Aviso aos navegantes: Internet pode viciar e se tornar problema psiquiátrico

O assunto não é da área de Bíblia, mas pode ser pertinente para qualquer blogueiro. Embora o caso seja norte-americano e, talvez, deva ser tratado de modo diferente no Brasil, onde a exclusão digital é o nosso maior problema. Mas os “incluídos” podem ficar atentos… Saiu na Folha Online – Informática, em 30.12.2005 – 10h42.

da Efe, em Nova York

Assim como alguns são dependentes de drogas, jogo e cigarro, outros são viciados em internet, fenômeno que especialistas americanos consideram um “problema psiquiátrico”. A doentia fixação pela rede foi diagnosticada como “distúrbio de adição à internet”, e estima-se que entre 6% a 10% dos aproximadamente 189 milhões de americanos usuários de computador padecem do mal. Também chamado e “internet-depenência” e “internet-compulsão”, esse vício é verificado através de um comportamento de uso da internet que afeta a vida normal, causando estresse severo e afetando o relacionamento familiar, social e profissional. Uma pessoa que passa horas do dia em frente ao computador navegando na internet, enviando mensagens eletrônicas, negociando ações ou jogando pode ser considerado doente e, por isso, precisa de ajuda, segundo especialistas. A psiquiatra Hilarie Cash, que atende em um centro de serviço especializado em vício em computador/internet da Universidade da Pensilvânia, verificou que um os principais sintomas do distúrbio a constante preocupação por “estar conectado”, assim como mentir sobre o tempo que passa navegando na rede e sobre o tipo de conteúdo visualizado. Outros sinais do vício são isolamento social, dor na coluna e aumento de peso. Segundo a pesquisadora Kimberly Young, especialista na área, “se o padrão de uso da internet interfere no cotidiano ou tem impacto nas relações profissionais, familiares e com amigos, há algum problema” (…) Segundo Hilarie Cash, os cyberadictos tendem a padecer de outros males psicológicos como depressão e ansiedade, ou a superestimar problemas familiares e conjugais. E, de acordo com pesquisas realizadas por psiquiatras especializados em internet-adição, mais de 50% dos viciados na rede também são dependentes de drogas, álcool, tabaco ou sexo. Outra corrente de especialistas, entretanto, afirma que não se pode colocar a internet no mesmo patamar que as drogas e o tabaco. “A internet é um meio de comunicação. Não é como a heroína, que gera isolamento e dependência’, ponderou a psicóloga Sherry Turkle, autora de “Vida na tela: identidade na Era da internet”…

Leia o original:

La adiccion a Internet se perfila como un “problema psiquiátrico”

Agencia EFE

Jueves, 29 de diciembre 2005

Así como algunos son adictos a las drogas, el juego o el tabaco, otros lo son a pasar horas pegados a Internet, un fenómeno que un creciente grupo de especialistas de Estados Unidos considera un “problema psiquiátrico”. La enfermiza afición a la red ha sido ya diagnosticada por ciertos expertos como Trastorno Adictivo a Internet (TAI), y se estima que entre el seis y el diez por ciento de los aproximadamente 189 millones de usuarios en EEUU lo padecen. También llamada “Internet-dependencia” e “Internet-compulsión”, esa adicción se detecta por comportamientos relacionados con la red que interfieren en la vida normal de una persona, causando estrés severo a su familia, amigos y trabajo. Una persona que pasa horas al día frente a la computadora navegando por Internet, enviando correos electrónicos, negociando acciones, chateando o jugando puede considerarse un “ciberadicto” y, por tanto, necesita ayuda. Así lo consideran especialistas como la psiquiatra Hilarie Cash, cuyo Servicio de Adicción a Internet y Ordenadores, en la Universidad de Pensilvania, es visitado por pacientes diagnosticados con el TAI. Cash ha identificado como síntomas del TAI la constante preocupación por “estar conectado”, así como mentir acerca del tiempo que se pasa navegando por Internet o sobre el tipo de contenido visto, además de aislamiento social, dolor de espalda y aumento de peso (…) Con todo, algunos psiquiatras son escépticos y señalan que el uso abusivo de Internet debe calificarse de adicción “legítima”, ya que no tiene los mismos efectos negativos en la familia o la salud que adicciones propiamente reconocidas, como el alcoholismo. “Internet es un medio de comunicación. No es como la heroína, que te aisla y te hace dependiente”, dice la psicóloga Sherry Turkle, autora del libro “La vida en pantalla: La construcción de la identidad en la era de Internet”, considerado una de las guías de quienes consideran que no hay nada de malo en la actual fiebre cibernética.

A campanha do faraó Shoshenq I na Palestina

Em setembro de 2004, o Professor de Estudos Bíblicos do Lithuania Christian College, Klaipeda, Lituânia, Kevin A. Wilson, publicou ensaio na revista online Bible and Interpretation sobre a tão debatida campanha do Faraó Shoshenq I (também grafado como Shishaq I) na Palestina no século X a.C. – supostamente após a morte de Salomão e a divisão de um “reino unido” em Israel e Judá – sob o título: The Campaign of Pharaoh Shoshenq I in Palestine. E, concluía assim seu texto:

 

The beginning of this paper discussed the current debate over the dating of 10th century archaeological strata and the reliance on destruction levels left by Shoshenq. Although the current study does not decide the issue one way or the other, it does show that both sides are mistaken in searching for destruction layers left by the Egyptian campaign. As has been shown above, Shoshenq’s campaign was not as widespread as previously thought. Instead, it focused only on Jerusalem, and Jerusalem itself was not destroyed. This means that archaeologists will need to find another method for determining the date of 10th century strata. It also means that they will need to find other suspects for the destruction layers previously assigned to Shoshenq. This should not be difficult, however, since the 10th and early 9th centuries saw a great deal of fighting in Palestine, both between Judah and Israel, as well as between Israel and neighboring states. And, of course, the Israelites kingship changed hands several times through military coups during that period, so the causes of these destruction may have been internal. In any event, it is clear that the campaign of Shoshenq can play little role in the dating of 10th century archaeological strata.

Agora, em 2005, acaba de sair pela editora Mohr Siebeck, de Tübingen, Alemanha, o seu livro sobre o assunto:

WILSON, Kevin A. The Campaign of Pharaoh Shoshenq I into Palestine. Tübingen: Mohr Siebeck, 2005, VIII + 159 p.

Assim a editora apresenta o livro:

 

The thesis of this book is that the campaign by Pharaoh Shoshenq I into Palestine in 926 B.C.E. was aimed solely at the kingdom of Judah with the purpose of supporting Jeroboam in his bid to rule Israel as a separate nation. The evidence for this campaign comes from the Hebrew Bible (1 Kgs 14:25-28; 2 Chr 12:1-12), a triumphal relief of Shoshenq at Karnak, and a fragment of a stele at Megiddo. Prior studies have attempted to reconstruct the route of the Egyptian army’s march through studies of the topographical list that accompanies the triumphal relief of Shoshenq. By contrast, Kevin Wilson examines several major examples of triumphal reliefs erected by pharaohs of the New Kingdom in order to understand the genre as a whole. After a survey of other Egyptian texts considered pertinent to the campaign, the rest of this study is devoted to an analysis of the biblical texts that record the attack. The data gleaned from these analyses are then used to reconstruct the aim and purpose of the campaign. The reconstruction offered suggests that Shoshenq made his attack as part of a concerted effort to bring disunity to the region through the support of Jeroboam, whom he had harbored as a political refugee from Solomon. This foreign policy led to Egypt’s position vis-a-vis the southern Levant being greatly improved. It removed a powerful kingdom that could have been a threat to Egypt, left the nations of Palestine fighting among themselves, and provided Shoshenq with a vassal state in the region.

Uma interessante discussão sobre a rota de Shoshenq I e as soluções oferecidas por Kevin A. Wilson começou na lista de discussão biblical-studies, com participações de Yigal Levin, Philip Davies, Niels Peter Lemche… apesar do clima de fim de ano… Confira o arquivo da lista a partir desta mensagem!