O caso Felipe Aquino

Dogmáticos X Teologia da Libertação – Claudemiro Godoy do Nascimento – Memória e Caminhada: 10/04/2007

CARTA DE DOM PEDRO CASALDÁLIGA

A VERDADE, PILATOS, É…
Em fraterna comunhão total com Jon Sobrino,
teólogo do Deus dos pobres,
companheiro fiel de Jesus de Nazaré,
testemunha dos nossos mártires.

Que é a verdade? Quem tem a verdade? Qual é a política verdadeira? Qual é a verdadeira religião? Essas perguntas, com tom diverso e às vezes provocando desconcerto e indignação, são perguntas universais e de cada dia e não as podemos ignorar, nem na política, nem na religião. A globalização, se por um lado nos amarra ao lucro desalmado, por outro lado nos proporciona espaços novos de diálogo e convivência, na verdade compartilhada.

Nossa Agenda Latinoamericana Mundial, nestes anos de 2007 e 2008, pergunta pela verdadeira democracia e denuncia a falsa política. Em 2007, “Exigimos e fazemos outra democracia”; e, em 2008, “A política morreu, viva a política”.

Aqui, em Nossa América, no meio de ambigüidades, crispações e desencantos, está-se dando uma virada para a esquerda. Mas, em congressos e publicações, estão-se fazendo as perguntas inevitáveis: O que é a esquerda, o que é a democracia, qual é a verdadeira política, qual é a verdadeira religião, qual é a verdadeira igreja?

Não tem dúvida que caminhamos, apesar das dramáticas estatísticas que o PNUD e outras instituições de opinião nos dão. São 834 milhões de pessoas as que passam fome no mundo e cada ano são 4 milhões mais. Um 40% da população mundial vive na pobreza extrema. Na América Latina são uns 205 milhões de pessoas na pobreza. Na África Sub-saariana são 47 milhões. O economista Luís de Sebastián recorda que “África é pecado de Europa”, a maior dívida atual da Humanidade. O mundo gasta anualmente um trilhão de dólares em armas, quantidade 15 vezes superior à quantidade destinada à ajuda internacional… A desigualdade em nossa aldeia global é uma verdadeira blasfêmia contra a fraternidade universal. Um exemplo: a renda anual das pessoas mais ricas (em média) dos EE UU é de 118.000 dólares; e a renda anual das pessoas mais pobres (em média) de Serra Leoa é de 28 dólares.

Caminha o diálogo ecumênico e inter-religioso, mas ainda nas margens, minoritário ainda. O fenômeno grave e mundial da migração está exigindo respostas e decisões que afetam aos diferentes povos e culturas e religiões. De quem é a verdade? De quem não é?

A Igreja, a Igreja católica, celebra, em Aparecida, (Brasil), neste mês de maio, a V Conferência do Episcopado Latinoamericano e Caribenho. E já se têm levantado vozes, sinceras e dignas de toda participação, cobrando “o que não pode faltar em Aparecida”: a opção pelos pobres, o ecumenismo e o macroecumenismo, a vinculação de fé e política, o cuidado da natureza, a contestação profética ao capitalismo neoliberal, o direito dos povos indígenas e afroamericanos, o protagonismo do laicato, o reconhecimento efetivo da participação da mulher em todas as instancias eclesiais, a corresponsabilidade e a subsidiariedade de toda a Igreja, o estímulo às CEBs, a memória comprometedora dos nossos mártires, a inculturação sincera do Evangelho na teologia, na liturgia, na pastoral, no direito canônico. Em fim, a continuidade, atualizada, da nossa “irrenunciável tradição latinoamericana” que arranca, sobretudo, de Medellín.

O tema do V CELAM é: “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que n’Ele os nossos povos tenham vida. Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. (As discípulas e missionárias, não entrando no enunciado, esperamos que entrem nas decisões da Conferência…). O discipulado e a missão são a vivência concreta e apaixonada do seguimento de Jesus, “na procura do Reino”. O teólogo A. Brighenti assinala que o déficit eclesiológico do Documento de Participação se expressa, sobretudo, no eclipse do Reino de Deus, citado apenas duas vezes em todo o documento. Por que será que se tem tanto medo ao Reino de Deus, que foi a obsessão, a vida, a morte e a ressurreição de Jesus?

Nessa Conferência do CELAM não está tudo tranqüilo. Com um gesto mais do que suspeito, agora, nas vésperas da Conferência, estourou o processo do nosso querido Jon Sobrino. Muito sintomático, porque um cardeal da Cúria romana já tinha declarado que antes de Aparecida estaria liquidada a Teologia da Libertação. Esse ilustre purpurado terá de reconhecer, imagino, que depois de Aparecida continuará vivo e ativo o Deus dos pobres, e continuará subversivo o Evangelho da libertação; e que infelizmente a fome, a guerra, a injustiça, a marginalização, a corrupção, a cobiça, continuarão a exigir da nossa Igreja o compromisso real ao serviço dos pobres de Deus.

Eu escrevi a Jon Sobrino, recordando-lhe que somos milhões os que o acompanhamos e é, sobretudo, Jesus de Nazaré quem o acompanha. Recordava a Jon aquela décima que escrevi a raiz do martírio de seus companheiros da UCA: “Ya sois la verdad en cruz / y la ciencia en profecía / y es total la compañía, / compañeros de Jesús”. Por tua santa culpa, dizia-lhe a Jon, muitos estamos ouvindo, transpassada de atualidade, a pergunta decisiva de Jesus: “E vocês, quem dizem que Eu sou?” Por que é ao verdadeiro Jesus a quem queremos seguir.

Com desdém prepotente Pilatos pergunta a Jesus o que é a verdade, mas não espera a resposta e o entrega à morte e se lava as mãos. Maxence van der Meersch responde a Pilatos e nos responde a todos: “A verdade, Pilatos, é estar do lado dos pobres”. A religião e a política têm de acolher essa resposta até as últimas conseqüências. Toda a vida de Jesus, aliás, é essa mesma resposta. A opção pelos pobres define toda política e toda religião. Antes era “fora da Igreja não há salvação”; depois, “fora do mundo não há salvação”. Jon Sobrino nos recorda, mais uma vez, que “fora dos pobres não há salvação”. João XXIII advogava por “uma Igreja dos pobres, para que fosse a Igreja de todos”. O certo é que os pobres definem, com sua vida proibida e com sua morte “antes de tempo”, a verdade ou a mentira de uma Sociedade, de uma Igreja. Diz nosso Jon Sobrino: “Quem não saiba explicitamente de Deus, já o terá encontrado se amou ao pobre”; e isso diz repetidamente o Evangelho na palavra e na vida de Jesus, em seu presépio e em seu calvário, nas bem-aventuranças, nas parábolas, no julgamento final…

Irmãos, irmãs, gente querida e tão próxima no mesmo desvelo e na mesma esperança, sigamos. Tentando “fazer a verdade no amor”, como pede o Novo Testamento, em comunhão fraterna e na práxis libertadora. “Com os Pobres da Terra”. Sendo “vidas pelo Reino da Vida”, como apregoávamos na Romaria dos Mártires da Caminhada.

Seja esta pequena circular um grande abraço de compromisso, de gratidão, de esperança invencível, Reino adentro.

Circular 2007
24 de março, Páscoa de São Romero

 

RESPOSTA DO SR. FELIPE AQUINO DA CANÇÃO NOVA

D. Pedro Casaldáliga,
lamento profundamente o seu artigo A VERDADE, PILATOS, É… onde o Sr. mostra que apesar de já advertido cordialmente pelo Vaticano continua incorrigível, envenenando o povo com a teologia da libertação, que aniquila a verdadeira fé, subverte a salvação soteriológica como disse o então Ratzinger.

Por que será que ele agora é Papa? Deixe-me dizer que é porque o Espírito Santo o escolheu através dos cardeais, de maneira tão rápida… Ou será que os cardeais para o Sr. também são fantoches?

Não, D. Casaldáliga, Cristo conduz a sua Igreja, ou será que não acreditas mais nisso? (Mt 28,20; Jo 16,12-13; 14, 15.16, favor conferir). Se não crês mais nisso, não deverias estar mais nessa Igreja, por coerência. “Quem vos ouve a mim ouve, quem vos rejeita a mim rejeita” (Lc 10,16).

Chega D. Casaldáliga de pessoas como o Sr., que mesmo como bispo emérito, carregado de anos, continua como Boff, Betto, Jon, etc. a discordar da Igreja, a criticar o Papa e tudo mais. Seria mais conveniente e coerente deixar o redil que o Papa conduz e não agitar mais este Rebanho que “o Senhor conquistou com o seu sangue” (At 20,28).

Sinceramente tenho que lhe dizer; o Sr. já agitou muito esta América Latina; por que não vai agora descansar na sua Espanha tão longe de Deus, tão atéia, tão descristianizada; Cristo agradeceria a sua volta para lá para reacender lá, na sua terra, o Cristianismo que agoniza. Tenha agora um pouco de amor a seu povo que agoniza na fé. Disso o Sr. nunca falou nada. Aprovar o aborto, a eutanásia , o casamento de homossexuais, a ordenação de mulheres, etc, para vocês da teologia da libertação não tem nada demais… que horror! É como se Cristo e o Espírito Santo tivessem enganado a Igreja durante 2000 anos.

Não espere não uma mudança do Papa bávaro, Ratzinger, o Espírito Santo o fez Papa para vencer o ateísmo e a ditadura do relativismo religioso e moral que a teologia da libertação encobre e aprova na surdina. Por favor, não descaracterize a viagem do nosso Pastor, do “Joseph de Deus” que vem a nós. Não jogue o povo de novo contra ele e contra a Igreja, mais uma vez como fez duramente com João Paulo II.

D. Casaldáliga, D. Paulo Arns já está descansando embora entre nós, também D. Luciano Mendes, D. Ivo, D. Hipólito…um a um dos que erraram o caminho, o Espírito Santo está retirando do palco. Me desculpe, diante do seu artigo, não pude me calar, para o bem da Igreja e dos seus filhos.

Prof. Felipe Aquino

 

CONTRA-RESPOSTA AO SR. FELIPE AQUINO POR CLAUDEMIRO NASCIMENTO

ANÁS OU CAIFÁS? NÃO IMPORTA… É FARISEU!

Relutei muito para escrever poucas palavras. Palavras que refletem minha indignação pedagógica como sempre, mas antes de tudo, trata-se de uma indignação evangélica, reinocêntrica. Há algum tempo estou vendo a execração pública daqueles e daquelas que defendem a Teologia da Libertação, bem como os que acreditam na opção preferencial pelos pobres e excluídos. Trata-se da mesma opção de Jesus. Todos sabem quem eram os amigos de Jesus, com quem Jesus andava e com quem se relacionava. Não preciso aqui citar textos do Evangelho para comprar este fato, está lá. Os leprosos, os doentes, os paralíticos, os cegos, os camponeses, as mulheres, os jovens, as prostitutas, entre outros, são todos e todas os preferidos de Deus. Ninguém poderá negar esta verdade histórica. Temo que tentem mudar as palavras do Evangelho daqui em diante, seria no mínimo compreensível em se tratando de tempos escuros que a Igreja de Roma vive.

No entanto, algo me perturba. As palavras contra Dom Pedro Casaldáliga proferidas por aquele que se diz professor, membro da comunidade Canção Nova, Felipe Aquino, foram deveras ofensivas contra um homem santo. Não falo da santidade canônica, mas da santidade de vida, do testemunho, do diálogo, do serviço, do anúncio do Evangelho e da denúncia profética contra as injustiças sociais, entre elas, o latifúndio e o desrespeito aos povos indígenas.

Ao mesmo tempo que me perturbou não assustou-me. Compreendi perfeitamente a nova tentativa de execração contra os bispos e com eles todo o Povo de Deus que construiu uma Igreja do Povo e como disse nosso querido João XXIII, a Igreja dos Pobres. Há tempos, o Anás-Caifás da Canção Nova vem tentando instigar uma guerra demoníaca contra Frei Betto, Leonardo Boff, Jon Sobriño, Carlos Mesters, Clodovis Boff e agora Dom Pedro Casaldáliga, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Luciano Mendes de Almeida, Dom Ivo e Dom Adriano Hipólito.

Por que tanto ódio? Por que tanta discórdia num coração que se apresenta ao público na televisão como se fosse O Teólogo, sendo que nem cursou uma disciplina sequer de Teologia? Por que a perseguição contra homens que doaram suas vidas pela causa de Jesus que, em muitos momentos, não é a mesma causa da Igreja de Roma? Considero preocupante o momento em que vivemos.

O fariseu que destilou tal inverdades considera a Teologia da Libertação um veneno. Pergunto: a serviço de quem está este Anás-Caifás? Sei que é a serviço daqueles mesmos que há 2000 anos mandaram prender e matar Jesus na cruz. Mas, hoje, quem são eles? Não tenho dúvidas que o fariseu de plantão se encontra a serviço dos grupos hegemônicos que conseguiram encontrar uma forma poderosa de penetrar na Igreja via movimentos neo-pentecostais que exaltam a Teologia da Prosperidade e o Espírito do Capitalismo. Infiltraram-se nas comunidades para destruírem o ideal do Evangelho e, com isso, restabelecer o retorno a Cristandade Medieval: Sallus ecclesiam non est. É realmente vergonhoso, a elite se utilizar da Igreja para atacar o que mais temiam, a conscientização do povo. Por isso mesmo é que tentam novamente aprofundar o nível de alienação dos católicos hoje.

Sei perfeitamente que não deveríamos responder ao fariseu de plantão. Mas se Jesus perdoou Anás e Caifás em seu tempo por que não perdoaríamos hoje? Não podemos concordar com o fariseu da Canção Nova que se esconde por trás de uma televisão para cumprir seu officium maior: eliminar todas as tendências de libertação que venham afetar seu grupo econômico. O Anás-Caifás de nossos dias se encontra extremamente ligado aos mesmos que ontem mataram Irmã Dorothy, Padre Josimo, Padre Ezequiel, Marçal, Santo Dias, Joílson, entre tantos mártires. É a eles que o Anás-Caifás responde camufladamente, é claro.

A CNBB e os bispos do Brasil, as igrejas-irmãs, todos os homens e mulheres de bem são chamados a dar um basta nisso. Não podemos nos silenciar diante de uma frase como esta: “D. Casaldáliga, D. Paulo Arns já está descansando embora entre nós, também D. Luciano Mendes, D. Ivo, D. Hipólito… um a um dos que erraram o caminho, o Espírito Santo está retirando do palco”. O fariseu fala em nome de quem? Da Igreja do Brasil? De quem? Da Canção Nova? Por mais que discorde das práticas pastorais dos bispos acima citados, o mesmo deveria ter o bom senso da alteridade e respeitar as decisões da Igreja do Brasil que foram coletivamente decididas entre todos os bispos.

Ao contrário do Anás-Caifás de plantão não pude me calar, para o bem do Reino, que está acima da Igreja que é feita por mãos humanas. Espero ver a indignação evangélica dos bispos, dos padres e do Povo de Deus que se encontram em nossas comunidades invadidas pela “praga” farisaica que todos sabemos qual é.

Do irmão da caminhada

Claudemiro Godoy do Nascimento
Filósofo e Teólogo. Mestre em Educação pela Unicamp. Doutorando em Educação pela UnB. Professor da Universidade Estadual de Goiás – UEG.
E-mail: claugnas@terra.com.br

 

RESPOSTA DO SR. FELIPE AQUINO A CLAUDEMIRO NASCIMENTO

Claudemiro,

D.Pedro insinuou que o Papa e a Curia Romana agem como Pilatos, e voce acha que nós temos de ficar calados?… Até quando ele pensa que pode ofender o Papa e a Santa Sé?

Antes de tudo quero dizer que a minha Carta a D. Pedro foi exclusiva para ele; não a coloquei no Portal da Canção Nova, nem no meu blog e nem na minha página na internet; não a divulguei nem pela Rádio e nem pela TV Canção Nova. Lamento alguém ter agido de maneira anti-ética e a ter divulgado. Não foi uma Carta Aberta. Se fosse esta a intenção ela seria mais explicativa. Houve infelizmente uma violação de correspondência.

D. Pedro me respondeu em duas linhas me dizendo apenas que fica feliz por haver na Igreja diversidade de pensamentos.

A Canção Nova não tem nada a ver com isso; e ninguém lá tem responsabilidade por isso; portanto seria injusto e desleal querer partir para acusações à CN. A iniciativa foi somente minha.

Já que infelizmente a carta veio a público, contra a minha vontade, quero dar algumas explicações. Conheci D. Luciano, conheço D. Paulo e D. Pedro, e não deixo de reconhecer os seus méritos e o valor de cada um; e minha intenção não foi de ofende-los; mas apenas dizer que sempre discordei profundamente do caminho que tomaram, dando o apoio que sempre deram à teologia da libertação (com o desagrado do Vaticano).

Quis lamentar não terem colocado todo o potencial e luta que vivem e viveram em outra direção, numa catequese mais espiritual. É apenas isso.

Quando eu disse que “erraram o caminho” e que o Espírito Santo os tirou do palco, não foi com maldade ou com a intenção de ofendê-los ou de dizer que desejava a sua morte; apenas quis dizer – e nada mais – que graças a Deus deixaram de emprestar sua voz em defesa da teologia da libertação, que eu considero a pior coisa que aconteceu na Igreja aqui nos últimos anos, pois esvaziou a fé, politizou-a; deixou o povo `a mingua da verdadeira catequese, esqueceu da moral, abandonou o sagrado, e forçou o povo a buscar tudo isso nas seitas e igrejas protestantes.

O pregador do Papa, frei Cantalemessa, disse certa vez que que a TL fez uma opção preferencial pelos pobres, mas estes fizeram uma opção preferencial pelas seitas, porque ficaram sem Deus. Os jovens e muitos adultos não sabem o que são os Sacramentos, os Mandamentos, os pecados capitais, o Credo, nada… Durante anos ensinaram-lhes apenas que o único pecado era o social, o social, o social,…

Não fosse o advento da Renovação Carismática (ação do Espírito Santo em todo o mundo!) a devolver ao povo o sagrado e a Palavra de Deus, e trazer o povo de volta para a Igreja (isto é inegável), acho que sucumbiríamos.

O então Cardeal Ratzinger, hoje Papa, em 1984 disse que “a teologia da libertação é uma heresia singular” (“Eu vos explico o que é a Teologia da Libertação, em TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, editora Cléofas, SP); eu fiquei assustado quando eu li esta carta do homem que era o Prefeito da Congregação da Fé.
Como não dar um peso enorme a essas palavras que vêm de um homem que foi o braço direito do Papa, e agora Papa? Se o Magistério da Igreja afirma que a TL é uma “heresia singular”, o que fazer, senão combate-la?

Fiz questão de me aprofundar no assunto, li muitos livros, ouvi Bispos e constatei que era mesmo verdade. Fiquei horrorizado com as posições (imorais) de adeptos da TL, como frei Betto, e a posição herética de frei Boff no livro IGREJA CARISMA E PODER (Vozes); questionando a perenidade dos Dogmas e a Instituição divina da Igreja.

Sei que há pessoas “heróicas” , mas que erraram o caminho; “de boas intenções o inferno está cheio”, diz o povo. Em matéria de fé e de doutrina não basta ter heroísmo, é preciso obedecer a Igreja e seu Sagrado Magistério.

Mais uma vez digo que reconheço as lutas árduas dos Bispos ligados à TL, mas lamento que tenham seguido este caminho, repito, condenado pela Igreja. Nada mais.
Não podemos disfarçar e escamotear a verdade; as ações do Papa João Paulo II atestaram isso: Por que ele dividiu a arquidiocese de S.Paulo em 4 no tempo de D.Paulo? Por que ele levou D.Luciano para Mariana e não para uma grande capital? Como Presidente da CNBB por tantos anos, em SP esperavam que D.Luciano fosse a cardeal; não foi; por que? Por que o Papa não nomeou bispos comprometidos com a TL? Ora, é fácil fazer uma leitura de todos esses fatos.

Ora, nunca ninguém neste mundo, durante 2000 anos, fez tanta caridade e defendeu tanto os fracos e oprimidos (asilos, creches, sanatórios, hospitais, escolas, etc., etc., etc.), como a Igreja, e ela nunca precisou de “métodos especiais”, inspirados no marxismo, para promover o pobre. Quem promoveu tanto os fracos como os Santos? Mas lhes deram Deus acima de tudo, e nunca estimularam ações fora da lei (invasões de terra, e outras coisas). João Paulo II disse aos bispos do Brasil em 1996 que “o povo tem muito mais fome de Deus do que de pão”. A caridade de Cristo não pode envolver luta de classes e desrespeito às leis. É crime incentivar movimentos que agem fora da lei como o MST, que nem coragem tem de se legalizar, afim de poder conseguir as benesses do governo Lula sem poder ser pego nas malhas da lei.

Segue duas respostas: do Pe. José Antônio e do Pe. Geraldo, ambos da Diocese de Mariana.

Brasília, 9 de abril de 2007

Prof. Aquino,
Li seu comentário sobre o artigo de Dom Pedro Casaldáliga A Verdade, Pilatos, é… Não imaginava que seu fundamentalismo e sua fúria contra a teologia da libertação e seus teólogos chegassem a tanto. Tão pouco poderia supor que trouxesse sementes de xenofobia em sem coração. Sim, porque propor a dom Pedro que volte para sua pátria de origem é, no mínimo, sinal de xenofobia. Esse como os demais sentimentos expressos em sua resposta não coadunam, em absoluto, com o ser cristão. Sua defesa da fé cristã e da Igreja nos passa a imagem de um cristão modelar, ilibado, portanto, não lhe caberiam tais sentimentos.

Que o senhor faça opção por uma eclesiologia alienada e alienante, alimentada por uma cristologia, da mesma forma, desencarnada e a-histórica, a gente compreende e aceita. Agora, desqualificar com linguagem arrogante, xenófoba, fundamentalista, homens que fazem e fizeram de sua vida, tal como Cristo, um aniquilamento em favor dos pobres e excluídos, é imoral, antiético, anticristão. O amor deles pela Igreja de Cristo é de tal profundidade que ultrapassou sua capacidade de compreendê-los. Talvez isso o tenha deixado confuso, perturbado, levando-o a escrever o que escreveu.

Sua resposta, prof. Aquino, revelou seu desequilíbrio diante do plural e diferente que marcam não só a sociedade como também a Igreja nela inserida. Mais ainda. Transpirou ódio contra homens que são referência para a Igreja do Brasil e cuja vida é admirada por todos que sonham com uma Igreja servidora dos pobres. O senhor tem ciúmes por não ser capaz de dar semelhante testemunho da fé?

Ah, se o senhor conhecesse esses homens!…. Mas, fique tranqüilo. A grandeza deles, sua honra, seus méritos, não serão afetados por suas palavras. Tanto os que caminham conosco, dom Pedro e dom Paulo, quanto os que, merecidamente, participam da Glória do Pai, dom Luciano e dom Hipólito (para ficar apenas nos que foram citados em seu artigo) já perdoaram seu desvario. A santidade deles é infinitamente maior que seu fundamentalismo arrogante e preconceituoso. Esta é sua sorte: o coração deles é grande o suficiente para perdoar os míopes na fé.

Como o senhor está bastante desinformado sobre a biografia dos que afirma terem “errado o caminho”, envio, anexos, alguns depoimentos e testemunhos acerca da vida e da obra de dom Luciano com quem convivi 18 anos na diocese primaz de Minas Gerais. Sinto, portanto, o dever imperioso de dizer-lhe que, ao ofender dom Luciano, o senhor ofendeu toda a Arquidiocese de Mariana e a Igreja do Brasil.

Ao terminar, faço minhas as palavras de dom Demétrio Valentini, bispo de Jales (SP):
“A morte permitiu também que D. Luciano usasse da mesma delicadeza que sempre teve com as autoridades eclesiais, que nem sempre compreenderam sua grandeza de ânimo. Completados 75 anos, já tinha apresentado ao Papa sua carta de renúncia. Pois bem, a morte de D. Luciano livrou a Igreja de um constrangimento crucial: dispensar os serviços de uma pessoa tão indispensável como D. Luciano! Deus mesmo se encarregou de aceitar, não sua renúncia, mas sua própria vida. Agora, o povo está disposto a dispensar a Igreja de outro constrangimento: canonizar logo D. Luciano. Pois todos já temos completa certeza, a mesma do centurião ao pé da cruz: Verdadeiramente, este homem foi um santo!”

Igualmente, faço minha a afirmação de Cândido Mendes ao discursar minutos antes do sepultamento de seu irmão cuja vida e obra jamais se apagarão de nossa memória:
“Não sei se a melhor forma de falar de Dom Luciano é: ‘Enfim, descansou’. Descansou coisa nenhuma! Dom Luciano, necessariamente em Deus, vai continuar, não na facilidade do apenas merecer a vida eterna. Ele já está fazendo muito barulho na comunhão dos santos no que efetivamente representa esta condição.
Também não me digam que temos um santinho lá no céu. Por favor, Dom Luciano não é, primeiro, nenhum diminutivo, a não ser o diminutivo carinho. Em segundo lugar, o que quero salientar é que o que Dom Luciano nos dá, definitivamente, é a alegria do céu trazida para a terra. Dom Luciano não é um santinho lá. Ele é a presença invasora, permanente, da graça e de Deus entre nós”.

Com votos de feliz páscoa,

Pe. Geraldo Martins
Assessor da CNBB – Comunicação e Informática

Carta a Felipe Aquino
Sr. Aquino,

Tenho certeza absoluta de que você não conheceu dom Luciano e não conhece dom Paulo Evaristo, dom Pedro Casaldáliga e outros pastores que critica.

Quem conhece não teria a coragem de escrever o que você escreveu.

Convivi por mais de 15 anos com dom Luciano. Sou testemunha do seu amor incondicional à Igreja, a Jesus Cristo, aos pobres e sofredores, aos presidiários, aos enfermos. Sou testemunha das noites passadas em claro, das viagens de ônibus, da presença nos lugares mais simples. Sempre mostrou ao povo um Deus mãe, como sempre enfrentou com coragem profética os que exploram e oprimem.

Já com câncer, pouco antes de ser internado pela última vez, se juntou ao povo que lutava por energia elétrica mais barata, para enfrentar os soldados que atacavam aquela gente simples a cavalo, com armas e cachorros.

Se você conhecesse um por cento do que fez e foi dom Luciano, não teria a petulância e a falta de respeito de dizer que o Espírito Santo o tirou do palco.
Isso dói lá no fundo do coração, porque é um insulto ao próprio Deus, é pisotear a memória de alguém que deixou uma vida de conforto, no seio de uma família abastada, para viver pobre e pelos pequenos. É espezinhar a honra de alguém que é venerado por tantos e tantos que o veneram.

É pena que você não tenha tido a honra de conhecê-lo, de saborear da sua sabedoria e santidade, da sua sensibilidade e coragem profética.

Você também não conhece dom Paulo. Não sabe do seu sofrimento, da sua coragem, dos riscos que correu durante o tempo da ditadura, para defender torturados e injustiçados. Ou você faz parte dos torturadores? Ou você é da elite que sempre pisou e explorou o povo brasileiro?

Você não conhece dom Pedro, que deixou um país europeu, que abriu mão de qualquer conforto para se embrenhar no interior mais esquecido do Brasil, numa região onde padres e bispos se negam a ir, para ser pastor e enfrentar os donos do poder e do dinheiro. Que viu morrer um companheiro, quando a intenção era matá-lo, justamente quando defendiam uma mulher marginalizada e injustiçada.

Perdão, mas essas pessoas falam muito mais de Jesus Cristo do que você e até mesmo que nosso querido papa. São sinais e encarnação do Jesus simples, que era boa notícia para os pequenos e sofredores, e uma pedra no sapato para os grandes e opressores.

É pena que a diocese de Mariana tenha aberto as portas para receber nos próximos dias um grupo de evangelizadores da Canção Nova. Esse grupo não poderia ser bem-vindo numa Igreja onde seu pastor é considerado como alguém que errou o caminho. Um grupo que tem alguém capaz de dizer que “João Paulo II escondeu D. Luciano em Mariana”.

Pelo menos de minha parte, vocês não merecem nossa acolhida.

Já dei meu parecer contra a vinda do grupo a Barbacena, onde trabalho, e vou encaminhar meu repúdio a Viçosa, onde vão se apresentar.

Que Deus o perdoe.

Pe. José Antonio de Oliveira

 

Quando as pedras se transformam em estrelas. Ao Prof. Aquino, por Dom Joviano de Lima Júnior – Arcebispo de Ribeirão Preto

Professor Aquino, a imagem que me vem neste momento, ao ler o seu artigo, é a de alguém que está atirando pedras para o alto…
Para conhecer é preciso amar. O senhor desconhece completamente quem é D. Luciano Mendes de Almeida, cuja causa de beatificação será introduzida pelo arcebispo que o sucede em Mariana, D. Geraldo Lírio. Bastaria ter lido os seus artigos na Folha de São Paulo, para perceber quem de fato é este homem que viveu até às últimas consequências a sua consagração a Deus. Pena que não lhe tenha chegado às mãos o livro “Deus é Bom”!

Professor Aquino, o senhor está atacando alguém que assumiu com radicalidade a vida evangélica. Ainda jovem aluno das Faculdades Anchieta, em São Paulo, me impressionava a figura do sábio jesuíta, Pe. Mendes. Um excelente comunicador e competente professor de filosofia, sempre disponível ao diálogo e à orientação espiritual. Quando faleceu um de nossos colegas, foi ele que presidiu a Eucaristia, revelando na homilia sua bondade impregnada de fé pascal.

Inúmeras vezes, sentei-me ao seu lado, nos encontros de coordenação de pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Nestas ocasiões, o então bispo responsável pela Região Belém, com voz mansa e pensamento claro, não furtava de dar suas contribuições, sempre com moderação e caridade. Parte do seu precioso tempo era dedicado à vida consagrada. Recordo-me que uma vez, após presidir uma assembleia da CNBB, encontrou energias para passar toda uma manhã falando aos jovens religiosos e religiosas que se preparavam para os votos perpétuos. Assessorou capítulos gerais e orientou inúmeros retiros para o clero, o que testemunha o quanto era procurado por instituições e pessoas responsáveis pela missão da Igreja.

Nos cargos e funções que exerceu na CNBB, sempre demonstrou o seu amor à Igreja e à causa dos pobres. Ninguém melhor do que ele para nos apresentar uma síntese dos documentos pontifícios. Trazia para o plenário toda a riqueza de sua espiritualidade inaciana, que tanto nos ajudava nos momentos de discernimento e tomada de posição, como na problemática da seca no Nordeste e a superação da miséria e da fome no país. Internacionalmente conhecido como moderado e conciliador, realizou missões difíceis na Rússia, ainda sob domínio comunista, e no Líbano dilacerado pela guerra civil, arriscando a própria vida. Em ocasiões de tensões, recorria ao jejum e à oração. Emocionava-se diante do sofrimento de tantas crianças e menores abandonados. O que tinha era para ser distribuído aos pobres.

Homem de oração, não deixava de celebrar diariamente a Eucaristia. Na nota da CNBB ao Congresso Eucarístico de Campinas – cuja comissão de redação ele presidia e da qual participávamos D. Eduardo Benes e eu – D. Luciano revelava a sua piedade eucarística e a fé da Igreja no grande mistério que alimentava a sua vida e sustentava seus engajamentos. Um de seus últimos desejos, expressos no Conselho Permanente, foi consagrar o Brasil ao Coração de Jesus.

Professor Aquino, as pedras lançadas ao alto vão se transformando em estrelas cintilantes que revelam as virtudes do grande pastor, testemunha e profeta da esperança e da vida.

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2 comentários em “O caso Felipe Aquino”

  1. Desde há muitos anos a América Latina se converteu em palco de conflitos ideológicos que noutras partes do planeta perderam todo significado prático. O senso comum reconheceu, nos fatos da história, que as liberdades públicas, as liberdades políticas, as liberdades econômicas e os bons sistemas de governo, andam juntos e concorrem para a realização da dignidade da pessoa humana e para a justiça em todas as suas dimensões. Não há perfeições, é claro, nas realizações humanas, mas é incomparável o resultado obtido nas sociedades que fizeram opções corretas em relação àquelas que adotaram receitas alinhadas com as utopias esquerdistas.

    Quando se relacionam as nações segundo seus indicadores de liberdade econômica, qualidade da gestão pública, estabilidade institucional, PIB per capita, liberdade de imprensa e Índices de Desenvolvimento Humano, salta aos olhos que o topo da lista é ocupado pelos mesmos países, ou seja, por aqueles que fizeram escolhas certas. Se bons indicadores de desenvolvimento humano estão entre os objetivos que os cristãos devem perseguir porque colocam a pessoa no lugar exigido por sua dignidade, não cabem dúvidas sobre as escolhas a fazer. Há sociedades que resolveram o problema da pobreza e outras que se empenham em aprofundá-la mediante mecanismos cujo fracasso já está para lá de comprovado.

    Não se diga que são colonialistas ou imperialistas as nações que se desenvolveram. Não se afirme, com a fraudulenta análise marxista, que elas enriqueceram às custas da pobreza das demais. Isso não se aplica aos países do Leste Asiático, nem à Irlanda, nem à Suíça, nem ao Canadá, nem à Austrália, nem à Nova Zelândia, nem aos países nórdicos. Tampouco é válido para os próprios países Ibéricos que há quatro décadas em nada diferiam de suas antigas colônias americanas. Menos ainda para Itália e Alemanha, arrasadas, famélicas e empobrecidas até a metade do século passado. Será preciso, recordar o ensinamento que nos forneceram as duas Alemanhas?

    Opor-se, por cegueira ideológica, ou extraordinária teimosia, às soluções que resolvem o problema da pobreza não é uma opção pelos pobres. É uma opção pela pobreza eterna. E amor aos pobres não é amor à pobreza nem ódio aos ricos.

    O professor Felipe Aquino pegou pesado, para usar uma expressão popular. Mas pegou muito menos pesado do que pegam os adeptos da Teologia da Libertação quando se alinham com seus parceiros ideológicos dos movimentos sociais, não para defender as bases da fé cristã, mas para atacar pessoas concretas que nada têm a ver com suas motivações e interesses.

    O professor Felipe Aquino usou palavras duras, é verdade. Mas é espantosa a sensibilidade que pude perceber em algumas manifestações que o recriminaram, principalmente quando não levam em qualquer consideração a sensibilidade daqueles que têm suas propriedades invadidas, seus bens destruídos, sua paciência exaurida, seus ouvidos agredidos por gritos de guerra ou por sermões que mantêm distância astronômica da mensagem evangélica.

    É estranha essa sensibilidade. Veste couro de jacaré quando se trata de estabelecer alianças com defensores de ideologias totalitárias, assassinas e sanguinárias. Veste couro de jacaré quando se une a notórios adversários da Igreja e a utopias assassinas de seus irmãos de fé. Mas exige ser tratada com luvas de pelica por quem lhes aponta os desvios nos quais incorrem.

    Esse desvio é mais do que evidente. Aliás, não é capaz de apresentar uma única prova de ser o caminho certo. Falo de prova provada. Falo de coisa fora do discurso. Falo de experiência concreta, aproveitável, que tenha gerado uma democracia, uma economia que se sustente, um estado com mínimo nível de bem estar. E vamos lá, mais um pequenino desafio: qual estadista já nos deram a conhecer?

    Não se atribua a pobreza das nações pobres à riqueza das nações ricas. As nações pobres não são empobrecidas por ação exterior. A principal causa da pobreza não está nas ações externas, mas na cultura, nos valores assumidos e nas opções internas a que conduzem. Nem se diga que a abertura econômica gera concentração de riqueza porque nunca a riqueza esteve tão concentrada quanto nos grandes impérios da antiguidade clássica, ou nos absolutismos monárquicos, ou no mercantilismo, ou como ainda hoje se vê nos estados totalitários, nos quais o poder político e o econômico se concentram nas mesmas mãos.

    Bem ao contrário do que muitos afirmam, é a economia de mercado que melhor gera e melhor distribui a riqueza produzida pelas sociedades que a adotam. Portanto, se resolver o problema dos pobres é a missão eclesial reconhecida como única ou como a mais importante pela Teologia da Libertação, reflitam seus inspiradores sobre os sistemas econômicos que funcionam. Em vez de invadir e destruir o que não lhes pertence, que peçam educação de qualidade, instituições políticas modernas e joguem na lata do lixo os paralisantes ensinamentos de viés marxista que ministram em suas escolas. Desse mato é que não sairá o coelho da prosperidade material. Do culto a Che Guevara, que ensinava “ódio como fator de luta, que impulsiona para além das limitações naturais do ser humano e o converte numa efetiva violência, seletiva e fria máquina de matar”, dessa escola, dessa dureza sem qualquer ternura, é que nada de evangélico haverá de brotar.

    Sim, senhores, o professor Felipe Aquino pegou pesado. Expressou ira. Mas tem razão naquilo a que se opõe. A Teologia da Libertação, infiltrada nos seminários, nas CEBs, na CNBB, responde em grande parte pelo atraso nacional, pela perda de fiéis e pelo avanço das seitas evangélicas. Estas últimas, seja com qual motivação for, estão levando Jesus aos mesmos pobres para os quais a TL leva inveja, revolta, ideologia e política. E é compreensível que diante de tantos e tão graves erros, reiterados contra toda a evidência dos fatos, turbando a própria luz do Evangelho e contrariando a insistente orientação de Roma, alguém perca a paciência.

    Que o Senhor Deus dos cristãos nos preserve em sua verdade.

    Porto Alegre, 23 de abril de 2007.

    Percival Puggina

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