Francisco, Leonardo Boff e a TdL

A Teologia da Libertação e o novo pontífice. O outro Papa, o outro Boff…
Em torno à visita do Papa Francisco ao Brasil, nos últimos dias de julho, o teólogo brasileiro da libertação e da ecologia, Leonardo Boff, não poupou elogios para o novo Bispo de Roma, a quem considera um homem “livre de espírito”; o compara, em certas virtudes, ao próprio Francisco de Assis e o reivindica por seu “esplêndido resgate da razão cordial”. Para Boff, o chefe vaticano é “uma figura fascinante que chega ao coração dos cristãos e de outras pessoas”.

La Teología de la Liberación y el nuevo pontífice: El otro papa, el otro Boff…
En torno a la visita del Papa Francisco a Brasil en los últimos días de julio el teólogo brasileño de la liberación y de la ecología Leonardo Boff no escatimó sus elogios hacia el nuevo Obispo de Roma. A quien considera un hombre “libre de espíritu”; le emparenta en ciertas virtudes al mismo Francisco de Asís y lo reivindica por su “espléndido rescate de la razón cordial”. Para Boff, el jefe vaticano es “una figura fascinante que llega al corazón de los cristianos y de otras personas”.

Artigo de Sergio Ferrari, em Adital e Other News: 09/08/2013.

Projeto Brasil Nunca Mais está na Internet

O Projeto Brasil Nunca Mais Digit@l, disponibiliza na Internet, desde 09/08/2013, documentos relacionados às prisões políticas durante o regime militar brasileiro.

O projeto Brasil: Nunca Mais – BNM foi desenvolvido pelo Conselho Mundial de Igrejas e pela Arquidiocese de São Paulo nos anos oitenta, sob a coordenação do Rev. Jaime Wright e de Dom Paulo Evaristo Arns.

Brasil: Nunca MaisO BNM teve três principais objetivos: evitar que os processos judiciais por crimes políticos fossem destruídos com o fim da ditadura militar, tal como ocorreu ao final do Estado Novo; obter e divulgar informações sobre torturas praticadas pela repressão política; e estimular a educação em direitos humanos.

A partir do exame de cerca de 850 mil páginas de processos judiciais movidos contra presos políticos, foram publicados relatórios e um livro de igual nome (Editora Vozes, redigido por Frei Betto e Ricardo Kotscho) retratando as torturas e outras graves violações a direitos humanos durante a ditadura militar brasileira.

As principais informações foram obtidas a partir dos depoimentos prestados pelos réus no âmbito dos tribunais militares. Com efeito, quando interrogados em juízo, diversos acusados denunciaram e detalharam as práticas de violência física e moral que sofreram ou presenciaram enquanto presos.

Essa, aliás, é uma das ideias geniais do BNM: o uso de documentos oficiais do próprio Estado para comprovar a prática reiterada e institucionalizada da tortura como ferramenta de investigação e repressão durante a ditadura.