Pesquisa Vox Populi I: Lula sobe, Alckmin desce

Vox Populi mostra Lula com vantagem de 10 pontos sobre Alckmin

Pesquisa Vox Populi aponta para uma vantagem de 10 pontos percentuais na intenção de voto do presidente e candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) contra seu adversário, o candidato do PSDB, Geraldo Alckmin. A sondagem revela que Lula teria 55% dos votos válidos (que exclui brancos, nulos e indecisos) contra 45% de Alckmin, na simulação feita com 2 mil eleitores, tendo 2,2% de margem de erro, encerrada no dia 9. Na pesquisa espontânea (sem apresentação prévia de nomes), Lula conta com 50% dos eleitores ouvidos contra 40% do tucano. A pesquisa, encomendada pela revista Carta Capital, confirma o distanciamento entre os dois candidatos já apontada pelos institutos Ibope e Datafolha. O levantamento do Ibope divulgado ontem mostrou que a taxa de intenção de voto em Lula ficou em 52%. Já a taxa de intenção de voto em Alckmin foi de 40%. Considerando apenas os votos válidos, o candidato do PT à reeleição tem 57% contra 43% do tucano. Já a pesquisa do Datafolha, divulgada no dia anterior, indicou que a taxa de intenção de voto em Lula oscilou de 50% para 51%, enquanto a taxa de Alckmin caiu três pontos, de 43% para 40%. Em relação aos votos válidos, o candidato do PT à reeleição tem 56% contra 44% do ex-governador de São Paulo.

Folha Online: 13/10/2006

 

Pesquisa Ibope I: Lula sobe, Alckmin desce

Vantagem de Lula sobre Alckmin é de 12 pontos, diz pesquisa Ibope

A primeira pesquisa Ibope realizada após o debate na TV entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), no último domingo, indica que a vantagem do candidato petista sobre o adversário tucano é de 12 pontos. A taxa de intenção de voto em Lula ficou em 52%. Já a taxa de intenção de voto em Alckmin foi de 40%. Considerando apenas os votos válidos – que exclui brancos, nulos e indecisos -, o candidato do PT à reeleição tem 57% contra 43% do tucano. O Ibope entrevistou 3.010 eleitores em 199 municípios entre terça-feira e ontem. A margem de erro é de dois pontos, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no TSE (cont.)

Folha Online: 12/10/2006

Mais de 650 mil iraquianos foram mortos como resultado da invasão americana em 2003, diz estudo

BBC Brasil: 11 de outubro, 2006 – 14h18 GMT

2,5% dos iraquianos morreram desde a invasão do país, diz estudo

Pesquisadores americanos estimam que 655 mil iraquianos – o equivalente a 2,5% da população do país – tenham morrido como resultado da invasão americana em 2003.

O estudo da John Hopkins Bloomberg School of Public Health, a ser publicado nesta quinta-feira na revista médica britânica The Lancet, compara as taxas de mortalidade em 47 áreas do Iraque escolhidas aleatoriamente, antes e depois da intervenção militar dos Estados Unidos. A grande maioria das mortes teria sido causada pela violência, sendo 56% delas provocadas por tiros, enquanto explosões e ataques aéreos seriam responsáveis por cerca de 14%. Ainda de acordo com a pesquisa, 31% das mortes violentas poderiam ser atribuídas a ações das forças de coalizão. O total de vítimas calculado pelo estudo é bem maior que as estimativas oficiais ou que o número de mortes reportado pela mídia (cont.)


‘Huge rise’ in Iraqi death tolls
An estimated 655,000 Iraqis have died since 2003 who might still be alive but for the US-led invasion, according to a survey by a US university (cont.)

Criado o site da Arquidiocese de Ribeirão Preto

Já está no ar o site da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Na apresentação do site diz Dom Joviano, Arcebispo Metropolitano de Ribeirão Preto:

Queremos que seja o portal da esperança, o espaço do diálogo, da comunhão e participação (…) Aqui se adquire um senso mais amplo da pastoral orgânica e das nossas estruturas de comunhão (…) A comunicação continua sendo o maior desafio que a Igreja enfrenta no início do século XXI. Neste sentido, o nosso portal será uma escola de comunicação, onde aprenderemos a fazer circular o que cremos, vivemos e celebramos.


Márcio Smiguel Pimenta, Coordenador da Pastoral da Comunicação (PasCom) da Arquidiocese de Ribeirão Preto, em entrevista no site, explica a expectativa da PasCom:

Esperamos que [o site] seja um espaço de evangelização, de informação e de aproximação entre as pessoas que o visitarem. Ali vão estar disponibilizadas informações sobre os diversos trabalhos realizados na Arquidiocese, a história da Arquidiocese, os endereços dos Padres e das Paróquias, notícias, etc.

E acrescenta:

Aos internautas a nossa acolhida, que sejam bem-vindos e bem-vindas, que a Internet seja um caminho para a comunhão, o intercâmbio de idéias, a comunicação solidária, pautada nos valores da justiça, da transparência e da verdade, o crescimento humano e espiritual, um ambiente de paz e serenidade, nesse imenso e inexplorado território virtual. Que Deus abençoe a todos e a todas.

Dediquei-me hoje, durante um bom tempo, à visita do site. Meus sinceros parabéns!

Pesquisa Datafolha I: Lula sobe, Alckmin desce

Datafolha joga água gelada na cabeça de Alckmin

O resultado da última pesquisa Datafolha, estampado nesta quarta nas páginas da Folha, derrama sobre a calva de Geraldo Alckmin um balde de água fria. A versão “heloisahelenizada” do chuchu, exposta no debate de domingo, não carreou votos para o cesto do presidenciável tucano. Pior: para alegria de Lula, o legume apimentado parece ter azedado o paladar de parte do eleitorado de Alckmin. Os pesquisadores do Datafolha foram às ruas nesta terça, 48 horas depois do debate da TV Bandeirantes. Entrevistaram 2.868 eleitores em 194 municípios de 25 Estados. Descobriram que, do último dia 6 de outubro para agora, a vantagem de Lula sobre Alckmin ampliou-se de sete para 11 pontos percentuais. Ou, considerando-se apenas os votos válidos (excluídos brancos e indecisos), de oito para 12 pontos. Lula manteve-se estável. Oscilou de 50% para 51%, dentro da margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos para cima ou para baixo. Alckmin escorregou para baixo. Foi de 43% para 40%. Contando-se apenas os votos válidos, como faz o TSE na hora de definir o resultado, Lula sobe de 54% para 56%. E Alckmin oscila de 46% para 44% (cont.)

Escrito por Josias de Souza no blog Nos bastidores do poder em 11/10/2006 às 03h54

A experiência do divino no antigo Israel

A Paulus publicou recentemente a tradução de um livro de Mark S. Smith, Professor da Universidade de Nova York, que merece atenção:

SMITH, M. S. O memorial de Deus: História, memória e a experiência do divino no Antigo Israel. São Paulo: Paulus, 2006 [1. reimpressão: 2018], 264 p. – ISBN 9788534925174.

O original é:

SMITH, Mark S. The Memoirs of God: History, Memory, and the Experience of the Divine in Ancient Israel. Minneapolis: Fortress, 2004, xviii + 187 p.

 

Na página da Paulus há duas avaliações de conhecidos especialistas na área. Destaco a de Carol Meyers: Sofisticado em sua análise, e com uma apresentação acessível, este livro é um brilhante contributo à história intelectual e cultural. Formada com o amplo conhecimento do autor sobre a literatura do Oriente Médio, a obra trata da complexa e fascinante história evolutiva da tradição e das crenças do Antigo Israel. Memorial deve ser uma leitura obrigatória para todos, leitores gerais e especialistas, que desejam entender como a memória coletiva e a amnésia trabalharam juntas para produzir o monoteísmo que se tornou o sinal de qualidade da escritura hebraica.

Duas resenhas da obra podem ser lidas na Review of Biblical Literature: a de Bernhard Lang, da Universidade de Paderborn, Alemanha, publicada em 26/2/2005, e a de Pamela Barmash, da Washington University in St. Louis, St. Louis, MO, USA, publicada em 7/5/2005. As resenhas são animadoras e ambas consideram a obra valiosa, especialmente para se discutir a questão do monoteísmo em Israel, assunto ao qual ele dedica um dos quatro capítulos.

Mark S. Smith tem várias obras importantes sobre Ugarit e sua literatura. Mas, sobre o assunto em questão, pode ser lido, com proveito, um artigo seu na CBQ – The Catholic Biblical Quarterly – vol. 64, n. 4, de outubro de 2002, p. 631-651, com o título de Remembering God: Collective Memory in Israelite Religion.

Encontrados restos de camelo gigante que viveu na Síria há 100 mil anos

BBC Brasil – 10 de outubro, 2006 – 15h52 GMT

Cientistas encontram fóssil de ‘camelo gigante’ na Síria

Arqueólogos descobriram na Síria os restos fossilizados de uma espécie desconhecida de camelo gigante que viveu há 100 mil anos.

Os ossos do animal foram descobertos por uma equipe de cientistas suíços e sírios perto do vilarejo de El Kowm na parte central do país. O camelo teria o dobro do tamanho de uma espécie atual. Cientistas acreditam que este tipo de camelo gigante poderia ter sido morto por humanos, que viviam no lugar no mesmo período. Na época, há 100 mil anos, a região possuía água abundante. “Não se sabia que o dromedário estava presente no Oriente Médio há mais de 10 mil anos”, disse Jean-Marie Le Tensorer da Universidade de Basel. A corcova do camelo ficava a três metros de altura e a altura total poderia chegar a quatro metros, tão alto quanto uma girafa ou elefante. Ninguém sabia que uma espécie como esta já existiu”, acrescentou. Tensorer, que está trabalhando em escavações no vilarejo de Kowm desde 1999, afirmou que os primeiros ossos grandes foram encontrados há alguns anos mas a confirmação de que eles pertenciam a um camelo foi feita apenas depois da descoberta de várias outras partes do mesmo animal, recentemente. Entre 2005 e 2006 mais de 40 fragmentos de ossos de camelos gigantes foram encontrados pela equipe. Restos humanos do mesmo período do camelo gigante foram descobertos no mesmo local. O osso longo que forma o antebraço e um dente foram levados para a Suíça, onde estão passando por análises antropológicas (cont.)



Giant camel fossil found in Syria
Archaeologists have discovered the 100,000-year-old fossilised remains of a previously unknown giant camel species in Syria (cont.)

Lula x Alckmin na Band

O debate do debate

A repercussão dos blogues, manchetes de jornal, tevês, sobre o primeiro debate do segundo turno da eleição presidencial, privilegiou, como é costume, o desempenho cênico dos candidatos. Quem estava “calmo”, quem ficou “nervoso”, são expressões recorrentes. Em segundo lugar, vem “quem fez mais perguntas que o outro não respondeu”. Só depois, se e quando se chega lá, vem a questão das ideias apresentadas.

Aqui, neste campo, a coisa se complica. Porque para os analistas é interessante debater os dois primeiros tópicos, porque eles “naturalizam” a sua posição. É mais fácil dizer que um dos candidatos levou a melhor sobre o outro porque este ficou mais nervoso no começo, ou o contrário, que o segundo levou vantagem porque se equilibrou no final, do que discutir as ideias colidentes que ambos apresentaram.

No debate da Bandeirantes, realizado no domingo, as poucas ideias prospectivas que entraram em cena, apesar de parcas, demonstraram tendências diversas do dois candidatos quanto ao Brasil que projetam. Na verdade, mais importante do que discutir quantos graus Lula ficou nervoso com a pergunta sobre a origem do dinheiro, foi observar que na verdade ele demonstrou um ponto fraco em seu governo (não em sua pessoa) na questão da saúde, que ficou pendente. Sobre a origem do dinheiro Lula deu a resposta conceitualmente correta, a de que ele é o Presidente da República e não o delegado de plantão.

Sobre Alckmin, importa menos o disparate falado sobre a compra do avião da presidência (e a sua venda para construir quatro hospitais, o que beira a piada) do que a concepção completamente autoritária de governo que ele revelou manter. Alckmin cobrou uma postura arrogante em relação à Bolívia, embora seu partido pregue uma postura subserviente aos Estados Unidos em relação à Alca. Mais grave, demonstrou profunda e autêntica insatisfação com os procedimentos jurídicos que visam garantir os direitos humanos em relação a prisões de jovens e defendeu um “aperfeiçoamento” do ECA na direção autoritária, lembrando mesmo uma pessoa que tem saudades dos ritos sumários do tempo da ditadura. Pior ainda: defendeu o escândalo que é o sistema penitenciário do Estado de S. Paulo, com o bordão de que retirou os criminosos das ruas, só esquecendo de se referir a que seu governo transformou as prisões em centrais do crime.

No campo das propostas, Alckmin formulou pouquíssimas propostas, ficando no campo dos “genéricos”, que são expressões como “eficiência”, “choque de gestão”, chegando a falar em combate à corrupção como parte de “corte de gastos”, o que é uma frase de efeito sem efeito nenhum, porque o que importa é discutir como melhorar o que o governo de Lula já fez, que foi aparelhar melhor – do ponto de vista de efetivo e do aparato conceitual – a Polícia Federal e liberar o Ministério Público das amarras com o Executivo.

Por último, vale notar que no fim de contas o “tom” de um desempenho também revela um conceito. E nisto Alckmin, mesmo que não quisesse, revelou novamente seu vezo autoritário. Excedeu-se no tempo muitas vezes; manteve o tom de “ponha-se no seu lugar” o tempo inteiro, demonstrando que seu decoro é o da Casa Grande. Neste ponto Lula talvez tenha hesitado demais, pois ninguém pode se dirigir ao Presidente da República na base do “você mente”, “não minta”, etc. Na primeira vez Lula já deveria ter pedido o direito de resposta, pelo menos para sinalizar que nesse tom um debate não pode nem deve prosseguir.

Mas talvez não haja mesmo a possibilidade de um debate. O mundo que Alckmin projeta para seu governo é tão diverso daquele em que Lula vive, que os pontos de contato (que permitem na verdade o confronto) em termos da situação em que estamos, são de fato quase inexistentes. O autoritarismo do primeiro fica evidente até na promessa feita de que não vai privatizar a Petrobras, nem a Caixa Econômica Federal, nem o Banco do Brasil. É demais exigir que a gente acredite nisso, vindo de quem acabou de privatizar a linha 4 do Metrô de S. Paulo antes que ela exista e deixou pronto o plano de vender à iniciativa privada ações da Nossa Caixa estadual para cobrir o rombo de 1,2 bilhão nas contas de S. Paulo.

Fonte: Flávio Aguiar – Carta Maior: 09/10/2006

Boletim da ASOR anuncia a publicação da Inscrição de Tel Zayit

A inscrição de Tel Zayit será publicada em breve, diz Duane Smith em seu blog Abnormal Interests em 9 de outubro de 2006.

The Tell Zayit Inscription to Be Published Soon

Professor Ron Tappy informs me that the editio princeps of the Tell Zayit Inscription will appear in the next month’s edition of the Bulletin of the American Schools of Oriental Research (BASOR). I thank Professor Tappy for giving me permission to post this exciting news.

Because of the potential importance of this inscription in any discussion of scribal schools in Canaan in the Iron Age, I have decided to postpone my next megapost on “How to Recognize a Scribal School” until after its publication. Until I received the email from Professor Tappy, I had planned to post it this week. In the meantime, I will post my reflections on a few other texts that are of importance in this discussion. By posting these reflections before the next megapost I hope that it will be a little less mega.

Recursos para o estudo da Bíblia e do judaísmo: página em catalão e inglês

Recursos sobre Bíblia i judaisme – Bible and Judaism resources

Aquestes pàgines estan destinades al biblista i a l’hebraista. Els títols són en català i en anglès; els comentaris, de moment gairebé tots només en català. Per Pere Casanellas i Bassols.

These pages are intended for the Biblical scholar and for the Hebraist. Headings are in Catalan and in English; commentaries are for the moment nearly all only in Catalan. By Pere Casanellas.