Alexandre Magno foi morto pela síndrome de Guillain-Barré?

Até hoje há muitas dúvidas sobre a causa da morte de Alexandre Magno. Malária? Assassinato? Agora surge mais uma hipótese: a síndrome de Guillain-Barré.

Alexandre Magno (356-323 a.C.)

Why Alexander the Great May Have Been Declared Dead Prematurely (It’s Pretty Gruesome)

By Owen Jarus – Live Science – February 4, 2019

Alexander the Great may have been killed by Guillain-Barré syndrome, a rare neurological condition in which a person’s own immune system attacks them, says one medical researchers.

The condition may have led to a mistaken declaration of the king’s death and may explain the mysterious phenomenon in which his body didn’t decay for seven days after his “death.”

Alexander the Great was king of Macedonia between 336 and 323 B.C. During that time, he conquered an empire that stretched from the Balkans to modern-day Pakistan. In June 323, he was living in Babylon when, after a brief illness that caused fever and paralysis, he died at age 32. His senior generals then fought each other to see who would succeed him. [Top 10 Reasons Alexander the Great Was, Well … Great!]

According to accounts left by ancient historians, after a night of drinking, the king experienced a fever and gradually became less and less able to move until he could no longer speak. One account, told by Quintus Curtius Rufus, who lived during the first century A.D., claims that Alexander the Great’s body didn’t decay for more than seven days after he was declared dead, and the embalmers were hesitant to work on his body.

Ancient historians reported that many people believed that Alexander the Great was poisoned, possibly by someone working for Antipater, a senior official of Alexander’s who was supposedly quarreling with the king. In 2014, a research team found that the medicinal plant white hellebore (Veratrum album) could have been used to poison Alexander.

Based on the symptoms recorded by ancient historians, Katherine Hall, a senior lecturer in the Department of General Practice and Rural Health at the University of Otago in New Zealand, believes that it’s possible that Alexander actually died of Guillain-Barré syndrome. The condition, Hall said, may have left Alexander in a deep coma that may have led doctors to declare, mistakenly, that he was dead, something that would explain why his corpse supposedly didn’t decompose quickly, noted Hall in her paper published recently in the journal Ancient History Bulletin (continua).

Sobre Alexandre Magno, clique aqui. Sobre a síndrome de Guillain-Barré, clique aqui. Vote na enquete: Na sua opinião, qual foi a causa da morte de Alexandre Magno?

Tendências atuais no estudo de Gênesis 12–25

SONEK, K. The Abraham Narratives in Genesis 12–25. Currents in Biblical Research, Volume 17, Issue 2, February 2019, p. 158-183.

Este artigo tenta traçar o desenvolvimento da exegese de Gênesis 12–25 em trabalhos acadêmicos publicados desde o ano 2000. Gênesis 12-25 traz as narrativas sobre Abraão e sua família.

Cinco tipos de estudos são apresentados e brevemente avaliados:
1. Comentários sobre as perícopes bíblicas em questão
2. Obras que discutem a formação histórica das narrativas de Abraão
3. Estudos sincrônicos e teológicos
4. Estudos de recepção do texto
5. Outros estudos detalhados de Gênesis 12–25.

O artigo apresenta uma ampla gama de abordagens metodológicas e visa delinear as tendências atuais no estudo de Gênesis 12–25

Currents in Biblical Research, Volume 17, Issue 2, February 2019

Genesis 12–25, which relates the call, journeys, and life of Abraham and his family, continues to inspire and puzzle readers. Some of its stories have long been a source of controversy. Some have given rise to a variety of academic questions. Modern readers wrangle over the meaning of these ancient narratives. They investigate their historical formation, literal sense, and subsequent interpretation (…) Abraham is a figure of national, historical, and theological importance. His story has given rise to a vast array of scholarly works. This article looks at some of those works with a view to outlining the current state and future development of research related to the Abraham narratives.

The academic literature on Genesis 12–25 exceeds the possible limits for a concise survey, and a presentation of recent works in this field can no longer be comprehensive. In a sense, the real question is about the scholarly works that have to be excluded from the survey. Many important studies on the Abraham narratives, both short and lengthy, could not be taken into consideration in this review. However, an interested reader will find them in the bibliographies of the books and articles presented below. For this reason, the present survey does not attempt to be comprehensive, but only representative.

This article attempts to trace the development of exegesis of Genesis 12–25 in scholarly works published since 2000. Five types of studies are introduced and briefly evaluated: (1) commentaries on the biblical pericopes in question; (2) works discussing the historical formation of the Abraham narratives; (3) synchronic and theological studies; (4) reception studies; and (5) other detailed studies of Genesis 12–25. The article presents a wide range of methodological approaches, and aims to delineate current trends in the study of Genesis 12–25.

Kris Sonek: Department of Biblical Studies, Catholic Theological College, University of Divinity, East Melbourne, Victoria, Australia.

Eu sou Assurbanípal: exposição no Museu Britânico

I am Ashurbanipal is at the British Museum, London, from 8 November 2018 to 24 February 2019.

Assurbanípal, rei da Assíria (668-627 a.C.)

King Ashurbanipal of Assyria (r. 669–c. 631 BC) was the most powerful man on earth. He described himself in inscriptions as ‘king of the world’, and his reign from the city of Nineveh (now in northern Iraq) marked the high point of the Assyrian empire, which stretched from the shores of the eastern Mediterranean to the mountains of western Iran (…) This major exhibition tells the story of Ashurbanipal through the British Museum’s unparalleled collection of Assyrian treasures and rare loans. Step into Ashurbanipal’s world through displays that evoke the splendour of his palace, with its spectacular sculptures, sumptuous furnishings and exotic gardens. Marvel at the workings of Ashurbanipal’s great library, the first in the world to be created with the ambition of housing all knowledge under one roof. Come face to face with one of history’s greatest forgotten kings.

:: Leia sobre Assurbanípal aqui, aqui e aqui.

:: Leia sobre a exposição:

I Am Ashurbanipal at the British Museum – Cathleen Chopra-McGowan – Bible History Daily: 01/30/2019

‘Some of the most appalling images ever created’ – I Am Ashurbanipal review – Jonathan Jones – The Guardian: Tue 6 Nov 2018

Fundamentalismo como parte das estratégias teopolíticas atuais

A identidade fundamentalista é uma identidade ameaçada, amedrontada, cheia de incertezas e, por isso, uma identidade que reage agressivamente. É uma identidade que não tem consciência de si mesma, mas se define pela delimitação ou negação de inimigos reais ou supostos (J. Moltmann).

No artigo Fundamentalismo e modernidade, publicado na revista Concilium, v. 241, n. 3, Petrópolis, 1992, o conhecido teólogo J. Moltmann escreve nas p. 142-143:

Os fundamentalistas não reagem às crises do mundo moderno, mas às crises que o mundo moderno provoca em sua comunidade de fé e em suas convicções básicas. A convicção de fé se baseia na segurança da autoridade divina. Nas assim chamadas Religiões do Livro, é a autoridade divina do documento da revelação: a palavra de Deus é, como o próprio Deus, sem erro e infalível (…) As ciências históricas e empíricas do mundo moderno são reconhecidas enquanto concordarem com [o documento divino da revelação], mas são rejeitadas se questionarem esta autoridade intemporal (…) O documento divino da revelação não pode estar sujeito à interpretação humana mas, ao contrário, a interpretação humana deve estar sujeita ao documento divino da revelação. O fundamentalismo exclui todo juízo racional sobre a condicionalidade histórica de sua origem e sobre a diferença hermenêutica em relação às condições mudadas do presente. O conteúdo de verdade do documento da revelação é intemporal e não precisa ser constantemente explicado ou atualizado, mas apenas conservado intocável. O fundamentalismo baseado na revelação não argumenta, apenas afirma. Não pede compreensão, mas sujeição. Não se trata absolutamente de um problema hermenêutico mas de uma luta pelo poder: ou a palavra de Deus ou o ‘espírito da época’. O fundamentalismo também não é um fenômeno de retirada ou de defesa, mas de avanço sobre o mundo moderno para dominá-lo. Faz parte das várias estratégias teopolíticas atuais…

Descobertas arqueológicas importantes para entender a Bíblia

Vale pelas listas. Entretanto, o enfoque, arqueologia bíblica, precisa ser filtrado. Além do que, listas de “10 mais” raramente escapam da subjetividade.

Como observou Jim Davila, em 30 de janeiro de 2019, no post Top ten archaeological discoveries relating to Hebrew Bible? “Overall this is a pretty good list, although I do not endorse some of the interpretations put on the finds” [No geral, esta é uma boa lista, embora eu não apoie algumas das interpretações dadas aos achados arqueológicos].

Pois:

A ‘História de Israel’ está mudando. O consenso foi rompido. A paráfrase racionalista do texto bíblico que constituía a base dos manuais de ‘História de Israel’ não é mais aceita. A sequência patriarcas, José do Egito, escravidão, êxodo, conquista da terra, confederação tribal, império davídico-salomônico, divisão entre norte e sul, exílio e volta para a terra está despedaçada. O uso dos textos bíblicos como fonte para a ‘História de Israel’ é questionado por muitos. A arqueologia ampliou suas perspectivas e falar de ‘arqueologia bíblica’ hoje é proibido: existe uma ‘arqueologia da Palestina’, ou uma ‘arqueologia da Síria/Palestina’ ou mesmo uma ‘arqueologia do Levante’ (SILVA, A. J. A História de Israel no debate atual – Última atualização: 2023).

 

:: Top Ten Discoveries in Biblical Archaeology Relating to the Old Testament – By Windlebry: Bible Archaeology Report – January 12, 2019

Crônica Babilônica que menciona a tomada de Jerusalém em 597 a.C.

 

:: Top Ten Discoveries in Biblical Archaeology Relating to the New Testament – By Windlebry: Bible Archaeology Report – January 19, 2019

TIBERIEVM PON]TIVS PILATVS PRAEF]ECTUS IVDA[EA]E - Inscrição de Cesareia - Museu de Israel, Jerusalém

 

Literatura Profética II 2019

A Literatura Profética II é continuação da Literatura Profética I. A carga horária semanal é de 2 horas, no segundo semestre do segundo ano de Teologia.

Ementa
A disciplina aborda os profetas mais significativos de Israel desde o final do reino de Judá até a reconstrução pós-exílica na época persa. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.

III. Conteúdo Programático
1. Jeremias
2. Ezequiel
3. Dêutero-Isaías (Is 40-55)
4. Ageu
5. Zacarias 1-8
6. Trito-Isaías (Is 56-66)

IV. Bibliografia
Básica
MESTERS, C. O profeta Jeremias: um homem apaixonado. São Paulo: Paulus/CEBI, 2016.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, vol. I: 2004 [3. reimpressão: 2018]; vol. II: 2002 [4. reimpressão: 2015].

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016.

Complementar
CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2.

DA SILVA, A. J. Arrancar e destruir, construir e plantar. A vocação de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 15, p. 11-22, 1987.

DA SILVA, A. J. Nascido Profeta: a vocação de Jeremias. São Paulo: Paulus, 1992.

DA SILVA, A. J. O discurso de Jeremias contra o Templo. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 129, p. 85-96, 2016. Artigo na Ayrton’s Biblical Page. Última atualização:  28.07.2016.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias. Texto na Ayrton’s Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Superando obstáculos nas leituras de Jeremias. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 107, p. 50-62, 2010.

DA SILVA, A. J. Vale a pena ler os profetas hoje? Artigo na Airton’s Biblical Page. Última atualização: 22.08.2015.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008. Disponível online.

REIMER, H. et al. Segundo Isaías: Is 40-55. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 89, 2006.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula de 2019
História de Israel I 2019
História de Israel II 2019
Hebraico Bíblico 2019
Pentateuco 2019
Literatura Deuteronomista 2019
Literatura Profética I 2019

Literatura Profética I 2019

Abordarei agora a Literatura Profética I, que é estudada no primeiro semestre do segundo ano de Teologia, com carga horária semanal de 2 horas. A Literatura Profética I trabalha, além de questões globais do profetismo, uma seleção de textos dos profetas do século VIII a.C. O texto que orienta a maior parte do estudo é o meu livro A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. Os profetas dos séculos seguintes são estudados na Literatura Profética II, que vem logo no semestre seguinte.

I. Ementa
A disciplina apresenta, como ponto de partida, uma discussão sobre as origens, o teor e os limites do discurso profético israelita. Busca compreender a necessidade da profecia como resultado da ruptura provocada pelo surgimento do Estado monárquico que pressiona as tradicionais estruturas tribais de solidariedade. Aborda, em seguida, os profetas do século VIII a.C.: Amós, Oseias, Isaías 1-39 e Miqueias. Cada um é tratado no seu contexto, nas características de sua atuação e textos escolhidos são lidos. Procura-se identificar em cada um deles a sua função de crítica e de oposição ao absolutismo do Estado classista, em nome da fé em Iahweh, que exige um posicionamento solidário em favor dos mais fracos.

II. Objetivos
Coloca em discussão as características e a função do discurso profético e confronta os textos dos profetas do século VIII a.C. com o contexto da época, possibilitando ao aluno uma leitura atualizada e crítica dos textos proféticos em confronto com a realidade contemporânea e suas exigências.

III. Conteúdo Programático
1. A origem do movimento profético em Israel
2. O teor do discurso profético
3. Os profetas do século VIII a.C.
3.1. Amós
3.2. Oseias
3.3. Isaías 1-39
3.4. Miqueias

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. São Paulo: Paulus, 1998. Disponível online, em formato pdf, e atualizado em 2011.

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DÍAZ, J. L. Profetas 2v. 2. ed. São Paulo: Paulus, vol. I: 2004 [3. reimpressão: 2018]; vol. II: 2002 [4. reimpressão: 2015].

SICRE DÍAZ, J. L. Introdução ao profetismo bíblico. Petrópolis: Vozes, 2016.

Complementar
CROATO, J. S. et al. Os livros Proféticos: a voz dos profetas e suas releituras. RIBLA, Petrópolis, n. 35/36, 2000/1/2. RIBLA está online, em espanhol.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Amós. Texto na Ayrton’s Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías. Texto na Ayrton’s Biblical Page. Última atualização: 23.01.2017.

DA SILVA, A. J. Vale a pena ler os profetas hoje? Artigo na Airton’s Biblical Page. Última atualização: 22.08.2015.

GAMELEIRA SOARES, S. A. et al. Profetas ontem e hoje. 3. ed. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 4, 1987.

HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008. Disponível online.

SCHWANTES, M. A terra não pode suportar suas palavras“ (Am 7,10): reflexão e estudo sobre Amós. São Paulo: Paulinas, 2012.

SCHWANTES, M. et al. Profetas e profecias: novas leituras. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 73, 2002.

SICRE, J. L. Com os pobres da terra: a justiça social nos profetas de Israel. São Paulo: Academia Cristã/Paulus, 2011.

WILSON, R. R. Profecia e Sociedade no Antigo Israel. 2. ed. revista. São Paulo: Targumim/Paulus, 2006.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula de 2019
História de Israel I 2019 
História de Israel II 2019
Hebraico Bíblico 2019
Pentateuco 2019
Literatura Deuteronomista 2019
Literatura Profética II 2019

Literatura Deuteronomista 2019

Lecionar Literatura Deuteronomista é um desafio e tanto. Enquanto as questões da formação do Pentateuco são discutidas há séculos, a noção da existência de uma Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) só foi formulada muito recentemente, como se pode ver aqui.

Além disso, há dois problemas com a disciplina: carga horária exígua para estudar textos de livros tão complexos como, por exemplo, Josué ou Juízes – a disciplina tem apenas 2 horas semanais durante o primeiro semestre do segundo ano de Teologia – e uma bibliografia ainda insuficiente em português. Há excelente debate acadêmico hoje, contudo está em inglês e alemão, principalmente.

Para completar, prefiro estudar o livro do Deuteronômio aqui e não no Pentateuco, também por duas razões: a disciplina Pentateuco já é por demais sobrecarregada e o Deuteronômio é a chave que abre o significado da OHDtr. Por isso, ele faz muito sentido aqui.

Por outro lado, há uma integração muito grande da Literatura Deuteronomista com três outras disciplinas bíblicas: com a História de Israel, naturalmente; com a Literatura Profética, irmã gêmea; com o Pentateuco, através do elo deuteronômico.

I. Ementa
A Obra Histórica Deuteronomista (OHDtr) tentará responder aos desafios do presente repensando o passado no final da monarquia e na situação de exílio e pós-exílio. Faz isso percorrendo toda a história da ocupação da terra, desde as vésperas da entrada em Canaã até a derrocada final da monarquia em Israel e Judá.

II. Objetivos
Pesquisar a arquitetura, as ideias basilares e a teologia da Literatura Deuteronomista como uma obra globalizante, e de cada um de seus livros, a fim de dar fundamentos para sua interpretação e atualização.

III. Conteúdo Programático

1. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista
2. O Deuteronômio
3. O livro de Josué
4. O livro dos Juízes
5. Os livros de Samuel
6. Os livros dos Reis

IV. Bibliografia
Básica
DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Artigo na Ayrton’s Biblical Page. Última atualização: 14.01.2019.

RÖMER, T.  A chamada história deuteronomista: Introdução sociológica, histórica e literária. Petrópolis: Vozes, 2008.

SKA, J.-L. Introdução à leitura do Pentateuco: chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. 3. ed. São Paulo: Loyola, 2014.

Complementar
DA SILVA, A. J. et al. Obra História Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, 2005.

DA SILVA, A. J. Bibliografia comentada sobre a OHDtr. Observatório Bíblico: 24 de fevereiro de 2007.

DA SILVA, A. J. O contexto da Obra Histórica Deuteronomista. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 11-27, 2005.

FARIA, J. de Freitas (org.) História de Israel e as pesquisas mais recentes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 2003.

FINKELSTEIN, I. ; SILBERMAN, N. A. A Bíblia desenterrada: A nova visão arqueológica do antigo Israel e das origens dos seus textos sagrados. Petrópolis: Vozes, 2018.

GONZAGA DO PRADO, J. L. A invasão/ocupação da terra em Josué: Duas leituras diferentes. Estudos Bíblicos, Petrópolis, n. 88, p. 28-36, 2005.

JACOBS, M. R.; PERSON, R. F. Jr. (eds.) Israelite Prophecy and the Deuteronomistic History: Portrait, Reality, and the Formation of a History. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2013. Disponível online.

PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2002. Disponível online.

STORNIOLO, I. Como ler o livro do Deuteronômio: escolher a vida ou a morte. 5. ed. São Paulo: Paulus, 1997.

Leia Mais:
Preparando meus programas de aula de 2019
História de Israel I 2019 
História de Israel II 2019
Hebraico Bíblico 2019
Pentateuco 2019
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