A história vista a partir de Israel Norte

KAEFER, J. A. A Bíblia, a arqueologia e a história de Israel e Judá. São Paulo: Paulus, 2015, 112 p. – ISBN 9788534941549. 

KAEFER, J. A. A Bíblia, a arqueologia e a história de Israel e Judá

Diz a editora:
Nas duas últimas décadas, a arqueologia e as pesquisas literárias da Bíblia têm mudado a compreensão da história de Israel. Tanto que, em nossos dias, não é mais apropriado pensar Israel e sua história como única grande entidade nacional sob um único governo, mas como duas entidades distintas: Israel Norte e Judá. O marco é 722 a.C., quando a Assíria invade a capital Samaria. Só então Judá se torna independente do domínio do norte, se desenvolve e começa a escrever a história, incorporando e assumindo as tradições do norte como suas. Portanto, “desenterrar” a memória de Israel Norte é ainda uma tarefa longa, mas que este livro se propõe a iniciar: a história vista a partir de Israel Norte.

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Finkelstein recebe prêmio por livro sobre Israel

Mito e História na Bíblia

NIESIOLOWSKI-SPANÒ, L.; PERI, C.; WEST, J. (eds.) Finding Myth and History in the Bible: Scholarship, Scholars and Errors. London: Equinox Publishing, 2015, 320 p. – ISBN 9781781791264.

The essays collected in this volume focus on methodological and historical topics related to the study of the history of ancient Israel. Contributors offer readers new readings of disputed texts, new methodological tools for study of the ancient world inhabited by an entity called Israel, and a variety of reinterpretations of biblical texts. Contributors include Thomas L. Thompson, Philip Davies, Niels Peter Lemche, Etienne Nodet, Mario Liverani, and many other leading academics.

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Bibliografia

Francisco no Encontro Mundial dos Movimentos Populares

Que o clamor dos excluídos seja escutado na América Latina e em toda a terra.

“A justa distribuição dos frutos da terra e do trabalho humano não é mera filantropia. É um dever moral. Para os cristãos, o encargo é ainda mais forte: é um mandamento. Trata-se de devolver aos pobres e às pessoas o que lhes pertence. O destino universal dos bens não é um adorno retórico da doutrina social da Igreja. É uma realidade anterior à propriedade privada. A propriedade, sobretudo quando afeta os recursos naturais, deve estar sempre em função das necessidades das pessoas. E estas necessidades não se limitam ao consumo. Não basta deixar cair algumas gotas, quando os pobres agitam este copo que, por si só, nunca derrama. Os planos de assistência que acodem a certas emergências deveriam ser pensados apenas como respostas transitórias. Nunca poderão substituir a verdadeira inclusão: a inclusão que dá o trabalho digno, livre, criativo, participativo e solidário”, afirmou o Papa Francisco, num discurso considerado por lideranças dos movimentos populares como ‘irretocável”, proferido no Encontro Mundial dos Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, no dia 09.07.2015.

Segundo o Papa, “os movimentos populares têm um papel essencial, não apenas exigindo e reclamando, mas fundamentalmente criando. Vós sois poetas sociais: criadores de trabalho, construtores de casas, produtores de alimentos, sobretudo para os descartados pelo mercado global”.

Leia o discurso de Francisco.

Fonte: “Esta economia mata. Precisamos e queremos uma mudança de estruturas”, afirma o Papa Francisco – Notícias: IHU On-Line 10.07.2015

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Movimientos Populares
Encontro Mundial de Movimentos Populares tem início em Santa Cruz, Bolívia 
Inicia-se o II Encontro de Movimentos Sociais e Populares, promovido pelo Papa Francisco e Evo Morales
Carta dos Excluídos aos Excluídos
Francisco: comprometido com o povo

Resenhas na RBL – 26.06.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Herbert W. Bateman IV
Interpreting the General Letters: An Exegetical Handbook
Reviewed by Brian C. Small

Maurice Casey
Jesus: Evidence and Argument or Mythicist Myths?
Reviewed by James F. McGrath

L. Juliana Claassens and Klaas Spronk, eds.
Fragile Dignity: Intercontextual Conversations on Scriptures, Family, and Violence
Reviewed by Marta Høyland Lavik

Michael Coogan
The Ten Commandments: A Short History of an Ancient Text
Reviewed by Ralph K. Hawkins
Reviewed by Zev Garber

Walter Farber
Lamaštu: An Edition of the Canonical Series of Lamaštu Incantations and Rituals and Related Texts from the Second and First Millennia B.C.
Reviewed by Michael S. Moore

Jack J. Gibson
Peter between Jerusalem and Antioch: Peter, James and the Gentiles
Reviewed by Timothy P. Henderson

Oliver Glanz
Understanding Participant-Reference Shifts in the Book of Jeremiah: A Study of Exegetical Method and Its Consequences for the Interpretation of Referential Incoherence
Reviewed by Kelly A. Whitcomb

Philip Goodwin
Translating the English Bible: From Relevance to Deconstruction
Reviewed by Clement Tong

Ryan Leif Hansen
Silence and Praise: Rhetorical Cosmology and Political Theology in the Book of Revelation
Reviewed by Shane J. Wood

Mark Harris
The Nature of Creation: Examining the Bible and Science
Reviewed by Graham B. Walker Jr.

Carl R. Holladay, John T. Fitzgerald, Gregory E. Sterling, and James W. Thompson, eds.
Light from the Gentiles: Hellenistic Philosophy and Early Christianity: Collected Essays, 1959–2012, by Abraham J. Malherbe
Reviewed by Matthew V. Novenson

S. R. Llewelyn and J. R. Harrison, eds.
New Documents Illustrating Early Christianity: Greek and Other Inscriptions and Papyri Published 1988–1992
Reviewed by Thomas J. Kraus

Marvin W. Meyer
The Gospels of the Marginalized: The Redemption of Doubting Thomas, Mary Magdalene, and Judas Iscariot in Early Christian Literature
Reviewed by Arie W. Zwiep

Christopher T. Paris
Narrative Obtrusion in the Hebrew Bible
Reviewed by Karolien Vermeulen
Reviewed by Benjamin J.M. Johnson

Robert F. Stoops
The Acts of Peter
Reviewed by Jason Sturdevant

Alexa F. Wilke
Die Gebete der Propheten: Anrufungen Gottes im ‘corpus propheticum’ der Hebräischen Bibel
Reviewed by Gert Kwakkel

Jacob L. Wright
David, King of Israel, and Caleb in Biblical Memory
Reviewed by A. Graeme Auld
Reviewed by Bob Becking

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Resenhas na RBL – 19.06.2015

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Peter Bing and Regina Höschele
Aristaenetus, Erotic Letters
Reviewed by Richard I. Pervo

David E. Briones
Paul’s Financial Policy: A Socio-theological Approach
Reviewed by Julien M. Ogereau

Brandon D. Crowe
The Obedient Son: Deuteronomy and Christology in the Gospel of Matthew
Reviewed by Don Garlington

Philip R. Davies
On the Origins of Judaism
Reviewed by Daniel Boyarin

Patricia Dutcher-Walls
Reading the Historical Books: A Student’s Guide to Engaging the Biblical Text
Reviewed by Iain Provan

J. Scott Duvall and J. Daniel Hays
Living God’s Word: Discovering Our Place in the Great Story of Scripture
Reviewed by James W. Thompson

Jörg Frey and Angela Standhartinger, eds.
Neues Testament und frührabbinisches Judentum
Reviewed by Judith M. Lieu

Joel B. Green and Tim Meadowcroft, eds.
Ears That Hear: Explorations in Theological Interpretation of the Bible
Reviewed by Craig L. Blomberg

Martin Hengel
Between Jesus and Paul: Studies in the Earliest History of Christianity
Reviewed by Timothy P. Henderson

Pieter W. van der Horst
Studies in Ancient Judaism and Early Christianity
Reviewed by Matthew J. Grey

Alexander Kyrychenko
The Roman Army and the Expansion of the Gospel: The Role of the Centurion in Luke-Acts
Reviewed by James M. Morgan

Clemens Leonhard and Hermut Lohr, eds.
Literature or Liturgy?
Reviewed by Thomas Bergholz

Jared L. Miller
Royal Hittite Instructions and Related Administrative Texts
Reviewed by Michael S. Moore

Birger Olsson
A Commentary on the Letters of John: An Intra-Jewish Approach
Reviewed by Daniel R. Streett

Stanley E. Porter and Cynthia Long Westfall, eds.
The Church, Then and Now
Reviewed by Nijay Gupta

Rafael Rodríguez
Oral Tradition and the New Testament: A Guide for the Perplexed
Reviewed by Werner H. Kelber

Michael Tuval
From Jerusalem Priest to Roman Jew: On Josephus and the Paradigms of Ancient Judaism
Reviewed by Jonathan Klawans

David R. Wallace
Election of the Lesser Son: Paul’s Lament-Midrash in Romans 9–11
Reviewed by A. Chadwick Thornhill

Matt Waters
Ancient Persia: A Concise History of the Achaemenid Empire, 550–330 BCE
Reviewed by Jason Silverman

Ola Wikander
Drought, Death, and the Sun in Ugarit and Ancient Israel: A Philological and Comparative Study
Reviewed by Laura Quick

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Sobre as lendas urbanas na web

Hocus pocus, tontus talontus, vade celeriter jubeo*

arapuca, armadilha, arteirice, artimanha, balela, batota, blefe, cambalacho, cilada, conversa, embromação, embuste, engodo, esparrela, falcatrua, farsa, fraude, fuxico, golpe, impostura, insídia, intriga, lábia, lambança, léria, logro, manha, manobra, maquinação, mentira, mutreta, patacoada, patifaria, patranha, perfídia, peta, potoca, pulha, raposice, ratoeira, trama, tramoia, trapaça, treta, truque, velhacaria…

Quatro sites interessantes sobre lendas urbanas na web:

:: Quatrocantos.com
Desvendando lendas, hoaxes e mitos da Internet desde 1999. Lendas urbanas, pulhas virtuais, boatos, desinformação, teorias conspiratórias, mentiras, vírus, cavalos de troia, golpes e muitas outras coisas que vagam pela Internet. Em português.

:: Boatos.org
Histórias “incríveis” de outros locais do mundo, sugestões de configurações para se proteger nas redes sociais e outras balelas aparecem diariamente na tela dos nossos computadores, tablets e celulares. O site analisa algumas dessas mentiras que são contadas online. Em português.

:: E-farsas.com
Com a intenção de usar a própria internet para desmistificar as histórias que nela circulam, o E-farsas.com nasceu no dia 1 de abril de 2002. Em 2011, passou a fazer parte do Portal R7, na área de entretenimento.

:: Snopes.com
Internet reference source for urban legends, folklore, myths, rumors, and misinformation. Em inglês.

* Hocus Pocus? Composição obscura de palavras usadas por um mágico para confundir sua audiência, para fazer seu truque funcionar mais facilmente sem ser descoberto. Foi o que explicou Thomas Ady em seu livro A Candle in the Dark, publicado em Londres em 1656.

“I will speak of one man more excelling in that craft than others, that went about in King James his time, and long since, who called himself, The Kings Majesties most excellent Hocus Pocus, and so was he called, because that at the playing of every Trick, he used to say, Hocus pocus, tontus talontus, vade celeriter jubeo, a dark composure of words, to blinde the eyes of the beholders, to make his Trick pass the more currantly without discovery, because when the eye and the ear of the beholder are both earnestly busied, the Trick is not so easily discovered, nor the Imposture discerned” (Thomas ADY, A Candle in the Dark: or, A Treatise Concerning the Nature of Witches and Witchcraft: Being Advice to Judges, Sheriffes, Justices of the Peace, and Grand-Jury-men, what to do, before they passe Sentence on such as are Arraigned for their Lives as Witches. London, 1656, 164 p.).

Apocalypse Now? Not Yet!

Barack Obama e Marieta Severo mandaram dizer que discordam do discurso de fim de mundo.

OBAMA BATE NA GLOBO E DECEPCIONA GOLPISTAS

Página do E – 01/07/2015

Presidente dos Estados Unidos respondeu à jornalista Sandra Coutinho, da Globonews, que ao contrário do que ela constatava, o país não considera o Brasil um líder regional, mas global; depois, a uma pergunta sobre Lava Jato, disse ainda que não iria se manifestar sobre um assunto que aguarda decisão judicial; “Obama decepcionou os adversários do governo — que aguardavam um sinal de desagrado com Dilma e seu governo”, avalia Paulo Moreira Leite, diretor do 247 em Brasília; ao destacar que “o sinal não veio e essa é a notícia da visita” da presidente Dilma aos EUA, PML lembra da resposta otimista da atriz Marieta Severo sobre o Brasil, no programa do Faustão, e constata: “personalidades tão diferentes e mesmo opostas pela visão de futuro, Barack Obama e Marieta Severo mandaram dizer que discordam do discurso de fim de mundo que se tornou a melodia base da Globo”

Por Paulo Moreira Leite

A cena mais importante da visita de Dilma Rousseff aos Estados Unidos ocorreu na entrevista coletiva na Casa Branca. Você sabe do que se trata. Sorteada para fazer uma pergunta, a repórter Sandra Coutinho, da Globo News, colocou uma questão que iria deixar Dilma e o governo brasileiro em posição delicada. Depois de dizer, como se fosse um fato objetivo sabido de todos, que o governo brasileiro se vê como um líder mundial, enquanto Washington encara o país de forma menor, como uma liderança regional, Sandra Coutinho perguntou: “Como conciliar essas duas visões?”

Dilma não teve tempo de responder. Melhor pessoa entre os presentes para esclarecer como Washington “encara o país”, Barack Obama saiu na frente e corrigiu a pergunta: “Nós vemos o Brasil não como uma potência regional, mas como uma potência global. Se você pensar (…) no G-20, o Brasil é uma voz importante ali. As negociações que vão acontecer em Paris, sobre as mudanças climáticas, só podem ter sucesso com o Brasil como líder-chave. Os anúncios feitos hoje sobre energia renovável são indicativos da liderança do Brasil”, disse.

Obama ainda acrescentou: “O Brasil é um grande ator global e eu disse para a presidente Dilma na noite passada que os Estados Unidos, por mais poderosos que nós sejamos, e por mais interessados que estejamos em resolver uma série de problemas internacionais, reconhecemos que não podemos fazer isso sozinhos”.

A reação de Obama tem importância pelo conteúdo e pela forma. Indo além do jornalismo, no qual todo repórter tem o direito de colocar a questão que achar pertinente para toda autoridade que lhe dá essa chance, é possível discutir ideias.

No complicado contexto atravessado pelo país, a pergunta ajudava a rebaixar o governo brasileiro aos olhos do governo norte-americano, constrangendo Dilma perante seu anfitrião e perante a audiência da emissora no Brasil.

Apresentada como um simples dado objetivo, um elemento da paisagem assim como as colunas da Casa Branca, a teoria de que o governo brasileiro tem uma visão errada sobre si mesmo — e sobre o lugar do país no mundo, portanto — embute uma crítica política conhecida à atual política externa brasileira, alimentada por analistas e formuladores ligados ao PSDB e a círculos conservadores da capital americana. Mas está longe de ser uma unanimidade em Washington, onde, ao contrário do que se pensa no Brasil, não vigora o Pensamento Único.

Ao dizer que o governo se acha mais do que realmente é na visão dos EUA, a pergunta sugere que nossa diplomacia precisa reconhecer seu lugar, vamos dizer assim. Precisa achar um caminho para “conciliar” a visão de brasileiros e norte-americanos sobre nosso papel no mundo, pois do jeito que está não pode ficar. Você entendeu o que está por trás disso, certo?

Mas não só. Quando um repórter da Folha — exercendo o sagrado direito de perguntar — colocou uma questão que remetia à Lava Jato, o que também iria atingir a presidente brasileira, Obama respondeu de forma exemplar que não iria se manifestar sobre um assunto que aguarda decisão judicial. Uma reação adequada, num país que inspirou Alexis de Tocqueville a definir a separação de poderes como a base da democracia moderna, não é mesmo?

A reação de Obama tem outro elemento importante — a luz dos antecedentes. Em 1962, quando João Goulart se recusou a participar do bloqueio a Cuba, a CIA e a Casa Branca passaram a considerar o Brasil como “o mais urgente problema da América Latina”, recorda o historiador Muniz Bandeira.

Poucas pessoas sabiam, naquela época, mas John Kennedy havia acertado, nos bastidores, apoio ao movimento militar que derrubou Goulart em março de 1964. Mesmo em publico, Kennedy não deixava de manifestar sua hostilidade em relação ao governo brasileiro, fazendo declarações que não tinham “precedente na história das relações internacionais,” como recorda Muniz Bandeira num livro indispensável, “O governo João Goulart.”

Referindo-se a um presidente em pleno exercício de um mandato legítimo, Kennedy dizia — em entrevistas — que considerava a situação do Brasil das “mais penosas” por causa da inflação de 5% ao mês, o que anulava a “ajuda americana e aumentava a instabilidade política.” Kennedy cobrava e reclamava, sem rodeios: “o Brasil deve tomar providências. Não há nada que os Estados Unidos possam fazer em benefício do povo brasileiro enquanto a situação monetária e fiscal for tão instável.”

Com sua atitude, 63 anos depois, Obama decepcionou os adversários do governo — que aguardavam um sinal, com graus possíveis de sutileza, de desagrado com Dilma e seu governo.

O sinal não veio e essa é a notícia da visita.

E é curioso notar que há algo semelhante entre a reação de Obama na coletiva da Casa Branca e a resposta firme, educada, mas muito pertinente, de Marieta Severo a um comentário de Faustão no programa de domingo.

Ouvindo uma versão tropical do discurso típico de um país “que não conhece o seu lugar”, Marieta reagiu: “Estamos numa crise mas vamos sair dela.” Sem nenhuma agressividade, mas com a firmeza de quem não tem disposição para servir de escada para discursos apocalípticos sobre o Brasil, a atriz prosseguiu: “eu sou sempre otimista”. O país caminhou muito. Pra mim, tem uma coisa muito importante: a inclusão social, a luta contra a desigualdade. A gente teve muito isso nos últimos anos.”

Pode-se dizer, assim, que nos últimos dias ocorreu uma situação fantástica e inesperada. De pontos tão distantes do planeta e do universo das ideias políticas de nosso tempo, personalidades tão diferentes e mesmo opostas pela visão de futuro, Barack Obama e Marieta Severo mandaram dizer que discordam do discurso de fim de mundo que se tornou a melodia base da Globo, alimentando tanto programas de entretenimento como o jornalismo.

Engraçado, não?