RIBLA apresenta uma introdução aos Escritos, terceira parte da Bíblia Hebraica

Estou folheando o terceiro fascículo de 2005 da RIBLA – Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana. Este fascículo fecha o n. 52 da RIBLA e é dedicado à terceira parte da Bíblia Hebraica, os Escritos ou Ketubim.

A RIBLA, como diz a página do Instituto Teológico Franciscano, dedicada às revistas da Vozes de Petrópolis, situa-se dentro das experiências de fé e de luta das comunidades e das Igrejas da América Latina e do Caribe, fazendo uma leitura da Bíblia que procura responder à realidade destas duas regiões. Por isso tem em seu conselho de redação os principais nomes da leitura popular da Bíblia da América Latina.

RIBLA é publicada em espanhol pela RECU, de Quito, Equador, e em português pela Vozes, de Petrópolis, RJ, Brasil, com o intuito de ser um elo de interligação da diversidade cultural latino-americana e caribenha. RIBLA é ecumênica e seus ensaios são elaborados por exegetas, pastores e professores das Igrejas Católica, Luterana e Metodista. É coordenada por Milton Schwantes.

Este fascículo traz o seguinte sumário:
Jacir de Freitas Faria – O livro dos Salmos no seu contexto literário, 11
Tércio Machado Siqueira – O lamento, 29
Sandro Gallazzi – O grito de Jó e de sua mulher, 39
Mercedes García Bachmann – Livro dos Provérbios, 66
Mercedes Lopes – O livro de Rute, 88
Alzir Sales Coimbra – O Cantar dos Cantares, 101
Lilia Ladeira Veras – Um primeiro contato com o livro do Eclesiastes ou o livro Coélet, 119
Marcos Calovi – Lamentações – Uma introdução, 140
Darío Barolín – Ester e a morte do dualismo, 148
José Ademar Kaefer – “Bem-aventurado aquele que perseverar” (Daniel 12,12) – Uma introdução ao livro de Daniel, 160
Nelson Kilpp – Esdras e Neemias, 169
Shigeyuki Nakanose – Reescrevendo história – Uma leitura dos livros das Crônicas, 184
Resenhas, 198

Milton Schwantes, no Editorial, nos diz que em volumes anteriores já foram publicados introduções à Torah ou Pentateuco (vol. 23) e aos Nebi’im ou Livros Proféticos (vol. 35/36). e que a intenção desta série de números é a de apresentar uma introdução ao Primeiro Testamento, obedecendo à seqüência da Bíblia Hebraica (Lei, Profetas, Escritos), também adotada na TEB, Tradução Ecumênica da Bíblia, publicada entre nós pela Loyola.

Nas resenhas são apresentadas duas obras: o vol. 2 da série alemã Biblische Enzyklopädie, escrito por Volkmar Fritz, com o título Die Entstehung Israels im 12. und 11. Jahrhundert v.Chr. [A origem de Israel nos séculos 12 e 11 a.C.], publicado em Stuttgart em 1996; e a tese de doutorado de Elaine Gleci Neuenfeldt, Práticas e experiências religiosas de mulheres no Antigo Israel: Um estudo a partir de Ezequiel 8,14-15 e 13,17-23, São Leopoldo, IEPG, 2004. A primeira resenha é feita por Nelson Kilpp, a segunda por Maricel Mena López.

Interessa-me, sobretudo, a leitura da resenha do livro de Volkmar Fritz, pois estou com alguns números desta série aqui, como comentei outro dia, esperando um tempo livre para leitura…

Uma história da interpretação moderna da Bíblia

Esta é uma resenha que merece ser lida. Foi feita por Devorah Schoenfeld, da Graduate Theological Union/University of California-Davis, Berkeley, CA, USA, e publicada na Review of Biblical Literature no dia 13 de maio de 2006.

É sobre o livro de SANDYS-WUNSCH, J. What Have They Done to the Bible? A History of Modern Biblical Interpretation. Collegeville, Minn.: Liturgical Press, 2005, p. xx + 378. ISBN 0814650287.

Este livro trata da interpretação da Bíblia entre 1450 e 1889. John Sandys-Wunsch, um estudioso anglicano (the Rev. Dr. John Sandys-Wunsch, D.S.Litt., D.Phil., formerly a university professor and administrator in Canada and England, is a research fellow at the University of Victoria), mostra como a Bíblia foi “destronada”, chegando ao século XIX em posição bem diferente de tempos anteriores: agora é a Bíblia que precisa do suporte da ciência e não a ciência que precisa do suporte da Bíblia (“In this new era, it was the Bible that required the support of science, not science that required the support of the Bible“).

O início da resenha nas palavras da autora:

What Have They Done to the Bible? is an engagingly written, accessible introduction to the history of Western Christian biblical interpretation from 1450 to 1889. It tells the story of the “dethronement of the Bible,” or the movement from an approach to biblical study in which the Bible (or its traditional interpretations) is the source of all knowledge to an approach in which even the Bible can be judged and evaluated on the basis of science and history. In this narrative, eighteenth century developments are central, and this book argues that it was in the eighteenth century that both the scientific approach to the Bible and pietistic and theological responses to it took their modern shape. The book covers a wide range of modern thinkers and exegetes, with a special focus on eighteenth century writers. It treats Protestant and Catholic exegetes for the most part together, presenting their similarities as more important than their differences.

E, pelo visto, este é um livro que merece ser lido!

Caros Amigos lança edição extra sobre o PCC

Caros Amigos – maio de 2006

Nossa primeira edição extra

 

O repórter João de Barros vinha levantando tudo sobre o PCC desde janeiro deste ano. Reuniu tanto material, que havíamos decidido publicar a reportagem em série, três edições seguidas de Caros Amigos a partir do próximo mês. Com o acontecimentos do fim de semana do Dia das Mães, resolvemos lançar esta edição extra, que trata da força da organização criminosa que desta vez apavorou toda a cidade de São Paulo. Talvez tenha sido seu último ato espetaculoso, pois ultrapassou os limites de tolerância que vinham sendo estabelecidos em acordos entre o “partido”, como se autodenomina o PCC, e o governo do Estado de São Paulo. Daí que na terça-feira, dia 16, duas versões corriam os noticiários: gente do próprio governo se contradizendo, uns declarando que de novo houve acordo; outras, inclusive o governador, afirmando que não houve. Impossível determinar quem está com a verdade. O que se sabe, com certeza, é que ao deixar o Deic, o departamento policial onde veio prestar depoimento na sexta-feira anterior sobre a informação de que haveria ações criminosas em São Paulo no Dia das Mães em represália à transferência de 765 prisioneiros ligados ao PCC para o presídio de Presidente Venceslau, um grupo de presos (entre eles o líder do PCC, Marcola), foi levado diretamente para o Regime Disciplinar Diferenciado – uma nova versão da solitária – do presídio de segurança máxima de Presidente Bernardes. Assim, segundo fonte segura, Marcola, isolado no RDD, teria ficado surpreso ao saber a dimensão dos ataques que ele próprio teria planejado. Como o PCC sempre agiu na surdina, Marcola concluiu que os atentados estavam se voltando contra o próprio “partido”, que ele nem de longe deseja que seja tido como inimigo público, o que acabou acontecendo. Não era para menos (cont.)

Leia Mais:
Folha Online: Secretário da Administração Penitenciária de SP pede demissão
Folha Online: Ex-secretário diz que negociou com PCC

O Dia da Mata Atlântica

Cai taxa de devastação da mata atlântica

Uma boa notícia para comemorar hoje o Dia da Mata Atlântica: houve uma redução de 71% na taxa de desmatamento da floresta no período de 2000 a 2005, em comparação com o período anterior, de 1995 a 2000.

O dado preliminar é de um estudo feito pela Fundação SOS Mata Atlântica e pelo Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. A informação foi divulgada ontem, durante solenidade no parque Ibirapuera promovida pela fundação.

De acordo com o pesquisador e coordenador do atlas pelo Inpe, Flávio Jorge Ponzoni, os dados são parciais porque relacionam somente oito dos dez Estados abrangidos pelo levantamento normalmente. Os resultados finais estarão disponíveis no final deste ano –Minas Gerais e Bahia devem ser analisados nos próximos meses.

Dos Estados avaliados até agora, o que mais reduziu a taxa de desflorestamento nesse período foi o Espírito Santo, em 96%. Na sequência, vêm Rio de Janeiro (90%), Paraná (88%) e Rio de Grande do Sul e São Paulo, ambos com 84% de diminuição na taxa de desmatamento.

Valores brutos

“Apesar da queda da taxa de desflorestamento no atual período, o que deve ser comemorado, os valores brutos continuam elevados, especialmente levando-se em conta os altos índices de desflorestamento identificados nos últimos 20 anos. O que resta de floresta original deve ser efetivamente protegido”, afirma Márcia Hirota, uma das diretoras da SOS Mata Atlântica. Hoje, restam apenas 7% da floresta.

Segundo a fundação, o Paraná, que já foi campeão de desmatamento nos períodos de 1985 a 1990 e 1995 a 2000, teve uma redução de 88%. Mesmo assim, ainda são muitas as áreas desflorestadas.

Aumento

Nos Estados de Goiás e Santa Catarina, porém, em vez de diminuição houve aumento da destruição da mata. No primeiro, houve um crescimento de 18,1%, e, no segundo, de 8,2%.

Segundo o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, o período crítico de desmatamento da mata atlântica já ocorreu e, agora, caminha-se para uma estabilização desse processo. Contribuíram para esse fenômeno, diz ele, a maior consciência ecológica da população e uma legislação mais dura.

A comemoração do Dia da Mata Atlântica acontece até amanhã na marquise do parque Ibirapuera. A exposição “Viva a Mata” reúne projetos e instituições que ajudam a proteger o bioma. Os visitantes ganham uma muda de árvore típica da mata atlântica e podem fazer atividades como ioga e pilates ou separar lixo.

Ontem, muitas crianças e adolescentes que visitaram o MAM (Museu de Arte Moderna) aproveitaram para conhecer a mostra na marquise.

A estudante Cíntia Karine Basílico, 13, teve a oportunidade de ver e brincar pela primeira vez com uma jiboia –Jack– e uma arara-canindé –Cacau. “Imaginava que a pele da cobra era lisinha, mas não é. Deu muita adrenalina encostar nela.”

Fonte: Afra Balazina – Folha de S. Paulo: 27/05/2006

Ping-O-Matic: para que seu blog seja visto e visitado

Leia em About.com:

Basics of RSS
By Trudy W. Schuett

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Rosa no Redemoinho mostra os vários tons que podem dialogar com a obra do escritor mineiro

A “cor” de Rosa

Lançamento da exposição Rosa no Redemoinho mostra os vários tons que podem dialogar com a obra do escritor

Quem foi ontem ao Palácio das Artes na abertura da Exposição Rosa no Redemoinho, em homenagem aos 50 anos do lançamento de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, viu o quanto esta obra ainda pode ser reinventada. Artistas dos mais variados campos da criação mostraram ao público seus trabalhos, que não só absorvem, como também dialogam e reapropriaram a obra roseana. Instalações, desfile, exposição e seminário: todos esses eventos fazem parte do projeto e querem mostrar, sob diferentes vertentes, que ”não há nada de mais atual do que o legado de Guimarães Rosa”, como afirma a Secretária de Estado de Cultura Eleonora Santa Rosa. A exposição começou num tom areia com a instalação do cineasta Éder Santos, O Erro nas Estórias, que ocupou a frente da entrada principal do Palácio das Artes. O quarteirão da avenida Afonso Pena foi obstruído para que uma escavadeira pudesse revolver a areia de um lado para outro, mostrando a desconstrução e reconstrução da imagem. Enquanto centenas de pessoas assistiam ao trabalho, Éder, animado com a repercussão, comemorava os objetivos atingidos. Ronaldo Fraga, estilista, trouxe os diferentes vermelhos que estão na terra sertaneja. Organizado no foyer do Palácio das Artes, o desfile teve uma ornamentação especial, que lembrava as festas típicas do sertão de Minas Gerais. Sob um tapete de serragem, os modelos mostravam muito mais do que roupas ou personagens específicas da obra de Guimarães Rosa. A moda que Ronaldo Fraga quis passar para o público representava o contexto sertanejo. “Ao criar um elemento direcionador da coleção, quis colocar o popular e o erudito na mesma palavra, no mesmo ponto e no mesmo lugar”, explica o estilista. Ainda na noite de domingo, foi lançada a edição especial do Suplemento Literário de Minas Gerais que traduz em uma linguagem crítica o que há de contemporâneo em Grande Sertão: Veredas. Camila Diniz, editora do Suplemento, reforçou a importância da publicação que traz um diálogo completamente inovador com Guimarães. “O Suplemento se insere no Projeto Rosa no Redemoinho com uma outra linguagem, mais acadêmica. Por essa razão, reunimos textos de intelectuais e pesquisadores de todo o Brasil que são referência não apenas para as pessoas que não conhecem Guimarães Rosa, mas para aqueles que já conhecem e querem ver as diversas abordagens sobre o autor”, relata. Ainda dentro do projeto, o público pôde conhecer outras tonalidades: O Sertão de Arlindo, de Arlindo Daibert; Sussuruídos, de Cacá Carvalho, Retrovão, de Rogério Veloso e Borboletas, de Paulo Perdeneiras. As exposições no Palácio das Artes permanecem abertas à visitação até o dia 04 de junho. Projeto idealizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Rosa no Redemoinho traz, segundo a secretária Eleonora Santa Rosa, um dos melhores e mais instigantes programas celebrativos e críticos em torno da obra de Guimarães Rosa (cont.)

As Minas Gerais

Estava passeando por aí e achei … As Minas Gerais.

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Aí está Minas: a mineiridade
João Guimarães Rosa

Minas é a montanha, montanhas, o espaço erguido, a constante emergência, a verticalidade esconsa, o esforço estático; a suspensa região – que se escala (…) O quanto que envaidece e intranquiliza, entidade tão vasta, feita de celebridade e lucidez, de cordilheira e História. De que jeito dizê-la? MINAS: patriazinha. Minas – a gente olha, se lembra, sente, pensa. Minas – a gente não sabe (…) Se são tantas Minas, porém, e contudo uma, será o que a determina, então, apenas uma atmosfera, sendo o mineiro o homem em estado minas-gerais? (…) Reconheço, porém, a aura da montanha, e os patamares da montanha, de onde o mineiro enxerga. Porque, antes de mais, o mineiro é muito espectador. O mineiro é velhíssimo, é um ser reflexivo, com segundos propósitos e enrolada natureza (…) Ele escorrega para cima. Só quer o essencial, não as cascas. Sempre frequentado pelo enigma, retalha o enigma em pedacinhos, como quando pica seu fumo de rolo, e faz contabilidade da metafísica: gente muito apta ao reino-do-céu (…) Aí está Minas: a mineiridade.

A função da historiografia e os textos bíblicos

No dia 29 de abril de 2006 postei notícia sobre o Ancient Historiography Seminar aqui.

Veja o programa do Seminário sobre A Função da Historiografia, tendo como material de estudo a Bíblia Hebraica, a Literatura Intertestamentária e os Evangelhos.

O Seminário será realizado no próximo dia 30. Abaixo a lista dos temas que serão debatidos e os nomes dos pesquisadores envolvidos.

 

York 2006

Function of Historiography – Hebrew Bible
La Fonctionne de l’Historiographie – Bible Hébraïque

Tuesday 30 May 2006 – 8:45-12:00 (ACE 002)

Chair / Président: Tyler Williams (Taylor University College)

8:45-9:05 am – Is the Book of Kings Deuteronomistic? And is it a History?
Kurt Noll (Brandon University)

9:15-9:35 am – Uses of the Past: The Stories of David and Solomon as Test Cases
John Van Seters (Waterloo, ON)

9:45-10:05 am – Sennacherib’s Campaign Against Judah: What Saith the Scriptures?
Paul Evans (Alliance-Nazarene University College)

10:30-10:50 am – The Chronicler as Elite
Tim Goltz (McGill University)

11:00-11:20 am – The Function of Historiography: A Synthesis and Response to Kurt Noll, John Van Seters, Paul Evans, and Tim Goltz
Tyler Williams (Taylor University College)

Function of Historiography – Classics, Intertestamental Literature, and the Gospels
La Fonctionne de l’Historiographie – Les Littératures Classiques et Intertestamentaire, et les Évangiles

Tuesday 30 May 2006 – 1:30-4:30 pm (ACE 002)

Chair / Président: Todd Penner (Austin College)

1:30-1:50 pm – The Gospel of Mark in Context of Ancient Historiography
Eve-Marie Becker (Oberassistentin Institut für Neues Testament)

2:00-2:20 pm – Once Upon a Time: Women as Leaders in Historiography and the Ancient Novel
Dilys Patterson (Concordia University)

2:30-2:50 pm – Ancient Greek Historiography and its Methodology: How Does Luke Relate?
Sean Adams (McMaster Divinity College)

3:15-3:35 pm – When in Rome…: Scripting Gender in Acts.
Todd Penner (Austin College)

WWW2006

15th International World Wide Web Conference

Edinburgh, Scotland – 23-26th May

The World Wide Web Conference is the global event to bring together the key influencers, decision makers, technologists, businesses and standards bodies shaping the future of the web.

Criador da internet critica tentativas de fragmentar rede

A internet deve permanecer neutra e resistir a tentativas de fragmentá-la em diferentes serviços, defendeu nesta terça-feira o inventor da web, Tim Berners-Lee. Ele fazia uma referência direta às tentativas nos Estados Unidos de tentar cobrar por diferentes níveis de acesso na internet. Segundo Berners-Lee, a idéia não “é parte do modelo da internet”. O alerta foi feito em Edimburgo, na Escócia, onde Berners-Lee participa da Conferência Anual sobre o futuro da Internet. “Do meu ponto de vista é muito importante que haja apenas uma rede”, caso contrário podemos entrar “em um período de trevas”, argumentou (cont.)

Leia a notícia em inglês:
Web inventor warns of ‘dark’ net