Geografia do ANE com o Google Earth

Leia o post de Mark Vitalis Hoffman, publicado hoje, 30/09/2013, em seu Biblical Studies and Technological Tools:

Google Earth Exercise for Biblical Geography

Ele começa dizendo:
In the previous post, I provided an exercise for learning how to use Google Maps in the service of biblical geography. I’ve now prepared another exercise for learning how to use Google Earth. Google Maps has incorporated some features of Google Earth and vice versa, but there are features in Earth that remain unique and particularly helpful for biblical studies.

Marco Civil da Internet

Dilma e o Marco Civil ganham apoio de entidades e pessoas de todo o mundo –  Antonio Arles:  Arlesophia 30/09/2013

“Entidades como a Anistia Internacional, a Electronic Frontier Foundation, a Associação Software Livre e mais 58 entidades endossaram o discurso da Presidenta Dilma na abertura da Assembleia Geral da ONU, a atitude do Brasil frente à espionagem promovida pelos EUA, os princípios defendidos pela Presidenta para a governança da Internet e a aprovação do Marco Civil da Internet. O endosso dessas entidades, que são conhecidas por sua luta por uma Internet livre, só reforça a a importância do Marco Civil original para a manutenção da liberdade na Internet brasileira. Portanto, se você ainda tinha dúvidas sobre a necessidade de sua aprovação ou caiu em campanhas que apostam na desinformação para falar que o Marco Civil é de alguma forma uma tentativa de restrição de liberdades na Rede, tem agora mais um forte argumento para mudar de opinião e apoiar o Marco Civil. A carta ainda pode ser assinada, individualmente ou por organizações, neste endereço…”

Leia o texto. Que está também aqui.

Leia Mais:
Os bastidores do discurso de Dilma na ONU
Dilma na ONU

Mídia quer fazer justiça com as próprias manchetes

Celso de Mello x mídia: ressaca de um julgamento político – Saul Leblon: Carta Maior 30/09/2013

“Num julgamento marcado por uma catarse midiática, um voto técnico ancorado no Direito e na jurisprudência – como deveria ter sido todo o julgamento – acabou parecendo insólito.’Nunca a mídia foi tão ostensiva para subjugar um juiz‘, disse à jornalista Mônica Bergamo, da Folha, classificando como ‘inaceitável’ uma intrusão capaz de colocar em risco as ‘liberdades individuais’ garantidas pela Constituição. ‘Eu honestamente, em 45 anos de atuação na área jurídica, como membro do Ministério Público e juiz do STF, nunca presenciei um comportamento tão ostensivo dos meios de comunicação sociais buscando, na verdade, pressionar e, virtualmente, subjugar a consciência de um juiz’, reiterou Celso de Mello. ‘Há alguns que ainda insistem em dizer que não fui exposto a uma brutal pressão midiática. Basta ler, no entanto, os artigos e editoriais publicados em diversos meios de comunicação social (os ‘mass media’) para se concluir diversamente!’, rebateu Celso de Mello enfático. Tem razão o decano. Basta ler um acervo [citado no final do artigo] de colunas, artigos e reportagens publicados nesse período e coligidos por Caio Hornstein”.

Leia o artigo.

Leia Mais:
Uma capa de Veja no caminho de Celso de Mello

Resenhas na RBL – 27.09.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

John J. Collins
Joel, Obadiah, Haggai, Zechariah, Malachi
Reviewed by Bradford A. Anderson

Avraham Faust
The Archaeology of Israelite Society in Iron Age II
Reviewed by Aren M. Maeir

Sidney Greidanus
Preaching Christ from Daniel: Foundations for Expository Sermons
Reviewed by Jordan M. Scheetz

Vahan S. Hovhanessian, ed.
The Canon of the Bible and the Apocrypha in the Churches of the East
Reviewed by Lee Martin McDonald

Aaron W. Hughes
Abrahamic Religions: On the Uses and Abuses of History
Reviewed by Walter Brueggemann

Gary A. Long
Grammatical Concepts 101 for Biblical Hebrew
Reviewed by Perry J. Oakes

Kenton L. Sparks
Sacred Word, Broken Word: Biblical Authority and the Dark Side of Scripture
Reviewed by Hector Avalos
Reviewed by Joel Stephen Williams

Chad S. Spigel
Ancient Synagogue Seating Capacities: Methodology, Analysis and Limits
Reviewed by Joshua Schwartz

Roger Stronstad
The Charismatic Theology of St. Luke: Trajectories from the Old Testament to Luke-Acts
Reviewed by Richard I. Pervo

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Resenhas na RBL – 20.09.2013

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Yairah Amit
In Praise of Editing in the Hebrew Bible: Collected Essays in Retrospect
Reviewed by Richard G. Smith

Athalya Brenner and Gale A. Yee, eds.
Exodus and Deuteronomy
Reviewed by Susanne Scholz

Rahel Halabé
Hinneh: Biblical Hebrew the Practical Way
Reviewed by John Engle

Isaac Kalimi
New Perspectives on Ezra-Nehemiah: History and Historiography, Text, Literature, and Interpretation
Reviewed by Andrew E. Steinmann

Nathan MacDonald, Mark W. Elliott, and Grant Macaskill, eds.
Genesis and Christian Theology
Reviewed by Christopher B. Ansberry

B. H. McLean
New Testament Greek: An Introduction
Reviewed by Daniel L. Smith

Aliou Cissé Niang and Carolyn Osiek, eds.
Text, Image, and Christians in the Graeco-Roman World: A Festschrift in Honor of David Lee Balch
Reviewed by Lee Jefferson

Wilhelm Pratscher, ed.
The Apostolic Fathers: An Introduction
Reviewed by Hennie Stander

J. Paul Sampley and Peter Lampe, eds.
Paul and Rhetoric
Reviewed by Douglas Estes

Johanna W. H. van Wijk-Bos
Reading Samuel: A Literary and Theological Commentary
Reviewed by Klaus-Peter Adam

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Os bastidores do discurso de Dilma na ONU

Como a sociedade civil participou da construção do discurso na ONU. E mais: quem ameaça, no Brasil, a liberdade na Internet, que a presidenta defendeu?

Bastidores: assim Dilma foi à luta – Antonio Martins: Outras Palavras, em CartaCapital: 25/09/2013

Por volta das 18h30, a presidente Dilma retirou-se da reunião. Tinha agendada, com Barack Obama, a conversa em que consolidaria a decisão de cancelar sua visita a Washington. No Palácio do Planalto, o encontro prosseguiu. Era 16 de setembro [de 2013], uma segunda-feira. De um lado, estavam representantes do Comitê Gestor da Internet (CGI) – o grupo instituído, em 1995, para que a sociedade civil participe da formulação de estratégias para o futuro da rede, no Brasil. De outro, a chefe do governo e sete ministros – da Justiça, Defesa, Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia, Casa Civil, Planejamento, e Comunicações. Até o momento de sair, Dilma participara intensamente do diálogo. Dele recolheu alguns dos elementos centrais para a fala que fez na manhã desta terça-feira, ao abrir a Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Assumiu, em contrapartida, um compromisso interno: brigar pela “neutralidade na rede”, o principal ponto polêmico do chamado Marco Civil – projeto de lei que estabelece direitos e liberdades para os usuários da internet. Revelou, porém, um temor: receber do Legislativo um texto que não contemple tal princípio.

O encontro se deu no contexto de uma posição mais firme do governo em relação à aprovação do Marco Civil da Internet. Integrante do CGI e participante da reunião, a advogada do IDEC, Veridiana Alimonti, explica: “Diante das denúncias de espionagem norte-americana, o comitê buscou abrir diálogo com a presidente e se colocar à disposição. O interesse recíproco dela produziu a aproximação”. O movimento concretizou-se em dois atos. Em 11 de setembro, três dias após o jornalista Glenn Greenwald revelar a espionagem da NSA contra a Petrobras, a presidente pediu formalmente ao Congresso urgência para a votação do Projeto de Lei (PL) 2126/11, nome oficial do Marco Civil. Cinco dias mais tarde, chamou o CGI para o diálogo.

“A presidente mostrou-se preocupada”, relata Veridiana. Anunciou que condenaria a espionagem, e defenderia a liberdade de expressão e a privacidade na internet em seu discurso na ONU. Mostrou-se interessada em discutir o sistema global de governança na rede. Pediu subsídios para sua fala em Nova York. Foi correspondida. Os membros do CGI sugeriram-lhe o exame do Decálogo de Princípios para a Internet no Brasil, que formularam em 2009. Basta ler o discurso feito pela presidente nesta terça-feira (…) para constatar a enorme identidade entre as duas peças.

Em outro momento do encontro, os integrantes do CGI relataram à presidente as resistências do Congresso diante de duas regras essenciais previstas no Marco Civil: neutralidade na rede e liberdade de expressão dos usuários…

Leia o texto completo.

Prêmio Internacional Carlo Maria Martini

Carlo Maria Martini International Award

Premio istituito dalla diocesi in ricordo dell’Arcivescovo scomparso. Vi possono concorrere italiani o stranieri autori di opere sulla figura e il pensiero di Martini o sul rapporto tra Bibbia e cultura.

In ricordo del cardinale Carlo Maria Martini (15 febbraio 1927 – 31 agosto 2012) e per proseguire nella scia del suo insegnamento, l’Arcidiocesi di Milano, della quale egli fu Arcivescovo dal 1980 al 2002, promuove un Premio internazionale a lui intitolato.

I temi
Il premio, articolato in due sezioni, sarà assegnato a scritti e/o iniziative che contribuiscano:
1) allo studio e alla conoscenza del pensiero e della figura del cardinale Carlo Maria Martini
2) oppure allo sviluppo del fecondo rapporto tra Bibbia e cultura nei suo vari ambiti: arte, letteratura, filosofia, scienza, economia, politica, religioni, spettacolo, ecc.

In memory of Cardinal Carlo Maria Martini (15/2/1927 – 31/8/2012) and to continue in the wake of his teaching, the Archdiocese of Milan, of which he was Archbishop from 1980 to 2002, is promoting an International award named after him.

Subjects
The award, divided into two categories, will be assigned to written work and/or projects which contribute to:
1) the study and knowledge of the thoughts and person of Cardinal Carlo Maria Martini
2) or, the development of the fruitful relationship between the Bible and culture in its various forms: art, literature, philosophy, science, economics, politics, religions, the performing arts, etc.

Dilma na ONU

Dilma critica EUA e propõe governança global para internet – Najla Passos: Carta Maior 24/09/2013

A presidenta Dilma Rousseff condenou a espionagem norte-americana e propôs uma governança global para a internet, durante seu discurso na abertura da 68ª Assembleia da ONU, nesta terça (24), em Nova York, conforme previsto. O surpreendente foi a forma incisiva como o fez. “Imiscuir-se dessa forma na vida de outros países fere o direito internacional e afronta os princípios que devem reger as relações entre eles, sobretudo entre nações amigas”, afirmou perante os líderes de países que compõem o organismo internacional.

Dilma Rousseff lembrou que as recentes revelações sobre as atividades de espionagem da Agência de Segurança Norte-americana (NSA) provocaram indignação e repúdio em amplos setores da opinião pública mundial, e em especial no Brasil, em que cidadãos, empresas, representações diplomáticas e até a própria Presidência da República foram alvos da interceptação ilegal de dados.

“Jamais pode uma soberania firmar-se em detrimento de outra soberania. Jamais pode o direito à segurança de um país ser garantido mediante a violação de direitos humanos e civis fundamentais dos cidadãos de outro país”, ressaltou a presidenta.

Ela sustentou também que, apesar das tentativas bilaterais do governo brasileiro para solucionar o impasse, o governo dos Estados Unidos não apresentou respostas satisfatórias. “Não se sustentam os argumentos de que a interceptação ilegal de informações e dados destina-se a proteger as nações contra o terrorismo (…) Somos um país democrático, cercado de países democráticos, pacíficos e respeitosos do direito internacional”, argumentou.

A presidenta disse que o Brasil redobrará os esforços para dotar-se de legislação, tecnologias e mecanismos que nos protejam da intercepção ilegal de comunicações e dados. Mas defendeu que o problema transcende o relacionamento bilateral Brasil – Estados Unidos, já afeta toda a comunidade internacional e, por isso, precisa ser resolvido no âmbito da ONU. “Esse é o momento para criarmos as condições para evitarmos que o espaço cibernético seja instrumentalizado como arma de guerra, por meio da espionagem da sabotagem, dos ataques contra sistemas e infraestruturas de outros países”, defendeu.

Ao defender que a ONU atue para regular a rede mundial de computadores, Dilma afirmou que apresentará propostas concretas para o estabelecimento de marco civil multilateral para governança e uso da internet, além de medidas que garantam proteção para os dados que nela trafega. Segundo ela, as propostas contemplam cinco eixos, que tem como base principal o princípio da neutralidade da rede, ou seja, que o tráfego de dados não possa ser afetado por interesses políticos,econômicos religiosos ou quaisquer outros que não sejam de caráter técnico ou ético.

Os demais eixos incluem a garantia de princípios fundamentais, como a liberdade de expressão, a privacidade do indivíduo e respeito aos direitos humanos; a governança democrática, multilateral e aberta, exercida com transparência: a universalidade que assegura desenvolvimento social e humano e a construção de sociedades inclusivas e não discriminatórias; e a diversidade cultural, sem imposição de crenças costumes e valores.

Para o jornal inglês The Guardian, o pronunciamento de Dilma foi um recado direto ao presidente Barack Obama, que aguardava nos bastidores para fazer seu discurso, e “representou o tratamento mais duro dado até agora por um chefe de Estado às revelações feitas pelo ex-terceirizado da NSA, Eduard Snowden” [Rousseff acquitted herself of the loudest, most public condemnation yet by a world leader of spying by the NSA, the GCHQ and associated intelligence services]. Obama não apareceu na plenária durante a fala da brasileira.

Leia Mais:
Vigilância digital
‘Uma soberania jamais pode se firmar em detrimento de outra’, diz Dilma sobre espionagem
Dilma diz na ONU que espionagem fere soberania e direito internacional (veja vídeo do discurso)
De Dilma para Barack Obama: No, thanks!

Sobre a entrevista de Francisco a Spadaro

Recomendo a leitura da entrevista de Francisco a Spadaro.

E, em seguida:

:: Sinodalidad y discernimiento, claves de lectura de la histórica entrevista papal – Religión Digital: José María Castillo y Juan Masiá 21/09/2013

:: O jesuíta e a conversa. Entrevista com Antonio Spadaro – Gian Guido Vecchi: Corriere della Sera – 20/09/2013. Em Notícias: IHU On-Line 21/09/2013

:: A entrevista com o papa “doce, doce…”, a exemplo de Pedro Fabro –  Marco Politi: Il Fatto Quotidiano –  20/09/2013. Em Notícias: IHU On-Line 21/09/2013

:: Papa Francisco busca o fim da retórica de confronto – Reinaldo José Lopes: Folha de S. Paulo – 20/09/2013

:: Papa sugere nova linha da Igreja para aborto, gays e contracepção – Philip Pullella: Valor 20/09/2013

:: A Jesuit reflects on the Jesuit pope’s interview by Jesuits – Thomas Reese: National Catholic Reporter –  Sep. 19, 2013

:: Dos preceitos e das condenações à salvação e à misericórdia. A entrevista do Papa Francisco – Andrea Tornielli: Vatican Insider – 19/09/2013. Em Notícias: IHU On-Line 21/09/2013

Jerusalém: por National Geographic

‘Jerusalem’ IMAX Movie By National Geographic Is Just Stunning (exclusive photos) (video) – Huffington Post: September 17, 2013

Jerusalem is one of the world’s most important cities, held sacred by three religious traditions, and it’s now possible to virtually visit its holy places in an unprecedented way thanks to the vision and daring of the team behind Jerusalem, a new giant screen film presented by National Geographic Entertainment. Producers Taran Davies, George Duffield, and Daniel Ferguson faced huge challenges to gain access to sacred spaces as well as the airspace above the holy city, which is usually a no-fly zone. They stated in a press release, “Our goal is to look at the roots of the universal attachment to Jerusalem: Jewish, Christian and Muslim. We hope the juxtaposition of these different religions and cultures — all with profound spiritual and historical connections to the city — will reveal how much Jews, Christians and Muslims have in common and inspire all of us to better understand each other.” But how to tell the story of Jerusalem without just focusing on politics? Enter three teenage girls from each faith: Farah Ammouri, a Muslim, Nadia Tadros, from a Greek Orthodox and Catholic family, and Revital Zacharie, a Jew. 

Pela beleza das fotos, vale a visita.