Caos Construtivo: o projeto Novo Oriente Médio

Esse projeto, que tem estado em fase de planejamento por diversos anos, consiste em criar um arco de instabilidade, caos e violência que se estenda do Líbano, da Palestina e da Síria até o Iraque, o Golfo Pérsico, o Irã e as fronteiras do Afeganistão, guarnecido pela OTAN”. O projeto ‘Novo Oriente Médio’ foi introduzido publicamente por Washington e Tel Aviv esperando que o Líbano fosse o ponto de pressão para realinhar todo o Oriente Médio e assim desencadear as forças do “caos construtivo”. Esse “caos construtivo” — que gera condições de violência e guerra na região — seria então usado de forma e permitir que os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e Israel pudessem redesenhar o mapa do Oriente Médio de acordo com suas necessidades e objetivos geoestratégicos… (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, November 2006).

This project, which has been in the planning stages for several years, consists in creating an arc of instability, chaos, and violence extending from Lebanon, Palestine, and Syria to Iraq, the Persian Gulf, Iran, and the borders of NATO-garrisoned Afghanistan. The ‘New Middle East’ project was introduced publicly by Washington and Tel Aviv with the expectation that Lebanon would be the pressure point for realigning the whole Middle East and thereby unleashing the forces of “constructive chaos.” This “constructive chaos” –which generates conditions of violence and warfare throughout the region– would in turn be used so that the United States, Britain, and Israel could redraw the map of the Middle East in accordance with their geo-strategic needs and objectives… (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, November 2006).

 

:: Terrorismo patrocinado pelos EUA no Iraque e “O Caos Construtivo” no Oriente Médio – Julie Lévesque/Global Research | Washington – Opera Mundi 25/06/2014 – 15h21

O Iraque está novamente nas capas. E novamente a imagem que nos é apresentada pelos meios de comunicação de massa é uma mistura de meias-verdades, mentiras, desinformação e propaganda. A grande mídia não conta que os Estados Unidos estão patrocinando os dois lados do conflito iraquiano. Washington está publicamente apoiando o governo xiita do Iraque, enquanto secretamente treina, dá munição e patrocina o sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Apoiar o influxo de brigadas terroristas no Iraque é um ato de agressão estrangeira. Mas a mídia de massa te dirá que a administração Obama está “preocupada” com as ações cometidas pelos terroristas.

A narrativa preferida da maior parte dos grandes meios de comunicação ocidentais e dos EUA é a de que a situação corrente é devida à “retirada” das tropas estadunidenses que terminou em dezembro de 2011 (mais de 200 soldados norte-americanos e assessores militares permaneceram no Iraque). Esse retrato, no qual a retirada dos EUA é culpada pela insurgência, não faz conexão entre a invasão dos EUA em 2003 e a ocupação que se seguiu. Também ignora os esquadrões da morte treinados pelos assessores norte-americanos no Iraque na esteira da invasão e que são o coração da agitação atual.

Como de costume, a grande mídia não quer que você entenda o que está acontecendo. Seu objetivo é moldar percepções e opiniões, construindo uma visão de mundo que serve a interesses poderosos. Por causa disso, eles vão te dizer que é uma guerra civil.

O que está se desenrolando é um processo de “caos construtivo”, projetado pelo Ocidente. A desestabilização do Iraque e sua fragmentação foram planejadas há muito tempo e são parte do “mapa militar Anglo-Americano-Israelense no Oriente Médio”, conforme explicado em 2006 no seguinte artigo…

Leia o texto completo.

 

:: US-Sponsored Terrorism in Iraq and “Constructive Chaos” in the Middle East – By Julie Lévesque: Global Research, June 19, 2014

Iraq is once again front page news. And once again the picture that is presented to us in the Western mainstream media is a mixture of half truths, falsehoods, disinformation and propaganda. The mainstream media will not tell you that the US is supporting both sides in the Iraqi conflict. Washington is overtly supporting the Iraqi Shiite government, while covertly training, arming and funding the Sunni Islamic State of Iraq and Syria (ISIS). Supporting the influx of terrorist brigades in Iraq is an act of foreign aggression. But the mainstream media will tell you that the Obama administration is “concerned” by the actions committed by the terrorists.

The preferred narrative in the U.S. and most Western mainstream media is that the current situation is due to the U.S “withdrawal” which ended in December 2011 (more than 200 U.S. troops and military advisors remained in Iraq). This portrait of events in which the US withdrawal is to blame for the insurgency does not draw any connection between the U.S. invasion of 2003 and the occupation that ensued. It also ignores the death squads trained by U.S advisors in Iraq in the wake of the invasion and which are at the heart of the current turmoil.

As usual, the mainstream media does not want you to understand what’s going on. Its goal is to shape perceptions and opinions by crafting a view of the world which serves powerful interests. For that matter, they will tell you it’s a civil war.

What is unfolding is a process of “constructive chaos”, engineered by the West.  The destabilization of Iraq and its fragmentation has been planned long ago and is part of the ”Anglo-American-Israeli ‘military road map’ in the Middle East”, as explained in 2006 in the following article…

Alguns ebooks e revistas da Brill, gratuitos

Alguns ebooks e umas tantas revistas de graça. Isto pode interessar a alguns. Ainda mais se considerarmos os altos preços da Brill…

:: Brill Open E-Book Collection

:: Free Access 4 You
In addition to Brill’s Open Access initiatives, Brill has made a selection of new journals (now in their issues 1-3) freely accessible for individuals. Take advantage of this opportunity and get a feel for the latest additions to our journal program, free of charge.

Padrões de entonação do português brasileiro

Pesquisa identifica padrões de entonação do português brasileiro – Diego Freire: Agência FAPESP 26/06/2014

Além do vocabulário próprio e de peculiaridades relacionadas aos elementos das frases, o português falado no Brasil tem importantes diferenças em relação ao de Portugal e de outros países lusófonos no ritmo e na entonação da fala.

Foi na melodia da língua falada que se concentraram os estudos da pesquisa “Fraseamento entoacional em português brasileiro”, conduzida com o apoio da FAPESP por Flaviane Romani Fernandes Svartman, do Departamento de Letras Clássicas e Vernáculas da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP).

Frases escritas da mesma forma em todas as variedades do português são faladas de maneiras diferentes em cada lugar. Enquanto um brasileiro lê a sentença “A libanesa maravilhosa rememorava a melodia” pronunciando de forma mais marcante, em termos melódicos, as sílabas tônicas de cada palavra, um português marca melodicamente as sílabas iniciais e finais, dando a impressão de um ritmo mais acelerado.

A sentença faz parte das gravações feitas pelos pesquisadores para os estudos. Por meio de leituras e conversações espontâneas de grupos de pessoas falantes do dialeto paulista, a pesquisa construiu uma base de dados que vai compor o Atlas Interativo da Prosódia do Português, o InAPoP, projeto ao qual a pesquisa de Svartman se vincula, coordenado pela pesquisadora Sónia Frota, da Universidade de Lisboa, com apoio da Fundação para a Ciência e Tecnologia do Ministério da Ciência e do Ensino Superior de Portugal. As gravações permitiram o estudo das estruturas de entonação e do processo de formação de padrões prosódicos de fala.

O trabalho do grupo de Svartman integra também o projeto internacional Intonational Phrasing in Romance, desenvolvido por pesquisadores da Aix Marseille Université, na França, da Euskal Herriko Unibertsitatea, no País Basco, da Universidade de Lisboa, em Portugal, e da Universitat Pompeu Fabra, na Catalunha, e incluiu o português brasileiro na construção de um banco de dados da entonação das diferentes línguas românicas, o Romance Languages Database (RLD).

Trata-se de um extenso banco de dados de fala inicialmente criado para os idiomas catalão, português e espanhol, composto por frases com sujeito, verbo e objeto nesta ordem e padronizadas em número de sílabas e em complexidade sintática e prosódica – permitindo, dessa forma, uma comparação direta entre as línguas e suas variedades. Além de Svartman, colaboram com o RLD a catalã Pilar Prieto, a portuguesa Sónia Frota e o espanhol Gorka Elordieta.

Parte da base de dados do dialeto paulista já está disponível para pesquisadores e interessados em geral no site do InAPoP. Com o auxílio de alunos de iniciação científica e de mestrado da FFLCH, foram realizadas gravações de sentenças interrogativas, exclamativas e focalizadas – aquelas em que há ênfase em alguma parte da frase, como quando se fala “João veio, mas não o Pedro, reforçando a palavra “João” em oposição a “Pedro”.

Uma das gravações foi feita durante uma tarefa de localização e indicação de direções em mapas por mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos; outra, durante um relato oral sobre a profissão e experiências marcantes vividas por uma pessoa com mais de 65 anos. As pessoas são separadas por gênero e idade de modo a não permitir variações de fala em um mesmo grupo.

Em seguida, foram feitas descrições e análises do fraseamento entoacional de parte desses dados, comparando-os com outras variedades do português brasileiro e do português europeu. Os resultados foram divulgados na comunicação “Fatores determinantes na atribuição de acentos tonais em sentenças neutras do português”, proferida no Castilho – II Congresso Internacional de Linguística Histórica da USP.

Guiné-Bissau e Europa

Na comparação com outras línguas românicas, a pesquisa observou que no espanhol, no português do norte de Portugal e no português brasileiro há variação melódica entre o sujeito e o predicado, diferente do português europeu padrão – o dialeto lisboeta.

A pesquisa incluiu ainda a variedade falada na Guiné-Bissau como objeto das análises comparativas. A inclusão foi proporcionada pelo contato com intercambistas do país africano, vindos como alunos regulares do curso de Letras da FFLCH-USP por meio de convênio internacional com instituições de ensino superior.

A pesquisa investigou até que ponto as variedades de português se aproximam ou se distanciam quanto a aspectos prosódicos. Tanto nos dados analisados do português brasileiro como nos da Guiné-Bissau há variações melódicas associadas a praticamente cada palavra das sentenças.

No português brasileiro não há variação depois da última sílaba tônica da última palavra que compõe o sujeito em sentenças neutras, enquanto no português da Guiné-Bissau a variação melódica é percebida.

Por exemplo, na sentença “O boliviano mulherengo memorizava uma melodia”, um brasileiro pronuncia de forma mais marcante, melodicamente, as sílabas tônicas do sujeito – o “a” de “boliviano” e o “ren” de “mulherengo” – e um guineense, além disso, também marca a última sílaba da última palavra que compõe esse elemento. Em outras sentenças os falantes do português da Guiné-Bissau podem marcar elementos sintáticos diferentes, como o objeto.

Além da FAPESP, os estudos contaram com o apoio institucional do Laboratório de Apoio à Pesquisa e ao Ensino de Letras (Lapel) da FFLCH-USP na constituição de bases de dados de fala.

Recursos online para estudos bíblicos na Tyndale House

Tyndale House Online Resources – Recursos online na Tyndale House da Universidade de Cambridge, Reino Unido.

Se você procura bons recursos online, gratuitos, para o estudo da Bíblia, uma visita à Tyndale House é obrigatória.

Set amid the buildings of the University of Cambridge, Tyndale House is a study centre focusing on advancing understanding of the Bible. Tyndale House is committed to supporting Biblical research by providing electronic resources necessary for the task, without payment whenever possible. This includes means for writing and studying Biblical languages, finding primary and secondary literature, and studying the text in its original languages.

Free resources include:

  • Unicode Fonts – Greek, Hebrew & Transliteration fonts and keyboards for PCs and Macs
  • Finding Sources – links to the best Biblical Studies and Theology sites and sources
  • Finding Books – links to the best bibliography databases and catalogues for online reading
  • Bible Software – links and introductions to the best tools for Biblical Studies, commercial and free
  • 2LetterLookup – a quick-click dictionary for Hebrew, Greek, Syriac, Coptic, Arabic, Latin …
  • Lexicons – full-text lexicons for Biblical Languages which are faster to use than paper
  • Tregelles Greek NT – a neglected influential and useful edition of the Greek New Testament
  • Tyndale Toolbar – find online books, read 70+ Bible versions, translation tools and much more

E não deixe de conferir o interessante STEP Bible, version 2.0: an online resource making freely available serious Bible study software from the international team of researchers based at Tyndale House, Cambridge.

E tem mais…

Em meu site e blog já falei muitas vezes dos vários recursos da Tyndale House para o estudo da Bíblia.

Resenhas na RBL: 20.06.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Vita Daphna Arbel
Forming Femininity in Antiquity: Eve, Gender, and Ideologies in the Greek Life of Adam and Eve
Reviewed by F. Scott Spencer

Walter A. Elwell and Robert W. Yarbrough
Encountering the New Testament: A Historical and Theological Survey
Reviewed by Abson Joseph

Peter W. Flint
The Dead Sea Scrolls
Reviewed by George J. Brooke

William Goodman
Yearning for You: Psalms and the Song of Songs in Conversation with Rock and Worship Songs
Reviewed by T. Michael W. Halcomb

David Weiss Halivni
The Formation of the Babylonian Talmud
Reviewed by Joshua Ezra Burns

Robin M. Jensen
Baptismal Imagery in Early Christianity: Ritual, Visual, and Theological Dimensions
Reviewed by Denis Fortin

Isaac Kalimi, ed.
Jewish Bible Theology: Perspectives and Case Studies
Reviewed by Ginny Brewer-Boydston

William Loader
Making Sense of Sex: Attitudes Towards Sexuality in Early Jewish and Christian Literature
Reviewed by Michael Rosenberg

Víctor Morla
Los manuscritos hebreos de Ben Sira: Traducción y notas
Reviewed by Nuria Calduch-Benages

James Carleton Paget and Joachim Schaper, eds.
The New Cambridge History of the Bible: From the Beginnings to 600
Reviewed by J. Christopher Edwards

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

RAMPART-A

:: Documentos mostram como a NSA grampeia o planeta – Jon Queally, Common Dreams: Carta Maior 21/06/2014
Novo relatório feito pelo The Intercept e um jornal dinamarquês associado revela que a Agência de Segurança Nacional (NSA, em inglês), além de seu conhecido programa de espionagem conhecido como Five Eyes, também possui acordos de vigilância extensos e até agora desconhecidos com outras nações, o que permite um acesso sem precedentes ao sistema de comunicação global e à informação privada de cidadãos do mundo todo que o utilizam. Baseado em documentos fornecidos por Edward Snowden, o relatório detalha um programa chamado RAMPART-A, que usa “pontos de congestionamento” espalhados pelo mundo e permite que a agência “intercepte o conteúdo de chamadas telefônicas, faxes, e-mails, chats de internet, dados de redes privadas e chamadas de softwares como o Skype”.

Leia…

:: ‘Politically Explosive’ Docs Show How NSA Wiretaps Earth – Jon Queally:  Common Dreams – June 19, 2014
New reporting by The Intercept and a partner newspaper in Denmark reveals that the National Security Agency, beyond its well-documented close-ties to the so-called Five Eyes nations, has extensive and previously unknown surveillance agreements with other nations that allow it unsurpassed access to global communication systems and the private information of the world’s citizens that travel through them. Based on documents provided by NSA whistleblower Edward Snowden, the new reporting details a program called RAMPART-A which uses digital “congestion points” located across the world and allows the agency to “intercept the content of phone calls, faxes, e-mails, internet chats, data from virtual private networks, and calls made using Voice over IP software like Skype.”

Leia Mais:
Espionagem

Mais Copa do Mundo 2014 no Brasil

:: Copa: o Brasil ganhou, a mídia perdeu – Luis Nassif: GGN 24/06/2014
Já se tem o resultado parcial da Copa: reconhecimento geral – da imprensa nacional e internacional – que é uma Copa bem organizada… Agora, voltem algumas semanas atrás, pouco antes do início da Copa. A imagem disseminada pela imprensa nacional – era a de um fracasso retumbante… Um dos jornais chegou a afirmar que haveria atentados na Copa, fruto de uma fantasiosa parceria entre os black blocks e o PCC. Outro informou sobre supostas epidemias de dengue em locais de jogo da Copa… O episódio é exemplar para se mostrar a perda de rumo do jornalismo nacional, a incapacidade de separar a disputa política da noção de interesse nacional. E a falta de consideração para com seu principal produto: a notícia.

:: E o Brasil não bebeu água em meia cuia de queijo Palmira – Saul Leblon: Carta Maior 24/06/2014
Os caosnáticos que durante meses anunciaram o apocalipse para os 32 dias em que o país sediaria a Copa do Mundo devem estar duplamente arrependidos. Vencido 1/3 do torneio a apreensão cedeu lugar à agradável sensação de que, afinal, com todas as deficiências sabidas, esse lugar não é a montanha desordenada de incompetência, corrupção e conflagração anunciada – incentivada – por seus vocalizadores desinteressados. O cenário de terra arrasada, que faria a autoestima nacional beber água num pé da mesa, em meia cuia de queijo Palmira, passa ao largo do que se vê, se ouve e se vive dentro e fora dos estádios. Sobretudo, porém, o maior gol contra foi a aposta de que o fracasso da Copa serviria como credenciamento antecipado para  o conservadorismo ‘consertar o Brasil corroído pelo PT’. A menos que um acontecimento inesperado inverta o quadro em curso, a verdade é que estamos diante de um efeito bumerangue em espiral ascendente. Nem mesmo uma eventual eliminação brasileira do torneio poderá modificá-lo. O revés não é café pequeno. Ele desqualifica de forma importante o discurso derrotista da turma do Brasil aos cacos. O caos na Copa era (atenção: ‘é’) acalentado como um precioso passaporte emocional para garantir o livre trânsito do discurso conservador no imaginário brasileiro na disputa presidencial de outubro.

Leia os textos completos.

Leia Mais:
Mídia desembarca da teoria do caos na Copa – Brasil 24/7: 22/06/2014
Os 10 maiores micos da Copa do Mundo do Brasil – Najla Passos: Carta Maior 20/06/2014

Copa do Mundo 2014 no Brasil

Os arautos do caos e do desconcerto na velha mídia nacional e internacional perderam o pé e estão naufragando. Mas nem por isso vão perder a esperança, na expectativa de que ainda haja alguma catástrofe dentro dos campos ou fora dele. Afinal, velha mídia é velha mídia, e tem uma reputação a manter.

5 falácias e 5 verdades sobre a Copa no Brasil – Flávio Aguiar: Carta Maior 22/06/2014

Com base na cobertura da velha mídia nacional e internacional podemos afirmar sem medo de que eram e são falácias:

1. Acreditar que o Brasil não tem condição para organizar eventos deste porte, porque é um país onde grassam apenas  a corrupção, a violência e a incompetência. Quem acreditou nisto perdeu a aposta…

2. O Brasil é e será um país de eternos pobretões, miseráveis e favelados para sempre. O Brasil está se superando e deixando outras nações a ver poeira em matéria de combate à pobreza…

3. A população brasileira tornou-se contrária à realização da Copa no país. Esta é a oração mais repetida da ladainha contra o nosso país. Não é verdade. Sucessivas reportagens de outros países atestam o entusiasmo de nossa população com a Copa, além de depoimentos oriundos do Brasil também…

4. O Brasil não deveria aplicar em estádios o dinheiro que deveria aplicar em educação e saúde. Não só isto não é verdade  – os investimentos motivados pela Copa, inclusive nos estádios, são pequenos em relação ao que o país investe em educação e saúde –  como revela má fé ou ignorância por parte de quem os manipula ou repete. Quem faz isto ou oculta ou ignora a complexidade econômica, social e cultural de um país como o Brasil…

5. As vaias e os insultos do setor VIP no Itaquerão e as manifestações “Não vai ter Copa” são representativas do sentimento e mal estar geral da população. Não são. As vaias e xingamentos provocaram mais repúdio do que aplauso, inclusive por parte de gente do setor conservador e/ou que por qualquer razão não votou nem votaria na presidenta em outubro. As manifestações minguaram em frequência e em número de manifestantes e só ganham espaço na mídia devido à busca de sensacionalismo…

Vamos agora às verdades:

1. Esta pode não ser a Copa das Copas em matéria de futebol, mas decididamente é a melhor Copa nestes termos nos últimos tempos…

2. Nosso povo está dando um show de bola em matéria de alegria, hospitalidade e esportividade…

3. O nosso povo pensa com a cabeça e o coração e ama o nosso país…

4. A realização da Copa está contribuindo para construir uma imagem muito positiva do Brasil e disseminando-a pelo mundo afora. Aos poucos populações de todo o mundo vão pulando por cima dos noticiários preconceituosos e exclusivamente negativos e percebendo por trás deles ou mesmo nas entrelinhas o entusiasmo com que o nosso povo recebe a Copa e seus benefícios. Comentários de leitores indignados com notícias ou artigos que torcem tudo para mostrar apenas o que é ruim – ou o que deveria  ser ruim – se multiplicam.

5. Os arautos do caos e do desconcerto na velha mídia nacional e internacional perderam o pé e estão naufragando. Mas nem por isso vão perder a esperança, na expectativa de que ainda haja alguma catástrofe dentro dos campos (por exemplo, uma possível eliminação precoce do Brasil) ou fora dele: aqui serve qualquer coisa, de inundação a desastre. Afinal, velha mídia é velha mídia, e tem uma reputação a manter.

Leia o texto completo.

Resenhas na RBL: 13.06.2014

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Marielle Frigge
Beginning Biblical Studies
Reviewed by Markus Lang

Jenny R. Labendz
Socratic Torah: Non-Jews in Rabbinic Intellectual Culture
Reviewed by Joshua Schwartz

Bruce W. Longenecker
Hearing the Silence: Jesus on the Edge and God in the Gap -— Luke 4 in Narrative Perspective
Reviewed by Dieter T. Roth

Jill Middlemas, David J. A. Clines, and Else K. Holt, eds.
The Centre and the Periphery: A European Tribute to Walter Brueggemann
Reviewed by Chadwick Eggleston

Timothy Milinovich
Beyond What Is Written: The Performative Structure of 1 Corinthians
Reviewed by Matthew R. Malcolm

Joel B. Green and Lee Martin McDonald, eds.
The World of the New Testament: Cultural, Social, and Historical Contexts
Reviewed by John J. Pilch

Eileen M. Schuller and Carol A. Newsom
The Hodayot (Thanksgiving Psalms): A Study Edition of 1QHa
Reviewed by Philippus J. Botha

Ekkehard W. Stegemann; Christina Tuor and Peter Wick, eds.
Der Römerbrief: Brennpunkte der Rezeption
Reviewed by Oda Wischmeyer

Thomas L. Thompson
Biblical Narrative and Palestine’s History: Changing Perspectives 2
Reviewed by Ralph K. Hawkins

Caroline Vander Stichele and Hugh S. Pyper, eds.
Text, Image, and Otherness in Children’s Bibles: What Is in the Picture?
Reviewed by David R. Jackson

>> Visite: Review of Biblical Literature Blog

Descompasso

Tolerância a ofensa prejudica candidatos

“Aécio Neves e Eduardo Campos quiseram explorar politicamente os xingamentos a Dilma Rousseff na abertura da Copa. Podem ter começado aí a perder a eleição.

(…) O grave, agora, não são tanto os insultos: é que dois candidatos presidenciais não percebam que a minoria de ofensores representa o atraso. Deste, nada sairá”.

Leia o texto completo.

Fonte: Renato Janine Ribeiro no jornal Valor em 16/06/2014, reproduzido em Notícias: IHU On-Line 17/06/2014.

Leia Mais:
Dez teses sobre a ascensão da extrema direita europeia. O novo fascismo espreita o Velho Continente – Michael Löwy
Um país mais igualitário, sim – Sergei Soares