Fim do suporte ao Windows XP

Após 8 de abril de 2014, o suporte e as atualizações do Windows XP não estarão mais disponíveis.

Veja, no site da Microsoft, O que significa o fim do suporte ao Windows XP?

Quem usa o Windows XP deveria ler um pouco sobre o assunto.

Isto significa ler um pouco além da Microsoft, pois, para ela, sair do XP é ir direto para o 8.1.

Entretanto, muita gente recomenda outras soluções.

Leio: Companhias da Espanha, Alemanha e, principalmente, China, estão preferindo adotar o Ubuntu e manter o mesmo hardware já existente, em vez de investir em novas máquinas para usar as edições mais recentes do Windows (Canaltech: 17/02/2014).

Sugestões? Li e gostei:

If You’re Using Windows XP You Need To Read This – Gizmo’s Freeware: Updated 4. March 2014 – 8:37 by rob.schifreen

E gostei mais dos comentários, com interessantes soluções.


Atualização em 25.07.2014 – 10h30
Sobre como proteger melhor o Windows XP, acabei de ler um texto interessante publicado ontem, 24/07/2014, em Gizmo’s Freeware: Four Ways to Make Windows XP Systems More Secure [Quatro maneiras de tornar o seu XP mais seguro].

Observe a ficha informativa de ciclos de vida dos SO Windows.

Fim do suporte:

. Windows XP: 8 de abril de 2014 (lançamento: 31 de dezembro de 2001)

. Windows Vista: 11 de abril de 2017 (lançamento: 30 de janeiro de 2007)

. Windows 7: 14 de janeiro de 2020 (lançamento: 22 de outubro de 2009)

. Windows 8: 10 de janeiro de 2023 (lançamento: 30 de outubro de 2012)

Novo livro de Thomas Römer

RÖMER, T. La Bible, quelles histoires!: Entretien avec Estelle Villeneuve. Montrouge/Genève: Bayard Éditions/Labor et Fides, 2014, 288 p. – ISBN 9782227482203.

Sobre o livro, publicado agora em fevereiro de 2014, escreve Christophe Lemardelé em Désacraliser la Bible par l’histoire: Mediapart: 02/03/2014

(…) L’ouvrage dont il est ici question est à même d’opérer cette même entreprise de «vulgarisation» – en fait, de mise à disposition du grand public – des connaissances scientifiques sur l’objet «Bible» car c’est un entretien mené par l’archéologue, journaliste et éditrice Estelle Villeneuve avec le professeur Römer. Le «style oral» de cet ouvrage permet donc au lecteur de comprendre plus aisément des problèmes complexes comme la concurrence de mythes fondateurs (autochtonique et exodique) dans les deux premiers livres bibliques ou la référence à deux divinités distinctes (El et Yahvé, un chef du panthéon et un dieu de l’orage) en ce qui concerne l’émergence du monothéisme. Autant dire que la synthèse des recherches actuelles opérée par Thomas Römer dans ce livre a de quoi surprendre le lecteur qui aurait rangé la Bible dans la catégorie trop simple de la littérature pour croyants. Car les textes bibliques sont avant tout une littérature s’étalant sur presque un millénaire, bien que concentrée sur une période difficile à situer précisément (entre le vie et le ive siècle av. J.-C.), littérature historiographique qu’il s’agit de déconstruire historiquement afin d’en dévoiler les enjeux idéologiques.

Évidemment, le lecteur agnostique et étranger à la culture judéo-chrétienne peut très bien trouver totalement inutile de s’intéresser à des textes si anciens. Pourtant, le mythe de la terre promise autour d’un Moïse plus littéraire qu’historique et celui d’un grand royaume unifié sous David et Salomon – mythe déconstruit par l’archéologue Israel Finkelstein cette dernière décennie – n’ont cessé d’irriguer l’imaginaire idéologique de nations modernes comme les États-Unis ou Israël. On ne peut penser, comme on le faisait au siècle passé, que nos sociétés ne puisent leurs références que dans un passé proche. Le retour du religieux, si souvent évoqué de manière quelque peu prophétique, n’est en fait qu’une présence qui n’a jamais réellement disparu et qui peut être réactivée par des enjeux actuels. Il est donc important, comme le déclare Thomas Römer, de ne pas laisser ces textes aux seules communautés religieuses, ni même à tous ceux qui s’avèreraient prompts à en faire des interprétations très approximatives et totalement anachroniques. Non seulement les textes bibliques restent d’une importance cruciale dans notre présent politique, mais ils font en outre partie de notre patrimoine historique, au-delà donc d’un patrimoine culturel et religieux (continua)

Direita prega golpe abertamente

O que tudo isso faz lembrar a você que viveu os anos de chumbo?

Leia: Folha aposta em “instabilidade política” contra Dilma – Eduardo Guimarães: Blog da Cidadania 04/03/2014.

Se fosse necessária mais alguma prova de que no ano em que o golpe militar de 1964 completa 50 anos a situação política no Brasil se parece como nunca com a daquele período trágico de nossa história, a convocação de uma segunda edição da infame Marcha da Família com Deus pela Liberdade no mesmo mês em que aquele golpe aniversaria elimina qualquer dúvida. 


Como há meio século, a imprensa brada contra a “incompetência do governo” na gestão da economia e “contra a corrupção”, porta-vozes da extrema direita reclamam (abertamente) uma “intervenção militar já”, as ruas são transformadas em praças de guerra com incêndios e depredações na via pública enquanto manifestantes portam cartazes e repetem frases insultantes a quem governa o país…


O que tudo isso faz lembrar a você que viveu os anos de chumbo?

Ucrânia: leituras

Última atualização: 08/03/2014 – 10h15

:: Seis notas para compreender o que se passa na Crimeia – Alberto Sicília, de Kiev, no blog Principia Marsupia, em Carta Maior 01/03/2014
A situação pode degenerar numa guerra civil? Putin intervirá militarmente? Continuará a Ucrânia a ser um país ou caminha para a secessão? 

::  A Ucrânia no caminho das superpotências – Jeferson Miola: Carta Maior 02/03/2014
A despeito de toda pantomima diplomática da UE na Ucrânia, é inocultável que o protagonismo decisivo no tabuleiro pertence aos EUA. A UE é, na realidade, coadjuvante, um ator subsidiário. A potência norte-americana financia os setores oposicionistas, a maioria deles de extrema-direita e neonazistas. E se movimenta politicamente e diplomaticamente como parte natural do problema. A atuação estadunidense obedece a duas lógicas: uma, econômica e energética; e outra, doutrinária.

:: Os velhos e novos amigos europeus da extrema-direita ucraniana – Anton Shekhovtsov: Search Light, em Carta Maior 02/03/2014
No seu país de origem, o partido de extrema-direita Svoboda usou suas ligações na Europa para fins de relações públicas, imagem e propaganda.

:: Ucrânia: o plano mais idiota de Obama – Mike Whitney: CounterPunch, em Carta Maior 03/03/2014
Aliar-se com os neonazistas na Ucrânia: de todos os planos idiotas que Washington elaborou nos últimos dois anos, este é o mais idiota de todos.


:: Ucrânia: entre máfias e o expansionismo militar – Alejandro Nadal: La Jornada, em Carta Maior 06/03/2014
A crise na Ucrânia pode desembocar em uma luta armada de consequências terríveis. Mesmo que não desemboque em uma guerra, o conflito na Ucrânia e na Crimeia marcará de maneira decisiva as relações internacionais e as percepções entre os europeus, norte-americanos e russos durante os próximos quinquênios. As raízes dessa crise constituem um tema complexo e, por isso, é preciso desconfiar das narrativas simplistas (provenientes de Moscou ou Washington). Entre as causas que levam ao conflito atual se encontra a expansão do militarismo norte-americano, que nunca abandonou suas obsessões da Guerra Fria. Também está na voracidade do capital financeiro, que busca consolidar o neoliberalismo na Ucrânia.

:: Cinco perguntas e respostas sobre a invasão russa da Crimeia – Alberto Sicília, de Kiev, no blog Principia Marsupia, em Carta Maior 06/03/2014
Está para começar uma guerra pela Crimeia? Eu acho que não. Parece-me que o presidente interino da Ucrânia fez essas declarações virado para a plateia internacional. Quer chamar a atenção sobre a situação do seu país para que a Europa e os EUA o ajudem, sobretudo economicamente. As reservas do Banco Central da Ucrânia são ínfimas atualmente. O governo de Kiev sabe que já perdeu a Crimeia. E o problema para eles não são só as tropas do Kremlin, mas sim que, além disso, a maioria da população aqui apoia os russos e considera ilegítimo o governo de Kiev.