Sete resenhas de livros sobre métodos exegéticos e hermenêutica bíblica em perspectiva latino-americana

Observo o primeiro fascículo de 2006 da RIBLA – Revista de Interpretação Bíblica Latino-Americana. Este fascículo abre o n. 53 da RIBLA e é dedicado à questão dos métodos, da exegese e da hermenêutica bíblicas, privilegiando a perspectiva latino-americana. A revista está organizada em duas partes principais e dois apêndices. Quero aqui focalizar apenas os apêndices.

O primeiro traz sete resenhas de livros sobre métodos exegéticos e hermenêutica bíblica em perspectiva latino-americana, enquanto o segundo traz uma bibliografia com cerca de 50 livros sobre as tendências atuais nos estudos bíblicos, na América Latina e especialmente em outras partes do mundo. Hoje vou apenas indicar as resenhas.

Diz Samuel Almada, responsável pelo editorial, sobre a lista de livros resenhados, que embora não seja exaustiva, estas sete obras mostram como a produção sobre este tema melhorou nos últimos anos. As resenhas, com uma média de duas páginas cada, começam na página 147 e vão até a página 159. Vejamos:

  • José Severino CROATTO Hermenéutica práctica: los principios de la hermenéutica bíblica en ejemplos. Quito: Centro Bíblico Verbo Divino, 2002, 156 p. Resenha de Samuel Almada.
  • Cássio Murilo DIAS DA SILVA Metodologia de exegese bíblica. 2. ed. São Paulo: Paulinas, 2003, 515 p. Resenha de Mercedes Lopes.
  • René KRÜGER e José Severino CROATTO Métodos exegéticos. Buenos Aires: Publicaciones de EDUCAB, 1993. [Não indica o número de páginas]. Resenha de Esteban Arias.
  • Maria Paula RODRIGUES (org.) Palavra de Deus, palavra da gente: as formas literárias na Bíblia. São Paulo: Paulus, 2004, 181 p. Resenha de José Luis Calvillo.
  • Ediberto LÓPEZ Para que comprendiesen las Escrituras: introducción a los métodos exegéticos. San Juan/Puerto Rico: Seminario Evangélico de Puerto Rico/Fundación Puerto Rico Evangélico, 2003. [Não indica o número de páginas]. Resenha de Cristina Conti.
  • Hans de WIT En la dispersión el texto es pátria: introducción a la hermenéutica clásica, moderna y posmoderna. San José: Universidad Bíblica Latinoamericana, 2002, 557 p. Resenha de Samuel Almada.
  • Uwe WEGNER Exegese do Novo Testamento: manual de metodologia. 4. ed. São Leopoldo/São Paulo: Sinodal/Paulus, 2005, 414 p. Resenha de Regene Lamb.

Como informação, o conjunto parece adequado. Como não conheço algumas das obras, não posso opinar sobre a qualidade das resenhas. No livro do Cássio Murilo Dias da Silva, publicado em 2000 e reeditado em 2003, escrevi o último capítulo, com mais de cem páginas, tratando do que chamei de Leitura socioantropológica da Bíblia (mais conhecida, em inglês, como social scientific criticism). A resenhista, pelo que pude perceber, deve conhecer pouco desta abordagem, pois passa rápido pelo texto, sem opinar. Mas isso é de menor importância. Porém…

Estranha-me que Carlos Mesters não tenha aparecido entre os autores resenhados. Quem, no Brasil, pode ignorar, na leitura popular, um livro como Flor sem defesa: uma explicação da Bíblia a partir do povo. 5. ed. Petrópolis: Vozes, 1999? Só para citar uma das muitas contribuições do mestre Mesters! Há outras…

Igreja Metodista decidiu se retirar do CONIC e do CESE

Notícia que vi hoje na página do CEBI – Centro de Estudos Bíblicos. Por 79 votos a favor, 50 contra e quatro abstenções, no dia 14 de julho, durante o 18º Concílio Geral, na cidade de Aracruz, ES, a Igreja Metodista decidiu se retirar de organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos.

Notícias CEBI – 21 de julho de 2006

Líderes religiosos lamentaram decisão da Igreja Metodista

Líderes religiosos lamentaram a decisão do 18º Concílio Geral da Igreja Metodista de se retirar de organismos ecumênicos que tenham a presença da Igreja Católica e de grupos não-cristãos. A medida tira os metodistas do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC) e da Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE). O momento é de “profunda indignação e tristeza”, disse para a ALC o presidente do CONIC, bispo Adriel de Souza Maia, que foi reeleito para o Colégio Episcopal da Igreja Metodista no 18. Concílio, reunido de 10 a 16 de julho na cidade capixaba de Aracruz. “Vivemos um momento de grande retrocesso”, agregou (…) Em carta dirigida, hoje, à Igreja Metodista, o pastor presidente da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB) e moderador do CMI, Walter Altmann, disse que, embora a decisão conciliar deva ser respeitada integralmente, tomada de acordo com a convicção majoritária dos conciliares, a notícia “entristeceu profundamente o nosso coração” (…) Falando em nome pessoal, o assessor do setor de Ecumenismo e Diálogo Religioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), padre José Bizon, declarou que a medida representa um retrocesso para uma igreja, como a metodista, que tem uma caminhada ecumênica. “A gente fica perplexo e dói o coração de ouvir uma decisão dessas, quando o mundo se abre ao diálogo”, assinalou. A decisão do Concílio de Aracruz é lamentável, pois vai contra os princípios doutrinários e pastorais da Igreja Metodista, argumentou o secretário executivo do CONIC, Clay Peixoto. “Foi uma decisão política”, acrescentou, referindo-se ao crescimento do movimento carismático de corte sectário e fundamentalista na Igreja Metodista brasileira (cont.)

Enquanto a cidade queimava, o governante tocava lira

Agência Carta Maior: 30/07/2006

Francisco Carlos Teixeira

O sorriso de Condoleezza Rice

“Condi” Rice preferiu tocar piano enquanto Beirute era bombardeada. Tal desprezo pela vida humana nem mesmo é original: um outro governante já tocara lira enquanto outra cidade queimava…Sempre sorridente, abriu os caminhos para o massacre de Qana. Enquanto milhares de bombas abatiam-se sobre as cidades e vilas do Líbano, e outros tantos foguetes sobre Haifa e Tiberíades, a Secretária de Estado dos Estados Unidos, contrariando mais de 40 anos de tradição diplomática americana, afirmava que um cessar-fogo “ainda não era possível ou mesmo necessário”. De forma claramente maquiavélica – visando dar tempo a estratégia de Israel em aniquilar qualquer adversário regional com poder de fogo – “Condi” Rice afirmava, entre sorrisos gentis, que a violência “eram as dores do parto do novo Oriente Médio democrático”. Pouco depois, no domingo 30 de julho de 2006, bombas israelenses matavam dezenas de refugiados, mulheres e crianças, em Qana, sul de Tiro (cont.)

Chegamos a um momento de extrema gravidade: temos que solicitar o fim da violência, diz secretário-geral da ONU

Folha Online: 30/07/2006 – 18h25

Annan pede resposta firme da ONU a ataque de Israel

Em uma reunião urgente com o Conselho de Segurança da ONU (Organzaiçao das Nações Unidas), o secretário-geral da entidade, Kofi Annan, reiterou seu pedido por cessar-fogo urgente entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah, que se enfrentam há 19 dias. Annan reconheceu o direito isralense de defesa, mas condenou o bombardeio deste domingo, que matou dezenas de civis. Ele também pediu que a ONU reprima da forma mais forte possível a ação. “Estou profundamente consternado”, afirmou. Annan afirmou que o conselho tem responsabilidade para solicitar um fim da violência. “Nós chegamos a um momento de extrema gravidade, primeiro e sobretudo com o povo do Oriente Médio mas também pela autoridade desta organização e especialmente deste conselho”, disse. “Uma ação é necessária agora antes que mais crianças, mulheres e homens se transformem em vítimas do conflito que eles não têm controle.” Em um discurso incomum, Annan manifestou o risco que o conselho corre de minar sua autoridade se não tomar uma atitude. “O povo notou sua falência em agir firmemente e rápido durante a crise”, disse em referência à depredação da sede da ONU em Beirute neste domingo (cont.)


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Mundo condena o massacre das crianças no Líbano

Após ataque de Israel, visita de Condoleezza Rice ao Líbano é cancelada

Enfurecidas com o bombardeio de Israel à vila de Qana, autoridades libanesas cancelaram hoje a visita que a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, faria ao país. Rice resolveu, então, retornar a Washington segunda-feira, mais cedo do que o previsto.

“Estou profundamente triste com a terrível perda de vidas inocentes”, afirmou ela. “Queremos um cessar-fogo o mais rápido possível.”

Ela negou, entretanto, que o primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, tenha suspendido a sua visita. “Quero que vocês entendam uma coisa também: eu entrei em contato com ele e disse que não iria, porque sinto fortemente que meu trabalho por um cessar-fogo é realmente aqui, hoje”, afirmou a jornalistas. Um oficial americano contou, depois, que ela havia decidido voltar para casa e trabalhar por uma resolução do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

Horas após os mísseis israelenses matarem pelo menos 50 pessoas em Qana, Siniora descartou a possibilidade de qualquer negociação com Israel, pediu uma trégua imediata e incondicional, uma investigação internacional sobre o “massacre” e uma reunião de emergência do Conselho de Segurança.

No entanto, o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, disse que o país não vai conceder um cessar-fogo até atingir seu objetivo de destruir o grupo terrorista libanês Hizbollah.

Reunião

Ontem, Rice se encontrou com Olmert. Ela afirmou, então, esperar que um projeto de acordo com as principais condições para um cessar-fogo entre Israel e o Hizbollah comece a ser negociado na próxima quarta-feira.

No sábado, Israel recusou uma trégua de três dias proposta pela ONU para facilitar a chegada de ajuda humanitária à região e o Hizbollah ameaçou intensificar os ataques contra cidades centrais do país.

Rice, que também conversou com a ministra israelense de Relações Exteriores, Tzipi Livni, disse a jornalistas que “as negociações serão duras”, mas que ambos os lados devem ceder para conseguir alcançar seus objetivos. “Eu presumo e tenho motivos para acreditar que os líderes dos dois lados que enfrentam a crise gostariam de ver o fim dela”, comentou.

O plano de Rice para findar os ataques contempla a atuação de uma força multinacional de paz no sul do Líbano, com tropas de entre 10 mil e 30 mil homens, uma trégua do Hizbollah, a libertação dos soldados israelenses seqüestrados –o estopim do conflito foi o seqüestro de dois soldados levado a cabo pelo Hizbollah, no último dia 12–, a devolução ao Líbano de uma área ocupada por Israel e a reconstrução do Líbano. As informações são de segundo um funcionário da diplomacia americana que falou sob a condição de manter-se no anonimato.

Para hoje, estava programada uma conversa de Rice com o ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, e o chefe das forças armadas, Dan Halutz.

Fonte: Folha Online – 30/07/2006

 

Ataque de Israel mata 54 civis no Líbano

Num violento ataque israelense neste domingo, mais de 54 pessoas foram mortas na cidade de Qana, no sul do Líbano. Pelo menos 34 das vítimas são crianças.

Famílias de desabrigados estavam se refugiando no porão de um prédio de três andares que foi destruído no bombardeio. Dezenas de pessoas podem estar presas nos escombros.

O Exército de Israel afirmou que a milícia xiita Hezbollah usava a área para lançar mísseis e que havia avisado que civis deviam deixar a região.

Mas o correspondente da BBC no sul do Líbano Jim Muir afirma que muitas pessoas tinham medo de deixar o local por causa dos ataques nas estradas, enquanto outros não tinham condições de fazer a viagem.

O Hezbollah respondeu ao ataque lançando mais foguetes contra o norte de Israel neste domingo.

A cidade de Kiryat Shemona foi a mais atingida e teve vários residentes feridos no que foi descrito como o pior dia até agora na região.

Protestos

Soldados libaneses estão protegendo a sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Beirute, depois que mais de mil manifestantes se reuniram diante do prédio para protestar contra o ataque a Qana.

A multidão, que chegou ao local de diferentes partes da cidade, invadiu as dependências do prédio da ONU, derrubou cercas e portas e queimou bandeiras de Israel e dos Estados Unidos.

Os manifestantes gritavam palavras de ordem pró-Hezbollah e anti-Israel, além de afirmar que queriam “Beirute livre”.

Antecedentes

A cidade libanesa de Qana ficou tristemente famosa em 1996 depois que Israel atacou uma base da força de paz da ONU. Mais de 100 civis que se abrigavam na base foram mortos,

A operação militar “Vinhas da Ira”, uma blitz de 16 dias contra o Líbano, visava encerrar bombardeios do Hezbollah no norte de Israel.

A repercussão internacional foi grande e Israel suspendeu a operação, trazendo um acordo que originou um cessar-fogo que baniu ataques a civis.

Fronteira

Outro ataque aéreo israelense no sábado fechou o principal posto de fronteira entre o Líbano e a Síria.

As bombas teriam destruído a estrada – do lado libanês – entre os prédios da imigração dos dois países.

Israel acusa a Síria, ao lado do Irã, de apoiar a milícia do Hezbollah, que no dia 12 deste mês capturou dois soldados israelenses em uma ação que deixou outros oito soldados mortos e iniciou o conflito que já dura 19 dias.

O ataque aéreo foi um entre dezenas de bombardeios que ocorreram no fim de semana. No mais violento, uma mulher e seis crianças morreram no vilarejo de Nmeiriya, no sul do Líbano.

De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, mais de 750 pessoas – em sua maioria civis – morreram em ataques de Israel desde o início dos confrontos. Do lado isralense, morreram pelo menos 51 pessoas, sendo 18 civis.

Segundo as Nações Unidas, ao menos 30% dos mortos no Líbano são crianças.

Retirada

O Exército de Israel disse, no sábado, ter saído da cidade libanesa de Bint Jbeil, cena da pior batalha desde o início da ofensiva contra o Hezbollah.

Os israelenses tentaram dominar o local por vários dias e perderam oito soldados em um único combate com os militantes xiitas.

A cidade continua sob bombardeios aéreos e ataques de artilharia, e o Exército israelense diz que pode voltar ao local a qualquer momento.

Israel tem afirmado – e reforçou a mensagem neste sábado – que já provocou grandes perdas de armas e homens da milícia radical, dizendo ter matado 26 militantes em combates recentes e mais de 250 militantes ao todo – o grupo admite a morte de cerca de 30 homens.

Em entrevista a redes de TV árabes, o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, afirmou que Israel sofreu sérias derrotas no sul do Líbano e que havia ficado claro que os israelenses não conseguiriam alcançar uma vitória militar.

Nasrallah disse ainda que a secretária de Estado americana, Condoleeza Rice, estava voltando à região para impor condições ao Líbano e servir Israel.

Fonte: BBC Brasil – 30/07/2006

 

Mundo condena pior ataque de Israel no Líbano; ONU faz reunião de emergência

A comunidade internacional condenou o ataque mais violento desde o início da guerra não declarada entre o Hizbollah e Israel. Ao menos 56 pessoas morreram nos bombardeios contra o vilarejo de Qana na madrugada deste domingo. Dentre as vítimas, 37 eram crianças, segundo fontes da polícia libanesa e das equipes de resgate.

A pedido de Kofi Annan, secretário-geral das Nações Unidas, o Conselho de Segurança da ONU convocou uma reunião de emergência para as 11h em Nova York (12h de Brasília) na qual será discutida a situação do Líbano.

O primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, telefonou hoje a Annan solicitando uma investigação internacional do ataque e um reunião urgente do Conselho. Horas antes, a ONU criticou o ataque, reforçando a necessidade de um “cessar-fogo imediato”.

“Os civis pagam o preço mais duro desta guerra e lembro os pedidos do secretário-geral de respeito às leis humanitárias internacionais e a preservar as vidas humanas”, afirma um comunicado da ONU divulgado em Beirute.

Líderes

Líderes da França, Espanha, Alemanha, Egito, Jordânia e outros países também condenaram os ataques, pedindo cessar-fogo imediato. “A França condena essa ação injustificável, que mostra mas que nunca a necessidade de um cessar-fogo”, disse um comunicado do presidente francês Jacques Chirac.

O representante das Relações Exteriores da União Européia, Javier Solana, afirmou em um comunicado que “nada pode justificar” a morte de civis inocentes.

O presidente do Egito, Hosni Mubarak, classificou como “irresponsável” o bombardeio. Na nota, o presidente egípcio voltou a pedir um imediato cessar-fogo na guerra não declarada entre Israel e o Hizzbolah.

O presidente palestino Mahmud Abbas acusou Israel de ter cometido um crime em Qana, no sul do Líbano, e pediu à ONU que instaure um cessar-fogo imediato.

Nesta manhã, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, afirmou estar “profundamente triste com a terrível perda de vidas inocentes”. “Queremos um cessar-fogo o mais rápido possível”, afirmou Rice, que teve sua visita ao Líbano cancelada.

Fonte: Folha Online – 30/07/2006

Por que Israel massacra civis libaneses com o consenso de Bush? O alvo é o Irã

Ataque de Israel mata ao menos 50 no Líbano; Hizbollah faz nova ameaça

“Pelo menos 50 pessoas, das quais cerca de 20 crianças, morreram neste domingo nos bombardeios de Israel contra o vilarejo de Qana, sul do Líbano. O ataque, de madrugada, destruiu dezenas de edifícios. ‘Não quero que me perguntem sobre números. Todos sabem que servimos de cobaias para as armas deles, as bombas de implosão. É a única coisa que se vê’, declarou, entre lágrimas, Naim Rakka, um dos coordenadores da equipe de emergência da Defesa Civil libanesa, com os corpos de duas crianças nos braços (…) ‘Esse massacre bárbaro, que representa uma mudança grave e perigosa no curso da guerra, pode levar a reações contra o mundo mudo e cúmplice, que deve assumir suas responsabilidades, porque esse massacre horrível, como outros, não permanecerá impune’, ameaçou o Hizbollah em comunicado. Pouco depois do ataque, o primeiro-ministro libanês, Fuad Siniora, descartou a possibilidade de qualquer negociação, pediu uma investigação internacional sobre o bombardeio e exigiu um cessar-fogo imediato e incondicional” (cont.) – Folha Online: 30/07/2006 – 09h34


Vaticano pede para mundo não ser “indiferente à violência”

“O jornal vaticano ‘Osservatore Romano’ dedicou novamente especial atenção ao sofrimento de civis no conflito entre Israel e o grupo terrorista libanês Hizbollah e afirmou que esta ‘escalada cotidiana de violência e mortes não pode e não deve tornar as pessoas indiferentes'” (cont.) – Folha Online: 30/07/2006 – 05h49


“Verdadeiro alvo dos EUA é o Irã na crise atual”, dizem analistas

“O verdadeiro alvo da ofensiva israelense no Líbano e do silêncio da Casa Branca não é apenas o Hizbollah, mas também o Irã, segundo analistas políticos. Eles dizem que os Estados Unidos buscam ‘cortar as asas’ de Teerã. O governo do presidente George W. Bush se cala e não pede um cessar-fogo imediato porque na realidade ‘simpatiza com o objetivo israelense de destruir o Hizbollah e quer dar tempo para que isso seja alcançado’, disse hoje Robert Dreyfuss, analista político do centro de estudos liberal ‘Institute for Public Accuracy’. Dessa forma, dá um passo a mais para sua verdadeira meta, que prevê que todos os olhares estejam voltados para o Irã como ‘o cérebro de tudo o que está acontecendo’, assegurou Dreyfuss” (cont.) – Folha Online: 29/07/2006 – 20h56

O caso das tabuinhas cuneiformes que podem acabar em leilão determinado pela justiça

Está lembrado do post Leiloar antiguidades para compensar vítimas de terrorismo?

Pois é: há novos desdobramentos do caso, como nos relata Jim Davila, no seu biblioblog PaleoJudaica.com, em post que começa assim: “Some Iranian-American Organizations are cooperating with both Justice Department “actors” and the Iranian Government to prevent the sale of those Iranian cuneiform tablets as compensation for terrorism…

Resenha do livro de Finkelstein e Silberman sobre Davi e Salomão

O jornal Cleveland Jewish News traz resenha do livro de Finkelstein e Silberman sobre Davi e Salomão, como assinala Jim Davila em seu PaleoJudaica.com.

Assinada por Gerda Freedheim, a resenha é extremamente elogiosa. Diz, por exemplo, que os autores fizeram uma excelente análise de uma das maiores lendas do judaísmo, Davi e Salomão (…have just released an excellent analysis of one of Judaism’s greatest legends, David and Solomon).

Diz ainda que o livro é escrito de maneira clara, sendo muito bem documentado, de tal maneira que mesmo os leitores com pouca ou nenhuma formação em arqueologia e estudos bíblicos o acharão fascinante. “The book is so clearly written and so well documented that lay readers with little or no archaeological or biblical background will find it fascinating. Each chapter, which covers a different chronological period, includes stages in the development of biblical material, historical background and archaeological finds. For readers who wish to explore the topic further, the references by chapter are excellent, and the appendices summarize in more detail the archaeological points in the text“.

Acrescenta, quase no final, que a obra continua a excelente contribuição de Finkelstein e Silberman na área. Contribuição que já apareceu em The Bible Unearthed (2001), em português, A Bíblia não tinha razão (2003).

É uma resenha rápida e simples, mas clara e bem escrita. Confesso que esperava uma feroz crítica… tive uma agradável surpresa!

Sobre o jornal? Diz o About Us: “The Cleveland Jewish News has provided Northeast Ohio’s Jewish community with a quality weekly newspaper for over 39 years. Publishing every Friday since 1964, the CJN now presents local, national and world news, award-winning features, articles, commentary and reviews of Jewish interest to the community in print and online. The CJN is completely independent. We are not affiliated with any one program, organization, movement, or point of view within Jewish life, and strive to document and express the multi-faceted Jewish experience”.

 

A resenha

New book questions accuracy of King David stories

David and Solomon: In Search of the Bible’s Sacred Kings and the Roots of the Western Tradition. By Israel Finkelstein and Neil Asher Silberman. Free Press. 2006. 352 pp.

Reviewed by Gerda K. Freedheim

One of the most thrilling aspects of Israel is its history.

Inhabited for more than five millennia, it holds the roots and secrets of Western civilization’s great religions. Two hundred years of linguistic analysis of Hebrew texts, exploration of distinctive literary genres, and stunning biblical archaeology discoveries have given us a rich picture of that tiny land.

Israel Finkelstein, professor of archaeology at Tel Aviv University, and Neil Asher Silberman, director of historical interpretation for the Ename Center for Public Archaeology and Heritage Presentation in Belgium, have just released an excellent analysis of one of Judaism’s greatest legends, David and Solomon.

The last 25 years of archaeological research have provided sensational and often controversial new evidence of what the Bible says about ancient Israel. Researchers are now finding evidence from ancient times that widely diverges from what is written in the Hebrew Bible, particularly regarding dating of historical personages and events.

Using the most recent archaeological studies and excavations, linguistic analyses, and the Bible itself, Finkelstein and Silberman explore the evolution of the personages of David and Solomon from the 10th century B.C.E. through the 5th century C.E.

They argue in considerable detail that many of the stories are fictions, historically questionable, or highly exaggerated.

But they also point out that their purpose is not simply to discredit stories of the Bible. Rather, their goal is to show how the legends of David and Solomon developed and how they came to guide Western thinking and shape Western religious and political traditions in important ways.

They demonstrate how these kings could have been no more than local chieftains in 10th century B.C.E. For example, they explain that archaeological evidence of the early Iron Age (late 12th century to about 900 B.C.E.) indicate that Judah was a modest and sparsely settled hill country. Archaeological surveys recorded the remains of only about 20 permanent settlements with a population estimated at a few thousand people, not including the roving bandit groups and large herding communities.

While there are indications that Jerusalem grew in size and held importance as the center of the southern highlands, it was a modest town where business would have been conducted with highland clans through face-to-face encounters. Storytelling would have been the key to maintaining the continued support of the people. Saul, David’s predecessor, and David were little more than highland chieftains.

Even the life and works of Solomon, as described in the Bible, have no historical value at all, claim the authors. Grandiose descriptions of Solomonic wealth and power are absurdly discordant with the historical reality of the small, out-of-the-way hill country that possessed no literacy, no massive construction works, no extensive administration, and not the slightest sign of commercial prosperity.

Yet by the 7th century B.C.E., David and Solomon personae had evolved into rich and powerful rulers of a united Israel. By the 3rd century B.C.E., they had become messianic leaders of Judaism and, later, Christianity. How did this happen? And why did it happen? The authors’ reasoning, while controversial in some aspects, is both scholarly and convincing.

The book is so clearly written and so well documented that lay readers with little or no archaeological or biblical background will find it fascinating. Each chapter, which covers a different chronological period, includes stages in the development of biblical material, historical background and archaeological finds. For readers who wish to explore the topic further, the references by chapter are excellent, and the appendices summarize in more detail the archaeological points in the text.

David and Solomon is an important addition to the authors’ first book, The Bible Unearthed (Free Press, 2001), which explores the Five Books of Moses using the same methodology. It, too, is magnificently researched and documented and reads almost like a “white-knuckle” mystery.

Both books attempt to bring together faith and science. While science cannot support many of the stories the Bible has taught us, it can give us concrete grounding in what we do know about our historical past. If anything, these books show the strength of two great faiths, founded on real lives of real people.

Fonte: CJN – Jul 27, 2006

Israel tem aval do governo Bush para continuar a agressão ao Líbano

EUA barram condenação; Israel faz 130 ataques contra o Líbano
Horas depois de os Estados Unidos terem impedido que o Conselho de Segurança da ONU condenasse os ataques de Israel contra um posto das Nações Unidas no Líbano [que deixou quatro mortos] – fazendo vista grossa à violência -, a Força Aérea israelense atacou cerca de 130 alvos em território libanês na madrugada desta sexta-feira.

Para correspondentes da Folha, conflito no Líbano vai longe
Exaustivamente questionados sobre a possibilidade de um cessar-fogo, os jornalistas Marcelo Ninio, 39, enviado especial ao Líbano, e Michel Gawendo, 33, colaborador em Israel, sinalizaram que o conflito vai longe.

US ‘outrage’ over Israeli claims
The US state department has dismissed as “outrageous” a suggestion by Israel that it has been authorised by the world to continue bombing Lebanon.