O terceiro aniversário da invasão do Iraque

Bush diz que violência no Iraque não acabará tão cedo

Três anos depois da invasão do Iraque e com mais de 2.300 mortos desde então, o desapontamento toma conta dos americanos, mas o presidente George W. Bush, cujo legado está em jogo no país árabe, mantém sua política e garante que não voltará atrás.

“Estes últimos três anos testaram nossa determinação. Vimos dias duros e passos para atrás”, admitiu o presidente, que declarou que seu Governo “está consertando o que não funcionou”.

“Terminaremos a missão. Vencendo os terroristas no Iraque, traremos mais segurança para o nosso país”, disse Bush em seu programa semanal de rádio.

As declarações do presidente acontecem dois dias depois que as tropas americanas lançassem o maior ataque aéreo desde o começo da invasão no Iraque, na chamada “Operação Enxame”, em que mais de 60 pessoas foram detidas.

Cenário devastado

O terceiro aniversário do conflito encontra Bush em condições muito diferentes daquela noite do dia 19 (madrugada de 20 no país árabe) de março de 2003, quando deu a ordem de começar a invasão no Iraque com o argumento que o regime de Saddam Hussein tinha armas de destruição em massa, que nunca seriam encontradas.

Se então 69% dos americanos apoiavam o presidente e a guerra, hoje as pesquisas apontam que a popularidade de Bush está no menor nível de seus cinco anos de mandato: entre 36 e 37%.

Atualmente, 57% dos americanos consideram a invasão um erro, contra os 23% que tinham essa opinião em março de 2003.

As mesmas pesquisas também indicam que o andamento do conflito, em que os EUA ainda mantêm mais de 130.000 soldados, é a principal preocupação dos americanos, superando qualquer outro aspecto da política da atual Administração.

Dois terços dos americanos acham que a história lembrará Bush pelo conflito no país árabe e as consequências a longo prazo que este venha a ter, segundo pesquisa elaborada esta semana pelo instituto Gallup.

A fraqueza do presidente relacionada ao Iraque o debilitou muito para enfrentar outros problemas.

A situação ficou clara na semana passada, quando a oposição no Congresso levou ao fracasso de um acordo, apoiado pessoalmente por Bush, para que uma empresa árabe administrasse seis portos americanos.

Numerosos legisladores republicanos se opunham a essa iniciativa, algo que teria sido insólito há apenas um ano, quando o presidente acabava de ser reeleito para um segundo mandato.

Agora, o presidente enfrenta uma moção de censura dentro do Senado, iniciativa do senador democrata Russ Feingold que tem um único precedente, em 1834, contra Andrew Jackson. Apesar de ter caráter meramente formal, a moção requer a realização de uma votação no plenário da câmara.

Bush também teve que abrir mão de uma série de iniciativas internas promovidas com estardalhaço, como a reforma do sistema previdenciário, e optar por objetivos muito mais modestos, como mudanças na assistência médica aos idosos.

Segundo declarou ao jornal “USA Today” o analista político Steven Schier, autor do livro “High Risk and Big Ambition: The Presidency of George W. Bush”, a Casa Branca “esperava no segundo mandato se dedicar a outra série de coisas, como a reforma da Previdência Social, mas tudo isso ficou de lado por causa do Iraque”.

Um dos principais assessores das campanhas eleitorais de Bush, Mark McKinnon, afirmou que “a guerra está sendo o motor de praticamente tudo neste Governo”.

Diante da situação, o presidente se viu obrigado, pela segunda vez em quatro meses, a iniciar uma campanha de discursos em defesa da guerra.

A primeira, em novembro, levou a uma alta nos índices de popularidade de Bush em um momento em que o presidente enfrentava uma difícil situação devido não apenas à guerra, mas também ao impacto do furacão Katrina e à apresentação de acusações formais de perjúrio contra um alto funcionário da Casa Branca, entre outras questões.

Em sua nova campanha, apresentada na segunda-feira passada, Bush assegurou, como tem feito até agora, que os EUA se manterão no Iraque o tempo que for necessário.

Mas também reconheceu que o país árabe atravessa momentos muito delicados, especialmente com a violência confessional que explodiu após o atentado contra a Mesquita Dourada de Samarra, um dos principais santuários xiitas.

“Gostaria de poder dizer que a violência está diminuindo e que o caminho pela frente será um mar de rosas. Não será”, disse o presidente ao pedir paciência aos americanos.

A mensagem é muito diferente da transmitida pela faixa com a frase “Missão cumprida” que aparecia atrás do presidente americano quando este deu por encerradas, no começo de maio de 2003, as principais operações militares no Iraque.

Fonte: Folha Online – 18/03/2006

 

Europa e Ásia protestam contra invasão no Iraque

Uma série de protestos contra os três anos da invasão dos Estados Unidos no Iraque, que serão completados amanhã, aconteceram neste sábado. Além da Europa, ocorreram manifestações na Austrália, no Japão e na Turquia.

Em Sidney, na Austrália, 500 pessoas protestaram nas ruas da cidade com placas com frases como “Parem a guerra agora” e “Tropas fora do Iraque”. Alguns traziam fotografias do presidente norte-americano George W. Bush, afirmando que ele era o maior terrorista do momento.

Em Londres, na Inglaterra, os protestos aconteceram próximo à sede do Parlamento e do Big Ben. Placas brancas cobertas com tinta vermelha simbolizavam o sangue derramado pelas vítimas da guerra acompanhavam os manifestantes. Segundo estimativa da polícia inglesa, cerca de 100 mil pessoas saíram às ruas da cidade para protestar.

Em Tóquio, no Japão, cerca de 2 mil pessoas também passaram a manhã nas ruas. O mesmo aconteceu nas principais ruas de Istambul, na Turquia, na Suíça, na Espanha, na Grécia, entre outros locais.

Fonte: Folha Online – 18/03/2006

 

Iraquianos vivem com medo e insatisfeitos

Três anos após a invasão que acabou com a ditadura de Saddam Hussein, a incerteza e o temor caracterizam a vida cotidiana dos iraquianos, marcada pela insegurança e pela falta de serviços básicos.

Apesar de terem à disposição agora muitos jornais para ler e mais redes de TV para assistir do que antes, os iraquianos lembram com frustração as promessas feitas pelos “libertadores” de tornar o país um modelo de democracia e prosperidade para o resto das nações árabes do Oriente Médio.

As explosões, o barulho das ambulâncias, dos aviões militares e dos tanques são ouvidos diariamente em várias cidades do país, especialmente em Bagdá, onde a criminalidade e a violência política dispararam.

Nesta situação, as famílias pensam duas vezes todos os dias antes de mandarem seus filhos à escola, e as mulheres preferem fazer as compras necessárias por temer que seus maridos sejam assassinados se saírem às ruas.

“Esperávamos que os EUA nos trouxessem calma e prosperidade, mas três anos depois só vimos ataques e carências nos serviços públicos”, disse à Efe Nasser Hassan, proprietário de uma loja de venda de roupa.

Ele se queixa de que teve que contratar um funcionário para trabalhar em sua loja, evitando saídas diárias de casa.

Mais de 30 mil iraquianos, tanto civis como militares, morreram desde 20 de março de 2003 nos atentados que sacodem o país quase diariamente.

São frequentes os anúncios pagos nos jornais sob o título de “Desaparecido”, com a foto de um ser querido supostamente sequestrado ou assassinado, e as aglomerações em frente aos depósitos de corpos e dos hospitais para procurar um parente que “saiu e não voltou”.

Sara, uma viúva de aproximadamente 30 anos e mãe de três filhos, diz que seu marido foi assassinado, supostamente, por um grupo xiita, quando saía de uma mesquita sunita na capital, e que sua família a obrigou a sair de casa para morar na de seu pai devido ao medo de ataques.

Abdelrasul Ali, um mecânico xiita de 37 anos, lamenta a perda de dois membros de sua família durante o regime de Saddam “só por serem xiitas”, e agora sente que, pela mesma razão, está “no ponto de mira dos terroristas, com seus carros-bomba e suas operações suicidas”.

Quem mais teme ser assassinado são os funcionários do novo Governo, os cientistas e os acadêmicos. Segundo Issam al-Rawi, presidente da Liga de Professores Universitários, pelo menos 185 acadêmicos morreram nos últimos três anos.

“O cidadão iraquiano vive em uma situação trágica e obscura. Eu, por exemplo, não trabalho porque sei de que se sair de casa talvez não volte”, disse Abdel Karim Maaruf, professor de Ciências da Universidade de Bagdá.

Uma postura parecida é a de Mazen Abd, formado em Economia e Ciências Políticas. “Estive a ponto de morrer duas vezes, uma na explosão de um carro-bomba há dois anos e outra este ano em um tiroteio quando estava esperando em um posto de gasolina de Bagdá”, lembra.

Os contínuos cortes de fornecimento água potável, eletricidade e gás de uso doméstico, e a falta de gasolina em um país que tem uma das maiores reservas de petróleo do mundo também dificultam a vida dos iraquianos.

“Minha família teve que voltar a usar os antigos fogões de querosene para cozinhar, depois de desaparecerem os bujões de gás doméstico”, diz Hussein Fadel, taxista que passa diariamente horas nas longas filas dos postos de gasolina de Bagdá.

Segundo Assem Jihad, porta-voz do Ministério do Petróleo, o Governo iraquiano teve que importar gasolina e gás para uso doméstico devido aos constantes ataques contra as instalações petrolíferas, repetidos também contras as unidades de tratamento de água e as centrais de energia elétrica.

Os cortes de luz na capital duram 11 horas todos os dias, enquanto os habitantes de outras cidades, especialmente na província rebelde de Al Anbar, vivem 16 horas diárias sem eletricidade.

Analistas do setor elétrico afirmam que a produção atual é de aproximadamente 4.000 megawatts, ou seja, 750 megawatts a menos do que o Iraque produzia até março de 2003.

Fonte: Folha Online – 18/03/2006

 

Milhares vão às ruas para exigir retirada de americanos do Iraque

Milhares de manifestantes saíram às ruas neste sábado em diversas cidades dos Estados Unidos, do Canadá e em São Paulo exigir a retirada das tropas americanas do Iraque, três anos depois do início da ocupação no país.

Em Nova York, o protesto reuniu mil pessoas nas imediações da Times Square, no centro da cidade. “A opinião pública está em peso do nosso lado. Cada dia que passa demonstra que a ocupação é a causa da violência no Iraque”, afirmou Dustin Langley, membro da “Troups Out Now” (Tirem as tropas já), um dos grupos que organizaram as manifestações, por ocasião dos três anos da invasão pela coalizão liderada pelos Estados Unidos no Iraque.

“Mas não são os políticos, qualquer que seja seu partido, quem vai acabar com a guerra, por isso temos que sair às ruas”, acrescentou Langley.

Os americanos também se manifestaram em Washington, São Francisco, Los Angeles e dezenas de cidades menores dos Estados Unidos.

Além disso, o grupo pacifista “United for Peace and Justice Coordinating” prometeu mais de 500 eventos nos 50 Estados do país.

Em seu programa semanal de rádio, neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reafirmou que o movimento rumo ao Iraque foi “a decisão certa”, mas prometeu superar a violência que causou a morte de 2.300 soldados americanos.

“Terminaremos a missão. Vencendo os terroristas no Iraque, traremos mais segurança para o nosso país”, disse Bush em seu programa semanal de rádio.

Recentes pesquisas mostraram que a popularidade do presidente está no seu menor nível, com cada vez mais americanos céticos em relação à sua gestão da guerra e à invasão para derrubar Saddam Hussein.

No Brasil, cerca de 2.000 pessoas participaram em São Paulo da jornada mundial de protestos contra a guerra do Iraque. A manifestação foi convocada pelos integrantes do Fórum Social Mundial.

Os participantes da marcha denunciaram a militarização dos conflitos e a presença de bases americanas na América Latina.

Brasília se opôs há três anos à intervenção liderada pelo governo do presidente George W. Bush para retirar Saddam Hussein do poder.

No Canadá, país vizinho aos Estados Unidos, centenas de pessoas também protestaram pelo fim da guerra no Iraque e pela retirada das tropas do país do Afeganistão.

Pelo menos 300 pessoas se reuniram no centro de Montreal sob o chamado da organização “Não à Guerra”.

O porta-voz da entidade, Raymond Legault, fez um discurso que condenou a ocupação americana no Iraque, pedindo a saída imediata das tropas canadenses do Afeganistão.

Em Toronto, a cidade mais importante do Canadá, outra manifestação reuniu 1 milhão de pessoas em frente ao consulado americano. Em Ottawa, centenas de manifestantes, principalmente estudantes, desfilaram nas ruas da Embaixada dos Estados Unidos e do Parlamento.

Fonte: Folha Online – 18/03/2006

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas – V

BOLLE, W. Grandesertão.br. São Paulo: Editora 34, 2004, 478 p.

E o “Urutú Branco”? Ah, não me fale. Ah, esse… tristonho levado, que foi – que era um pobre menino do destino…



Publicado em 1956, Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, tem suscitado desde então um grande número de estudos e interpretações. O mais recente lançamento da Coleção Espírito Crítico – Grandesertão.br, de Willi Bolle – vem abrir uma perspectiva inteiramente nova nesse panorama. Partindo da idéia de que a obra-prima de Rosa ganha em complexidade quando lida como uma reescrita crítica de Os Sertões (1902), de Euclides da Cunha, o professor de literatura alemã da Universidade de São Paulo mapeia toda a rede de relações existentes entre o Grande Sertão e os principais ensaios de interpretação de nosso país; desde a obra matricial de Euclides até os estudos fundamentais de Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda, Caio Prado Jr., Raymundo Faoro, Antonio Candido e Celso Furtado, entre outros. Em sua abordagem, aspectos centrais do romance – tais como a narração labiríntica e em forma de rede, o sistema da jagunçagem e, sobretudo, o pacto de Riobaldo com o Diabo (lido em chave materialista, que dispensa a interpretação metafísico-existencial) emergem sob luz nova. Para tanto, Bolle lança mão de diversas ferramentas que, além da ampla erudição, vêm se somar à crítica literária; entre elas, a filosofia política, as ciências sociais, a estética, a lingüística e até mesmo a geografia, já que o livro se faz acompanhar de vários mapas que situam para o leitor as andanças da personagem Riobaldo e o cenário da ação de Grande Sertão: Veredas (sinopse da editora).

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas – IV

BARBOSA, A. A epopeia brasileira ou: para ler Guimarães Rosa. Goiânia: Imery Publicações, 1981, 143 p.

Pobre tem de ter um triste amor à honestidade. São árvores que pegam poeira.

Esta anotação foi feita quando li o livro na década de 80: o livro de Alaor Barbosa é um guia mais ou menos didático para a leitura de Grande Sertão: Veredas. Obra de um apaixonado pela criação literária de Guimarães Rosa. Mas não é de grande fôlego… perde-se em ingênua louvação e, às vezes, despudorado deslumbramento!

Pistas para a leitura de Grande Sertão: Veredas – III

ARROYO, L. A cultura popular em Grande Sertão: Veredas. Rio de Janeiro: José Olympio, 1984, 315 p.

 

Vivendo, se aprende; mas o que se aprende, mais, é só a fazer outras maiores perguntas.

Li, na década de 80, pela primeira vez, o estudo de Leonardo Arroyo (1918-1986). Desde então, tenho consultado, com frequência, esta obra, onde anotei, ao final da primeira leitura: Excelente! Verdadeira enciclopédia da cultura popular mineira do sertão. Se não fosse por mais razões, só o inventário dos provérbios riobaldianos nas p. 252-282 já valeria a leitura. Mas é o autor quem nos diz no primeiro parágrafo da Introdução, p. 4, o que pretende:

A intenção deste ensaio é colocar teses sobre o conteúdo e a origem de Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa, de filiação e raízes na cultura popular.

Arroyo é grande admirador das ideias de Giovanni Battista Vico (1668-1744) e Johann Gottfried Herder (1744-1803) sobre cultura e história. Por isso, vai nos dizer por exemplo, na p. 16, que

não se cometeria nenhuma heresia, possivelmente, ao se afirmar, como se faz aqui, que a cultura popular, na sua experiência milenar, representaria muito mais para o gênero humano do que a criação erudita, pelo menos na área vivencial e lúdica. Procuramos destacar essa importância, as mais das vezes não reconhecida em virtude de preconceitos, interesses, vaidades e até mesmo de ignorância, através desta tentativa de inventário do tema e das formas da cultura popular em Grande Sertão: Veredas. A fonte de toda a sabedoria é o próprio homem do povo. Vico já reconhecia que a História se faz pela sabedoria vulgar do gênero humano ‘força coletiva, da qual as grandes figuras são símbolos apenas’.

E na p. 18 emenda:

Herder afirmava que ‘a arte de cada país só seria verdadeira quando refletisse a psique do seu povo, ou melhor, suas essências folclóricas’, conceito que poderia, com toda validade, extrapolar para categorias menos lúdicas, tais como a política e a economia de cada país. Com efeito, uma nação não é apenas a sua elite, mas é principalmente o seu povo, em torno do qual devem girar os interesses maiores da nacionalidade.

Assim é que entendemos porque a Introdução da obra tem por título A Megera Cartesiana… na qual, no segundo parágrafo, Arroyo nos diz que

seria longo enumerar a série de estudos inspirados na saga riobaldiana. Parece difícil a abordagem de Grande Sertão: Veredas em termos de objetividade crítica. Esta dificuldade seria decorrente das próprias formas da obra, dos valores múltiplos que a integram e definem como síntese de uma herança cultural de profundas ressonâncias. O romance é uma acumulação cultural, por isso se entendendo o resumo da experiência humana na sua frequência cósmica e na sua formação de camadas de mistérios e espantos do homem. Por isso, por exemplo, o cartesianismo peca por si mesmo e por sua própria natureza de racionalismo feroz no exame do livro, tais os elementos subjetivos, tradicionais, de folk, que dominam e enformam o texto.

Enfim, se no lema cartesiano podemos escrever ordem, clareza e forma, na criação literária de Guimarães Rosa podemos enxergar intuição, revelação e inspiração.

Encontrados túneis usados pelos judeus na guerra contra Roma

Encontrados em Caná da Galileia túneis usados pelos judeus na guerra contra Roma em 66 d.C.

 

Underground Tunnels Found in Israel Used In Ancient Jewish Revolt

Underground chambers and tunnels used during a Jewish revolt against the Romans nearly 2,000 years ago have been uncovered in northern Israel, archaeologists said Monday.

The Jews laid in supplies and were preparing to hide from the Romans during their revolt in A.D. 66-70, the experts said. The pits, which are linked by short tunnels, would have served as a concealed subterranean home.

Yardenna Alexandre of the Israel Antiquities Authority said the find shows the ancient Jews planned and prepared for the uprising, contrary to the common perception that the revolt began spontaneously.

“It definitely was not spontaneous,” Alexandre said. “The Jews of that time certainly did prepare for it, with underground hideaways here and in other sites we have found.”

The underground chambers at the Israeli Arab village of Kfar Kana, north of Nazareth, were built from housing materials common at the time and hidden directly beneath the floors of aboveground homes — giving families direct access to the hideouts. Other refuges found from the time of the revolt are hewn out of rock.

“This construction was very well camouflaged inside one of the houses,” Alexandre said. “There are three pits under this house and one tunnel leading to another pit. There are 11 storage jars in that pit.”

Built like igloos, the chambers are wide at the base and small at the top. The tunnels between them are short and the ceilings are too low for standing upright.

Zeev Weiss, a professor of archaeology at Hebrew University in Jerusalem not connected to the discovery, said the find “can give us more information about life in the Galilee in the first century and the preparations Jews were making on the eve of the revolt.” Weiss is director of excavations at Sepphoris, which was the largest city in the Galilee at the time of the revolt.

The Jewish revolt against Roman rule ended in A.D. 70, when the Romans sacked Jerusalem and destroyed the Second Temple.

The ancient Jews at the Kfar site built their houses over the ruins of a fortified Iron Age city, reusing some of the stones from the original settlement. Then they dug through 5 feet of debris from the ruins to build their hideaway complex. “It was quite a lot of work,” Alexandre said.

The original settlement, which dates from the 10th and 9th centuries B.C., is also a new discovery.

Alexandre attributes current dating of the original city as an Iron Age settlement to pottery remains, which are plentiful. The excavators have also found large quantities of animal bones, a scarab depicting a man surrounded by two crocodiles and a ceramic seal bearing the image of a lion.

The excavation of the city’s architecture has uncovered fortified walls which still stand 5 feet tall in some places. “It’s magnificent,” said Alexandre. “You can walk among them.”

Fonte: Associated Press – March 15, 2006

The Technorati Weblog: State of the Blogosphere Report

State of the Blogosphere, February 2006 Part 2: Beyond Search

In Part 1 of the State of the Blogosphere report, I covered the overall growth of the blogosphere. Today I’m going to cover the growth of the blogosphere as media, and discuss some of the emerging trends that deal with handling information overload. In a world of over 50,000 postings per hour, and over 70,000 new weblogs created each day, keeping on top of and in tune with the most interesting and influential people and topics is the new frontier beyond search. I’ve also got some surprises for you at the end of this post, two new features that I hope you’ll find useful. But first, let’s get our hands dirty in the data.

MSM vs. Blogs

To start, let’s look at how attention has been shifting in the blogosphere. In the chart below, the top news and media sites are charted according to the number of bloggers linking to them, and clearly, people are still paying a lot of attention to mainstream media stalwarts like The New York Times, CNN, and The Washington Post.

For these sites, which sit on what I call The “Big Head” of the curve (as opposed to the now-famous “long tail”, four blogs – BoingBoing, Engadget, PostSecret, and Daily Kos show up. This may look a bit smaller than the data of last August, but a quick look a bit further down the tail starts telling a more interesting story (Note that I’ve flipped the axes so that you can see more data):

As you continue down the media attention curve past the “big head”, that the number of blogs starts to grow.

The Long Tail

The chart below shows the attention curve once you get past the blogs that look just like mainstream media above. It is important to note how long the long tail really is: this chart at this scale doesn’t show it – the long tail of the blogging world goes out to 27.2 million blogs. To give a sense of scale, if this chart was kept to the same scale and I printed out the additional sheets necessary on regular 8.5 x 11 inch sheets of paper in landscape mode to show the entire long tail, the length of the complete graph would be about 120 pages long, making the entire chart about 110 feet long!

Movement along the curve

With so may blogs and bloggers out there, one might think that it is a lost cause for new bloggers to achieve any significant audience, that the power curve means that there’s no more room left at the top of the “A-List”.

Fortunately, the data shows that this isn’t the case.

Thanks to the Wayback machine, here’s a look at the Technorati Top 100 as it appeared on November 26, 2002 (bear with me if the wayback machine is slow). Then look at it as it appeared on December 5, 2003. And again on November 30, 2004. And again on April 1, 2005. And now look at it today.

Let’s take a few examples. Have a look at PostSecret. It is the #3 site on the Technorati Top 100 today, with over 12,000 sites that have linked to it in the last 180 days. It didn’t even exist on the chart in April of 2005. Or look at The Huffington Post. It is #5 on the Top 100. It too, didn’t exist on the chart in April of 2005. Or look at the #47 blog in April, 2005 Baghdad Burning. This blog still is regularly posting, but has fallen to #304.

This should not be meant to imply that there are no network effects, or that a power law relationship doesn’t exist in the Blogosphere. Of course there are network effects. But I want to go a level or two deeper than just thinking about the blogosphere as an A-List and The Long Tail — for that’s far too simplistic, and leaves out some of the most interesting blogs and bloggers out there.

The Magic Middle

This realm of publishing, which I call “The Magic Middle” of the attention curve, highlights some of the most interesting and influential bloggers and publishers that are often writing about topics that are topical or niche, like Chocolate and Zucchini on food, Wi-fi Net News on Wireless networking, TechCrunch on Internet Companies, Blogging Baby on parenting, Yarn Harlot on knitting, or Stereogum on music – these are blogs that are interesting, topical, and influential, and in some cases are radically changing the economics of trade publishing.

At Technorati, we define this to be the bloggers who have from 20-1000 other people linking to them. As the chart above shows, there are about 155,000 people who fit in this group. And what is so interesting to me is how interesting, exciting, informative, and witty these blogs often are. I’ve noticed that often these blogs are more topical or focused on a niche area, like gardening, knitting, nanotech, mp3s or journalism and a great way to find them has been through Blog Finder.

Explore: Dealing with Information Overload

Given that there’s a lot of interesting topical posts by influential or authoritative bloggers in those topic areas, we formulated an idea: Why not use these authoritative bloggers as a new kind of editorial board? Watch what they do, what they post about, and what they link to as input to a new kind of display – a piece of media that showed you the most interesting posts and conversations that related to a topic area, like food, or technology, or politics, or PR. The idea is to use the bloggers that know the most about an area or topic to help spot the interesting trends that may never hit the “A-list”. We call this new section Explore, and we’ve seeded it with some of the most interesting topics that we could find. But one of the nice things about Explore is that there are no gatekeepers, and that anyone who writes interesting topical blog posts can get included simply by tagging his blog and tagging his posts.

It’s still pretty new, and occasionally an irrelevant post or two sneaks into the display. We’re working on fixing that, but one of the new features we’re launching today is the ability to subscribe to an RSS feed of any explore category, so you can now read the most interesting posts via your favorite newsreader.

These middle tier blogs also define communities of interest in the blogosphere. Its easy to think of the blogosphere as a cacophony of voices spread out over a big long tail distribution. But Blog Finder and Explore help resolve these thousands of blogs into topical, relevant communities of interest that interlink, refer to one another and often wrestle with ideas, discuss them and move them along. People often ask, “what blogs should I read?” And often times a good answer is, “you should read the posts from the leading blogs in topics that of interest you. Blog Finder and Explore make this possible for the first time on a wide variety of topics— and in so doing we hope will the blgosphere more approachable, useful, and comprehensible to more people than ever before.

Filter By Authority: Giving YOU the power to tune your searches

There’s one more big feature that I wanted to write about tonight, our new Filter By Authority feature. You can see this on all keyword search results pages, looking like this:

Explore

Clicking on the green slider allows you to easily refine your search results to show greater or fewer matching blog posts. For some searches, you might want to pick and choose only posts from blogs that have been around a while and are highly influential – so pick “a lot of authority” as shown above. I’ve found this great for searches on highly trafficked topics, like “George Bush” or Olympics, or on topics that are known to get a lot of spam, like mortgage or refinance. I find that it often helps me to also answer the question, “Who is the most influential blogger talking about XXX this week, and what did she say?”

Clicking lower on the slider gives you the ability to see how different levels of filtering affect your search results. For my ego feeds, I always want to see every single mention, so I turn off filtering for those feeds. I also love looking at the charts on the left-hand side of each search result to see what changes when I change the filter, too.

As we implemented this feature, we spent a lot of time thinking about how to name it. We frequently use the term authority on our site when we talk about inbound links, as in “a link is a vote of authority.” So to maintain consistency we called this new feature, ” sort by authority.” But in no way should this imply a value judgment. More authority doesn’t necessarily mean more good or more interesting. In many instances, less authority yields more interesting results: a greater diversity of opinion, less mainstream thinking, more individual voices. The authority filter is a tool to fine tune results, and its a great way to zoom in on the voices that are commanding the most attention, and then zoom back out and listen to the whole diverse medium that is the blogosphere. With so many voices we’re happy to add a new tuning control!

This new feature is a beta feature, so we’re looking for your feedback! Do you like it? Find it useful? Or is it confusing? What about the name? We tried a number of different names for the feature, but ended up picking “filter by authority” since we speak about a blogger’s authority as being based on the number of links he gets from other people, but it isn’t a perfect analogy. In the end, we decided that rather than having the perfect name, we’d much rather get the feature out there for all of you to try, and we’d listen intently to your feedback and comments.

In Summary

. Blogging and Mainstream Media continue to share attention in blogger’s and reader’s minds, but bloggers are climbing higher on the “big head” of the attention curve, with some bloggers getting more attention than sites including Forbes, PBS, MTV, and the CBC.
. Continuing down the attention curve, blogs take a more and more significant position as the economics of the mainstream publishing models make it cost prohibitive to build many nice sites and media
. Bloggers are changing the economics of the trade magazine space, with strong entries covering WiFi, Gadgets, Internet, Photography, Music, and other nice topic areas, making it easier to thrive, even on less aggregate traffic.
. There is a network effect in the Technorati Top 100 blogs, with a tendency to remain highly linked if the blogger continues to post regularly and with quality content.
. Looking at the historical data shows that the inertia in the Top 100 is very low – in other words, the number of new blogs jumping to the top of the Top 100 as well as he blogs that have fallen out of the top 100 show that the network effect is relatively weak.
. The Magic Middle is the 155,000 or so weblogs that have garnered between 20 and 1,000 inbound links. It is a realm of topical authority and significant posting and conversation within the blogosphere.
.Technorati Explore is a new feature that uses the authoritative topical bloggers as a distributed editorial team, highlighting the most interesting blog posts and links in over 2,500 categories.
. The new Filter By Authority slider makes it easy to refine a search and look for either a wider array of thoughts and opinions, or to narrow the search to only bloggers that have lots of other people linking to them. This gives you the power to decide how much filtering you want.