Múmia da rainha Hatshepsut foi identificada

A notícia é do fim de junho, portanto não é tão nova assim. Contudo, visite os sites indicados para ver as fotos. Pois, embora descoberta em 1903, só agora foi identificada a múmia da rainha egípcia Hatshepsut.

Belas fotos no site do Dr. Zahi Hawass, Secretário Geral do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito.

E as notícias e comentários nos blogs Egyptology News, de Andie Byrnes, de Londres, Reino Unido e Egiptología, de Francisco J. Martín Valentín y Teresa Bedman, de Madri, Espanha.

Cresce o tráfico de bens culturais pela Internet

O tráfico ilícito de bens culturais é atualmente uma das atividades criminosas mais lucrativas do mundo. O ICOM, a UNESCO e a INTERPOL estão bastante preocupados com este problema, tanto mais que ele tem alcançado significativas proporções ao utilizar os recursos da Internet, dificultando, sobremaneira, o seu controle por parte das autoridades competentes.

Leia o press-release abaixo, aqui transcrito do site do ICOM em espanhol e inglês. Vi este apelo na lista Iraqcrisis graças a Chuck Jones.

ICOM – International Council of Museums – Consejo Internacional de Museos – 5 de Julio de 2007

PARIS – El tráfico ilícito de bienes culturales es actualmente una de las actividades criminales más lucrativas en el mundo. El patrimonio cultural de cada pueblo tiene un valor universal incalculable, y atentar contra este legado acarrea repercusiones dramáticas, no sólo para la comprensión de su historia e identidad por parte del pueblo de origen, sino también para el futuro de la humanidad entera. El ICOM, la UNESCO e INTERPOL están muy preocupados por esta plaga, y eso tanto más cuanto que el tráfico ilícito de bienes culturales ha alcanzado durante los últimos años una dimensión considerable en Internet, donde resulta difícil para las autoridades nacionales competentes comprobar eficientemente todos los objetos propuestos a la venta. firmado juntas una carta cuyo objeto son las Medidas básicas relativas a los bienes culturales que se ponen a la venta en Internet, y que se han comprometido a difundir ante los Estados Miembros de la UNESCO y de INTERPOL, así como los comités nacionales, organizaciones regionales y afiliadas del ICOM. Con este fin, la carta ha sido traducida en los seis idiomas oficiales de la UNESCO, a saber el inglés, el francés, el español, el ruso, el árabe y el chino. Esta carta, que encontrarán adjunta, presenta una lista de verificación de las Medidas básicas para contrarrestar el aumento de las ventas de bienes culturales en Internet. Para que esta iniciativa común sea eficaz, es absolutamente necesario comunicar la carta a las autoridades competentes de cada país. Su colaboración es imprescindible para que podamos sacar adelante esta campaña de sensibilización. Significa mucho para nosotros luchar contra el tráfico ilícito de bienes culturales, por eso les agradecemos su apoyo.

 

Illicit traffic on internet. Appeal from ICOM, UNESCO and INTERPOL

PARIS – The illicit traffic of cultural property is currently one of the most lucrative criminal activities in the world. Every civilisation’s cultural heritage is universal and priceless, and the harm caused by illicit trafficking has disastrous repercussions, not only on peoples’ understanding of their history, and thus on their cultural identity, but also with regard to the future of all humankind. ICOM, UNESCO and INTERPOL are all the more concerned about this plague since illicit trafficking in cultural property has increased at an alarming rate over the past several years through the Internet, where it is difficult for the national authorities to effectively monitor all of the objects offered for sale. Aware of the gravity of the situation, the three organizations co-signed a letter covering Basic Actions concerning Cultural Objects being offered for Sale over the Internet which they pledged to disseminate to all UNESCO and INTERPOL States parties, as well as to ICOM’s national committees, regional and affiliated organizations. To this end, the letter has been translated into UNESCO’s six official languages which are English, French, Spanish, Russian, Arabic and Chinese. This letter, which you will find herewith, sets out a checklist of the Basic Actions to counter the Increasing Illicit Sale of Cultural Objects through the Internet. For this common initiative to prove effective, it is imperative to communicate the letter to the concerned authorities in each country. Your articipation is essential to enable us to carry out this awareness-raising campaign. We are closely committed to fighting the illicit traffic of cultural property, and we are very grateful for your support.

Álcool sujo

Europa “não quer álcool sujo do Brasil”, diz jornal

O termo é uma referência à desconfiança do bloco dos 27 em relação às práticas de cultivo de açúcar brasileiras, vistas por líderes europeus como potencialmente danosas ao ambiente (…) “Bruxelas advertiu o país amazônico que não importará seu biocombustível se for produzido de forma insustentável”.

 

Uma reportagem do jornal espanhol “El Mundo” diz nesta sexta-feira que a União Europeia não quer “álcool sujo” do Brasil.

O termo é uma referência à desconfiança do bloco dos 27 em relação às práticas de cultivo de açúcar brasileiras, vistas por líderes europeus como potencialmente danosas ao ambiente.

Em uma conferência internacional sobre biocombustíveis em Bruxelas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva procurou convencer a audiência européia de que o Brasil inspecionará seu álcool de exportação, para certificar que o produto respeita critérios ambientais, sociais e trabalhistas.

“O presidente Lula falava ontem em tom idealista sobre ‘o cuidado com o planeta Terra’. Mas os europeus não esquecem a queima maciça dos campos no processo de produção do álcool, e a tentação de estender ao Amazonas os cultivos de açúcar para obtê-lo”, disse o jornal.

“Bruxelas advertiu o país amazônico que não importará seu biocombustível se for produzido de forma insustentável”.

Escravidão

A desconfiança em relação ao álcool brasileiro foi manifestada também pelo italiano “La Repubblica”, que recordou a recente libertação de 1.106 trabalhadores forçados de uma fazenda de cana-de-açúcar no Pará.

Segundo o jornal, Lula – descrito como o líder “que faz o papel de apóstolo dos biocombustíveis”– “não disse [em Bruxelas] que as duas notícias estão interligadas”.

“A operação de maquiar as condições de trabalho nas plantações de cana-de-açúcar indica que o presidente precisa enfrentar as críticas contra a solução do álcool, que se tornou o próximo grande negócio da economia brasileira.”

O “La Repubblica” reconhece que o combate ao trabalho forçado no Brasil aumentou nos últimos anos, mas ressalva que o “espetacular aumento da produção de cana-de-açúcar” levanta preocupações em relação ao tema.

“Nas plantações de cana-de-açúcar, milhares de camponeses emigrados do nordeste vivem da miserável paga de um euro por tonelada, sujeitos aos abusos dos patrões e da precariedade.”

Ambiente

Já o britânico “Financial Times” centrou sua matéria nas consequências ambientais do cultivo de cana-de-açúcar.

Abrindo amplo espaço para os argumentos do governo brasileiro, o diário econômico disse que as novas áreas de plantação de cana-de-açúcar seriam abertas em locais planos, nos quais a automação eliminaria a necessidade da queima da lavoura.

“A cana também não seria cultivada na Amazônia por razões climáticas, embora críticos digam que as plantações podem substituir culturas como a soja, que penetrariam na floresta amazônica.”

Segundo o jornal, usineiros brasileiros disseram que “os principais obstáculos ao crescimento das exportações de álcool não são ambientais, mas a carência de infraestrutura de transporte e, principalmente, tarifas e subsídios adotados nos mercados desenvolvidos”.

Fonte: BBC Brasil – 06/07/2007