Prêmio Internacional Carlo Maria Martini

Carlo Maria Martini International Award

Premio istituito dalla diocesi in ricordo dell’Arcivescovo scomparso. Vi possono concorrere italiani o stranieri autori di opere sulla figura e il pensiero di Martini o sul rapporto tra Bibbia e cultura.

In ricordo del cardinale Carlo Maria Martini (15 febbraio 1927 – 31 agosto 2012) e per proseguire nella scia del suo insegnamento, l’Arcidiocesi di Milano, della quale egli fu Arcivescovo dal 1980 al 2002, promuove un Premio internazionale a lui intitolato.

I temi
Il premio, articolato in due sezioni, sarà assegnato a scritti e/o iniziative che contribuiscano:
1) allo studio e alla conoscenza del pensiero e della figura del cardinale Carlo Maria Martini
2) oppure allo sviluppo del fecondo rapporto tra Bibbia e cultura nei suo vari ambiti: arte, letteratura, filosofia, scienza, economia, politica, religioni, spettacolo, ecc.

In memory of Cardinal Carlo Maria Martini (15/2/1927 – 31/8/2012) and to continue in the wake of his teaching, the Archdiocese of Milan, of which he was Archbishop from 1980 to 2002, is promoting an International award named after him.

Subjects
The award, divided into two categories, will be assigned to written work and/or projects which contribute to:
1) the study and knowledge of the thoughts and person of Cardinal Carlo Maria Martini
2) or, the development of the fruitful relationship between the Bible and culture in its various forms: art, literature, philosophy, science, economics, politics, religions, the performing arts, etc.

Dilma na ONU

Dilma critica EUA e propõe governança global para internet – Najla Passos: Carta Maior 24/09/2013

A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. “Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo entre nações amigas”, afirmou perante os líderes de países que compõem o organismo internacional.

Dilma Rousseff lembrou que as recentes revelações sobre as atividades de espionagem da Agência de Segurança Norte-americana (NSA) provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial, e em especial no Brasil, em que cidadãos, empresas, representações diplomáticas e até a própria Presidência da República foram alvos da interceptação ilegal de dados.

“Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país”, ressaltou a presidenta.

Ela sustentou também que, apesar das tentativas bilaterais do governo brasileiro para solucionar o impasse, o governo dos Estados Unidos não apresentou respostas satisfatórias. “Não se sustentam os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo (…) Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do direito internacional”, argumentou.

A presidenta disse que o Brasil redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da intercepção ilegal de comunicações e dados. Mas defendeu que o problema transcende o relacionamento bilateral Brasil – Estados Unidos, já afeta toda a comunidade internacional e, por isso, precisa ser resolvido no âmbito da ONU. “Esse é o momento para criarmos as condições para evitarmos que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestruturas de outros países”, defendeu.

Ao defender que a ONU atue para regular a rede mundial de computadores, Dilma afirmou que apresentará propostas concretas para o estabelecimento de marco civil multilateral para governança e uso da internet, além de medidas que garantam proteção para os dados que nela trafega. Segundo ela, as propostas contemplam cinco eixos, que tem como base principal o princípio da neutralidade da rede, ou seja, que o tráfego de dados não possa ser afetado por interesses políticos,econômicos religiosos ou quaisquer outros que não sejam de caráter técnico ou ético.

Os demais eixos incluem a garantia de princípios fundamentais, como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos; a governança democrática, multilateral e aberta, exercida com transparência: a universalidade que assegura desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias; e a diversidade cultural, sem imposição de crenças costumes e valores.

Para o jornal inglês The Guardian, o pronunciamento de Dilma foi um recado direto ao presidente Barack Obama, que aguardava nos bastidores para fazer seu discurso, e “representou o tratamento mais duro dado até agora por um chefe de Estado às revelações feitas pelo ex-terceirizado da NSA, Eduard Snowden” [Rousseff acquitted herself of the loudest, most public condemnation yet by a world leader of spying by the NSA, the GCHQ and associated intelligence services]. Obama não apareceu na plenária durante a fala da brasileira.

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