Também o Rolo do Templo pode ser acessado online.
Para saber mais sobre os Manuscritos do Mar Morto, Qumran e os essênios, leia o meu artigo Os essênios: a racionalização da solidariedade. E para acompanhar discussões mais recentes, clique aqui.
Blog sobre estudos acadêmicos da Bíblia
Também o Rolo do Templo pode ser acessado online.
Para saber mais sobre os Manuscritos do Mar Morto, Qumran e os essênios, leia o meu artigo Os essênios: a racionalização da solidariedade. E para acompanhar discussões mais recentes, clique aqui.
Os estudiosos dos Manuscritos do Mar Morto, ou simplesmente curiosos, podem agora ver online o importante manuscrito, quase completo, de Isaías, chamado de 1QIs/a.
Ao acessá-lo, você pode desenrolar o manuscrito, dar zoom, ler o texto etc. sem precisar ir a Jerusalém! Clique aqui para ir até The Great Isaiah Scroll.
Outros manuscritos estão também online.
Por que sempre me preocupo com o destino do Iraque, em um blog sobre estudos bíblicos?
Simples: porque ali é a Mesopotâmia e vivo boa parte de meu tempo estudando este pedaço do planeta. Até porque não é possível explicar a Bíblia Hebraica – nem o Israel que a produziu – sem recorrer à Babilônia e sua literatura parcialmente herdada e desenvolvida a partir de povos mais antigos como os sumérios e os acádios. Como estudar a criação na Bíblia sem falar do Enuma Elish, poema babilônico da criação?
E nestes dias estou estudando, com o Primeiro Ano de Teologia, Gn 1,1-2,4a. Enquanto passamos, no estudo do Gênesis, do caos ao cosmos, a região mesopotâmica faz caminho inverso. E cruzamos com esta realidade a todo momento, pois: onde ficava a antiga Babilônia? Bem no coração do que hoje chamamos Iraque. Aliás, ainda chamamos, porque se você ler o texto abaixo, trecho de artigo maior, verá que Iraque poderá ser uma realidade do passado em futuro muito próximo… E a desintegração da herança cultural da antiga Mesopotâmia está acompanhando a desintegração política e social do Iraque atual, sangrando em violento conflito desde 2003.
O Fim de uma Nação?
Pioram a luta e a “limpeza étnica” no Iraque. Os EUA poderão deixar para trás um país física e politicamente destruído
Por Antonio Luiz Monteiro Coelho da Costa
…Falta muito pouco para a desintegração definitiva do país. Em 11 de outubro, o Parlamento iraquiano aprovou a formação de federações de províncias, abrindo o caminho para a tripartição do país, à qual só os remanescentes do partido Baath e os sunitas laicos continuam a se opor. Em 15 de outubro, o Conselho Mujahidin Shura, aliança de facções sunitas que inclui a Al-Qaeda, proclamou um Estado islâmico sunita em seis províncias do centro e do oeste, seguido por desfiles de suas tropas em várias cidades de sua área de influência, como Ramadi. Apesar da oposição da Turquia, os curdos governam o norte do Iraque praticamente como Estado independente desde a invasão e as milícias xiitas já ditam a lei em quase todo o resto do país. Um relatório publicado em 17 de outubro, pela Instituição Brookings, de Washington, e pela Universidade de Berna, assinala um vasto deslocamento de populações. Os sunitas (e muitos xiitas baathistas) refugiam-se em áreas de maioria sunita, os xiitas no sul, os curdos no norte e os cristãos na província de Nínive. Cidades onde conviviam etnias e religiões tornam-se curdas, xiitas ou sunitas, revertendo a integração promovida por governos laicos e centralizadores a partir dos anos 50. A maioria dos que podem, cerca de 800 mil desde a invasão, 650 mil dos quais desde 2005, deixa o país. Prepara-se o cenário para guerras de “limpeza étnica”, como as vistas na ex-Iugoslávia e no Líbano (…) Consagrar a tripartição significaria, hoje, um revés moral para os EUA: depois de entrarem no Iraque com o pretexto de acabar com inexistentes armas de destruição em massa e depois trocá-lo pela promessa de resgatar o povo iraquiano da ditadura de Saddam Hussein e colocá-lo no caminho do progresso, o saldo final de sua intervenção será a completa destruição de uma das mais importantes nações árabes – aquela que, nos anos 80, era a mais forte e independente. Em vez disso, haverá: 1. Um estado xiita muito rico em petróleo e alinhado ao Irã. 2. Um miserável estado sunita sem petróleo que, na melhor das hipóteses, seria um satélite da Síria baathista e, na pior, um feudo fundamentalista da Al-Qaeda. 3. Um estado curdo medianamente rico em petróleo e simpático aos EUA, mas em conflito com os vizinhos. Principalmente com a Turquia, que luta contra seus separatistas curdos desde 1984. O surgimento de um Estado curdo poderia até levar essa aliada estratégica e tradicional a fechar a fronteira ao antigo Iraque, afastar-se dos EUA e aproximar-se do fundamentalismo, deixando Washington mais mal posicionada no Oriente Médio que antes da invasão…
Fonte: CartaCapital: 01 de novembro de 2006 – número 417
O conhecido livro The Bible Unearthed de Israel Finkelstein e Neil Asher Silberman, traduzido no Brasil (equivocadamente, em minha opinião!) com o título A Bíblia não tinha razão, virou um documentário. É um filme em quatro partes, de 52 minutos cada uma, escrito por Isy Moregenztern e Thierry Ragobert, dirigido por Thierry Ragobert e distribuído por First Run/Icarus Films, de New York, USA a partir de setembro de 2006. Os temas dos 4 episódios são os seguintes: 1. Os patriarcas; 2. O êxodo; 3. Os reis; 4. O livro.
O filme documenta escavações arqueológicas no Egito, Jordânia e Israel. Arquivos de escavações arqueológicas, mapas, ilustrações bíblicas e computação gráfica foram utilizados, mostrando a arquitetura antiga, tabuinhas cuneiformes e outros artefatos raros.
Além de Finkelstein e Silberman, colaboram neste documentário outros especialistas, gente conhecida na área, de quem sempre falo em minhas aulas de História de Israel, Introdução à Bíblia, Pentateuco e Literatura Deuteronomista (veja as fotos!), como Amnon Ben-Tor, Jacques Briend, Ayelet Gilboa, Amihai Mazar, Donald B. Redford, Ronny Reich, Thomas Römer, John Van Seters, William M. Schniedewind e David Ussishkin.
The Bible Unearthed: The Making of a Religion
Directed by Thierry Ragobert
Written by Isy Moregenztern and Thierry Ragobert
Based on the Bestseller The Bible Unearthed by Israël Finkelstein and Neil Silberman
Obs.: lançado no Brasil – leia mais aqui.
Biblical Studies Carnival XI, comentando os melhores posts de outubro de 2006, está em The Stuff of Earth, blog de Michael Pahl.
Jim West, em Biblioblogs.com, entrevista Brandon Wason, autor do biblioblog Novum Testamentum, escolhido como o biblioblogueiro do mês de novembro de 2006.
Brandon Wason, norte-americano, faz atualmente seu mestrado em Estudos Bíblicos na Candler School of Theology, Emory University. Vive com sua esposa em Atlanta, Georgia, USA.
Brandon Wason é, com Jim West, um dos idealizadores e mantenedores do Biblioblogs.com.
Gramática Hitita, em francês (La langue hittite) e inglês (The Hittite Grammar), traz uma gramática hitita, textos hititas com transcrição e tradução, um léxico hitita e os principais paradigmas do hitita. Além disso, a página oferece um dicionário e um léxico de acádio, um léxico de sumério, bibliografia e links. A gramática hitita está disponível para download em formato PDF. Dos links para outras páginas sobre a língua, história e cultura hititas, recomendo especialmente a Hittite Home Page.
The Hittite Grammar site has the following projects: a Hittite grammar; Hittite texts with their transcriptions and translations; a Hittite lexicon; a short Sumerian lexicon; an Akkadian dictionary; a short Akkadian lexicon for use with the texts, and a summary table of the Hittite paradigms in a single page. There is a PDF version of the Hittite grammar to download.
Floresce no Brasil uma imprensa de origem oligárquica agindo em defesa de uma elite internacionalizada contra os que não possuem poder social
Mídia ultrapassou todos os limites nessas eleições
Em momentos eleitorais, a essência de uma atuação democrática da mídia é garantir o debate plural de idéias e atuar como mediadora deste processo. Algo que estaria muito longe da realidade dessas eleições presidenciais, na avaliação dos participantes do debate “Mídia e eleições”, realizado pela Carta Maior na noite desta quinta-feira (26), em São Paulo. Participaram do evento os jornalistas Luis Nassif, da TV Cultura, Raimundo Pereira, colaborador da revista Carta Capital, e Bernardo Kucinski, editor associado da Carta Maior. Eles foram unânimes ao afirmar que, apesar do conservadorismo da imprensa brasileira não ser novidade, a recente cobertura dos grandes veículos ultrapassou todos os limites já vistos no país. Ao analisar o acompanhamento do caso da compra do dossiê contra o PSDB e a divulgação das fotos do dinheiro apreendido pela Polícia Federal às vésperas do primeiro turno, ficou clara a opção da imprensa em favorecer uma das candidaturas (…) Na opinião de Bernardo Kucinski, desde a crise do mensalão houve uma mudança qualitativa de padrão na mídia. Apesar de sempre ter sido crítica e de revelar traços de discriminação e preconceito em relação a Lula e ao governo PT, no ano passado a grande imprensa teria aprofundado este processo. “Os veículos se fecharam num processo de linchamento coletivo do PT e do governo, desde a chefia até os repórteres, sem nenhum constrangimento. Isso aconteceu com todos os veículos, com raras exceções. Confesso que fiquei assustado com este comportamento. É um fenômeno cultural importante, cuja profundidade só o futuro vai dizer”, acredita. São vários os fatores que podem ter desencadeado neste resultado. Há uma série de fatores internos ao jornalismo… (cont.)
Fonte: Carta Maior: 27/10/2006
Lula venceu o debate na opinião de 49%, diz Datafolha
“Pesquisa Datafolha realizada em parceria com a TV Globo mostra que na opinião de 49% dos eleitores que assistiram ao debate promovido ontem à noite pela TV Globo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o embate contra Geraldo Alckmin (PSDB). Para outros 35%, Alckmin se saiu melhor” (cont.)
Datafolha indica reeleição de Lula com 61% dos votos válidos
Pesquisa Ibope mostra vantagem de 22 pontos de Lula sobre Alckmin
Folha Online: 28/10/2006
Lula abre 24 pontos de vantagem sobre Alckmin, diz Ibope
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva – candidato à reeleição do PT – está 23 pontos à frente do adversário Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa Ibope divulgada no “Jornal Nacional” desta quinta-feira. Na pesquisa anterior, a diferença entre os dois candidatos era de 21 pontos. De acordo com a pesquisa divulgada hoje, a taxa de intenção de voto em Lula é de 58%. Na pesquisa anterior, ele tinha 57%. A taxa de intenção de voto em Alckmin foi de 35% – ele tinha 36% no levantamento anterior. Considerando apenas os votos válidos – que exclui brancos, nulos e indecisos -, o candidato do PT à reeleição tem 62% contra 38% do tucano – mesmo patamar da pesquisa anterior. Em votos válidos, a diferença entre os dois candidatos é de 24 pontos (cont.)
Folha Online: 26/10/2006