A má conduta científica

:: Plágio: copiar partes integrais de um ou mais trabalhos já publicados, sem devida citação dos autores

:: Produção salame: dividir o resultado de um trabalho em algumas partes, publicando, assim, vários artigos

:: Roubo de ideia: publicar um trabalho desenvolvido com base na ideia de algum colega, que ainda não conseguiu concluir o seu artigo

:: Criatividade: inventar ou manipular dados para chegar a um determinado resultado

:: Máfia da citação: ao editar uma publicação, pedir que os autores citem trabalhos da própria revista para valorizá-la

: Autoplágio: publicar artigos semelhantes em várias revistas

:: Clube da coautoria: colocar nomes de colegas como coautores dos seus artigos, e eles retribuírem a “gentileza”

Fonte:  Acusação faz cientista refazer mestrado – Reinaldo José Lopes: Folha.com 07/05/2012

As revistas científicas e o sequestro do conhecimento

O custo do conhecimento: o apelo por publicações científicas grátis

Notícias: IHU – 04/05/2012

A guerra dos cientistas contra as revistas científicas e as suas ávidas assinaturas também recrutou a Wikipédia. O governo britânico pediu que o fundador da enciclopédia na web, Jimmy Wales, publique gratuitamente todos os artigos científicos obtidos com o dinheiro dos contribuintes ingleses. Essa é a última ofensiva da campanha batizada de “Primavera da Academia”, que teve início em janeiro pelo blog do matemático de Cambridge Timothy Gowers. Desde então, 11 mil cientistas de todo o mundo aderiram ao apelo de boicotar a editora Elsevier, a maior do setor, que recebe gratuitamente os artigos dos cientistas para, depois, impor às suas revistas assinaturas que variam de 20 a 40 mil dólares. Os cientistas da Primavera da Academia, através do blog thecostofknowledge.com, se comprometem a não fornecer artigos, consultoria nem trabalho editorial à Elsevier, acusada em 2011 de ter acumulado lucros de 2,1 bilhões de dólares (com uma margem de 36% sobre as receitas), sobre os ombros da ciência financiada pelo dinheiro público. Além de cientistas individuais, também se uniram ao boicote o Wellcome Trust, de Londres, e a Universidade de Harvard. Mark Walport, presidente do Wellcome Trust (o maior financiador de pesquisas médicas do mundo, depois da Fundação Gates), anunciou o lançamento de uma nova revista online completamente gratuita: eLife. Já a Harvard convidou a sua equipe a publicar todas as pesquisas gratuitamente no site da universidade. A gigante de Boston gasta 3,75 milhões de dólares por ano apenas em revistas científicas. “Seguir em frente assim não é possível”, escreveu o governo da faculdade em seu apelo aos pesquisadores. O negócio da editoração científica chega a 10 bilhões de dólares, com 25 mil revistas especializadas e 1,5 milhões de artigos por ano. Dos quais apenas 20%, antes da Primavera da Academia, podia ser lido sem pagar.

Riviste di scienza, costi super gli scienziati: “Boicottiamole”

Elena Dusi: La Reppublica – 04/05/2012

“L’hanno chiamata ‘la Primavera dell’Accademia’: gli 11mila scienziati che vi hanno aderito non pubblicheranno più i loro articoli su riviste a pagamento. Alla loro iniziativa si affianca oggi Wikipedia, che su richiesta del governo britannico si è impegnata a ospitare gratuitamente gli studi realizzati con i soldi dei contribuenti. ‘In un mondo che cambia, c’è bisogno di cambiare il modello economico delle pubblicazioni scientifiche’ ha scritto sul Guardian il fondatore di Wikipedia Jimmy Wales.

Nel mirino c’è un settore che si arricchisce sempre di più mentre gli atenei affondano nei debiti: quello dell’editoria delle riviste scientifiche, che con i suoi 25mila titoli e un milione e mezzo di articoli all’anno (di cui solo il 20% accessibile senza pagare) muove un giro d’affari di 10 miliardi di dollari. Un abbonamento annuale a Tetrahedron, giornale specializzato in chimica organica, costa ad esempio 20mila dollari (l’equivalente di una borsa di dottorato). Altre riviste arrivano a 40 mila. Il più grande (e odiato) fra gli editori scientifici – la Elsevier di Amsterdam, 2mila giornali scientifici pubblicati con il suo marchio – ha attraversato la crisi con un ricavo di 3,4 miliardi di dollari nel 2011 e un margine di profitto impensabile in quasi ogni altro campo dell’economia: 36%.

‘Se decidi di non appoggiare più Elsevier e i suoi giornali, aggiungi il tuo nome’: l’appello partito il 21 gennaio dal blog del matematico di Cambridge Timothy Gowers si è ingigantito di giorno in giorno, arrivando oggi a 11.000 firme. Gli scienziati che aderiscono (molti gli italiani) si impegnano a non inviare più i loro articoli alle riviste e a non partecipare alla valutazione dei lavori dei colleghi. Al boicottaggio (che continua a raccogliere adesioni sul sito thecostofknowledge.com) si sono uniti due pesi massimi della scienza mondiale come il Wellcome Trust britannico (il più grande finanziatore di ricerca medica dopo la fondazione Gates) e l’università di Harvard negli Usa (la seconda istituzione non a scopo di lucro più ricca del mondo).

Non solo il Wellcome Trust ha invitato i ricercatori a pubblicare i loro studi esclusivamente su riviste senza abbonamento. Il suo presidente Mark Walport ha anche dichiarato al Guardian che la fondazione sta per lanciare la rivista scientifica online gratuita ‘eLife’, capace di fare concorrenza ai giganti (a pagamento) Nature e Science. Harvard da parte sua ha pubblicato sul sito una lettera rivolta ai ricercatori di tutte le facoltà, invitandoli a condividere online i loro studi con tutti i colleghi del mondo.

Il meccanismo perverso sotto accusa prevede che i ricercatori spendano soldi per svolgere i loro studi. Una volta completata, la ricerca viene inviata gratuitamente a una rivista scientifica, nella speranza di una pubblicazione che porterebbe prestigio e visibilità. La rivista chiede a quel punto una valutazione (sempre gratuita) ai maggiori esperti della materia ed eventualmente inserisce lo studio fra le sue pagine. Il giornale messo insieme col lavoro dei ricercatori viene alla fine venduto per decine di migliaia di euro alle biblioteche delle università, incluse quelle che con i propri scienziati avevano fornito gli articoli. Non è difficile capire come mai, in tempi di diffusione sempre meno cartacea, i margini di profitto di Elsevier e degli altri quasi-monopolisti del settore (Springer e Wiley) siano lievitati in maniera sproporzionata. Il tutto in un periodo in cui i tagli ai finanziamenti rendono ardua la sopravvivenza delle università.

Harvard, che spende ogni anno 3,75 milioni di dollari in riviste scientifiche (libri esclusi) ha scritto nella sua durissima lettera che ‘la situazione è diventata insostenibile’. Il messaggio, rivolto al suo staff al completo, è un atto d’accusa senza ombra di diplomazia: ‘I prezzi degli articoli online di due grandi case editrici sono aumentati del 145% negli ultimi 6 anni. La situazione è esacerbata dagli sforzi di vendere le riviste in pacchetti’. George Monbiot, giornalista del Guardian e professore alla Oxford Brookes University, ha trovato un modo amaramente ironico di descrivere la situazione: ‘Accanto agli editori scientifici, Rupert Murdoch sembra un socialista'”.

Leia Mais:
Harvard University says it can’t afford journal publishers’ prices – The Guardian: 24 April 2012

Resenhas na RBL: 26.04.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Brian J. Abasciano
Paul’s Use of the Old Testament in Romans 9.10-18: An Intertextual and Theological Exegesis
Reviewed by Stephen Moyise

Ron Cameron and Merrill P. Miller, eds.
Redescribing Paul and the Corinthians
Reviewed by Antoinette Clark Wire

Rob Dalrymple
Revelation and the Two Witnesses: The Implications for Understanding John’s Depiction of the People of God and His Hortatory Intent
Reviewed by Russell Morton

Michaela Geiger
Gottesräume: Die literarische und theologische Konzeption von Raum im Deuteronomium
Reviewed by J. Cornelis De Vos

Anselm C. Hagedorn and Andrew Mein, eds.
Aspects of Amos: Exegesis and Interpretation
Reviewed by Tyler Mayfield

Conleth Kearns
The Expanded Text of Ecclesiasticus: Its Teaching on the Future Life as a Clue to Its Origin
Reviewed by Bradley C. Gregory

Gordon K. Oeste
Legitimacy, Illegitimacy, and the Right to Rule: Windows on Abimelech’s Rise and Demise in Judges 9
Reviewed by Trent C. Butler

Isaac S. D. Sassoon
The Status of Women in Jewish Tradition
Reviewed by Yael Shemesh

Steven Weitzman
Solomon: The Lure of Wisdom
Reviewed by Craig Bartholomew

Christopher Zoccali
Whom God Has Called: The Relationship of Church and Israel in Pauline Interpretation, 1920 to the Present
Reviewed by James D. G. Dunn

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Código Florestal

:: Cientistas seguirão se manifestando contra novo Código Florestal – Clarissa Vasconcellos: Jornal da Ciência, em Carta Maior 02/05/2012
“Estamos publicando textos nos jornais e esperamos juntá-los para talvez fazer um documento e encaminhar à presidente Dilma”, afirma José Antônio Aleixo da Silva, professor associado do Departamento de Ciência Florestal da Universidade Federal Rural de Pernambuco e coordenador do Grupo de Trabalho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que estuda o Código Florestal.

:: Procuradores da República defendem veto ao novo Código Florestal– Carta Maior 02/05/2012
“Se é certo que a legislação hoje em vigor necessita de aprimoramento, também é evidente que o projeto agora encaminhado à Presidência da República, ao invés de resolver os conflitos que envolvem a proteção do meio ambiente e a produção agropecuária, acabará por agravá-los”, diz nota da Associação Nacional de Procuradores da República, que pede o veto integral ao projeto aprovado no Congresso.

:: Ruralistas dão motivos para Dilma vetar mudanças no Código Florestal – Vinicius Mansur: Carta Maior 26/04/2012
Rompendo acordo com governo, ruralistas lideram aprovação do Código Florestal na Câmara, ampliando retrocessos do texto elaborado no Senado. A presidenta Dilma ainda não se manifestou, mas possui uma lista de motivos para utilizar sua prerrogativa de veto: o rompimento do acordo por parte dos ruralistas, seus compromissos de campanha de não aprovar nada que aumente o desmatamento e promova a anistia de desmatadores e a pressão internacional às vésperas da Rio+20.

:: O desmonte do Código Florestal: um ataque ao processo de democratização brasileira – Thiago Alexandre Moraes: Carta Maior 26/04/2012
A luta contra as mudanças no Código Florestal, para muito além de uma luta ambientalista, deve ser compreendida como uma luta pela soberania popular e dos valores democráticos. É preciso que a agenda financeira seja superada pelos reais interesses e necessidades do povo brasileiro.

:: O código de um grupo contra toda sociedade – Saul Leblon: Blog das Frases 26/04/2012
Com justificável desalento, após a aprovação do Código Florestal na Câmara, nesta 4ª feira, membros do Greenpeace classificaram o agronegócio brasileiro como o maior partido do país. O desabafo é compreensível quando 274 votantes, de um total de 458, sonegam à sociedade salvaguardas ambientais minimamente contempladas na versão do projeto egresso do Senado. A identificação entre aritmética e hegemonia porém é equivocada. Ser um grande partido requer justamente o oposto do que caracterizou o espetáculo de ganância obtusa propiciado pelo Legislativo federal.

:: Insaciáveis, ruralistas querem ainda mais retrocessos no Código Florestal – Vinicius Mansur: Carta Maior 24/04/2012
Votação deve começar nesta terça na Câmara dos Deputados. Governo quer aprovação na íntegra do projeto vindo do Senado, que já é considerado ruim por organizações sociais. Ruralistas, entretanto, pretendem ainda mais retrocessos à legislação ambiental. A principal delas diz respeito à vegetação em beira de rio. O novo texto de Piau retira esta obrigação e deixa para os estados a definição sobre as faixas de recuperação obrigatória.

:: Código Florestal: lista de quem votou pró ou contra o relatório Piau – Amazônia, reproduzido em Notícias: IHU 27/04/2012
Depois de anos tramitando no Congresso Nacional, deputados aprovam com louvor novo texto que modifica o Código Florestal do Brasil. O texto mais brando do Senado foi rejeitado por 274 deputados, enquanto a seu favor votaram 184. Isso significa que foi aprovado o relatório Piau, que flexibiliza ainda mais o Código Florestal. A votação teve uma pegadinha.  Os deputados que votaram “sim” desejavam a manutenção do texto aprovado pelo Senado, apoiado pelo governo e que garantia faixas mínimas de proteção e recomposição florestal.  Os deputados que votaram “não” votaram pelo relatório do deputado Paulo Piau, que anulou essas obrigações. Ganharam por 90 votos e reformaram a principal lei florestal brasileira.

Rio+20: verde que te quero verde

As mais diferentes expectativas para a Rio+20

J. B. Libanio – Adital: 23/04/2012

Os ares se agitam em torno da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, no mês de junho. Brotam as mais diferentes expectativas. O divisor de águas se fará entre a opção por encontrar soluções, mesmo que boas, dentro do atual modelo de desenvolvimento e de produção que o Ocidente vem pilotando faz séculos, ou iniciar processo radical de mudança.

Os termos “ecologia”, “verde”, “cuidado com a Terra” soarão, sem dúvida, de todos os lados. Ninguém ousará discursar a favor da selvagem destruição do ambiente em curso. Ela poderá continuar, mas velada e camuflada sob nomes de defesa do meio ambiente. Nenhuma mineradora, nem montadora de automóveis, nem agrobusiness terão coragem de prosseguir, sem mais, no mesmo tipo de agressão ao ambiente.

Mas a pergunta vai mais fundo. O que está em jogo quando se fala de sustentabilidade? Há dois pressupostos bem diferentes. Um implica o próprio sistema capitalista. Querem mantê-lo sustentável com o mínimo de destruição da natureza. Mas ele mesmo não está em questão. Buscam-se outras formas de diminuir-lhe o potencial destrutivo. No entanto, esquece-se que a lógica do capital não para diante de nenhum adversário. Ela pensa a curto prazo. A roda simples, mas fatal, do sistema funciona à base da produção para vender e acumular lucro. Não interessa se o produto pertence ao mundo da necessidade ou simplesmente pretende atrair as pessoas até ao mais despudorado supérfluo. Importa seduzir o comprador, vender, acumular capital, investir. A outra linha pensa diferente. Entra em questão a sustentabilidade do planeta. E o atual sistema, ao retirar da Terra 30% a mais do que ela pode repor, levá-la-á à exaustão. Portanto, absolutamente insustentável, se pensamos em termos de vida humana. O planeta continuará a girar em torno do Sol, só que sem nós. Ou mesmo sem qualquer tipo de vida à espera de bilhões ou milhões de anos até que surja outra vida, fruto do quase infinito jogo de probabilidades. E ser humano: nem falar!

O verde desejado pelo sistema não significa o verde do Bem-Viver. O primeiro engana os olhos. Pois deixa a máquina destruidora a funcionar. Só o verde, que acontece nas pequenas dimensões da existência humana, que evita as devastações das mineradoras e do agrobusiness, que poupa longos transportes de alimento com produção local, que incentiva a pequena propriedade, que controla os agrotóxicos e que toma outras medidas do mesmo jaez, salva o planeta.

Não há verdadeiro verde sem justiça social, sem reforma agrária, sem deixar de medir um país pelo crescimento do PIB em vez do Bem-Viver de seu povo, sem buscar alternativas para a produção de energia, abandonando definitivamente a originada do petróleo, barata, desperdiçada e poluente.

A questão do desenvolvimento sustentável não se separa da ética, da justiça, da cultura, além naturalmente da economia. Esta não merece o primado absoluto que o sistema capitalista lhe atribui, mas cabe-lhe servir às outras dimensões do ser humano. Eis a grande inversão!

A frase “verde que te quero verde” é de Federico García Lorca, no poema Romance Sonâmbulo.

Leia Mais:
EOL – Encyclopedia of Life
Rio+20, Cúpula dos Povos e Fórum Social Temático

Resenhas na RBL: 18.04.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Michael Bird and Michael Pahl, eds.
The Sacred Text: Excavating the Texts, Exploring the Interpretations, and Engaging the Theologies of the Christian Scriptures
Reviewed by Sean A. Adams

David Crystal
Begat: The King James Bible and the English Language
Reviewed by Craig W. Tyson

Benjamin H. Dunning
Specters of Paul: Sexual Difference in Early Christian Thought
Reviewed by Peter-Ben Smit

Philip A. Harland, ed.
Travel and Religion in Antiquity
Reviewed by Lee Jefferson

Douglas A. Knight
Law, Power, and Justice in Ancient Israel
Reviewed by Markus Witte

Gary D. Martin
Multiple Originals: New Approaches to Hebrew Bible Textual Criticism
Reviewed by Johann Cook

Robert D. Miller II
Oral Tradition in Ancient Israel
Reviewed by Raymond F. Person Jr.

Jonathan A. Moo
Creation, Nature and Hope in 4 Ezra
Reviewed by Karina Martin Hogan

Bas van Os
Psychological Analyses and the Historical Jesus: New Ways to Explore Christian Origins
Reviewed by Wayne G. Rollins

Miles V. Van Pelt
English Grammar to Ace Biblical Hebrew
Reviewed by Hubert Keener

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Dicionário Histórico da Língua Hebraica

Israeli scholars set out to compile the ultimate Hebrew dictionary

“The digitization of old texts has become fairly common – for instance, the Hebrew University of Jerusalem recently announced it was expanding the digital version of its Einstein archives – but, in something of a switch for the Internet era, the Historical Dictionary of the Hebrew Language is aiming for greater comprehensiveness than researchers say computers can yield (…) Though this massive historical dictionary could take another generation to complete, it will become accessible to the general public online within a few months if the language academy receives the necessary funding. Until now the database has been open only to researchers and subscribers. Every text entered into the databank is read by six different people before the entry is finalized. First the text is read and entered into the computer, then linguists analyze the text by examining the meaning of each word, the lexicographic root and the structure. Finally, the dictionary entries are written. The result is a kind of super-concordance of the Hebrew language”.

Leia o texto completo.

Fonte: Haaretz: 10/04/2012