Dicionário Histórico da Língua Hebraica

Israeli scholars set out to compile the ultimate Hebrew dictionary

“The digitization of old texts has become fairly common – for instance, the Hebrew University of Jerusalem recently announced it was expanding the digital version of its Einstein archives – but, in something of a switch for the Internet era, the Historical Dictionary of the Hebrew Language is aiming for greater comprehensiveness than researchers say computers can yield (…) Though this massive historical dictionary could take another generation to complete, it will become accessible to the general public online within a few months if the language academy receives the necessary funding. Until now the database has been open only to researchers and subscribers. Every text entered into the databank is read by six different people before the entry is finalized. First the text is read and entered into the computer, then linguists analyze the text by examining the meaning of each word, the lexicographic root and the structure. Finally, the dictionary entries are written. The result is a kind of super-concordance of the Hebrew language”.

Leia o texto completo.

Fonte: Haaretz: 10/04/2012

Gramática de hebraico: mais uma ferramenta bíblica

FARFÁN NAVARRO, E. Gramática do hebraico bíblico. São Paulo: Loyola, 2010, 192 p. – ISBN 9788515037445.

O Cássio Murilo pediu e a Loyola me enviou, na semana passada, esta gramática de hebraico bíblico que acaba de ser publicada no Brasil, na coleção Ferramentas Bíblicas.

O original é espanhol, publicado pelo Editorial Verbo Divino em 1997, com o título de Gramática elemental del hebreo bíblico.

A tradução para o português é de Celso Pedro da Silva e Cássio Murilo Dias da Silva.

Diz a editora:
Esta gramatica oferece uma exposição clara e simples a todos os que desejam ter um primeiro contato com a língua hebraica bíblica. Uma breve antologia e dois pequenos vocabulários oferecem aos estudantes um rico material complementar para se aventurarem na leitura dos originais.

Alguns alunos da Teologia do CEARP, que estão estudando hebraico neste semestre, apreciaram, mesmo que rapidamente, a clareza do texto.

Ugarítico decifrado por um programa de computador?

Foi noticiado nos últimos dias, com grande entusiasmo por alguns, com ceticismo por outros, que um programa de computador decifrou a língua ugarítica.

Li um pouco sobre o assunto e conclui que é preciso ter cuidado. Especialistas dizem que o sistema ainda não é tão bom assim.

Mas veja você mesmo, lendo a notícia e se informando sobre a antiga cidade de Ugarit/Ras Shamra e sobre a língua ugarítica, tão importante para a arqueologia da Lawsuit in Ugaritic | MS 1955-6 - The Schoyen CollectionPalestina.

:: A notícia

Norte-americanos decifram língua extinta com novo programa de computador – Opera Mundi: 05/07/2010 – 08:10

Programa de computador decifra idioma que desafiava especialistas – G1: 02/07/2010 15h32

Progress in computer decipherment of ancient languages, with Ugaritic as a test case – PaleoJudaica.com: Jim Davila at July 01, 2010, 10:21 AM

Computer automatically deciphers ancient language – Larry Hardesty, MIT News Office

A Statistical Model for Lost Language Decipherment – Benjamin Snyder, Regina Barzilay, Kevin Knight

 

Dicionário Semântico do Hebraico Bíblico

Dicionário Semântico do Hebraico Bíblico (DSHB) é a versão e adaptação para o português do Semantic Dictionary of Biblical Hebrew (SDBH). O projeto SDBH teve início em 2002, sob os auspícios da United Bible Societies, visando a produção de um dicionário completo do hebraico bíblico organizado a partir de uma perspectiva semântica.

O dicionário deve ser produzido concomitantemente em várias línguas modernas [está em inglês, francês, espanhol e português]. Tanto o SDBH como o DSHB foram projetados como dicionários eletrônicos para publicação na internet.

The Semantic Dictionary of Biblical Hebrew (SDBH) project is carried out under the auspices of the United Bible Societies. Its aim is to build a new dictionary of biblical Hebrew that is based on semantic domains.

O Curso de Grego foi convertido para Unicode

Foram duas semanas de estudo, mas acho que consegui. Meu Curso de Grego, na Ayrton’s Biblical Page, criado por volta do ano 2000, usava a fonte SPIonic, muito bonita e competente, mas era uma fonte não Unicode [O que é o Unicode?].

Nunca tive problemas com ela [outros, porém, tiveram em 2001 e em 2005, pelo visto], até a chegada do Internet Explorer 8. A escrita ficou toda desconfigurada, criando espaços após os acentos. E, olhe, grego tem acento que não acaba mais!

O problema não existe em outros navegadores muito utilizados, como o Firefox ou o Chrome.

Aprendi muitas coisas, entre elas algumas sobre o Modo de Exibição de Compatibilidade do IE8 com a sua versão anterior [o que não resolveu o problema do grego!] e sobre a compatibilidade de um site com vários navegadores, em testes online.

Sobre o uso de fontes Unicode, especialmente com grego e hebraico, li alguns textos. Recomendo os links que estão em:
:: Convertendo hebraico e grego para Unicode – Observatório Bíblico: 27 de setembro de 2009

E os links que eles recomendam. Há aí várias informações sobre o conversor que utilizei, o GreekTranscoder, sobre a fonte Unicode que mais gostei e foi a que usei, a Cardo

Faça, antes de qualquer escolha, um teste com as fontes gratuitas disponíveis, especialmente as Unicode, no site do TLG – Thesaurus Linguae Graecae – e tenha uma noção de como andam as coisas nesta área.

Mas, sem dúvida, se você quiser aprender como fazer as coisas certas, precisa ler, pelo menos, três fontes na web:
:: Biblical Studies and Technological Tools – Blog de Mark Vitalis Hoffman
:: Tyndale Tech – Blog de David Instone-Brewer
:: SBL Biblical Fonts FAQ – no site da SBL, em Biblical Fonts

Anoto que a maioria dos endereços indicados está em inglês. Mas quem trabalha com estudos bíblicos em nível acadêmico precisa mesmo ler inglês, francês, alemão… E, aproveitando, dê uma olhada como ficou o curso de grego!

Transliteração do hebraico para brasileiros

Telmo Figueiredo, que está fazendo doutorado na USP, enviou e-mail aos amigos recomendando o seguinte livro:

KIRSCHBAUM, S. et al. Transliteração do Hebraico para Leitores Brasileiros. São Paulo: Ateliê Editorial, 2009, 24 p. – ISBN 9788574804255

Diz a Ateliê Editorial:
O idioma hebraico – como o russo, o árabe, o armênio – é grafado por meio de um conjunto próprio de caracteres, diferente do conjunto de caracteres utilizado no português. Em vista disso, a ocorrência de nomes próprios hebraicos, expressões etc., em literatura traduzida, em notícias de imprensa, requer que os caracteres hebraicos sejam transliterados, ou seja, representados por meio de caracteres latinos para que possam ser pronunciados da forma mais próxima possível da língua em questão por leitores brasileiros. Até agora eram utilizados, no Brasil, padrões de transliteração adequados a leitores do alemão, do inglês, do espanhol, idiomas que também fazem uso dos caracteres latinos, mas não adequados ao leitor do português, uma vez que não há correspondência plena entre os valores fonéticos dos caracteres latinos nesses idiomas. Respondendo a essa necessidade, foi constituída uma comissão em torno do Centro de Estudos Judaicos e do Programa de Pós-Graduação em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaicas da FFLCH/USP, com o propósito de elaborar um padrão de transliteração do hebraico adequado ao leitor brasileiro, especialista ou não, evitando importar modelos estrangeiros. Esta publicação é o resultado do trabalho da comissão, e constitui uma primeira proposta; ou seja, espera-se que o padrão proposto seja utilizado durante certo tempo, e depois revisado, incorporando-se as sugestões e críticas que tiverem surgido em decorrência dessa primeira fase de utilização.

 

Ainda não conheço o sistema utilizado. Mas fica aí o alerta para os interessados: examinem o pequeno livro, apenas 24 páginas, verifiquem se vale a pena… Confiram antes o comentário: para quem este sistema é recomendado?

A transliteração é necessária em muitas circunstâncias. Transliteração é uma ferramenta auxiliar para iniciantes e, eventualmente, precisa ser usada em publicações voltadas para o grande público sem capacitação em línguas bíblicas. Ou mesmo nas aulas de graduação em Teologia, especialmente no primeiro ano. Em meu curso de hebraico bíblico para principiantes escrevi o seguinte: A transliteração é algo trabalhoso e parece desnecessária, mas o estudante de hebraico tem que se acostumar com a ideia de que o som da língua nada, ou quase nada, tem a ver com o português! O hebraico tem suas próprias características. E a transliteração o ajuda a perceber isso.

Contudo, um alerta: para o estudante de hebraico a transliteração jamais deve substituir de maneira permanente o uso dos caracteres próprios da língua – e o dito aqui vale para o grego e outros idiomas – pois deste modo ela se tornaria uma ferramenta de não aprendizagem da língua por pura acomodação…

Qual sistema de transliteração uso em meu curso de hebraico? Aquele com o qual me acostumei na Europa quando estudante, com várias adaptações para o português quando comecei a lecionar hebraico na graduação de Teologia, primeiro em Ribeirão Preto, depois em Campinas, SP.

A primeira gramática que usei no Mestrado, com o professor Eduardo Zurro, no PIB, foi a de WEINGREEN, J. A Practical Grammar for Classical Hebrew. 2. ed. Oxford: Oxford University Press, 1959 [reprinted 1972], 316 p. Em seguida, as gramáticas de Auvray, Joüon, Gesenius etc.

Depois, como professor de hebraico aqui, utilizei, por vários anos, o sistema de transliteração que está na gramática de MENDES, P. Noções de Hebraico Bíblico. Texto Programado. 2. ed., São Paulo: Vida Nova, 2011, 192 p. – ISBN 9788527504584.