Biblioteca digital da UE pretende chegar a 6 milhões de obras até 2010

Folha Online: 25/08/2006 – 15h51

UE pede que países digitalizem patrimônio cultural


da Ansa, em Bruxelas

A Comissão Européia recomendou nesta sexta-feira a todos os Estados membros da UE (União Européia) que procurem disponibilizar com rapidez seu patrimônio cultural de forma digitalizada, para respeitar o objetivo de criar até 2010 uma biblioteca digital que conte com um arcevo de pelo menos 6 milhões de obras (…) Dessa forma, praticamente todos os arquivos, museus e bibliotecas européias, que sozinhas reunem cerca de 138 milhões de obras registradas, poderão coligar seu conteúdo digital à biblioteca digital européia, que disponibilizará o material a todos os cidadãos do mundo (cont.)

Dom Helder, homem do povo e para o povo, em documentário

Folha Online: 25/08/2006 – 09h12

Filme registra dom Helder como líder progressista da Igreja

Christian Petermann – do Guia da Folha

Há documentários que se sustentam por seu objeto de estudo, já que não propõem discussões estéticas. É o caso de “Dom Helder Câmara – O Santo Rebelde”, projeto acalentado há muito pela cineasta Érika Bauer. Ela partiu da biografia escrita por padre Reginaldo, também um dos entrevistados, que atiçou sua curiosidade a respeito desta figura vital tanto na ala progressista da Igreja Católica quanto como resistência à ditadura militar. Fruto de uma pesquisa rigorosa e exaustiva, Bauer dispôs de imagens raras de arquivos nacionais e internacionais, que recuperam para espectadores mais jovens os eloqüentes discursos de dom Helder, morto em 1999. Homem do povo e para o povo, ele sempre foi muito lúcido em sua campanha contra qualquer injustiça. Forte ponto de apoio no elogio à sua figura pública, por exemplo, são os depoimentos de Leonardo Boff (cont.)

Recursos para o estudo do hebraico bíblico

Se você precisa saber o que existe de recursos para o estudo do Hebraico Bíblico, especialmente em inglês, vale a pena consultar Biblical Hebrew Resources da página Codex de Tyler F. Williams. Ele diz:

Having taught Biblical Hebrew in both university and seminary contexts for over a decade, I have developed a number of resources for my students. I have included many of them here to encourage anyone interested in learning (and mastering) Classical Hebrew — the original language of the Old Testament/Hebrew Bible.

If you have not taken any Biblical Hebrew yet, and want some guidance in terms of Hebrew textbooks, then you will want to look at my Learning Biblical Hebrew Page where I survey available introductory Hebrew grammars.

For students with one year of introductory Hebrew under their belt, I have put together a set of pages for Mastering Biblical Hebrew. These pages highlight a number of resources that may help you gain further proficiency in Classical Hebrew. I have also put together a page on Hebrew Terminology that will help cut through some of the confusion that besets students once they move beyond their introductory grammars.

In addition, I have included some useful Charts & Handouts, a discussion of Hebrew Software, and some useful Internet links on a General Hebrew Resources page. (For those wanting some information on Hebrew fonts, see my Biblical Fonts page)

Finally, those students (or instructors) using Bonnie Kittel‘s Biblical Hebrew: A Text and Workbook for introductory Hebrew may find some of the resources I have developed specifically for this grammar, including a flashcard database. These are found on my Resources for Kittel page.

A viagem de um peso pesado, o faraó Ramsés II

Multidão segue transferência de estátua de Ramsés 2º no Egito

da Efe, no Cairo – Folha Online: 25/08/2006 – 11h55

A gigantesca estátua de Ramsés 2º, um dos mais prestigiosos faraós do antigo Egito, foi transportada nesta sexta-feira com sucesso da praça mais movimentada do Cairo para um local próximo às famosas pirâmides de Quéops, Quéfren e Miquerinos, nos arredores da capital. A estátua, de 83 toneladas, foi retirada da praça que leva seu nome – em frente a uma estação ferroviária, onde permaneceu por mais de 50 anos – à 1h desta sexta-feira (19h de quinta-feira, em Brasília) e chegou a seu destino às 11h10 locais (5h10 desta sexta, em Brasília), uma área desértica, próxima à estrada que une Cairo e Alexandria. O monumento, transportado em meio a uma grande ovação em duas plataformas móveis de 128 rodas, rebocadas por um caminhão, ficará em um armazém especial até ser colocado no novo Museu Egípcio, nessa mesma região. “Este é o lugar onde esta importante estátua merece estar: no maior museu do mundo”, disse o ministro da Cultura, Farouk Hosni. “Só falta vê-la na entrada do museu”, cuja construção terminará em 2010, acrescentou. A razão para a mudança é a deterioração que a estátua sofreu devido à poluição sonora e do meio-ambiente causadas pelos milhares de carros que passavam diariamente em frente ao monumento e os tremores causados pelo metrô (cont.)

Orkut Büyükkökten

Google ameaça fechar Orkut no Brasil

O Orkut, site de relacionamentos virtuais que é mantido pelo Google, pode fechar suas atividades no Brasil ou pelo menos limitar o acesso de internautas brasileiros. A informação foi obtida pela Folha na sede da empresa em Mountain View, na Califórnia. As pessoas ouvidas pediram anonimato por se tratar indiretamente de uma questão jurídica em andamento.

Para a empresa, a ação pode ser tomada se não for possível coibir excessos dos usuários brasileiros ou não se chegar a um acordo com a Justiça do país. A direção do Google avalia que, seja qual for o resultado da atual disputa jurídica, a imagem do site pode sair irremediavelmente arranhada no Brasil, país que responde por entre 80% e 90% do total de usuários, de cerca de 20 milhões.

Em conversa por telefone, a diretora jurídica do Google, Nicole Wong, disse que “nenhuma hipótese está descartada”, mas que a empresa “está muito feliz em prover esse serviço ao Brasil e gostaria muito de poder continuar a fazê-lo”.

O Orkut está envolvido num imbróglio jurídico há alguns meses. O procurador da República Sérgio Suiama, do Ministério Público Federal, investiga crimes que teriam sido praticados no ambiente ou por intermédio do site desde 2003.

Até hoje, foram abertos 52 pedidos de quebra de sigilo, na maioria casos de pedofilia e de crimes de racismo e ódio. Desde que o Google abriu um escritório no Brasil, no ano passado, Suiama afirma tentar negociar o fornecimento de dados para a identificação dos autores das comunidades criminosas.

Na terça, o Ministério Público entrou com ação civil para obrigar o Google Brasil a pagar multa de R$ 200 mil por dia por caso não cumprido, indenização por danos morais já causados de R$ 130 milhões, ou 1% do faturamento da receita do grupo em 2005, e, em último caso, fechamento da filial. A alegação é que a empresa descumpre seguidamente decisões da Justiça.

A Google Inc. diz que cumpriu todos os pedidos endereçados corretamente até hoje. A Folha apurou ainda que a empresa reluta em ceder dados de seus usuários, a não ser em acordo com a Justiça dos EUA, por temer que esses possam ter uso político. Precedentes citados são os de autoridades chinesas e iranianas, que já exigiram informações de dissidentes dos respectivos regimes.

Na terça ainda, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados (CDHM) entregou à Embaixada dos Estados Unidos um relatório com denúncias de crimes de pornografia infantil e pedofilia supostamente cometidos no Orkut. O documento foi preparado pela Safernet, ONG que recebeu, de 30 de janeiro a 26 de abril, 34.715 denúncias de pornografia infantil no site de relacionamentos.

Abrigado no Google –empresa criada em 1998 pelos ex-colegas de Stanford Sergey Brin e Larry E. Page e que faturou US$ 6,1 bilhões no ano passado– o Orkut era um projeto universitário do turco naturalizado norte-americano Orkut Büyükkökten. O Google logo incorporou o site de relacionamentos, que explodiu nos EUA na mesma época em que outros do mesmo tipo, como o MySpace e o Facebook.

Por algum motivo, no entanto, o Orkut ganhou a preferência dos internautas brasileiros, que são hoje os maiores frequentadores.

Fonte: Sérgio Dávila – Folha Online: 25/08/2006