Tema do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação

‘Água, Terra, Teologia para outro mundo possível’ é o tema do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação

“O tema do III Fórum Mundial de Teologia e Libertação (FMTL) foi definido durante reunião do Comitê Organizador do Fórum nos dias 26 e 27 de outubro na Pontifícia Universidade Católica de Porto Alegre. Os preparativos para a terceira edição do FMTL, que acontecerá em Belém/PA, em janeiro de 2009, dias antes da realização do Fórum Social Mundial no mesmo local, foram iniciados na reunião do Comitê em julho de 2007 em Belo Horizonte, MG.

Em sua organização e metodologia, o Fórum contará com vários eixos temáticos que mapeiam zonas e fronteiras do debate teológico e visam estimular a interação de experiências, interpretações e saberes, favorecendo a discussão teológica e a divulgação de pesquisas em teologia. Os eixos temáticos escolhido são: religiões, ecumenismo e diálogo inter-religioso; culturas, etnias e teologia; política, economia e teologia; direitos humanos, democracia e teologia; paz, alternativas à violência e teologia; textos sagrados e teologia; ecologia, corporeidade e teologia; gênero, feminismos e teologia; opção pelos pobres e teologia; arte, comunicação e teologia; novas tecnologias e teologia.

O I FMTL, com o tema Teologia para outro mundo possível, aconteceu em Porto Alegre, Brasil, de 21 a 25 de janeiro de 2005, antes do V Fórum Social Mundial. O II FMTL, com o tema Espiritualidade para outro mundo possível, aconteceu em Nairobi, capital do Quênia, na África, do dia 16 a 19 de janeiro de 2007, às vésperas do VII Fórum Social Mundial, também em Nairobi, com participação de mais de trezentas pessoas, metade vinda do continente africano.

A proposta do III FMTL está sendo construída com a colaboração de teólogos e teólogas representantes das Instituições que integram o Comitê Organizador, a saber: Associação de Teólogos(as) do Terceiro Mundo – ASETT/EATWOT; AMERINDIA; Sociedade de Teologia e Ciências da Religião – SOTER; Centre de théologie et d’éthique contextuelles québécoises – CETECQ; Centro Ecumênico de Serviço à Evangelização e Educação – CESEP; Centro Ecumênico de Evangelização, Capacitação Assessoria – CECA; Comunidad de Educación Teológica Ecuménica Latinoamericana y Caribeña – CETELA; Escola Superior de Teologia – EST; Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS; Instituto Humanitas Unisinos – IHU“.

Fonte: Notícias IHU – 5/11/2007

Abaixo a bisbilhotice

Organizações querem lista contra rastreamento na internet
Nove organizações de defesa da privacidade e dos consumidores solicitaram à FTC (Federal Trade Comission, agência reguladora governamental norte-americana) que crie uma lista para registrar os internautas que não querem ter suas atividades online utilizadas por redes de publicidade. A lista, que foi solicitada na semana passada, deverá ser semelhante à lista que a FTC mantém para os consumidores que não desejam receber ligações de telemarketing, de acordo com organizações como o Center for Democracy and Technology, Electronic Frontier Foundation e Consumer Federation of America. Com a lista que proibiria rastreamento, os anunciantes que empregam cookies ou tags instalados nos computadores deveriam registrar junto à FTC todos os nomes de domínio dos servidores envolvidos nessas atividades. “Optar por não ter as atividades pessoais rastreadas na internet deveria ser um processo tão simples e tão conhecido quanto a lista de exclusão de telemarketing”, disse à Reuters Mark Cooper, diretor de pesquisa da Consumer Federation of America. De acordo com a proposta, os anunciantes também seriam proibidos de recolher e usar informações pessoais sobre atividades de saúde e financeiras. A proposta também exige auditagem independente de empresas que utilizem rastreamento comportamental para que elas cumpram os padrões de defesa da privacidade (cont.)

Fonte: Folha Online: 05/11/2007 – 12h55.

Uma pena que não é aqui… ah, mas um dia vão ter que respeitar a gente. Telemarketing e spam são pragas das mais irritantes!

Livros recentemente publicados

Foram publicados alguns dos livros que indiquei em + Novidades e que estavam para ser lançados em outubro e começo de novembro. Outros, poucos porém, tiveram seus lançamentos adiados para 2008.

Observo que já estão à venda os livros de:
:: BOCCACCINI, G.; COLLINS, J. J. (ed.) The Early Enoch Literature. Leiden: Brill, x + 374 p. – ISBN 9789004161542

:: CHALCRAFT, D. J. (ed.) Sectarianism in Early Judaism: Sociological Advances. London: Equinox Publishing, 2007, 256 p. – ISBN 9781845530846

:: GOODMAN, M. Rome and Jerusalem: The Clash of Ancient Civilizations. New York: Knopf, 2007, 624 p. – ISBN 9780375411854

:: GRABBE, L. L. Ancient Israel: What Do We Know and How Do We Know It? London: T & T Clark, 2007, 328 p. – ISBN 9780567032546

:: HENGEL, M.; SCHWEMER, A. M. Geschichte des frühen Christentums. Band I: Jesus und das Judentum. Tübingen: Mohr Siebeck, 2007, xxiv + 749 p. – ISBN 9783161493591

:: HORSLEY, R. A. Scribes, Visionaries, and the Politics of Second Temple Judea. Louisville, KY: Westminster John Knox Press, 2007, 262 p. – ISBN 9780664229917

:: YARBRO COLLINS, A. Mark: A Commentary. Minneapolis: Fortress, 2007, 930 p. – ISBN 9780800660789

:: YOUNGER , K. L. (ed.) Ugarit at Seventy-Five. Winona Lake, IN: Eisenbrauns, 2007, xii + 183 p. – ISBN 9781575061436

Foram adiados os lançamentos para os primeiros meses de 2008 de dois livros que indiquei:
:: BURNS, D.; ROGERSON, J. W. (eds) In Search of Philip R. Davies: Whose Festschrift is it Anyway? London: T & T Clark, 2008, 288 p. – ISBN 9780567027177

:: HAUSER, A. J. (ed.) Recent Research on the Major Prophets. Sheffield: Sheffield Phoenix Press, 2008, ? p. – ISBN 9781905048000

Confira a bibliografia da Ayrton’s Biblical Page.

Enquetes Bíblicas – Biblical Polls

Estive trabalhando na elaboração de algumas enquetes/polls com temática bíblica. E aprendendo, com esta “séria brincadeira”, um mínimo da linguagem PHP.

Visite a página inicial de meu site e clique nos links para as Enquetes Bíblicas – Biblical Polls. Tratam dos biblistas e de seu conhecimento das línguas bíblicas e modernas. Vote, seja você biblista ou não. Opine, há espaço para comentários. Pergunto:

:: Na sua opinião, quantos idiomas deveria um biblista dominar? – How many languages should a biblical scholar read?

:: Quantos idiomas você lê? – How many languages do you know?

:: Quais línguas você lê? – What languages do you read? – Che lingue leggi? – Welche Sprachen lesen Sie? – ¿Qué idiomas lee usted? – Quelles langues est-ce que vous lisez?

Bem, não sei se está aceitável – já peço desculpas antecipadas pelos quase inevitáveis erros -, mas tentei tratar do assunto das línguas de modo plurilinguístico. As questões estão em Português, Español, Italiano, Français, English e Deutsch [alemão]. E querem saber do conhecimento que se tem do hebraico, aramaico, grego, copta, sumério, acádico, ugarítico, latim, árabe, português, espanhol, inglês, italiano, francês, alemão, neerlandês, polonês, japonês e outras…

Este é um assunto que já discutimos nos biblioblogs algumas vezes, como por exemplo, aqui – veja também, neste post, os comentários e os links. E que sempre volta. Por ser importante. Demais.

Uma observação necessária: dirigi meu olhar para a leitura, não para a fala ou o domínio mais completo das línguas, incluindo leitura, fala e escrita. É que penso, prioritariamente, nas possibilidades bibliográficas ampliadas pelo conhecimento de várias línguas modernas e na maior seriedade acadêmica que a leitura dos textos bíblicos e dos textos do Antigo Oriente Médio, em suas línguas originais, sempre trazem.

Hans Küng, segundo Luiz A Gomez de Souza

Hans Küng no Brasil – Por Luiz Alberto Gómez de Sousa

É tempo de reabrir temas congelados nos últimos anos na Igreja Católica, e a lucidez do teólogo cristão Hans Küng, agora em visita ao Brasil, será de grande ajuda.

 

Hans Küng é um dos maiores teólogos cristãos da atualidade, valente, ousado, homem de fé e de espiritualidade fortes. Seu giro por várias cidades do Brasil foi um triunfo, com auditórios cheios. Aqui no Rio, foi recebido pela Universidade Candido Mendes, graças ao seu Reitor Candido Mendes, em seu Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião, que dirijo, e pelo Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, no auditório da UCAM, rua da Assembleia 10.

Ali, centenas de pessoas ouviram em absoluto silêncio sua fala em inglês, com tradução simultânea, de quase duas horas. A série de palestras começou na Universidade Unisinos, em São Leopoldo, dos jesuítas, e depois no Instituto Goethe em Porto Alegre, na Universidade Federal do Paraná, na Católica de Brasília (que não é pontifícia), na Câmara de Deputados, aqui no Rio e na Federal de Juiz de Fora, onde recebeu o título de Doutor Honoris Causa. As PUCs do país não puderam convidá-lo.

João XXIII o nomeou perito do Vaticano II; no pontificado seguinte, o ex-Santo Ofício de Ratzinger, de quem foi colega na Alemanha, o proibiu de ensinar teologia católica, por suas posições críticas diante da infalibilidade do Papa, do celibato obrigatório, em favor da ordenação de mulheres, propondo rever uma doutrina caduca sobre sexualidade e reprodução humana e abrir uma nova etapa no ecumenismo entre cristãos, assim como no diálogo inter-religioso com outras crenças.

Escreveu grandes obras sobre o Islã, o Judaísmo e o Cristianismo. Passou a ensinar teologia ecumênica em Tubinga. Ao cumprir cinquenta anos de sacerdote, escreveu um belo texto: “Porque ser cristão hoje”. Aposentado, está à frente de uma Fundação pela Paz. Durante suas palestras foram expostos, na entrada dos auditórios, doze painéis sobre uma ética da Paz. Dois temas em suas falas: Religião e Ciência, desde o big-bang, até a entropia e o big crush, com uma notável cultura e atualização científicas; e sua luta por um Ethos mundial para a paz entre os homens.

Lembra as sanções do Vaticano a Leonardo Boff. É tempo de reabrir temas congelados nos últimos anos na Igreja Católica, e sua lucidez será de grande ajuda. Talvez um outro concílio aproveitará seu discernimento. Quando o Vaticano I terminou de repente, pela queda de Roma com a unificação italiana, o grande teólogo inglês Newman , convertido e mal visto por Pio IX, mais tarde feito cardeal por Leão XIII, escreveu a um amigo: “Pio não é o último dos papas…Tenhamos paciência, um novo concílio e um novo papa polirão a obra”.

Podemos aplicar esse texto aos dois últimos pontificados e, então, a reflexão lúcida e criativa de homens como o suíço Hans Küng, hoje chegando aos oitenta anos, abrirão novos caminhos para uma Igreja Católica que vive, como disse um teólogo brasileiro, um tempo de inverno. O bom papa João XXIII disse que o Vaticano II era “uma flor de inesperada primavera”. D. Hélder sonhou com um Jerusalém II (ver Atos dos Apóstolos sobre o primeiro, cap. 15). Entre 1962 e 1966, ele, Yvan Illich, o grande Alceu Amoroso Lima e eu, no ardor da minha juventude, sonhamos com um Vaticano III. Hans Küng abre caminhos, na profecia dos teólogos, sem medo ou autocensura.

Luiz Alberto Gómez de Sousa, sociólogo e ex-funcionário das Nações Unidas, é diretor do Programa de Estudos Avançados em Ciência e Religião da Universidade Candido Mendes.

Fonte:Carta Maior – 1/11/2007

Biblical Studies Carnival 23

Seleção dos melhores posts de outubro de 2007. Em duas partes, estando a segunda aqui.

Feita por John Hobbins em seu biblioblog Ancient Hebrew Poetry. Um carnaval bastante original, diferente de todos os que já tinha visto até aqui. Cheio de opiniões, provocações, enfim, crítico, no melhor sentido acadêmico do termo.

Sua perspectiva:
Before pooping out from exhaustion, I visited and explored a string of blogs each of which, in the month of October, had something of interest for connoisseurs of the Bible and all others who want to know more about the ways in which the Bible is used and abused today. I report on the salacious details in this post. The format of this carnival is simple. I link to representative posts from a wide selection of blogs. The purpose: to introduce a bunch of bloggers to each other who will come, hopefully, to see for themselves what nastiness and spite or fulsome praise I inflict upon a post of theirs, or that of a fellow. I ask questions. I desire answers. Polite bloggers will link to this carnival and comment as they see fit.

E que, adicionalmente, providenciou uma lista de uma centena e meia de biblioblogs, classificados segundo a profissão e/ou qualificação de seus autores. Muito útil.

Faltou apenas fazer um mapeamento mundial dos biblioblogs citados, classificando-os por países, línguas, freqüência de postagens, como o Google Reader Trends, por exemplo, faz para este último ponto.