Preparando meus programas de aula para 2019

Estou, nestes dias, preparando meus programas de aula de Bíblia para 2019. Começo a publicá-los no Observatório Bíblico. A intenção é de que possam servir, para além de meus alunos, a outras pessoas que, eventualmente, queiram ter uma noção de como se estuda a Bíblia em determinadas Faculdades de Teologia. Ou, pelo menos, parte da Bíblia, porque posso expor apenas os programas das disciplinas que leciono. Tomo aqui como referência o currículo do CEARP, onde trabalho. Já fiz isso em outros anos.

Quatro elementos serão levados em conta, em uma leitura da Bíblia que eu chamaria de sócio-histórica-redacional:

:: contextos da época bíblica
:: produção dos textos bíblicos
:: contextos atuais
:: leitores atuais dos textos

O sentido da Escritura, segundo este modelo, não está nem no nível dos contextos da época bíblica e/ou dos contextos atuais, nem no nível dos textos bíblicos ou da vivência dos leitores, mas na articulação que se forma entre a relação dos textos bíblicos com os seus contextos, por um lado, e entre os leitores atuais e seus contextos específicos.

Ou seja: “Da Escritura não se esperam fórmulas a ‘copiar’, ou técnicas a ‘aplicar’. O que ela pode nos oferecer é antes algo como orientações, modelos, tipos, diretivas, princípios, inspirações, enfim, elementos que nos permitam adquirir, por nós mesmos, uma ‘competência hermenêutica’, dando-nos a possibilidade de julgar por nós mesmos, ‘segundo o senso do Cristo’, ou ‘de acordo com o Espírito’, das situações novas e imprevistas com as quais somos continuamente confrontados. As Escrituras cristãs não nos oferecem um was [que], mas um wie [como]: uma maneira, um estilo, um espírito. Tal comportamento hermenêutico se situa a igual distância tanto da metafísica do sentido (positivismo) quanto da pletora das significações (biscateação). Ele nos dá a chance de jogar a sério a círculo hermenêutico, pois que é somente neste e por este jogo que o sentido pode despertar” explica BOFF, C. Teologia e Prática: Teologia do Político e suas mediações. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 266-267.

As disciplinas de Bíblia no curso de graduação em Teologia podem, segundo este modelo, ser classificadas em três áreas:

1. Disciplinas Contextuais:
:: História de Israel I e II

2. Disciplinas Instrumentais:
:: Introdução à Sagrada Escritura
:: Hebraico Bíblico
:: Grego Bíblico

3. Disciplinas Exegéticas:
:: Pentateuco
:: Literatura Profética I e II
:: Literatura Deuteronomista
:: Literatura Sapiencial
:: Sinóticos e Atos dos Apóstolos
:: Literatura Paulina
:: Literatura Joanina
:: Apocalipse

—————————————-
Destas disciplinas, leciono:

No primeiro semestre:
:: História de Israel I: 2 hs/sem.
:: Hebraico Bíblico: 2 hs/sem.
:: Literatura Profética I: 2 hs/sem.
:: Literatura Deuteronomista: 2 hs/sem.

No segundo semestre:
:: História de Israel II: 2 hs/sem.
:: Pentateuco: 2 hs/sem.
:: Literatura Profética II: 2 hs/sem.

Leia Mais:
História de Israel I 2019 
História de Israel II 2019
Hebraico Bíblico 2019
Pentateuco 2019
Literatura Deuteronomista 2019
Literatura Profética I 2019
Literatura Profética II 2019

PIB amplia áreas de especialização no curso de Bíblia

Vejo com otimismo a ampliação de áreas de especialização que está sendo implementada pelo Pontifício Instituto Bíblico (PIB) no Currículo de Mestrado em Bíblia a partir do ano acadêmico 2018-19.

Passei o ano de 2017 “morando” na antiga Mesopotâmia para escrever um artigo para a revista Estudos Bíblicos [veja aqui e aqui]. E pude sentir, mais uma vez, como nós, que trabalhamos com a Bíblia Hebraica, somos mal preparados em arqueologia e história do Antigo Oriente Médio.

Curriculum per la Licenza in S. Escrittura
A partire dall’anno accademico 2018-19, il curriculum per la Licenza in S. Scrittura avrà una sezione specialistica che, oltre al tradizionale indirizzo esegetico che si focalizza sul testo biblico, offre allo studente la possibilità di una specializzazione alternativa tra due altri indizzi: un percorso che si concentra sul contesto biblico ed un altro che si concentra sullo studio approfondito dell’ermeneutica e della storia delle interpretazioni. [cf. schema qui di seguito]

Curriculum for the Licentiate in S. Scripture
Beginning from the 2018-19 academic year, the curriculum for the Licentiate in S. Scripture will be comprised of not only  the traditional exegetical focus on the biblical text, but will also offer the student the possibility of an alternative emphasis: 1) either a specialization that focuses on the biblical context, or 2) another that focuses on the in-depth study of hermeneutics and the history of Bible interpretations. [cf. scheme below]

Percorso I – È quello in vigore dal 1973, che rimane il percorso principale e conserva la sua validità. Si focalizza sul testo biblico:

  • 2 corsi/seminari di esegesi AT [ECTS 10]
  • 2 corsi/seminari di esegesi NT [ECTS 10]
  • Un seminario senza elaborato scritto [ECTS 5]
  • Un seminario con elaborato scritto [ECTS 5 + 10 per elaborato scritto]
  • Tesi di Licenza [ECTS 30]

Percorso II – Si concentra sullo studio del contesto biblico, dando allo studente una conoscenza più approfondita delle lingue bibliche, dell’archeologia, della storia e delle religioni del Vicino Oriente Antico e del mondo greco-romano:

  • 4 corsi/seminari speciali nel campo delle lingue, della storia, dell’archeologia e delle religioni del VOA e del mondo greco romano [ECTS 20]
  • Un seminario senza elaborato scritto [ECTS 5]
  • Un seminario con elaborato scritto [ECTS 5 + 10 per elaborato scritto]
  • Tesi di Licenza [ECTS 30]

Percorso III – Si concentra sullo studio approfondito dell’ermeneutica e della storia delle interpretazioni della Bibbia in diversi contesti religiosi e in periodi storici e aree geografiche differenti (Wirkungsgeschichte), in modo da creare potenzialmente un ponte tra esegesi, teologia ed esperienza umana di Dio:

  • 4 corsi/seminari speciali nel campo della storia dell’esegesi, dell’ermeneutica e della teologia biblica [ECTS 20]
  • Un seminario senza elaborato scritto [ECTS 5]
  • Un seminario con elaborato scritto [ECTS 5 + 10 per elaborato scritto]
  • Tesi di Licenza [ECTS 30]

Preparando meus programas de aula para 2018

Estou, nestes dias, preparando meus programas de aula de Bíblia para 2018. Começo a publicá-los no Observatório Bíblico. A intenção é de que possam servir, para além de meus alunos, a outras pessoas que, eventualmente, queiram ter uma noção de como se estuda a Bíblia em determinadas Faculdades de Teologia. Ou, pelo menos, parte da Bíblia, porque posso expor apenas os programas das disciplinas que leciono. Tomo aqui como referência o currículo do CEARP, onde trabalho. Já fiz isso em 2006, 2009, 2011, 2013, 2015 e 2017, mas a bibliografia vai mudando: livros novos, livros esgotados, links quebrados…

Quatro elementos serão levados em conta, em uma leitura da Bíblia que eu chamaria de sócio-histórica-redacional:

:: contextos da época bíblica
:: produção dos textos bíblicos
:: contextos atuais
:: leitores atuais dos textos

O sentido da Escritura, segundo este modelo, não está nem no nível dos contextos da época bíblica e/ou dos contextos atuais, nem no nível dos textos bíblicos ou da vivência dos leitores, mas na articulação que se forma entre a relação dos textos bíblicos com os seus contextos, por um lado, e entre os leitores atuais e seus contextos específicos.

Ou seja: “Da Escritura não se esperam fórmulas a ‘copiar’, ou técnicas a ‘aplicar’. O que ela pode nos oferecer é antes algo como orientações, modelos, tipos, diretivas, princípios, inspirações, enfim, elementos que nos permitam adquirir, por nós mesmos, uma ‘competência hermenêutica’, dando-nos a possibilidade de julgar por nós mesmos, ‘segundo o senso do Cristo’, ou ‘de acordo com o Espírito’, das situações novas e imprevistas com as quais somos continuamente confrontados. As Escrituras cristãs não nos oferecem um was [que], mas um wie [como]: uma maneira, um estilo, um espírito. Tal comportamento hermenêutico se situa a igual distância tanto da metafísica do sentido (positivismo) quanto da pletora das significações (biscateação). Ele nos dá a chance de jogar a sério a círculo hermenêutico, pois que é somente neste e por este jogo que o sentido pode despertar” explica BOFF, C. Teologia e Prática: Teologia do Político e suas mediações. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 266-267.

As disciplinas de Bíblia no curso de graduação em Teologia podem, segundo este modelo, ser classificadas em três áreas:

1. Disciplinas Contextuais:
:: História de Israel (alternativa: História da época do Antigo Testamento e História da época do Novo Testamento)

2. Disciplinas Instrumentais:
:: Introdução à S. Escritura (alternativa: Métodos de leitura dos textos bíblicos)
:: Língua Hebraica Bíblica
:: Língua Grega Bíblica

3. Disciplinas Exegéticas:
:: Pentateuco
:: Literatura Profética
:: Literatura Deuteronomista
:: Literatura Sapiencial
:: Literatura Pós-Exílica
:: Literatura Sinótica e Atos
:: Literatura Paulina
:: Literatura Joanina
:: Apocalipse

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Destas disciplinas, leciono:

No primeiro semestre:
:: História de Israel: 4 hs/sem.
:: Literatura Profética: 4 hs/sem.
:: Literatura Deuteronomista: 2 hs/sem.

No segundo semestre:
:: Língua Hebraica Bíblica: 3 hs/sem.
:: Pentateuco: 4 hs/sem.
:: Literatura Pós-Exílica: 4 hs/sem.

Leia Mais:
História de Israel 2018
Língua Hebraica Bíblica 2018
Pentateuco 2018
Literatura Deuteronomista 2018
Literatura Profética 2018
Literatura Pós-Exílica 2018

Introdução ao Método Genealógico Baseado na Coerência

Para entender o que é Método Genealógico Baseado na Coerência, leia primeiro este post de 18 de dezembro de 2013, escrito por Cássio Murilo Dias da Silva: Crítica textual do NT: Método genealógico baseado na coerência.

Agora leia o post de Tommy Wasserman, publicado em 25 de outubro de 2017: A New Approach to Textual Criticism – A Book that Will Keep You Awake 

E veja o livro:

WASSERMAN, T. ; GURRY, P. J. A New Approach to Textual Criticism: An Introduction to the Coherence-Based Genealogical Method. Atlanta: SBL Press, 2017, 164 p. – ISBN 9781628371994.

WASSERMAN, T. ; GURRY, P. J. A New Approach to Textual Criticism: An Introduction to the Coherence-Based Genealogical Method. Atlanta: SBL Press, 2017, 164 p.

With the publication of the widely used 28th edition of Nestle-Aland’s Novum Testamentum Graece and the 5th edition of the United Bible Society Greek New Testament, a computer-assisted method known as the Coherence-Based Genealogical Method (CBGM) was used for the first time to determine the most valuable witnesses and establish the initial text. This book offers the first full-length, student-friendly introduction to this important new method. After setting out the method’s history, separate chapters clarify its key concepts, including genealogical coherence, textual flow diagrams, and the global stemma. Examples from across the New Testament are used to show how the method works in practice. The result is an essential introduction that will be of interest to students, translators, commentators, and anyone else who studies the Greek New Testament.

Confira também:
 
GURRY, P. J. A Critical Examination of the Coherence-Based Genealogical Method in New Testament Textual Criticism. Leiden: Brill, 2017, 254 p. – ISBN 9789004354319.

GURRY, P. J. A Critical Examination of the Coherence-Based Genealogical Method in New Testament Textual Criticism. Leiden: Brill, 2017, 254 p.

Tommy Wasserman is Professor of Biblical Studies at Ansgar Teologiske Høgskole, Kristiansand, Norway. He is secretary of the International Greek New Testament Project, serves on the board of the Centre for the Study of New Testament Manuscripts, and has started projects on manuscript transcription and manuscript forgeries for the Museum of the Bible. He is Associate Editor of TC: A Journal of Biblical Textual Criticism.

Peter J. Gurry is Assistant Professor of New Testament at Phoenix Seminary. He has worked with the Center for the Study of New Testament Manuscripts and the Museum of the Bible to both preserve and publish New Testament manuscripts.

Crítica textual da Bíblia Hebraica

TOV, E. Crítica textual da Bíblia Hebraica. São Paulo: BV Books, 2017, 544 p. – ISBN 9788581581132.

TOV, E. Crítica textual da Bíblia Hebraica. São Paulo: BV Books, 2017, 544 p.

Desde a sua publicação inicial em 1992, a obra Crítica Textual da Bíblia HebraicaTextual Criticism of the Hebrew Bible no original inglês – se estabeleceu como um indispensável texto acadêmico, tornando-se referência sobre o assunto. Nesta edição, Emanuel Tov incorporou totalmente os insights dos últimos vinte anos de estudos acadêmicos, incluindo novas perspectivas sobre os textos bíblicos a partir dos estudos dos manuscritos bíblicos do Deserto da Judeia agora publicados [cf. aqui].

Aqui o estudante encontrará uma introdução bem organizada para os recursos e prática da crítica textual, enquanto o estudioso encontrará uma penetrante discussão programática criteriosa dos seus métodos.

Obra indispensável para todos que lidam com textos da Bíblia Hebraica, a tradução brasileira foi realizada a partir da 3ª edição inglesa revista e expandida, publicada em  2011.

Emanuel Tov (nascido em 1941)

Emanuel Tov (nascido em 1941) é Professor Emérito no Departamento de Bíblia da Universidade Hebraica de Jerusalém.

O autor e a obra estão entre os mais célebres. Vale a pena.

Leia Mais:
Recursos eletrônicos para a crítica textual da BH

Recursos para a crítica textual do Novo Testamento

Top Ten Essential Works in New Testament Textual Criticism – By Tommy Wasserman – Evangelical Textual Criticism: September 12, 2012

Estava observando a lista de estudos recomendados e achei que devia mencioná-la por ser valiosa. Apesar de ser de 2012. Mas leia também as recomendações dos comentaristas.

Veja ainda: Dave Black’s New Testament Greek Portal. Especialmente a seção de Crítica Textual.

Leia Mais:
Crítica textual do NT: Método genealógico baseado na coerência

Thomas Thompson: sobre mitos e seus contextos

On Myths and Their Contexts: An Issue of Contemporary Theology? A Response to Jeffrey Morrow

By Thomas L. Thompson – Professor emeritus, University of Copenhagen

The Bible and Interpretation: January 2017

This essay is written in direct response to Jeffrey Morrow’s article and should be read with Morrow’s paper in hand (…) In his recent contribution to this forum, entitled “On Biblical Scholarship and Bias,” Morrow begins his discussion with reference to a lecture of Joseph Ratzinger from 1988, dealing with the contemporary crisis he understood modern biblical scholarship to be facing at the time. Specifically, Ratzinger’s interest was in “unconscious philosophical presuppositions”, which, in a papal address of 2010, he described more simply as a “bias” of current biblical scholarship. 

Preparando meus programas de aula para 2017

Estou, nestes dias, preparando meus programas de aula de Bíblia para 2017. Começo a publicá-los no Observatório Bíblico. A intenção é de que possam servir, para além de meus alunos, a outras pessoas que, eventualmente, queiram ter uma noção de como se estuda a Bíblia em determinadas Faculdades de Teologia. Ou, pelo menos, parte da Bíblia, porque posso expor apenas os programas das disciplinas que leciono. Tomo aqui como referência o currículo do CEARP, onde trabalho. Já fiz isso em 2006, 2009, 2011, 2013 e 2015, mas a bibliografia vai mudando: livros novos, livros esgotados, links quebrados…

Quatro elementos serão levados em conta, em uma leitura da Bíblia que eu chamaria de sócio-histórica-redacional:

:: contextos da época bíblica
:: produção dos textos bíblicos
:: contextos atuais
:: leitores atuais dos textos

O sentido da Escritura, segundo este modelo, não está nem no nível dos contextos da época bíblica e/ou dos contextos atuais, nem no nível dos textos bíblicos ou da vivência dos leitores, mas na articulação que se forma entre a relação dos textos bíblicos com os seus contextos, por um lado, e entre os leitores atuais e seus contextos específicos.

Ou seja: “Da Escritura não se esperam fórmulas a ‘copiar’, ou técnicas a ‘aplicar’. O que ela pode nos oferecer é antes algo como orientações, modelos, tipos, diretivas, princípios, inspirações, enfim, elementos que nos permitam adquirir, por nós mesmos, uma ‘competência hermenêutica’, dando-nos a possibilidade de julgar por nós mesmos, ‘segundo o senso do Cristo’, ou ‘de acordo com o Espírito’, das situações novas e imprevistas com as quais somos continuamente confrontados. As Escrituras cristãs não nos oferecem um was [que], mas um wie [como]: uma maneira, um estilo, um espírito. Tal comportamento hermenêutico se situa a igual distância tanto da metafísica do sentido (positivismo) quanto da pletora das significações (biscateação). Ele nos dá a chance de jogar a sério a círculo hermenêutico, pois que é somente neste e por este jogo que o sentido pode despertar” explica BOFF, C. Teologia e Prática: Teologia do Político e suas mediações. 3. ed. Petrópolis: Vozes, 1993, p. 266-267.

As disciplinas de Bíblia no curso de graduação em Teologia podem, segundo este modelo, ser classificadas em três áreas:

1. Disciplinas Contextuais:
:: História de Israel (alternativa: História da época do Antigo Testamento e História da época do Novo Testamento)

2. Disciplinas Instrumentais:
:: Introdução à S. Escritura (alternativa: Métodos de leitura dos textos bíblicos)
:: Língua Hebraica Bíblica
:: Língua Grega Bíblica

3. Disciplinas Exegéticas:
:: Pentateuco
:: Literatura Profética
:: Literatura Deuteronomista
:: Literatura Sapiencial
:: Literatura Pós-Exílica
:: Literatura Sinótica e Atos
:: Literatura Paulina
:: Literatura Joanina
:: Apocalipse

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Destas disciplinas, leciono:

No primeiro semestre:
:: História de Israel: 4 hs/sem.
:: Literatura Profética: 4 hs/sem.
:: Literatura Deuteronomista: 2 hs/sem.

No segundo semestre:
:: Língua Hebraica Bíblica: 3 hs/sem.
:: Pentateuco: 4 hs/sem.
:: Literatura Pós-Exílica: 4 hs/sem.

Leia Mais:
História de Israel 2017
Língua Hebraica Bíblica 2017
Pentateuco 2017
Literatura Deuteronomista 2017
Literatura Profética 2017
Literatura Pós-Exílica 2017

Análise narrativa da Bíblia: o método

VITÓRIO, J. Análise narrativa da Bíblia: primeiros passos de um método. São Paulo: Paulinas, 2016, 144 p. – ISBN 9788535640922.

Jaldemir Vitório, Análise narrativa da Bíblia: primeiros passos de um método


Análise narrativa da Bíblia: primeiros passos de um método faz parte do estudo da Bíblia como literatura e, como o próprio título evidencia, serve de introdução ao método de análise narrativa, ainda pouco explorado por estudiosos da Bíblia.

Esta obra explicita os elementos da narração bíblica, centrando-se na tríade narrador-texto-leitor. Como afirma o autor, Jaldemir Vitório, “as perguntas de fundo são: como o narrador trabalhou para produzir o texto a ser oferecido aos leitores? Que recursos literários utilizou para transmitir a mensagem aos leitores destinatários? Como arquitetou o texto que o leitor tem em mãos?”

As explicitações possibilitadas pela análise narrativa dão margem a uma leitura mais rica dos textos bíblicos, para colher da forma mais acertada sua mensagem.

O autor toma o livro de Rute, uma narrativa curta e de grande riqueza, como base para a aplicação do método. Os leitores, dessa forma, terão um primeiro exemplo de como aplicá-lo.

Por sua vez, os exercícios práticos, no final de cada capítulo, são incentivos para o trabalho de descoberta pessoal dos ricos filões de sentido das narrações bíblicas. Quanto mais o leitor se exercitar, tanto mais progredirá na arte de entrar nos meandros do Primeiro e do Segundo Testamento.

A linguagem clara e acessível permitirá a um público muito amplo aproveitar do trabalho de Jaldemir Vitório. Com a leitura atenta desta obra, mesmo pessoas não iniciadas na análise das narrativas bíblicas poderão adentrar o mundo da Bíblia, muito lida, porém mal interpretada pela falta de métodos adequados.

Jaldemir Vitório nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo. É jesuíta. Mestre em Exegese Bíblica pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e Doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Professor de Sagrada Escritura na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE), em Belo Horizonte, Minas Gerais.

Leia Mais:
Leitura socioantropológica do livro de Rute