Recursos para estudo do hebraico e aramaico

Acabei de ver o post de John F. Hobbins, Little Known Online Resources for Students of Hebrew and Aramaic, em seu blog Ancient Hebrew Poetry:

Para um estudo introdutório de aramaico, vá para Introductory Lessons in Aramaic, curso escrito por Eric Reymond, da Universidade de Michigan, Ann Arbor, MI, USA.

E já que está na área, aproveite e leia sobre fontes Unicode para o grego, apontadas por Mark Vitalis Hoffman no post SBL Greek Unicode Font Released em seu blog Biblical Studies and Technological Tools.

A prisão de Raphael Golb

Raphael Haim Golb, de 49 anos, filho de Norman Golb, foi preso ontem, dia 5, em Nova York, acusado, entre outras coisas, de roubo de identidade e uso criminoso de nomes falsos para desacreditar pesquisadores contrários às teorias de seu pai, Norman Golb, sobre os Manuscritos do Mar Morto.

Manhattan District Attorney Robert M. Morgenthau today announced the arrest of a 49-year-old man for creating multiple aliases to engage in a campaign of impersonation and harassment relating to the Dead Sea Scrolls and scholars of opposing viewpoints. The defendant, RAPHAEL HAIM GOLB, was arrested on charges of identity theft, criminal impersonation and aggravated harassment. The crimes in the Criminal Court Complaint occurred during the period of July to December of 2008 (Fonte: District Attorney – New York County: News Release – March 5, 2009).

El hijo de un experto en los rollos del Mar Muerto suplantó a otros peritos para acrecentar las opiniones de su padre sobre los documentos de 2.000 años de antigüedad, informaron el jueves fiscales de Nueva York. Durante un período se seis meses en el 2008, Raphael Haim Golb, cuyo padre Norman Golb es un profesor de historia judía en la Universidad de Chicago, creó decenas de seudónimos en internet con nombres de expertos reconocidos en temas sobre los rollos del Mar Muerto (…) Rapahel Golb fue acusado de suplantación de identidad, personificación criminal y acoso agravado, y podría cumplir hasta cuatro años de cárcel de ser declarado culpable (Fonte: Reuters América Latina – 5 de marzo de 2009).

Enquanto muitos especialistas defendem que os Manuscritos pertenciam a um grupo específico, possivelmente os essênios (mas não necessariamente), que morava na região do Mar Morto onde os textos foram descobertos, Norman Golb, professor da Universidade de Chicago, sempre procurou mostrar que os rolos são os escritos de diversos grupos do judaísmo antigo que ficavam guardados em bibliotecas de Jerusalém e que foram dali retirados pouco antes do ataque romano de 70 d.C. e levados para as grutas nas vizinhanças de Qumran. Está traduzido para o português seu conhecido livro Quem Escreveu os Manuscritos do Mar Morto? A Busca do Segredo de Qumran. Rio de Janeiro: Imago, 2004, 579 p. – ISBN 8531205174.

Embora tenha gerado muito debate, a proposta de Norman Golb nunca se impôs na área. Isto teria levado à atitude criminosa do filho Raphael Golb, que usou nomes de pesquisadores conhecidos para fazer comentários em blogs e enviar e-mails desairosos a quem não concordava com seu pai. E o quadro se agravou quando ele usou o nome e endereço de Lawrence Schiffman, professor da Universidade de Nova York e conhecido especialista no estudo dos Manuscritos do Mar Morto, para enviar e-mails a várias pessoas dizendo que seu trabalho era um plágio…

Se for considerado culpado, a pena prevista é de até 4 anos de prisão.

 

NY arrest in Dead Sea Scrolls row – BBC News: 6 March 2009

The son of an expert on the Dead Sea Scrolls has been arrested in New York, accused of trying to discredit one of his father’s academic rivals.

Police say Raphael Haim Golb, 49, set up an e-mail account in the name of Lawrence Schiffman, an academic at New York University.

Posing as Mr Schiffman, Mr Golb then allegedly sent messages around the university admitting to plagiarism.

He faces a charge of identity theft – which carries a four-year jail term.

Mr Golb has not yet hired a lawyer, prosecutors say.

The Dead Sea Scrolls consist of about 900 documents, including some of the earliest biblical texts, dating back about 2,000 years.

They were discovered near the Dead Sea in the 1940s and 1950s and have engendered heated debate ever since.

Mr Schiffman and other academics support the view that the scrolls were written by a group of ancient Jewish scholars called the Essenes.

Other academics, including the father of the accused, Norman Golb of the University of Chicago, believe the scrolls were compiled by a number of different Jewish sects.

As well as sending e-mails purporting to be from Mr Schiffman, Raphael Golb is also accused of using a series of aliases to harass academics and officials.

He also allegedly wrote blogs under assumed names accusing Mr Schiffman of plagiarism.

Mr Schiffman issued a statement after Mr Golb’s arrest thanking the authorities for taking action.

“Reasoned intellectual discourse relies on integrity,” the statement said.

“When an individual, in seeking to advance a particular view, engages in impersonation and falsehood, he or she undermines the precepts of higher inquiry.”

Leia Mais:
The Golb Arrest – Jim Davila, em PaleoJudaica
The Arrest of Raphael Golb – Mark Goodacre’s NT Blog

SOTER 2009: Religião, Ciência e Tecnologia


“O 22º Congresso Anual da SOTER investigará o tema Religião, Ciência e Tecnologia, e ocorrerá do dia 6 a 9 de julho de 2009, na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas), em Belo Horizonte- MG (…) O Congresso deste ano de 2009 pretende retomar o tema do ano anterior (“Sustentabilidade da Vida e Espiritualidade”) numa perspectiva mais ampla, servindo-nos de pesquisadores gabaritados que nos auxiliem a equacionar os reais desafios e prospectivas que influenciam reciprocamente os termos em questão: a experiência religiosa e sua pretensão de compreender e salvar o mundo, a lógica científica e sua contribuição às vezes aliada, às vezes adversária do pensamento religioso, e a tecnologia com sua ambivalente oferta de ajuda à humanidade e ao planeta. Um atrativo a mais para essa discussão serão as comemorações em 2009 do bicentenário de nascimento do naturalista inglês Charles R. Darwin e o sesquicentenário da publicação de seu livro A Origem das Espécies, que lançou a público a teoria da evolução, proposta um ano antes por ele e Alfred R. Wallace (…) Vivemos numa época paradoxal, em que o avanço tecnológico e o consequente esfriamento de certas práticas e convicções religiosas “convivem” lado a lado com neofundamentalismos de toda espécie. As comemorações, em 2009, dos 150 anos de “A origem das espécies” de Darwin certamente aguçarão essa discussão: de um lado, religiões que insistem em substituir o papel da ciência; de outro, cientistas adentrando ingenuamente o domínio da espiritualidade e do imaginário religioso. Ao se propor a investigar as relações entre religião, ciência e tecnologia, o 22º Congresso Anual da Soter pretende abordar um tema tão delicado quanto atual, que interessa não somente a religiosos mas também a filósofos, cientistas e todos aqueles que se preocupam em proporcionar às futuras gerações um lugar de convívio mais habitável entre as sociedades e a própria vida de nosso planeta” (Informações retiradas do site do Congresso SOTER 2009)

Programação

06 de julho
15h00 – Reunião da Diretoria
16h00 – Reunião com os Conselheiros Regionais

19h30 – Abertura Solene com Dom Walmor Oliveira de Azevedo – Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte e Prof. João Francisco de Abreu (Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da PUC Minas)

20h00 – Palestra “Religião, Ciência e Tecnologia” – Eduardo Rodriguez da Cruz – PUC-SP

07 de julho
08h30 – Humanismo, Ciência e Tecnologia – Luís Pinguelli Rosa (UFRJ)
10h30 – Abordagem teológica – Márcio Fabri dos Anjos e Fernando Altemeyer Jr.

14h00 – GTs/Comunicações:
1. Filosofia da Religião
2. Religião e Educação: Ensino Religioso
3. A Bíblia e suas leituras: orante, literária, popular e científica
4. Teologia, Universidade e Sociedade
5. Literatura, Arte e Religião
6. Gênero e Religião
7. Teologias Reformadas

16h30 – Reuniões das Regionais

19h30 – Panorama Teológico Contemporâneo: desafios Norte/Sul: Peter Casarella – DePaul University, Chicago, EUA

8 de julho
08h30 – Mito, religião e ciência: articulação de saberes – Hilton Japiassu
10h30 – Abordagem teológica: Joseph Comblin e Ivone Gebara

14h00 – GTs/Comunicações:
1. Religiões de ascendência africana e indígena
2. Cristianismo: história e contemporaneidade
3. Novos Movimentos Religiosos
4. Religião, ciência e tecnologia
5. Ciência, religião e pluralismo
6. Religião, Economia e Política
7. Interculturalidade
8. Desafios da Mística para a Teologia Contemporânea

18h00 – Assembleia da SOTER

20h00 – Espiritualidade e Confraternização

9 de julho
08h30 – Ciência e religiões na sua pretensão de salvar o planeta – Evaristo E. de Miranda
10h30 – Abordagem teológica: Eva Ap. Rezende de Moraes (PUC-Rio) e Luiz Carlos Susin (PUC-RS)
14h00 – Religião, Fé e Ciência: Recuperar a Esperança – João Batista Libânio (FAJE)

16h00 – Encerramento

Para informações mais detalhadas, visite o site do Congresso SOTER 2009

Paulo no mundo greco-romano

SAMPLEY, J. P. (org.) Paulo no mundo greco-romano: Um compêndio. São Paulo: Paulus, 2009, 608 p. – ISBN 9788534929318.

Esta obra é composta por duas dezenas de ensaios que procuram examinar como Paulo modifica e incorpora as convenções e práticas culturais e sociais de sua época para falar à sua audiência gentia.

Como acontece em qualquer obra produzida por vários autores, os ensaios tendem a ser desiguais em qualidade, mas, no conjunto, o mérito do livro é inegável, dizem as duas resenhas que li, uma em alemão, outra em inglês.

Resenhas feitas por Tobias Nicklas, da Universidade de Regensburg, Alemanha, e por Kate Donahoe, da Universidade St. Andrews, Escócia. Foram publicadas em 5 de fevereiro de 2005 na RBL.

 

O original, publicado em inglês em 2003, é:

SAMPLEY, J. P. (ed.) Paul in the Greco-Roman World: A Handbook. Harrisburg: Trinity Press International, 2003, xiv + 690 p. – ISBN 9781563382666.

 

Diz a editora Paulus sobre o obra:
Nos últimos anos, o campo dos estudos paulinos tem produzido novas e importantes leituras de Paulo e de suas cartas, examinando sua pessoa e suas cartas no contexto mais amplo do mundo greco-romano. Este livro singular representa uma contribuição significativa para esses estudos, reunindo, em um volume, ensaios escritos por especialistas em Paulo de fama mundial, sobre vários tópicos como honra/vergoha, patrono/cliente, pater familias, autodomínio, tribulações, atletismo/milícia, amizade/inimizade, recomendações, adoção, virtudes/ vícios, exemplificação, comparação retórica, vanglória, linguagem franca. adiaphora (coisas indiferentes), provérbios, escravidão, casa/família, educação e casamento/divórcio. Paulo no mundo greco-romano deverá ser consultado com grande proveito pelas pessoas interessadas em situar Paulo em seu mundo. Este livro nos obriga a pensar seriamente na relação entre cultura e o contexto na apresentação paulina do Evangelho, de um modo que faz juz à complexidade da questão. Não é apenas um valioso compêndio de pesquisa, mas um livro importante, que por si mesmo merece ser lido como uma séria contribuição aos estudos paulinos. J. Paul Sampley é Professor Emérito de Novo Testamento e Origens Cristãs da Universidade de Boston, USA.

Entrevista de Thomas L. Thompson

Por ocasião de sua aposentadoria, Thomas L. Thompson, Professor no Instituto de Exegese Bíblica da Universidade de Copenhague, Dinamarca, deu uma entrevista a Jim West, que a publicou hoje em seu blog.

 

Thomas Thompson: The Interview

On the occasion of his retirement, I asked Professor Thompson a few questions and those questions and his answers follow:

JW- Thank you, Professor Thompson, for ’sitting down’ with us and offering your point of view. Let me start with the basics. Do you mind telling us a little bit about your academic background and training?

TLT- I took my BA at Duquesne University in Pittsburgh with a triple major in history, classical languages and philosophy, graduating in 1962. I studied philosophy and theology at Oxford University in 1962/3 and then studied first philosophy and then theology at the University of Tuebingen from 1963-1972. I received a Summa cum laude for my dissertation on the historicity of the patriarchal narratives in 1971, but did not receive my degree as I failed the graduate examinations in systematic theology with Joseph Ratzinger in February, 1972. In 1975/6 I studied and graduated with my PhD at Temple University’s department of religion with the central fields of Old Testament, New Testament and ancient Near Eastern literature and religion. During the time that I was in Tuebingen I was employed as a research associate on the Tuebinger Atlas des vorderen Orients from 1969-1976 and was responsible for the Bronze Age maps of Sinai, the Negev and Palestine. My work on this project was published in two monographs and seven maps.

JW- What inspired you to enter into a career in biblical / historical studies?

TLT- I was a graduate student in Philosophy in Tuebingen in 1963 with intentions to write a PhD thesis on Hegel’s historical romanticism, when I saw an announcement of a course by Kurt Galling (editor of the 3rd edition of RGG) which announced a course at the Biblical Archaeological Institute dealing with gods and goddesses in the ancient Near East. With the course was a one-week tour to Paris and the Louvre all expenses paid for the price of 45 DM ($11.25). I went to Paris, became Kurt Galling’s student and never thought about Hegel again.

JW- Now to turn to some rather serious questions. Do you think that the figures of Abraham, Saul, David, and Solomon were historical in the same sense that you and I are?

TLT- Today, it is hard to remember these as serious questions. You and I are not figures of stories and can not be compared with Abraham, Saul, David and Solomon. These are figures in stories and there is no evidence whatever to suggest that these stories can be attributed any historicity. On the historical principle that history must be written on the basis of evidence, we can not write anything about these figures in history. All of these figures have what I refer to as cue names, (Abraham = the father of many nations; Saul = echoes she’ol; David = “the beloved” of Jahve and Solomon’s name derives from Uru-salimu or the city of peace, reflecting the peace that David wanted). I see, in this, some grounds for arguing that, to the extent that our knowledge of them is limited to their roles as figures of story, they are fictive.

JW- What do you make of the Tel Dan inscription?

TLT- The subject of a badly handled scholarly dispute. The early evaluation and publication of the inscriptions remained the definitive and only understanding which Israeli and conservative American scholarship would consider. As a result, many questionable aspects of both the discovery and condition of the stelae were never examined and all arguments that differed from the earliest considerations have been dismissed. This is shoddy scholarship at best. I think there is reason to suspect the inscription as a forgery, even as I myself think that the fragmented inscriptions reflect two genuine inscriptions. I also think it likely that they refer to a place-name or patronage somewhere in Palestine called “house of David” (though the possibility that it refers to the “temple of the beloved” has not been adequately explored. Finally, I see a possibility that the figure of David could well be a legendary figure of this patronage’s eponymous founder.

If the inscription, however, is a fake–and this possibility which has been raised by several very competent scholars has not been adequately investigated–then the inscription certainly refers to the dynasty of Jerusalem founded by David.

Is it a forgery? I have never thought it ´to be a forgery, but I have been convinced that the questions raised by Garbini, Cryer, Gmirkin, Lemche and others are quite serious grounds for suspecting it to be a forgery.

JW- Did the Israel portrayed in the pages of the Old Testament ever exist?

TLT- There are a lot of pages! Historically speaking, Israel is one name for the patronage kingdom also know as Bit Humri. That certainly existed in the 9th-8th centuries. Israel also existed after the Assyrians conquered Samaria in 722 and took over the region but continued as an Assyrian province. I see serious reasons to consider the modern nation of Samaritans to have been continuous with this Iron Age entity. However, your question is directed to the stories of the Old Testament, especially those in Kings, Chronicles and the prophets. These stories I believe are largely fictive and theologically allegorical in their essence and not reflective of historical events.

JW- What can we know of the history of Israel?

TLT- You need to rephrase the question. I wrote a great deal about the history of Palestine, which included the patronage kingdom of Israel, but I am not sure that that is what you are referring to when you use the phrase “history of Israel.” I think Philip Davies distinctions about the many different ways we think about Israel, quite important here. I do think that a history of Israel can and is being written, but I do not think that has direct relationship with biblical exegesis.

JW- Turning to a different subject, you’ve just retired. How does it feel?

TLT- Yesterday, I had all kinds of new ideas for books and articles. Today I am tired and feeling very ambivalent about it. It is too much like being unemployed for me to be comfortable. I don’t want to go back to housepainting the way I did in the 70s.

JW- Do you have any publications coming out that you might tell us of?

TLT- Look for the Davies Festschrift–if they ever decide to publish it. My retirement lecture is going to come out in the Dansk teologisk Tidsskrift, but then you will have to learn Danish.

JW- Do you have a ‘regular schedule’ for writing or do you do it as the muse moves?

TLT- Mornings are best, and very late at night.

JW- What are your plans for journal essays?

TLT- Accumulating.

JW- Will you be delivering a paper at the New Orleans SBL?

TLT- Not yet. I always find it very difficult to offer to give a paper at SBL as their call for papers come so early, when I am planning my summer congress and projects. Also, my suggestions for papers are refused some 60% of the time; so I am very uncertain that my papers are welcome there.

JW- On to another topic, what do you enjoy doing in your free time?

TLT- I listen to opera, especially Wagner, Mozart and Verdi; I work in the garden, read Danish novels and write silly letters to the biblical studies list.

JW- Have you any unusual hobbies or past-times that our readers might find, well, odd?

TLT- I don’t know. I do Sudoku and like to cook.

JW- Finally, is Niels Peter as easy to get along with as has been my experience? What’s he really like as a colleague?

TLT- Niels Peter is an engaging, exciting colleague. He is provocative, challenging and always trustworthy. I have learned so much from him over these past fifteen years. He speaks his mind and he listens. He has an immense knowledge in intellectual history and in the history of biblical scholarship.

JW- Thanks, Thomas, for spending this time with us. Your work is always provocative and I for one look forward to what’s next.

Kurumin NG foi descontinuado em janeiro de 2009

Kurumin NGSó hoje pude ler com mais calma sobre o tumultuado fim do projeto Kurumin NG, episódio que se deu no final de janeiro de 2009.

Muito ruim. Era o Linux que eu usava.

 

Sobre a (des)continuidade do Kurumin NG – Por Carlos E. Morimoto: Hardware.com.br – 29 janeiro 2009

Em um tópico na sala do fórum, Jqueiroz e Carlos Morimoto esclareceram a descontinuidade do projeto Kurumin NG, que foi tema de discussão em diversos sites ao longo do dia.

Leia no: https://www.hardware.com.br/comunidade/projeto-continuidade/944469/

Atualização, linha do tempo da crise e desfecho: O projeto do Kurumin NG surgiu em março de 2008, como uma proposta de continuação do Kurumin 7, chefiada por Leandro Soares e acabou de maneira tumultuada.

– Em dezembro de 2008, Leandro Soares, mantenedor do Kurumin NG, anuncia no fórum interno de desenvolvimento “Tomei a decisão de parar pois a sensação que estou tendo é que sou obrigado a trabalhar no projeto“. O anúncio é postado apenas no grupo fechado de desenvolvimento do Kurumin NG, sem ser levado a público, o que mais tarde causa protestos entre os usuários.

– Em janeiro de 2009 é criado um tópico no fórum oficial questionando a continuidade da distribuição. Até o momento, nenhum anúncio foi feito.

– Em um tópico antigo, com o anúncio do encerramento do Kurumin 7, Henrique – RJ questiona sobre a continuidade do Kurumin NG. Duas respostas de Carlos Morimoto, afirmando que o Kurumin NG havia sido “abandonado” com a saída do último desenvolvedor ativo são reproduzidas no tópico aberto anteriormente na sala do Kurumin NG.

– Publicado artigo do Marcos Elias, discutindo o tema: Chegou o fim do Kurumin NG?.

– Post no Br-Linux leva a notícia a público.

– Artigo do MeioBit: Descanse em paz, Kurumin.

– Leandro Soares volta atrás no pronunciamento anterior e classifica os comentários como asneiras.

– Novo post no Br-Linux leva as declarações a público, criando polêmica.

– Em entrevista ao MeioBit Leandro Soares declara que o projeto “Continua até que o mantenedor diga que acabou“.

– Jqueiroz e Carlos Morimoto publicam notas esclarecendo o status do projeto. A mensagem original de Leandro Soares é divulgada e é explicada a saída de Jqueiroz, o último colaborador ativo do projeto. Carlos Morimoto retira o apoio ao projeto e “encerra qualquer vínculo relacionado a ele“.

– Quatro horas após conceder a entrevista, Leandro Soares muda de idéia novamente e anuncia o encerramento do projeto: “Olá a todos, infelizmente terei que voltar atrás da minha decisão de continuar o projeto Kurumin NG, estou reconhecendo publicamente o meu erro em noticiar que o mesmo iria ser continuado e poucas horas depois anunciar que o mesmo acabou“.

– Artigo do MaxRaven: Dizer o que? Eu já sabia!?

– Artigo do Linux Essential: Fim definitivo do Kurumin NG

– Post no fórum do Kalango: A história se repete: Fim do Kurumin NG!

– Post no BR-Linux sobre o anúncio final atrai um grande número de comentários.

– Post no fórum: O Fiasco do Projeto Kurumin NG

– A página do Kurumin 7 (o projeto original) é atualizada com um comentário final sobre a crise: “Entre março de 2008 e janeiro de 2009 foi feita uma desastrada tentativa de continuação por parte do Leandro Soares, que acabou ridicularizando o nome do projeto. Devido a isso, novas propostas de continuidade passaram a ser polidamente rejeitadas. Com o encerramento do projeto, recomendamos o uso de distribuições bem estabelecidas, como o Ubuntu, o Kubuntu e o Mandriva, além do próprio Debian estável, que pode ser usado de maneira bastante eficiente em desktops, depois de configurado.“

Biblioblog Top 50 – Fevereiro de 2009

Como o blog de N. T. Wrong foi descontinuado, o novo endereço dos 50 biblioblogs mais frequentados está em The Biblioblog Top 50.

Veja a lista dos 50 biblioblogs mais frequentados no mês de fevereiro em Biblioblog Top 50 – February 2009.

Em dezembro o Observatório Bíblico foi o sexto colocado. Em janeiro foi o terceiro. Caiu três pontos, sendo novamente o sexto em fevereiro.

Observo que há uma lista bastante significativa de biblioblogs que eu desconhecia e que foi acrescentada aos comentários desta postagem.

Já foram todos listados em minha página, em Biblioblogs, figurando também no Google Reader do Observatório Bíblico.

OpenOffice Portátil agora também em português

A partir da versão 3.0.1, lançada em 18/02/2009, o OpenOffice.org Portátil vem também em língua portuguesa. Mas é português de Portugal. E com grafia anterior à definida pelo Acordo Ortográfico que está em vigor no Brasil desde o início de janeiro deste ano.

Mesmo assim já é uma boa coisa para nós, usuários do português brasileiro (Brazilian Portuguese), e excelente para os usuários do português lusitano (Portuguese).

Além do que, em Ferramentas > Personalizar > Modificar é possível mudar alguns itens do menu para o português do Brasil.

O que disse sobre as extensões vale também para o BrOffice.org 3.0.1.

Todas as explicações necessárias para a instalação e uso estão nas páginas indicadas.

Leia mais em Aplicativos Portáteis – Portable Applications.