A recepção do Vaticano II na América Latina

Leio no Blog do IHU um post publicado em 05/07/2011 sobre a Jornada Teológica no Chile, que será realizada de 12 a 15 de julho:

Jornada Teológica no Chile: Uma revisão do Concílio na América Latina

Entre os dias 12 a 15 de julho, o Chile irá acolher a jornada regional do Cone Sul e do Brasil em preparação ao Congresso Continental de Teologia. A jornada será realizada na Universidade Católica Cardenal Silva Henríquez, em Santiago do Chile. A intenção da jornada, além de reunir a comunidade teológica da região, é discernir os novos desafios de uma época marcada por profundas transformações e por um mundo pluralista e globalizado. Dentro desse contexto, a proposta é também avaliar as consequentes tarefas para uma teologia como serviço às Igrejas cristãs e à humanidade. Tendo como pano de fundo a acolhida ao Concílio Vaticano II no ambiente latino-americano e caribenho, a jornada ocorre em preparação ao Congresso Continental de Teologia, que será realizado em 2012 na Unisinos. No ano que vem, completam-se os 50 anos da inauguração do Concílio Vaticano II e os 40 anos da publicação do livro Teología de la liberación, de Gustavo Gutiérrez.

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Congresso Continental de Teologia em 2012
Sobre o Congresso Continental de Teologia em 2012
Jornada Teológica da América Central e do Caribe
Alguns livros e artigos sobre o Vaticano II
Entrevista: Gustavo Gutierrez, um dos pais da TdL

Resenhas na RBL – 30.06.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Jerome F. D. Creach
The Destiny of the Righteous in the Psalms
Reviewed by Johan H. Coetzee

John M. Dillon and Wolfgang Polleichtner
Iamblichus of Chalcis: The Letters
Reviewed by Blossom Stefaniw

Nicole Wilkinson Duran, Teresa Okure, and Daniel Patte, eds.
Mark
Reviewed by David J. Neville
Reviewed by Steve Smith

David G. Horrell
The Bible and the Environment: Towards a Critical Ecological Biblical Theology
Reviewed by Norman Habel

James L. Papandrea
The Wedding of the Lamb: A Historical Approach to the Book of Revelation
Reviewed by Russell Morton

Suzanne Richard, Jesse C. Long Jr., Paul S. Holdorf, and Glen Peterman, eds.
Khirbat Iskandar: Final Report on the Early Bronze IV Area C ‘Gateway’ and Cemeteries
Reviewed by Ulrich Hübner

John W. Rogerson
A Theology of the Old Testament: Cultural Memory, Communication, and Being Human
Reviewed by Robert L. Hubbard Jr.
Reviewed by Leonard Mare

Benjamin Edidin Scolnic
Judaism Defined: Mattathias and the Destiny of His People
Reviewed by Daniel R. Schwartz

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

BibleWorks 9 vem aí

Está pronta a nova versão do BibleWorks. O anúncio do lançamento foi feito no dia 28 de junho de 2011.

Será distribuída a partir de meados de julho. Mas já pode se encomendado no site do BibleWorks.

O que o BibleWorks 9 traz de novo?

Leia:

:: BibleWorks 9 is here! – BibleWorks – June 28, 2011

:: BibleWorks9 Announced! – MGVH: Biblical Studies and Technological Tools – June 29, 2011

:: BibleWorks Users Forums

Nota Importante: às vezes as pessoas procuram no blog pelo BibleWorks em português. Não existe BibleWorks em português. O programa está em inglês.

Arqueólogos acham ossuário de parente de Caifás

Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Ma’aziah da Casa de ‘Imri

ou

Miriam, filha de Yeshua bar Qayafa, sacerdote de Ma’aziah da Casa de ‘Imri

Veja a notícia, em português, no site do Terra:

Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta [obs.: ou sobrinha, dependendo da tradução] de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos. A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade. Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico – língua vernácula da região naquela época – a inscrição “Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri”. “A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri”, declararam os pesquisadores em comunicado. A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos. O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem. Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

A notícia foi publicada no volume 61 do Israel Exploration Journal.

Alguns links com textos, opiniões e fotos do ossuário confirmado como autêntico pelos especialistas:

:: Arqueólogos acham ‘caixão’ de família que julgou Jesus Cristo – Reinaldo José Lopes: Folha.com – 30/06/2011 – 07h57

:: The ‘Miriam, Daughter of Yeshua, Son of Caiphas’ Ossuary: Jim West: Zwinglius Redivivus – 29/06/2011

:: Scoperto l’ossario della nipote di Caifa – Antonio Lombatti: Blog di Antonio Lombatti – mercoledì 29 giugno 2011

:: “Miriam, Daughter of Yeshua, Son of Caiaphas” Inscription Announced – Bob Cargill: XKV8R – June 29, 2011

Revisitando o Vaticano II com Dom Demétrio

Dom Demétrio Valentini (São Valentim, RS, 1940), bispo de Jales – SP, falou-nos, com entusiasmo, sobre o Concílio Vaticano II, na Semana Teológica do CEARP em 2011, na tarde de 27 e na manhã de 28 de junho. Dom Demétrio era estudante de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, quando aconteceu o Vaticano II. Morava no Colégio Pio Brasileiro, vizinho da Domus Mariae, onde estavam hospedados (também) os bispos brasileiros durante o Concílio. Viu tudo de perto, com o entusiasmo de um jovem estudante de Teologia. Beozzo, que cito abaixo, era seu colega.

Recomendo a leitura do livro de Dom Demétrio, onde o conteúdo de sua palestra poderá ser conhecido:

VALENTINI, D. Revisitar o Concílio Vaticano II. São Paulo: Paulinas, 2011, 64 p. – ISBN 9788535627923.

Também transcrevo aqui, para estimular o potencial leitor, parte da apresentação do livro, feita por José Oscar Beozzo.

“O breve, mas ao mesmo tempo precioso, livro de Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales-SP, Revisitar o Concílio Vaticano II, preenche uma lacuna cada vez mais sentida em relação ao maior evento eclesial do século XX, o Concílio Vaticano II.

Cinquenta anos depois do seu anúncio pelo Papa João XXIII, praticamente desapareceu aquela geração dos bispos que participaram do Concílio e daqueles leigos e leigas, religiosos e religiosas, presbíteros, catequistas e equipes de liturgia que empreenderam, com entusiasmo e dedicação exemplares, a renovação conciliar em suas Igrejas particulares, comunidades, paróquias, pastorais, congregações religiosas e também na catequese, liturgia, teologia, formação dos leigos, leigas e presbíteros. Mesmo sem nos darmos conta, toda a nossa vida eclesial carrega as marcas da virada histórica do Vaticano II.

Para as novas gerações, o Concílio tornou-se por vezes apenas uma página da história. Revisitá-lo guiados por alguém que viveu a aventura conciliar, como jovem estudante de teologia em Roma e depois como padre e bispo, com olhar sempre atento e coração ardente e compromisso firme, é um verdadeiro privilégio.

Dom Demétrio, no seu Revisitar o Concílio Vaticano II, oferece em poucas páginas a possibilidade de entrar numa história viva, que pode e deve seguir iluminando nossa caminhada pastoral, inspirando nossa teologia e animando nossa esperança.

Em dez capítulos compactos e ágeis, ele nos devolve o Concílio em sua inteireza e complexidade. Seu livro abre-nos o apetite para tocar mais de perto os tesouros cada vez mais escondidos do Concílio.

É um convite premente para ler pela primeira vez ou reler os dezesseis documentos conciliares. Dom Demétrio, como bom pedagogo, aponta as cimeiras das montanhas e por onde devemos começar: com a Lumen Gentium, o documento sobre a Igreja, como Povo de Deus, colegialmente governado pelos bispos em comunhão com o Papa. Apresenta-o como compêndio e obra maior de toda a gesta conciliar. Ao seu lado, encontram-se as outras três Constituições, documentos mais densos, e pastoral e doutrinalmente programáticos: a Dei Verbum, sobre a Palavra de Deus; a Gaudium et Spes, sobre a presença e as responsabilidades da Igreja e dos cristãos no mundo de hoje; e a Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia. Ela ajudou a renovar e inculturar nossas formas de celebrar em comunidade em torno da mesa da palavra e da mesa do pão, com a participação de toda a assembleia.

Dentre os nove decretos, ele nos aconselha a começar pelo do ecumenismo, Unitatis Redintegratio, que abriu caminho para que pudéssemos estabelecer laços fraternos de afeto, comunhão e cooperação com todas aquelas Igrejas, comunidades e pessoas que, pelo Batismo, foram igualmente incorporados ao corpo único de Cristo, que é a sua Igreja. Sem o Concílio e a caminhada ecumênica por ele desencadeada, não teríamos no Brasil o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), as traduções ecumênicas da Bíblia, o Cebi ou, pela terceira vez, depois de 2000 e 2005, a graça de nova Campanha da Fraternidade Ecumênica, em 2010, centrada no tema: Economia e Vida.

Dentre as três Declarações conciliares, ele nos chama a atenção para a Dignitatis Humanae, sobre a liberdade religiosa, e para a crescente importância do diálogo interreligioso proposto pela Nostra Aetate, em um mundo cada vez mais plural e em intensa relação, quando não em conflito, do ponto de vista cultural e religioso.

Revisitados os eventos conciliares e seus documentos, há hoje boas alternativas para seguir aprofundando o Concílio. A Igreja do Brasil, graças em boa parte ao então secretário-geral da CNBB, Dom Helder Câmara, e ao entusiasmo do seu jovem episcopado teve atuação exemplar no Concílio e lançou-se com entusiasmo à tarefa de sua recepção e aplicação, por meio do Plano de Pastoral de Conjunto, o PPC (1966-1970). (…)

Concluímos com a palavra abalizada (…) de Dom Aloísio Lorscheider: ‘O Concílio Ecumênico Vaticano II foi um Concílio pastoral-eclesiológico. Duas são as palavras-chave para entendê-lo bem: aggiornamento (atualização, renovação, rejuvenescimento, diaconia, serviço) e diálogo (comunhão, corresponsabilidade, participação). Não veio para definir ou condenar, mas para servir e salvar'”.

Sumário do livro

Apresentação
Introdução

1. Como surgiu o Concílio Vaticano II
2. A preparação do Concílio
3. Os momentos decisivos do Concílio
4. Os assuntos quentes do Concílio
5. As ideias-força do Concílio
6. O desenrolar do Concílio
7. O itinerário dos documentos conciliares
8. A organização do Concílio
9. Os movimentos que precederam o Concílio
10. As qualificações dos documentos conciliares

Conclusão

O conservadorismo católico brasileiro no Vaticano II

Para se ter uma ideia da intervenção de Rodrigo Coppe Caldeira na Semana Teológica do CEARP em 2011, nas manhãs de 27 e 28 de junho, recomendo a leitura de sua entrevista concedida à IHU On-Line, publicada em 26/03/2011 sob o título “A Igreja Católica encontrou o seu papel no século XX?” A atualidade do Vaticano II.

Em seguida, transcrevo parte do Prefácio de sua tese de doutorado, escrito por Faustino Teixeira, que foi seu orientador. E recomendo a leitura do livro.

COPPE CALDEIRA, R. Os baluartes da tradição: o conservadorismo católico brasileiro no Concílio Vaticano II. Curitiba: CRV, 2011, 336 p. – ISBN 9788580420524. Pode ser encontrado também na Livraria Cultura.

“O livro em questão nasceu de uma tese doutoral, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, em novembro de 2009. Trata-se de um trabalho marcado por grande originalidade, pois visa abordar uma temática bem pouco trabalhada no Brasil, ou seja, a afirmação e atuação do catolicismo antimoderno no Concílio Vaticano II (1962-1965), com base no estudo aprofundado da atuação de dois personagens brasileiros, os bispos Dom Antônio de Castro Mayer (1904-1991) [bispo de Campos – RJ] e Dom Geraldo de Proença Sigaud (1909-1982) [arcebispo de Diamantina – MG]. É um trabalho que vem complementar a rica pesquisa, também objeito de tese doutoral, de José Oscar Beozzo sobre A Igreja do Brasil no Concílio Vaticano II: 1959-1965. São Paulo: Paulinas, 2010. O autor da obra, Rodrigo Coppe Caldeira [veja o seu Currículo Lattes], já vinha se dedicando ao tema desde o período do mestrado, cursado no mesmo programa, quando trabalhou o tema do Influxo ultramontano no Brasil, fixando-se no pensamento de Plínio Corrêa de Oliveira, em dissertação defendida em março de 2005.

A hipótese apresentada pelo autor é também singular. Busca-se compreender o Vaticano II como um evento que se insere num longo arco de tempo, e situar as tensões que ali ocorreram como parte de um processo anterior ao mesmo evento. Na opção metodológica escolhida, enfatiza-se o traço das ‘permanências’, ou seja, sinaliza que as ‘lutas simbólico-normativas’ que dividiram os dois grupos que buscavam hegemonia no Concílio – o grupo mais intransigente e o outro mais aberto -, já estavam em vigência mesmo antes do Concílio e estarão também presentes no pós-Concílio.

Assim como no Concílio Vaticano II, também no Brasil estavam presentes duas tendências bem vivas no âmbito do catolicismo: uma mais liberal e outras mais conservadora e intransigente. Como presenças na vertente conservadora estavam os bispos Dom Sigaud e Dom Castro Mayer, com posições político-pastorais bem próximas da “Tradição, Família e Propriedade”(TFP), que tinha em sua liderança Plínio Corrêa de Oliveira. Os dois bispos marcaram presença no Concílio, atuando junto ao grupo minoritário, e em particular no núcleo do Coetus Internationalis Patrum [= Grupo Internacional de Padres], dirigido pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre. Atuando como secretário geral do núcleo estava Dom Sigaud, que na prática exercia um papel de grande liderança e de atuação articuladora. Durante o Concílio, os dois bispos brasileiros exerceram, junto com o Coetus, o papel de resistir teimosamente contra os projetos de abertura levados a efeito pela maioria conciliar. Enquanto Dom Sigaud cuidava mais da parte prática e da articulação do Coetus, Dom Castro Mayer aplicava-se ao trabalho teórico de estudo dos esquemas conciliares e da construção argumentativa contra as posições mais abertas, sobretudo relacionadas ao tema do aggiornamento da Igreja, da liberdade religiosa, do ecumenismo e da abertura às outras religiões. Mais atuante na aula conciliar, Dom Castro Mayer foi responsável por trinta intervenções. Em seu clássico diário do Concílio [Mon journal du Concile I: 1960-1963; II: 1964-1966. Paris: Du Cerf, 2002, 1227 p. – ISBN 9782204070171], o teólogo Yves Congar (1904 -1995) assinala o trabalho de dura resistência ao fermento renovador imposto pelo grupo do Coetus, sobretudo nos debates sobre a liberdade religiosa e o ecumenismo.

Em seu rico e detalhado trabalho doutoral, Rodrigo Coppe consegue trazer registros novidadeiros sobre a atuação dos bispos Sigaud e Castro Mayer no Vaticano II. Para enriquecer a sua pesquisa, o autor fez recurso aos arquivos do Istituto per le Scienze Religiose di Bologna, um dos mais importantes centros de estudos sobre o Vaticano II, além de dois outros acervos fundamentais: da Biblioteca Obra Social Redentorista de Pesquisa Religiosa (FVATII/SP) e da cúria de Diamantina (arquivos privados de Dom Sigaud).

A intenção de Rodrigo Coppe era ainda mais abrangente, visando abarcar a ação desses dois bispos brasileiros no pós-concílio. A riqueza e complexidade do material encontrado sobre essa atuação no Concílio acabou mudando o ritmo da proposta, de forma a concentrar o trabalho na dinâmica da formação do catolicismo antimoderno no Brasil e o exercício das lutas simbólico-normativas no próprio concílio…”

Sumário do livro

Prefácio
Introdução

Parte I: O pré-Vaticano II e as forças católicas conservadoras
Capítulo 1: Gênese do pensamento católico antimoderno
Capítulo 2: A dogmática antimoderna: notas terminológicas
Capítulo 3: O mundo e a Igreja pré-conciliar: a herança complexa
Capítulo 4: A formação de um catolicismo antimoderno no Brasil

Parte II: O Concílio Vaticano II: campo de lutas simbólico-normativas
Capítulo 5: João XXIII e a ideia de um concílio
Capítulo 6: O primeiro período: aglutinação e reorganização de tendências
Capítulo 7: O segundo período: a maioria conciliar assume o controle
Capítulo 8: O terceiro período: o coetus ex officio e sua logística
Capítulo 9: O quarto período: últimos movimentos

Conclusão
Referências
Anexos