Redes acadêmicas brasileiras se preparam para a internet do futuro

Redes acadêmicas brasileiras se preparam para a internet do futuro

Por Elton Alisson – Agência FAPESP: 12/11/2012

“No primeiro semestre de 2013, algumas universidades e instituições de pesquisa do Estado de São Paulo começarão a se conectar a uma rede experimental na qual serão testadas aplicações de novas tecnologias que poderão definir a internet do futuro.

Em âmbito nacional, outras dez instituições brasileiras, incluindo três do Estado de São Paulo – Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CpQD) –, também serão integradas a outra rede experimental que começará a ser criada no início de 2013 com o mesmo objetivo da rede paulista.

As duas redes experimentais acadêmicas brasileiras se somarão a algumas outras estabelecidas nos últimos anos em outros países com o objetivo de preparar universidades e instituições de pesquisa a uma mudança de paradigma na tecnologia de internet, prevista para ocorrer já nos próximos anos.

Baseada atualmente na troca (chaveamento) de pacotes de dados, a tecnologia da internet deverá migrar para o chaveamento de fluxos – conjuntos de pacotes de dados que têm alguma característica em comum.

Em função dessa mudança, as redes deixarão de ser definidas pelos equipamentos de rede (como os switches e roteadores) e pelos softwares contidos neles, como ocorre hoje, e passarão a ser gerenciadas por aplicativos externos que determinarão o comportamento dos fluxos de dados.

Em 2008, um grupo de pesquisadores de redes das universidades Stanford e da Califórnia em Berkeley, ambas nos Estados Unidos, publicou um artigo descrevendo a implementação de um novo protocolo para gerenciamento de tráfego. Chamada ‘OpenFlow’, a tecnologia abriu as portas para que as “redes definidas por software” se tornem realidade.

O protocolo permite transferir o controle do tráfego de dados em uma rede, antes realizado por switches e roteadores, para servidores externos. Com isso, se abriu a possibilidade de se desenvolver softwares de controle de tráfego de redes, com código aberto e executados por esses servidores, conforme começaram a fazer algumas startups criadas por pesquisadores da própria Universidade de Stanford e por outras instituições de pesquisa em todo o mundo.

Além disso, muitas empresas de tecnologia de computação começaram a fabricar e a disponibilizar switches e roteadores com OpenFlow para serem testados inicialmente em redes experimentais, dado que seria impossível interromper a word wide web para avaliar a nova tecnologia.

‘A internet é uma commodity fundamental na vida das pessoas, e não se pode parar o funcionamento dela para experimentar coisas novas. Por isso, estão sendo desenvolvidos projetos de redes experimentais para suportar a internet do futuro’, disse Cesar Marcondes, professor do Departamento de Computação da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), à Agência FAPESP.

De acordo com Marcondes, algumas empresas de tecnologia, como o Google, já desenvolveram códigos e estão operando suas redes de data centers com OpenFlow.

Atentas a esse movimento, universidades e instituições de pesquisa nos Estados Unidos e na Europa, que foram o ‘berço’ da internet, também já montaram redes nacionais para possibilitar que seus pesquisadores possam fazer experimentos com a tecnologia OpenFlow.

Seguindo o mesmo caminho, a Rede Acadêmica do Estado de São Paulo (ANSP), financiada pela FAPESP, também pretende começar a realizar no primeiro semestre de 2013 um teste inicial de implementação de OpenFlow em uma rede experimental.

O teste na rede experimental paulista terá a participação de algumas das mais de 50 universidades e instituições de pesquisa filiadas à ANSP. Entre elas estão a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Estadual Paulista (Unesp), a UFSCar e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Já em escala nacional, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) – que interconecta as universidades e instituições de pesquisa brasileiras e provê o acesso internacional à internet – também coordena a criação de uma rede experimental em parceria com a União Europeia para realização de experimentos de novas aplicações baseadas em OpenFlow. Denominado Fibre, o projeto é realizado com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e do 7th Framework Programme (FP7) da União Europeia.

‘As universidades e instituições de pesquisa brasileiras têm que se preparar agora, porque não se sabe quando ocorrerá essa transição de paradigma na tecnologia da internet e quanto antes elas estiverem preparadas será melhor’, disse Luis Fernandez Lopez, coordenador geral da ANSP”.

Leia o texto completo.

O Curso de Hebraico foi atualizado

Atualizações foram feitas em Noções de Hebraico Bíblico, onde o interessado pode ler sobre a história da língua hebraica, ouvir a pronúncia do hebraico, ler alguns versículos do Gênesis e aprender regras básicas de gramática.

Clique aqui para fazer o download.

Precisei fazer algumas modificações no código das páginas onde estão os arquivos de som do curso de hebraico, o “ouvir”, pois, em alguns navegadores, o hebraico cantado, incorporado (embedded) ao html, não funcionava mais.

Se você usa o IE, talvez não tenha problemas, mas se usa o Firefox e/ou o Chrome no Windows, vai precisar instalar um plugin como o QuickTime ou equivalente.

E se você usa alguma distro Linux [testei com o Big Linux 12.04], vai precisar, provavelmente, do plugin VLC Web Plugin [browser-plugin-vlc] ou do VLC Multimedia Plugin – Totem, para ouvir o som e  visualizar os controles.

E a peleja continua

A guinada conservadora católica, o acelerado declínio numérico da filial brasileira da Santa Sé e a avalanche pentecostal acirraram a competição entre católicos e evangélicos a partir de 1980. Essa peleja deflagrou uma disputa religiosa pelo espaço público e uma desenfreada ocupação religiosa da mídia e da política partidária. Desde então tele-evangelistas, padres-celebridades e cantores gospel tornaram-se onipresentes na mídia eletrônica, emissoras de TV pentecostais e católicas brotaram como cogumelos, rebanhos religiosos viram-se tratados como currais eleitorais, igrejas passaram a formar bancadas parlamentares, a expandir seu poder nos legislativos e a controlar partidos, discursos moralistas reacionários de inspiração bíblica tomaram de assalto as eleições. A ocupação religiosa do espaço público, sobretudo nas capitais e regiões metropolitanas, tornou-se ainda mais monumental, mais espetacular e mais triunfalista. Tudo para causar o maior impacto evangelístico, gerar a maior visibilidade pública e revestir seus líderes e suas organizações religiosas de maior poder, status e legitimidade. Foi por isso que católicos, liderados por carismáticos e suas comunidades, e neopentecostais, turbinados pela famigerada teologia da prosperidade, trataram de investir pesado em megaeventos, megasshows, megamarchas e megamissas e torrar fortunas na construção de imponentes santuários e catedrais.

Leia o texto completo de Ricardo Mariano: Padre Marcelo busca catolicismo de massas, mas menos atento às questões sociais – Folha.com: 03/11/2012 – 04h30

Resenhas na RBL: 31.10.2012

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Jo-Ann A. Brant
John
Reviewed by Matthew Gordley

Bart B. Bruehler
A Public and Political Christ: The Social-Spatial Characteristics of Luke 18:35-19:43 and the Gospel as a Whole in Its Ancient Context
Reviewed by John Cowan

Jaime Clark-Soles
Engaging the Word: The New Testament and the Christian Believer
Reviewed by Ronald Witherup

Gerald J. Donker
The Text of the Apostolos in Athanasius of Alexandria
Reviewed by Justin A. Mihoc

Craig A. Evans
Jesus and His World: The Archaeological Evidence
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos

Heinz-Josef Fabry and Ulrich Dahmen, eds.
Theologisches Wörterbuch zu den Qumrantexten
Reviewed by Johann Cook

Gard Granerød
Abraham and Melchizedek: Scribal Activity of Second Temple Times in Genesis 14 and Psalm 110
Reviewed by Albert Hogeterp

Charles W. Hedrick
Unlocking the Secrets of the Gospel according to Thomas: A Radical Faith for a New Age
Reviewed by William Arnal

Josep Rius-Camps and Jenny Read-Heimerdinger
The Message of Acts in Codex Bezae: A Comparison with the Alexandrian Tradition, Volume 4: Acts 18.24-28.31: Rome
Reviewed by Vaughn CroweTipton

Christopher D. Stanley, ed.
The Colonized Apostle: Paul in Postcolonial Eyes
Reviewed by Steed Davidson

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Analistas perplexos ponto zero

Muitos analistas da imprensa tradicional estão atônitos. Tentam atropeladamente fugir às óbvias conclusões sobre o processo eleitoral. Ora ensaiam dar ênfase a uma suposta fragmentação do voto, ora dirigem olhos para uma eventual terceira via na polarização nacional, com a ascensão do PSB. Não passam de manobras diversionistas. A aposta que faziam era derrotar o PT e diminuir gravemente seu peso político. Perderam, e feio. A estratégia antipetista repousava no julgamento do chamado “mensalão” (…) O que se esperava, quando a deliberação togada chegasse às ruas, era o derretimento do PT. Na pior das hipóteses, ao menos um sensível encolhimento e a derrocada na tentativa de conquistar a maior cidade brasileira. No auge da ofensiva, não faltaram vozes que vaticinavam o ocaso da liderança de Lula. Mas as forças de direita viram ruir seus sonhos e tomaram uma tunda histórica. Os áulicos do reacionarismo ainda não entendem o que se passou, diz Breno Altman, em Quem tem domínio do fato, na democracia, é o povo – Carta Maior: 30/10/2012.

:: Atônito: do latim, attonìtus,  ‘assustado pelo ruído do trovão’, ‘amedrontado’, ‘maravilhado’.

:: Perplexo: do latim, perplexus, ‘emaranhado’, ‘confundido’.

Sinônimos: abismado, admirado, assombrado, atarantado, atordoado, aturdido, boquiaberto, confuso, desnorteado, desorientado, embasbacado, espantado, estarrecido, estupefato, pasmo, transtornado (Cf. Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa 2009.4).

Entrevista com Dom Pedro Casaldáliga

Dom Pedro Casaldáliga – “O problema é ter medo do medo”

A entrevista foi feita por Ana Helena Tavares e publicada por Quem tem medo da democracia? em 21.10.2012.

O QTMD? foi ver e ouvir de perto um pouco da história de Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, que optou por viver “descalço sobre a terra vermelha”. Descalço, quer dizer sem consumismo. Sobre a terra vermelha, uma terra ensopada de suor e de sangue.

Para ele, todos os partidos e governos têm três dividas com o povo: a da reforma agrária, a da causa indígena e a dos pequenos projetos.

Leia a entrevista.

 

Entidades divulgam nota de solidariedade a dom Pedro Casaldáliga

Ao se aproximar a desintrusão da Terra Indígena Marãiwatsèdè, após mais de 20 anos de invasão, quando os não indígenas estão para ser retirados desta área, multiplicam-se as manifestações de fazendeiros, políticos e dos próprios meios de comunicação contra a ação da justiça.


Neste momento de desespero, uma das pessoas mais visadas pelos invasores e pelos que os defendem é Dom Pedro Casaldáliga, bispo emérito de São Félix do Araguaia, a quem estão querendo, irresponsável e inescrupulosamente, imputar a responsabilidade pela demarcação da área Xavante nas terras do Posto da Mata.


As entidades que assinam esta nota querem externar sua mais irrestrita solidariedade a Dom Pedro. Desde o momento em que pisou este chão do Araguaia e mais precisamente, desde a hora em que foi sagrado bispo da Prelazia de São Félix do Araguaia, sua ação sempre se pautou na defesa dos interesses dos mais pobres, os povos indígenas, os posseiros e os peões. Todos sabem que Dom Pedro e a Prelazia sempre deram apoio a todas as ocupações de terra pelos posseiros e sem terra e como estas ocupações foram o suporte que possibilitou a criação da maior parte dos municípios da região…

Leia a nota completa.

Notícias dão conta de que Dom Pedro Casaldáliga, ameaçado de morte pelos invasores, foi retirado da região e está sob proteção da Polícia Federal em local não divulgado.

Leia Mais:
Dom Pedro Casaldáliga recebe ameaças

O que aprendemos com os Manuscritos do Mar Morto?

Um texto bem didático de John J. Collins, professor da Yale University, publicado no Huffington Post em 22.10.2012.

Leia: Dead Sea Scrolls: What Have We Learned? [Manuscritos do Mar Morto: o que aprendemos com eles?]

Os 4 primeiros parágrafos do texto dizem:

“The Dead Sea Scrolls, discovered near the site of Qumran, south of Jericho in the years 1947-1956 were dubbed ‘the academic scandal of the 20th century’ because of the long delay in publication. Over the last 20 years or so, however, they have been fully published, except for occasional scraps that continue to come to light. Ever since their discovery, they have aroused passions on a scale that is extraordinary for an academic subject. Now that those passions have cooled, the time is ripe to ask what we have really learned from this remarkable discovery.

First, it may be well to recall some basic facts. Fragments of approximately 930 manuscripts, dating from the late third century B.C.E. to the first century C.E. have been discovered — 750 in Hebrew, 150 in Aramaic and a small number in Greek. Before the discovery of the Scrolls we had no extant literature in Hebrew or Aramaic from Israel in this period. The Scrolls, then, shed unprecedented light on Judaism around the turn of the era, at the time when Christianity was born.

Since the initial batch of scrolls included a rule for a sectarian religious community, the immediate assumption was that the scrolls had been the property of that community. This assumption appeared to be confirmed by the excavation of the ruins at Qumran. Consequently, the corpus of texts became known as ‘the library of Qumran.’ But it is difficult to believe that a community at this remote location had a library equal to that of the largest Mesopotamian temples. The scrolls do seem to be a sectarian collection, but they were probably brought from diverse sectarian communities to be hidden in advance of the Roman army during the Jewish revolt of 66-70 C.E. [sublinhado meu].

The Scrolls, then, were not the property of a small secluded community. They contain much that reflects Judaism of the time. They include copies of all the Hebrew Bible except Esther, but we cannot be sure that they regarded them all as ‘biblical’ in our sense of the word. They included editions of some ‘biblical’ books that differ from those that came down to us, and had multiple copies of several books that are not in our Bibles. They show that the process of the formation of the Hebrew Bible was not yet complete around the turn of the era”.

Leia o texto completo e veja as 21 fotografias no final.

E, para se divertir, uma “pérola” de um comentário ao texto acima recolhida por Deane Galbraith, e que mostra como as teorias conspiratórias continuam soltas por aí, pode ser vista em John J. Collins in the Huff Post: Dead Sea Scrolls are Great for Knowledge about Ancient Judaism, Even Better for Fueling Conspiracy Theories.

:: Quem é John J. Collins?

 

:: Um livro de John J. Collins sobre os Manuscritos do Mar Morto?

COLLINS, J. J.  The “Dead Sea Scrolls”: A Biography. Princeton: Princeton University Press, 2012, 288 p. – ISBN: 9780691143675.

O bóson de Higgs e a formação do Universo

O Bóson de Higgs e a elegância invejável do Universo

Este é o tema de capa da revista IHU On-Line, n. 405, de 22.10.2012.

Diz o Editorial:

“Estranho, belo, assimétrico, fértil e cada vez em mais acelerada expansão. Assim os cientistas entrevistados pela IHU On-Line desta se referiram ao Universo analisando o seu surgimento, bem como a recente confirmação da existência do Bóson de Higgs. Envolto em uma polêmica em função da duvidosa nomenclatura ‘Partícula Deus’, o Bóson inspirou a presente edição da revista, e trouxe ao debate as origens do cosmos, os grandes desafios da Física e mostrou que há muito mais perguntas do que respostas quando procuramos saber mais sobre o Universo.

Para o físico Arthur Maciel, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas, no Rio de Janeiro, a partícula recentemente descoberta no European Organization for Nuclear Research – CERN não resolve todas as incógnitas das teorias atuais, e inclusive cria novos problemas. Talvez essa seja a ponta de ‘um grande iceberg de novos fenômenos físicos’ que entusiasma os cientistas.

O matemático jesuíta George Coyne (Universidade do Arizona) acentua que o acaso, a necessidade e a fertilidade se imbricam na composição da concepção de Universo como se fossem ‘três bailarinas’.

Gerard’t Hooft, Prêmio Nobel em Física em 1999 e professor de Física Teórica no Spinoza Institut, em Utrecht, na Holanda, acentua que as interações entre físicos e matemáticos têm se mostrado importantes para o avanço da ciência. Contudo, a aproximação com outros ramos do conhecimento ainda é difícil.

O diretor do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, Basílio Santiago, dá detalhes sobre o projeto Dark Energy Survey – DES, do qual faz parte, e que procura mapear o céu e compreender um pouco mais sobre a expansão do Universo e sua formação.

De acordo com o físico jesuíta Gabriele Gionti, do Observatório Vaticano, para as pessoas de fé a harmonia do Universo expressa a beleza e bondade do Criador, mas não o prova.

Demonstração fundamental porque comprova a hipótese do preenchimento do espaço vazio com uma sustância invisível que permeia o Universo, encontrar o Bóson tem papel fundamental em determinar as características das partículas elementares, afirma Gian Giudice (CERN), físico de partículas e cosmólogo.

O jesuíta Guy Consolgmagno, astrônomo do Observatório Vaticano, menciona que a tentativa de encontrar ordem no Universo é o que move a ciência, mas não podemos usá-la para provar Deus.

O físico brasileiro e professor no Dartmouth College, nos Estados Unidos, Marcelo Gleiser, diz que apesar de ‘bela’ a ideia de que há uma teoria final da Natureza não possui suporte nas observações feitas do Universo. São as imperfeições e assimetrias que possibilitam a complexidade do cosmos.

A energia escura e o Bóson de Higgs como problemas que ainda não possuem solução são examinados por Rogério Rosenfeld, diretor do Instituto de Física Teórica da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP. Ele adverte que são necessários mais dados experimentais para comprovar se a partícula descoberta é mesmo o bóson do Modelo Padrão.

Oferecer uma compreensão detalhada sobre o que é o Bóson-H é o fio condutor do artigo de Mario Novello, do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas – CBPF”.