Sexta edição do Novo Testamento Grego UBS

UNITED BIBLE SOCIETIES Greek New Testament: Sixth Revised Edition. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025, 720 p. – ISBN 9783438053107.

O texto mais atualizado do Novo Testamento Grego, com um aparato crítico de fácil acesso.UBS Greek New Testament: Sixth Revised Edition. Stuttgart: DBG, 2025, 720 p.

Após mais de dez anos de intensa preparação, uma nova edição do Novo Testamento Grego UBS (6ª edição) está agora disponível. Ela oferece o texto grego mais atualizado, com as alterações textuais dos volumes da Editio Critica Maior (ECM) sobre os Atos dos Apóstolos (2017), o Evangelho de Marcos (2021) e o Apocalipse (2024). O texto difere da 5ª edição em mais de 100 passagens e é idêntico ao da 29ª edição do Novum Testamentum Graece (NA29), que está em preparação para 2026.

O aparato crítico inclui verbetes claramente estruturados sobre todas as principais variantes do texto. A seleção das passagens foi guiada por  sua relevância para a tradução e interpretação. A importância do chamado Textus Receptus também recebeu maior atenção em comparação com as edições anteriores. A seleção dos manuscritos concentrou-se nos testemunhos mais importantes, que agora são complementados por novos manuscritos (papiros 128 a 141).

Esta sexta edição começa com uma introdução acessível em inglês e é editada por um comitê internacional e interdenominacional, também responsável pela NA29 e que trabalha em estreita colaboração com o Institute for New Testament Textual Research: Holger Strutwolf, Hugh Houghton, Christos Karakolis, David Parker, Stephen Pisano, David Trobisch e Klaus Wacht.

Os recursos incluem:
. O texto mais atualizado do Novo Testamento Grego
. Todas as alterações textuais do aparato crítico ECM
. Todas as principais variantes textuais
. Editado por um comitê internacional e interdenominacional

 

The most up-to-date text of the Greek New Testament with an easily accessible text-critical apparatus.

After more than ten years of intensive preparation, a new edition of the UBS Greek New Testament (6th edition) is now available. It offers the most up-to-date Greek text with the textual changes from the Editio Critica Maior volumes on the Acts of the Apostles (2017), the Gospel of Mark (2021), and Revelation (2024). The text differs from the text of the 5th edition in more than 100 places and is identical to that of the 29th edition of the Novum Testamentum Graece (NA29), which is in preparation for 2026.

The apparatus includes clearly structured entries on all major variants of the text. The selection of the passages was guided by the question of their relevance for translation and interpretation. The importance of the so-called Textus Receptus has also been given greater consideration compared to previous editions. The selection of manuscripts was focused on the most important witnesses, which are now supplemented by new manuscripts (papyri 128 to 141).

This sixth edition begins with an accessible introduction in English and is edited by an international and interdenominational committee, which is also responsible for NA29 and works closely with the Institute for New Testament Textual Research: Holger Strutwolf, Hugh Houghton, Christos Karakolis, David Parker, Stephen Pisano, David Trobisch, and Klaus Wacht.

Resources include:
. The most up-to-date text of the Greek New Testament
. All text changes from the ECM critical apparatus
. All major text variants
. Edited by an international and interdenominational committee

 

Der aktuellste Text des griechischen Neuen Testaments mit einem leicht zugänglichen textkritischen Apparat.

Nach über zehn Jahren intensiver Vorbereitung erscheint jetzt eine Neuauflage des UBS Greek New Testament (6. Auflage). Sie bietet den aktuellsten griechischen Text mit den Textänderungen der Bände der Editio Critica Maior zur Apostelgeschichte (2017), dem Markusevangelium (2021) und der Offenbarung (2025). So unterscheidet sich der Text an weit über 100 Stellen vom Text der 5. Auflage. Der Text ist identisch mit dem der 29. Auflage des Novum Testamentum Graece (“Nestle-Aland”), die für 2026 in Vorbereitung ist.

Der Apparat umfasst klar strukturierte Einträge zu allen wichtigen Varianten des Textes. Bei der Auswahl der Stellen war die Frage nach der Relevanz für Übersetzung und Auslegung des Textes leitend. Auch die Bedeutung des sog. Textus Receptus wurde gegenüber früheren Auflagen verstärkt berücksichtigt. Die Auswahl der Handschriften wurde gegenüber der 5. Auflage zum einen auf die wichtigsten Zeugen fokussiert, zum andern durch neue Handschriften (Papyri 128 bis 141) ergänzt. Eine gut lesbare Einführung (auf Englisch) führt zu der Ausgabe hin.

Insgesamt ist dieses Werk dadurch besser als je geeignet für den Einstieg in die exegetische und textkritische Arbeit am Neuen Testament in seiner Originalsprache.

Es wird von einem internationalen und interkonfessionellen Gremium herausgegeben, das auch für NA29 verantwortlich ist und eng mit dem Institut für Neutestamentliche Textforschung zusammenarbeitet: Hugh Houghton, Christos Karakolis, David Parker, Stephen Pisano, Holger Strutwolf, David Trobisch und Klaus Wachtel.

Comentário textual do Novo Testamento Grego UBS6

HOUGHTON, H. A. G. A Textual Commentary on the Greek New Testament: A Companion to the Sixth Edition of the United Bible Societies’ Greek New Testament. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025, 648 p. – ISBN 9783438053312.

Este é um comentário sobre todas as variantes textuais apresentadas na sexta edição do Novo Testamento Grego das Sociedades Bíblicas Unidas (UBS6). Abrange cadaHOUGHTON, H. A. G. A Textual Commentary on the Greek New Testament: A Companion to the Sixth Edition of the United Bible Societies’ Greek New Testament. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025, 648 p. unidade listada no aparato no rodapé da página, bem como as leituras no texto indicadas por colchetes. Seu objetivo é descrever as diferentes leituras em cada ponto, considerar as evidências que as sustentam e explicar por que a forma foi escolhida no texto. Em muitos casos, é dada uma indicação do motivo pelo qual a unidade de variante foi selecionada para inclusão no aparato, seja sua importância para a tradução, suas implicações teológicas ou a luz que lança sobre a transmissão textual do Novo Testamento. Assim como a própria edição, este comentário destina-se a um público de tradutores, estudantes e não especialistas. Espera-se que a versão em inglês das variantes também as torne acessíveis àqueles com conhecimento limitado do grego do Novo Testamento que encontram variantes textuais em notas de rodapé em traduções contemporâneas.

Este volume é uma continuação tanto do Textual Commentary on the Greek New Testament por Bruce M. Metzger (1971, 1994) quanto de sua versão adaptada para tradutores, o Textual Guide to the Greek New Testament por Roger L. Omanson (2006). Embora tenha sido escrito independentemente dessas obras, a fim de apresentar um novo guia baseado na pesquisa atual, o texto final foi comparado com ambas para garantir uma cobertura completa nos pontos de sobreposição. Também são indicadas outras publicações que podem ser úteis para aqueles que desejam estudar uma variante específica com mais detalhes ou explorar uma interpretação diferente dos dados. No entanto, está além do objetivo deste comentário oferecer um guia abrangente para a pesquisa em cada ponto de variante. Uma visão geral da tradição textual do Novo Testamento e dos princípios da crítica textual é fornecida na Introdução, juntamente com informações sobre o contexto da UBS6 e a criação deste comentário. Os termos técnicos também são explicados em um Glossário no final do volume.

 

This is a commentary on all the textual variations presented in the sixth edition of the United Bible Societies’ Greek New Testament (UBS6). It covers every unit listed in the apparatus at the foot of the page, as well as readings in the text indicated by square brackets. Its aim is to describe the differing readings at each point, consider the evidence in support of each and explain why the form in the editorial text has been chosen. In many cases an indication is given of the reason the variation unit was selected for inclusion in the apparatus, be that its significance for translation, its theological implications, or the light it sheds on the textual transmission of the New Testament. Like the edition itself, this commentary is intended for an audi-ence of translators, students and non-specialists. It is hoped that the English rendering of variants will also make it accessible to those with limited facility in New Testament Greek who encounter textual variation in footnotes in contemporary translations.

This volume is a successor to both the Textual Commentary on the Greek New Testament by Bruce M. Metzger (1971, 1994) and its adapted version for translators, the Textual Guide to the Greek New Testament by Roger L. Omanson (2006). Although it was written independently of these, in order to present a new guide based on current scholarship, the final text was compared with both in order to ensure full coverage in places where they overlap. Indications are also given of other publications which may be useful to those wishing to study a particular variant in more detail or to explore a differing interpretation of the data. How-ever, it is beyond the scope of this commentary to offer a comprehensive guide to scholarship at each place of variation. An overview of the textual tradition of the New Testament and the principles of textual criti-cism is provided in the Introduction, along with information on the background to UBS6 and the creation of this commentary. Technical terms are also explained in a Glossary towards the end of the volume.

 

Eine fundierte Hilfe für das Verständnis der Überlieferung des Textes des griechischen Neuen Testaments.

Diese Neuausgabe des Textual Commentary bezieht sich auf den griechischen Text der 29. Auflage des Novum Testamentum Graece (NA29) und der 6. Auflage des Greek New Testament (GNT6) und kommentiert sämtliche Apparateinträge des GNT6 in knapper und verständlicher Sprache. Die Ausgabe eignet sich auch zum Gebrauch mit NA28 und NA29, da diese Ausgaben auch alle Apparateinträge des GNT6 beinhalten (mit anderer Zeugenauswahl). In einer ausführichen Einleitung werden außerdem zentrale Informationen über die neutestamentliche Textüberlieferung, grundlegende Prinzipien der Textkritik sowie den Gebrauch des Greek New Testament gegeben.

Der Autor H.A.G. Houghton ist Mitglied des Herausgebergremiums für NA29 und GNT6 und damit hervorragend geeignet, die Entscheidungen des Gremiums bei der Erarbeitung beider Ausgaben zu erläutern.

Die Ausgabe ersetzt den Kommentar von Bruce M. Metzger, der seit Jahrzehnten als Standardwerk gilt, mittlerweile aber forschungsgeschichtlich überholt ist.

Novo Testamento Grego UBS6: Reader’s Edition

UNITED BIBLE SOCIETIES Greek New Testament (UBS6): A Reader’s Edition. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025, 672 p. – ISBN 9783438053114.

Atenção: edição sem aparato crítico. Para a edição padrão, com aparato crítico, veja o post Sexta edição do Novo Testamento Grego UBS.UNITED BIBLE SOCIETIES Greek New Testament (UBS6): A Reader's Edition. Stuttgart: Deutsche Bibelgesellschaft, 2025, 672 p.

A Reader’s Edition da sexta edição do Greek New Testament oferece extensos recursos de tradução para o texto grego do Novo Testamento, incluindo:
. Notas de rodapé em todas as páginas com traduções para o inglês (de acordo com o contexto imediato) de todas as palavras que ocorrem 30 vezes ou menos no grego do Novo Testamento
. Traduções de expressões idiomáticas complexas
. Análise gramatical de todas as formas verbais complexas
. Um apêndice fornece traduções para o inglês de todas as palavras que ocorrem mais de 30 vezes no grego do Novo Testamento.

Para torná-la mais acessível, a edição não inclui um aparato crítico. O texto grego é idêntico ao da sexta edição do Greek New Testament (UBS6) e à 29ª edição do Novum Testamentum Graece (NA29).

Há também uma edição em espanhol.

 

The Reader’s Edition of the sixth edition of the Greek New Testament provides extensive translation aids for the Greek New Testament text, including:
. Footnotes on every page with English translations (according to the immediate context) of all words that occur 30 times or less in the Greek New Testament
. Translations of difficult idiomatic expressions
. Grammatical analysis of all challenging verb forms
. An appendix provides English translations for all words that occur more than 30 times in the Greek New Testament.

In favour of these translation aids the edition does not include a critical apparatus. The Greek text is identical to that of the sixth edition of The Greek New Testament (UBS6) and the 29th edition of the Novum Testamentum Graece (NA29).

 

Die Reader’s Edition des UBS Greek New Testament bietet umfangreiche Übersetzungshilfen zum Text des griechischen Neuen Testaments. Diese beinhalten:
. Fußnoten auf jeder Seite mit englischen Übersetzungen aller Wörter, die 30-mal oder seltener im griechischen Neuen Testament vorkommen
. Alle Wortbedeutungen werden passend zum unmittelbaren Kontext gegeben und erleichtern so unmittelbar das Verständnis
. Übersetzung schwieriger idiomatischer Wortverbindungen
. Grammatikalische Analyse sämtlicher schwieriger Verbformen
. Im Anhang finden sich Übersetzungen aller Wörter ins Englische, die im griechischen Testament häufiger als 30-mal vorkommen.

Die Ausgabe erfreut durch ein modernes, lesefreundliches Layout und ist für alle, die sich nicht mit einer Interlinear-Ausgabe zufrieden geben wollen und über Englischkenntnisse verfügen, der ideale Einstieg in das flüssige Lesen des Neuen Testaments in seiner Originalsprache. Zugunsten der Übersetzungsmöglichkeiten verzichtet die Ausgabe auf einen textkritischen Apparat.

Der griechische Text ist identisch mit dem Text der 6. Auflage des Greek New Testament (UBS6) und der 29. Auflage des Novum Testamentum Graece (NA29).

Lendo os apócrifos e homenageando Alejandro Díez Macho

Quando preciso consultar algum apócrifo do Antigo Testamento, busco a obra de DIEZ MACHO, A.; PIÑERO, A. (eds.) Apócrifos del Antiguo Testamento I-VII. Madrid: Cristiandad, 1982-2024.

No primeiro volume, de 1984, o editor e os colaboradores da obra prestam uma homenagem a seu organizador, Alejandro Díez Macho (1916-1984), que transcrevo aqui.

 

Cuando la muerte, irrespetuosa también con las grandes figuras, sorprendió al profesor Alejandro Díez Macho, sobre la mesa de este investigador infatigable quedaban, aAlejandro Díez Macho (1916-1984) medio corregir, las pruebas de imprenta del presente volumen. El editor y los colaboradores de la serie Apócrifos del Antiguo Testamento rendimos, con dolor y admiración, un homenaje a su memoria.

Alejandro Díez Macho nació el 13 de mayo de 1916 en Villafría de la Peña (Palencia). Una vez terminados los cursos de bachillerato, profesó en la Congregación de los Misioneros del Sagrado Corazón. Posteriormente realizó estudios eclesiásticos de filosofía y teología, interrumpidos por la guerra civil española. A l término de la contienda cursó en Barcelona la carrera de Filosofía y Letras en la especialidad de Filología Semítica, con premio extraordinario en su licenciatura (1943). En 1945 defendió en Madrid su tesis doctoral, titulada Mosé lbn Ezra como poeta y preceptista.

Su labor docente se desarrolló primeramente en Barcelona como profesor ayudante (1944), encargado de cátedra (1945), adjunto por oposición de lengua y literatura hebreas y lengua y literatura árabes (1946), catedrático de lengua y literatura hebrea y rabínica (1949). De Barcelona pasó a Madrid, en 1973, como catedrático de lengua y literatura hebreas en la Universidad Complutense.

Un hecho determinante en la vida del profesor Díez Macho fue, en 1949, su inclusión en el proyecto de edición de la Biblia Políglota Matritense, en el que se le encomendó la sección aramea. Este empeño fue acogido con entusiasmo por el joven catedrático, quien visitó inmediatamente varias bibliotecas en busca de manuscritos: Vaticana, Casanatense y Angélica de Roma, Palatina de Parma, Bodleyana de Oxford y Universitaria de Cambridge. Sería prolijo dar cuenta de los numerosos viajes que le llevaron a registrar bibliotecas y archivos de Europa y América con el fin de reunir materiales y cotejar textos.

En 1951 entró en contacto con el insigne aramaísta Paul E. Kahle, a quien consideró siempre como su maestro y con quien trabajó en diversas ocasiones. Enviado por el cardenal Mercati, prefecto de la Biblioteca Vaticana, estudió durante dos años (1953-1955) los manuscritos hebreos y árameos que se conservan en el Seminario Teológico Judío de Nueva York. Durante este período cambió impresiones con numerosos orientalistas de los Estados Unidos y pronunció conferencias en este país. Fruto de aquella intensa búsqueda fue la gran filmoteca de manuscritos árameos reunida por Díez Macho, que ha sido durante largo tiempo la colección más rica y selecta, hoy superada por la del Departamento de Manuscritos Hebreos de la Universidad de Jerusalén.

Un acontecimiento decisivo en la trayectoria científica del maestro cuya desaparición lamentamos fue el descubrimiento, en la Biblioteca Vaticana (1956), del manuscrito Neofiti 1, que contenía el Targum Palestinense dado por perdido desde el siglo XVI. La identificación de este manuscrito, erróneamente catalogado en dicha Biblioteca, el posterior estudio de su antigüedad y relación con los demás targumes y, por fin, su publicación en seis espléndidos volúmenes son méritos suficientes para asegurar un puesto perdurable entre los estudiosos de la Biblia. En esta línea se sitúa la edición de otros fragmentos del Targum Palestinense al Pentateuco y a los Profetas, así como el descubrimiento de manuscritos fundamentales para el Targum de Onqelos.

A su actividad en el campo de la Biblia aramea se añade su preocupación por la investigación bíblica en general. En este ámbito, el profesor Díez Macho, junto con el doctor Sebastián Bartina, dirigió la Enciclopedia de la Biblia, en seis volúmenes (Barcelona 1963-1966), en la que colaboran 306 especialistas y que ha sido traducida al italiano. También dirigió la edición de la Biblia conocida popularmente como La Biblia más bella del mundo (Buenos Aires, 7 vols.), traducción de los textos originales con comentario, para la que redactó además la mayor parte de las introducciones.

DIEZ MACHO, A.; PIÑERO, A. (eds.) Apócrifos del Antiguo Testamento I-VII. Madrid: Cristiandad, 1982-2024.Con ser mucho el peso específico de esta labor científica, lo más sorprendente es que ha sido realizada por una persona gravemente enferma durante largos años de su vida. Su calvario comenzó en 1945, cuando se hizo necesario extirparle un riñon, y se prolongó hasta el final. Dieciséis intervenciones quirúrgicas y, en 1983, la extirpación del otro riñon. A pesar de la servidumbre impuesta por la diálisis, este hombre, tenaz y siempre optimista, encontraba el modo de proseguir sus trabajos de investigación. En enero de 1984 se le efectuó con éxito un trasplante. Pero el éxito duró poco. El estado general del enfermo se fue agravando inexorablemente hasta el 6 de octubre, fecha en que se produjo su muerte.

Además de hombre de ciencia, el profesor Alejandro Díez Macho ha sido profundamente humano y religioso. Sus incontables alumnos hablan de la inmensa dedicación con que «el maestro» los atendía y acompañaba en la aventura de la investigación. Las muchas personas que lo han conocido de cerca saben de su entrega, como cristiano y sacerdote, a la contemplación y al servicio. Los amigos damos fe de que siempre fue un hombre cercano, delicado, humilde, fiel y, sobre todo, bueno.

Tenía, cuando murió, sobre su mesa las pruebas de este volumen. El no está ya con nosotros, pero nos deja trazado el camino que debemos recorrer en la continuación de esta serie de Apócrifos del Antiguo Testamento. Por eso, en los volúmenes restantes seguirá figurando como director de una obra que proyectó personalmente, para la que eligió sus colaboradores y en la que puso una gran dosis de entusiasmo y sabiduría.

El profesor Alejandro Díez Macho será, sin duda, faro orientador para quienes navegan por los mares de la Biblia y de las letras antiguas (El Editor y los Colaboradores, Apócrifos del Antiguo Testamento I, p. 7-9: In Memoriam).

Richard A. Horsley e a revolução social do profeta Jesus

Em meu artigo sobre a Leitura sociológica da Bíblia, publicado na Ayrton’s Biblical Page em 2022, apresentei Richard A. Horsley e indiquei algumas de suas publicações.

Agora descobri mais alguns livros do autor, publicados de 2022 para cá. Por isso, esta postagem, onde repito o que está no artigo e acrescento as publicações mais recentes.

O norte-americano Richard A. Horsley faz uso extensivo de métodos marxistas e materiais arqueológicos para reconstruir a situação socioeconômica da época de Jesus. Ele mostra que embora os romanos tenham imposto um modo de produção escravista em algumas cidades, o modelo geral ainda era um modo de produção tributário, com a cobrança de tributos exorbitantes aos camponeses. Assim, além dos impostos romanos, os governantes locais, como os reis herodianos e os sacerdotes de Jerusalém, exigiam seus próprios impostos do povo, enquanto tentavam bajular e imitar Roma.Richard A. Horsley (1939-)

A resistência tomou a forma de resistência camponesa, sabotagem, movimentos proféticos e messiânicos, escritos de escribas, contraterrorismo e revoltas. Neste contexto da Palestina do século I se insere a pregação profética de Jesus de Nazaré.

Como uma crítica política do Império Romano, Jesus circulou pelas aldeias da Palestina propondo a ideia do reino de Deus aos camponeses pobres de seu tempo para restabelecer uma comunidade de aliança, nos moldes da conhecida pregação profética. Uma empreitada, entretanto, que só poderia ter sucesso se partisse da conscientização da situação de opressão em que viviam. Segundo Horsley, tal proposta pode ser identificada na Q (=Quelle) e no evangelho de Marcos.

Muitos são os escritos de Richard A. Horsley ou as obras editadas por ele. Limito-me a citar algumas publicações entre os anos de 1985 e 2025. Umas poucas estão traduzidas para o português.

Bandits, Prophets, and Messiahs: Popular Movements in the Time of Jesus. New York: Harper Collins, 1985. Em português: Bandidos, Profetas e Messias: movimentos populares no tempo de Jesus. São Paulo: Paulus, 1997 [5. reimpressão: 2022].

Jesus and Spiral of Violence: Popular Jewish Resistance in Roman Palestine. Minneapolis: Augsburg Fortress, 1993. Em português: Jesus e a espiral da violência: resistência judaica popular na Palestina Romana. São Paulo: Paulus, 2010.

Archaeology, History, and Society in Galilee: The Social Context of Jesus and the Rabbis. Philadelphia: Trinity Press International, 1996. Em português: Arqueologia, História e Sociedade na Galileia: o contexto social de Jesus e dos Rabis. São Paulo: Paulus, 2000 [2. reimpressão: 2017].

Paul and Empire: Religion and Power in Roman Imperial Society. Philadelphia: Trinity Press International, 1997. Em português: Paulo e o Império: religião e poder na sociedade imperial romana. 2. ed. São Paulo: Paulus, 2018.

Jesus and Empire: The Kingdom of God and the New World Disorder. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2003. Em português: Jesus e o Império: o reino de Deus e a nova desordem mundial. São Paulo: Paulus, 2004.

The Liberation of Christmas: The Infancy Narratives in Social Context. Eugene, OR: ‎ Wipf & Stock, 2006.HORSLEY, R. A. The Pharisees, Jesus, and the Politics of Roman Palestine, Vol. 1. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2025.

Jesus and the Powers: Conflict, Covenant, and the Hope of the Poor. Minneapolis: Fortress Press, 2010.

The Prophet Jesus and the Renewal of Israel: Moving Beyond a Diversionary Debate. Grand Rapids, MI: Eerdmans, 2012.

Jesus and the Politics of Roman Palestine. Columbia: University of South Carolina Press, 2014.

You Shall Not Bow Down and Serve Them: The Political Economic Projects of Jesus and Paul. Eugene, OR: Cascade Books, 2021.

Empowering the People: Jesus, Healing, and Exorcism. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2022.

The Pharisees and the Temple-State of Judea. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2022.

Politics, Conflict, and Movements in First-Century Palestine. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2023.

Galileans under Jerusalem and Roman Rule. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2024.

The Pharisees, Jesus, and the Politics of Roman Palestine, Volume 1: Pharisees and Scribes in the Politics of Roman Palestine. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2025.

The Pharisees, Jesus, and the Politics of Roman Palestine, Volume 2: Jesus and the Pharisees in the Politics of Roman Palestine. Eugene, OR:‎ Cascade Books, 2025.

 

Sobre Richard A. Horsley podem ser lidos:

BOER, R. Twenty-five Years of Marxist Biblical Criticism. Currents in Biblical Research 5.3, p. 298-321, 2007.

RIBEIRO JÚNIOR, J. C. N. Jesus, a Galileia e o Império: protesto e ação contra a desordem mundial ontem e hoje: entrevista com Richard HorsleyREVER, junho de 2009, p. 143-152.

SOUZA, D. R. de. Richard Horsley. Post publicado no blog Bíblico Teológico em 21.07.2014.

Vidas dos profetas: Jeremias

Ὀνόματα προφητῶν καὶ πόθεν εἰσὶ καὶ ποῦ ἀπέθανον καὶ πῶς καὶ ποῦ κεῖνται
Nomes dos profetas e de onde eles vêm, onde morreram e como e onde estão enterrados

Vitae prophetarum: Vidas dos profetas

A tradução em espanhol do pseudepígrafo Vitae prophetarum está no II volume, de 1983, p. 513-525, da obra de DIEZ MACHO, A.; PIÑERO, A. (eds.) Apócrifos del Antiguo Testamento I-VII. Madrid: Cristiandad, 1982-2024. A tradução, do original, é de N. Fernández Marcos.

O Vitae prophetarum é um dos poucos exemplos sobreviventes de hagiografia judaica antiga, mas a obra que temos está apenas em manuscritos cristãos. Ele narra, emDIEZ MACHO, A.; PIÑERO, A. (eds.) Apócrifos del Antiguo Testamento I-V. Madrid: Cristiandad, 1982-1987. um estilo conciso e popular, os principais aspectos da vida e dos feitos de cada profeta. Em alguns casos, esses esboços biográficos são extraídos de material fornecido pelos livros bíblicos, complementados com elementos lendários. Em outros, incorporam tradições que complementam as da Bíblia, mas que encontram eco em outras obras pseudepígrafas e até mesmo na literatura rabínica. Isso é especialmente verdadeiro nas narrativas de tortura, nas quais o autor parece dar ênfase particular a esse material suplementar não encontrado na Bíblia.

Embora tenha chegado até nós em mais de quatro recensões gregas, esta coleção parece ter se originado de um único texto antigo composto em grego por um autor da Palestina. Apesar de algumas interpolações cristãs facilmente detectáveis, o material original é fundamentalmente judaico. Os estudiosos concordam neste ponto. O autor, a julgar pelo seu conhecimento de Jerusalém e da Palestina, e pelos numerosos detalhes geográficos e tradições que inclui, teria sido um judeu da Palestina no século I d.C. Apenas a vida de Jeremias, que se desenrola num contexto egípcio, provavelmente se origina em Alexandria e foi posteriormente incorporada pelo editor à coleção final.

A recensão aqui traduzida, transmitida pelo Codex Marchalianus, e aparentemente a mais antiga, consiste em vinte e três narrativas e apresenta certa semelhança formal com as coleções alfabéticas dos Apophthegmata Patrum.

Os quatro profetas maiores (Isaías, Jeremias, Ezequiel e Daniel) aparecem primeiro, com um relato consideravelmente mais longo do que os demais (a vida de Daniel, a mais longa, compreende vinte e dois versículos). Em seguida, vêm os doze profetas menores. A estes seguem-se as vidas de Natã, Aías, Joed (identificado com o profeta anônimo de 1 Reis 13), Azarias (filho de Oded; cf. 2 Crônicas 15,1-12), Zacarias (filho de Joiada; cf. 2 Crônicas 24,20-22), Elias e Eliseu.

Com exceção dos quatro primeiros, os demais contêm pouca informação além daquela indicada no título: nome, local de origem, morte e local de sepultamento (a biografia de Joel, a mais curta, consiste em apenas um versículo). Abundam nomes de lugares, muitos dos quais não foram identificados.

O título completo da coleção é “Nomes dos profetas e de onde eles vêm, onde morreram e como e onde estão enterrados” (Ὀνόματα προφητῶν καὶ πόθεν εἰσὶ καὶ ποῦ ἀπέθανον καὶ πῶς καὶ ποῦ κεῖνται).

As origens desta composição devem ser compreendidas como envolvendo várias etapas de transmissão oral antes ou por volta do século I d.C. Como consequência dessa transmissão, e a julgar pelo que ocorreu em coleções com uma pré-história semelhante, o texto foi preservado em várias recensões, sendo quatro as principais:

. A primeira é atribuída a Epifânio de Salamina e encontra-se no Codex Parisinus Graecus 1115, copiado em 1276. Está na Bibliothèque Nationale, em Paris.
. A segunda, também atribuída a Epifânio e mais curta que a primeira, encontra-se em alguns minúsculos. O Codex Coislinianus 120 ou Codex Coisl. 120, do século X, é o principal representante da recensão curta atribuída a Epifânio. Está na Bibliothèque Nationale, em Paris, e é parte do Fonds Coislin.
. Uma terceira recensão, o Codex Vindobonensis Theologicus Graecus 40, do século XIII, foi atribuída a Doroteu de Tiro ou Antioquia e sofreu diversas revisões ao longo dos séculos. Está na Biblioteca Nacional da Áustria, em Viena.
. Finalmente, a quarta, anônima, está preservada no Codex Marchalianus (Q), Codex Vaticanus Graecus 2125, do século VI d.C. Contém um texto em grande parte livre de interpolações posteriores, e é o testemunho grego mais antigo. Constitui a base da edição de C. C. Torrey. Está na Biblioteca Apostólica Vaticana, Roma.

Início de Vitae prophetarum no Codex Vindobonensis Theologicus Graecus 40, do século XIII, atribuído a Doroteu de Tiro ou Antioquia. Biblioteca Nacional da Áustria, em Viena.A tradução de N. Fernández Marcos segue o texto de TORREY, C. C. The Lives of the Prophets: Greek Text and Translation. Philadelphia: SBL, 1946, mas leva em consideração as outras três recensões.

Há também versões em siríaco, armênio, etíope, latim e árabe.

 

Jeremias

1 Era de Anatot y murió en Tafne de Egipto, apedreado por el pue­blo. 2 Está enterrado en el lugar que habitó el faraón. Los egipcios le hon­raron porque les había hecho mucho bien. 3 Por su súplica, las serpientes que los egipcios llaman efot* los abandonaron. 4 Y todos los fieles de Dios, hasta el día de hoy, van a orar a dicho lugar y curan las mordeduras de serpiente con polvo del lugar. 5 Mas nosotros sabemos por los hijos de Antígono y Tolomeo, que ya eran ancianos, que Alejandro de Macedonia, cuando estuvo en el sepulcro del profeta y conoció sus obras maravillosas, trasladó sus restos a Alejandría y los colocó alrededor en círculo. 6 Hizo desaparecer de la tierra la estirpe de las serpientes y, de igual forma, in­trodujo las serpientes llamadas argolas**, es decir, combateserpientes.

7 Este Jeremías dio un signo a los sacerdotes egipcios: «Que sus ído­los iban a conmoverse y todas sus figuras iban a derribarse cuando llegara a Egipto una virgen recién parida con un niño de apariencia divina». 8 Por eso veneran hasta ahora a una virgen y adoran a un niño colocándolo en un pesebre***. Y al rey Tolomeo, que quería saber los motivos, le dijeron que era un secreto recibido de los antepasados por medio del santo profe­ta. Les fue confiado a nuestros padres, y nosotros, dicen, estamos espe­rando el cumplimiento de su secreto.

9 Este profeta, antes de la conquista del templo, arrebató el arca de la ley con todo lo que contenía y consiguió empotrarla en piedra, mientras decía a los que estaban presentes: 10 «El Señor se ha marchado del Sinaí al cielo y vendrá de nuevo con poder y os servirá como señal de su venida cuando todos los pueblos adoren a un árbol» . 11 Y añadió: «Nadie es capaz de extraer esta arca fuera de Aarón, y ya ninguno de los sacerdotes o pro­fetas puede extender sus tablas fuera de Moisés, el elegido de Dios».

12 En la resurrección resucitará el arca la primera, saldrá fuera de la piedra y será colocada en el monte Sinaí. Todos los santos se congregarán allí junto a ella para recibir al Señor y huyendo del enemigo que quiere acabar con ellos. 13 Hizo con el dedo el sello del nombre de Dios en la roca, y el cuño se convirtió en un grabado de hierro. Una nube cubrió el nombre, y nadie sabe el lugar ni es capaz de leerlo hasta el día de hoy e incluso hasta la consumación.

14 La roca se halla en el desierto, donde por primera vez estuvo el arca, en medio de las dos montañas en las que están enterrados Moisés y Aarón. Por la noche, una nube se vuelve como fuego conforme a la primi­tiva prescripción de que no faltaría de su ley la Gloria de Dios. 15 Dios concedió a Jeremías el favor de que él, en persona, diera cumplimiento a su secreto con el fin de que pudiera asociarse a Moisés. Y juntos están hasta el día de hoy.

 

Notas

* efot: Plural de la palabra hebrea ‘ef’a = «serpiente, víbora».

** serpientes… argolas: Todos los manuscritos añaden detrás del serpientes pri­mero: καΐ έκ του πόταμου ωσαύτως τους κροκοδείλους = «así como los cocodrilos del río». Igualmente, detrás de combateserpientes los manuscritos añaden una nota que intenta explicar la etimología de argolas, a saber: «que trajo de Argos, en el Peloponeso; de ahí que se llamen ‘argolas’, es decir, a la derecha de Argos. Pues llaman siniestro a todo lo izquierdo». En realidad, ἀργόλαι procede de la palabra hebrea hargol = «langosta». Cuando el verdadero signifi­cado de ἀργόλαι ya no se conocía, surgiría la leyenda de que fueron impor­tadas de Argos.

*** Estos versículos contienen, al parecer, claras alusiones cristianas: la virgen y un niño al que adoran colocándolo en un pesebre (v. 8), y “cuando todos los puEz 1,28-2,6 no Codex Marchalianus (Q), Codex Vaticanus Graecus 2125, do século VI d.C. eblos adoren a un árbol” (ξύλον = «árbol de la cruz», v. 11).

 

Texto grego online

Estes, Douglas, with David M. Miller, ed., “Lives of the Prophets.” Edition 2.0. No pages. In The Online Critical Pseudepigrapha. Edited by Ian W. Scott, Ken M. Penner, and David M. Miller. Atlanta: Society of Biblical Literature, 2007.

 

Ὀνόματα προφητῶν καὶ πόθεν εἰσὶ καὶ ποῦ ἀπέθανον καὶ πῶς καὶ ποῦ κεῖνται.

Ἱερεμίας

1 ἦν ἐξ Ἀναθὼθ καὶ ἐν Τάφναις Αἰγύπτου λίθοις βληθεὶς ὑπὸ τοῦ λαοῦ ἀποθνήσκει. 2 κεῖται δὲ ἐν τῷ τόπῳ τῆς οἰκήσεως Φαραώ, ὅτι οἱ Αἰγύπτιοι ἐδόξασαν αὐτὸν εὐεργετηθέντες δι᾽ αὐτοῦ. 3 ηὔξατο γὰρ καὶ αἱ ἀσπίδες αὐτοὺς ἔασαν, (ἅς) καλοῦσιν οἱ Αἰγύπτιοι ἐφώθ. 4 καὶ ὅσοι εἰσὶ πιστοὶ θεοῦ ἕως σήμερον εὔχονται ἐν τῷ τόπῳ καὶ λαμβάνοντες τοῦ χοὸς τοῦ τόπου δήγματα ἀσπίδων θεραπεύουσι. 5 ἡμεῖς δὲ ἠκούσαμεν ἐκ τῶν παίδων Ἀντιγόνου καὶ Ρτολεμαίου γερόντων ἀνδρῶν, ὅτι Ἀλέξάνδρος ὁ Μακεδὼν ἐπιστὰς τῷ τόπῳ τοῦ προφήτου καὶ ἐπιγνοὺς αὐτοῦ τὰ μυστήρια εἰς Ἀλεξάνδρειαν μετέστησεν αὐτοῦ τὰ λείψανα, περιθεὶς αὐτὰ ἐνδόξως κύκλῳ· 6 καὶ ἐκωλύθη ἐκ τῆς γῆς τὸ γένος τῶν ἀσπίδων, καὶ οὕτως ἐνέβαλεν τοὺς ὄφεις τοὺς λεγομένους ἀργόλας, ὅ ἐστίν ὀφιομάχους.

7 Οὗτος ὁ Ἱερεμίας σημεῖον δέδωκε τοῖς ἱερεῦσιν Αἰγύπτου, ὅτι δεῖ σεισθῆναι τὰ εἴδωλα αὐτῶν καὶ συμπεσεῖν τὰ χειροποίητα πάντα ὅταν ἐπιβῇ ἐν Αἰγύπτῳ παρθένος λοχεύουσα σὺν βρέφει θεοειδεῖ. 8 δι᾽ ὃ καὶ ἕως νῦν τιμῶσι παρθένον λοχὸν καὶ βρέφος ἐν φάτνῃ τιθέντες προσκυνοῦσι, καὶ Πτολεμαίῳ τῷ βασιλεῖ τὴν αἰτίαν πυνθανομένῳ ἔλεγον, ὅτι πατροπαράδοτόν ἐστι μυστήριον ὑπὸ ὁσίου προφήτου, τοῖς πατρᾶσιν ἡμῶν παραδοθέν, καὶ ἐκδεχόμεθα τὸ πέρας, φησίν, τοῦ μυστηρίου αὐτοῦ.

9 Οὗτος ὁ προφήτης πρὸ τῆς ἁλώσεως τοῦ ναοῦ ἥρπαξε τὴν κιβωτὸν τοῦ νόμου καὶ τὰ ἐν αὐτῇ καὶ ἐποίησεν αὐτὰ καταποθῆναι ἐν πέτρᾳ, καὶ εἶπε τοῖς παρεστῶσιν· 10 Ἀπεδήμησεν κύριος ἐκ Σινᾶ εἰς οὐρανὸν καὶ πάλιν ἐλεύσεται ἐν δυνάμει, καὶ σημεῖον ὑμῖν ἔσται τῆς παρουσίας αὐτοῦ, ὅτε ξύλον πάντα τὰ ἔθνη προσκυνοῦσιν. 11 εἶπεν δὲ ὅτι τὴν κιβωτὸν ταύτην οὐδεὶς ἐκβάλλει εἰ μὴ Ἀαρών, καὶ τὰς ἐν αὐτῷ πλάκας οὐδεὶς ἀναπτύξει οὐκέτι ἱερέων ἢ προφητῶν εἰ μὴ Μωϋσὴς ὁ ἐκλεκτὸς τοῦ Θεοῦ. 12 καὶ ἐν τῇ ἀναστάσει πρώτη ἡ κιβωτὸς ἀναστήσεται καὶ ἐξελεύσεται ἐκ τῆς πέτρας καὶ τεθήσεται ἐν ὄρει Σινᾶ, καὶ πάντες οἱ ἅγιοι πρὸς αὐτὴν συναχθήσονται ἐκεῖ ἐκδεχόμενοι κύριον καὶ τὸν ἐχθρὸν φεύγοντες ἀνελεῖν αὐτοὺς θέλοντα.

13 Ἐν τῇ πέτρᾳ ἐσφράγισε τῷ δακτύλῳ τὸ ὄνομα τοῦ Θεοῦ καὶ γέγονεν ὁ τύπος ὡς γλυφὴ σιδήρου, καὶ νεφέλη ἐσκέπασε τὸ ὄνομα καὶ οὐδεὶς νοεῖ τὸν τόπον οὔτε ἀναγνῶναι αὐτὸν ἕως σήμερον καὶ ἕως συντελείας. 14 καὶ ἔστιν ἡ πέτρα ἐν τῇ ἐρήμῳ, ὅπου πρώτως ἡ κιβωτὸς γέγονε μεταξὺ τῶν δύο ὀρέων, ἐν οἷς κεῖνται Μωϋσὴς καὶ Ἀαρών, καὶ ἐν νυκτὶ νεφέλη ὡς πῦρ γίνεται κατὰ τὸν τύπον τὸν ἀρχαῖον, ὅτι οὐ μὴ παύσηται ἡ δόξα τοῦ θεοῦ ἐκ τοῦ νόμου αὐτοῦ. 15 καὶ ἔδωκεν ὁ θεὸς τῷ Ἱερεμίᾳ χάριν, ἵνα τὸ τέλος τοῦ μυστηρίου αὐτοῦ αὐτὸς ποιήσειεν, ἵνα γένηται συνκοινωνὸς Μωϋσέως, καὶ ὁμοῦ εἰσὶν ἕως σήμερον.

 

Bibliografia

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WIKIPEDIA, Lives of the Prophets (online)