Arqueologia e política em Biblical Studies

A lista de discussão Biblical Studies vai promover de 17 a 23 de junho um colóquio online com Terje Østigård a propósito de seu livro

Political Archaeology and Holy Nationalism: Archaeological Battles over the Bible and Land in Israel and Palestine from 1967-2000. Göteborg University: Gothenburg, 2007, 165 p.

O livro está disponível online em formato pdf na página do autor.

Para o debate sobre a chamada “arqueologia bíblica”, confira aqui.

Livros online na Universidade da Pensilvânia

The Online Books Page é um site criado e mantido por John Mark Ockerbloom, da Universidade da Pensilvânia, USA, que dá acesso a livros gratuitos disponíveis na Internet. Há no site cerca de 25 mil títulos online.

Diz o site:
The Online Books Page is a website that facilitates access to books that are freely readable over the Internet. It also aims to encourage the development of such online books, for the benefit and edification of all (…) The Online Books Page was founded, and is edited, by John Mark Ockerbloom. He is a digital library planner and researcher at the University of Pennsylvania. He is solely responsible for the content of the site. The site is hosted by the University of Pennsylvania Library.

Veja também: E-books at Penn: Overview

Best Blogs about Biblical Studies ainda é #12

Dois meses após a criação da lista Best Blogs about Biblical Studies [Obs.: lista desativada em 2008 pela Amazon.com]continuamos em décimo segundo lugar (#12) entre as Most Popular Lists All Time no UnSpun by Amazon.com.

Hoje, 14 de junho de 2007, às 17h50 – horário de Brasília -, a lista está com 133 biblioblogs e 3629 votos de 317 pessoas (3629 votes by 317 people).

Portinari e arte bíblica na web

Nasci nas Minas Gerais, mas vivo em Brodowski, SP, terra de Cândido Portinari, considerado como o maior pintor brasileiro.

Hoje, lendo o post Biblical art on the web, do blog Biblical Studies and Technological Tools, de mgvh, resolvi visitar novamente o site do Projeto Portinari.

Aqui também há arte bíblica. Da melhor.

Pode-se aproveitar a viagem e visitar o site Museu Casa de Portinari. Gosto de ser vizinho de Portinari.

Resenhas na RBL – 13.06.2007

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Robert Chisholm
A Workbook for Intermediate Hebrew: Grammar, Exegesis, and Commentary on Jonah and Ruth
Reviewed by Stefan Fischer

Katharine Dell
The Book of Proverbs in Social and Theological Context
Reviewed by Magne Sæbø

Donald Jackson
The Saint John’s Bible: Prophets
Reviewed by George C. Heider

Robert Jewett
Romans: A Commentary
Reviewed by James D. G. Dunn
Reviewed by Friedrich W. Horn

Mark Roncace
Jeremiah, Zedekiah, and the Fall of Jerusalem
Reviewed by Bob Becking

Katherine Doob Sakenfeld, ed.
The New Interpreter’s Dictionary of the Bible: A-C
Reviewed by Walter A. Vogels

Esther Straub
Kritische Theologie ohne ein Wort vom Kreuz: Zum Verhältnis von Joh 1-12 und 13-20
Reviewed by Andrew T. Lincoln

Alfons Weiser
Der zweite Brief an Timotheus
Reviewed by Raymond F. Collins

L. L. Welborn
Paul, the Fool of Christ: A Study of 1 Corinthians 1-4 in the Comic-Philosophic Tradition
Reviewed by Russell Morton

Nicola Wendebourg
Der Tag des Herrn: Zur Gerichtserwartung im Neuen Testament auf ihrem alttestamentlichen und frühjüdischen Hintergrund
Reviewed by Markus Oehler

Roma renascida

Rome Reborn – Roma Renascida

Visite este site. Você não se arrependerá.

Rome Reborn is an international initiative launched in the mid-1990s by the UCLA Cultural Virtual Reality Laboratory. The goal was the creation of 3D digital models illustrating the urban development of ancient Rome from the first settlement in the Bronze Age (ca. 1500 B.C.) to the depopulation of the city in the early Middle Ages (ca. A.D. 550). With the advice of an international scientific advisory committee, the leaders of the project decided that A.D. 320 was the best moment in time to begin the work of modeling. At that time, Rome had reached the peak of its population, and major Christian churches were just beginning to be built. After this date, the capital of the empire left Rome for Constantinople and so few new civic buildings were built. Much of what survives of the ancient city dates to the period around A.D. 320, making reconstruction less speculative than it must unavoidably be for earlier phases.

Poder de agenda: assusta, mas não surpreende

O jornalismo vale-tudo

** ‘Máfia dos caça-níqueis. Vavá usou nome de Lula; 13 presos são liberados’

A chamada acima estava no portal do UOL, um dos maiores provedores de acesso à internet do Brasil, na tarde de sábado (10/6). É mais um exemplo do ‘jornalismo vale-tudo’ que tem sido praticado no país desde a eleição do presidente Lula, em 2002. Uma mistura deliberada de informação com opinião. Característica de uma imprensa que há muito trocou seu papel de fiscal dos poderes pelo de partido de oposição. Clara demonstração daquilo que os especialistas em comunicação chamam de ‘poder de agenda’: capacidade de, por sucessivas edições dos fatos, criar na opinião pública uma percepção dominante da sociedade em que vive. E, como escreveu Giancarllo Summa em excelente matéria na revista CartaCapital (edição 477, de 6/6/2007), ‘manter o governo refém das capas de jornais e revistas e dos títulos do Jornal Nacional‘.

A técnica empregada induz o leitor a pensar, em um primeiro momento, que o irmão do presidente, valendo-se de tráfico de influência, obteve a soltura de 13 presos. Tal procedimento teria cabimento em publicações que se propõem a obter sucesso, explorando um tipo de humor controverso, calcado em boatos e truques que se prestam a pregar peças no ‘respeitável público’.

Golpista e conservadora

Quando não é esse o objetivo, o texto truncado revela coisa distinta: a ação conjugada das 13 famílias que dominam a mídia nativa em manter o governo dentro do metro de seus interesses. Dispõem, para esses fins, de articulistas engajados e de uma aliança estratégica com parcela da classe média. Como formuladores (não confundir com formadores) de opinião, os primeiros contam com a cumplicidade do leitor de extração conservadora. Não se trata de colonização de imaginário ou moldagem de consciência, mas da formatação textual de uma visão de mundo anterior à leitura.

Nesse quadro, todos os procedimentos são válidos. Reportagens condicionadas à orientação editorial da publicação ou emissora; negligência investigativa, seleção e organização de informações com vistas a criar crises que nada mais são que simulações produzidas por recortes de mídia; divulgação, ao arrepio da lei, de informações de inquérito sob segredo de justiça. Tudo isso somado é alicerce da democracia ou instrumento de instabilidade institucional?

Sem qualquer receio de se deslegitimar como práxis ética, aposta no esquecimento como fonte de validação de seus enunciados. Uma mídia, em suma, que é, desde a origem, golpista e conservadora. E tem dado sobejas demonstrações disso nos últimos dias.

Texto passa batido

Quem acompanha o noticiário desde a decisão do presidente Hugo Chávez de não renovar a concessão da Radio Caracas Televisión (RTVC) pôde assistir a toda sorte de sofismas. Feita dentro de preceitos constitucionais e respaldada por mecanismos administrativos que, em momento algum, feriram o Estado democrático de Direito, a ação do presidente venezuelano foi tachada, pela imprensa brasileira, como inequívoco desejo de controlar a mídia privada.

Em entrevista à Folha de S.Paulo (8/6), o presidente Lula foi claro ao dizer que, respeitando a soberania do país vizinho, as especificidades de cada formação política não autorizavam temores manifestos em colunas e editoriais. ‘A diferença com o Brasil é que conseguimos colocar na Constituição que isso passa pelo Congresso. Não é uma decisão unilateral do presidente. Lá, é. Faz parte da democracia deles.’

Não foi o suficiente para quem teme efeito demonstração. O jornalista Ruy Fabiano não titubeou em sair em defesa de quem o emprega. Em artigo que beira o primarismo, escreveu que ‘transpondo o raciocínio para o Brasil, pode-se dizer que, se amanhã a concessão da Rede Globo findar e o governo simplesmente não a renovar, estará sendo legalista e democrático. Ora, assim como a concessão de um canal de TV não pode ser ato pessoal de vontade do governante, muito menos sua supressão’. Fabiano, ao se tornar porta-voz do monopólio, esqueceu que, no Brasil, tal decisão teria que contar com o consentimento do Senado para ser efetivada. Distorcendo a fala do presidente, caiu em equívoco, e fechou simbolicamente o Congresso.

Não deve ficar preocupado. O texto passará batido. O jornalismo ‘vale-tudo’ cadencia a evolução. A recorrência dos métodos assusta, mas não surpreende.

Fonte: Gilson Caroni Filho – Observatório da Imprensa: 12/06/2007

O Pentateuco de Jean-Louis Ska

Para responder a um e-mail de um leitor, precisei fazer alguma pesquisa sobre o livro de J.-L. Ska, Introdução à leitura do Pentateuco: Chaves para a interpretação dos cinco primeiros livros da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2003, do qual tenho uma resenha em minha página, escrita por Círio Alessandro, aluno do CEARP. Recomendo esta obra como leitura fundamental na disciplina de Pentateuco, no segundo semestre do Primeiro Ano de Teologia.

A publicação original, em italiano, de 2000, já está na oitava edição, com data de 2008. A mais recente tradução, em inglês, de 2006, informa que a obra foi, nesta edição, completamente revisada e atualizada, inclusive a bibliografia: The English translation published by Eisenbrauns has been completely reviewed and updated, including the bibliography, by Ska. Portanto, no momento, deveria ser a mais recomendada.

O que encontrei sobre a Introdução ao Pentateuco de Ska foi:

Original:

Traduções já publicadas:

Resenha online:

  • David M. Carr – Union Theological Seminary, New York – em 14 de março de 2002, na Review of Biblical Literature, sobre a edição francesa.