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Dra. Lina e como o PiG(**) e os tucanos funcionam: o assassinato de caráter

Por Paulo Henrique Amorim – Conversa Afiada: 18/08/2009

 

O ministro Ayres Britto deveria enquadrar a GloboNews e a Hippólito em “propaganda partidária”

. A Dra. Lina disse à Folha (*) que a Ministra Dilma Roussef a pressionou para andar depressa com uma investigação da Receita Federal sobre um filho do presidente do Senado.

. A Dra. Lina não sabe quando foi a reunião, a que horas, onde foi a reunião.

. Não tem testemunha.

. Nem prova de que houve a reunião.

. O resto, como dizia o Nelson Rodrigues, é o luar de Paquetá.

. A partir daí, o PiG (**) e os demo-tucanos jogaram o pingue-pongue de sempre.

. Os demo-tucanos jogam para o PiG(**).

. O PiG (**) dá cobertura aos demo-tucanos.

. A partir daí, os demo-tucanos jogam o jogo do “assassínio de caráter”.

. Associar o nome “Dilma Roussef” a um crime.

. Não importa se houve crime.

. Não importa se há cadáver.

. Não importa se o grampo não tem áudio.

. O objetivo é “assassinar o caráter” no PiG (**).

. A Lúcia Hippólito, por exemplo, colonista (***) da GloboNews, considera que a Dra. Lina teve um desempenho impecável.

. O fato de não ter prova da reunião não tem a menor importância.

. O que importa, para a Hippólito, é o que chama de “estilão” da Dilma Rousseff.

. Ou seja, para o PiG(**), é a Dilma Roussef quem tem que provar que NÃO houve a reunião.

. Teria havido, segundo Hippólito, uma reunião “fora da agenda” da Dilma.

. Interessante.

. E por que não está na agenda da Dra. Lina ?

. A Hippólito reúne, GloboNews, o que o PiG(**) tem de mais explícito: é tudo muito normal, desde que a Dilma seja flagrada no local do crime (que não houve). (****)

. “Assassinar o caráter” só é possível porque existe uma ligação genética, orgânica entre o PiG(**) golpista e os demo-tucanos, de golpista tradição.

Em tempo: um amigo navegante acompanhou a tentativa de “assassinato de caráter” de Dilma Rousseff, pela GloboNews. Observou que as intervenções das “supostas” reportagens e “supostos” colonistas (***) deveriam ser enquadradas como “propaganda partidária”. Não há mais qualquer compromisso com a objetividade. A GloboNews é o PSDB. Lúcia Hippólito ainda pertence aos quadros da UDN, de onde jamais saiu. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Ministro Ayres Britto deveria dar direito de resposta à Situação. A GloboNews não é News. É opinião. Ela tem parte, ela é um partido político. E o TSE deveria enquadrá-la.

(*)Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele acha da investigação, da “ditabranda”, do câncer do Fidel, da ficha falsa da Dilma, de Aécio vice de Serra, e que nos anos militares emprestava os carros de reportagem aos torturadores.

(**)Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

(***)Não tem nada a ver com cólon. São os colonistas do PiG (***) que combatem na milícia para derrubar o presidente Lula. E assim se comportarão sempre que um presidente no Brasil, no mundo e na Galáxia tiver origem no trabalho e, não, no capital. O Mino Carta costuma dizer que o Brasil é o único lugar do mundo em que jornalista chama patrão de colega. É esse pessoal aí.

(****) A Hippólito está preocupada com o currículo da Ministra Dilma. E o diploma do Zé Pedágio. Ele é dotado de “notório saber”, Hippólito. “Notório”, como? Quem disse que é “saber notório” .

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2 comentários em “Li na…”

  1. De Linas e tapiocas

    Um mundo cheio de Linas e tapiocas – Por Maria Inês Nassif, em Valor – 20/08/2009

    …O depoimento da ex-secretária da Receita sequer foi dúbio, ao contrário de suas contraditórias declarações anteriores. Ela inocenta a ministra da acusação que seria de fato crime: pressionar a Receita para não investigar alguém. Na ausência de evidências de pressão, a oposição retoma a estratégia de que o crime é ter convocado uma reunião. E pede acareação.

    É certo que, nesses movimentos em que se força a criação de climas de forte comoção política, pouco importa o que se disse ou se dirá em favor de uma ministra cujo principal problema não é ter se reunido com alguém, mas ser candidata à sucessão de Lula em 2010, com o apoio de um presidente que tem grande popularidade e, supõe-se, capacidade de transferência de votos(…)

    Pelo padrão do que tem sido a disputa política nos últimos sete anos, desde a posse de Lula, presume-se que, daqui até as eleições do ano que vem, as tapiocas se repetirão, numa mesma técnica: denuncia-se, o fato denunciado é alimentado por pequenos detalhes enquanto for possível, convoca-se comissões e acareações e o clima chega (pelo menos institucionalmente) ao limite da tensão. Enquanto é possível, cria-se uma moral própria para o momento: a tapioca é imoral; convocar reunião é imoral. A repetição é fundamental na criação de um clima onde se atribui moralidade própria a um fato menor. E cada detalhe é prova da justeza do novo julgamento moral. A criação de “ondas” de comoção política atinge de imediato uma parcela da opinião pública que já é identificada ideologicamente com esses setores. São mais sensíveis a construções de caráter moral as classes médias. Nesse segmento social, as construções da oposição certamente criaram clichês próprios: a “tapioca”, o “mensalão” como característica exclusiva do PT etc. A estratégia de criar comoção política apenas é vitoriosa eleitoralmente, todavia, se consegue se expandir para além dos seus próprios votos, subtraindo eleitores do outro lado.

    Na política recente, a exploração do escândalo Sarney teria muito maior potencial de expansão para setores sociais que votam hoje em Lula(…) O problema é que esse episódio tem potencial de atingir indiscriminadamente todos os partidos representados no Senado. Os fatos contra Sarney (…) não são assumidos como instrumento de luta política com tanta convicção pela oposição, como tem sido com o episódio Lina. Existem razões para isso.

    Reproduzido em Luis Nassif Online: 20/08/2009 – 09:07

  2. Alternativa verde?

    Reflexões de José Dirceu, ex-ministro Chefe da Casa Civil e ex-presidente do PT, em artigo publicado na Folha de S. Paulo em 23/08/2009, a propósito da possível candidatura presidencial de Marina Silva e o projeto demo-tucano para seu uso contra o PT…

    Leia também Verdes: esquerda ou direita? Do Blog do Emir, em 16/08/2009.

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