Os Silva: Zé, Maria e…

…I’m skeptical. Whatever the authors say about their statistics, this is rather like having a family burial plot with John and Mary Smith and their son John in it…

Leia o post de Jim Davila: The moral is: Don’t leave your inscribed ossuaries out in the courtyard. – February 24,2007

Mysterious bones of Jesus, Joseph and Mary – By Tim Butcher in Jerusalem (The Telegraph)

In a scene worthy of a Dan Brown novel, archaeologists a quarter of a century ago unearthed a burial chamber near Jerusalem.

Inside they found ossuaries, or boxes of bones, marked with the names of Jesus, Joseph and Mary.

Then one of the ossuaries went missing. The human remains inside were destroyed before any DNA testing could be carried out.

While Middle East academics doubt that the relics belong to the Holy Family, the issue is about to be exposed to a blaze of publicity with the publication next week of a book.

Entitled The Jesus Tomb and co-written by Simcha Jacobovici and Charles Pellegrino, the book promises the inside story of “what may very well be the greatest archaeological find of all time”.

[…]

The 10 ossuaries were taken initially to the Rockefeller Archaeological Museum outside the Old City of Jerusalem. Nine were catalogued and stored but the tenth was left outside in a courtyard.

That ossuary has subsequently gone missing.

[…]

I’m skeptical. Whatever the authors say about their statistics, this is rather like having a family burial plot with John and Mary Smith and their son John in it. Rather difficult to claim that they must be a particular Smith family.

 

Para quem não sabe: na Inglaterra, Smith é o sobrenome mais popular que existe. Equivale ao nosso Silva!

Bibliografia comentada sobre a OHDtr

No dia 11 de fevereiro de 2007 publiquei uma Bibliografia selecionada sobre a Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) e expliquei os motivos. Dê uma olhada.

Agora o trabalho está um pouco mais consistente. Retomo a bibliografia, acompanhada de pequenos comentários e indicações para leitura.

Da bibliografia original descartei os dois estudos de Norbert Lohfink, em alemão, grande especialista na área, pois tratam mais do Deuteronômio do que da Obra Histórica Deuteronomista. Os volumes IV e V desta série recolhem artigos escritos entre 1989 e 2004 e fazem parte dos estudos que N. Lohfink e G. Braulik estão realizando para o comentário do Deuteronômio a ser publicado na coleção Hermeneia da Augsburg/Fortress Press. Norbert Lohfink, jesuíta, é professor emérito de Exegese do Antigo Testamento na Faculdade de Teologia Sankt Georgen, em Frankfurt, Alemanha.

Deixei de lado também o volume editado por J. de Moor e H. F. Van Rooy e o livro de Uriah Y. Kim. O primeiro por não oferecer conteúdo significativo, o segundo por tratar mais do significado da leitura pós-colonialista em contexto norte-americano do que da OHDtr, incorrendo, inclusive, em conhecida inversão metodológica, onde o objeto a ser trabalhado serve para explicar a ferramenta que o trabalha e não o contrário.

Há outras obras? Há sim. Mas, por uma razão ou outra, não estão nesta selecionada e reduzida bibliografia. Quanto aos livros em português… leia o post anterior.

 

1996
DE PURY, A.; RÖMER, T.; MACCHI, J.-D. (eds.) Israël construit son histoire: l’historiographie deutéronomiste à la lumière des recherches recentes [Israel constrói sua história: a historiografia deuteronomista à luz das pesquisas recentes]. Genève: Labor et Fides, 1996, 535 p. ISBN 2-8309-0815-5

Em inglês: Israel Constructs Its History: Deuteronomistic Historiography in Recent Research. Sheffield: Sheffield Academic Press, 2000. 573 p.

A partir de um seminário do terceiro ciclo realizado em 1995 pelas Faculdades de Teologia de Fribourg, Genève, Lausanne e Neuchâtel, todas da Suíça francesa, pesquisadores da Alemanha, Suíça, França, Irlanda, Israel e Estados Unidos produziram os 14 ensaios que compõem este livro. A proposta do seminário era a de examinar a Obra Histórica Deuteronomista (= OHDtr) sob variados ângulos e com o recurso de diferentes métodos. Deste modo, além de um capítulo introdutório, que dá uma excelente visão de conjunto dos problemas e propostas existentes no campo, o livro aborda a OHDtr sob os aspectos historiográfico, textual, literário, sociológico, teológico etc. Embora a obra trate de questões relevantes para a pesquisa da literatura deuteronomista em meados da década de 90 do século XX, passados mais de dez anos os mesmos problemas continuam a ser debatidos, recebendo variadas soluções, e todas provisórias. O certo é que não existe, ainda, um consenso para a maioria das questões suscitadas pela OHDtr.

Para saber mais:
. Há uma resenha, péssima e ressentida, da edição inglesa, feita por Iain William Provan e publicada, em 31/12/2002, na Review of Biblical Literature, da SBL, Society of Biblical Literature, Atlanta, GA, USA.
. Quem tem acesso à CBQ – The Catholic Biblical Quarterly, The Catholic Biblical Association of America, Washington, D.C., USA – pode ler a resenha feita por Leslie J. Hoppe no volume 64, n. 2, de abril de 2002, p. 408-409, que recomenda com entusiasmo a obra.
. E, em francês, existe uma apresentação detalhada do livro, bastante interessante. Está disponível, na mesma página, o sumário da obra. Visite esta página e veja que, entre os nomes dos autores, há gente muito conhecida na área, como Thomas Römer, Albert de Pury, Walter Dietrich, Jacques Briend, Rainer Albertz, Ernst Axel Knauf, Martin Rose, Andrew D. H. Mayes…

 

1997
NIELSEN, F. A. J. The Tragedy in History: Herodotus and the Deuteronomistic History [A Tragédia na História: Heródoto e a História Deuteronomista]. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1997, 192 p. ISBN 1-8507-5688-0

Estamos diante de uma abordagem transcultural, na qual o autor compara a História do grego Heródoto com a OHDtr, focalizando especificamente o “trágico” presente nestas duas obras. Primeiro, ele mostra a tragédia na obra de Heródoto, que acontece pela ruptura de fronteiras físicas ou morais, pessoais ou coletivas, humanas ou divinas. Em seguida, ele mostra que na OHDtr encontra-se a tragédia coletiva, à semelhança de Heródoto, onde Israel, infiel à divindade, é expulso de sua terra e onde figuras como Jefté, Saul, Davi, Salomão, Roboão e Josias vivem suas tragédias pessoais. O autor, porém, chama a atenção para o que é típico de cada obra, evitando um simplório paralelismo.

Para saber mais:
. Na CBQ, vol. 61, n. 3, de julho de 1999, p. 547-549, há uma resenha feita por Gary N. Knoppers. O resenhista vê esta abordagem transcultural como válida e promissora, mas faz várias ressalvas ao modo como ela é aplicada pelo autor nesta obra. Contudo, não há rejeição do estudo. O que há é a percepção de limites que precisam, e podem, ser superados.

 

1999
SCHEARING, L. S.; McKENZIE, S. L. (eds.) Those Elusive Deuteronomists: The Phenomenon of Pan-Deuteronomism [Estes ilusórios deuteronomistas: o fenômeno do pandeuteronomismo]. Sheffield: Sheffield Academic Press, 1999, 288 p. ISBN 1-8412-7010-5

Este livro propõe uma avaliação e uma crítica da aplicação que comumente se faz da hipótese deuteronomista a um vasto conjunto de livros bíblicos. Seu tema não é a discussão sobre os livros que compõem a OHDtr, mas sim um questionamento do pandeuteronomismo que vê a mão dos redatores deuteronomistas em textos legais, sapienciais e proféticos. Os profetas posteriores e vários livros da literatura sapiencial foram mesmo editados por deuteronomistas? O deuteronomismo foi um movimento ou escola que existiu ao longo de muitos séculos? Pode-se falar de um pandeuteronomismo nos círculos de escribas de Judá? O livro trata o assunto em três partes, com a contribuição de vários autores de renome, como Richard Coggins, Norbert Lohfink, Robert R. Wilson, Joseph Blenkinsopp, Robert A. Kugler, James L. Crenshaw, A. Graeme Auld, John Van Seters, Marc Zvi Brettler, Thomas Römer e outros:
I. Pandeuteronomismo: o problema – questões fundamentais no debate atual
II. Pandeuteronomismo e os estudos da Bíblia Hebraica – há sinais de edição ou composição deuteronomista em determinados livros bíblicos?
III. Pandeuteronomismo : estudos de casos – há edição deuteronomista em livros e perícopes difíceis de serem interpretados?

Para saber mais:
. Gary N. Knoppers, da Pennsylvania State University, resenha o livro na CBQ, vol. 63, n. 1, de janeiro de 2001, p. 178-179. Francamente entusiasmado com a qualidade do estudo, ele afirma, no final, que embora este livro não possa oferecer uma solução definitiva para assunto tão controvertido, ele esclarece vários pressupostos metodológicos e ideológicos existentes no debate, constituindo-se, deste modo, em substancial contribuição para esta área da pesquisa bíblica.

 

2000
CAMPBELL, A. F.; O’BRIEN, M. A. Unfolding the Deuteronomistic History: Origins, Upgrades, Present Text [Abrindo a História Deuteronomista: origens, atualizações, texto atual]. Minneapolis: Augsburg Fortress, 2000. vi + 505 p. ISBN 0-8006-2878-0

O livro começa com uma introdução geral à OHDtr, apresentando as grandes linhas da pesquisa e as principais hipóteses desde a proposta de M. Noth em 1943. Porém, os autores não são seguidores da teoria de M. Noth, mas desenvolvem uma complexa história da redação da OHDtr a partir de F. M. Cross de uma primeira redação na época de Josias, posteriormente reformulada durante o exílio. O que é interessante no livro – e ao mesmo tempo problemático – é seu esforço em situar cada texto desta extensa obra em seu contexto histórico e literário. Para os autores, o deuteronomista não é um autor, mas um editor de tradições e textos então à disposição, como uma “narrativa da conquista” que serviu de base para o livro de Josué, uma “coleção de libertação”, que dá origem ao livro dos Juízes e uma “memória profética” que percorre os livros de Samuel e Reis. Assim, para os autores, há, na OHDtr, material pré-josiânico, josiânico e pós-josiânico. Nada de novo? A divisão deste material – e até sua disposição gráfica – é sua marca característica. O leitor acaba tendo uma visão da OHDtr como uma aglomerado de estórias e tradições múltiplas e, de vez em quando, em conflito. O problema está na dificuldade de se verificar a validade de tal proposta.

Para saber mais:
. O livro causou algum tumulto entre os especialistas. Só a Review of Biblical Literature dedicou-lhe 7 resenhas, todas publicadas em 19 de abril de 2003. Algumas são críticas ao extremo, outras são favoráveis com restrições, e há também quem não tenha restrição alguma ao estudo. Quase todos, porém, concordam que é um trabalho significativo e que deve ser levado em conta.
. Na CBQ, vol. 63, n. 4, de outubro de 2001, p. 712-713, há uma resenha feita por E. Theodore Mullen, Jr. que vê o texto como um estimulante desafio para aqueles que conhecem adequadamente o assunto e como um panorama para o leitor culto que queira tomar contato com a complexidade da OHDtr.

KNOPPERS, G. N.; McCONVILLE J. G. (eds.) Reconsidering Israel and Judah: Recent Studies on the Deuteronomistic History [Reavaliando Israel e Judá: estudos recentes sobre a história deuteronomista]. Winona Lake, Indiana: Eisenbrauns, 2000, xxii + 650 p. ISBN 1-5750-6037-X

O livro é composto por 30 ensaios, extraídos de revistas e livros, escritos entre 1943 e 1995, todos em inglês, abordando diversos aspectos do estudo da OHDtr. Apenas um é inédito. Dez ensaios foram traduzidos do francês, alemão, italiano e espanhol. Estão aqui alguns dos estudos clássicos sobre a OHDtr, como os de Martin Noth, Helga Weippert, Hans Walter Wolff, Frank Moore Cross e Rudolph Smend, cada um deles devidamente contextualizado por um dos organizadores do volume. Mas, além dos clássicos, nomes da atualidade como Thomas Römer, Norbert Lohfink, John Van Seters, T. Veijola, Baruch Halpern, Alexander Rofé, e muitos outros, estão presentes. Dividida em quatro partes, a obra aborda 1) a teoria de uma história deuteronomista e seus refinamentos (aqui estão os textos clássicos); 2) estudos de tópicos específicos dos livros do Deuteronômio, Josué e Juízes; 3) estudos de tópicos de Samuel e Reis e, finalmente, 4) novas rumos dos estudos da OHDtr. Através das várias abordagens os leitores tomam contato com os mais importantes desenvolvimentos, metodologias e perspectivas do debate existente em torno da OHDtr, sobre a qual pairam ainda muitas dúvidas.

Para saber mais:
. Uma resenha feita por K. Lawson Younger, Jr. foi publicada pela CBQ, vol. 64, n. 4, de outubro de 2002, p. 791-793. O resenhista faz apreciação positiva da obra.
. Outra resenha, feita por Yohan Pyeon, foi publicada, em 2 de setembro de 2002, na Review of Biblical Literature. O resenhista faz uma boa descrição do conteúdo e mostra razoável entusiasmo pela obra.
. O sumário da obra pode ser lido utilizando-se a busca da página da editora Eisenbrauns.

RÖMER, T. C. (ed.) The Future of Deuteronomistic History [O futuro da História Deuteronomista]. Leuven: Leuven University Press/Peeters, 2000, xii + 265 p. ISBN 9-0429-0858-0

Thomas Römer explica no prefácio que a obra é resultado de um debate promovido pela Sociedade de Literatura Bíblica (SBL) em seu Congresso Internacional de julho de 1997, ocorrido em Lausanne, Suíça. Das três seções que o Congresso dedicou ao deuteronomista resultaram três partes deste livro escrito em 4 línguas – inglês, alemão, francês e espanhol -, conforma a nacionalidade dos colaboradores, que, em 14 capítulos, trata, em primeiro lugar, do futuro da OHDtr, para em seguida abordar a questão da identidade e estratégias literárias dos Deuteronomistas e, finalmente, lida com o Deuteronomismo e a Bíblia Hebraica. Thomas Römer começa explicando que o termo “deuteronomista” já era usado desde o século XIX por pesquisadores como De Wette (1805), H. Ewald (em meados do século), J. Wellhausen, B. Duhm e outros. Por isso, quando M. Noth propôs a idéia de uma OHDtr em 1943, o jogo já havia começado. Entretanto, lembra Thomas Römer que na década de 90 do século XX, as coisas ficaram complicadas, pois além das propostas dominantes de F. M. Cross e de R. Smend para explicar a OHDtr, alternativas começaram a se multiplicar, dividindo a OHDtr em várias camadas redacionais, de tal modo que foi ficando cada vez mais difícil ver a coerência apontada por M. Noth na OHDtr. A crise chegou a tal ponto que, pesquisadores respeitáveis começaram a duvidar da existência de uma OHDtr e muitos passaram a considerar as estórias dos “livros históricos” como uma ficção criada na época persa ou mesmo helenística. Por isso, quem ler esta obra perceberá nos seus 14 capítulos uma acirrada discussão e uma significativa ausência de consenso sobre muitos pontos da OHDtr. Nomes que, na maioria, já conhecemos estão envolvidos nesta discussão: Gary Knoppers (USA), Diana Edelman (Reino Unido), John Van Seters (USA), Walter Dietrich (Suíça), Félix García Lopes (Espanha), Thomas Römer (Suíça), A. Graeme Auld (Escócia), Rainer Albertz (Alemanha), Jacques Vermeylen (Bélgica), H. N. Rösel (Israel), Michaela Bauks (França), Ernst Axel Knauf (Suíça) e outros. Este livro é recomendado por muitos como excelente para se entender o imbróglio da OHDtr.

 

2002
PERSON, R. F. Jr. The Deuteronomic School: History, Social Setting and Literature. Atlanta: Society of Biblical Literature [A escola deuteronômica: história, contexto social e literatura], 2002, xviii + 306 p. ISBN 1-5898-3024-5

O que o autor chama de escola ‘deuteronômica’ é, na verdade, a escola ‘deuteronomista’. Mas vamos à proposta defendida por Raymond F. Person Jr.: a escola deuteronomista, que existiu durante várias gerações, foi responsável pela redação de diferentes gêneros literários em várias obras, como a lei no Deuteronômio, a história em Josué-Reis e a profecia em Jeremias, Ageu e Zacarias. Sua origem deve ser buscada entre os escribas judaítas exilados na Babilônia, onde esta escola escreveu a primeira versão da OHDtr. Obra que teve várias redações ao longo da época persa, quando estes escribas, tendo voltado com Zorobabel para Jerusalém, progressivamente se distanciaram do projeto persa de reconstrução, a tal ponto que, com a consolidação de tal projeto sob Esdras, sua existência chega ao fim. Além desta proposta, o autor procura se distanciar, metodologicamente, das posições clássicas de Harvard e Göttingen, ao tentar estabelecer, como diz o título do livro, o contexto sócio-político, histórico e literário da OHDtr.

Para saber mais:
. Há uma resenha feita por Ehud Ben Zvi e publicada pela CBQ, vol. 66, n. 3, de julho de 2004, p. 456-458. O resenhista recomenda a obra, embora faça algumas ressalvas, especialmente quanto à proposta de uma escrita da OHDtr no exílio babilônico e quanto à idéia de que é possível rastrear o trabalho de mais de uma escola de escribas em Judá no período que vai de Zorobabel a Esdras.

 

2006
RÖMER, T. The So-Called Deuteronomistic History: A Sociological, Historical and Literary Introduction [A assim chamada História Deuteronomista: uma introdução sociológica, histórica e literária]. London: T & T Clark, 2006, x + 202 p. ISBN 0-5670-3212-4

Thomas Römer tem pesquisado as questões mais relevantes da OHDtr por mais de duas décadas e esta introdução é bem-vinda. Após uma introdução à temática e à história da pesquisa, o autor enfrenta o desafio de questões bastante complexas, como: Por que e como o deuteronomismo surgiu como uma “escola” na época da hegemonia assíria na Palestina? Os livros que compõem a OHDtr querem difundir idéias que interessam a alguém ou a alguma instituição no momento em que a obra foi elaborada? Do ponto de vista sociológico e ideológico o que acontece com esta obra durante o exílio babilônico e a época persa? A OHDtr é uma literatura de crise? Qual a influência que ela exerce sobre a identidade do período pós-exílico? Thomas Römer tenta responder a tais questões com uma solução de compromisso entre as mais difundidas hipóteses sobre a origem da OHDtr, notadamente as soluções de Harvard e de Göttingen. Ele defende uma desenvolvimento da obra em três estágios, com uma primeira edição anterior ao exílio (Harvard – F. M. Cross), uma segunda edição durante o exílio (a tese de M. Noth) e uma edição final no pós-exílio (a edição DtrN de Göttingen – R. Smend).

Para saber mais:
. Uma resenha foi feita por John Van Seters e publicada, em 9 de setembro de 2006, na Review of Biblical Literature. O resenhista gosta do trabalho feito por T. Römer, mas levanta uma série de questões que, segundo ele, ainda permanecem sem respostas. E – isso eu acho pertinente – pergunta igualmente se a solução de compromisso entre as principais propostas para explicar a complexidade da OHDtr é uma solução viável, pois a dificuldade para se identificar claramente os vários estratos literários desta composição é fato notório.