Mês da Bíblia 2010: textos apresentados pelos alunos

O livro de Jonas faz parte de meu programa de Literatura Pós-Exílica, disciplina estudada no Segundo Ano de Teologia do CEARP neste semestre.

Em geral, Jonas é estudado quase no final do ano, mas, neste ano, em função do Mês do Bíblia, que começa amanhã, nós o abordamos nos dias 26 e 27 de agosto, na semana passada.

Pedi aos alunos que se encarregassem de apresentar alguns dos estudos disponíveis em português sobre Jonas. Sete textos foram apresentados e uma síntese do que foi feito será publicada a partir de hoje no blog.

A ordem de publicação é aleatória, porque os publico à medida em que os recebo. Ao clicar nos títulos dos livros, o leitor será remetido ao post sobre ele.

Os textos apresentados:

BALANCIN, E. M.; STORNIOLO, I. Como ler o livro de Jonas: Deus não conhece fronteiras. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1991, 40 p. – ISBN 8534926085
Por Daniel Bento Bejo

CENTRO BÍBLICO VERBO Levanta-te e vai à grande cidade: Entendendo o livro de Jonas. São Paulo: Paulus, 2010, 128 p. – ISBN 9788534926362
Por Anderson Luís Moreira

KILPP, N. Jonas. São Paulo: Loyola, 2008, 120 p. – ISBN 9788515035472
Por Mateus Pereira Martins

LOPES, M. O livro de Jonas: Uma história de desencontro entre um profeta zangado e um Deus brincalhão. São Paulo: Paulus, 2010, 72 p. – ISBN 9788534931885
Por Tibério Teixeira da Silva Filho

MESTERS, C.; OROFINO, F. A parábola de Jonas. São Leopoldo: CEBI, 2010, 36 p. – ISBN 9788577330935
Por Tiago Nascimento Nigro

SAB Levanta-te, vai à grande cidade (Jn 1,2): Introdução ao estudo do profeta Jonas. São Paulo: Paulinas, 2010, 48 p.
Por Thiago Cezar Giannico

SCHÖKEL, L. A.; SICRE DIAZ, J. L. Profetas II. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2002, p. 1037-1062. – ISBN 8534919917
Por Paulo Martins Junior

O biblista Carlos Mesters está se recuperando

Frei Carlos Mesters está se recuperando

Depois de se submeter a tratamento quimioterápico, frei Carlos Mesters, fundador do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI), recupera-se, informou o teólogo e biblista Francisco Orofino.

“Neste último tempo estivemos numa ampla vigília de orações acompanhando a saúde de frei Carlos”. A razão da preocupação era “a fragilidade de seu quadro clínico bem como a dureza do tratamento quimioterápico”. Frei Carlos fez uma sessão de quimioterapia na última semana de julho. No início de agosto fez novos exames. “Diante do quadro atual, o médico receitou uma sexta e última sessão de quimioterapia para a última semana de agosto. Ao que tudo indica, o tumor está desaparecendo”, informou Orofino. Frei Carlos, que se recupera em São Paulo, poderá retornar às atividades “na medida do possível”, segundo prescrição médica. Orofino dirigiu-se a todos os integrantes do CEBI assinalando que “tudo isto é motivo para nos alegrarmos e também para elevarmos nossas preces agradecidas a Deus, Mãe e Pai da Vida Plena, que nos cura e regenera, que nos anima e renova nossas forças”. Ele agradeceu a todos e todas pelo apoio dado a Mesters neste tempo de provação e de cura.

 

O livro de Jonas na Vida Pastoral

O número de setembro-outubro de 2010 – ano 51, n. 274 – da revista Vida Pastoral, publicada pela Paulus, traz 4 artigos sobre o livro de Jonas. Foram escritos pela equipe do Centro Bíblico Verbo, de São Paulo. Jonas é o livro proposto pela CNBB para estudo e reflexão no mês da Bíblia deste ano.

Vida Pastoral é uma revista bimestral para sacerdotes e agentes de pastoral e é distribuída gratuitamente às instituições cadastradas no Anuário Católico do Brasil e a particulares que a solicitarem. Passe numa das livrarias da Paulus ou mande um e-mail e veja como conseguir um número ou a assinatura anual. A revista está também disponível online.

 

Os artigos são os seguintes:
. Maria Antônia Marques – Levanta-te e vai à grande cidade: Uma introdução ao livro de Jonas: p. 6-13
. Centro Bíblico Verbo – Os estrangeiros acreditam na ação de Javé: uma leitura de Jonas: p. 14-20
. Shigeyuki Nakanose – “Continuo a contemplar o teu santo Templo” (Jn 2,5): Uma leitura de Jonas 2,1-11: p. 21-29
. Enilda de Paula Pedro e Maria Antônia Marques – Conversão de Nínive, perdão divino e conversão de Jonas: Uma leitura de Jonas 3-4: p. 30-35

 

Recomendo, para uma melhor compreensão do domínio persa sobre Yehud – nome aramaico do Judá pós-monárquico -, época mais provável da escrita do livro de Jonas, a leitura dos seguintes textos:

. Resumo dos capítulos 2, 3 e 4 do livro de Hans G. Kippenberg, Religião e formação de classes na antiga Judeia: estudo sociorreligioso sobre a relação entre tradição e evolução social, disponível neste blog

. 6. A Época Persa e as Conquistas de Alexandre, especialmente o item 6.5. A situação da Judeia no momento da anexação, disponível na Ayrton’s Biblical Page

. Leitura socioantropológica do Livro de Rute. Estudos Bíblicos n. 98. Petrópolis: Vozes, 2008, p. 107-120. Artigo disponível na Ayrton’s Biblical Page.

Mês da Bíblia 2010: texto-base

Assinado por Aíla Luzia Pinheiro de Andrade*, o texto-base do Mês da Bíblia 2010 está – pelo menos por enquanto – disponível para leitura e/ou download, em formato pdf, no site da CNBB. Como já foi dito neste blog, onde apresentei uma bibliografia mínima sobre o tema, o livro bíblico proposto para este ano é Jonas.

Começa a autora perguntando: “Quem nunca ouviu falar no profeta Jonas que foi engolido por um grande peixe? Mas seria esse episódio o que há de mais importante nesse livro bíblico? Em que esse fato seria relevante para a fé dos judeus e para fé cristã hoje? As respostas a estas perguntas dependem de um estudo atento do texto bíblico dentro de seu contexto histórico, somente assim é possível descobrir traços que indiquem o perfil de quem o escreveu, a época de seu surgimento e, seus destinatários imediatos. Com esses dados, a mensagem de Jonas se mostrará atual para o século XXI”.

Dividido em 4 partes, o texto aborda os seguintes temas:
1. O Autor
2. A época
3. A obra
4. Evangelizar é preciso, converter-se é urgente

Transcrevo alguns trechos e recomendo a leitura do texto completo, muito mais rico do que este recorte.

:: Sobre o autor, diz o texto:
“Numa leitura superficial do texto bíblico, o leitor contemporâneo pode cometer o equívoco de pensar que o autor desse livro tenha sido um profeta nacionalista de Israel do Norte, chamado Jonas, filho de Amitai, que viveu durante o reinado de Jeroboão II, por volta de 790-750 a.C., mencionado em 2Rs 14,25 e em Jn 1,1. Não é raro encontrar leituras fundamentalistas da Bíblia que tendem a concluir que o autor do livro de Jonas tenha sido aquele profeta do século VIII a.C.” (…) Mas “o autor do livro permanece anônimo e usa como pseudônimo o antigo profeta Jonas, filho de Amitai, porque esse recurso o ajuda a divulgar melhor sua mensagem. Não sabemos quem escreveu o livro de Jonas, mas podemos fazer um perfil de sua personalidade a partir do texto bíblico. É alguém com mente aberta, como diríamos hoje, para ele todas as pessoas são alvos do amor e da misericórdia de Deus. É uma pessoa bem humorada que usa o recurso da ironia para convencer os judeus nacionalistas de sua época da inconsistência da postura exclusivista que considerava apenas o judeu como merecedor do amor de Deus”.

:: Sobre a época, lemos:
“O livro de Jonas foi escrito após o período de Esdras e Neemias quando a maioria dos judeus, depois de sofrer a dominação de vários impérios estrangeiros, havia desenvolvido forte espírito de exclusivismo e de particularismo e não queria uma aproximação com outros povos e muito menos exercer a vocação missionária de fazer o Deus de Israel ser conhecido e amado pelas demais nações. Como o livro de Jonas faz parte do bloco dos doze profetas, mencionado em Eclo (Sir) 49,10-12, ele não pode ter sido escrito depois do ano 170 a.C, possível época do surgimento do Eclesiástico. Por isso a maioria dos estudiosos está de acordo que o livro de Jonas data provavelmente do final do século V a.C, ou início do século IV a.C.”

:: Sobre a obra, aprendemos que:
“O autor do livro de Jonas, unindo o recurso da pseudonímia ao da ironia, escreve um conto edificante que termina com uma lição dada por Deus ao protagonista” (…) Mas em qual contexto histórico? Ora, “a pista nos é dada no final do livro, na lição que Jonas é forçado a receber: a misericórdia de Deus está sobre todos os povos e sobre toda criatura. Se a maioria das pessoas não sabe disso é porque falta quem lhes anuncie essa boa-notícia. O autor do livro de Jonas viveu em uma época marcada por reformas radicais nacionalistas desde Esdras e Neemias” (…) Só que “ao lado dessa tendência nacionalista exacerbada caminhava uma tendência universalista que considerava o estrangeiro como filho de Deus. Defensores dessa tendência são os textos de Is 40–55 e o livro de Rute, entre outros. O autor do livro de Jonas empresta sua voz à teologia universalista para defender o direito de Deus amar a todos, sem fazer acepção de pessoa”.

:: Finalmente, a mensagem do livrinho de Jonas diz que “evangelizar é preciso, converter-se é urgente”:
Pois Jonas “tem que anunciar aos habitantes da grande cidade de Nínive que sua iniquidade subiu até Deus. Isso consiste numa parusia conforme se procedia em antigos reinos. O termo grego parusia significava a visita do rei a uma região distante da sede do governo para resolver certos problemas administrativos como o abuso de autoridade dos governantes e a prática da iniquidade por parte destes. O aviso de que o rei está sabendo da iniquidade, dava tempo aos culpados para mudar de conduta como também deixava os oprimidos cheios de esperança que o rei lhes fizesse justiça. Nesse sentido, o que Jonas deve anunciar é a parusia do verdadeiro rei do universo sobre um vassalo, o rei de Nínive. De nenhuma forma se trata de um veredicto definitivo do juiz, mas de um aviso para que haja oportunidade de mudança de atitude por parte dos que estão praticando o erro. Não é uma condenação, mas uma boa-notícia o que Jonas deve anunciar” (…) Mais interessante ainda é que “o livro de Jonas chama à conversão, não apenas os ouvintes, mas primeiramente o missionário. De fato, Jonas é, de todos os personagens desse livro, o que mais precisa de conversão. Ele pode ser definido como o desobediente. Aos três imperativos da missão (levanta-te, vai, proclama, Jn 1,2; 3,2) Jonas age em sentido contrário: desce (1,3), foge (1,3), dorme (1,5). Os estrangeiros, tanto os marinheiros quanto os ninivitas, foram mais religiosos, e até o mar, o peixe, a planta, o verme, o vento oriental, todos submetem-se à vontade de Deus. Jonas, ao contrário, mesmo quando parece ser obediente não o é de fato, pois anuncia a mensagem em apenas um dia, quando se levaria três dias para atravessar a cidade. E proclama um conteúdo diferente daquele que lhe foi indicado.” (…) Se Jonas fugiu, não foi “por medo da violência dos ninivitas nem por receio do desconhecido, como poderíamos supor. Para surpresa do leitor, Jonas diz que fugiu porque Deus é misericordioso, lento para a cólera e não faria mal a Nínive (Jn 4,2). Jonas não queria ser mensageiro de Deus porque assim evitaria que os ninivitas usufruíssem da misericórdia divina. Mas já que não conseguiu fugir dessa tarefa, agora preferia morrer a ver a salvação daqueles que considerava ímpios. À revelia disso, o Senhor do céu e da terra ama a totalidade da criação. Essa é uma afirmação revolucionária para a maioria dos judeus contemporâneos do autor do livro de Jonas, pois se o Deus de Israel cuida de todos os seres, povos e nações, qual o lugar de Israel como povo da aliança? Hoje diríamos: qual o privilégio de ser cristão, se Deus ama os ateus, os membros de outras religiões e até mesmo aqueles que maculam sua imagem com o ódio? Isso significa que o povo de Deus deve investir na salvação dos iníquos e não na destruição deles. Os opressores, os violentos, os ímpios conhecerão a misericórdia e a redenção que vem de Deus através dos missionários de boas notícias (…) O final do livro mostra o contraste entre Jonas e Deus: um deseja a morte, o outro, a vida; um quer a destruição, o outro, a salvação. O livro inteiro é uma exortação à conversão e à misericórdia, ambas são indesejáveis a Jonas e ele necessita das duas”.

E nós também.

*A autora é doutora em Teologia Bíblica (2008) pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, MG.

Resenhas na RBL: 21.08.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Hector Avalos, Sarah Melcher, and Jeremy Schipper, eds.
This Abled Body: Rethinking Disabilities in Biblical Studies
Reviewed by William R. G. Loader

Joseph Blenkinsopp
Judaism, the First Phase: The Place of Ezra and Nehemiah in the Origins of Judaism
Reviewed by Joshua Schwartz

Roland Boer
Political Myth: On the Use and Abuse of Biblical Themes
Reviewed by Gilbert Lozano

Roland Boer and Jorunn Økland, eds.
Marxist Feminist Criticism of the Bible
Reviewed by Michael J. Lakey

Detlev Groddek and Maria Zorman, eds.
Tabularia Hethaeorum: Hethitologische Beiträge: Silvin Kosak zum 65. Geburtstag
Reviewed by Paul Sanders

Joel S. Kaminsky
Yet I Loved Jacob: Reclaiming the Biblical Concept of Election
Reviewed by Hallvard Hagelia

Mosheh Lichtenstein
Moses: Envoy of God, Envoy of His People
Reviewed by Danny Mathews

Hanne Loland
Silent or Salient Gender? The Interpretation of Gendered God-Language in the Hebrew Bible, Exemplified in Isaiah 42, 46, and 49
Reviewed by Claudia D. Bergmann

Robin Routledge
Old Testament Theology: A Thematic Approach
Reviewed by Don Collett

C. Kavin Rowe
World Upside Down: Reading Acts in the Graeco-Roman Age
Reviewed by Rubén Dupertuis

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Resenhas na RBL: 13.08.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Steven L. Bridge
Getting the Old Testament: What It Meant to Them, What It Means for Us
Reviewed by Robert Wallace

Robert R. Cargill
Qumran through (Real) Time: A Virtual Reconstruction of Qumran and the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Eibert Tigchelaar

Frances Flannery, Colleen Shantz, and Rodney A. Werline, eds.
Experientia, Volume 1: Inquiry into Religious Experience in Early Judaism and Christianity
Reviewed by David Maas

Greg Schmidt Goering
Wisdom’s Root Revealed: Ben Sira and the Election of Israel
Reviewed by Ibolya Balla

Joel B. Green, ed.
Methods for Luke
Reviewed by Stephan Witetschek

Bernd Janowski, Bernhard Greiner, and Hermann Lichtenberger, eds.
Opfere deinen Sohn! Das ‘Isaak-Opfer’ in Judentum, Christentum und Islam
Reviewed by Paul Sanders

Edith Lubetski and Meir Lubetski, eds.
The Book of Esther: A Classified Bibliography
Reviewed by Mayer I. Gruber

Nathan MacDonald
What Did the Ancient Israelites Eat? Diet in Biblical Times
Reviewed by Raz Kletter

Mark S. Smith and Wayne T. Pitard
The Ugaritic Baal Cycle: Volume 2: Introductioni with Text, Translation and Commentary of KTU/CAT 1.3-1.4
Reviewed by Frank H. Polak

Roger E. Van Harn and Brent A. Strawn
Psalms for Preaching and Worship: A Lectionary Commentary
Reviewed by Hallvard Hagelia

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Biblistas Mineiros publicam a Estudos Bíblicos 107

Recebi ontem o n. 107 da revista Estudos Bíblicos. É o terceiro número de 2010. Tem 108 páginas. E foi elaborada por nosso grupo dos Biblistas Mineiros. Há um artigo meu sobre Jeremias.

O título do número 107: Em qual lugar? Uma reflexão sobre os “lugares” na Bíblia.

O Editorial, assinado por Telmo José Amaral de Figueiredo, explica que lugar aqui é “compreendido como um produto da experiência humana, significando muito mais que o sentido geográfico de localização. Desse modo, lugar não se refere a objetos e atributos das localizações, mas a tipos de experiência e envolvimento com o mundo, à necessidade que o ser humano tem de possuir raízes e segurança, a situação a partir da qual ele se expressa, se comunica”.

São 7 artigos e uma recensão:
:: Tereza Virgínia Ribeiro Barbosa – Por uma hermenêutica dos tópoi bíblicos
:: Pascal Peuzé – Deus é lugar? Algumas reflexões a partir da Bíblia e da Tradição rabínica
:: Jaldemir Vitório – O lugar do profeta: a fuga não é solução. Uma leitura de 1Rs 19,1-21 – Elias no Horeb
:: Airton José da Silva – Superando obstáculos nas leituras de Jeremias
:: Cássio Murilo Dias da Silva – Universos virtuais bíblicos
:: Neuza Silveira de Souza; Maria de Lourdes Augusta – “O Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça” (Lc 9,58): Lugar do encontro com Deus para o discípulo-missionário
:: José Luiz Gonzaga do Prado – Os lugares de Paulo: “Para todos eu me fiz de tudo” (1Cor 9,22)

:: Recensão do livro de MARGUERAT, Daniel (org.) Novo Testamento: história, escritura e teologia. São Paulo: Loyola, 2009, 654 p. – ISBN 9788515036271 – Por Johan Konings.

Resenha da Bíblia Almeida Século XXI

Ney Brasil Pereira, Mestre em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma e Professor no ITESC, Instituto Teológico de Santa Catarina, em Florianópolis, escreveu uma resenha da Bíblia Sagrada Almeida Século 21. São Paulo: Vida Nova, 2008.Bíblia Sagrada Almeida Século XXI

Este resenha foi publicada na REB 70, fascículo 277, de janeiro de 2010, p. 238-244, e, mais recentemente, na Estudos Bíblicos n. 106, 2010/2, p. 85-92. O texto está disponível online em pdf.

Para conferir a história, descrição, características, objetivos e colaboradores desta versão da Almeida, clique aqui na página da editora.

Após chamar a atenção para algumas características e novidades da Almeida Século 21, Ney Brasil se detém mais longamente nas introduções a cada livro da Bíblia, dizendo: “parece-me que aí está o calcanhar de Aquiles desta ‘Almeida Século XXI’. Não pelo fato de elas não serem relevantes, mas pela opção tradicionalista, ou fundamentalista, que as caracteriza nas questões de crítica histórica e sob outros aspectos”.

O resenhista sempre cita muitos exemplos daquilo que afirma. Como este: “Se desde o século XVII se questiona, por razões críticas, se Moisés é realmente o autor do Pentateuco, como é que se pode escrever, por exemplo, que ‘é provável que Moisés tenha sido o autor do próprio livro do Gênesis’ (p. 1)?”. E Jonas? “Para o introdutor, o livro de Jonas é ‘biográfico’ (p. 915), não havendo a mínima alusão a um gênero literário diferente…”.

Ney Brasil Pereira  (04.12.1930 - 04.01.2017)Outro aspecto que Ney Brasil salienta de modo crítico é a opção por uma linguagem não inclusiva, o que, segundo ele, se torna problemático numa tradução atualizada: “Há muito tempo, mas ultimamente cada vez mais, interpelam-se, num auditório, ‘senhoras e senhores’, ‘irmãs e irmãos’, ‘amigas e amigos’. E, pelo menos de uns vinte anos para cá, se fala sempre ‘ser humano’, ou um expressão equivalente, quando a mulher está incluída”. Muitos exemplos ilustram o que foi dito…

Por outro lado, Ney Brasil vai dizer, mais para o final da resenha, que “a tradução atualizada é o ‘carro forte’ desta ‘Almeida Século XXI'”. Terminando com uma constatação e/ou desafio: “Outros leitores atentos deverão ter feito, ou ainda farão, as suas observações e sugestões de melhoria desta edição excepcional. A tradução atualizada e fiel da Bíblia continuará desafiando-nos, justificando assim esta e outras versões do texto sagrado”.

Páginas mais visualizadas em julho de 2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton’s Biblical Page mais visualizadas durante o mês de julho de 2010 foram as seguintes:

1. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
2. A História de Israel no debate atual
3. Grego Bíblico
4. História de Israel: Sumário
5. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
6. Ler a Bíblia no Brasil hoje
7. O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento – A sociologia compreensiva
8. Noções de Hebraico Bíblico
9. O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento – Durkheim propõe uma teoria do fato social
10. Artigos: Sumário

Posts mais visualizados em julho de 2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante o mês de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. Livros para download em Servicios Koinonia
5. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
6. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
7. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
8. Novidades para blogs: widgets e gadgets I
9. Programas gratuitos ou não para estudos bíblicos
10. Bibliografia sobre Isaías