Selo, sinete, bula: usos e significados

O que dizem os dicionários? Consultando o Aurélio e o Houaiss

Selo
Vem do latim sigillum, i “marca pequena”

1. Peça, geralmente metálica, na qual se gravaram armas, divisa ou assinaturas, e que se usa para imprimir sobre certos papéis, com o fim de validá-los ou autenticá-los.

2. Carimbo, sinete, chancela

3. Marca estampada por carimbo, sinete, chancela ou máquina de franquear; estampilha

Sinete
Vem do francês signet “sinete, selo”

1. Utensílio gravado em alto ou baixo-relevo, utilizado para imprimir no papel, no lacre etc, assinatura, monograma, brasão etc, de uma instituição ou pessoa

2. A própria gravação de tal marca; chancela

3. Carimbo

4. Marca, sinal

5. Timbre

Bula
Vem do latim bulla,ae “bolha, sinete, selo”

Selo ou sinete que se prendia a um documento atestando-lhe a autenticidade

Algumas imagens

Imagens de selos e bulas do Antigo Oriente Médio

Imagens de selos cilíndricos do Antigo Oriente Médio

Selos no Antigo Oriente Médio

Diferentes tipos de selo eram usados no Antigo Oriente Médio. Feitos de materiais duráveis, como pedras semipreciosas, eram pequenos, medindo poucos centímetros. Entalhados com gravuras e/ou escrita eles produziam uma imagem reversa quando prensados sobre placas de argila ou outro material macio. O resultado era a bula, ou marca estampada pelo selo. Eram usados como uma assinatura, serviam para fechar, marcar, autenticar objetos ou documentos. Muitos selos eram presos ao corpo do proprietário por um cordão ou gravados em um anel.

Os selos cilíndricos com figuras eram típicos da Mesopotâmia. Imprimiam a figura quando rolados sobre um material macio. Os selos de estampa em forma de escaravelho são característicos do Egito. Israel usava selos de estampa com figuras ou escrita ou com figura e escrita.

A escrita, com frequência, traz o nome do proprietário do selo seguido pelo nome do pai (Pertencente a fulano, [filho de] sicrano). Mencionar o nome do pai ajudava a identificar o proprietário. Ou traz o ofício do proprietário, especialmente no caso de altos funcionários da corte (Pertencente a fulano, servo de sicrano).

Centenas de selos foram encontrados em Israel. São, em sua maioria, dos séculos VIII a VI a.C. Poucos são de época exílica e pós-exílica. Muitos dos nomes próprios são conhecidos através da Bíblia, mas há uma quantidade significativa de novos nomes. Isto faz dos selos a mais importante fonte extrabíblica para o conhecimento de nomes de pessoas da época monárquica em Israel.

A Bíblia menciona os selos vez ou outra, como em Ex 28,11 (Como faz quem trabalha a pedra para a incisão de um selo), Eclo 45,11 (Pedras preciosas gravadas em forma de selo), Jó 38,14 (Transforma-se como argila debaixo do sinete), Gn 38,18 (Ele perguntou: “Que penhor te darei?” E ela respondeu: “O teu selo, com teu cordão e o cajado que seguras.” Ele lhos deu e foi com ela, que dele concebeu), Ct 8,6 (Coloca-me, como sinete sobre teu coração, como sinete em teu braço. Pois o amor é forte, é como a morte…), Jr 32,9-15 (v. 10: Redigi, então, o contrato e o selei…; v. 14: Toma esses documentos, esse contrato de compra, o exemplar selado e a cópia aberta, e coloca-os em um vaso de argila para que se conservem por muito tempo), Ag 2,23 (e farei de ti como um sinete) etc.

Bibliografia recomendada

AVIGAD, N. Corpus of West Semitic Stamp Seals. Revised and completed by Benjamin Sass. Jerusalem: Israel Academy of Sciences and Humanities, 1997, 640 p. + 1217 figuras – ISBN 9789652081384.

ROLLSTON, C. Seals and Scarabs. The New Interpreters Dictionary of the Bible. Volume 5. Nashville: Abingdon Press, 2009, p. 141-146. Disponível online.

SEEVERS, B. ; KORHONEN, R. Seals in Ancient Israel and the Near East: Their Manufacture, Use, and Apparent Paradox of Pagan Symbolism. NEASB 61, 2016, p. 1-17. Disponível online.

CDLI:wiki [recurso online]:
Seals and sealings in the ancient Near East
Major collections of seals
Resources for seals and sealings

A virada profética de Francisco

XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo

 
XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo

Data: 21 a 24 de maio de 2018

Local: Teatro Unisinos – Campus Porto Alegre

De onde vem o fascínio de intelectuais pela figura de Francisco, que não se coloca como um nobre líder internacional, ao contrário, parece até tentar se afastar dessa ideia, buscando sempre um contato mais direto com as pessoas? Em grande parte, esse fascínio é baseado em ações como, por exemplo, a busca de Francisco pelo diálogo inter-religioso, a defesa que faz da importância do acolhimento ao imigrante e o combate feroz ao estilo de vida que tem no consumo seu alicerce. Posicionamentos que provocam inquietações que ecoam dentro e fora dos muros vaticanos.

No turbilhão dos dias correntes, a liderança política de Bergoglio não aparece como salvacionista, mas como alguém atento aos dilemas contemporâneos. Ele coloca a Igreja e os dilemas do mundo de hoje no mesmo cenário, fustigando um debate acerca dos desafios contemporâneos, sem se fechar no mundo eclesial, mas olhando para fora e propondo uma visão social, econômica, (geo)política, ecológica, cultural e teológica que não encontra eco nas formas hegemônicas de financeirização da vida e da natureza.

Talvez, olhar com mais atenção à figura do papa Francisco possa nos ajudar a pensar nossos desafios de forma transdisciplinar. É com o intuito de promover esse movimento que o Instituto Humanitas Unisinos – IHU promove, entre os dias 21 e 24 de maio, na Unisinos Porto Alegre, o XVIII Simpósio Internacional IHU – A Virada Profética de Francisco. Possibilidades e limites para o futuro da Igreja no mundo contemporâneo.

O XVIII Simpósio Internacional IHU é destinado tanto à comunidade acadêmica como ao público em geral. Ao todo, serão 32 convidados, divididos em palestras e minicursos. As inscrições podem ser feitas através do site (Trechos de O estilo Francisco: uma inspiração para o nosso tempo – Por João Vitor Santos – IHU: 28 Fevereiro 2018).

Conferencistas

Prof. Dr. Alex Villas Boas – PUCPR
Prof. Dr. Andrea Grillo – Pontifício Ateneu Sant’Anselmo – Itália
Dr. Austen Ivereigh – Catholic Voices – Londres
Profa. Dra. Bárbara Pataro Bucker – PUC-Rio
Dra. Carmem Lussi – CSEM – Brasília
Profa. Dra. Carmen Oliveira – Fiocruz
Prof. Dr. Cesar Kuzma – PUC-Rio
Profa. Dra. Emilce Cuda – UCA – Argentina
Prof. Dr. Fernando Altemeyer Junior – PUC-SP
Dom Francisco de Assis da Silva – IEAB
Prof. Dr. Geraldo Luiz De Mori – FAJE
Prof. Dr. Hilário Henrique Dick – Unisinos
Prof. Dr. Ivanir Rampon – Itepa Faculdades
Bel. Ivo Poletto – FMCJS – Brasília
Prof. Dr. Jesus Hortal – PUC-Rio
MS Jonas Jorge da Silva – CEPAT
Prof. Dr. José Roque Junges – Unisinos
Prof. Dr. Juan Carlos Scannone – Argentina
Prof. Dr. Leomar Antônio Brustolin – PUCRS
Prof. Dr. Luís Corrêa Lima – PUC-Rio
Prof. Dr. Luiz Gonzaga Belluzzo – FACAMP
Prof. Esp. Márcio Pimentel – FAJE
Profa. Dra. Mary Hunt – WATER – EUA
Prof. Dr. Massimo Borghesi – Università di Perugia – Itália
Prof. Dr. Massimo Faggioli – Villanova University – EUA
Prof. Dr. Maurício Perondi – PUCRS
Dr. Moisés Sbardelotto
MS Patrícia Machado Vieira – PUCRS
Prof. Dr. Paulo Suess – CIMI
Bel. Romi Márcia Bencke – IECLB/CONIC
MS Rubens Nunes da Mota – ORCap – Goiânia
Prof. Dr. Todd A. Salzman – Creighton University – EUA