Estudos Bíblicos.

Como não pude estar presente, retomo aqui alguns pontos do relato de nosso Coordenador/Secretário Telmo José Amaral de Figueiredo.

Estavam presentes:
Fábio Cristiano Rabelo
Gilmar Ferreira da Silva
Jacir de Freitas Faria
Jaldemir Vitório
Johan Konings
José Luiz Gonzaga do Prado
Marcus Aurélio Alves Mareano
Maria de Lourdes Augusta
Rita Maria Gomes
Telmo José Amaral de Figueiredo
Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa
Zuleica Aparecida Silvano

Ausências justificadas:
Carlos Mesters
Airton José da Silva
Cyril Suresh Periyasamy
Solange Maria do Carmo
Neuza Silveira de Souza

Temática estudada para um número de Estudos Bíblicos em 2020: Eclesiologia Bíblica

Título proposto para o próximo número da revista e de nosso estudo: Igreja: o que é?

Prazo de entrega da primeira versão: até 20 de dezembro de 2019

Propostas de artigos para os Biblistas Mineiros

  • A ekklesia pagã: Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa
  • Igreja: da elite à ralé – evolução de um conceito: José Luiz Gonzaga do Prado
  • Discurso eclesiológico de Mateus 18: Jaldemir Vitório
  • A Igreja segundo Paulo (Rm, 1Cor): Zuleica Aparecida Silvano
  • A Igreja que Paulo não pensou – Cartas Pastorais: Neuza Silveira de Souza
  • A Igreja em Atos: Maria de Lourdes Augusta
  • Espírito Santo e Igreja: Gilmar Ferreira da Silva
  • Projetos de Comunidade no pós-exílio: Jacir de Freitas Faria
  • A crítica de Oseias aos sacerdotes e ao culto: Airton José da Silva
  • A Comunidade Joanina: Johan Konings
  • Igreja: Povo Sacerdotal (1Pd 2,4-10): Telmo José Amaral de Figueiredo
  • Fora da Igreja, (não) há salvação? Fábio Cristiano Rabelo
  • A Mulher no Segundo Testamento: Solange Maria do Carmo
  • As Sete Igrejas do Apocalipse: Marcus Aurélio Alves Mareano
  • A Sinagoga e a Comunidade Cristã da Casa: Jacil Rodrigues de Brito

:: Notícias sobre a revista Estudos Bíblicos
O nosso número sobre fundamentalismo será publicado no segundo semestre deste ano, 2019.

Como já comentamos em reuniões anteriores, há a intenção de se realizar as seguintes modificações na revista Estudos Bíblicos:
. A revista passará a contar com apenas dois números anuais
. Por isso, ela será mais encorpada, isto é, com maior número de artigos
. Observará as regras para obter o selo de avaliação «QUALIS». Por isso, os artigos deverão ser submetidos, antecipadamente, a dois leitores cegos para aprovação e publicação
. Os abstracts devem ser em português e, também em inglês ou espanhol
. A revista estará disponível online

Após uma longa conversa, o nosso grupo de biblistas achou por bem sugerir a Ludovico Garmus, editor-chefe da revista, o seguinte:

a) promover uma reunião, possivelmente no mês de dezembro deste ano, após a conclusão do ano acadêmico. Para essa reunião, poderiam ser convidados os atuais membros dos comitês de Redação e Científico, bem como, os demais colaboradores da revista que integram os grupos regionais. Essa reunião teria como escopo definir melhor o que se quer, de fato, com a revista Estudos Bíblicos, as orientações sobre a publicação de artigos, bem como a definição de temáticas para os próximos números, pois isso favorece o envio de artigos por parte de interessados

b) Inclusive, os artigos que já foram publicados, no passado, poderiam ser reeditados contando com uma atualização bibliográfica e alguma outra renovação

c) Com as inovações em vista da qualificação QUALIS, ter-se-ia que montar: Comitê Editorial, Editor-Chefe, 2 ou 3 para organizar o número específico, revisor de línguas, tanto nacional como estrangeiras, e um corpo de especialistas avaliadores

d) A Tereza Virgínia destacou a importância de haver pareceristas sérios e bem preparados, pois estamos lidando com a Bíblia, algo sagrado para muitas pessoas

e) Frei Jacir relatou a experiência que teve na organização do primeiro número de uma revista do ISTA. A burocracia e o trabalho são grandes

f) Além do estilo “dossiê”, poderá haver uma sessão de “Temas Livres”, o que facilitaria a colaboração de uma maior números de estudiosos

g) No entanto, em nosso grupo surgiu uma proposta que vai em outra direção. A mesma consiste em que a revista torne-se um livro, ou um tipo de publicação como os “Cadernos Bíblicos” (em francês: Cahiers Évangiles) traduzidos do francês pela antiga Edições Paulinas. Isso nos daria mais liberdade para a produção dos artigos. Poderíamos, então, criar uma “coleção” de livros bíblicos com uma intenção mais pastoral. Alguma editora poderia assumir essa tarefa

h) Salientando, também, que há uma boa qualificação para acadêmicos que publicam capítulos em obras coletivas, como seria o caso dessa nossa proposta. Sendo que, as exigências para esse tipo de publicação são bem menores do que para revistas que aspiram a obter uma qualificação QUALIS um pouco mais elevada

i) Esse livro, mencionado acima, poderia ser publicado tanto em papel como em ebook. Ou, apenas em formato ebook ou, ainda, em formato PDF, disponível para ser baixado e impresso

:: Associação Brasileira de Pesquisa Bíblica (ABIB)
IX Congresso Internacional de Pesquisa Bíblica:
. Data: 24 a 27 de agosto de 2020
. Local: Instituto Teológico São Paulo – ITESP – São Paulo
. Tema: História de Israel: Arqueologia e Bíblia

:: Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2020
Confira aqui.

:: Congresso Internacional de Estudos Bíblicos em Buenos Aires
Confira aqui.

:: Publicações recentes de integrantes do grupo dos Biblistas Mineiros

  • Johan Konings: João: O evangelho do Amor de Deus. São Paulo: Edições Loyola, 2019. 96 p. (Coleção: “A Bíblia Passo a Passo”).
  • Johan Konings; Rita Maria Gomes: Marcos: O evangelho do Reinado de Deus. São Paulo: Edições Loyola, 2018. 88 p. (Coleção: “A Bíblia Passo a Passo”).
  • Jaldemir Vitório. As Parábolas em Mateus. In: Luiz Alexandre Solano Rossi; Valmor da Silva (Orgs.). Parábolas na Bíblia. São Paulo: Paulus, 2019.
  • Jaldemir Vitório. O Evangelho Segundo Mateus. São Paulo: Paulus, 2019. (Coleção “Ler a Bíblia”) – a ser publicado em setembro do corrente ano.
  • Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa: Feita no Brasil. A Sabedoria Vulgar da Tragédia Ática Para o Povo Tupiniquim-Catrumano. Belo Horizonte (MG): Relicário, 2018. 324 p.
  • Heloísa Penna; André Araújo; Julia Avelar (Orgs.). Deus(es) na Literatura. Belo Horizonte (MG): Relicário, 2018. Nesta obra coletiva consta um artigo de Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa sobre “A devoção das Cinco Chagas de Cristo em ‘Grande Sertão: Veredas’”.
  • Zuleica Aparecida Silvano: Primeira Carta de João: Crer em Jesus Cristo e Amar Uns aos Outros. São Paulo: Paulinas, 2019. 168 p. (Coleção: “Pão da Palavra”).
  • Jacir de Freitas Farias: O Medo do Inferno e a Arte de Bem Morrer. Petrópolis (RJ): Vozes, 2019 (a ser publicado por volta de outubro) – tese de doutorado defendida junto à FAJE (18/12/2018).

:: Entrevista concedida por Carlos Mesters à Rede Vida de Televisão
O Comitê Organizador do Congresso Internacional de Estudos Bíblicos (Buenos Aires: 16-19 de julho de 2019) solicitou ao Telmo que obtivesse de Carlos Mesters duas coisas: um artigo a ser divulgado e publicado nos Anais desse evento e uma entrevista a ser exibida no último dia do mesmo.

Telmo conseguiu que Carlos Mesters redigisse um artigo, cujo tema é: «Desafios e luzes na leitura e na interpretação da Bíblia que acontece nas Comunidades Eclesiais de Base».

Telmo verá a possibilidade desse artigo vir a ser publicado pela revista brasileira Estudos Bíblicos, da Vozes.

A entrevista com Carlos Mesters foi gravada nos estúdios de Rede Vida, em Brasília (DF), no último dia 1 de julho. Telmo foi o entrevistador. Ela teve a duração de 54 minutos. E será levada ao ar, em breve, dentro da grade de programação dessa rede de televisão.

Um compacto dessa entrevista foi montado com a duração de 21 minutos, contendo legendas em português, a fim de favorecer a compreensão dos participantes de língua espanhola no Congresso de Buenos Aires.

Após a exibição deste vídeo-entrevista em Buenos Aires e a definição de sua apresentação pela Rede Vida de Televisão, o mesmo será enviado a todos os membros de nosso grupo.

:: Data da próxima reunião dos Biblistas Mineiros: 6 de julho de 2020, das 9 às 16h00 na FAJE, em Belo Horizonte, MG.

Congresso da ABIB em 2020: História de Israel

Atualizado em

História de Israel: Arqueologia e Bíblia é o tema do IX Congresso da ABIB, que terá lugar na Instituto Teológico São Paulo (ITESP), em São Paulo, de 24 a 27 de agosto de 2020.

Com destaque para a participação de Norma Franklin, Professora de Arqueologia na Universidade de Haifa, Israel, e de Peter Dubovsky, Professor de Antigo Testamento no Pontifício Instituto Bíblico, Roma, Itália.

Seminário do PIB para professores de Bíblia em 2020

Atualizado em

Sobre a iniciativa, leia aqui.

Sobre o seminário de 2020:
:: Tema: O livro dos Salmos e o livro de Jó
:: Data: 20-24 de janeiro de 2020
:: Coordenadores: Professores Gianni Barbiero e Luca Mazzinghi
:: Inscrição: até 10 de outubro de 2019

No site do PIB se lê em italiano [ou English]:

Seminario 2020: dal 20 al 24 gennaio 2020

Tema del seminario: Il Salterio e il libro di Giobbe

Il prossimo Seminario di aggiornamento per Docenti di Sacra Scrittura avrà luogo dal 20 al 24 gennaio 2020 e sarà diretto dai Prof. Gianni Barbiero e Luca Mazzinghi.

Rispettando l’alternanza tra Antico e Nuovo Testamento, oggetto del seminario saranno due libri importanti dell’Antico Testamento: Il libro dei Salmi e il libro di Giobbe.

Come negli anni precedenti, il Seminario prevede delle lezioni magistrali al mattino e sedute pomeridiane di approfondimento. Queste ultime saranno o in forma seminariale o in forma di lezioni frontali.

Lezioni del mattino (programma previsto):

:. Lunedì 20 gennaio
. Prof Jean-Marie Auwers (Dai Salmi al Salterio)
. Prof. Gianni Barbiero (La composizione del primo libro dei Salmi)

:. Martedì 21 gennaio
. Prof. Roberto Vignolo (Poesia, teologia, preghiera nel Salterio)
. Dr. Beat Weber (Mosè, Davide e i Salmi: il Salterio nell’orizzonte dei libri «canonici»)

:. Mercoledì 22 gennaio
. Prof. André Wénin (Salmi difficili [in particolare i Salmi imprecatori])
. Prof.ssa Susan Gillingham (Approcci ebraici e cristiani ai Salmi)

:. Giovedì 23 gennaio
. Prof. Luca Mazzinghi (due lezioni):
Stato della questione sugli studi del libro di Giobbe
Problemi generali relativi al libro: una panoramica

:. Venerdì 24 gennaio
. Prof. Maurice Gilbert (Giobbe 28 e la Sapienza)
. Prof. Ludger Schwienhorst-Schönberger (Giobbe e Qohelet, quale rapporto?)

:. Venerdì pomeriggio (lezione conclusiva)
. Card. Gianfranco Ravasi (Giobbe e i Salmi nella cultura contemporanea)

Sedute pomeridiane (in forma seminariale o di lezioni frontali)

Sono previsti contributi dei seguenti professori (le tematiche sono solo indicative):

:. Sul libro dei Salmi:
. Eleuterio Ruiz (I poveri nei Salmi)

. Jorge Blunda (Il salterio e Isaia)

. Stanislaw Bazylinski (Sal 116)

. Donatella Scaiola [tematica da precisare]

. Roland Meynet [tematica da precisare]

. Alessandro Coniglio (La ripresa della formula degli attributi divini (Es 34,6-7) nel Sal 86)

. Daniela Scialabba (Il salterio dei LXX)

. Marco Pavan (Il Salterio a Qumran)

. Jean-Pierre Sonnet (La poesia dei Salmi)

 

:. Sul libro di Giobbe:
. Bruna Costacurta [tematica da precisare]

. Luisa Almendra (Giobbe 32-37)

. Michael Kolarcik (Giobbe 38–41)

. Sebastiano Pinto [tematica da precisare]

Il programma dettagliato della settimana, che terrà conto anche del numero degli iscritti, sarà disponibile alla fine di ottobre (dopo la chiusura delle iscrizioni).

Iscrizioni

Chi fosse interessato è pregato di dare la propria adesione entro il 10 ottobre 2019, inviando una e-mail all’indirizzo: pibsegr@biblico.it

Ai partecipanti viene chiesto un contributo di € 120.

Per gli iscritti all’associazione ex-alunni PIB il contributo sarà invece di € 100.

Tale contributo potrà essere versato all’inizio del seminario. Non è necessario inviare alcuna somma al momento dell’iscrizione; si chiede però gentilmente di inviare la propria adesione solo se realmente si prevede di partecipare, proprio perché l’organizzazione finale della settimana dipenderà anche dal numero dei partecipanti.

Per ulteriori informazioni rivolgersi a: Segretario Generale PIB ( pibsegr@biblico.it)