Encontro Internacional de Blogueiros

Começou hoje, dia 27, e vai até sábado, 29 de outubro de 2011.

1º Encontro Mundial de Blogueiros começa quinta em Foz do Iguaçu – Carta Maior: 24/10/2011

Entre a próxima quinta-feira (27) e sábado (29), Foz do Iguaçu (PR) receberá o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que reunirá comunicadores e demais interessados nas mídias alternativas para uma extensa programação de debates com diversos convidados internacionais. O evento vai discutir “O papel da blogosfera na construção da democracia”, a partir da constatação de que as novas mídias absorveram grande parte da audiência da imprensa tradicional.

Participarão de debates no encontro personalidades como Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”; Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks; Luis Nassif, jornalista e blogueiro; Jesse Chacón, ex-ministro das Comunicações da Venezuela, Pascual Serrano, fundador de um dos maiores sites de esquerda da Europa, o Rebelión, entre outros.

Jornalistas e blogueiros brasileiros serão mediadores dos debates, como Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Natalia Vianna, da Agência Pública, Renata Mielli, do Instituto Barão de Itararé, Altino Machado, blogueiro do Acre, e Renato Rovai, integrante da Altercon e editor da revista Fórum, entre outros.

Veja a programação.

A rede capitalista que domina o mundo

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo – New Scientist, em Carta Maior: 25/10/2011

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas – sobretudo bancos – tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

Um trecho do artigo:

(…) O modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas – na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo – as chamadas blue chips nos mercados de ações. Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo. E isso não é tudo. Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma “super-entidade” de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas. “Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira,” diz Glattfelder. E a maioria delas são bancos. Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

The network of global corporate control
The structure of the control network of transnational corporations affects global market competition and financial stability. So far, only small national samples were studied and there was no appropriate methodology to assess control globally. We present the first investigation of the architecture of the international ownership network, along with the computation of the control held by each global player. We find that transnational corporations form a giant bow-tie structure and that a large portion of control flows to a small tightly-knit core of financial institutions. This core can be seen as an economic “super-entity” that raises new important issues both for researchers and policy makers.

A invenção do povo judeu

Este livro acaba de sair no Brasil. Mas já fez muito barulho pelo mundo afora.

SAND, S. A invenção do povo judeu. São Paulo: Benvirá, 2011, 576 p. – ISBN 9788502134775.

Em inglês: SAND, S. The Invention of the Jewish People. London: Verso, 2010, 344 p. – ISBN 9781844676231.

English edition first published by Verso 2009 – Translation Yael Lotan. The Invention of the Jewish People was first published as Matai ve’ekh humtza ha’am hayehudi? [When and How Was the Jewish People Invented?], Resling 2008.

Shlomo Sand, judeu, estudou história na Universidade de Tel Aviv, Israel, e na École des hautes études en sciences sociales, em Paris. É professor de História Contemporânea na Universidade de Tel Aviv, Israel.

Diz a editora Benvirá, do grupo Saraiva:
A invenção do povo judeu ficou 19 semanas na lista de mais vendidos em Israel, em 2008, e é alvo de polêmica acirrada onde quer que seja lançado. Neste trabalho iconoclasta, ao questionar a identidade dos judeus como nação, o historiador Shlomo Sand, ele mesmo judeu, sugere as bases para uma nova visão do futuro político da “Terra Prometida”. Amparado em farta pesquisa, o autor questiona o discurso historiográfico canônico e formula a tese de que os judeus sempre formaram comunidades religiosas importantes em diversas regiões do mundo, mas não constituem uma nação portadora de uma origem única. O conceito de estado-nação é, portanto, posto em xeque, assim como a ideia de Israel como um Estado pertencente aos judeus do mundo todo – aqueles que escolheram outra pátria em vez de retornar à terra de seus ancestrais. Para o autor, Israel deveria reconhecer seus habitantes, sejam eles israelenses ou palestinos. Publicado em dez línguas, este é um livro questionador, e por isso mesmo necessário, assim como todos os que se propõem a lançar novas luzes sobre a História e seus mitos.

Diz a Amazon.com sobre o autor:
Shlomo Sand studied history at the University of Tel Aviv and at the École des hautes études en sciences sociales, in Paris. He currently teaches contemporary history at the University of Tel Aviv. His books include The Invention of the Jewish People, L’Illusion du politique: Georges Sorel et le débat intellectuel 1900, Georges Sorel en son temps, Le XXe siècle à l’écran and Les Mots et la terre: les intellectuels en Israël.

Diz André Egg, em sua resenha do livro, publicada na Gazeta do Povo em 20/09/2011, sob o título Políticas da história em Israel:

A Invenção do Povo Judeu, de Shlomo Sand, publicado originalmente em 2008, acaba de sair no Brasil, depois de já ter provocado boas discussões em outros países. O autor é professor em Tel Aviv e em Paris, e se considera ele próprio um testemunho da dificuldade em definir a etnicidade judaica. Sua decisão de escrever a obra surgiu da discordância política com os processos de construção da história disseminada nos livros didáticos em Israel. Segundo Sand, com base numa visão sionista do passado, o Estado de Israel se fundamenta na garantia de privilégio aos judeus. Os não judeus possuiriam posição jurídica, social e econômica inferior. O escritor demonstra como a necessidade de uma classificação rigorosa de cidadãos privilegiados levou a uma articulação íntima da política dominante com o rabinato. E contaminou o pensamento jurídico ou mesmo a pesquisa universitária em biologia e genética. Articulando uma retórica política contra o fundamento etnorreligioso do Estado de Israel, o livro de Sand realiza um meticuloso trabalho de desconstrução do discurso sionista. O autor documenta o surgimento da historiografia sionista e seu predomínio até hoje no meio acadêmico e escolar em Israel, demonstrando que, ao mesmo tempo em que os nacionalismos se fortaleceram na Europa do século 19, especialmente nos locais de cultura germânica e no Leste Europeu, historiadores pioneiros começam a escrever as sínteses históricas capazes de dar uma identidade nacional aos judeus. Isso era então uma novidade porque desde sempre os judeus se definiram como tais pelo pertencimento a uma comunidade religiosa. Sand segue o percurso dos eruditos alemães, depois iídiches do Leste Europeu, passa pela fundação dos jewish studies em universidades norte-americanas e chega na criação da Universidade de Jerusalém. Em todos esses lugares o discurso era semelhante, com algumas pequenas variações: a Bíblia deveria ser lida como documento histórico fiel, com a história dos patriarcas, do Êxodo, do reino de Davi. Após a destruição do segundo templo pelo imperador romano no ano 70 d.C., teria se iniciado um exílio de quase 1,9 mil anos, em que os judeus estiveram aguardando o prometido retorno à sua terra de origem. Esta terra seria sua por direito, e o Estado de Israel deveria servir para guardar esse direito de todos os judeus exilados. Nesse discurso, os judeus não teriam se misturado com outros povos durante este tempo, tendo mantido uma pureza étnica que seria o testemunho de sua situação de povo eleito…

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Página do autor Shlomo Sand na Amazon.com

Faça o download do livro A Voz Necessária

Meu livro A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. foi publicado pela Paulus em 1998.

Em julho de 2009 recebi comunicado da editora dizendo que meu livro estava esgotado e que os direitos autorais retornavam ao autor. Por isso o estou colocando aqui para download gratuito.

Clique no link abaixo e faça o download de

A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C.

DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. Brodowski, 2025, 173 p.São 173 páginas em formato pdf e o arquivo tem 1.6 MB. O texto pode ser baixado e utilizado para fins educacionais e não comerciais.

O texto aqui publicado é o mesmo da edição impressa. Mas os trechos que tratam do contexto histórico, o texto bíblico, as notas de rodapé e a bibliografia foram atualizados. Uma primeira atualização foi feita em 2011. Esta segunda, em 2025.

No livro proponho o seguinte roteiro para a compreensão do profetismo:

1. No primeiro capítulo, um olhar sobre a origem do movimento profético em Israel, originado das contradições da sociedade monárquica tributária.

2. Em seguida, uma análise do discurso profético. Discurso de teor teológico que denuncia a ruptura da aliança como a idolatria que substitui Iahweh por Baal, pelo Poder e pela Riqueza. O objetivo desta denúncia é o restabelecimento da aliança javista.

3. No terceiro capítulo, uma leitura do conhecido profeta do século VIII a.C., camponês originário de Técua, o pastor e vaqueiro Amós.

4. No quarto capítulo, um roteiro de leitura de outro profeta do século VIII a.C., Oseias, que atuou em Samaria um pouco depois de Amós e viu a decadência e derrota de seu país, o reino de Israel.

5. No quinto capítulo o assunto é Isaías, o célebre profeta de Jerusalém, o grande poeta e defensor arguto dos marginalizados de Judá. Seus oráculos ficaram tão célebres que seu livro sofreu várias releituras e acréscimos.

6. Contemporâneo de Isaías, o profeta Miqueias, feroz defensor dos oprimidos judaítas, é o assunto do sexto capítulo.

Para terminar, uma cronologia do século VIII a.C. e um vocabulário dos termos bíblicos e históricos mais importantes usados no texto pretende facilitar a leitura dos profetas.

A bibliografia, atualizada, e os links para os recursos disponíveis na Ayrton’s Biblical Page e no Observatório Bíblico completam o livro.

Crise da Igreja Católica no Brasil?

Ou crise do mundo todo, inclusive das Igrejas? “A ordem neoliberal tornou-se uma usina de desordem global“, alerta Carta Maior.

Leia o texto, que foi publicado por Notícias: IHU On-Line em 17/10/2011.

Mais abaixo, parte do original italiano do site Vatican Insider, que traz o texto também em inglês e espanhol. O texto é assinado por Giacomo Galeazzi.

Alerta no Vaticano pela crise da Igreja no Brasil

Trinta anos atrás, mais de 90% dos brasileiros se definiam como católicos. Agora, o número caiu para 68%, o valor mais baixo desde 1872. O alerta foi acionado porque, no maior país católico do mundo (140 milhões de fiéis), cada vez mais pessoas rompem seus laços com Roma. Além da América do Sul como terra de esperança para o catolicismo mundial, os dados dizem outra coisa. De acordo com os dados divulgados pela Fundação Getúlio Vargas, na última década, por causa da secularização e do boom das seitas evangélicas, diminuem continuamente os católicos brasileiros, enquanto aumentam enormemente as dezenas de denominações evangélicas. Uma pesquisa realizada pelo principal instituto de pesquisa do Brasil com base em 200 mil entrevistas fotografa um progressivo afastamento da Igreja especialmente das novas gerações. E, significativamente, a Santa Sé escolheu justamente o Rio de Janeiro como a próxima sede para a Jornada Mundial da Juventude, para impulsionar a pastoral da juventude na América do Sul. Durante a última década, milhões de brasileiros deixaram a comunidade católica mais numerosa do planeta para entrar nas congregações pentecostais. O ano de 2010 foi o pior ano da Igreja Católica no Brasil. O número de jovens com menos de 20 anos que declaram não seguir nenhuma religião subiu três vezes mais rapidamente do que o de pessoas com mais de 50 anos. Cerca de 9% dos jovens brasileiros não têm nenhuma filiação religiosa. Uma tendência semelhante à dos abandonos da Igreja. A adesão ao catolicismo na população brasileira caiu para o seu nível mais baixo desde 1872: 68% em comparação aos 72,5% de 2003. A hemorragia de fiéis afeta principalmente a classe média. Ao mesmo tempo, os grupos pentecostais subiram para 12,8% da população. A secularização morde a participação religiosa, e a concorrência das seitas evangélicas está cada vez mais aguerrida. Roma tem que acertar as contas com uma difícil convivência entre a Igreja Católica e as chamadas seitas de matriz cristã (a maioria pentecostais) que reúnem cada vez mais prosélitos, especialmente entre as camadas mais baixas da população. Em maio de 2007, o primeiro encontro de Bento XVI com os jovens evidenciou as dificuldades pelas quais a Igreja Católica do Brasil atravessa: os organizadores esperavam 70 mil jovens (40 mil no estádio e 30 mil do lado de fora). Na realidade, os números foram certamente inferiores: no estádio, permaneceram diversos espaços e lugares vazios, enquanto do lado de fora os jovens eram poucos. Ao todo, portanto, os participantes foram 35 mil segundo os dados fornecidos pelos próprios organizadores: não muitos, se lembrarmos que São Paulo tem 11 milhões de habitantes. As Igrejas pentecostais estão atraindo um número cada vez mais crescente de fiéis arrancados da Igreja Católica (nos últimos 30 anos, o percentual dos católicos brasileiros do total da população diminuiu de 91,7% para 73,8% e agora para 65%, enquanto as Igrejas protestantes evangélicas aumentaram de 5,2% para 17,9%). Os cristãos de base atribuem a João Paulo II e ao seu guardião da ortodoxia, Joseph Ratzinger, o fato de terem “normalizado”, nos anos 1980 e 1990, o clero e o episcopado sul-americano e de os terem preenchido com o Opus Dei e os Legionários de Cristo, colocando à margem aqueles teólogos da libertação que haviam deslocado muito para a esquerda o centro de gravidade da Igreja, dialogando com aquele comunismo que, ao contrário, o Vaticano estava combatendo no Leste Europeu. E a atual e dramática hemorragia de fiéis em favor das seitas evangélicas também seria o fruto da marginalização dos padres mais estreitamente em contato com as camadas populares e com as massas das favelas. Ao mesmo tempo, a preocupação da Santa Sé se concentrou sobre a crise da disciplina eclesiástica, o crescimento das Igrejas evangélicas e da influência da teologia da libertação entre os jovens religiosos. Os documentos do WikiLeaks revelam que o Vaticano estava preocupado com a conduta dos sacerdotes brasileiros com relação ao celibato. E assim se reabre uma questão de extrema delicadeza para a Santa Sé, em particular por causa do espinhoso tema do clero brasileiro (e sul-americano) próximo da teologia da libertação e das tensões com Roma, das quais uma prova gritante é o “caso Recife”, ou seja, a controvérsia sobre o aborto da menina-mãe. Segundo os documentos revelados pelo Wikileaks…

Leia o texto completo.

O texto em italiano, no site Vatican Insider – que pertence ao jornal La Stampa, Itália -, foi publicado no dia 16/10/2011.

Allarme in Vaticano per la crisi della chiesa in Brasile

Trent’anni fa oltre il 90% dei brasiliani si definiva cattolico, adesso la soglia è scesa al 68%, il dato più basso dal 1872. L’allarme è scattato in perchè nel più grande paese cattolico del mondo (140 milioni di fedeli) sempre più persone recidono i legami con Roma. Altro che Sud-America terra di speranza per il cattolicesimo mondiale. I dati dicono altro. Secondo quelli resi noti dalla fondazione «Getulio Vargas», nell’ultimo decennio, a causa della secolarizzazione e del boom delle sette evangeliche, diminuiscono continuamente i cattolici brasiliani mentre aumentano a dismisura le decine di denominazioni evangeliche. Una ricerca condotta dal principale istituto di ricerca del Brasile sulla base di 200mila interviste fotografa un progressivo allontanamento dalla Chiesa soprattutto delle nuove generazioni. E significativamente la Santa Sede ha scelto proprio Rio de Janeiro come prossima sede della Gm, per rilanciare la pastorale giovanile in Sud America. Negli ultimi dieci anni, milioni di brasiliani hanno lasciato la comunità cattolica più numerosa del pianeta per entrare nelle congregazioni pentecostali. Il 2010 è stato l’anno nero della Chiesa cattolica in Brasile. Il numero di «under 20» che dichiarano di non seguire alcuna religione è salito tre volte più velocemente di quello delle persone con più di 50 anni. Il 9% dei giovani brasiliani è privo di appartenenza religiosa. Una tendenza simile a quella degli abbandoni della Chiesa. L’adesione al cattolicesimo nella popolazione brasiliana è scesa al più basso livello dal 1872: 68% rispetto al 72,5% del 2003. L’emorragia di credenti colpisce soprattutto la classe media. Contemporaneamente i gruppi pentecostali sono saliti al 12,8% della popolazione. La secolarizzazione morde la partecipazione religiosa e la concorrenza delle sette evangeliche è sempre più agguerrita. Roma si trova a dover fare i conti con una difficile convivenza tra la chiesa cattolica e le cosiddette sette di matrice cristiana (in maggioranza pentecostali) che raccolgono sempre più proseliti, soprattutto tra gli strati più bassi della popolazione. Nel maggio 2007 il primo incontro di Benedetto XVI con i giovani ha reso evidente le difficoltà che attraversa la chiesa cattolica del Brasile: gli organizzatori attendevano 70 mila giovani (40 mila nello stadio e 30 mila all’esterno). In realtà i numeri sono stati certamente inferiori: nello stadio sono rimasti diversi spazi e posti vuoti mentre fuori i giovani erano pochi. In tutto quindi i partecipanti sono stati 35 mila secondo i dati forniti dagli stessi organizzatori: non molti se si tiene presente che San Paolo conta 11 milioni di abitanti. Le Chiese pentecostali stanno attirando un numero sempre crescente di fedeli strappati alla Chiesa cattolica (negli ultimi trent’anni la percentuale dei cattolici brasiliani sul totale della popolazione è scesa dal 91,7% al 73,8% e ora al 65%, mentre le Chiese protestanti evangeliche solo salite dal 5,2 % al 17,9%). I cristiani di base attribuiscono a Giovanni Paolo II e al suo custode dell’ortodossia Joseph Ratzinger di aver «normalizzato» negli anni Ottanta e Novanta il clero e l’episcopato sudamericano e di averlo riempito di esponenti dell’Opus Dei e dei Legionari di Cristo, mettendo ai margini quei teologi della liberazioni che avevano spostato troppo a sinistra il baricentro della chiesa, dialogando con quel comunismo che invece il Vaticano stava combattendo nell’Europa dell’Est. E l’attuale, drammatica emorragia di fedeli a favore delle sette evangeliche sarebbe il frutto anche della marginalizzazione dei preti a più stretto contatto con i ceti popolari e con le masse delle favelas. Al tempo stesso la preoccupazione della Santa Sede è concentrata sulla crisi della disciplina ecclesiastica, la crescita delle Chiese evangeliche e l’influenza della teologia della liberazione tra i giovani religiosi. I documenti di Wikileaks svelano che il Vaticano era preoccupato per la condotta dei sacerdoti brasiliani sul celibato. E così si riapre una questione di estrema delicatezza per la Santa Sede, soprattutto in ragione dello spinoso tema del clero brasiliano (e sudamericano) vicini alla teologia della liberazione e delle tensioni con Roma di cui è una prova clamorosa il «caso Racife», cioè la controversia sull’aborto della madre-bambina. Secondo i documenti rivelati da Wikileaks…

Resenhas na RBL – 06.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

John Fitzgerald, Fika J. van Rensburg, and Herrie van Rooy, eds.
Animosity, the Bible, and Us: Some European, North American, and South African Perspectives
Reviewed by Roland Boer

John Gray
The Book of Job
Reviewed by Norman Habel

Robert J. V. Hiebert
“Translation Is Required”: The Septuagint in Retrospect and Prospect
Reviewed by Karen Jobes

Harald Knobloch
Die nachexilische Prophetentheorie des Jeremiabuches
Reviewed by Christl M. Maier

Daniel Marguerat
Reception of Paulinism in Acts: Reception du paulinisme dans les Actes des apotres
Reviewed by David Lincicum

Hindy Najman
Past Renewals: Interpretative Authority, Renewed Revelation and the Quest for Perfection in Jewish Antiquity
Reviewed by Marius Nel

Laura Nasrallah, Charalambos Bakirtzis, and Steven J. Friesen, eds.
From Roman to Early Christian Thessalonikē: Studies in Religion and Archaeology
Reviewed by Karl P. Donfried

Alvaro Pereira Delgado
De apostol a esclavo: El exemplum de Pablo en 1 Corintios 9
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos

Zuleika Rodgers
A Wandering Galilean: Essays in Honour of Seán Freyne
Reviewed by Joshua Schwartz

David F. Watson
Honor among Christians: The Cultural Key to the Messianic Secret
Reviewed by Jonathan A. Draper

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Morreu meu colega Mário José Filho

Morreu hoje de manhã, às 8h10, no Hospital São Francisco, em Ribeirão Preto, SP, meu colega padre Mário José Filho, CSS. A missa de exéquias será realizada às 16 horas, na paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Rua Júlio Prestes, 523, Sumaré, em Ribeirão Preto.

Mário foi meu aluno na FTCR da PUC-Campinas na década de 80 e, posteriormente, meu colega no CEARP, onde lecionou Teologia Moral. Mário tinha apenas 56 anos de idade. Uma grande perda para todos nós.

Em seu Currículo Lattes, leio:
Possui graduação em Filosofia pelo Instituto de Filosofia Estigmatino (1980), graduação em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1980), graduação em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1988), mestrado em Filosofia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (1992) e doutorado em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1998). Livre docente em Serviço Social pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2007). Atualmente é professor adjunto da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Tem experiência na área de Serviço Social, com ênfase em Metodologia do Serviço Social Família Sociedade e Política Social, atuando principalmente nos seguintes temas: família, serviço social, trabalho, cidadania e educação.

Novo livro do Cássio: Cartilha de literatura sapiencial

Acaba de sair [2011] mais um livro de Cássio Murilo Dias da Silva. Desta vez em parceria com Rita de Cácia Ló, também ela biblista de Campinas. É uma introdução à literatura sapiencial.

DIAS DA SILVA, C.M.; LÓ, R. C. Caminho não muito suave – Cartilha de literatura sapiencial bíblica. Campinas: Alínea, 2. ed., 2012, 170 p. – ISBN ‎ 9788575165850.DIAS DA SILVA, C.M.; LÓ, R. C. Caminho não muito suave - Cartilha de literatura sapiencial bíblica. Campinas: Alínea, 2. ed., 2012

Diz a editora:
“Muitos leitores da Bíblia têm dificuldade para ler e compreender livros como Eclesiástico (Sirácida) e Sabedoria. Ou fazem uma leitura inadequada do livro de Jó. Estudar os livros sapienciais é um caminho não muito suave que abre novas perspectivas, mas muitas vezes traz consigo a crise de deixar velhas ideias e de questionar a própria visão de mundo. Este pequeno livro mostra por onde começar a leitura e o estudo da literatura sapiencial e lírica da Bíblia, e também ajuda a dar os primeiros passos. É, portanto, uma cartilha, com seis capítulos que abrirão horizontes para que o leitor comece a compreender os livros bíblicos e se sinta desafiado a tornar-se sábio. E tal busca é constantemente renovada, uma vez que o caminho para obter a sabedoria leva sempre a situações novas e provocadoras. Um caminho não muito suave, mas sem dúvida compensador”.

Sumário

:: Prefácio

:: Capítulo 1: Sabedoria e Literatura Sapiencial
1. Distinções
2. Linguagem da sabedoria
3. Sabedoria no Antigo Oriente Próximo
4. Sabedoria nos textos bíblicos
5. Teologia da Retribuição

:: Capítulo 2: A Teologia da Retribuição Funciona: Provérbios e Sirácida
1. Provérbios
2. Sirácida (Eclesiástico)

:: Capítulo 3: A Teologia da Retribuição Não Funciona: Jó e Qohélet
1. Jó
2. Qohélet (Eclesiastes)

:: Capítulo 4: A Teologia da Retribuição Funciona, Mas Só na Outra Vida: Sabedoria
1. Título
2. Data
3. Autor
4. Local de composição
5. Estrutura e mensagem
6. Conteúdo teológico
7. Para arrematar Sabedoria

:: Capítulo 5: O Livro dos Salmos
1. Título
2. Numeração
3. Livros do Saltério
4. Cronologia
5. Autoria
6. Outras informações nos títulos dos Salmos
7. Saltério, microcosmo simbólico
8. Gêneros literários do Saltério
9. Para arrematar os gêneros literários do Saltério

:: Capítulo 6: Cântico dos Cânticos
1. Título
2. Canonicidade
3. Data
4. Autor
5. Estrutura
6. Gêneros literários
7. Grandes correntes de interpretação
8. Conteúdo teológico
9. Para arrematar Cântico dos Cânticos

:: À Guisa de Conclusão – Literatura Sapiencial e Novo Testamento
1. Relações literárias
2. Relações teológicas

:: Palavra Final

:: Referência