Aberto museu subaquático em Cesareia

Underwater Museum Opens in Caesarea

Maariv reports on a new archaeological museum that opens this week in Caesarea:

Diving equipment, a guide with oxygen-containers on his back, plastic maps, and a totally wet experience may sound like another regular diving endeavor, but in fact, this is the tour that the first Israeli underwater museum will offer, opening this week in Caesarea.

The archaeological park will open this Friday in Caesarea, on the remains of a port that King Herod built 2000 years ago, the Caesarea Maritima, and which sunk underwater after only a century. The park, a project in which hundreds of thousands of dollars were invested, under the direction of Sarah Aharonson, will allow anyone that has undergone a basic diving course to take off his shoes, wear the diving suit, and dive into the past – the port’s remains.

The park is over 25000 square feet in size, and is divided into four tour routes along the ancient port: the port’s entrance, the lighthouse remains, the remains of the piers, the breakwaters, and the docking platforms, remains of jewelry, statue bases, coins, and a shipwreck.

“This is a one-of-a-kind park in the whole world,” says Dr. Nadav Kashtan, a lecturer at the Dept. of Maritime Civlizations at Haifa University, “the explorers-divers will enjoy a special wet experience of time travel.”

Fonte: Yitzhak Sapir – Toldot: April 23, 2006

Duas resenhas de um livro sobre o futuro da arqueologia bíblica

Na Review of Biblical Literature, Diana Edelman, da Universidade de Sheffield, Reino Unido, e Thomas L. Thompson, da Universidade de Copenhague, Dinamarca, estão resenhando o livro editado por

James K. HOFFMEIER e Alan MILLARD (ed.) The Future of Biblical Archaeology: Reassessing Methodologies and Assumptions. Grand Rapids: Eerdmans, 2004, xviii + 403 p.
Diz a editora:

Biblical archaeology has long been a discipline in crisis. Biblical minimalists, who believe that the Bible contains little of actual historical fact, today are challenging those who accept the historicity of Scripture. In this volume Jewish and evangelical Christian archaeologists, historians, and biblical scholars confront the minimalist critique and offer positive alternatives. Bringing a needed scientific approach to biblical archaeology, the contributors construct a new paradigm that reads the Bible critically but sympathetically. Their work covers the full range of subjects relevant to understanding the context of the Bible, including proper approaches to scriptural interpretation, recent archaeological evidence, and new studies of Near Eastern texts and inscriptions.

 

Este volume contém as palestras de um simpósio realizado na Trinity International University, de 12 a 14 de agosto de 2001. São 19 “papers” organizados em 4 partes.

O objetivo do simpósio foi debater a crise da “arqueologia bíblica”. São duas resenhas que merecem leitura.

Observe que a resenha de Diana Edelman é de 16.04.2005, enquanto que a de Thomas L. Thompson foi publicada em 22.04.2006.

Academia da Latinidade insiste na aceitação da diferença

Academia da Latinidade insiste na busca pela diferença e na sua aceitação como caminho e garantia para uma convivência pacífica

 

Intelectuais defendem diálogo islã-Ocidente

Intelectuais reunidos no Azerbaijão por ocasião da 13ª Conferência da Academia da Latinidade concluíram que, para existir um avanço no diálogo entre o Ocidente e o “mundo islâmico”, é preciso haver uma nova abordagem que rejeite generalizações e a ideia de que ambos os mundos são homogêneos. “Chega-se à conclusão de que não podemos falar em duas civilizações – o encontro que existe é entre pessoas inseridas nesta ou naquela realidade. A generalização impede a existência de um verdadeiro diálogo”, afirma o cientista político Sergio Paulo Rouanet. A observação de Rouanet é compartilhada pela maioria dos intelectuais que estiveram em Baku, capital do Azerbaijão, entre os dias 19 e 21 de abril. Participaram do encontro 23 intelectuais – alguns de expressão internacional, como o sociólogo Alain Touraine e o filósofo Jean Baudrillard, ambos franceses, e outros locais, como a analista política Leila Alieva, do Azerbaijão. O tema da conferência foi “Cultura da Diferença na Eurásia”. Segundo o sociólogo brasileiro Candido Mendes, secretário-geral da academia, a proposta da conferência (cont.)

Fonte: Uirá Machado – Folha Online: 23/04/2006

 

A Academia da Latinidade, criada no Rio de Janeiro em março de 2000, tem por objetivo constituir “uma autoridade moral independente, reforçar a solidariedade dos países e dos povos de cultura latina e garantir a presença justa das contribuições passadas, atuais e futuras da latinidade em todas as áreas da civilização. Ela enseja, desenvolve e participa de ações culturais e científicas, favorecendo a troca com todas as culturas do mundo”.

Ao usar um eventual pedido de impeachment apenas como ameaça, a oposição recorre à chantagem contra o eleitor

Impeachment de gaveta é chantagem

O Brasil vive simultaneamente uma crise política e um escândalo de corrupção desde o ano passado. A crise política começou na eleição de Severino Cavalcanti para presidente da Câmara, em fevereiro de 2005. Ela marcou a perda de maioria parlamentar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O escândalo é o “mensalão”, que teve início em junho com a bombástica entrevista de Roberto Jefferson à Folha. O episódio demoliu o pilar ético do governo e do PT.

É comum ouvir a oposição dizer que há motivos de sobra para pedir o impeachment de Lula, mas que não fará isso por “falta de condições políticas”. Ora, se PSDB e PFL vêem razões objetivas para o impeachment, têm a obrigação de liderar um movimento para levá-lo a cabo. Do contrário, é omissão histórica ou mera jogada política (esta um direito dos partidos).

Um pedido de impeachment geralmente prospera num cenário que combina três requisitos: legal (crime de responsabilidade previsto na Constituição), perda de maioria parlamentar (situação de Lula) e falta de apoio da população (as pesquisas eleitorais mais recentes apontaram o presidente como favorito em outubro).

A oposição avalia que o primeiro requisito está atendido. O segundo é um dado da realidade. Mas falta o terceiro. Por enquanto, não existe comoção social contra o presidente, como na época do Collorgate.

Ao usar um eventual pedido de impeachment apenas como ameaça, a oposição recorre à chantagem. Qual seja, o eleitorado deveria refletir muito bem antes de reeleger Lula porque o petista poderá ser impedido no segundo mandato.

O presidente deve responder a processo de impeachment caso surja alguma prova concreta de crime de responsabilidade –o que não aconteceu até hoje, de acordo com o relatório da CPI dos Correios e a denúncia da Procuradoria Geral da República sobre o escândalo do mensalão.

Se essa prova aparecer, seja daqui a um mês ou num eventual segundo mandato, que a oposição cumpra o seu papel e que se obedeça a Constituição. O impedimento é um recurso legal das democracias modernas, não instrumento de chantagem sobre o eleitor.

Se PSDB e PFL consideram essa a melhor estratégia para chegar ao poder, que a mantenham. É direito deles, registre-se novamente. No entanto, correrão o risco de apenas repetir o “Fora FHC” que o PT tentou sem sucesso e que gerou um ódio político que explica em parte a sede de vingança da atual oposição.

Ao agir assim, a oposição flerta com o golpismo, praga da política brasileira que parecia ter perdido força a partir da redemocratização (1985) e que, no futuro, poderá se voltar contra quem a alimenta hoje.

A oposição está errando. Dificilmente a maioria do eleitorado se renderá ao argumento do “impeachment de gaveta” para eleger um presidente. A tendência é que faça uma análise pragmática sobre quem melhorará mais a sua vida a partir de 1º de janeiro de 2007, se o atual governo ou a oposição. Aliás, propostas de governo propriamente ditas ainda não apareceram nesta campanha.

 

Espuma e safanões

Há dúvida se Lula manterá a atual política econômica com Guido Mantega na Fazenda. Mantega diz um dia que não mudará a ortodoxia herdada de Palocci e no dia seguinte ataca os ortodoxos, dizendo que não é e nunca foi um deles, o que é verdade, mas não elimina incertezas. Só as fortalece.

A composição de maioria parlamentar de um segundo governo petista será um problema. PSDB e PFL, se ganharem a eleição, enfrentarão um PT raivoso e vingativo no Congresso. Como Lula e Alckmin pretendem ter a chamada “governabilidade” com a possível manutenção da guerra política em 2007?

A oposição não sabe se reivindica a paternidade da política econômica ou se prega aberta e superficialmente a sua mudança, como faz o aventureiro Anthony Garotinho (PMDB).

Na área social, PSDB e PFL atacam o “assistencialismo” do Bolsa-Família, mas prometem manter o programa. Ou seja, por ora, há muita espuma e contradição em termos de propostas de governo e fartos safanões políticos de parte a parte.

Fonte: Kennedy Alencar – Folha Online: 23.04.2006