Dia da Reforma

Protestantismo: é tempo de refletir. Entrevista especial com Cláudio Kupka, Martin Dreher e Walter Altmann
Em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero pregou 95 teses na porta do castelo de Wittenberg, dando continuidade ao movimento da Reforma, que buscava a “renovação do cristianismo ocidental”. Ao final desse processo, o cristianismo se dividiu em confissões religiosas, “tendo cada uma sua própria confissão de fé: Confissão de Augsburgo (luteranos), Confissão Helvética (zwinglianos), diversas confissões calvinistas/reformadas e a Confissão de Fé Tridentina (católico-romana)”, explica Martin Dreher, professor especialista em História da Igreja, em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Quase 500 anos depois, os luteranos do Brasil estão engajados na elaboração de atividades que possam, nos próximos seis anos, relembrar e refletir sobre este momento histórico que deu origem ao protestantismo…

Leia a entrevista em Notícias: IHU On-Line – 31/10/2011

Leia Mais:
Lutero e os 500 anos da Reforma

A mercantilização neurótica do sagrado

A mercantilização do sagrado é um fenômeno corriqueiro na contemporaneidade…

Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus…

Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse…

Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu…

Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será “made in China”…

Deus virou batata chips de free shop…

Tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas…

Um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas…

Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico…

Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo…

Além do que… a população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica…

 

Disneylândia de Jesus – Luiz Felipe Pondé

O mundo acabou. Não viaje. Assista a filmes em casa ou vá para cidades sem graça do interior. O mundo foi tomado por um tipo de praga que não tem solução: os gafanhotos do sucesso da indústria do turismo.

O horror começa nos aeroportos, que, graças ao terrorismo fundamentalista islâmico, ficaram ainda piores com seus sistemas de segurança infernais. Esse mesmo terrorismo fundamentalista que faz as “cheerleaders” dos movimentos sociais sentirem “frisson” de prazer na espinha.

Uma grande figura do mercado de análise de comportamento me disse recentemente que, em poucos anos, só os pobres (de espírito?) viajarão.

Tenho mais certeza disso do que da aritmética de 2 + 2 = 4. Aeroportos serão o último lugar onde você vai querer ser visto. Gostar de viajar hoje pode ser um forte indício de que você não tem muita imaginação ou opção na vida.

Veja, por exemplo, o que aconteceu com os lugares sagrados de Jerusalém. Aquilo virou uma Disneylândia de Jesus. Imagino que, dentro de alguns anos, teremos atores fracassados do Terceiro Mundo vestidos de Judas-Patetas, Maria-Branca de Neve, Tio Pôncio-Patinhas, Pedro-Duck e, é claro, Mickey-Jesus-Mouse.

Locais religiosos sempre atraíram todo tipo de histeria. A proximidade com ela pode fazer você duvidar da existência de Deus.

Ateus são fichinha em comparação à histeria religiosa como argumento contra a viabilidade de um Deus bom e generoso. Nesse caso, a náusea faz de você um ateu.

Às vezes, tristemente, a diferença entre visitas belas a locais sagrados parece ser apenas o número maior ou menor de nossos semelhantes crentes em Deus.

Ou, dito de outra forma, o inferno é um lugar onde tem muita gente em surto místico.

Jesus deve ter uma paciência de Jó, com seus fiéis cheios de máquinas digitais e filmadoras chinesas querendo devassar a intimidade de sua mãe e de seus discípulos mortos já há tantos séculos.

Aliás, estou seguro de que, em breve, Jesus será “made in China”, “at last”. Se assim acontecer, terão razão aqueles que afirmavam ter sido ele um Messias “fake”?

Pessoalmente, torço para que Jesus sobreviva a essa “nova paixão”, por obra da qual ressuscitar deverá ser algo como um show de efeitos especiais feitos por computação gráfica barata. Os fiéis pós-modernos deram um novo significado à expressão nietzschiana “Deus está morto”. Nesse caso, Deus virou batata chips de free shop.

No início dos anos 90, ainda era possível ir à catedral de Córdoba, na Espanha, e experimentar sua beleza moura. Já em meados dos anos 2000, ela era um terreno baldio para as invasões de gafanhotos.

Hoje, estive (escrevo dias antes de você ler esta coluna) na igreja da Agonia, em Jerusalém, conhecida também como igreja de Gethsêmani, local onde Jesus teria suado sangue antes de ser preso. Um belíssimo local.

Em seguida, alguns passos descendo a ladeira do monte das Oliveiras (onde fica Gethsêmani), fui a outro local, maravilhoso, que não vou dizer qual é porque espero que ninguém fique sabendo; assim, quem sabe, esse lugar ainda durará algum tempo antes de virar mais um Hopi Hari de Jesus com seu ruído de famílias de classe média em excursões místicas.

É importante dizer que já fui a esses locais inúmeras vezes e que, portanto, tive o desprazer de ver Jerusalém virar uma cidade devastada pela horda de tarados com máquinas digitais e filmadoras chinesas. Além de suas camisetas com slogans pela paz mundial.

Depois da destruição de Jerusalém pelos romanos por volta do ano 70 d.C., vemos agora a infestação da cidade santa pelos histéricos pentecostais e seus berros em nome do Espírito Santo.

Além, é claro, dos judeus ortodoxos obsessivos mal-educados e dos muçulmanos fanáticos com seu grito bárbaro “Allah Akbar” (Deus é grande). A população secular de Jerusalém é cada vez mais oprimida pelos homens de preto da ortodoxia judaica.

Alguns desses são mesmo contra o Estado de Israel, porque só o Messias pode reconstruir o “verdadeiro Estado judeu”. Acho que deveriam ser todos despachados para o Irã. Enfim, um filme de horror estrelado por fanáticos, batatas e patetas.

Fonte: O artigo Disneylândia de Jesus foi publicado pela Folha de S. Paulo em 31/10/2011, e reproduzido por IHU On-Line na mesma data.

Luiz Felipe Pondé, pernambucano, é escritor, filósofo e ensaísta. Doutor em filosofia pela USP, é professor da PUC, da FAAP e da Universidade Federal de SP.

Resenhas na RBL – 22.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Rachel Adelman
The Return of the Repressed: Pirqe de-Rabbi Eliezer and the Pseudepigrapha
Reviewed by John C. Poirier

Bob Becking, Alex Cannegieter, Wilfred van de Poll, and Anne-Mareike Wetter
From Babylon to Eternity: The Exile Remembered and Constructed in Text and Tradition
Reviewed by Francis Dalrymple-Hamilton

Roland Boer, ed.
Secularism and Biblical Studies
Reviewed by Brent Landau

John J. Collins
The Scepter and the Star: Messianism in Light of the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Erik Eynikel

Lester L. Grabbe, ed.
Israel in Transition 2: From Late Bronze II to Iron IIA (c. 1250-850 BCE): The Texts
Reviewed by Friedrich Schipper

Dan Jaffé, ed.
Studies in Rabbinic Judaism and Early Christianity: Text and Context
Reviewed by Peter J. Tomson

Adina Moshavi
Word Order in the Biblical Hebrew Finite Clause
Reviewed by Hubert James Keener

Thomas R. Schreiner
Galatians
Reviewed by David Luckensmeyer

Louis Stulman and Hyun Chul Paul Kim
You Are My People: An Introduction to Prophetic Literature
Reviewed by Steed Vernyl Davidson

Samuel I. Thomas
The “Mysteries” of Qumran: Mystery, Secrecy, and Esotericism in the Dead Sea Scrolls
Reviewed by Carol Newsom

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Resenhas na RBL – 13.10.2011

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Roger S. Bagnall
Early Christian Books in Egypt
Reviewed by Allen Kerkeslager

Katharine Dell, ed.
Ethical and Unethical in the Old Testament: God and Humans in Dialogue
Reviewed by Walter C. Kaiser Jr.

Mark Dubis
1 Peter: A Handbook on the Greek Text
Reviewed by John H. Elliott

Bo Isaksson, ed.
Circumstantial Qualifiers in Semitic: The Case of Arabic and Hebrew
Reviewed by John Kaltner

Robin A. Parry
Lamentations
Reviewed by Timothy J. Stone

Daniel Patte, ed.
The Cambridge Dictionary of Christianity
Reviewed by James D. G. Dunn

Stanley E. Porter, Jeffrey T. Reed, and Matthew Brook O’Donnell
Fundamentals of New Testament Greek (+ Workbook)
Reviewed by Panayotis Coutsoumpos
Reviewed by Laurence M. Vance

James P. Ware
Synopsis of the Pauline Letters in Greek and English
Reviewed by Akio Ito

Géza G. Xeravits and József Zsengellér, eds.
Studies in the Book of Wisdom
Reviewed by Erik Eynikel

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Encontro Internacional de Blogueiros

Começou hoje, dia 27, e vai até sábado, 29 de outubro de 2011.

1º Encontro Mundial de Blogueiros começa quinta em Foz do Iguaçu – Carta Maior: 24/10/2011

Entre a próxima quinta-feira (27) e sábado (29), Foz do Iguaçu (PR) receberá o 1º Encontro Mundial de Blogueiros, que reunirá comunicadores e demais interessados nas mídias alternativas para uma extensa programação de debates com diversos convidados internacionais. O evento vai discutir “O papel da blogosfera na construção da democracia”, a partir da constatação de que as novas mídias absorveram grande parte da audiência da imprensa tradicional.

Participarão de debates no encontro personalidades como Ignácio Ramonet, criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”; Kristinn Hrafnsson, porta-voz do WikiLeaks; Luis Nassif, jornalista e blogueiro; Jesse Chacón, ex-ministro das Comunicações da Venezuela, Pascual Serrano, fundador de um dos maiores sites de esquerda da Europa, o Rebelión, entre outros.

Jornalistas e blogueiros brasileiros serão mediadores dos debates, como Maria Inês Nassif, da Carta Maior, Natalia Vianna, da Agência Pública, Renata Mielli, do Instituto Barão de Itararé, Altino Machado, blogueiro do Acre, e Renato Rovai, integrante da Altercon e editor da revista Fórum, entre outros.

Veja a programação.

A rede capitalista que domina o mundo

Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo – New Scientist, em Carta Maior: 25/10/2011

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas – sobretudo bancos – tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global. A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça. Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

Um trecho do artigo:

(…) O modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas – na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo – as chamadas blue chips nos mercados de ações. Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo. E isso não é tudo. Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma “super-entidade” de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas. “Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira,” diz Glattfelder. E a maioria delas são bancos. Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

The network of global corporate control
The structure of the control network of transnational corporations affects global market competition and financial stability. So far, only small national samples were studied and there was no appropriate methodology to assess control globally. We present the first investigation of the architecture of the international ownership network, along with the computation of the control held by each global player. We find that transnational corporations form a giant bow-tie structure and that a large portion of control flows to a small tightly-knit core of financial institutions. This core can be seen as an economic “super-entity” that raises new important issues both for researchers and policy makers.

A invenção do povo judeu

Este livro acaba de sair no Brasil. Mas já fez muito barulho pelo mundo afora.

SAND, S. A invenção do povo judeu. São Paulo: Benvirá, 2011, 576 p. – ISBN 9788502134775.

Em inglês: SAND, S. The Invention of the Jewish People. London: Verso, 2010, 344 p. – ISBN 9781844676231.

English edition first published by Verso 2009 – Translation Yael Lotan. The Invention of the Jewish People was first published as Matai ve’ekh humtza ha’am hayehudi? [When and How Was the Jewish People Invented?], Resling 2008.

Shlomo Sand, judeu, estudou história na Universidade de Tel Aviv, Israel, e na École des hautes études en sciences sociales, em Paris. É professor de História Contemporânea na Universidade de Tel Aviv, Israel.

Diz a editora Benvirá, do grupo Saraiva:
A invenção do povo judeu ficou 19 semanas na lista de mais vendidos em Israel, em 2008, e é alvo de polêmica acirrada onde quer que seja lançado. Neste trabalho iconoclasta, ao questionar a identidade dos judeus como nação, o historiador Shlomo Sand, ele mesmo judeu, sugere as bases para uma nova visão do futuro político da “Terra Prometida”. Amparado em farta pesquisa, o autor questiona o discurso historiográfico canônico e formula a tese de que os judeus sempre formaram comunidades religiosas importantes em diversas regiões do mundo, mas não constituem uma nação portadora de uma origem única. O conceito de estado-nação é, portanto, posto em xeque, assim como a ideia de Israel como um Estado pertencente aos judeus do mundo todo – aqueles que escolheram outra pátria em vez de retornar à terra de seus ancestrais. Para o autor, Israel deveria reconhecer seus habitantes, sejam eles israelenses ou palestinos. Publicado em dez línguas, este é um livro questionador, e por isso mesmo necessário, assim como todos os que se propõem a lançar novas luzes sobre a História e seus mitos.

Diz a Amazon.com sobre o autor:
Shlomo Sand studied history at the University of Tel Aviv and at the École des hautes études en sciences sociales, in Paris. He currently teaches contemporary history at the University of Tel Aviv. His books include The Invention of the Jewish People, L’Illusion du politique: Georges Sorel et le débat intellectuel 1900, Georges Sorel en son temps, Le XXe siècle à l’écran and Les Mots et la terre: les intellectuels en Israël.

Diz André Egg, em sua resenha do livro, publicada na Gazeta do Povo em 20/09/2011, sob o título Políticas da história em Israel:

A Invenção do Povo Judeu, de Shlomo Sand, publicado originalmente em 2008, acaba de sair no Brasil, depois de já ter provocado boas discussões em outros países. O autor é professor em Tel Aviv e em Paris, e se considera ele próprio um testemunho da dificuldade em definir a etnicidade judaica. Sua decisão de escrever a obra surgiu da discordância política com os processos de construção da história disseminada nos livros didáticos em Israel. Segundo Sand, com base numa visão sionista do passado, o Estado de Israel se fundamenta na garantia de privilégio aos judeus. Os não judeus possuiriam posição jurídica, social e econômica inferior. O escritor demonstra como a necessidade de uma classificação rigorosa de cidadãos privilegiados levou a uma articulação íntima da política dominante com o rabinato. E contaminou o pensamento jurídico ou mesmo a pesquisa universitária em biologia e genética. Articulando uma retórica política contra o fundamento etnorreligioso do Estado de Israel, o livro de Sand realiza um meticuloso trabalho de desconstrução do discurso sionista. O autor documenta o surgimento da historiografia sionista e seu predomínio até hoje no meio acadêmico e escolar em Israel, demonstrando que, ao mesmo tempo em que os nacionalismos se fortaleceram na Europa do século 19, especialmente nos locais de cultura germânica e no Leste Europeu, historiadores pioneiros começam a escrever as sínteses históricas capazes de dar uma identidade nacional aos judeus. Isso era então uma novidade porque desde sempre os judeus se definiram como tais pelo pertencimento a uma comunidade religiosa. Sand segue o percurso dos eruditos alemães, depois iídiches do Leste Europeu, passa pela fundação dos jewish studies em universidades norte-americanas e chega na criação da Universidade de Jerusalém. Em todos esses lugares o discurso era semelhante, com algumas pequenas variações: a Bíblia deveria ser lida como documento histórico fiel, com a história dos patriarcas, do Êxodo, do reino de Davi. Após a destruição do segundo templo pelo imperador romano no ano 70 d.C., teria se iniciado um exílio de quase 1,9 mil anos, em que os judeus estiveram aguardando o prometido retorno à sua terra de origem. Esta terra seria sua por direito, e o Estado de Israel deveria servir para guardar esse direito de todos os judeus exilados. Nesse discurso, os judeus não teriam se misturado com outros povos durante este tempo, tendo mantido uma pureza étnica que seria o testemunho de sua situação de povo eleito…

Leia o texto completo.

Leia Mais:
Página do autor Shlomo Sand na Amazon.com

Faça o download do livro A Voz Necessária

Meu livro A voz necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. foi publicado pela Paulus em 1998.

Em julho de 2009 recebi comunicado da editora dizendo que meu livro estava esgotado e que os direitos autorais retornavam ao autor. Por isso o estou colocando aqui para download gratuito.

Clique no link abaixo e faça o download de

A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C.

São 120 páginas em formato pdf e o arquivo tem 842 KB. O texto pode ser baixado e utilizado para fins educacionais e não comerciais.

O texto aqui publicado é o mesmo da edição impressa. Mas os trechos que tratam do contexto histórico, o texto bíblico, as notas de rodapé e a bibliografia foram atualizados.

No livro proponho o seguinte roteiro para a compreensão do profetismo:DA SILVA, A. J. A Voz Necessária: encontro com os profetas do século VIII a.C. Brodowski, 2011, 120 p.

1. No primeiro capítulo, um olhar sobre a origem do movimento profético em Israel, originado das contradições da sociedade monárquica tributária.

2. Em seguida, uma análise do discurso profético. Discurso de teor teológico que denuncia a ruptura da aliança como a idolatria que substitui Iahweh por Baal, pelo Poder e pela Riqueza. O objetivo desta denúncia é o restabelecimento da aliança javista.

3. No terceiro capítulo, uma leitura do conhecido profeta do século VIII a.C., camponês originário de Técua, o pastor e vaqueiro Amós.

4. No quarto capítulo, um roteiro de leitura de outro profeta do século VIII a.C., Oseias, que atuou em Samaria um pouco depois de Amós e viu a decadência e derrota de seu país, o reino de Israel.

5. No quinto capítulo o assunto é Isaías, o célebre profeta de Jerusalém, o grande poeta e defensor arguto dos marginalizados de Judá. Seus oráculos ficaram tão célebres que seu livro sofreu várias releituras e acréscimos.

6. Contemporâneo de Isaías, o profeta Miqueias, feroz defensor dos oprimidos judaítas, é o assunto do sexto capítulo.

Para terminar, uma cronologia do século VIII a.C. e um vocabulário dos termos bíblicos e históricos mais importantes usados no texto pretende facilitar a leitura dos profetas. A bibliografia, atualizada, completa o livro.