Arqueólogos franceses descobrem grande edifício comunitário de 8.800 a.C. na Síria

Arqueólogos descobrem edifício de 11 mil anos na Síria

da France Presse, em Damasco

Arqueólogos revelaram nesta terça-feira a descoberta de um edifício de 11 mil anos nas margens do rio Eufrates, no norte da Síria.

“A descoberta notável de um grande edifício circular datado de 8.800 a.C acabou de ser feita perto de Ja’de”, disse o diretor da equipe de arqueólogos franceses que fez a descoberta.

O edifício, muito maior do que casas normais, “tinha um uso coletivo, provavelmente para todos da cidade ou de um grupo”, disse Eric Coqueugniot.

“Parte deste edifício comunitário tem a forma da cabeça de um touro e preserva ornamentações pintadas, as mais antigas conhecidas no Oriente Médio”, disse. “As pinturas geométricas multicoloridas que decoram o edifício seriam expostas no museu de Aleppo, norte da Síria, acrescentou.

“Muitas armas de caça e ferramentas domésticas foram descobertas neste nível. A maior parte destas ferramentas é feita de sílex e muito poucas de pedra vulcânica”, afirmou.

Coqueugniot chefia a equipe do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, na sigla em francês), a maior estrutura científica da França, que levou ao trabalho de escavação no local pelos últimos 15 anos.

Fonte: Folha Online: 03/10/2006

Que tal sobrevoar as grandes pirâmides do Egito?

Pois então veja fotos aéreas da região de Gizé, onde estão as três grandes pirâmides, de Quéops, Quéfren e Miquerinos, construídas entre os anos 2700 e 2500 a.C.

Por AirPano.

Since 2006 we have been taking photos of the most significant and interesting corners of the Earth. One of the most remarkable results of our work is AirPano project, that we are still engaged in. Around 3,000 panoramas of more than 300 places of the Earth, including the North Pole, the Antarctic, volcano eruptions and even panoramas from the stratosphere, are presented on our website. Every week we publish a new virtual tour on the website www.AirPano.com.

Iraq may lose many of its Sumerian and Babylonian treasures for ever

Os problemas arqueológicos do Iraque continuam… Leia:

The Times: September 15, 2006

Fears for ancient treasures with Shia radical in charge

From Ned Parker in Baghdad

IRAQ’S archaeological riches face a dangerous new threat following the appointment of a minister from a radical Islamic party to run the department responsible for antiquities. Within months qualified staff have been purged from their posts, archaeologists have been threatened by gunmen and some of Mesopotamia’s ancient sites have been left open to looters. There are fears that Iraq may lose many of its Sumerian and Babylonian treasures for ever (cont.)


Leia sobre o assunto também no biblioblog PaleoJudaica, de Jim Davila: Bad News for Iraq’s Antiquities.

We are in the midst of a remarkable period of archaeological discovery

O número 5 do volume 59, de setembro/outubro de 2006 da revista Archaeology, do AIA – Archaeological Institute of America – traz como matéria de capa o seguinte: The Next 50 Years: Will it be the Golden Age of Archaeology? (Os próximos 50 anos constituirão a Idade de Ouro da Arqueologia?)

E cita várias descobertas importantes feitas nos últimos anos, se perguntando: “This torrent of new discoveries raises a fascinating question. What major archaeological discoveries can we expect during the next half-century or so? Where will the truly sensational finds be made? What kinds of discoveries will radically transform our knowledge of the past? I believe we can make some intelligent forecasts”.

Veja o abstract deste e de outros ensaios e textos completos de notícias, resenhas e artigos selecionados clicando no link da revista. Agradeço a Jim Davila pela dica, postada em seu blog PaleoJudaica.com aqui.

Descoberto em Israel sofisticado sistema de abastecimento de água dos tempos bíblicos

Sobre a estrutura descoberta pelos arqueólogos em Israel, na localidade de Ramat Rahel, leia Ancient Biblical Waterworks Found in Israel, no biblioblog do Dr. Claude Mariottini.

Leia também Arqueólogos descobrem sistema de águas de 2.700 anos em Israel.

Arqueólogos das Universidades de Tel Aviv, em Israel e de Heidelberg, na Alemanha, descobriram nos arredores de Jerusalém um sistema para o transporte de água construído no tempo do bíblico Reino da Judeia, há 2.700 anos.

O chefe das escavações, Oded Lipschits, disse que o sistema, que inclui cisternas subterrâneas, cinco bacias ao ar livre, vários canais no interior da rocha e outros externos, funcionou durante 400 anos e é o primeiro encontrado pelos arqueólogos na antiga Terra de Israel, segundo divulgou nesta terça-feira (22) o jornal “Maariv”.

O sistema foi descoberto no kibutz Ramat Rahel, quatro quilômetros a sudeste da cidade de Jerusalém, onde existem traços de ocupação humana de 5 mil anos.

Uma das explicações dos arqueólogos para a existência do sistema é que a rede tenha sido construída por algum dos reis que conquistaram e controlaram a região.

Alguns especialistas acreditam que o sistema de águas tenha pertencido ao império da Assíria.

A viagem de um peso pesado, o faraó Ramsés II

Estátua gigante de faraó é retirada do centro do Cairo

Uma estátua gigante do antigo faraó egípcio Ramsés II está sendo retirada de uma praça do Cairo, onde ficou por mais de 50 anos.

As autoridades querem evitar que a poluição do local e as vibrações causadas pelos trens de uma estação próxima danifiquem a relíquia, que tem 11 metros de altura e mais de três mil anos. Ela pesa 83 toneladas.

O transporte da estátua para um área de pirâmides próxima do Cairo – onde está sendo construído um museu de relíquias – começou nesta quinta-feira e está sendo feito com caminhões.

A operação está sendo transmitida ao vivo pela televisão egípcia.

 

“Feliz”

Uma caixa gigante de aço foi construída em volta da estátua para que o transporte seja feito com estabilidade. A parte da cabeça foi envolvida em plástico.

“Ramsés ficará feliz agora”, disse o diretor do conselho de antiguidades do Egito, Zahi Hawass.

“Ele ficaria infeliz na sua tumba se visse como a estátua estava ficando feia.”

Hawass disse que a estátua ficava originalmente em Mênfis, uma das antigas capitais do Egito, há 3,2 mil anos. Ela foi descoberta em uma escavação arqueológica em 1882.

Ramsés II foi faraó do Egito por mais de 60 anos, durante a 19º dinastia. Ele ficou conhecido na época por suas construções grandiosas. Muitas estátuas de Ramsés II foram descobertas no Egito – entre elas, a estátua gigante é a mais famosa.

Nos anos 50, ela foi cortada em oito pedaços e transportada para o centro do Cairo.

“Ela foi levada para uma praça vazia e grande, que exibia muito bem a estátua”, disse Hawass.

Mas desde então, a paisagem urbana se modificou, obstruindo a vista para a estátua.

Fonte: BBC Brasil – 25 de agosto, 2006

Arqueologia em zonas de conflito: conferência no Instituto de Arqueologia do University College London

Na lista de discussão ANE-2, vejo este comunicado de Chuck Jones. Se quiser conferir mais, clique aqui.

A Conferência de três dias de duração vai tratar dos problemas arqueológicos nas regiões em guerra no Oriente Médio, focalizando especialmente a Palestina, o Iraque, o Líbano e o Afeganistão.


Archaeology in Conflict Conference
Cultural Heritage, Site Management and Sustainable Development in Conflict and Post-Conflict States in the Middle East

Location: Institute of Archaeology, University College London
Date: Friday 10th, Saturday 11th and Sunday 12th November 2006
Organizing body: The Centre for Applied Archaeology (CAA), supported by the British Academy.

This three day conference will explore the ethics and practicalities of archaeological site management in conflict and post-conflict states, focusing on the impact of conservation and archaeology on local communities in Palestine, Afghanistan, Iraq and Lebanon.

Thematic sessions include:

  • Palestinian Heritage: Archival Memory and Identity Work
  • Conflict Management and Reconstruction – case studies from Lebanon
  • Archaeology and Conflict in Iraq – present problems and future prospects
  • Conservation and Sustainable Use of Resources – Case studies from Afghanistan
  • Conflicting Values, Government and Legitimacy

The conference brings together archaeologists, heritage managers, developing agencies, funding bodies, philosophers, social theorists, conflict resolution specialists, economists, NGO’s, GO’s and supranational bodies. Special focus will be given to academic scholars, experts and government representatives from Afghanistan, Palestine, Lebanon and Iraq.