Meu encontro com Paulo Autran

Morreu Paulo Autran, um dos maiores atores brasileiros.

De sua morte, ocorrida ontem, escreveu Josias de Souza em seu blog, Nos bastidores do poder: Depois de atingir o cume da glória, Autran subiu.

E Nelson de Sá escreveu Ele era o teatro, no Cacilda, blog de teatro da Lenise Pinheiro e do Nelson de Sá, em 12/10/2007 às 19h02: Demorei a compreender sua grandeza. Não aceitava as opções que fazia, as encenações a que se submetia. Eu amava o aristocrata reacionário de “Terra em Transe”, mas não era o que presenciava no teatro. Até que fui parar um dia no Sesc Ipiranga, para ver seu monólogo de décadas, restrito praticamente a um único texto, “Meu Tio o Iauaretê”, de Guimarães Rosa. A metamorfose por que passou, de homem a animal, diante dos meus olhos e de todos, foi acontecimento tão singular, ainda que ele o repetisse toda noite, que valeu por tudo. Foi tão superior o teatro, naquele instante, que não havia mesmo mais nada. Não havia, para começar, diferenças de pensamento, correntes do teatro. Foi o palco absoluto.

 

Há 29 anos tive a rara oportunidade de conhecer e entrevistar Paulo Autran.

Foi em Patos de Minas, MG, onde, em 1978, eu era redator-chefe do jornal Folha Diocesana. Tendo chegado de Roma no final de 1976, depois de seis anos estudando na Europa, eu trabalhava como assessor exegético na Diocese de Patos de Minas e tinha 27 anos de idade.

Paulo Autran fora a Patos de Minas a convite do Centro de Estudos Teatrais (CET), grupo de teatro amador, que estava inaugurando o pequeno Teatro Telhado, e apresentou, nos dias 9 e 10 de junho de 1978, no auditório da Rádio Clube de Patos, o espetáculo O Ator e o Texto.

Na edição de 15 de junho de 1978, n. 954, da Folha Diocesana, escrevi:
O Ator e o Texto: o ator, Paulo Autran, carioca de nascimento, paulista por vivência, advogado de profissão, ator por vocação, um dos maiores expoentes do atual teatro brasileiro. O texto: Angústia, de Graciliano Ramos; Cabelos Compridos, de Monteiro Lobato; O Retrato, de Érico Veríssimo e Meu Tio o Iauaretê, de Guimarães Rosa (…) Nos debates e bate-papos dos patenses com Paulo Autran, pôde-se constatar a magnifica clarividência de ideias e amplidão de horizontes do grande ator.

A seguir, a entrevista, na qual, entre outras coisas, Paulo Autran disse: No Brasil, o povo só terá acesso ao teatro quando ele tiver o que comer, o que vestir, onde dormir e tiver aprendido a ler.

Nosso circo é a novela e o futebol, nosso pão está caro
Entrevista com o ator Paulo Autran – Por Airton José da Silva – Diretor de Redação
Publicada na Folha Diocesana – Patos de Minas, 22 de junho de 1978, n. 955, p. 9.

Na avenida Brasil, em Patos de Minas, um pequeno teatro, ainda em construção. Um grupo com muita garra, muita vontade de fazer teatro amador em Patos. O Teatro Telhado, rústico, mas acolhedor. O grupo de jovens do CET – Centro de Estudos Teatrais – um dos 5 grupos de teatro amador de Patos de Minas. São 16 horas, o dia é 10 de junho de 1978, o assunto é teatro. Sentados no chão, rapazes e moças estão atentos. Sentado também no chão, muito comunicativo, no meio de todos: Paulo Autran. Suas apresentações no auditório da Rádio Clube de Patos foram muito comentadas naqueles dias. Suas idéias e suas opiniões, ótimo incentivo para o teatro e para a cultura. E nós quisemos também ouvi-lo. Gravador na mão, entramos na intimidade daquela conversa. E Paulo Autran continuou a conversar conosco. Falou de teatro, mas falou mais. Muito natural, muito espontâneo, o famoso ator demonstrou ser grande também fora do palco. Selecionamos algumas das respostas de Paulo Autran. As perguntas são de várias pessoas, inclusive da redação da Folha Diocesana.

:: Paulo, vamos falar de algo muito importante: o teatro e a censura
Paulo Autran – O maior mal que o teatro enfrenta atualmente [1978] é, sem dúvida, a censura. A censura tem sido castradora em todos os ramos artísticos do Brasil, no cinema, na televisão e, principalmente, no teatro. Quando a gente pensa que, atualmente, há perto de 600 peças proibidas pela censura, a gente vê o que isso representa de mal, não só para o teatro, mas principalmente para a platéia brasileira, para o povo brasileiro que fica impossibilitado de ver grandes obras, que fica sem conhecer as principais obras de seus próprios dramaturgos, porque há muita peça brasileira proibida. E você pense também na quantidade de pessoas que deixam de escrever, na quantidade de assuntos que não podem ser abordados no palco. Então, realmente, é um mal para o povo brasileiro.

:: E a televisão? Ela está ocupando um espaço enorme na vida do brasileiro. Este espaço não foi em parte roubado do teatro?
Paulo Autran – Eu não acredito que a televisão roube espaço ao teatro, porque a televisão é totalmente diferente do teatro. O prazer que um espetáculo teatral proporciona a quem o assiste é totalmente diferente do prazer provocado por um bom programa de televisão, quando há bons programas de televisão. Porém é lastimável que um veículo capaz de promover a massificação do pensamento em nosso país, dedique tantas horas a uma coisa do gênero novela, onde só se pensa no lado sentimental das coisas. E nenhum problema real pode ser abordado numa novela.

:: No meu modo de ver, a televisão acomoda as pessoas, ela apresenta uma imagem defasada da realidade…
Paulo Autran – A televisão, principalmente, aliena a quem a assiste dos verdadeiros problemas que a pessoa tem que enfrentar. Enquanto o Brasil inteiro discute se a mocinha vai se casar e ser feliz com o mocinho, o Brasil inteiro deixa de pensar nos problemas reais, diários, cotidianos que o nosso povo tem que enfrentar.

:: A televisão torna as pessoas obedientes, massificando-as. O que significa isto no contexto brasileiro atual?
Paulo Autran – É uma lástima. Já diziam os romanos que para governar era preciso dar ao povo pão e circo. No Brasil, nosso circo é a novela e o futebol. E o pão está caro.

:: Você acha que um grupo de teatro amador que começa representando uma peça clássica vai ter algum problema por ter começado com algo tão difícil?
Paulo Autran – A palavra “clássico” assusta muita gente. Fala-se em música clássica, as pessoas dizem: “ai, que horror”. Fala-se em teatro clássico, as pessoas dizem: “ai, que difícil”. Não é verdade. O clássico, a palavra “clássico” é sinônimo de qualidade. Só se torna clássico aquilo que é bom, que reflete um problema verdadeiro da humanidade. Assim, o teatro clássico é um extraordinário ponto de partida para qualquer pessoa. Quem é capaz de representar bem um clássico é capaz de transmitir as paixões do ser humano no seu mais alto grau de intensidade. Para quem gosta de música, por exemplo, é uma conquista descobrir a beleza e a extraordinária emoção e prazer que se encontra ouvindo um bom autor clássico.

:: Qual o papel que você mais prefere fazer?
Paulo Autran – Eu fiz tantos papéis bons, tantos textos brasileiros e estrangeiros que eu não poderia lhe indicar um personagem que eu tenha gostado mais. Mas, se me obrigassem a dizer qual a peça que me deu mais prazer representar, eu poderia dizer que foi “Liberdade, Liberdade”, uma peça que atualmente está proibida em todo o território nacional, talvez por causa do nome.

:: Augusto Boal está fazendo experiências de teatro-foro na Europa. O que você acha disso?
Paulo Autran – O Boal já fez isso aqui no Brasil, o que ele chamava de teatro-jornal. A partir do fato diário, ele escrevia e apresentava diariamente pequenos esquetes no seu teatro. Ele agora ampliou isto na Europa. O Boal é um autor e um diretor muito criativo e capaz. Acredito que ele esteja fazendo um bom trabalho por lá. Se bem que isso é um caminho do teatro, não é o caminho. Não é que todo mundo deva fazer só esse tipo de teatro, porque o teatro é muito mais amplo do que isso.

:: O teatro muitas vezes atinge só pessoas de um nível cultural mais elevado, deixando de chegar ao povo. O que você pensa disso?
Paulo Autran – Há certos autores, bons autores, que são por seu próprio feitio pessoas intelectuais e intelectualizantes. Escrevem peças que só atingem um pequeno grupo de eleitos da inteligência e da cultura. Eu admiro estas peças, gosto muito de lê-las, mas não as monto, porque eu acho que o teatro só se justifica quando ele tem a participação da platéia. Só quando ele vai para a platéia e ela nos manda de volta a sua receptividade. Eu acho que o teatro deve atingir cada vez mais um número maior de pessoas e não se restringir a um pequeno círculo, seja de que elite for.

:: No Brasil há uma série de fatores econômicos e culturais que restringem demais o público, não?
Paulo Autran – No Brasil, o povo só terá acesso ao teatro quando ele tiver o que comer, o que vestir, onde dormir e tiver aprendido a ler.

:: No atual movimento nacional para a redemocratização, qual está sendo o papel do teatro e a sua contribuição para o processo de volta ao Estado de Direito?
Paulo Autran – O teatro teve uma participação muito grande nesta tentativa de redemocratização. O teatro foi, talvez, a primeira classe, como classe, a se manifestar pela redemocratização no Brasil, com espetáculos como “Opinião” e “Liberdade, Liberdade”. Foram os dois marcos iniciais da redemocratização, numa época bastante difícil para o nosso país. E o teatro jamais abdicou disso. Você veja, mesmo no ano passado e até nesse ano, há peças em cartaz que mostram claramente a necessidade que a classe tem de lutar para isso: “Gota d’água”, “Último Carro” e “Ponto de Partida”. A classe teatral está sempre atenta e sempre tentando denunciar e protestar contra o cerceamento da liberdade.

:: Por que é que demorou tanto a sair a regulamentação da profissão de ator? Há alguma razão do governo para isso?
Paulo Autran – Ninguém compreende realmente porque demorou tanto para sair esta regulamentação.

:: E é só aqui no Brasil?
Paulo Autran – Não, há outros países subdesenvolvidos que enfrentam o mesmo problema.

:: Isto não faz parte de um contexto geral de desvalorização da cultura nestes países?
Paulo Autran – Você tem razão. Mas a partir do momento em que a classe teatral representou um pedra no sapato, era muito mais fácil tê-la regulamentado anteriormente.

:: Quer dizer, existe um medo do governo no caso?
Paulo Autran – Tu o disseste.

Como diz o causo do outro

“Num mito, quanto mais se bate, mais ele cresce. Porque ao contrário do que essas vulgaridades pensam, um mito não é sinônimo de uma mentira. Um mito é uma história que explica porque estamos aqui e somos assim ou assado. Um mito remonta a enigmas que não conseguimos explicar. Então temos que narrar”.

Este texto é do Flávio Aguiar, editor-chefe da Carta Maior. Está no artigo A sombra do Che, e fala de cinco razões para os arautos da direita brasileira detestarem a sombra de Ernesto Guevara. Publicado em 05/10/2007, o artigo é bom.

Mas penso no texto aqui citado por outras razões. Os mitos bíblicos. Um mito explica porque estamos aqui e somos o que somos. Mesmo quando não conseguimos ou queremos explicar, podemos narrar.

Quem ainda se lembra de meu post Gn 1-11 e a importância dos mitos, de 22 de setembro passado?

Pois é… Amanhã continuarei conversando com o Primeiro Ano de Teologia do CEARP, na aula de Pentateuco, sobre isso. Estamos estudando Gn 1-11.

O título do post?

Quando eu era menino pequeno lá em Minas, Juca Garcia, fazendeiro rico e estúrdio, homem sistemático, vizinho nosso, aparecia, de vez em quando, para uma visita nas tardes de domingo. E dizia para meu pai: “Cumpadre, como diz o causo do outro…”, sendo o “outro” ele mesmo.

Um jeito de contar, uma sabedoria especial do sertão. Mitos. Mito.

Pedintes de temporada a suplicar bons ventos

Estamos na primavera?

“Com um calor deste tamanho e secura de Saara fica difícil acreditar.
O desconforto é grande para qualquer ser vivente, bichos e plantas.
Estamos pedintes de temporada a suplicar bons ventos”.

A frase não é minha… É do William H. Stutz, em seu blog Mineira Passárgada, Uberlândia do Cerrado, publicada em 23 de setembro, no post Primavera, começo da estação.

Reproduzo estas três linhas pela beleza da frase e pelo acerto da situação.

Venho de Patos de Minas, em rumo incerto, um pouco para lá de Uberlândia.

Do lado de cá, Ribeirão Preto e região, com sol tinindo, sem uma gota de chuva desde não sei quando…

Visite o blog do uberlandense. Vale a pena. Conheça o cerrado mineiro.

Livro de Lester Grabbe sobre o Antigo Israel

Em The T&T Clark Blog está sendo anunciado hoje, 9 de outubro de 2007, o lançamento de um interessante livro de Lester L. Grabbe. Veja:

GRABBE, L. L. Ancient Israel: What Do We Know and How Do We Know It? London: T & T Clark, 2007, 328 p. – ISBN 9780567032546.

Veja meu post de 12 de agosto de 2007: Lester Grabbe: como escrever uma História de Israel?, onde falo do livro.

E veja o post da T&T Clark: Lester Grabbe’s new book on Ancient Israel, de 9 de outubro de 2007, anunciando o lançamento da obra.

Che Guevara: 1928-1967

Há 40 anos foi executado Ernesto Che Guevara. Passadas quatro décadas de sua prisão e execução, permanece vivo o símbolo de alguém capaz de dar sua vida pela causa que defendia. Admirado por muitos e detestado por outros, ele é o tema de capa da IHU On-Line desta semana. Contribuem para o debate Tirso Saenz, Reginaldo Ustariz Arze, João Pedro Stédile, Peter McLaren e Luciana Ferreira de Matos. Confira na edição 239 – 08/10/2007.

Leia Mais:
Che Guevara: Bolivia, diario de lucha
Che Guevara Internet Archive
Che Guevara: livros
Folha Online – Especial: 40 anos da morte de Che
Fotos mostram que Che Guevara foi assassinado, não morreu em confronto
Saiba mais sobre o revolucionário Ernesto Che Guevara

O velho se foi e o novo acabou de chegou

Book Review: The Nature of Biblical Criticism

John Barton, The Nature of Biblical Criticism Louisville/London: Westminster John Knox, 2007, 206 p.

In this volume John Barton seeks to defend the purpose and practice of biblical criticism at a time when post-critical approaches like theological exegesis and postmodern interpretations abound. Barton aims to show that biblical criticism is neither rationalistic, nor positivistic, nor anti-faith. John Barton stands in the tradition of the late James Barr (to whom the book is dedicated) and Barton wants to show that Biblical criticism ushers forth out of a desire to read the biblical texts faithfully. He sets forth ten theses about biblical criticism that the book explicates which I summarize below (pp. 5-7 of chapter 1):

1. Biblical criticism is a literary operation that focuses on the semantics of texts.
2. Biblical criticism is concerned with questions related to the Einleitung or Introduction and involves the task of historical reconstruction with the aim of understanding a text’s historical origins.
3. Biblical criticism is said to be a product of the Enlightenment whereas in fact biblical criticism it is motivated by the Renaissance and Reformation catch cry of ad fontes that includes the freedom to read Scripture apart from ecclesiastical tradition and this has roots in Christian scholarship from Calvin to Origen.
4. Biblical criticism is not reductive or skeptical in essence even if some practitioners have been.
5. Biblical criticism is not a scientific study of the Bible as much as it shares with other areas of the humanities a concern for evidence and reason.
6. Biblical criticism requires that the reader does not foreclose the question of the truth of a text before reading it, but only seeks to uncover its semantic possibilities before the question of truth or falsehood are engaged.
7. Biblical criticism is not the only worthwhile way of reading biblical texts and readings with a devotional or liturgical slant are not ruled out.
8. Biblical criticism is ‘liberal’ insofar as it recognizes the validity of secular reasoning, but it is not committed to ‘theological liberalism’. A ‘critical faith’ (cf Gerd Theissen, Argument für einen kritischen Glaube [1978]) is not necessarily a liberal faith.
9. Biblical criticism tried to be objective insofar as it attends to what the text actually says and without importing foreign readings into the study of the text. While no biblical critic can be thoroughly objective it does not mean that the whole enterprise is compromised.
10. Biblical criticism is concerned with the ‘plain’ sense of texts which is not the same as the ‘original’ sense of texts. Rather, biblical critics are equally concerned with what the text meant as well as what it means (following Krister Stendahl).

In chapter one, Barton defines biblical criticism using the OED definition and explains the objective of the book as to nuance what biblical criticism really is (at a time of misconception and caricature by its critics) and to argue for the validity of pursuing the plain meaning of biblical texts. In chapter two, Barton discusses the approach that sees the purpose of biblical criticism as to deal rationally with difficulties that arise in a text. He finds that insufficient because the observation of difficulties is not itself evidence of a critical approach. It depends entirely on how those difficulties are dealt with. On top of that the observation of textual difficulties is not the sufficient or necessary condition of a critical approach to the Bible. Instead, biblical criticism is ‘an inquiry into the biblical text that takes its starting point from the attempt to understand, a desire to read the text in its coherence and to grasp its drift’ (p. 30). In chapter three, Barton discusses the approach that maintains that biblical criticism is concerned principally with the quest for historical truth. He rejects the supposition that biblical criticism is purely a historical enterprise or a methodology, instead it is concerned with ‘a series of explanatory hypotheses’ geared towards texts and textual meaning (p. 67-68). In chapter four, Barton defends the quest for the plain sense of meaning by linking it to semantics and the study of linguistic operations. He distinguishes this from the original sense, the intended sense, the historical sense, and the literal sense. The plain sense is only indirectly interested in these other senses. In chapter five, Barton pursues the historical origins of biblical criticism beyond the Enlightenment and he detects antecedents in the Renaissance, Reformation, classical sources, and in patristic literature. He thinks it profitable to see biblical criticism as less about historical-critical approaches and more about the meaning of words and the genre of texts and in that light biblical criticism has an ancient and honourable pedigree. In chapter six, Barton argues that biblical criticism does not dismiss the task of application but honours the givenness of the text as a precondition to its contemporary appropriation. While many may think that the Bible has become the mainstay of secular and skeptical approaches, Barton identifies with a strand of scholarship that maintains that the Bible is still in the grip of ecclesial authorities.

Barton’s task is a noble one and that is to secure the validity of critical study of the biblical texts at a time when it is regarded as passé or antiquated. If one wanted to defend this critical discipline from reproach then this is the book for doing so. Barton shows that biblical criticism is more robust and potentially more useful than what many of its critics realize. I still get the feeling though that Barton is trying to dress up a Dinosaur in a modern garb. Alas, the bridge to Modernity along with its strategies and aims for reading texts has been burned – and with some good reasons too – and the post-critical methods might be the way to overcome the defects and failures of biblical criticism. The days of Baur, Wellhausen, de Wette, Dibelius, Bultmann, and Barr are finished and are no more. It is now the age of Foucault, Derrida, Rorty, Fish, and Eco. In biblical interpretation, the old has gone and behold, the new has come. That said, readers of biblical texts need not wholly embrace the postmodern/post-critical turn nor attempt to reconstruct the shaken foundations of old school biblical criticism. What is needed is a realistic epistemology of how we know things from texts, a literary theory explaining how texts do things to readers, a hermeneutical explanation for how authors communicate through the signs/symbols of language, and a definition of history and historiography. The approaches that I have found the most fruitful in that regard are those of Anthony Thiselton, N.T. Wright, Kevin Vanhoozer, and especially Scot McKnight. I should also acknowledge the works of Markus Bockmuehl and Francis Watson who have shown the advantages of maintaining an ecclesial reading of Scripture in tandem with historical-critical investigation. For those of us who have no interest in or see no purpose for undertaking a Eco-Eskimo-Evangelical reading of Codex Vaticanus, biblical criticism will always have an important place, and Barton’s nuancing and defence of the discipline is welcomed. However, it will take much more than that for biblical criticism to survive the postmodernist onslaught and further modification is required if the discipline is to take serious the postmodernist objections. What is more, while Barton certainly takes the Bible seriously as an ancient text, I remain unsure whether he does justice to it as Scripture or as the principle artifact of the church’s testimony about God. In order to do so, scholars like Barton need to raise the Barr to a whole new level!

Fonte: Michael F. Bird – Euangelion: September 30, 2007

Livro de Graciela Gestoso Singer online

The Centro de Estudios de Historia del Antiguo Oriente (CEHAO), Argentine Catholic University, is pleased to announce the publication of Volume 2 of its electronic Monograph Series.

Livro disponível online em pdf.

SINGER, G. G. El Intercambio de Bienes entre Egipto y Asia Anterior: Desde el reinado de Tuthmosis III hasta el de Akhenaton. Buenos Aires: CEHAO, Universidad Católica Argentina, 2007, 244 p. – ISBN 9789872060633.

Sobre Graciela Gestoso Singer.

Já tive a oportunidade de trocar alguns e-mails com Graciela Gestoso Singer. É uma pessoa extraordinária!

Congresso Internacional de Assiriologia de 2008

O Quinquagésimo Quarto Congresso Internacional de Assiriologia será realizado em Würzburg, Alemanha, de 21 a 25 de julho de 2008. O tema: Organization, Representation and Symbols of Power in the Ancient Near East.

Veja o programa, os participantes, as palestras na página do Congresso (em alemão, inglês e francês), que diz:

We are honored to invite you to Würzburg for the 54e Rencontre Assyriologique Internationale. The convention will take place July 21-25, 2008, in the facilities of the University of Würzburg. The Department for Ancient Near Eastern Studies of the Julius-Maximilians-Universität Würzburg is responsible for the coordination.

Aproveite e visite a Homepage do Rencontre Assyriologique InternationaleCongresso Internacional de Assiriologia -, que lista os congressos já realizados e futuros.

Francisco, o santo

Hoje, 4 de outubro: Francisco. O santo.

“Francisco, um santo, mas também um homem com debilidades”, constata Chiara Frugoni, historiadora italiana e uma das maiores especialistas na vida de Francisco de Assis, cuja festa se celebra nesta semana, no dia 4 de outubro.

Leonardo Boff, autor do clássico São Francisco de Assis. Ternura e vigor, comenta as muitas facetas do santo, e constata que ele “representa um dos arquétipos da plena realização humana”. Segundo ele, Francisco é “a referência de um cristianismo despojado, alegre, reconciliado com as sombras e confraternizado com todos os seres”. E, de modo pertinente, atesta: “Enquanto nós somos velhos, ele é novo, mesmo tendo vivido mais de 800 anos antes de nós”.

Aldir Crocoli, frei capuchinho, professor na Escola de Teologia e Espiritualidade Franciscana – ESTEF -, de Porto Alegre, explica a luminosa espiritualidade de Clara de Assis, na longa e exaustiva entrevista sobre a vida de Francisco e Clara. Já o historiador italiano Grado Giovanni Merlo aponta Francisco como um santo de “tipo novo” e busca separar o homem Francisco de Assis daquele santo “descontextualizado, desvirilizado e projetado no universo do imaginário individual e coletivo” que temos hoje. O tema de capa culmina com uma entrevista com o José Alamiro Andrade Silva, frei franciscano, analisando a originalidade do santo de Assis (do editorial).

Na IHU Online, edição 238 – 01/10/2007.