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The Perseus Collections are focused primarily on Greek and Latin classics, like Aristotle and Plato. They also cover the history, literature, philosophy, and culture of the Greco-Roman world—important contextual sources for biblical scholars. Additionally, they contain other key works of Renaissance literature, and literature from early America. In short, Perseus is a library of the West’s most enduring and influential classics. With Perseus, you get a massive amount of valuable content—over 1,500 resources. Even better, all Perseus collections are completely free!

Resenhas na RBL – 28.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Darrell L. Bock and Robert L. Webb, eds.
Key Events in the Life of the Historical Jesus: A Collaborative Exploration of Context and Coherence
Reviewed by Richard Horsley

William P. Brown
Psalms
Reviewed by Harry P. Nasuti

Christopher Bryan
The Resurrection of the Messiah
Reviewed by Peter Smit

A. R. Pete Diamond and Louis Stulman, eds.
Jeremiah (Dis)Placed: New Directions in Writing/Reading Jeremiah
Reviewed by Michael Avioz

Frances Flannery, Colleen Shantz, and Rodney A. Werline, eds.
Experientia, Volume 1: Inquiry into Religious Experience in Early Judaism and Christianity
Reviewed by Lena-Sofia Tiemeyer

Scott W. Hahn
Kinship by Covenant: A Canonical Approach to the Fulfillment of God’s Saving Promises
Reviewed by Pablo T. Gadenz

Rolf A. Jacobson, ed.
Soundings in the Theology of Psalms: Perspectives and Methods in Contemporary Scholarship
Reviewed by Jeffery M. Leonard

Peter Landesmann
Die Darstellung “Der zwölfjährige Jesus unter den Schriftgelehrten” im Wandel der Zeiten
Reviewed by James R. McConnell

Riemer Roukema
Jesus, Gnosis and Dogma
Reviewed by James F. McGrath

J. Randall Short
The Surprising Election and Confirmation of King David
Reviewed by David G. Firth

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As duas lutas de Lula: contra o câncer e o preconceito

Peço licença para reproduzir na íntegra o texto de Maria Inês Nassif, porque é ímpar. Foi publicado na Carta Maior em 31/10/2011.

Guia de boas maneiras na política. E no jornalismo

A cultura de tentar ganhar no grito tem prevalecido sobre a boa educação e o senso de humanidade na política brasileira. E o alvo preferencial do “vale-tudo” é, em disparada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por algo mais do que uma mera coincidência, nunca antes na história desse país um senador havia ameaçado bater no presidente da República, na tribuna do Legislativo. Nunca se tratou tão desrespeitosamente um chefe de governo. Nunca questionou-se tanto o merecimento de um presidente – e Lula, além de eleito duas vezes pelo voto direto e secreto, foi o único a terminar o mandato com popularidade maior do que quando o iniciou.

A obsessão da elite brasileira em tentar desqualificar Lula é quase patológica. E a compulsão por tentar aproveitar todos os momentos, inclusive dos mais dramáticos do ponto de vista pessoal, para fragilizá-lo, constrange quem tem um mínimo de bom senso. A campanha que se espalhou nas redes sociais pelos adversários políticos de Lula, para que ele se trate no Sistema Único de Saúde (SUS), é de um mau gosto atroz. A jornalista que o culpou, no ar, pelo câncer que o vitimou, atribuindo a doença a uma “vida desregrada”, perdeu uma grande chance de ficar calada.

Até na política as regras de boas maneiras devem prevalecer. Numa democracia, o opositor é chamado de adversário, não de inimigo (para quem não tem idade para se lembrar, na nossa ditadura militar os opositores eram “inimigos da pátria”). Essa forma de qualificar quem não pensa como você traz, implicitamente, a ideia de que a divergência e o embate político devem se limitar ao campo das ideias. Esta é a regra número um de etiqueta na política.

A segunda regra é o respeito. Uma autoridade, principalmente se se tornou autoridade pelo voto, não é simplesmente uma pessoa física. Ela é representante da maioria dos eleitores de um país, e se deve respeito à maioria. Simples assim. Lula, mesmo sem mandato, também o merece. Desrespeitar um líder tão popular é zombar do discernimento dos cidadãos que o apoiam e o seguem. Discordar pode, sempre.

A terceira regra de boas maneiras é tratar um homem público como homem público. Ele não é seu amigo nem o cara com quem se bate boca na mesa de um bar. Essa regra vale em dobro para os jornalistas: as fontes não são amigas, nem inimigas. São pessoas que estão cumprindo a sua parte num processo histórico e devem ser julgadas como tal. Não se pode fazer a cobertura política, ou uma análise política, como se fosse por uma questão pessoal. Jornalismo não deve ser uma questão pessoal. Jornalistas têm inclusive o compromisso com o relato da história para as gerações futuras. Quando se faz jornalismo com o fígado, o relato da história fica prejudicado.

A quarta regra é a civilidade. As pessoas educadas não costumam atacar sequer um inimigo numa situação tão delicada de saúde. Isso depõe contra quem ataca. E é uma péssima lição para a sociedade. Sentimentos de humanidade e solidariedade devem ser a argamassa da construção de uma sólida democracia. Os formadores de opinião tem a obrigação de disseminar esses valores.

A quinta regra é não se deixar contaminar por sentimentos menores que estão entranhados na sociedade, como o preconceito. O julgamento sobre Lula, tanto de seus opositores políticos como da imprensa tradicional, sempre foi eivado de preconceito. É inconcebível para esses setores que um operário, sem curso universitário e criado na miséria, tenha ascendido a uma posição até então apenas ocupada pelas elites. A reação de alguns jornalistas brasileiros que cobriram, no dia 27 de setembro, a solenidade em que Lula recebeu o título “honoris causa” pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, é uma prova tão evidente disso que se torna desnecessário outro exemplo.

No caso do jornalismo, existe uma sexta regra, que é a elegância. Faltou elegância para alguns dos meus colegas.

Blogueiros: Carta de Foz do Iguaçu

Blogueiros de 23 países aprovam Carta de Foz do Iguaçu
Documento defende luta por liberdade de expressão, contra qualquer tipo de censura ou perseguição política dos poderes públicos e das corporações do setor, por novos marcos regulatórios da comunicação, pelo acesso universal à banda larga de qualidade e contra qualquer tentativa de cerceamento e censura na internet. Próximo encontro já está marcado para novembro de 2012, também em Foz do Iguaçu.

Bloggers from 23 countries approve Foz do Iguaçu Letter
The document defends the struggle for freedom of expression, the struggle against any kind of censure or political persecution from public powers and companies from the sector, for new regulatory frameworks for communications, for universal access to broadband internet and against any attempt of coercion or censure on the internet. The next meeting has already been set for 2012, also in Foz do Iguaçu.

Blogueros de 23 países aprueban Carta de Foz do Iguaçu
Documento defiende lucha por libertad de expresión, contra cualquier tipo de censura o persecución política de los poderes públicos y de las corporaciones del sector, por nuevos marcos regulatorios de la comunicación, por el acceso universal a banda ancha de calidad y contra cualquier intento de cercenamiento y censura en Internet. Próximo encuentro ya está marcado para noviembre del 2012, también en Foz do Iguaçu.

Fonte: Carta Maior.

Dia da Reforma

Protestantismo: é tempo de refletir. Entrevista especial com Cláudio Kupka, Martin Dreher e Walter Altmann
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, dando continuidade ao movimento da Reforma, que buscava a “renovação do cristianismo ocidental”. Ao final desse processo, o cristianismo se dividiu em confissões religiosas, “tendo cada uma sua própria confissão de fé: Confissão de Augsburgo (luteranos), Confissão Helvética (zwinglianos), diversas confissões calvinistas/reformadas e a Confissão de Fé Tridentina (católico-romana)”, explica Martin Dreher, professor especialista em História da Igreja, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Quase 500 anos depois, os luteranos do Brasil estão engajados na elaboração de atividades que possam, nos próximos seis anos, relembrar e refletir sobre este momento histórico que deu origem ao protestantismo…

Leia a entrevista em Notícias: IHU On-Line – 31/10/2011

Leia Mais:
Lutero e os 500 anos da Reforma

A mercantilização neurótica do sagrado

A mercantilização do sagrado é um fenômeno corriqueiro na contemporaneidade…

Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus…

Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse…

Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu…

Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será “made in China”…

Deus virou batata chips de free shop…

Tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas…

Um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas…

Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico…

Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo…

Além do que… a população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica…

 

Disneylândia de Jesus – Luiz Felipe Pondé

O mundo acabou. Não viaje. Assista a filmes em casa ou vá para cidades sem graça do interior. O mundo foi tomado por um tipo de praga que não tem solução: os gafanhotos do sucesso da indústria do turismo.

O horror começa nos aeroportos, que, graças ao terrorismo fundamentalista islâmico, ficaram ainda piores com seus sistemas de segurança infernais. Esse mesmo terrorismo fundamentalista que faz as “cheerleaders” dos movimentos sociais sentirem “frisson” de prazer na espinha.

Uma grande figura do mercado de análise de comportamento me disse recentemente que, em poucos anos, só os pobres (de espírito?) viajarão.

Tenho mais certeza disso do que da aritmética de 2 + 2 = 4. Aeroportos serão o último lugar onde você vai querer ser visto. Gostar de viajar hoje pode ser um forte indício de que você não tem muita imaginação ou opção na vida.

Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus. Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse.

Locais religiosos sempre atraíram todo tipo de histeria. A proximidade com ela pode fazer você duvidar da existência de Deus.

Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu.

Às vezes, tristemente, a diferença entre visitas belas a locais sagrados parece ser apenas o número maior ou menor de nossos semelhantes crentes em Deus.

Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico.

Jesus deve ter uma paciência de Jó, com seus fiéis cheios de máquinas digitais e filmadoras chinesas querendo devassar a intimidade de sua mãe e de seus discípulos mortos já há tantos séculos.

Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será “made in China”, “at last”. Se assim acontecer, terão razão aqueles que afirmavam ter sido ele um Messias “fake”?

Pessoalmente, torço para que Jesus sobreviva a essa “nova paixão”, por obra da qual ressuscitar deverá ser algo como um show de efeitos especiais feitos por computação gráfica barata. Os fiéis pós-modernos deram um novo significado à expressão nietzschiana “Deus está morto”. Nesse caso, Deus virou batata chips de free shop.

No início dos anos 90, ainda era possível ir à catedral de Córdoba, na Espanha, e experimentar sua beleza moura. Já em meados dos anos 2000, ela era um terreno baldio para as invasões de gafanhotos.

Hoje, estive (escrevo dias antes de você ler esta coluna) na igreja da Agonia, em Jerusalém, conhecida também como igreja de Gethsêmani, local onde Jesus teria suado sangue antes de ser preso. Um belíssimo local.

Em seguida, alguns passos descendo a ladeira do monte das Oliveiras (onde fica Gethsêmani), fui a outro local, maravilhoso, que não vou dizer qual é porque espero que ninguém fique sabendo; assim, quem sabe, esse lugar ainda durará algum tempo antes de virar mais um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas.

É importante dizer que já fui a esses locais inúmeras vezes e que, portanto, tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas. Além de suas camisetas com slogans pela paz mundial.

Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo.

Além, é claro, dos judeus ortodoxos obsessivos mal-educados e dos muçulmanos fanáticos com seu grito bárbaro “Allah Akbar” (Deus é grande). A população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica.

Alguns desses são mesmo contra o Estado de Israel, porque só o Messias pode reconstruir o “verdadeiro Estado judeu”. Acho que deveriam ser todos despachados para o Irã. Enfim, um filme de horror estrelado por fanáticos, batatas e patetas.

Fonte: O artigo Disneylândia de Jesus foi publicado pela Folha de S. Paulo em 31/10/2011, e reproduzido por IHU On-Line na mesma data.

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, é escritor, filósofo e ensaísta. Doutor em filosofia pela USP, é professor da PUC, da FAAP e da Universidade Federal de SP.

Biblical Studies Carnival 69

Seleção das melhores postagens dos biblioblogs em outubro de 2011.

November Biblical Studies Carnival: The Undead Edition

Trabalho feito por Thomas Verenna, do biblioblog The Musings of Thomas Verenna.

Resenhas na RBL – 22.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Rachel Adelman
The Return of the Repressed: Pirqe de-Rabbi Eliezer and the Pseudepigrapha
Reviewed by John C. Poirier

Bob Becking, Alex Cannegieter, Wilfred van de Poll, and Anne-Mareike Wetter
From Babylon to Eternity: The Exile Remembered and Constructed in Text and Tradition
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Roland Boer, ed.
Secularism and Biblical Studies
Reviewed by Brent Landau

John J. Collins
The Scepter and the Star: Messianism in Light of the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Erik Eynikel

Lester L. Grabbe, ed.
Israel in Transition 2: From Late Bronze II to Iron IIA (c. 1250-850 BCE): The Texts
Reviewed by Friedrich Schipper

Dan Jaffé, ed.
Studies in Rabbinic Judaism and Early Christianity: Text and Context
Reviewed by Peter J. Tomson

Adina Moshavi
Word Order in the Biblical Hebrew Finite Clause
Reviewed by Hubert James Keener

Thomas R. Schreiner
Galatians
Reviewed by David Luckensmeyer

Louis Stulman and Hyun Chul Paul Kim
You Are My People: An Introduction to Prophetic Literature
Reviewed by Steed Vernyl Davidson

Samuel I. Thomas
The “Mysteries” of Qumran: Mystery, Secrecy, and Esotericism in the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Carol Newsom

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Resenhas na RBL – 13.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Roger S. Bagnall
Early Christian Books in Egypt
Reviewed by Allen Kerkeslager

Katharine Dell, ed.
Ethical and Unethical in the Old Testament: God and Humans in Dialogue
Reviewed by Walter C. Kaiser Jr.

Mark Dubis
1 Peter: A Handbook on the Greek Text
Reviewed by John H. Elliott

Bo Isaksson, ed.
Circumstantial Qualifiers in Semitic: The Case of Arabic and Hebrew
Reviewed by John Kaltner

Robin A. Parry
Lamentations
Reviewed by Timothy J. Stone

Daniel Patte, ed.
The Cambridge Dictionary of Christianity
Reviewed by James D. G. Dunn

Stanley E. Porter, Jeffrey T. Reed, and Matthew Brook O’Donnell
Fundamentals of New Testament Greek (+ Workbook)
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos
Reviewed by Laurence M. Vance

James P. Ware
Synopsis of the Pauline Letters in Greek and English
Reviewed by Akio Ito

Géza G. Xeravits and József Zsengellér, eds.
Studies in the Book of Wisdom
Reviewed by Erik Eynikel

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