Einstein e a religião

Opiniões e discussões sobre as crenças religiosas de Albert Einstein sempre reaparecem na imprensa. Tudo o que se refere a Einstein nos fascina.

Mais um texto, que li hoje: Albert Einstein’s Faith: Was the Great Physicist Spiritual? [A fé de Albert Einstein: o grande físico era religioso?] de Krista Tippett. Publicado noAlbert Einstein conhecido site The Huffington Post em 23/07/2010.

Traduzido e reproduzido por Notícias: IHU On-Line – 01/08/2010.

 

A fé de Albert Einstein: o grande físico também era espiritual?

Publicamos aqui um trecho do livro Einstein’s God: Conversations About Science and the Human Spirit [O Deus de Einstein: Conversas sobre ciência e o espírito humano] de Krista Tippett, apresentadora e produtora do programa da TV norte-americana “Speaking of Faith” e jornalista homenageada com o Prêmio Peabody. 

A famosa equação de Albert Einstein, E=mc2, continua sendo difícil para compreender completamente. Mas eu acho que consegui entender alguma coisa do homem – o seu espírito expansivo, sua curiosidade implacável e sua reverência pela beleza e pela ordem da natureza e do pensamento. Eu estava intimidada ao começar, mas pesquisar sobre Einstein foi uma delícia.

E há uma espécie de lógica nisso, assim como o humor foi um dos aspectos da genialidade de Einstein. Freeman Dyson sugere que a sua capacidade de iluminar e rir, mesmo de si mesmo, foi uma das chaves para a magnitude das suas conquistas científicas. A ciência muitas vezes tem a ver com fracasso. O próprio Einstein afirmou que fez tantas descobertas porque não tinha medo de ser contrariado, repetidamente, em seu caminho a todas elas. Mas Einstein também empregou humor ao efeito filosófico e ético, avaliando incisivamente as fraquezas da humanidade.

Einstein mantinha uma fé profunda e sutil, senão tradicional. Eu não reconhecia isso de início. Sempre fui desconfiada da forma como a famosa frase de Einstein, “Deus não joga dados com o universo”, é citada para propósitos amplamente diferentes. Eu queria entender o que Einstein, como físico, queria dizer com isso. Como se verá, esse gracejo em particular tinha mais a ver com a física do que com Deus, como Freeman Dyson e Paul Davies revelam.

Einstein, entretanto, deixou para trás um rico conjunto de reflexão sobre a “mente” e sobre o “espírito superior”, por trás do cosmos, que nunca encontrou seu caminho na consciência popular. Ele não acreditava em um Deus pessoal, que interferia nas leis da física. Mas era fascinado com a engenhosidade dessas leis e manifestou admiração com o próprio fato de sua existência. Ao longo de sua vida, se encantava com tudo aquilo que ainda não podia compreender. Ele estava mais do que contente com aquilo que chamava de “senso religioso cósmico” – animado pelos “indícios” e pela “admiração”, ao invés de respostas e conclusões. Aqui segue uma passagem que se aproxima, penso eu, de uma descrição concisa de Einstein da sua “fé” fundamental:

Um conhecimento da existência de algo que não podemos penetrar, das manifestações da mais profunda razão e da mais radiante beleza – é esse conhecimento e essa emoção que constituem a verdadeira atitude religiosa. Nesse sentido, e apenas nisso, eu sou um homem profundamente religioso. Não posso conceber um Deus que recompensa e castiga suas criaturas, ou que tem uma vontade do tipo que estamos conscientes em nós mesmos… O mistério da eternidade da vida é suficiente para mim, assim como os indícios da maravilhosa estrutura da realidade, junto com o esforço sincero de compreender uma porção, seja ela tão minúscula, da razão que se manifesta em si mesma na natureza.

Com Paul Davies, fui capaz de buscar como Einstein mudou a nossa visão do espaço e principalmente do tempo, um assunto que sempre me intrigou. Antes de Einstein, como Davies descreve, os seres humanos pensavam o espaço e o tempo como fixos e imutáveis, o pano de fundo para o grande espetáculo da vida. Mas agora sabemos que eles são elásticos e entrelaçados, parte do próprio espetáculo. Einstein descreveu a nossa percepção do tempo como uma flecha – atravessando o passado, o presente e o futuro lineares e compartimentados – como uma “ilusão teimosamente persistente”. Essa linguagem é evocativa de um ponto de vista religioso.

Como explica Davies, ela ecoa um insight que perpassa as religiões orientais e ocidentais e as antigas culturas indígenas. Davies encontra uma afinidade entre a visão de Einstein de tempo e a noção religiosa de uma realidade “para além do tempo” e do “eterno”. E porque ele fala como uma pessoa versada nos avanços mais recentes da ciência de Einstein – cosmologia e o Big Bang, buracos negros, até mesmo a busca por vida além desta galáxia –, suas ideias me trazem um peso especial de autoridade e, sim, de admiração.

Deparei-me com muitos trechos sábios e tocantes de escritos do Einstein espiritual enquanto eu preparava estas conversas. Einstein foi um apaixonado escritor de cartas. Ele escreveu aos colegas cientistas, amigos e estranhos. Ele amava responder às cartas dos alunos. Um dos seus correspondentes, durante algum tempo, foi a rainha Isabel da Bélgica. Ele começou uma calorosa amizade com ela e com seu marido, o rei Alberto, pouco antes da Segunda Guerra Mundial. Em uma época trágica em meio aos já tumultuados tempos políticos, seu marido morreu de repente, assim como sua cunhada. Einstein escreveu a ela:

Sra. Barjansky escreveu-me sobre como o próprio viver gravemente lhe causa sofrimento e sobre como a senhora está estarrecida pelos golpes indescritivelmente dolorosos que lhe têm ocorrido. E, no entanto, não devemos sofrer por aqueles que nos deixaram no auge de suas vidas, após anos felizes e frutíferos de atividades, e que foram privilegiados por realizar em plenitude sua missão em vida.

Há algo que pode refrescar e revivificar as pessoas mais velhas: a alegria pelas atividades da geração mais jovem – uma alegria, na verdade, que é encoberta por pressentimentos sombrios nestes tempos incertos. E, no entanto, como sempre, o sol da primavera traz vida nova, e nós podemos nos regozijar por essa nova vida e contribuir para o seu desenvolvimento. E Mozart continua tão belo e terno como sempre foi e sempre será. Existe, além disso, algo de eterno que está além do alcance do destino e de todas as desilusões humanas. E esse eterno se encontra mais perto de uma pessoa mais velha do que de uma pessoa mais jovem que oscila entre o medo e a esperança. Para nós, resta o privilégio de experimentar a beleza e a verdade em suas formas mais puras.

Eu saí dessas discussões com um novo sentido de Albert Einstein – não apenas como um grande espírito, mas também como um homem sábio. Ele era plenamente humano e imperfeito, certamente, em seus relacionamentos íntimos. Mas era, inegavelmente, original, e não apenas como cientista. Se o passado, o presente e o futuro são uma ilusão, como ele disse, nenhum de nós realmente desaparece. Todos nós deixamos a nossa marca naquilo que “é” agora. Eu tenho um profundo sentimento pela marca de Einstein, e isso me conforta.

Eu suspeito que se ele ficasse sabendo que era o assunto de um programa chamado “Speaking of Faith” [Falando de Fé], mais de 50 anos depois de sua morte, ele faria uma piada engraçada, amável, auto-depreciativa. Mas se ele pudesse ouvir com ouvidos do século XXI, ele poderia ficar intrigado pela forma como o seu senso religioso “cósmico” generoso e questionador é profundamente semelhante aos anseios religiosos e espirituais da nossa época.

Fonte: Dom Total – 01/08/2010

 

Duas observações sobre a tradução, para evitar descaminhos na compreensão:

Onde se lê “Mas era fascinado com a ingenuidade dessas leis e manifestou admiração com o próprio fato de sua existência”, leia-se “engenhosidade”, pois o original inglês diz: “But he was fascinated with the ingenuity of those laws and expressed awe at the very fact of their existence”“Ingenuity” quer dizer “the quality of being cleverly inventive or resourceful; inventiveness” (Webster).

E eu traduziria também, no título, spiritual por religioso, resultando: A fé de Albert Einstein: o grande físico era religioso? O significado do artigo ficaria, assim, mais claro…

E, no meu entender, no texto ainda permanece a confusão entre Fé e Religião, que são conceitos distintos

Leia também meu artigo: Inventando o Universo. Pensar Deus a partir da nova física.

Resenhas na RBL: 21.07.2010

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Paul Barnett
Finding the Historical Christ: After Jesus, Volume 3
Reviewed by Matthew Recla

David W. Chapman
Ancient Jewish and Christian Perceptions of Crucifixion
Reviewed by John T. Carroll

Gordon D. Fee
The First and Second Letters to the Thessalonians
Reviewed by James W. Aageson

Edna Johnson
A Semantic and Structural Analysis of Ephesians
Reviewed by Timothy Gombis

Brigitte Kahl
Galatians Re-imagined: Reading with the Eyes of the Vanquished
Reviewed by Vernon K. Robbins

Gwynn Kessler
Conceiving Israel: The Fetus in Rabbinic Narratives
Reviewed by Catherine Hezser

Markus McDowell
Prayers of Jewish Women: Studies of Patterns of Prayer in the Second Temple Period
Reviewed by Rodney A. Werline

Ludwig Morenz and Stefan Schorch, eds.
Was ist ein Text? Alttestamentliche, ägyptologische und altorientalistische Perspektiven
Reviewed by Wido van Peursen

Antonio Negri
The Labor of Job: The Biblical Text as a Parable of Human Labor
Reviewed by Norman C. Habel

Ron E. Tappy and P. Kyle McCarter Jr., eds.
Literate Culture and Tenth-Century Canaan: The Tel Zayit Abecedary in Context
Reviewed by Ian Young

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Monopólio do conhecimento?

Historiador americano teme que Google crie monopólio do conhecimento, leia trecho
Na obra “A Questão dos Livros” (Companhia das Letras, 2010), o historiador Robert Darnton denuncia o risco de concentração de conhecimento nas mãos de uma única empresa. O intelectual, diretor da biblioteca da Universidade de Harvard (um dos maiores acervos do mundo), se refere mais especificamente ao Google, que atualmente negocia a digitalização das bibliotecas dos principais centros universitários dos EUA. A intenção da megacorporação é escanear as coleções e torná-las acessíveis na rede mediante assinaturas pagas. Darnton falará do tema, com Peter Burke, de “Uma História Social do Conhecimento” (Zahar), e John Makinson na Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), nos dias 5 e 6 de agosto, nas mesas “O livro: capítulo 1” e “O livro: capítulo 2”. “A Questão dos Livros” ainda traça um panorama da história das publicações impressas e arrisca previsões sobre qual destino terão com a digitalização. Com um texto simples e acessível, Darnton levanta debates essenciais sobre o futuro do conhecimento em nossa sociedade, questão que envolve desde o acesso livre à obras raras e fora de catálogo, até as grandes polêmicas com direitos autorais.

Fonte: Folha.com: 31/07/2010 – 11h29

Páginas mais visualizadas: 18-24/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton’s Biblical Page mais visualizadas durante a semana de 18 a 24 de julho de 2010, foram as seguintes:

1. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
2. História de Israel: Sumário
3. A História de Israel no debate atual
4. Grego Bíblico
5. Ler a Bíblia no Brasil hoje
6. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
7. Noções de Hebraico Bíblico
8. Artigos: Sumário
9. Flávio Josefo, homem singular em uma sociedade plural
10. O discurso sócio-antropológico: origem e desenvolvimento – A sociologia compreensiva

Compare com a semana anterior.

Posts mais visualizados: 18-24/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana de 18 a 24 de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
5. Ouvir, Ler e Escrever: o curso de Língua Hebraica Bíblica
6. Livros para download em Servicios Koinonia
7. Gn 1-11 na Vida Pastoral
8. Como bloquear janelas pop-up de publicidade
9. Um novo dicionário de Teologia Bíblica
10. Novidades para blogs: widgets e gadgets I

Compare com a semana anterior.

Curso de Iniciação Bíblica: Campinas, 2010-2011

Os professores Cássio Murilo Dias da Silva – Doutor em Ciências Bíblicas pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma – e Rita de Cácia Ló – Mestra em Teologia Bíblica pela Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção, da PUC–SP, e em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Bernardo do Campo – estarão ministrando um Curso de Iniciação Bíblica em Campinas, SP, de agosto a novembro de 2010 e de março a junho de 2011. O curso é voltado para os Agentes de Pastoral que concluíram o Curso de Teologia Pastoral para Leigos, na Escola Teológico-Pastoral “Imaculada Conceição”, e nas Foranias.

Objetivo
Oferecer subsídios para descobrir que a Bíblia é bem mais que um livro de oração e de bons conselhos. Por meio de abordagens históricas, literárias e teológicas, os participantes aprenderão a fazer uma leitura articulada do texto bíblico, com proveito para sua vida espiritual, para o estudo e para a prática pastoral.

Programação
. Início das aulas: 07 de agosto de 2010
. Dias e horários: aos sábados das 08h30 às 12h00, com intervalo de 15 minutos – São 4 horas/aula por semana
. Local: Prédio Central da PUC-Campinas

Inscrição
Enviar preenchida a ficha de inscrição, até o dia 20 de julho, para [email protected]
Mensalidade: R$ 50,00 (cinquenta reais), durante o período de agosto a novembro

Conteúdo programático
. Introdução Geral: apresentar noções básicas e gerais para o estudo da Sagrada Escritura: revelação e inspiração; organização dos livros bíblicos; questões referentes a traduções e manuscritos; primeiros passos referentes a noções literárias para a leitura do texto
. Introdução ao Antigo Testamento – história, literatura e teologia: apresentar dados e problemáticas referentes aos períodos históricos do tempo do Antigo Testamento: formação do povo de Israel; período tribal; monarquia; exílios; período persa; período helenista; intertestamento. Estudar questões literárias e teológicas dos vários blocos de livros do Antigo Testamento: Pentateuco, Obra Deuteronomista, Literatura Profética, Literatura Sapiencial, Salmos, Outros Escritos.
. Introdução ao Novo Testamento – história, literatura e teologia: apresentar dados e problemáticas referentes aos períodos históricos do Novo Testamento: Palestina no tempo de Jesus, Império Romano e Igreja Primitiva. Estudar questões literárias e teológicas dos vários blocos de livros do Novo Testamento: Evangelhos, Atos, Epístolas, Apocalíptica e Apocalipse.

A TdL e a Teologia do Pluralismo Religioso

Libertação e diálogo dá tema à tese vencedora do Prêmio Soter-Paulinas

“O anúncio das 13 teses finalistas do Prêmio Soter-Paulinas de teses doutorais (veja abaixo) movimentou a noite de quarta-feira, véspera do encerramento do 23º Congresso Internacional da Sociedade de Teologia e Ciências da Religião (Soter), que reuniu teólogos e cientistas da religião para discutir o tema Religiões e Paz Mundial, de desde o dia 12 de julho, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG).

As 13 teses concorrentes enviadas pelas Faculdades de Teologia e Programas de Pós-Graduação em Teologia e Ciências da Religião brasileiros foram apresentadas pelos professores doutores Afonso Maria Ligório Soares, presidente da Soter, Vera Bombonatto, das Edições Paulinas, Ronaldo Cavalcante, da Universidade Mackenzie, e Flávio Senra, da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais.

A mesa informou que os avaliadores escolheram, a partir de critérios que atestam sua qualidade de pesquisa. Após o anúncio das teses concorrentes, foi informada como vencedora a tese Libertação e diálogo: a articulação entre a Teologia da Libertação e a Teologia do Pluralismo Religioso em Leonardo Boff, de Paulo Agostinho Nogueira Batista, apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), orientada pelo professor Faustino Luís Couto Teixeira…”

Leia o texto completo.

Fonte: O texto é de Antonio Carlos Ribeiro e foi publicado pela Agência Latino-Americana e Caribenha de Comunicação (ALC) em 16 de julho de 2010. Disponível também em Notícias: IHU On-Line – 17/07/2010.

Não se pode sucumbir à twitterização da literatura

”Slow Reading”: rebelar-se contra o Twitter e ler com lentidão

Depois do Slow Food, do Slow Travel e da Slow Life, chegou o momento do Slow Reading. Tendo partido do outro lado do oceano e aportado na Inglaterra e no resto da Europa, o movimento composto por acadêmicos, escritores, críticos literários, livreiros e naturalmente leitores – já que é disso que essencialmente se trata – está buscando promover uma revolução na nossa relação com os livros e, em geral, com todo texto escrito: ler com lentidão, em um mundo que nos leva a ler sempre mais rapidamente. Um slogan que significa ler volumes pesados, rebelando-se contra a tendência de publicar livros sempre mais breves e artigos sempre mais curtos nos jornais ou nos sites da Internet. A palavra de ordem é aprofundar, sem temores, em centenas, milhares de páginas, em vez de se limitar a ler por cima e a escanear. Se o elogio da lentidão vale para a boa mesa e para as férias, por que também não deveria ter sentido para a mente?, questionam-se os promotores da campanha. Você ainda está lendo? Provavelmente, já se cansou, segundo algumas recentes pesquisas estatísticas: um estudo do Poynter Institute’s Eyetrack e outro da Nielsen afirmam que muitos de nós perderam a concentração necessária para ler um texto até o fim. Culpa da Internet, segundo Nicholas Carr, autor de “The shallow”* (O raso), no qual defende que o hábito de ler online e de ser continuamente interrompidos por e-mails, SMS e outras formas de comunicação digital, está danificando as faculdades mentais necessárias para absorver informações volumosas e complexas. Estudos científicos confirmam que a “attention span” [= capacidade de concentração], a capacidade de permanecer concentrados em uma única questão, está em diminuição constante, especialmente entre os mais jovens. Enquanto isso, até a literatura é oferecida no Twitter, com Shakespeare, a Odisseia e Jane Austen sintetizados em 140 caracteres. Os seguidores do Slow Reading propõem, como primeira coisa, que se desliguem computadores e celulares, pelo menos quando se pega um livro (ou, no limite, o iPad) nas mãos. “Se você quiser entender o que um texto diz verdadeiramente, se quiser interiorizá-lo, se quiser sentir dentro de você a voz do escritor, deve lê-lo lentamente”, afirma John Miedena, autor de “Slow reading”, o livro que contribuiu para lançar o movimento. “Não se pode sucumbir à ‘twitterização’ da literatura, ao ‘curto é bonito’ a todo o custo”…

* Nota minha: shallow significa raso, pouco profundo, daí, poder ser entendido como superficial, frívolo

Leia o texto completo. Lentamente… A reportagem é do jornal italiano La Repubblica, de 16/07/2010

Fonte: Notícias: IHU On-Line – 17/07/2010

Ribellarsi a Twitter e leggere con lentezza

Dopo lo Slow Food, lo Slow Travel e la Slow Life, è arrivato il momento dello Slow Reading. Partito da oltreoceano, quindi approdato in Inghilterra e nel resto d’ Europa, un movimento composto da accademici, scrittori, critici letterari, librai e naturalmente lettori, poiché di questo essenzialmente si tratta, sta cercando di promuovere una rivoluzione nel nostro rapporto con i libri e in generale con ogni testo scritto: leggere con lentezza, in un mondo che ci spinge a leggere sempre più in fretta. Uno slogan che significa leggere volumi ponderosi, ribellandosi alla tendenza a pubblicare libri sempre più brevi e articoli sempre più corti su giornali o siti internet. La parola d’ ordine è sprofondare senza timore tra centinaia, migliaia di pagine, anziché limitarsi a spulciare e scannerizzare. Se l’ elogio della lentezza vale per la buona tavola e per le vacanze, perché non dovrebbe avere senso anche per la mente, si chiedono i propositori della campagna. State ancora leggendo? Probabile vi siate già stancati, secondo un paio di recenti indagini statistiche: uno studio del Poynter Institute’ s Eyetrack e uno della Nielsen affermano che molti di noi hanno perso la concentrazione necessaria a leggere un testo fino in fondo. Colpa di internet, secondo Nicholas Carr, autore di The shallow (Il bassofondo), in cui sostiene che l’ abitudine a leggere online, e a venire continuamente interrotti da email, sms ed altre forme di comunicazione digitale, sta danneggiando le facoltà mentali necessarie ad assorbire informazioni voluminose e complesse. Studi scientifici confermano che l’ attention span, la capacità di rimanere concentrati su una singola questione, è in diminuzione costante, specie trai più giovani. Nel frattempo perfino la letteratura viene data in pasto a Twitter, con Shakespeare, l’ Odissea e Jane Austen sintetizzati in 140 battute. I seguaci dello Slow Reading propongono per prima cosa di spegnere computer e telefonino, almeno quando si prende in mano un libro (o al limite l’ iPad). «Se vuoi capire cosa dice veramente un testo, se vuoi interiorizzarlo, se vuoi sentire dentro di te la voce dello scrittore, devi leggerlo lentamente», afferma John Miedena, autore di Slow reading, il libro che ha contribuitoa lanciare il movimento. «Non si può soccombere alla Twitterizzazione della letteratura, al “breve è bello” ad ogni costo»…

Fonte: Enrico Franceschini – La Repubblica: 16 luglio 2010

Páginas mais visualizadas: 11-17/07/2010

Segundo o Google Analytics, as 10 páginas da Ayrton’s Biblical Page mais visualizadas durante a semana de 11 a 17 de julho de 2010, foram as seguintes:

1. A História de Israel no debate atual
2. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Jeremias
3. Grego Bíblico
4. História de Israel: Sumário
5. Perguntas mais frequentes sobre o profeta Isaías
6. O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento – A sociologia compreensiva
7. Ler a Bíblia no Brasil hoje
8. O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento – Durkheim propõe uma teoria do fato social
9. Noções de Hebraico Bíblico
10. O discurso socioantropológico: origem e desenvolvimento – O positivismo de Comte e Durkheim e a crítica marxista

Posts mais visualizados: 11-17/07/2010

Segundo o Google Analytics, os 10 posts do Observatório Bíblico mais visualizados durante a semana de 11 a 17 de julho de 2010 foram os seguintes:

1. Mês da Bíblia 2010: o livro de Jonas
2. Dois estudos sobre o profeta Jeremias
3. Jesus morreu na sexta-feira, 7 de abril de 30, quando tinha cerca de 36 anos de idade
4. Livros para download em Servicios Koinonia
5. Usando Aplicativos Portáteis – Portable Apps
6. Bíblias em hebraico e grego, em Unicode, para download e leitura online
7. O livro de Isaías representa a pregação de um único profeta ou será uma coletânea de ditos proféticos de várias épocas?
8. Bibliografia sobre Isaías
9. O Sepulcro Esquecido de Jesus: o filme
10. Texto grego do Novo Testamento e da Setenta em PDF

Compare com a semana anterior.