Nós, ontem

:: Our human ancestors and their relatives in pictures – The Guardian: 14 March 2012
A potential new species of human, dubbed the Red Deer Cave people, has been discovered in China, adding another branch to the evolutionary tree of hominids.

:: Meet the other ancestors – The Independent: 15 March 2012
There was a time when our own species, Homo sapiens, shared the same non-African landscapes with at least four other human species until each in turn became extinct, allowing just one type of human to dominate the globe.

:: Homem pré-histórico na China pode ser de nova linhagem humana – Folha.com: 14/03/2012
Eles eram baixos, tinham o rosto achatado e dentes molares grandes, se alimentavam com carnes de veado, mas o crânio estava mais para um parecido com o dos homens modernos. “Eles”, no caso, são os homens pré-históricos que viveram de 11.500 a 14.300 anos atrás (quando a agricultura ainda estava nos seus primórdios), cujos fósseis estavam em uma região a sudoeste da China, em Maludong (Caverna do Veado Vermelho). Mais especificamente em duas cavernas.

O veredicto do caso Oded Golan

Oded Golan foi absolvido das acusações de falsificação e fraude no caso do Ossuário de Tiago. Robert Deutsch foi absolvido de todas as acusações. Mas isto não quer dizer que a inscrição do ossuário seja autêntica.

Hoje o juiz israelense Aharon Farkash absolveu Oded Golan das acusações de falsificação e fraude no caso do Ossuário de Tiago, fundado em dúvida razoável. Considerou-o culpado apenas de três acusações menores por violar a Lei de Antiguidades e por posse de artefatos antigos roubados.

O juiz, entretanto, deixou claro que esta não é uma decisão sobre a autenticidade ou interpretação da inscrição do Ossuário de Tiago, questões que só podem ser determinadas por especialistas.

 

Breaking News: Golan and Deutsch Acquitted of All Forgery Charges

Forgery Allegations Dismissed by James Ossuary Trial Verdict

Biblical Archaeology Society Staff – 03/14/2012

On March 14, Jerusalem Judge Aharon Farkash found defendants Oded Golan and Robert Deutsch not guilty of all charges of forgery. The judge stated that there is no evidence that any of the major artifacts were forged, and that the prosecution failed to prove their accusations beyond a reasonable doubt. The alleged forgeries include the famous James Ossuary, whose inscription reads “James, son of Joseph, brother of Jesus.” The judge also found there was no clear evidence that several other ancient artifacts, including the “Three Shekels” ostracon, the “Widow’s Plea” ostracon and the Jehoash tablet, had been forged. While all of the major charges were dismissed on grounds of lack of evidence of forgery, others were dropped due to the statute of limitations. However, Golan was found guilty of trading in antiquities without a permit and another minor charge. Deutsch was acquitted on all counts. Oded Golan will be sentenced on December 23, 2012.

Leia Mais:
Verdict in the James Ossuary Trial: Not Guilty on All Counts – James F. McGrath
Israel Forgery Trial verdict – Jim Davila

Novos desafios para o cristianismo: a contribuição de Comblin

No site da Adital, Eduardo Hoornaert diz em 07/03/2012:

Comunico a quem tiver interesse que no dia 20 de março próximo – no mais tardar – sairá do prelo da editora Paulus o livro Novos desafios para o cristianismo: a contribuição de José Comblin. A intenção é dinamizar a reflexão a partir da contribuição de um dos mais importantes teólogos que atuaram na América latina nos últimos decênios. Participante, desde as primeiras horas, da teologia da libertação, Comblin nunca deixou de ser ao mesmo tempo crítico e concretamente envolvido em trabalhos em prol da causa dos pobres neste continente, até os últimos dias da vida.

Estão sendo programados diversos lançamentos do livro por ocasião do primeiro aniversário da morte de José Comblin que ocorre no dia 27 de março próximo. Em Belo Horizonte haverá um lançamento capitaneado por Dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba, que acolheu a experiência pedagógica de Comblin e lhe deu sempre seu apoio. Outros lançamentos são previstos, imagino, em João Pessoa, Recife e Salvador. Há talvez outros lugares. Além disso prepara-se uma edição do livro em espanhol pelo DEI (Departamento de Estudos e Investigações) de Costa Rica, que também deve sair em breve. Incluo aqui em anexo dois textos breves que ajudam a conhecer o conteúdo do livro:

. uma listagem dos capítulos
. uma apresentação dos autores

Novos desafios para o cristianismo: a contribuição de José Comblin

Coordenação: Eduardo Hoornaert

Introdução. Criticidade e compromisso

1. Carlos Mesters: Carta Aberta
2. Pablo Richard: Movimento bíblico no povo de Deus e crise irreversível da igreja hierárquica
3. Ivone Gebara: Visibilidade e invisibilidade das mulheres na vida e obra de José Comblin. Um breve esboço
4. Marcelo Barros: O processo bolivariano e a contribuição de José Comblin
5. Sebastião Armando Gameleira Soares: ‘É preciso começar tudo de novo’
6. François Houtart: José Comblin e os novos desafios da teologia da libertação: a relação com a natureza
7. Luiz Carlos Susin: José Comblin, um mestre da libertação
8. Jung Mo Sung: Tarefas inacabadas das gerações, o reino de Deus e o novo império

Apresentação dos autores do livro ‘Novos desafios para o cristianismo: a contribuição de José Comblin’

 

  • Frei Carlos Mesters é frade carmelita. Ajudou na criação do CEBI, Centro ecumênico de estudos bíblicos. Gosta de trabalhar com a bíblia junto ao povo nas comunidades eclesiais de base
  • Pablo Richard nasceu no Chile. Tem licenciatura em Sagradas Escrituras pelo Pontifício Instituto Bíblico de Roma (1967-1969) e é doutor em Sociologia da Religião pela Sorbonne (Paris, 1975-1978). Trabalha no Departamento de Estudos e Investigações (DEI) em Costa Rica e tem quarenta anos de dedicação ao movimento bíblico popular na América latina e no Caribe
  • Ivone Gebara, escritora e assessora de movimentos sociais, e professora de teologia e filosofia e membro da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora, aluna e amiga de José Comblin
  • Marcelo Barros, monge beneditino, biblista e escritor, é assessor de comunidades eclesiais de base e movimentos populares. Tem 40 livros publicados no Brasil e alguns em outros países. Está pesquisando atualmente o desafio do bolivarianismo para a teologia da libertação
  • Sebastião Armando Gameleira Soares, originário de Alagoas, fez estudos universitários na Europa (teologia, ciências bíblicas, filosofia, sociologia) e no Brasil (direito). Foi professor do Instituto de Teologia do Recife (1973-1982) e, durante 25 anos, assessor e coordenador do Centro Ecumênico de Estudos Bíblicos (CEBI). Desde 2006 é bispo da diocese anglicana do Recife
  • François Houtart, sacerdote católico e sociólogo renomado, professor emérito da Universidade de Lovaina (UCL, Bélgica) e fundador do Centro Tricontinental (CETRI), ligado à mesma universidade. Uma figura bem conhecida no movimento altermundista
  • Frei Luiz Carlos Susin, frade capuchinho, é doutor em teologia, professor na PUCRS e na ESTEF (Porto Alegre), membro fundador e ex-presidente da SOTER, além de membro da direção editorial da Revista Concilium
  • Jung Mo Sung é professor no programa de pós-graduação em Ciências da Religião da Universidade Metodista de São Paulo. Atualmente exerce também a função de diretor da Faculdade de Humanidades e Direito da mesma universidade. É doutor em ciências da religião e tem estudos pós-doutorais em educação. Autor de inúmeros artigos e 17 livros
  • Eduardo Hoornaert é historiador. Colaborou por muitos anos na elaboração de uma história do cristianismo na América latina e no Caribe e atualmente estuda os primeiros escritos cristãos

Atualização: 27/03/2012
HOORNAERT, E. (org.) Novos desafios para o Cristianismo: a contribuição de José Comblin. São Paulo: Paulus, 2012, 176 p. – ISBN 9788534933360.

Leia Mais:
Morreu o teólogo José Comblin
Depoimentos sobre José Comblin: 1923-2011

O desenvolvimentismo de esquerda

O ‘desenvolvimentismo de esquerda’ – José Luís Fiori: Carta Maior 01/03/2012

Neste início do século XXI, parece que o “desenvolvimentismo de esquerda” estreitou tanto o seu “horizonte utópico”, que acabou se transformando numa ideologia tecnocrática, sem mais nenhuma capacidade de mobilização social. Como se a esquerda tivesse aprendido a navegar, mas ao mesmo tempo tivesse perdido a sua própria bússola.

Leia o texto completo.

Agenda socioambiental e indígena: Descaso, omissão e negligência

“Às vésperas da Rio+20, o descaso com que o governo vem tratando a agenda socioambiental, é prova contundente de que o país se coloca de costas para a problemática e caminha na contramão do debate mundial. Aos poucos vai se sedimentando a percepção de que o governo brasileiro, apesar da retórica quando fala dos temas do meio ambiente, não percebe, ou não quer perceber, que é um dos poucos países que poderia oferecer uma alternativa à crise civilizacional ancorada, sobretudo, na crise climática.

O debate nesses dias em torno da votação final das alterações no Código Florestal coloca a nu a subordinação da agenda socioambiental à agenda econômica e política. Por um lado, vê-se o modelo neodesenvolvimentista atropelando os cuidados mínimos que o país deveria ter para com a questão ambiental e, por outro, o pragmatismo a qualquer custo que, para manter o governo de coalizão, faz com que o governo ceda até mesmo no essencial.

No debate ambiental o governo não peca por omissão. É ainda mais grave. É conivente, negligente e leniente com o retalhamento dos temas que envolvem a agenda ambiental. O governo trata o tema como um aborrecimento que lhe cria problemas e divide a sua base de apoio político.

O mesmo pode-se dizer da questão indígena, especialmente do tratamento dado aos Kaiowá-Guarani, no Mato Grosso do Sul. Os indígenas encontram-se abandonados à própria sorte. A inércia do governo é estarrecedora. Não se vê nenhuma iniciativa incisiva do Executivo, e no campo do Judiciário, os indígenas sempre perdem. Assiste-se a um clima generalizado de demora, passividade, apatia e omissão quando se trata de enfrentar os fortes interesses do agronegócio na região. E mais grave ainda, há tentativas legais que, caso se efetivem, podem representar retrocessos no tratamento dado à questão indígena em nosso país. O deslocamento do “Estado brasileiro” à região ocorre apenas quando acontecem mortes, e as reiteradas promessas redundam apenas em promessas.

As agendas indígena e socioambiental se transformaram em temas desagradáveis que o governo trata com dissabor e contrariedade, uma vez que criam obstáculos ao seu modelo desenvolvimentista ou lhe trazem problemas junto aos outros países.

Na agenda do governo, os temas prioritários são os econômicos e sociais. Os problemas ambientais e indígenas são laterais, secundários. Estorvos que vira e mexe voltam à tona e que precisam ser administrados para evitarem maiores danos à base política. Eventuais recuos do governo em relação ao atropelamento da agenda ambiental e indígena apenas se dão quando há forte pressão do movimento social e ambientalista ou devido ao mal-estar junto à comunidade internacional.

A agenda ambiental e a agenda indígena não são estratégicas no governo Dilma Rousseff, não se inserem no projeto de Nação. Não se vê por parte do governo iniciativas ousadas nessas áreas, pelo contrário, a agenda governamental é reativa e subordinada aos setores conservadores como se vê no debate do Código Florestal que tomou conta do debate político no país nesses dias”.

Esta é apenas a introdução. Leia o texto completo.

O texto faz pensar. Mas também faz pensar, com preocupação e restrição, que as suas fontes na mídia são, principalmente, O Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo.

Fonte: IHU: Análise da conjuntura da semana – 12 de março de 2012

Silberman estará na Unicamp em maio

Em novembro do ano passado noticiei aqui no blog: Neil Asher Silberman virá ao Brasil em 2012.

Hoje, Cássio Murilo Dias da Silva, de Campinas, enviou mais informações sobre a vinda de Silberman em maio próximo.

O comunicado da Unicamp diz:

O Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (NEPAM/Unicamp) tem o prazer de anunciar a vinda do arqueólogo Neil Silberman à Unicamp, em maio de 2012. Arqueólogo docente da Universidade de Massachusetts (Amherst), Silberman é referência internacional nos estudos relacionados ao Patrimônio, à Memória, à Arqueologia Pública, à Arqueologia Bíblica e e aos usos da História e da Arqueologia na construção do passado. O professor estará na Unicamp entre os dias 21 de maio e 3 de junho de 2012, onde ministrará o curso “Usos políticos da Arqueologia” e palestras ligadas aos seus temas de pesquisa. Para maiores informações acerca do evento, assim como inscrições e visualização do calendário de atividades, acesse a página do site do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte. A equipe do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte e os seus professores e pesquisadores esperam ansiosos pela sua participação!

Na página do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte leio:

Cultura Material e História Cultural: uma abordagem participativa e cooperativa

Evento organizado pela equipe do Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (NEPAM/Unicamp), constituído por ciclos de palestras e cursos, ocorrerá entre os dias 22 e 25 de maio de 2012. Com apoio da PRP/FAEPES e FAPESP, as atividades ministradas pelo Prof. Neil Silberman, seguirão o seguinte calendário:

:: De 22 a 25 de maio de 2012, das 09h00 às 12h00: Curso Usos políticos da Arqueologia – Auditório 1, IFCH

:: Dia 23 de maio das 14h00 às 16h00: Palestra Memória e Patrimônio – Auditório 1, IFCH

:: Dia 24 de maio das 14h00 às 16h00: Palestra Arqueologia Pública – Auditório 1, IFCH

Sobre as atividades
Curso “Usos políticos da Arqueologia”: constituído por quatro encontros de 3 horas de duração (totalizando 12 horas de curso). Os encontros serão compostos por uma parte expositiva (cerca de 1 hora) e, em seguida, discussões de textos selecionados e disponibilizados pelo professor. Palestras “Memória e Patrimônio” e “Arqueologia Pública”: voltadas a estudantes de graduação e pós-graduação, terão 2 horas de duração.

Inscrições
Para a participação no evento e recebimento de certificados é necessário inscrição prévia. As inscrições estão abertas entre os dias 5 de março e 13 de maio de 2012 através de email. No ato de inscrição os interessados devem informar nome completo, instituição, formação e atividades do evento das quais desejam participar. Eventuais dúvidas devem ser enviadas ao mesmo endereço de email.

Sobre Silberman
A importância internacional de Neil Asher Silberman nos estudos referentes ao patrimônio, a memória e aos usos da História e da Arqueologia na construção do passado é substancial. Silberman é vinculado ao Comitê Científico Internacional do ICOMOS, organização civil internacional ligada à UNESCO, voltada ao aconselhamento no que se refere ao tombamento de bens que receberão o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Entre os anos de 2000 e 2007, Silberman atuou… (leia o texto completo, assinado por Gabriela Barbosa Rodrigues – Ruprecht-Karls-Universität Heidelberg / LAP – Unicamp).

Resenhas na RBL: 29.02.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Katharine Dell, ed.
Ethical and Unethical in the Old Testament: God and Humans in Dialogue
Reviewed by Walter Brueggemann

Georg Fischer
Der Prophet wie Mose: Studien zum Jeremiabuch
Reviewed by Bob Becking

Robert F. Hull Jr.
The Story of the New Testament Text: Movers, Materials, Motives, Methods, and Models
Reviewed by Larry W. Hurtado
Reviewed by Jean-François Racine

David Instone-Brewer
Feasts and Sabbaths: Passover and Atonement
Reviewed by Joshua Schwartz

Thomas Richard Kämmerer, ed.
Studien zu Ritual und Sozialgeschichte im Alten Orient/Studies on Rituals and Society in the Ancient Near East: Tartuer Symposien 1998-2004
Reviewed by Gerhard Karner

Jennifer L. Koosed
Gleaning Ruth: A Biblical Heroine and Her Afterlives
Reviewed by Helen Leneman

Peter Oakes
Reading Romans in Pompeii: Paul’s Letter at Ground Level
Reviewed by Richard A. Wright

Mark Allan Powell, ed.
Methods for Matthew
Reviewed by Daniel A. Smith

Michael Tait and Peter Oakes, eds.
Torah in the New Testament: Papers Delivered at the Manchester-Lausanne Seminar of June 2008
Reviewed by William Loader

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Resenhas na RBL: 23.02.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Reinhard Achenbach and Martin Arneth, eds.
»Gerechtigkeit und Recht zu üben« (Gen 18,19): Studien zur altorientalischen und biblischen Rechtsgeschichte, zur Religionsgeschichte Israels und zur Religionssoziologie: Festschrift für Eckart Otto zum 65. Geburtstag
Reviewed by John Engle

Paul N. Anderson
The Riddles of the Fourth Gospel: An Introduction to John
Reviewed by Cornelis Bennema

Blane Conklin
Oath Formulas in Biblical Hebrew
Reviewed by Yael Ziegler

Esther J. Hamori
“When Gods Were Men”: The Embodied God in Biblical and Near Eastern Literature
Reviewed by Michael B. Hundley

André LaCocque
The Captivity of Innocence: Babel and the Yahwist
Reviewed by Richard S. Briggs

Michael R. Licona
The Resurrection of Jesus: A New Historiographical Approach
Reviewed by Daniel A. Smith

Jonathan Wyn Schofer
Confronting Vulnerability: The Body and the Divine in Rabbinic Ethics
Reviewed by Phillip Sherman

Adiel Schremer
Brothers Estranged: Heresy, Christianity, and Jewish Identity in Late Antiquity
Reviewed by Peter J. Tomson

Christopher D. Stanley, ed.
The Colonized Apostle: Paul in Postcolonial Eyes
Reviewed by Matthew Forrest Lowe

Robert Titley
A Poetic Discontent: Austin Farrer and the Gospel of Mark
Reviewed by Richard Pervo

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Milton Schwantes: mais depoimentos

:: Milton Schwantes. Pés comprometidos na caminhada pela justiça – Noticias: IHU 03/03/2012
“O trabalho e testemunhos comprometidos da leitura contextual da Biblia é reconhecido e tem servido de norteador nas discussões e agendas no movimento ecumênico e nas organizações internacionais, como a Federação Luterana Mundial, onde atualmente trabalho”, afirma a Rev Dr Elaine Neuenfeldt – Secretary for Women in Church and Society – WICAS – The Lutheran World Federation – a Communion of Churches – Geneva – Switzerland, em depoimento dado sobre a vida e o trabalho de Milton Schwantes.

:: Milton Schwantes. Uma vida doada por uma causa de Vida em Plenitude – Notícias: IHU 03/03/2012
“A trajetória histórica de Milton, nesta terra, é simplesmente uma vida doada por uma causa de Vida em Plenitude”, diz Lúcia Weiler, Irmã da Divina Providência, integrante da Equipe Teológica da Conferência dos Religiosos da América Latina – Clar.

:: Milton: Federação Luterana Mundial envia saudação – CEBI: 02/03/2012
A Federação Luterana Mundial (FLM) enviou carta de condolências, em nome do secretário geral, Reverendo Martin Junge. A Federação Luterana Mundial expressa gratidão pela vida e testemunho do professor Schwantes. Suas contribuições acadêmicas e sua vasta produção teológica são um legado que não só será guardado com muito cuidado em nossas comunidades, mas principalmente, será memória viva do seu testemunho cristão comprometido com as pessoas marginalizadas, por justiça e vida digna para todas as pessoas. Suas contribuições e seu testemunho no mundo são múltiples.

:: Milton Schwantes. Impressões, Aprendizados e Compromissos – Fábio Py Murta Almeida: Adital 01/03/2012
Como pastor, sempre esteve atento as necessidade das suas comunidades, atento às questões principalmente das favelas e das roças. Como professor, sempre estava atento aos alunos, mas, mais com a forma com que os alunos percebiam a vida, sempre disposto a lutar para a conscientização deles. Como intelectual, analisava o passado para entender o presente. Nesse caso, o presente era fonte de reflexão e engajamento, circulando por horas nos setores das classes medias de São Paulo, mas seu apreço principal era junto os setores populares, isto é, entre organismos como MST e as CEB’s. Sempre analisando, se posicionando e articulando a sistemática da sociedade, com o olhar direcionado à organicidade desta. Fez-se, como Antonio Gramsci teoriza no seu processo revolucionário, um “intelectual orgânico”.