O que se deve exigir do escritor antes de tudo, é certo sentimento íntimo, que o torne homem do seu tempo e do seu país, ainda quando trate de assuntos remotos no tempo e no espaço (Machado de Assis).
airtonjo
Resenhas na RBL: 26.09.2008
As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:
Craig D. Allert
A High View of Scripture? The Authority of the Bible and the Formation of the New Testament Canon
Reviewed by Garwood P. Anderson
Philip R. Amidon
Philostorgius: Church History
Reviewed by Alanna M. Nobbs
Stephen Bertman
Handbook to Life in Ancient Mesopotamia
Reviewed by Aren M. Maeir
Sebastian P. Brock
The Wisdom of St. Isaac of Nineveh
Reviewed by Lucas Van Rompay
Michael J. Gorman
Reading Paul
Reviewed by Stephen Finlan
Joseph H. Hellerman
Jesus and the People of God: Reconfiguring Ethnic Identity
Reviewed by Vernon Robbins
Christophe Nihan
From Priestly Torah to Pentateuch: A Study in the Composition of the Book of Leviticus
Reviewed by Jeffrey Stackert
Barbara E. Reid
Taking up the Cross: New Testament Interpretations through Latina and Feminist Eyes
Reviewed by Mary J. Marshall
Bernard Renaud
«Proche est ton Nom»: De la révélation à l’invocation du Nom de Dieu
Reviewed by Jean-Paul Michaud
Joseph B. Soloveitchik; David Shatz, Joel B. Wolowelsky, and Reuven Ziegler, eds.
Abraham’s Journey: Reflections on the Life of the Founding Patriarch
Reviewed by Dan W. Clanton Jr.
A Blogosfera, segundo Technorati
Technorati: State of the Blogosphere / 2008
Welcome to Technorati’s State of the Blogosphere 2008 report, which will be released in five consecutive daily segments:
- Introduction
- Day 1: Who Are the Bloggers?
- Day 2: The What And Why of Blogging
- Day 3: The How of Blogging
- Day 4: Blogging For Profit
- Day 5: Brands Enter The Blogosphere
Technorati na Wayback Machine.
Homenagem a Carlos Mesters
Frei Carlos Mesters recebe homenagem da ABIB
O tema do Congresso foi Jesus e as tradições do antigo Israel, e Frei Carlos ministrou a palestra final sobre Jesus e a tradição sapiencial. Logo após a sua fala e “a excelente e ponderada reação de Maria Antônia Marques (Centro Bíblico Verbo)” iniciaram-se as homenagens a Frei Carlos e também a Archibald Mulford Woodruff, professor de Bíblia no Seminário da IPI (Igreja Presbiteriana Independente) em São Paulo e na Universidade Metodista em São Bernardo do Campo, contou Monika. O membro do CEBI e da comissão organizadora do Congresso, Rafael Rodrigues, dirigiu o ato que foi organizado pelo CEBI Grande São Paulo, sob coordenação de Monika Ottermann, que também é membro da Diretoria Nacional da ABIB. Durante a homenagem a frei Carlos, foram lembradas a dura realidade de vida de muitas pessoas que encontram na leitura popular da Bíblia sua força para lutar e, principalmente, a metáfora do “Varal da Vida” (título do número 218/219 da série “A Palavra na Vida”, publicada pelo CEBI). Cantando “Eu venho de longe, eu sou do sertão…”, Vanildes Gonçalves do CEBI GO puxou a entrada de uma turma de “retirantes”, cebistas do Brasil inteiro que estavam presentes no Congresso e que levaram junto um varal e uma enorme trouxa feita de uma colcha de retalhos. Chegando ao palco, o varal foi estendido e a trouxa revelou seu conteúdo: quase cem livros que frei Carlos escreveu ou ajudou a escrever em co-autoria. Enquanto os livros foram colocados no varal, Rafael leu uma breve biografia de frei Carlos, e no final, Monika entregou um quadro com uma foto de Sebastião Salgado (um “círculo bíblico” junto a um mandacaru) e agradeceu ao homenageado “em nome da ABIB, do CEBI e, sobretudo, em nome do Povo” por tudo que fez ao longo de sua vida.
Fonte: CEBI – Texto escrito por CEBI Grande São Paulo em 15 de setembro de 2008.
Jesus na História e na Teologia
Recomendo duas leituras. Duas revistas que chegaram recentemente:
:: Estudos Bíblicos n. 99 – 2008/3: Jesus e as tradições de Israel
Este número de Estudos Bíblicos “enfoca um tema fundamental sob vários aspectos: o Jesus histórico e as primeiras movimentações de grupos seguidores seus, à luz de algumas das mais relevantes tradições da sociedade e religião de Israel” (do Editorial).
Editorial de Archibald Mulford Woodruff e Pedro Lima Vasconcellos.
Artigos de Donizete Scardelai, José Luiz Izidoro, Paulo Augusto de Souza Nogueira, Valtair Miranda, Elisa Rodrigues, Paulo Sergio de Proença, Pedro Lima Vasconcellos, Archibald Mulford Woodruff, Paulo Roberto Garcia e Monika Ottermann.
Resenha escrita por Rafael Rodrigues da Silva sobre: CHEVITARESE, A. L.; CORNELLI, G.; SELVATICI, M. (orgs.) Jesus de Nazaré: uma outra história. São Paulo: Annablume/Fapesp, 2006, 354 p. – ISBN: 8574196290.
:: Concilium n. 326 – 2008/3: Jesus como Cristo: o que está em jogo na cristologia?
Este número de Concilium tem o Editorial “Jesus como o Cristo na nova encruzilhada cultural” assinado por Maria Clara Bingemer, Erik Borgman, Lisa Sowle Cahill e Andrés Torres Queiruga.
Está dividida em duas partes:
. Na primeira, os artigos são de Roger Haight, Sean Freyne, Andrés Torres Queiruga, Maria Clara Lucchetti Bingemer, Lisa Sowle Cahill, Jon Sobrino, Erik Borgman e Felix Wilfred.
. A segunda parte – Documentação/Forum Teológico – traz textos de Robert Schreiter, Rosino Gibellini, José Ignacio González Faus, Karl Gabriel, Hanspeter Heinz, Silvia Scattena e José Antonio Pagola.
Sendo este último uma útil bibliografia comentada sobre o Jesus Histórico, quase toda em português e espanhol.
Einstein em São Paulo
Começa exposição sobre Einstein no parque Ibirapuera – Folha Online: 24/09/2008
Abre ao público hoje no parque Ibirapuera a exposição “Einstein”, sobre o legado científico e cultural do físico alemão Albert Einstein, adaptada e ampliada a partir de uma mostra concebida pelo Museu Americano de História Natural, em Nova York. As instalações exibem objetos pessoais, fotos, fac-símiles de cartas e manuscritos e máquinas interativas.
“A proposta é retratar esse personagem histórico, mas de uma forma que as pessoas consigam entender essas teorias extremamente complexas por meio de interatividade”, diz Bianca Rinzler, diretora do Instituto Sangari, que organizou a mostra.
A coordenação científica da versão brasileira da exposição é do físico Marcelo Knobel, da Unicamp. “Tentamos desmistificar um pouco a pessoa dele [Einstein], que foi alguém como nós; enfrentou problemas familiares, divórcio etc.”, diz.
O lado genial e singular de Einstein, porém, está amplamente retratado na exposição, sobretudo em painéis de textos e ilustrações didáticas.
A exposição foi aberta a jornalistas ontem, mas a maior parte das obras interativas ainda não havia sido instalada para a estréia, confirmada para hoje. Está prometida a projeção de filmes em 3-D explicando as teorias da relatividade. Há também brinquedos mostrando movimentos dos átomos e princípios da física quântica. Uma boa parte dos setores inéditos da exposição brasileira tratam da relação das teorias de Einstein com o país, bem como de sua visita em 1925. Há uma seção com trabalhos de artistas plásticos brasileiros sobre o físico. (Rafael Garcia)
EINSTEIN
Quando: de hoje a 14.dez.2008; de ter. a sex. das 9h às 21h; sáb., dom. e feriados das 10h às 21h
Onde: Pavilhão Engenheiro Armando de Arruda Pereira – Parque Ibirapuera, Portão 10
Lutero e os 500 anos da Reforma
Luteranos inauguram a Década da Reforma
Culto festivo realizado ontem [domingo, 21/09/2008] na igreja do Castelo, em Wittenberg, marcou o início da Década de Lutero, que culminará em 2017 com a celebração dos 500 anos da fixação das 95 teses na porta deste mesmo templo. As teses de Lutero preconizavam mudanças na Igreja, dando início ao movimento da Reforma protestante.
“Lutero 2017 – 500 anos de Reforma” é o lema da Década, que convida a confrontar as teses do reformador com perguntas da atualidade. A concepção luterana de que a graça de Deus é um presente à humanidade pode ser também hoje uma “força existencial”, disse o presidente da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), bispo Wolfgang Huber. Huber lembrou que Lutero preconizou uma reforma na cabeça e membros “da sua Igreja católica”, e não quis iniciar uma nova igreja. Para a divisão da Igreja também contribuíram fatores bem mundanos, agregou. Responsável pela homilia no culto de abertura da Década, Huber destacou que a pregação de Lutero sobre a liberdade do cristão é de uma tremenda atualidade. Por isso, sugeriu, a Década da Reforma deve ser uma “Década da liberdade”. O ministro do Interior da República Federal da Alemanha, Wolfgang Schäuble, recomendou que a Década sirva para incrementar o diálogo com os muçulmanos, sem esquecer a existência de fissuras no cristianismo. Ele frisou que católicos e protestantes estão diante de grandes desafios, que podem ser sobrepujados muito antes se forem encarados em conjunto. “Nós fizemos história”, declarou o presidente da Federação Luterana Mundial (FLM), bispo Mark Hanson, que também preside a Igreja Evangélica Luterana da América (Elca). O que começou na Alemanha há 500 anos abarca, hoje, uma comunidade de 68 milhões de luteranos no mundo, disse. A celebração foi assistida pelo bispo católico Gerhard Feige, de Magdeburg, informa o Serviço de Imprensa Evangélico (EPD) [sublinhado meu]. Para os próximos dez anos serão realizados vários eventos – palestras, seminários, mostras, exposições, celebrações – em Wittenberg, Eisleben, Erfurt e Eisenach, cidades alemãs que tiveram a presença de Lutero. Em setembro de 1508, o monge agostiniano, então com 24 anos, chegava a Wittenberg para dar continuidade aos estudos e lecionar Filosofia na recém fundada universidade local. Hoje, a cidade situada no leste da Alemanha, no Estado de Saxônia-Anhal, conta com 47 mil habitantes e recebe a cada ano em torno de 400 mil turistas, atraídos pela história da Reforma.
Fonte: ALC – Wittenberg, segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Lutherdekade in Wittenberg eröffnet
Mit einem Gottesdienst und einer Festversammlung in der Schlosskirche in Wittenberg ist am Sonntag, den 21. September, die Lutherdekade “Luther 2017 – 500 Jahre Reformation“ eröffnet worden. In seiner Festrede vor hochrangigen Gästen aus Politik, Gesellschaft und Kirche erklärte der Vorsitzende des Rates der Evangelischen Kirche in Deutschland (EKD), Bischof Wolfgang Huber, mit der Person Martin Luthers sei eine Faszinationskraft verbunden, die Entdeckerfreude auslöse. Luthers Glaubenseinsicht, dass die Gnade Gottes ein Geschenk ist, könne auch heute “existentielle Kraft“ erschließen. Luthers Thema der Freiheit sei von unüberbietbarer Aktualität. Die Lutherdekade solle eine “Dekade der Freiheit“ sein.
Heute zeige sich aufs Neue, wie sehr Menschen in aller Welt sich nach der Freiheit von Not und Angst sehnen, so der Ratsvorsitzende. „In einer Zeit, in der eine globale wirtschaftliche Dynamik die Verarmung großer Bevölkerungsschichten nicht etwa aufhält, sondern beschleunigt, bekommt die Frage nach der Freiheit von Armut und Not erneute Dringlichkeit.“ Angesichts von weltweit agierendem Terrorismus und irregulärer Kriege werde Furcht zu einem Alltagsthema. Zugleich spürten die Menschen, dass materielle Sicherungen allein weder Frieden noch wirklichen Wohlstand bringen. Das wiedererwachte Interesse an Religion führe aber nicht allein zu einer neuen Aufmerksamkeit für die Botschaft des Evangeliums, sondern auch zu vielen Varianten einer „marktgängigen Religiösität“, die mit einfachen Antworten den Sinn des Lebens zu beschreiben suchten. Martin Luther habe sich, anders als diese „Schwarz-Weiß-Bilder“, nicht über die Rätsel und Ausweglosigkeiten des Lebens hinweggesetzt. „Zu der Freiheit, die er lehrte, gehörte auch die Bereitschaft, der Anfechtung standzuhalten, und die Verborgenheit Gottes nicht zu übertünchen oder zu übertönen.“ In seiner Erkenntnis, dass alle gute christliche Theologie eine Theologie des Kreuzes sei, liege ein wichtiges Gegengewicht zum Fortschrittsoptimismus der Moderne.
Luther hatte ein nüchternes Bild vom Menschen. „Er pries die im Glauben geschenkte Freiheit deshalb so hoch, weil er davon überzeugt war, dass der Mensch von sich aus unfrei ist, ein Gefangner der Sünde, auf sich selbst fixiert, ein in sich verkrümmtes Wesen.“ Deshalb sei die Lutherdekade auch kein „Jubeljahrzehnt“, sagte Huber. Auch die Schatten und Grenzen der Person Luthers, sein „mitunter polemischer Charakter, seine ambivalente Rolle in den Bauernkriegen, seine beschämenden Aussagen zu den Juden und sein Kommentar zu den Expansionsbestrebungen des Osmanischen Reichs“ dürften bei Gedenkveranstaltungen nicht ausgespart werden.
Die Zusage der Freiheit, die Luther im Glauben fand, bewahre die Menschen aber auch davor, in ihrer egoistischen Verkrümmung zu verharren. „Gerade weil Gott jedem Menschen den aufrechten Gang schenkt, kann jeder Mensch die Knie beugen: zum Gebet zu Gott wie zum Einsatz für den Nächsten.“
In der reformatorischen Tradition sei ebenso die Bildung eine Folge der christlichen Freiheit. Die Reformation habe sich in die christliche Bildungsgeschichte eingezeichnet: „Europa in seiner durch Antike und Christentum geprägten Gestalt und eine Bildung, die diese Gestalt erschließt, gehören zusammen. ‚Beste Bildung für alle’ ist der Impuls der Reformation. ’Beste Bildung für alle’, ob Migranten- oder Einzelkind, ob mit Behinderungen oder hochbegabt – das ist die Herausforderung unserer Zeit.“ Bildungschancen dürften nicht nach der sozialen Herkunft verteilt werden, „überkommene Strukturen dürfen den freien Zugang zur ‚besten Bildung für alle’ nicht behindern.“
Der Ratsvorsitzende betonte, dass es nicht Luthers Absicht war, eine neue Kirche zu gründen. Zur Trennung der Konfessionen hätten vielfältige, darunter auch ganz weltliche Faktoren beigetragen. „Sie ist aus dem Handeln und Unterlassen aller Beteiligten entstanden.“ Ein wichtiger Prüfstein für die Fortschritte in der Ökumene sei es, „ob wir von den Ursachen und Wirkungen der Reformation heute ein gemeinsames Bild haben und dieses Bild auch gemeinsam formulieren können.“ Wenn es gelinge, das Bemühen um ein gemeinsames Verständnis der Rechtfertigungslehre in dieser Hinsicht fortzusetzen, dann „besteht die Aussicht, dass das Reformationsjubiläum 2017 wirklich zu einem ökumenischen Ereignis wird.“ Die evangelische Kirche wolle diesen Weg ebenso mit der römisch-katholischen Kirche wie mit anderen christlichen Kirchen gemeinsam gehen.
Fonte: Pressestelle der EKD – Silke Römhild – Wittenberg/Hannover, 21. September 2008
Fundamentalismo, marketing e poder político
Edir Macedo prega que evangélicos tomem o poder
“Deus tem um plano político para os fiéis da Igreja Universal do Reino de Deus e para os evangélicos que sejam seus aliados: governar o Brasil, segundo as palavras do bispo Edir Macedo, fundador e chefe da Igreja Universal, no livro Plano de Poder, lançado a duas semanas das eleições.
A partir de uma leitura política do Antigo Testamento, Macedo incita os evangélicos à mobilização partidária, seguindo o “projeto de nação” que Deus teria sonhado para os hebreus, que ele chama de cristãos. O livro tem coautoria de Carlos Oliveira, diretor-presidente do jornal Hoje em Dia, de Minas Gerais.
“Tudo é uma questão de engajamento, consenso e mobilização dos evangélicos. Nunca, em nenhum tempo da História do evangelho no Brasil, foi tão oportuno como agora chamá-los de forma incisiva a participar da política nacional”, escreve Macedo, estimando em 40 milhões a comunidade de evangélicos no país. “A potencialidade numérica dos evangélicos como eleitores pode decidir qualquer pleito eletivo, tanto no Legislativo, quanto no Executivo, em qualquer que seja o escalão, municipal, estadual ou federal”, afirma ele, no livro.
É para essa comunidade que Macedo chama de cristãos com exclusividade (ele exclui os cristãos católicos) que Deus teria feito os planos de governo. No texto repleto de expressões de linguagem de marketing e administração, Macedo lança as bases para uma militância evangélica político-partidária. Diz que no Brasil a comunidade é como um “gigante adormecido”, que se mantém alheia ao processo eleitoral.
Para o cientista político Roberto Romano, professor de ética na Unicamp, Macedo envia uma mensagem aos fiéis para que deixem de lado o pudor de lidar com a política. “Macedo diz: ‘Vocês já foram conquistados para Jesus, sabem como isso os consola. Mas para que o plano de Deus se realize, temos de deixar de ter o pudor de mexer com a política'”, afirma Romano.
O professor diz que a época escolhida por Macedo para lançar o livro, às vésperas da eleições, foi bem escolhida. Romano afirma não estranhar o avanço da Igreja Universal sobre a política. O partido PRB, do vice-presidente José Alencar e de Marcelo Crivella, segundo colocado nas pesquisas eleitorais para a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, é fortemente ligado à igreja.
“É próprio do Edir Macedo usar essa terminologia de administração e marketing; ele usa isso na igreja dele, assim como a teologia sincrética. Essa teologia da prosperidade. Não me surpreende que esteja transformando essa bem-sucedida empresa em partido, em base política.”
A professora de Teologia da PUC-Campinas Silvana Suaiden vê fundamentalismo por parte de Macedo. “O bispo Macedo faz uma leitura fundamentalista da Bíblia. O que ele entende por povo cristão? Para ele, é, sobretudo, o povo da Igreja Universal. Utilizar a Bíblia para amparar essa tese, principalmente nas eleições, quando existe esse projeto de sustentação da base de políticos evangélicos? É uma jogada.” A especialista explica: “A Bíblia tem de ser lida no contexto em que foi escrita. Ler o Antigo Testamento e dizer que ali está escrito que Deus tem um plano para os cristãos, quando não há uma referência aos cristãos? Isso não tem sustentação teológica”. A reportagem tentou entrevistar Edir Macedo. Mas, segundo sua assessoria, ele não daria entrevistas por estar fora do Brasil.”
Fonte: IHU On-Line: 21/09/2008. A reportagem é do jornal O Globo, de 21/09/2008 e foi escrita por Tatiana Farah.
O livro: MACEDO, E.; OLIVEIRA, C. Plano de Poder: Deus, os cristãos e a política. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2008, 128 p. – ISBN 9788578600198.
O conceito de Terra Prometida e os conflitos atuais
CMI apresenta novas perspectivas sobre o conflito entre Palestina e Israel
A Bíblia “não deve ser utilizada para justificar a opressão ou proporcionar comentários simplistas sobre acontecimentos contemporâneos”, concluíram participantes da conferência sobre o conceito de “terra prometida”, reunida pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), em Genebra, de 10 a 14 de setembro.
O conceito de “terra prometida” é central no conflito entre israelenses e palestinos. Ele trouxe novas perspectivas a líderes eclesiásticos e teólogos, que, disseram, mudaram de opinião sobre o conflito após as reflexões realizadas durante essa “confrontação construtiva” organizada pelo CMI. Um dos resultados da conferência é o maior entendimento sobre a questão da terra na Bíblia. Os participantes entenderam que os anos de violência em Israel e na Palestina constituem uma interpelação aos teólogos cristãos para que concebam formas que “afirmem a vida” como resposta ao conflito. O evento foi patrocinado pela Federação Protestante da Suíça e das Igrejas Reformadas Berna-Jura-Soleura e integrou as atividades do Fórum Ecumênico Palestina/Israel, uma iniciativa intereclesial de sensibilização. As 85 pessoas presentes ao encontro eram procedentes da Europa, Oriente Médio, das Américas, África e Ásia. “As contribuições concretas dos cristãos palestinos aos debates ajudaram a transformar de forma significativa a maneira de ver os problemas”, disseram as igrejas anfitriãs em comunicado. “No marco de debates controvertidos, e às vezes apaixonados, foi sendo criada uma sensibilidade construtiva em relação aos temas centrais”, anotaram. Professores da Europa e da América do Norte expuseram os progressos realizados durante anos de diálogos. Ao reconhecer essa ação reparadora entre cristãos e judeus, a Conferência expressou a esperança de que os cristãos da Palestina e de Israel sejam convidados a participar desses diálogos no futuro, bem como de diálogos similares com os muçulmanos. “Continuamos examinando de forma crítica e criativa as noções de terra prometida”, descobrindo as metáforas que sustentam a vida na Bíblia e em nossas tradições, com o objetivo de promover a justiça, a paz, a reconciliação e o perdão, visando a plenitude da vida da terra e de todos seus habitantes”, enfatiza o documento final intitulado “Perspectiva de Berna”. É particularmente importante fazer uma diferenciação entre a história bíblica e as histórias (narrações) bíblicas, e saber distinguir entre o Israel da Bíblia e o moderno Estado de Israel, afirma o documento. Ao longo de nove debates de especialistas a conferência apresentou diferentes perspectivas em relação ao conceito de “terra prometida” e questões relacionadas…
Fonte: ALC/CMI – Genebra, sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Nuevas perspectivas sobre el conflicto entre Palestina e Israel, luego de conferencia del CMI
Cmi/Alc – 17 de septiembre de 2008
Una conferencia sobre el concepto de “Tierra Prometida” en la que se presentaron diferentes perspectivas teológicas de esta cuestión clave en el conflicto entre israelíes y palestinos ha aportado a los dirigentes eclesiásticos y teólogos nuevas perspectivas que podrán compartir con sus iglesias al regresar a sus respectivos países. Algunos participantes dijeron que habían cambiado de opinión tras esa “confrontación constructiva” en la reunión organizada por el Consejo Mundial de Iglesias (CMI).
Un resultado importantísimo de la Conferencia es el mayor entendimiento de la cuestión de la tierra en la Biblia, desde el punto de vista tanto teológico como del conflicto. Los participantes dijeron que tantos años de violencia en Israel y Palestina constituyen una interpelación a los teólogos cristianos para que conciban formas que “afirmen la vida” para responder al conflicto. El documento final dice que la Biblia “no debe utilizarse para justificar la opresión o proporcionar comentarios simplistas sobre acontecimientos contemporáneos”.
La Conferencia celebrada del 10 al 14 de septiembre de 2008 fue auspiciada por la Federación Protestante de Suiza y las Iglesias Reformadas Berna-Jura-Soleura. La reunión tuvo lugar como parte del Foro Ecuménico Palestina/Israel, una iniciativa intereclesial de sensibilización. Los 85 participantes procedían de Europa, Oriente Medio, las Américas, África y Asia.
“Las contribuciones concretas de los cristianos palestinos a los debates ayudaron a cambiar de forma muy significativa la manera de ver los problemas”, dijeron las iglesias anfitrionas en un comunicado. “En el marco de debates controvertidos y, a veces, apasionados, se fue creando una sensibilidad constructiva en relación con los temas centrales”.
Profesores de Europa y de América del Norte expusieron a grandes rasgos los progresos realizados durante años de diálogos entre cristianos y judíos. Al reconocer esa acción reparadora entre cristianos y judíos, la Conferencia expresó su esperanza de que los cristianos de Palestina e Israel sean invitados a participar en esos diálogos en el futuro, así como en diálogos similares con musulmanes.
“Continuemos examinando de forma crítica y creativa las nociones de ‘Tierra Prometida'”, volviendo a descubrir las metáforas que propugnan la vida en la Biblia y en nuestras tradiciones con objeto de promover la justicia, la paz, la reconciliación y el perdón, en aras de la plenitud de vida de la tierra y de todos sus habitantes”, dice el documento final titulado “Perspectiva de Berna”.
Es particularmente importante hacer una diferenciación entre la historia bíblica y las historias (narraciones) bíblicas, dice el documento sobre la “Perspectiva de Berna”, así como distinguir entre el Israel de la Biblia y el moderno Estado de Israel.
En nueve debates de expertos en el marco de la conferencia se presentaron diferentes perspectivas en relación con el concepto de “Tierra Prometida” y cuestiones relacionadas. Será necesario continuar ahondando en las cuestiones planteadas, y elaborar documentación pertinente para su utilización en las parroquias.
Durante la reunión los participantes visitaron la Casa de las Religiones establecida en Berna tras años de esfuerzos para estrechar y consolidar las relaciones entre cristianos, judíos, musulmanes y otras comunidades religiosas. En el servicio ecuménico que se celebró al final de la reunión, el teólogo palestino padre Jamal Khader destacó la importancia central de Jerusalén para la paz, como hogar de dos pueblos y tres religiones. “La paz comienza en Jerusalén y se irradia desde aquí a todo el mundo”.
WCC – 15.09.2008 17:34
A conference on “Promised Land” that aired different theological approaches to this key issue in the Israeli-Palestinian conflict has given church leaders and theologians new views to take home to their churches. Some participants said their outlook had been changed by the “constructive confrontation” at the World Council of Churches (WCC) event.
A key result of the conference is a better understanding of the question of land in the Bible, in theology and in the conflict. The conferees said decades of violence in Israel-Palestine challenge Christian theologians to work out “life-affirming” responses to the conflict. The Bible “must not be utilized to justify oppression or supply simplistic commentary on contemporary events”, the final document said.
The 10-14 September 2008 conference was hosted by the Swiss Protestant Federation and the Reformed Churches in Bern-Jura-Solothurn. The encounter took place as part of the WCC Palestine Israel Ecumenical Forum, an inter-church advocacy initiative. The 85 participants came from Europe, the Middle East, the Americas, Africa and Asia.
“Concrete contributions to the discussions from Palestinian Christians helped to significantly change approaches to the issues,” the host churches said in a communiqué. “In the controversial and at times passionate debates a constructive sensitivity to the central themes developed.”
Scholars from Europe and North America outlined progress made in years of dialogues between Christians and Jews. Recognizing this “Jewish-Christian healing” the conference expressed hope that Christians in Palestine-Israel would be welcomed into such dialogues in future and invited similar dialogues with Muslims as well.
“Let us continue to critically and creatively examine notions of the ‘Promised Land’, rediscovering in the Bible and in our traditions life-giving metaphors for promoting justice, peace, reconciliation and forgiveness for the fullness of the earth and all its inhabitants”, said the final document, the “Bern Perspective”.
It is particularly important to differentiate between biblical history and biblical stories, the “Bern Perspective” says, and as well to distinguish between the Israel of the Bible and the modern State of Israel.
Nine panel discussions at the conference gave different perspectives on the concept of the “Promised Land” and related issues. Much follow-up work will be needed on the matters raised, including material for use in parishes.
During the meeting participants visited a House of Religions established in Bern after years of relationship-building between the city’s Christian, Jewish, Muslim and other religious communities. At the ecumenical service to end the meeting, Palestinian theologian Fr Jamal Khader highlighted the central significance for peace of Jerusalem, as the home of two peoples and three religions. “Peace begins in Jerusalem and shines forth into the world from there.”
Resenhas na RBL: 13.09.2008
As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:
Frederick E. Brenk
With Unperfumed Voice: Studies in Plutarch, in Greek Literature, Religion and Philosophy, and in the New Testament Background
Reviewed by Thomas J. Kraus
James H. Charlesworth, ed.
The Bible and the Dead Sea Scrolls: The Second Princeton Symposium on Judaism and Christian Origins
Reviewed by Matthew Goff
Zeba A. Crook and Philip A. Harland, eds.
Identity and Interaction in the Ancient Mediterranean: Jews, Christians and Others: Essays in Honour of Stephen G. Wilson
Reviewed by Thomas W. Gillespie
Rodney J. Decker
Koine Greek Reader: Selections from the New Testament, Septuagint, and Early Christian Writers
Reviewed by Pierre Johan Jordaan
Simcha Fishbane
Deviancy in Early Rabbinic Literature: A Collection of Socio-Anthropological Essays
Reviewed by Mayer I. Gruber
Mark W. Hamilton, Thomas H. Olbricht, and Jeffrey Peterson, eds.
Renewing Tradition: Studies in Texts and Contexts in Honor of James W. Thompson
Reviewed by Nathan Guy
Renate Jost
Gender, Sexualität und Macht in der Anthropologie des Richterbuches
Reviewed by Trent Butler
Matthew Kraus
How Should Rabbinic Literature Be Read in the Modern World?
Reviewed by Joshua Schwartz
Larry J. Kreitzer
Hierapolis in the Heavens: Studies in the Letter to the Ephesians
Reviewed by Daniel Darko
Reviewed by Stephan Witetschek
Xabier Pikaza
Diccionario de la Biblia: Historia y Palabra
Reviewed by Daniel Bonilla-Rios
Roger Ryan
Judges
Reviewed by Victor H. Matthews
Daniel L. Smith-Christopher
Jonah, Jesus, and Other Good Coyotes: Speaking Peace to Power in the Bible
Reviewed by Hector Avalos
Nili Wazana
All the Boundaries of the Land: The Promised Land in Biblical Thought in Light of the Ancient Near East [Hebrew]
Reviewed by Shalom E. Holtz
B. F. Westcott and F. J. A. Hort
The Greek New Testament with Dictionary
Reviewed by Allan J. McNicol