Chuva de fogo e destruição em Gaza

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Diante do olhar mundial anestesiado por tantos conflitos, mais um massacre está em andamento no Oriente Médio.

Por isso, nada mais oportuno do que ler Palestina e Israel. A luta pela Paz Justa.

Como assinalei em post anterior, este é o tema de capa da revista IHU On-Line, n. 408, de 12.11.2012. Recomendo reler o editorial e, em seguida, as entrevistas, que procuram responder à seguinte pergunta:

Quais as origens do conflito entre israelenses e palestinos? Seriam elas de natureza econômica e geopolítica, ou religiosa e cultural?

As entrevistas:

:: Silvia Ferabolli: Os palestinos e a luta pelo direito de existir
Os palestinos lutam hoje pelo reconhecimento da comunidade internacional da Palestina como Estado e pelo direito de andar livres nas ruas de seu suposto Estado sem serem barrados, fichados, presos ou mortos pelo exército israelense

:: David M. Neuhaus: O papel religioso no conflito do mundo árabe
O papel mais importante da pessoa religiosa no conflito não é tanto propor soluções, e sim falar uma nova linguagem que, por princípio, rejeite todo e qualquer desprezo pelo outro, tendo um discurso de respeito

:: Marc H. Ellis: O direto à liberdade dos palestinos
Segregar pessoas e tratá-las como se elas não pertencessem ao seu próprio país é errado. É errado na África do Sul. Também é errado em Israel 

:: Yusef Daher: O problema do uso de padrões duplos em relação a Israel
A paz justa existirá quando os palestinos puderem voltar para casa, não o que está acontecendo agora, em que judeus de outras partes do mundo podem vir para a terra e se tornar cidadãos em uma semana, apenas porque são judeus

:: Viola Raheb: Um sistema político discriminatório e opressivo
A ocupação e as leis de segregação contra os palestinos são políticas de apartheid em termos políticos e jurídicos

:: Manuel Quintero Pérez: Terrorismo versus segurança
Uma solução justa, pacífica e duradoura só será possível quando Israel abandonar os territórios ocupados e se implementarem as resoluções pertinentes do Conselho de Segurança e da Assembleia Geral das Nações Unidas

:: Rifat Odeh Kassis: “Para os palestinos, a perspectiva de uma paz verdadeiramente justa é improvável”
Creio que o Kairós Palestina deu aos cristãos no mundo árabe um modelo novo e diferente de como necessitam participar de sua própria sociedade, de seus assuntos e suas lutas; procura lembrar às pessoas de que não faz sentido nos isolarmos e vivermos com medo

:: Eduardo Minossi de Oliveira e Érico Teixeira de Loyola: A falta de vontade política nas decisões sobre o conflito Israel X Palestina
O que esse povo mais reivindica é a liberdade a essa população, através do fim da ocupação e a constituição de um Estado palestino, para que assim possa se negociar a paz de maneira justa e igual

:: Marcelo Buzetto: MST e Via Campesina: solidariedade com a heroica resistência popular
A partilha da Palestina feita pela ONU em 29 de novembro de 1947 e a fundação do Estado de Israel como Estado judeu em 15 de maio de 1948 são, sem dúvida, a origem do conflito

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