Os leitores brasileiros e os ebooks

Pessimistas ou realistas? Sei não. Acho que sou mais otimista do que os autores dos artigos abaixo. Mas vale a pena ler.

:: Tudo é vaidade – João Pereira Coutinho: Folha de S.Paulo 08/04/2014 [o texto pode ser lido também aqui]
Qual a pergunta mais idiota que é possível ouvir quando temos uma biblioteca generosa? Exato, leitor: “Você já leu tudo isso?” Engolimos em seco. Respiramos fundo. E depois explicamos, pela décima, centésima, milésima vez que uma biblioteca não é uma coleção de livros lidos. As bibliotecas são feitas de livros que lemos no passado, que consultamos no presente e que um dia, talvez, leremos no futuro. Ou que alguém lerá por nós. Mas existe uma situação mais constrangedora no mundo das bibliotecas: quando descobrimos que uma parte delas nem sequer são constituídas por livros. Aconteceu uma noite: fui convidado para um jantar em casa de um conhecido literato…

:: O Brasil não é o país do e-reader – Carlo Carrenho: Tipos Digitais: 13/04/2014 [o texto pode ser lido também aqui] Qual o mercado brasileiro potencial para e-readers dedicados? Em outras palavras, quantos Kindles, Kobos e outros leitores genéricos poderiam ser vendidos no Brasil? Acredito que o potencial do mercado brasileiro para estes aparelhos seja muito menor do que poderia parecer em um primeiro momento. Não que o consumidor brasileiro tenha um interesse limitado em livros digitais, claro que não. O que ocorre é que no Brasil há poucos “grandes leitores” – ou “heavy readers”, como se diz em inglês.

:: 3ª edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil – Instituto Pró-Livro 2011

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