Bibliotheca Alexandrina: antiga e moderna

Em SansBlogue, de Tim Bulkeley, de 2 de março de 2006, você pode ler sobre a antiga e famosa Biblioteca de Alexandria, Egito, que está “renascendo”, toda recheada de tecnologia…

Ele diz:

The International Journal of the Book has just started a blog, presumably if biblical scholars who blog are bibliobloggers this must be a biblionblog… Their first post is Bibliotheca Alexandrinaabout the three libraries of Alexandria.

After comparing the goals of the ancient Great Library of Alexandria with those of the modern Bibliotheca Alexandrina the post contrasts the technologies used.

The library also contains an Internet center, specialized sections for audio-visual and electronic materials, microforms and rare books, as well as a Planetarium, study rooms, reading halls, museums, and spaces for conferences and art galleries.

The post concludes:

Is this a story of destruction and rebirth, of transformation and technological progress, relating the legendary past, the present and the changing future? Certainly, it is. But it also suggests that irrespective of its form, content, reading or access techniques, the role of the library was, is and will remain the same, i.e. that of a radiating repository for universal knowledge.

My conclusion is different, technology makes a great difference. The ancient library (until the late 20th century in fact) was localised, and only one person at a time could consult each “book”. So one had to visit Alexandria to consult it’s riches. The digital library (which the modern Bibliotheca Alexandrina includes) can be anywhere and everywhere. It can even through Book Mobiles (go to http://www.bibalex.org/english/initiatives/mybook.htm and scroll down) go to the poor and deprived. Print began a process of democratising books. That, in part, is how Luther could run rings round the pope and the emperor. But digitisation takes this process to a new level.

As long as “books” remain physical objects they remain sources of sensual pleasure for rich (or at least comfortably provided) readers. Once they are digital there is more chance that they can be liberated by the less wealthy. The digital divide is potentially a temporary aberration. (How many people could afford a copy of the first edition of Gutenberg’s Bible?

De olho no senhor…

Google recusa informações ao governo americano

O Google recusou a exigência do governo dos Estados Unidos para entregar arquivos de buscas feitas no site durante uma semana.

O maior site de buscas do mundo entregou a recusa em um tribunal, em resposta à exigência oficial do governo americano.

No documento, recheado de palavras fortes, a empresa afirma que o pedido violaria a privacidade de seus usuários e revelaria segredos comerciais a seus rivais.

A direção do Google também argumenta que entregar os registros e dados exigidos pelo governo seria impraticável e não iria trazer os resultados esperados pelo governo.

Pedido

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos fez o pedido de entrega de uma semana de registros de buscas em janeiro. Pedidos semelhantes foram feitos à Microsoft, ao Yahoo e para a AOL.

Desde o início, o Google resistiu e a resposta entregue ao tribunal critica o próprio pedido de uma lista com as palavras mais usadas em buscas durante uma semana típica.

Com o pedido, o Departamento de Justiça queria subsídios para mostrar que a regulamentação voluntária não é suficiente para manter as crianças protegidas de conteúdos como pornografia na internet.

O documento registrado pelo Google afirma que a direção da empresa não acredita no argumento de que uma lista de palavras usadas em buscas possa ajudar a entender o comportamento dos usuários da internet.

Críticas

“Afirmar isto demonstra tanta desinformação, como falta de bom senso,” diz o documento do Google.

Ainda segundo o documento, os engenheiros do Google também demorariam mais de uma semana trabalhando para compilar a lista.

E acrescenta: “Os usuários acreditam que quando entram no site e digitam palavras para busca que vamos manter sua privacidade, a não ser que sejamos obrigados a revelar o conteúdo”.

A União de Liberdades Civis americanas também registrou um documento apoiando a posição do Google e afirmando que “este é o mais recente exemplo de que o governo acredita que pode exigir que entidades privadas entreguem todo o tipo de informações sobre os seus clientes, só porque o governo diz que precisa destas informações”.

Um tribunal vai decidir a questão no dia 13 de março.

Apesar da posição dura adotada nos Estados Unidos, o Google aceitou restringir suas buscas na China por exigência do governo e a empresa foi duramente criticada em todo o mundo.

Uma comissão no Congresso americano criticou duramente a conduta de empresas como Microsoft, Yahoo, Cisco Systems e Google na China.

Fonte: BBC Brasil – 20 de fevereiro, 2006

Google quer comercializar acesso online a publicações

Folha Online: 15/03/2006 – 13h11

da Efe, em São Francisco

O Google planeja lançar um serviço que proporcionaria acesso a publicações sujeitas a direitos de propriedade intelectual mediante sua ferramenta de “busca dentro dos livros”, anunciou nesta semana a empresa em seu site. Por enquanto, os usuários do “Google Book Search” podem consultar fragmentos de livros sujeitos a direitos de propriedade intelectual catalogados em seu serviço, mas não podem ter acesso a textos completos. O novo serviço permitiria aos usuários registrados pagar pelo acesso imediato às publicações (cont.)

 

 

The Google Books Partner Program is developing tools for publishers to experiment with new and innovative ways to increase book revenue. The first of these tools allows you to sell online access to your book. Once you set a price for your book, users who discover it through Google Book Search will be able to pay for access to its full contents. The book will only be available to the user once they’ve signed in with their personal account, and will only be available through their browser. Users will not be able to save a copy on their computer nor copy pages from the book (cont.)

Sobre as origens de Israel

O problema das origens de Israel é um dos mais importantes itens de minha disciplina História de Israel (no CEARP – Ribeirão Preto) ou História da Época do Antigo Testamento (FTCR da PUC-Campinas).

Esta é uma questão tão debatida hoje que já se tornou lugar comum em congressos ou salas de aula a seguinte constatação, feita por George Mendenhall em um artigo publicado em 1962:

Não existe problema da história bíblica que seja mais difícil do que a reconstrução do processo histórico pelo qual as Doze Tribos do antigo Israel se estabeleceram na Palestina e norte da Transjordânia.

O artigo é The Hebrew Conquest of Palestine e pode ser lido em CARTER, C. E. & MEYERS, C. L. (eds.) Community, Identity and Ideology: Social Sciences Approaches to the Hebrew Bible. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 1996, p. 152-169.

Sobre as origens de Israel neste blog, confira vários posts aqui.

Blog do mês de março 2006: Higgaion, de Chris Heard

Blog of the Month: March 2006

O blog do mês de março 2006, escolhido por Biblioblogs.com, é Higgaion, de Christopher Heard, de Oak Park, Califórnia, USA. Chris Heard é professor de Antigo Testamento na Pepperdine University, Malibu, Califórnia. Higgaion tem como proposta tratar de “meditations on biblical studies, church life, and any other topics I find to be of spiritual interest”.

Na entrevista, quero destacar uma das respostas de Chris Heard, e é justamente sobre as vantagens e desvantagens do ato de blogar:

BB: What have you found to be the advantages and disadvantages of blogging?
CH: The advantage to me is that when I have something to say, I can say it, and those who care can listen and respond. As I mentioned before, the main value to me is in communicating with friends new and old about topics of mutual interest. At times blogs can seem sort of like parallel monologues, so it’s an interesting kind of communication medium. One of the things I really like about blogs is that scholars, graduate students, and interested non-specialists interact in the blogosphere with a free and nonhierarchical exchange of ideas; there is no “pulling rank” or, usually, flouting of credentials. If nothing else, it’s a way for me to think out loud, but the “democratization” of academic discourse in the blogosphere also creates a sense of responsibility and accountability that I don’t always feel when dealing with my own students, who are far more likely to “take my word for it” even if I encourage them not to do that. The primary disadvantage to blogging is that it’s one more thing on my “to do” list.