SAGE: Theology and Biblical Studies Free Trial

SAGE está oferecendo acesso gratuito ao conteúdo completo – Full Text – de 10 revistas de Teologia e Estudos Bíblicos até 31 de janeiro de 2008.

Simply register and you will have free online access to 10 theology and biblical studies journals including deep backfile.

Revistas disponíveis:

  • Irish Theological Quarterly
  • Currents in Biblical Research
  • Feminist Theology
  • Journal for the Study of the New Testament
  • Journal for the Study of the Old Testament
  • Journal for the Study of the Pseudepigrapha
  • Studies in Christian Ethics
  • Theology and Sexuality
  • The Expository Times
  • Journal of Anglican Studies

Leia mais sobre Dawkins

Deus existe?

  • Livros que atacam a ideia de um criador e a utilidade das religiões viram best sellers no Brasil e reavivam o debate entre fé e razão
  • Como é ser ateu no “maior país católico do mundo”?

Está na capa da revista Carta Capital desta semana – edição 474, de 12/12/2007.

O assunto está na moda, como escreveu Leonardo Boff, em A moda Deus. O barulho é causado principalmente pelo livro de

Richard DAWKINS, Deus, um Delírio. São Paulo: Companhia das Letras, 2007, 528 p. – ISBN 9788535910704.

Original inglês: The God Delusion. Boston: Houghton Mifflin, 2006, 416 p. – ISBN 9780618680009.

O livro já foi muito debatido nos biblioblogs. Visite também a RichardDawkins.Net.

Dom Cappio e o Rio

A vida do Rio São Francisco e de Dom Luiz Cappio. Entrevistas especiais com Roberto Malvezzi, Thomas Bauer, Rita Cappio e Dom Paulo Cardoso

Na última quinta–feira, dia 19-12-2007, o Superior Tribunal Federal decidiu que as obras de transposição do Rio São Francisco continuam. Os movimentos sociais, embora já aguardassem essa decisão, ficaram ainda mais desapontados com o governo Lula. “O governo não tem sensibilidade alguma com problema de pobre, com problema ambiental, com problema de índio”, contou-nos Roberto Malvezzi (Gogó), da Comissão Pastoral da Terra da Bahia, que está em Brasília e acompanhou toda a votação. Ao receber a notícia, Dom Luiz Cappio, Bispo de Barra, que há 23 dias estava em jejum pelo fim das obras, desmaiou. Levado às pressas ao Hospital Memorial Petrolina, ele ficou durante toda a noite na UTI e, durante a manhã de ontem, foi encaminhado ao quarto. Enquanto a família afirma que o jejum chegou ao fim, os movimentos sociais que acompanharam o sacrifício de Dom Cappio têm certeza de que essa luta continua. “Ele ainda não encerrou a greve de fome”, afirmou Thomas Bauer, também da Comissão Pastoral da Terra da Bahia. Já a família de Dom Cappio é contra a continuação do jejum. “Ele terá várias oportunidades de continuar essa obra muito grande. Porque o trabalho com os pobres, com os ribeirinhos do São Francisco, é realmente muito grande. E ele terá outras oportunidades de continuar a luta sem se expor a um calvário tão grande”, falou a irmã do Bispo, Rita Cappio. Bispo Cappio, ainda debilitado, recebeu durante o dia de ontem, inúmeras visitas, além de realizar reuniões para discutir o futuro das articulações. Umas das pessoas que esteve com ele foi Dom Paulo Cardoso, Bispo de Petrolina. “Nossa expectativa é em relação do procedimento a ser feito daqui por diante”, comentou.

As quatro entrevistas foram concedidas com exclusividade, por telefone, à IHU On-Line durante o dia 20 de dezembro. Na mesma noite, dom Luís anunciou o encerramento da greve de fome.

Fonte: IHU On-Line – 20/12/2007

Conhecemos o universo dos biblioblogs?

Kevin Wilson, de Blue Cord, escreve sobre a longevidade dos biblioblogs em Bibliblogger Longevity. Leia este post e o anterior, Metacatholic’s Biblical Studies Carnivalette.

Mas não temos uma estatística sobre o assunto, temos? A esta altura do campeonato, seria valiosa. Penso em coisas assim, aqui colocadas sem nenhum planejamento, só o que me vem à cabeça:

  • Quantos biblioblogs foram até hoje criados?
  • Quando foram criados?
  • Quantos desapareceram?
  • Quantos estão ativos?
  • Qual a frequência média de postagens (trends)?
  • Quais são os temas de maior frequência (labels)?
  • Em que línguas são escritos?
  • De que países são?
  • Quais plataformas usam (Blogger, WordPress etc)?
  • Quem são os biblioblogueiros?
  • Qual é a sua formação acadêmica?
  • Qual é a sua atividade principal?
  • Quantos homens e quantas mulheres?

Outras questões possíveis?

Só sei que seria um trabalho e tanto…

Fontes possíveis:

  • Biblioblogs.com
  • Ancient Hebrew Poetry
  • Best Blogs about Biblical Studies
  • Blogrolls do Google Reader
  • Biblical Studies Carnival/Carnival Archives
  • Estudos apresentados na SBL, como a SBL CARG (SBL CARG Biblioblog Session: Relevant Posts)
  • Vários blogrolls dos biblioblogs (alguns longos, como Thoughts on Antiquity)
  • Mecanismos de indexação de blogs, como Technorati, Google Blog Search (este em várias línguas), Google Co-op, como o do Deinde Biblioblogs Search

Outras fontes?

Se fosse criada uma força-tarefa (task force) e cada um contribuísse com um item, conseguiríamos.

Conferir aqui.

Martini recebe Menorah em Jerusalém

No domingo passado, dia 2 de dezembro, o cardeal Martini recebeu do CIU – Center for Interreligious Understanding -, no Pontifício Instituto Bíblico, em Jerusalém, a Menorah, como reconhecimento por sua contribuição para o diálogo judaico-cristão.

Leio no Bibbiablog:
Domenica 2 dicembre il cardinale Carlo Maria Martini ha ricevuto in dono a Gerusalemme la Menorah, simbolico candelabro ebraico, come riconoscimento del suo lavoro teso al rafforzamento del dialogo tra ebrei e cristiani…

Leonardo Boff: a moda Deus

Publicado em Notícias IHU o artigo de Leonardo Boff, A moda Deus.

Hoje o tema de Deus está em alta. Alguns em nome da ciência pretendem negar sua existência como o biólogo Richard Dawkins com seu livro Deus, um delirio (São Paulo 2007). Outros como o Diretor do Projeto Genoma, Francis Collins com o sugestivo título A linguagem de Deus (São Paulo 2007) apresentam as boas razões da fé em sua existência. E há outros no mercado como os de C.Hitchens e S.Harris.

No meu modo de ver, todas estes questionamentos laboram num equívoco epistemológico de base que é o de quererem plantar Deus e a religião no âmbito da razão.

O lugar natural da religião não está na razão, mas na emoção profunda, no sentimento oceânico, naquela esfera onde emergem os valores e as utopias. Bem dizia Blaise Pascal, no começo da modernidade:”é o coração que sente Deus, não a razão”(Pensées frag. 277). Crer em Deus não é pensar Deus mas sentir Deus a partir da totalidade do ser.

Rubem Alves em seu Enigma da Religião (1975) diz com acerto:”A intenção da religião não é explicar o mundo. Ela nasce, justamente, do protesto contra este mundo descrito e explicado pela ciência. A religião, ao contrário, é a voz de um consciência que não pode encontrar descanso no mundo tal qual ele é, e que tem como seu projeto transcendê-lo”.

O que transcende este mundo em direção a um maior e melhor é a utopia, a fantasia e o desejo. Estas realidades que foram postas de lado pelo saber científico voltaram a ganhar crédito e foram resgatadas pelo pensamento mais radical inclusive de cunho marxista como em Ernst Bloch e Lucien Goldman. O que subjaz a este processo é a consciência de que pertence também ao real o potencial, o virtual, aquilo que ainda não é mas pode ser. Por isso, a utopia não se opõem à realidade. É expressão de sua dimensão potencial latente. A religião e a fé em Deus vivem desse ideal e desta utopia. Por isso, onde há religião há sempre esperança, projeção de futuro, promessa de salvação e de vida eterna. Elas são inalcançáveis pela simples razão técnico-científica que é uma razão encurtada porque se limita aos dados sempre limitados. Quando se restringe apenas a essa modalidade, se transforma numa razão míope como se nota em Dawkins. Se o real inclui o potencial, então com mais razão o ser humano, cheio de ilimitadas potencialidades. Ele, na verdade, é um ser utópico. Nunca está pronto, mas sempre em gênese, construindo sua existência a partir de seus ideais, utopias e sonhos. Em nome deles mostrou o melhor de si mesmo.

É deste transfundo que podemos recolocar o problema de Deus de forma sensata. A palavra-chave é abertura. O ser humano mostra três aberturas fundamentais: ao mundo transformando-o, ao outro se comunicando, ao Todo, captando seu caráter infinito, quer dizer, sem limites.

Sua condition humaine o faz sentir-se portador de um desejo infinito e de utopias últimas. Seu drama reside no fato de que não encontra no mundo real nenhum objeto que lhe seja adequado. Quer o infinito e só encontra finitos. Surge então uma angústia que nenhum psicanalista pode curar. É daqui que emerge o tema Deus. Deus é o nome, entre tantos, que damos para o obscuro objeto de nosso desejo, aquele sempre maior que está para além de qualquer horizonte.

Este caminho pode, quem sabe, nos levar à experiência do cor inquietum de Santo Agostinho:”meu coração inquieto não descansará enquanto não repousar em ti”

A razão que acolhe Deus se faz inteligência que intui para além dos dados e se transforma em sabedoria que impregna a vida de sentido e de sabor.

Texto de April DeConick provoca muitos comentários

April DeConick, Professora de Estudos Bíblicos na Rice University, Houston, Texas, do blog The Forbidden Gospels, que publicou recentemente o livro Thirteenth Apostle: What the Gospel of Judas Really Says [O Décimo Terceiro Apóstolo: O que o Evangelho de Judas realmente diz]. London: Continuum, 2007, 224 p. – ISBN 9780826499646, causou furor com seu texto de 1 de dezembro no The New York Times.

Excelente para a academia, para a pesquisadora, para o estudo dos textos não-canônicos e para os biblioblogs.

Veja as muitas reações ao seu Op-Ed: Gospel Truth.

Sobre o livro, leia aqui.

Sobre o Evangelho copta de Judas Iscariotes, que tanto barulho fez no ano passado, recomendo os posts do Observatório Bíblico, na seção de apócrifos e pseudepígrafos, a partir de 25 de fevereiro de 2006.

Obs.: um Op-Ed (= Opposite Editorial) é um texto escrito expressando uma opinião. O nome veio de uma tradição de posicionar tal material na página oposta à página de editorial. Definição do Random House Webster’s Unabridged Dictionary: “A newspaper page devoted to signed articles by commentators, essayists, humorists, etc., of varying viewpoints”.

Dica do T & T Clark Blog.

Observatorio Biblico comemora hoje dois anos

Observatório Bíblico está comemorando hoje dois anos de existência.

No dia 7 de dezembro de 2005, quando o biblioblog começou a funcionar, escrevi:

[Esta] é uma ferramenta jornalística associada ao meu site, do qual faz parte. Quer oferecer ao visitante comentários recentes sobre as interpretações arqueológicas, históricas e exegéticas relevantes para o estudo da Bíblia (…) Para ficar sabendo o que está acontecendo no mundo dos estudos bíblicos, venha visitar, com frequência, o Observatório Bíblico.

Jim Davila fala sobre John Strugnell

Jim Davila, hoje professor na Universidade St. Andrews, na Escócia, era ainda estudante em Harvard, na década de 80, quando trabalhou com John Strugnell na reconstituição e tradução dos Manuscritos do Mar Morto.

Em seu biblioblog PaleoJudaica, Jim Davila comenta o necrológio publicado por The Boston Globe e lembra a importância de John Strugnell no trabalho com os Manuscritos do Mar Morto:

Actually, many of his friends and students, myself included, signed a statement in his defense which was published in Biblical Archaeology Review in 1991. John suffered from a bipolar mood disorder and alcoholism. And the fact is that people in the throes of a manic episode say things that they don’t mean and would not say when in their right mind. He was still to some degree in this state in 1994, when he tried, with limited success, to nuance his views in a BAR interview with Hershel Shanks. John’s problems were a part of his life, but they should be put in the context of other parts that are much more important, and indeed his acccomplishments in spite of these problems are remarkable. He made a huge contribution to the publication of the Dead Sea Scrolls in terms of his own work, his administrative work, and supervising the research of his students. Those who knew him well will remember him for his vast erudition and his steadfast support of his students [sublinhado meu]. The Boston Globe piece does try to be fair, but they could have tried harder.

Estão lembrados do documentário que mencionei aqui? Pois é. Nele, John Strugnell diz que sua garantia eram seus estudantes. Fala algo mais ou menos assim [estou citando de cor]: Se eu morrer amanhã, há dez, vinte estudantes, que eu treinei, que continuarão meu trabalho. Isto é que é importante.

Quer dizer: ele sempre trabalhava, ao que tudo indica, consciente de sua doença, sabedor de sua finitude e, ao mesmo tempo, da enorme tarefa que havia para ser feita no estudo dos Manuscritos, tarefa que iria muito além de sua vida.

John Strugnell: necrologio em The Boston Globe

Ontem The Boston Globe publicou um necrológio para John Strugnell, falecido no dia 30 de novembro de 2007, sob o título


John Strugnell, 77. Especialista em Manuscritos do Mar Morto que foi demitido após comentários

Transcrevo trechos do texto, assinado por Bryan Marquard, que diz entre outras coisas:

John Strugnell was perched at a scholarly pinnacle in 1990 when he sat for an interview with a reporter from an Israeli newspaper and made the anti-Semitic remarks that effectively ended his career. As chief editor of the Dead Sea Scrolls project, he had been leading a team of translators in piecing together fragments of the ancient documents that shed light on early Judaism and Christianity. A language prodigy, Mr. Strugnell had joined the effort when he was 23 and in college. Nearly four decades later, he was heading the project and teaching at Harvard Divinity School. “He was a linguistic genius,” said Krister Stendahl, a former dean of the divinity school and a retired Lutheran bishop of Stockholm. “We brought him in to get the best man we could imagine for philological and textural criticism precision in our New Testament department.” Few colleagues, however, knew that while Mr. Strugnell labored in two high-profile jobs, he also was being treated for manic depression and struggling with alcoholism. Upon publication, his anti-Semitic comments led to his firing and public denunciations, though a few friends spoke in his defense, attributing his remarks to “mental imbalance” and a “drinking problem.” “It was not an excuse, it was reality,” said his daughter, Anne-Christine of San Rafael, Calif. “The reality was that he was diagnosed as manic depressive sometime in the early ’70s, and he was on medication for the rest of his life. I think it was amazing that he was often under treatment, and yet he managed. He remained at the top of his field and at the top of his game.” Mr. Strugnell, who continued to research and write outside the public spotlight after his dismissal, died Nov. 30 in Mount Auburn Hospital in Cambridge of complications from an infection. He was 77 and had lived in Arlington. “He was a brilliant scholar, very learned in many languages, and had a very sharp mind for the kind of ancient texts on which he worked,” said the Rev. Daniel J. Harrington, a New Testament professor at Weston Jesuit School of Theology in Cambridge who collaborated with Mr. Strugnell on a publication drawn from the Dead Sea Scrolls. “This is very difficult work, and he trained a whole generation of people who can do this, both at Harvard and in Jerusalem.” Little of that mattered in the furor spawned by his interview with the Tel Aviv newspaper Haaretz that appeared in November 1990 (…)

At the time of the interview, his daughter said, Mr. Strugnell was off medication and in a sustained period of mania. “He said and did many things that horrified him when he found about it later,” she said. “My father was not anti-Semitic in any way, shape, or form.” Indeed, Mr. Strugnell’s family said, he brought Jewish scholars into the scrolls project. “The sad part was that our society’s stigma around mental illness makes it difficult for us to say, directly, the poor man was crazy at the time,” his daughter said. Said Stendahl: “He fought, even earlier, a valiant struggle with manic depression. And finally he really was not fully functional.” After he was dismissed from his chief editor post, Mr. Strugnell was hospitalized at the McLean psychiatric facility in Belmont (…)

Born in Barnet, England, he was fascinated by languages as a boy. A neighbor later told Mr. Strugnell’s daughter that he used to “walk down the street in his own particular cloud,” reading a Hebrew religious text and carrying a dictionary for reference in his other hand. He became fluent in ancient and modern languages. “I asked him once how many,” his daughter said, “and he said, ‘You mean read, write, and speak?’ And he sighed and said, ‘Umm, nine.’ ” Mr. Strugnell graduated from St. Paul’s School in London, where he was a scholarship student, and received bachelor’s and master’s degrees from Oxford University’s Jesus College. He set aside his doctorate work to join the scholars working on the Dead Sea Scrolls. Teaching positions followed. He spent a year at Oriental Institute in Chicago, where he met Cecile Pierlot. They married in 1958, separated in the mid-1970s, and later divorced. In 1960, he began teaching at Duke University, and in 1966 moved to Harvard Divinity School, where most recently he was professor emeritus of Christian origins…


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