BibleWorks 9 vem aí

Está pronta a nova versão do BibleWorks. O anúncio do lançamento foi feito no dia 28 de junho de 2011.

Será distribuída a partir de meados de julho. Mas já pode se encomendado no site do BibleWorks.

O que o BibleWorks 9 traz de novo?

Leia:

:: BibleWorks 9 is here! – BibleWorks – June 28, 2011

:: What’s New in BibleWorks 9? – BibleWorks

:: BibleWorks9 Announced! – MGVH: Biblical Studies and Technological Tools – June 29, 2011

:: Vários posts em The BibleWorks Blog sobre o novo BibleWorks 9 – Jim Darlack, Michael Hanel: The BibleWorks Blog – a partir de 28 de junho de 2011

:: BibleWorks Users Forums

Nota Importante: às vezes as pessoas procuram no blog pelo BibleWorks em português. Não existe BibleWorks em português. O programa está em inglês.

Arqueólogos acham ossuário de parente de Caifás

Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Ma’aziah da Casa de ‘Imri

ou

Miriam, filha de Yeshua bar Qayafa, sacerdote de Ma’aziah da Casa de ‘Imri

Veja a notícia, em português, no site do Terra:

Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta [obs.: ou sobrinha, dependendo da tradução] de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos. A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade. Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico – língua vernácula da região naquela época – a inscrição “Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri”. “A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri”, declararam os pesquisadores em comunicado. A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos. O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem. Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

A notícia foi publicada no volume 61 do Israel Exploration Journal.

Alguns links com textos, opiniões e fotos do ossuário confirmado como autêntico pelos especialistas:

:: Arqueólogos acham ‘caixão’ de família que julgou Jesus Cristo – Reinaldo José Lopes: Folha.com – 30/06/2011 – 07h57

:: The ‘Miriam, Daughter of Yeshua, Son of Caiphas’ Ossuary: Jim West: Zwinglius Redivivus – 29/06/2011

:: Scoperto l’ossario della nipote di Caifa – Antonio Lombatti: Blog di Antonio Lombatti – mercoledì 29 giugno 2011

:: “Miriam, Daughter of Yeshua, Son of Caiaphas” Inscription Announced – Bob Cargill: XKV8R – June 29, 2011

Revisitando o Vaticano II com Dom Demétrio

Dom Demétrio Valentini (São Valentim, RS, 1940), bispo de Jales – SP, falou-nos, com entusiasmo, sobre o Concílio Vaticano II, na Semana Teológica do CEARP em 2011, na tarde de 27 e na manhã de 28 de junho. Dom Demétrio era estudante de Teologia na Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, quando aconteceu o Vaticano II. Morava no Colégio Pio Brasileiro, vizinho da Domus Mariae, onde estavam hospedados (também) os bispos brasileiros durante o Concílio. Viu tudo de perto, com o entusiasmo de um jovem estudante de Teologia. Beozzo, que cito abaixo, era seu colega.

Recomendo a leitura do livro de Dom Demétrio, onde o conteúdo de sua palestra poderá ser conhecido:

VALENTINI, D. Revisitar o Concílio Vaticano II. São Paulo: Paulinas, 2011, 64 p. – ISBN 9788535627923.

Também transcrevo aqui, para estimular o potencial leitor, parte da apresentação do livro, feita por José Oscar Beozzo.

“O breve, mas ao mesmo tempo precioso, livro de Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales-SP, Revisitar o Concílio Vaticano II, preenche uma lacuna cada vez mais sentida em relação ao maior evento eclesial do século XX, o Concílio Vaticano II.

Cinquenta anos depois do seu anúncio pelo Papa João XXIII, praticamente desapareceu aquela geração dos bispos que participaram do Concílio e daqueles leigos e leigas, religiosos e religiosas, presbíteros, catequistas e equipes de liturgia que empreenderam, com entusiasmo e dedicação exemplares, a renovação conciliar em suas Igrejas particulares, comunidades, paróquias, pastorais, congregações religiosas e também na catequese, liturgia, teologia, formação dos leigos, leigas e presbíteros. Mesmo sem nos darmos conta, toda a nossa vida eclesial carrega as marcas da virada histórica do Vaticano II.

Para as novas gerações, o Concílio tornou-se por vezes apenas uma página da história. Revisitá-lo guiados por alguém que viveu a aventura conciliar, como jovem estudante de teologia em Roma e depois como padre e bispo, com olhar sempre atento e coração ardente e compromisso firme, é um verdadeiro privilégio.

Dom Demétrio, no seu Revisitar o Concílio Vaticano II, oferece em poucas páginas a possibilidade de entrar numa história viva, que pode e deve seguir iluminando nossa caminhada pastoral, inspirando nossa teologia e animando nossa esperança.

Em dez capítulos compactos e ágeis, ele nos devolve o Concílio em sua inteireza e complexidade. Seu livro abre-nos o apetite para tocar mais de perto os tesouros cada vez mais escondidos do Concílio.

É um convite premente para ler pela primeira vez ou reler os dezesseis documentos conciliares. Dom Demétrio, como bom pedagogo, aponta as cimeiras das montanhas e por onde devemos começar: com a Lumen Gentium, o documento sobre a Igreja, como Povo de Deus, colegialmente governado pelos bispos em comunhão com o Papa. Apresenta-o como compêndio e obra maior de toda a gesta conciliar. Ao seu lado, encontram-se as outras três Constituições, documentos mais densos, e pastoral e doutrinalmente programáticos: a Dei Verbum, sobre a Palavra de Deus; a Gaudium et Spes, sobre a presença e as responsabilidades da Igreja e dos cristãos no mundo de hoje; e a Sacrosanctum Concilium, sobre a liturgia. Ela ajudou a renovar e inculturar nossas formas de celebrar em comunidade em torno da mesa da palavra e da mesa do pão, com a participação de toda a assembleia.

Dentre os nove decretos, ele nos aconselha a começar pelo do ecumenismo, Unitatis Redintegratio, que abriu caminho para que pudéssemos estabelecer laços fraternos de afeto, comunhão e cooperação com todas aquelas Igrejas, comunidades e pessoas que, pelo Batismo, foram igualmente incorporados ao corpo único de Cristo, que é a sua Igreja. Sem o Concílio e a caminhada ecumênica por ele desencadeada, não teríamos no Brasil o Conic (Conselho Nacional das Igrejas Cristãs), as traduções ecumênicas da Bíblia, o Cebi ou, pela terceira vez, depois de 2000 e 2005, a graça de nova Campanha da Fraternidade Ecumênica, em 2010, centrada no tema: Economia e Vida.

Dentre as três Declarações conciliares, ele nos chama a atenção para a Dignitatis Humanae, sobre a liberdade religiosa, e para a crescente importância do diálogo interreligioso proposto pela Nostra Aetate, em um mundo cada vez mais plural e em intensa relação, quando não em conflito, do ponto de vista cultural e religioso.

Revisitados os eventos conciliares e seus documentos, há hoje boas alternativas para seguir aprofundando o Concílio. A Igreja do Brasil, graças em boa parte ao então secretário-geral da CNBB, Dom Helder Câmara, e ao entusiasmo do seu jovem episcopado teve atuação exemplar no Concílio e lançou-se com entusiasmo à tarefa de sua recepção e aplicação, por meio do Plano de Pastoral de Conjunto, o PPC (1966-1970). (…)

Concluímos com a palavra abalizada (…) de Dom Aloísio Lorscheider: ‘O Concílio Ecumênico Vaticano II foi um Concílio pastoral-eclesiológico. Duas são as palavras-chave para entendê-lo bem: aggiornamento (atualização, renovação, rejuvenescimento, diaconia, serviço) e diálogo (comunhão, corresponsabilidade, participação). Não veio para definir ou condenar, mas para servir e salvar'”.

Sumário do livro

Apresentação
Introdução

1. Como surgiu o Concílio Vaticano II
2. A preparação do Concílio
3. Os momentos decisivos do Concílio
4. Os assuntos quentes do Concílio
5. As ideias-força do Concílio
6. O desenrolar do Concílio
7. O itinerário dos documentos conciliares
8. A organização do Concílio
9. Os movimentos que precederam o Concílio
10. As qualificações dos documentos conciliares

Conclusão

O conservadorismo católico brasileiro no Vaticano II

Para se ter uma ideia da intervenção de Rodrigo Coppe Caldeira na Semana Teológica do CEARP em 2011, nas manhãs de 27 e 28 de junho, recomendo a leitura de sua entrevista concedida à IHU On-Line, publicada em 26/03/2011 sob o título “A Igreja Católica encontrou o seu papel no século XX?” A atualidade do Vaticano II.

Em seguida, transcrevo parte do Prefácio de sua tese de doutorado, escrito por Faustino Teixeira, que foi seu orientador. E recomendo a leitura do livro.

COPPE CALDEIRA, R. Os baluartes da tradição: o conservadorismo católico brasileiro no Concílio Vaticano II. Curitiba: CRV, 2011, 336 p. – ISBN 9788580420524. Pode ser encontrado também na Livraria Cultura.

“O livro em questão nasceu de uma tese doutoral, defendida no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora, em novembro de 2009. Trata-se de um trabalho marcado por grande originalidade, pois visa abordar uma temática bem pouco trabalhada no Brasil, ou seja, a afirmação e atuação do catolicismo antimoderno no Concílio Vaticano II (1962-1965), com base no estudo aprofundado da atuação de dois personagens brasileiros, os bispos Dom Antônio de Castro Mayer (1904-1991) [bispo de Campos – RJ] e Dom Geraldo de Proença Sigaud (1909-1982) [arcebispo de Diamantina – MG]. É um trabalho que vem complementar a rica pesquisa, também objeito de tese doutoral, de José Oscar Beozzo sobre A Igreja do Brasil no Concílio Vaticano II: 1959-1965. São Paulo: Paulinas, 2010. O autor da obra, Rodrigo Coppe Caldeira [veja o seu Currículo Lattes], já vinha se dedicando ao tema desde o período do mestrado, cursado no mesmo programa, quando trabalhou o tema do Influxo ultramontano no Brasil, fixando-se no pensamento de Plínio Corrêa de Oliveira, em dissertação defendida em março de 2005.

A hipótese apresentada pelo autor é também singular. Busca-se compreender o Vaticano II como um evento que se insere num longo arco de tempo, e situar as tensões que ali ocorreram como parte de um processo anterior ao mesmo evento. Na opção metodológica escolhida, enfatiza-se o traço das ‘permanências’, ou seja, sinaliza que as ‘lutas simbólico-normativas’ que dividiram os dois grupos que buscavam hegemonia no Concílio – o grupo mais intransigente e o outro mais aberto -, já estavam em vigência mesmo antes do Concílio e estarão também presentes no pós-Concílio.

Assim como no Concílio Vaticano II, também no Brasil estavam presentes duas tendências bem vivas no âmbito do catolicismo: uma mais liberal e outras mais conservadora e intransigente. Como presenças na vertente conservadora estavam os bispos Dom Sigaud e Dom Castro Mayer, com posições político-pastorais bem próximas da “Tradição, Família e Propriedade”(TFP), que tinha em sua liderança Plínio Corrêa de Oliveira. Os dois bispos marcaram presença no Concílio, atuando junto ao grupo minoritário, e em particular no núcleo do Coetus Internationalis Patrum [= Grupo Internacional de Padres], dirigido pelo arcebispo tradicionalista Marcel Lefebvre. Atuando como secretário geral do núcleo estava Dom Sigaud, que na prática exercia um papel de grande liderança e de atuação articuladora. Durante o Concílio, os dois bispos brasileiros exerceram, junto com o Coetus, o papel de resistir teimosamente contra os projetos de abertura levados a efeito pela maioria conciliar. Enquanto Dom Sigaud cuidava mais da parte prática e da articulação do Coetus, Dom Castro Mayer aplicava-se ao trabalho teórico de estudo dos esquemas conciliares e da construção argumentativa contra as posições mais abertas, sobretudo relacionadas ao tema do aggiornamento da Igreja, da liberdade religiosa, do ecumenismo e da abertura às outras religiões. Mais atuante na aula conciliar, Dom Castro Mayer foi responsável por trinta intervenções. Em seu clássico diário do Concílio [Mon journal du Concile I: 1960-1963; II: 1964-1966. Paris: Du Cerf, 2002, 1227 p. – ISBN 9782204070171], o teólogo Yves Congar (1904 -1995) assinala o trabalho de dura resistência ao fermento renovador imposto pelo grupo do Coetus, sobretudo nos debates sobre a liberdade religiosa e o ecumenismo.

Em seu rico e detalhado trabalho doutoral, Rodrigo Coppe consegue trazer registros novidadeiros sobre a atuação dos bispos Sigaud e Castro Mayer no Vaticano II. Para enriquecer a sua pesquisa, o autor fez recurso aos arquivos do Istituto per le Scienze Religiose di Bologna, um dos mais importantes centros de estudos sobre o Vaticano II, além de dois outros acervos fundamentais: da Biblioteca Obra Social Redentorista de Pesquisa Religiosa (FVATII/SP) e da cúria de Diamantina (arquivos privados de Dom Sigaud).

A intenção de Rodrigo Coppe era ainda mais abrangente, visando abarcar a ação desses dois bispos brasileiros no pós-concílio. A riqueza e complexidade do material encontrado sobre essa atuação no Concílio acabou mudando o ritmo da proposta, de forma a concentrar o trabalho na dinâmica da formação do catolicismo antimoderno no Brasil e o exercício das lutas simbólico-normativas no próprio concílio…”

Sumário do livro

Prefácio
Introdução

Parte I: O pré-Vaticano II e as forças católicas conservadoras
Capítulo 1: Gênese do pensamento católico antimoderno
Capítulo 2: A dogmática antimoderna: notas terminológicas
Capítulo 3: O mundo e a Igreja pré-conciliar: a herança complexa
Capítulo 4: A formação de um catolicismo antimoderno no Brasil

Parte II: O Concílio Vaticano II: campo de lutas simbólico-normativas
Capítulo 5: João XXIII e a ideia de um concílio
Capítulo 6: O primeiro período: aglutinação e reorganização de tendências
Capítulo 7: O segundo período: a maioria conciliar assume o controle
Capítulo 8: O terceiro período: o coetus ex officio e sua logística
Capítulo 9: O quarto período: últimos movimentos

Conclusão
Referências
Anexos

Resenhas na RBL – 17.06.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Reinhard Achenbach and Martin Arneth, eds.
»Gerechtigkeit und Recht zu üben« (Gen 18,19): Studien zur altorientalischen und biblischen Rechtsgeschichte, zur Religionsgeschichte Israels und zur Religionssoziologie: Festschrift für Eckart Otto zum 65. Geburtstag
Reviewed by Klaus Grünwaldt

Jan Assmann
Of God and Gods: Egypt, Israel, and the Rise of Monotheism
Reviewed by James K. Hoffmeier

Roger S. Bagnall
Early Christian Books in Egypt
Reviewed by Stephan Witetschek

Assnat Bartor
Reading Law as Narrative: A Study in the Casuistic Laws of the Pentateuch
Reviewed by Thomas B. Dozeman

Christopher L. Carter
The Great Sermon Tradition as a Fiscal Framework in 1 Corinthians: Towards a Pauline Theology of Material Possessions
Reviewed by Philip F. Esler

Sandra Gambetti
The Alexandrian Riots of 38 C.E. and the Persecution of the Jews: A Historical Reconstruction
Reviewed by Magnus Zetterholm

Robert H. Gundry
Commentary on the New Testament: Verse-by-Verse Explanations with a Literal Translation
Reviewed by Peter J. Judge

Martin Karrer and Wolfgang Kraus, eds.
Die Septuaginta-Texte, Kontexte, Lebenswelten: Internationale Fachtagung veranstaltet von Septuaginta Deutsch (LXX.D), Wuppertal 20.-23. Juli 2006
Reviewed by J. Cornelis De Vos

Jeffrey L. Rubenstein
Stories of the Babylonian Talmud
Reviewed by Joshua Schwartz

Philip L. Tite
Valentinian Ethics and Paraenetic Discourse: Determining the Social Function of Moral Exhortation in Valentinian Christianity
Reviewed by Johanna Brankaer

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Resenhas na RBL – 10.06.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Henry Hanoch Abramovitch
The First Father Abraham: The Psychology and Culture of a Spiritual Revolutionary
Reviewed by D. Andrew Kille

Faith Cimok
The Hittites and Hattusa
Reviewed by Michael S. Moore

Andreas Dettwiler and Uta Poplutz, eds.
Studien zu Matthäus und Johannes/Études sur Matthieu et Jean: Festschrift für Jean Zumstein zu seinem 65. Geburtstag/Mélanges offerts à Jean Zumstein pour son 65e anniversaire
Reviewed by Boris Paschke

Toshikazu S. Foley
Biblical Translation in Chinese and Greek: Verbal Aspect in Theory and Practice
Reviewed by Ken Chan

Paul Hoffman
Jesus von Nazaret und Die Kirche: Spurensicherung im Neuen Testament
Reviewed by Stephan Witetschek

Jae Hyun Lee
Paul’s Gospel in Romans: A Discourse Analysis of Rom 1:16-8:39
Reviewed by Eve-Marie Becker

Mark Leuchter and Klaus-Peter Adam, eds.
Soundings in Kings: Perspectives and Methods in Contemporary Scholarship
Reviewed by Frank H. Polak

J. Ramsey Michaels
The Gospel of John
Reviewed by D. A. Carson

G. Sujin Pak
Judaizing Calvin: Sixteenth-Century Debates over the Messianic Psalms
Reviewed by Susan Gillingham

Begonya Palau
Les aparicions de Jesús Ressuscitat a les dones (Mt 28, 8-10) i also Onze (Mt 28, 16-20) com a textos complementaris
Reviewed by Sylvie Raquel

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Alguns livros e artigos sobre o Vaticano II

O tema da Semana Teológica do CEARP em 2011, que acontece de 27 a 30 de junho, é 50 anos do Concílio Vaticano II: História, Presente e Futuro. Por isso estou reunindo aqui alguns textos sobre o Vaticano II.

Uns poucos livros e artigos (estes todos online) e indicações sobre como encontrar os Documentos do Vaticano II, que estão disponíveis online em 11 línguas, ou que podem ser adquiridos em livros ou em CD-ROM.

Observo que na lista de livros estão publicações sobre o Vaticano II de Rodrigo Coppe Caldeira e de Dom Demétrio Valentini, conferencistas da Semana Teológica.

Documentos do Vaticano II

:: Documentos do Vaticano II online, no site do Vaticano, em 11 línguas: alemão, bielorrusso, chinês, espanhol, francês, inglês, italiano, latim, português, swahili, tcheco.
– 4 Constituições: Dei Verbum, Lumen Gentium, Sacrosanctum Concilium, Gaudium et Spes
– 3 Declarações: Gravissimum Educationis, Nostra Aetate, Dignitatis Humanae
– 9 Decretos: Ad Gentes, Presbyterorum Ordinis, Apostolicam Actuositatem, Optatam Totius, Perfectae Caritatis, Christus Dominus, Unitatis Redintegratio, Orientalium Ecclesiarum, Inter Mirifica

:: Documentos do Vaticano II em livros:
. Compêndio do Vaticano II: Constituições, Decretos, Declarações. 29 ed. Petrópolis: Vozes, 2000, 744 p. – ISBN 9788532601520.
. Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2001, 736 p. – ISBN 8534918252.

:: Documentos do Vaticano II em CD:
. Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. São Paulo: Paulinas-Comep, 2010
. Documentos do Concilio Vaticano II. São Paulo: Paulus, 2003

Alguns livros:

:: ALBERIGO, G. Breve história do Concílio Vaticano II. Aparecida: Santuário, 2005, 216 p. – ISBN 8536900369
Giuseppe Alberigo (1926-2007) percorre as vicissitudes do Concílio Vaticano II desde sua longa fase de preparação até seu solene encerramento, com a leitura das mensagens dirigidas a toda a humanidade. Repassa-nos também o clima daqueles anos: os entusiasmos iniciais bastante difusos sobre a possibilidade da Igreja de confrontar-se com as profundas transformações produzidas pela história, assim como as preocupações defensivas das instituições eclesiásticas diante das urgências da situação histórica.

:: ALBERIGO, G.; BEOZZO, J. O. (coords.) História do Concílio Vaticano II. Vol I. Petrópolis: Vozes, 1995, 512 p. – ISBN 9788532614728
Pesquisas sobre a história do Concílio Vaticano II, desde a decisão de João XXIII, da análise dos resultados da consulta para determinar a agenda do Concílio, até a preparação do material sobre o qual trabalharia a assembléia. Trata-se de uma avaliação atualizada da história do Concílio, após 30 anos de caminhada de renovação da Igreja.

:: ALBERIGO, G.; BEOZZO, J. O. (coords.) História do Concílio Vaticano II. Vol II. Petrópolis: Vozes, 2000, 544 p. – ISBN 9788532622006
O Concilio Vaticano II, o evento que plasmou a fisionomia do catolicismo desse século e marcou todo o âmbito cristãos do planeta, não podia até agora ser encarado com base numa reconstrução histórica orgânica. A História do Concílio Vaticano II, promovida pelo Istituto per le Scienze Religiose di Bologna e coordenada por Giuseppe Alberigo, representa a síntese de um projeto internacional apoiado numa riquíssima base documentária inédita e na contribuição de autores de diversos ambientes, línguas e âmbitos culturais. A obra – publicada contemporaneamente em seis idiomas – se articula em cinco volumes e objetiva reconstruir a dialética que animou a assembléia nas várias fases.

:: BEOZZO, J. O. A Igreja do Brasil no Concílio Vaticano II: 1959-1965. São Paulo: Paulinas, 2010, 611 p. – ISBN 9788535615982
A obra, sob um novo título, publica a tese de doutoramento do autor sobre a participação dos Padres Conciliares brasileiros no Vaticano II, apresentada em 2001 na USP. Trata-se de um estudo minucioso, baseado nas fontes primárias, sobre todos os aspectos que permitam entender a natureza e o alcance da participação do episcopado brasileiro no Concílio Vaticano II, convocado e inaugurado por João XXIII e continuado e concluído por Paulo VI.

:: COPPE CALDEIRA, R. Os baluartes da tradição: o conservadorismo católico brasileiro no Concílio Vaticano II. Curitiba: CRV, 2011, 336 p. – ISBN 9788580420524
Os anos pós-conciliares silenciaram, por algum tempo, as forças conservadoras na Igreja Católica. Elas tinham atuado no Concílio e continuavam vivas, mas guardavam pudorosa cautela no meio da onda de avanços, reformas e inovações pós-conciliares. Este livro tem o imenso valor de investigar como tal tradição antimoderna católica brasileira atuou no Concílio. Tal pesquisa ajuda-nos a entender os refluxos neoconservadores atuais, embora os protagonistas principais sejam outros. Os que labutaram no Concílio já partiram dessa vida na sua imensa maioria. O viés conservador da Igreja do Brasil tinha caído em quase total olvido, porque durante muitos anos a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos tinha sido ocupado pela geração que fez o Concílio na sua abertura ou que o assumiu nesse espírito, enquanto o lado conservador permanecia em paciente silêncio até que os tempos lhe permitiram ressurgir das cinzas.

:: DE BROUCKER, J. As noites de um profeta: Dom Hélder Câmara no Vaticano II. Leitura das circulares conciliares de Dom Hélder Câmara (1962-1965). São Paulo: Paulus, 2008, 168 p. – ISBN 9788534929127
Dom Hélder Câmara escreveu, ao longo dos quatro anos do Concílio Vaticano II, 290 cartas nas quais se misturam reportagens, anedotas, retratos, diálogos, assuntos dos lugares e das questões problemáticas, meditações, estados d’alma. “Pactos”, “complôs”, angústias, ações de graças: esse testemunho de um místico ativo, animador discreto da maioria conciliar, teve grandes repercussões. O original francês é: Les nuits d’un prophète – Dom Helder Camara à Vatican II : Lecture des circulaires conciliaires (1962-1965). Paris: Du Cerf, 2005, 171 p. – ISBN 9782204077057. No dia 14 de abril de 2009, foi lançada, em Recife (PE), a coletânea “Circulares Conciliares”, composta por 6 livros. Leia mais aqui.

:: LIBANIO, J. B. Concílio Vaticano II: Em busca de uma primeira compreensão. São Paulo: Loyola, 2005, 224 p. – ISBN 9788515031511
João Batista Libanio busca explicar e compreender o fenômeno do Concílio Vaticano II, aludindo às estruturas que o envolveram na realização e continuam a envolvê-lo na recepção e explicitando a riqueza objetiva que ele comporta – os traços estruturais constitutivos, as opções básicas e os elementos de novidade.

:: LIBANIO, J. B.; VIGIL, J. M.; COMBLIN, J.; BEOZZO, J. O. Vaticano II: 40 anos depois. 2 ed. São Paulo: Paulus, 2005, 92 p. – ISBN 8534923671
Em 2005 completamos 40 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II. Esse Concílio constitui um grande marco na vida da Igreja, pois insistiu em abrir caminhos para a valorização da comunhão, participação e partilha na Igreja, bem como em sua inserção na sociedade por meio do diálogo e do serviço.

:: LOPES GONÇALVES, P. S.; BOMBONATTO, V. I. (orgs.) Concílio Vaticano II: análise e prospectivas. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2010, 424 p. – ISBN 9788535606324
O objetivo da obra é comemorar os quarenta anos de início e término do Concílio Vaticano II (11.10.1962 – 08.12.1965) nos âmbitos acadêmico e pastoral, por meio da reflexão sobre o seu contexto e desenvolvimento histórico, em vista da manifestação de sua identidade teológica social, antropológica, eclesiológica e moral.

:: MOREIRA, A. S.; RAMMINGER, M.; SOARES, A. M. L. (orgs.) A primavera interrompida: o projeto Vaticano II num impasse. Servicios Koinonía. – ISBN 9962029260
Livro digital (e-book) de 117 páginas e 0’8 MB, com data de 08.12.2005, em formato pdf, disponível online. Reúne as principais conferências do Simpósio Internacional 40 anos do Concílio Vaticano II, ocorrido na PUC-SP, de 31 de outubro a 3 de novembro de 2005. Está em português e espanhol.

:: SOUZA, L. A. G. Do Vaticano II a um novo concílio? O olhar de um cristão leigo sobre a Igreja. São Paulo: Loyola, 2004, 280 p. – ISBN 9788515028832
Vaticano II: como foi a caminhada da Igreja da década de 60 até os nossos dias? A resposta, misturada com novas perguntas, está neste livro de Luiz Alberto Gómez de Souza. Escrito com toda a autoridade de quem viu, ouviu e sentiu cada passo dado pela instituição até hoje, quando já se fala na possibilidade de realização de um novo concílio.

:: VALENTINI, D. Revisitar o Concílio Vaticano II. São Paulo: Paulinas, 2011, 64 p. – ISBN 9788535627923
Dom Demétrio Valentini, bispo de Jales, SP, descreve neste livro o contexto eclesial que precedeu e seguiu o Concílio, o intenso envolvimento que suscitou, os grandes temas levantados, as ideias-chave que presidiram todos os assuntos abordados, o itinerário de cada documento produzido, o cuidado e o esmero colocados na elaboração e aprovação de cada capítulo.

Alguns artigos online:

Carta do II Encontro dos Blogueiros Progressistas

Carta do II BlogProg – Brasília – Junho de 2011

Desde o I Encontro Nacional dos Blogueir@s Progressistas, em agosto de 2010, em São Paulo, nosso movimento aumentou a sua capacidade de interferência na luta pela democratização da comunicação, e se tornou protagonista da disseminação de informação crítica ao oligopólio midiático.

Ao mesmo tempo, a blogosfera consolidou-se como um espaço fundamental no cenário político brasileiro. É a blogosfera que tem garantido de fato maior pluralidade e diversidade informativas. Tem sido o contraponto às manipulações dos grupos tradicionais de comunicação, cujos interesses são contrários a liberdade de expressão no país.

Este movimento inovador reúne ativistas digitais e atua em rede, de forma horizontal e democrática, num esforço permanente de construir a unidade na diversidade, sem hierarquias ou centralismo.

Na preparação do II Encontro Nacional, isso ficou evidenciado com a realização de 14 encontros estaduais, que mobilizaram aproximadamente 1.800 ativistas digitais, e serviram para identificar os nossos pontos de unidade e para apontar as nossas próximas batalhas.

O que nos une é a democratização da comunicação no país. Isso somente acontecerá a partir de intensa e eficaz mobilização da sociedade brasileira, que não ocorrerá exclusivamente por conta dos governos ou do Congresso Nacional.

Para o nosso movimento, democratizar a comunicação no Brasil significa, entre outras coisas:

a) Aprovar um novo Marco Regulatório dos meios de comunicação. No governo Lula, o então ministro Franklin Martins preparou um projeto que até o momento não foi tornado público. Nosso movimento exige a divulgação imediata desse documento, para que ele possa ser apreciado e debatido pela sociedade. Defendemos,entre outros pontos, que esse marco regulatório contemple o fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação privados no Brasil.

b) Aprovar um Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) que atenda ao interesse público, com internet de alta velocidade para todos os brasileiros. Nos últimos tempos, o governo tem-se mostrado hesitante e tem dado sinais de que pode ceder às pressões dos grandes grupos empresariais de telecomunicações, fragilizando o papel que a Telebrás deveria ter no processo. Manifestamos, ainda, nosso apoio à PEC da Banda Larga que tramita no Congresso Nacional (propõe que se inclua, na Constituição, o acesso à internet de alta velocidade entre os direitos fundamentais do cidadão).

c) Ser contra qualquer tipo de censura ou restrição à internet. No Legislativo, continua em tramitação o projeto do senador tucano Eduardo Azeredo de controle e vigilância sobre a internet – batizado de AI-5 Digital. Ao mesmo tempo, governantes e monopólios de comunicação intensificam a perseguição aos blogueiros em várias partes do país, num processo crescente de censura pela via judicial. A blogosfera progressista repudia essas ações autoritárias. Exige a total neutralidade da rede e lança uma campanha nacional de solidariedade aos blogueiros perseguidos e censurados, estabelecendo como meta a criação de um “Fundo de Apoio Jurídico e Político” aos que forem atacados.

d) Lutar pelo encaminhamento imediato do Marco Civil da Internet, pelo poder executivo, ao Congresso Nacional.

e) Defender o Movimento Nacional de Democratização da Comunicação, no qual nos incluímos, dando total apoio à luta pela legalização das rádios e TVs comunitárias, e exigindo a distribuição democrática e transparente das concessões dos canais de rádio e TV digital.

f) Democratizar a distribuição de verbas públicas de publicidade, que deve ser baseada não apenas em critérios mercadológicos, mas também em mecanismos que garantam a pluralidade e a diversidade. Estabelecer uma política pública de verbas para blogs.

g) Declarar nosso repúdio às emendas aprovadas na Câmara dos Deputados ao projeto de Lei 4.361/04 (Regulamentação das Lan Houses), principais responsáveis pelos acessos à internet no Brasil, garantindo o acesso à rede de 45 milhões de usuários, segundo a ABCID (Associação Brasileira de Centros de Inclusão Digital).

h) Fortalecer o movimento da blogosfera progressista, garantindo o seu caráter plural e democrático. Com o objetivo de descentralizar e enraizar ainda mais o movimento, aprovamos:

– III Encontro Nacional na Bahia, em maio de 2012.

– Que a Comissão Organizadora Nacional passará a contar com 15 integrantes:

– Altamiro Borges, Conceição Lemes, Conceição Oliveira, Eduardo Guimarães, Paulo Henrique Amorim, Renato Rovai e Rodrigo Vianna (que já compunham a comissão anterior);

– Leandro Fortes (representante do grupo que organizou o II Encontro em Brasília);

– um representante da Bahia (a definir), indicado pela comissão organizadora local do III Encontro;

– Tica Moreno (suplente – Julieta Palmeira), representante de gênero;

– e mais um representante de cada região do país, indicados a partir das comissões regionais (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte). As comissões regionais serão formadas por até dois membros de cada estado, e ficarão responsáveis também por organizar os encontros estaduais e estimular a formação de comissões estaduais e locais.

Os blogueir@s reunidos em Brasília ainda sugerem que, no próximo encontro na Bahia, a Comissão Organizadora Nacional passe por uma ampla renovação.

Brasília, 19 de junho de 2011.

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