Resenhas na RBL: 05.09.2008

As seguintes resenhas foram recentemente publicadas pela Review of Biblical Literature:

Stephen C. Barton, ed.
Idolatry: False Worship in the Bible, Early Judaism and Christianity
Reviewed by Thomas J. Kraus

Jon L. Berquist, ed.
Approaching Yehud: New Approaches to the Study of the Persian Period
Reviewed by Ernst Axel Knauf

Kent E. Brower and Andy Johnson, eds.
Holiness and Ecclesiology in the New Testament
Reviewed by James M. Howard

David B. Capes, Rodney Reeves, and E. Randolph Richards
Rediscovering Paul: An Introduction to His World, Letters, and Theology
Reviewed by Rodrigo J. Morales

Paul M. Fullmer
Resurrection in Mark’s Literary-Historical Perspective
Reviewed by Pheme Perkins

John Alan Halloran, ed.
Sumerian Lexicon: A Dictionary Guide to the Ancient Sumerian Language
Reviewed by John Engle

Edith M. Humphrey, ed.
And I Turned to See the Voice: The Rhetoric of Vision in the New Testament
Reviewed by Bart J. Koet

David J. Lull
1 Corinthians
Reviewed by Anthony C. Thiselton

Steve Moyise and Maarten J. J. Menken, eds.
Deuteronomy in the New Testament: The New Testament and the Scriptures of Israel
Reviewed by Michael A. Lyons
Reviewed by David Lincicum

Stanley E. Porter, ed.
Paul and His Opponents
Reviewed by Justin K. Hardin

Dagmar Pruin
Geschichten und Geschichte: Isebel als literarische und historische Gestalt
Reviewed by Claudia D. Bergmann

Magnus Riska
The House of the Lord: A Study of the Temple Scroll Columns 29:3b-47:18
Reviewed by George J. Brooke

Norman Solomon, Richard Harries, and Tim Winter, eds.
Abraham’s Children: Jews, Christians, and Muslims in Conversation
Reviewed by Joel N. Lohr

K. Lawson Younger Jr., ed.
Ugarit at Seventy-Five
Reviewed by Aren M. Maeir

Sobre grampos e ramonas

Leia sobre a crise dos grampos.

 

Festa das escutas: aumenta número de grampos no país, segundo Anatel – Alessandro Cristo – Conjur: 29 de janeiro de 2009,

O número total de ordens judiciais de interceptação telefônica no país em 2008 ultrapassou a casa dos 400 mil. Esse é o resultado de um levantamento feito pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) junto às operadoras entre 1º de janeiro e 5 de dezembro do ano passado, ao qual a ConJur teve acesso. Os números foram apresentados em reuniões este mês entre a agência e representantes das operadoras, da CPI e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

De acordo com o relatório da Anatel, foram determinados 398.024 grampos em celulares e 11.905 em telefones fixos, totalizando 409.929 pedidos de interceptações. No entanto, os números não revelam a quantidade exata de linhas grampeadas ou de alvos investigados, já que incluem também pedidos de prorrogação de escutas. Cada interceptação dura, no máximo, 15 dias. Depois desse período, é preciso nova ordem judicial para continuar a escuta. Não há indicação tampouco dos grampos feitos em linhas telefônicas, em aparelhos (número serial) ou de gravações ambientais.

Já o número de grampos ainda em execução até o dia 5 de dezembro, informado pelas operadoras à Anatel, é menor que a quantidade divulgada pelo Conselho Nacional de Justiça até novembro. O conselho apurou 11.846 escutas autorizadas pela Justiça em andamento até 20 de novembro, sem contar as realizadas em São Paulo, Mato Grosso, Alagoas, Paraíba e Tocantins. As informações em poder da Anatel, porém, mostram 10.031 escutas de celulares em andamento e 372 de linhas fixas, incluídos todos os estados da federação.

No entanto, o total de escutas caiu entre 30% e 40% no último trimestre do ano passado, segundo informações de fontes das operadoras e do Judiciário, discutidas nas últimas reuniões. A mudança se deve às duras críticas feitas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal ao abuso da interceptação, que transformou o grampo na “rainha das provas” dos processos judiciais e dos inquéritos policiais.

As interceptações de celulares respondem por 97% dos grampos em 2008. A Tim atendeu 176.212 ordens de escuta, seguida pela Vivo, com 133.284; e pela Claro, com 45.336. Juntas, as três responderam por 80% do total de grampos. Em seguida, vêm a Brasil Telecom, com 18.410, a Oi, com 17.906, a Telemig, com 5.167, a Amazonia, com 1.397, a CTBC, com 270 e a Sercomtel, com 42.

O maior número de interceptações da Tim aconteceu no Paraná, com 33.588; seguido de Mato Grosso do Sul, com 26.101. São Paulo está na terceira posição da operadora, com 12.182 ordens de grampo. No caso da Claro, as posições de São Paulo e Paraná se invertem, mas os mesmos três estados encabeçam a lista. A operadora permitiu 13.439 grampos nos telefones paulistas, 4.445 nos sul-mato-grossenses e 3.023 nos paranenses.

Já na Vivo, a maior parte das escutas foi feita em São Paulo, onde houve 20.971 pedidos cumpridos pela operadora. Paraná e Rio de Janeiro vêm depois, com 10.960 e 10.361 requisições de grampos, respectivamente.

Entre os estados, Paraná e São Paulo lideram o ranking em número de interceptações de celulares. Com 50.421 pedidos, os paranaenses estão no topo da lista, seguidos pelos paulistas, com 46.653 autorizações. Em ambos os estados, juízes chamaram a atenção em casos polêmicos que envolveram escutas.

O papel da interceptação telefônica pôde ser sentido, no Paraná, na ação conduzida pelo juiz federal Sérgio Moro, da 2ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Ele atuou no caso do advogado e ex-conselheiro da estatal Itaipu Binacional, Roberto Bertholdo, condenado por crimes de interceptação telefônica ilegal e exploração de prestígio. O advogado também é acusado de tráfico de influência junto à CPMI do Banestado e constrangimento ilegal. Moro, que teria sido uma das vítimas de escutas clandestinas de Bertholdo, autorizou interceptações telefônicas, quebra de sigilo bancário e escutas ambientais em áudio e vídeo da vida pessoal do advogado e de suas empresas.

Em São Paulo, as interceptações ganharam evidência pelas mãos do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal Criminal, que condenou o banqueiro Daniel Dantas por corrupção ativa. O principal grampo desse caso contou com gravação de imagens feitas por um jornalista da TV Globo. O ex-presidente da Brasil Telecom, Humberto Braz, e o professor universitário Hugo Chicaroni foram condenados por tentar subornar policiais federais para que os nomes de Dantas e de seus familiares fossem retirados do inquérito. Dantas é acusado também por crimes financeiros.

Os demais estados com maior número de escutas são Mato Grosso do Sul, com 38.823; Rio de Janeiro, com 20.316; Santa Catarina, com 19.132; Minas Gerais, com 18.776; Rio Grande do Sul, com 16.856; e Mato Grosso, com 16.461. Na região Norte, o Pará se destaca com 14.131 pedidos. No Nordeste, os primeiros colocados são Pernambuco, com 11.825, Ceará, com 10.793, e Bahia, com 10.012.

Nos telefones fixos, o maior número de grampos do país ficou a cargo da Telemar Norte Leste, responsável pela cobertura na região Nordeste e em parte da Norte. A concessionária cuidou de 4.916 ordens de escutas. A Brasil Telecom, que cobre as regiões Sul, Centro-Oeste e parte da Norte, foi a segunda colocada, com 4.203. Em seguida vem a Telecomunicações de São Paulo (Telesp), controlada pela Telefônica, que atendeu a 1.837 casos. Global Village Telecom (GVT), com 435, e Embratel, com 311, vêm a seguir, seguidas por CTBC, com 122, e Sercomtel, com 77. Intelig, Suporte e Transit permitiram uma interceptação cada uma neste ano.

Das 372 escutas ainda em curso na telefonia fixa, 131 são em linhas da Brasil Telecom, 103 da Telemar, 77 da Telesp, 28 da Embratel, 23 da GVT, seis da CTBC e quatro da Sercomtel. Outras 27 concessionárias não tiveram solicitações de grampos atendidas em 2008 ou não tiveram as informações incluídas no relatório.

Dom Sérgio da Rocha: arcebispo de Teresina

Dom Sérgio da Rocha foi nomeado hoje arcebispo de Teresina, Piauí.

Dom Sérgio foi meu aluno na PUC-Campinas e, alguns anos mais tarde, ao terminar seu doutorado, meu colega. Sérgio era Professor de Teologia Moral quando foi nomeado bispo em 2001.

Parabéns, Sérgio.

Fonte: CNBB – Notícias – 03/09/2008

Atualização: 15.06.2011
Dom Sérgio da Rocha foi nomeado hoje arcebispo de Brasília.

Lambeth: bispos brasileiros falam da Conferência

Li e achei interessante as entrevistas de dois bispos anglicanos brasileiros à IHU On-Line sobre a Conferência de Lambeth: Dom Sebastião Armando Gameleira Soares, bispo da Diocese Anglicana do Recife, e Dom Orlando Santos de Oliveira, bispo anglicano da Diocese de Porto Alegre.

A Conferência de Lambeth é uma assembleia dos bispos da Igreja Anglicana que acontece de dez em dez anos. A Conferência de 2008 teve início em 16 de julho e terminou em 3 de agosto, em Canterbury [Cantuária], Inglaterra.

Lambeth 2008 foi muito debatida entre os biblioblogueiros, pois tratou de situações e assuntos bastante polêmicos e atuais.

Nas duas entrevistas citadas há temas muito interessantes tratados pelos dois bispos, como o ecumenismo e a questão da hermenêutica bíblica.

Lembro aos leitores que Dom Sebastião Gameleira foi meu colega em Roma. Quando lá cheguei para cursar Teologia, ele estava fazendo Ciências Bíblicas no PIB (Pontifício Instituto Bíblico) e cursava, simultaneamente, Ciências Sociais.

Manuscritos do Mar Morto estarão online

Os Manuscritos do Mar Morto serão digitalizados e colocados na Internet. Isto foi amplamente noticiado pelos jornais na semana passada. Veja uma amostra das notícias nos vários links recolhidos pela newsletter Explorator 11.19, de 31 de agosto de 2008, sob o título ‘Big project in the works to put the DSS online”.

No site da IAA – Israel Antiquities Authority – na seção “Press Office”, com data de 27 de agosto de 2008, se lê:

The Dead Sea Scrolls Go Digital

The Dead Sea Scrolls will once again be revealed. Two thousand years ago hundreds of scrolls, which include the oldest written record of the Old Testament ever found, were buried in the caves of the Judean Desert. Now, sixty years after the fortuitous discovery of the first scrolls by Bedouin shepherds, the Israel Antiquities Authority (IAA), to whom they are entrusted and who diligently strives to preserve them, has decided to provide researchers and the public worldwide access to them. In a press conference that took place this morning in Jerusalem (August 27), the IAA presented a pilot program that is being conducted this week, involving the imaging of the Dead Sea Scrolls, using the latest in digital cameras. The project will involve the documentation of all of the thousands of Dead Sea Scrolls fragments belonging to about 900 manuscripts, and placing them in an internet data bank that will be available to the public. This will be accomplished by imaging the scrolls in color and infrared which allow, among other things, the reading of scores of scroll fragments that were blackened or ostensibly erased over the years and which were not visible to the naked eye until now. The pilot project is examining the means that were selected for imaging and storing the information, and is also estimating the amount of time and resources necessary for implementing a project such as this. Participating in the pilot project together with the IAA staff are international experts in the fields of imaging technologies and the management of large image databases, amongst them Dr. Greg Bearman recently retired as Principal Scientist from the Jet Propulsion Laboratory, NASA, Simon Tanner, Director, King’s Digital Consultancy Services, Dr Julia Craig-Mc-Feely, a manuscript expert photographer, and Tom Lianza, Director of Motion Picture and Television Technologies, X-rite Incorporated. Dr. Bearman has previously worked with the IAA and other national libraries on imaging of ancient texts, his group pioneered the application of modern digital electronic and spectral imaging to archeological artifacts. Simon Tanner has worked with some of the rarest artifacts around the world and helped numerous digital projects to succeed in delivering public and scholarly access to their treasures. Dr Craig-McFeely is Director of the Digital Image Archive of Medieval Music and is internationally renowned for her excellence in the digital photography of manuscript materials. Tom Lianza has extensive experience in color and imaging. He is one of the early pioneers in the field of Color Management and developed some of the earliest digital flatbed color scanners. As part of the pilot program the experts set up three separate imaging stations in a sealed and specially painted gray room: a high resolution color imager that will capture the current state of the fragments; a high resolution single wavelength infrared imager that will provide significantly increased legibility to the texts in general and of fragments that have deteriorated and have become illegible; a spectral imager with lower spatial resolution that covers the red and infrared portions of the spectrum. Spectral imaging will be used on fragments to monitor any changes in the manuscripts by measuring and monitoring their spectral reflectance…

O texto diz ainda:
The thousands of scroll fragments were photographed in their entirety only once, at the time of their discovery in the 1950s. Scholarly research and publication are largely based on these infra-red photographs, although the images represent the condition of the scrolls some fifty years ago, and even the best of them rely on photographic technology that has since been surpassed. Moreover, some of the images have themselves disintegrated. Since its foundation the IAA Dead Sea Scrolls conservation lab has limited photography to essential documentation and specific requests of images for research and publication. Thus, there is a gap in the detailed image information available to scholars, as well as a lack of an active image record that can be used to assist in the conservation efforts. The IAA initiated the digitization project in its effort to monitor the well-being of the scrolls, and to expand access to scholars and the public worldwide, while preventing further damage from physical exposure. To this end, in November 2007 the IAA convened an international committee of experts for the purpose of evaluating the most advanced imaging technologies and the management of large databases. The committee set a series of goals and objectives for the documentation and imaging project including: spectral imaging to improve monitoring for long term preservation in a non-invasive and precise manner; creating both a high resolution colour and an infra-red image of every fragment that is equal in physical quality to the scroll fragments which will thereby prevent any need to re-expose them; and documentation that will facilitate easy and uniform access to a data bank of all the manuscripts which, as previously mentioned , are composed of thousands of fragments.

Leia a notícia completa no site da IAA.

Como se vê é um projeto que prevê a digitalização dos milhares de fragmentos dos cerca de 900 manuscritos encontrados a partir de 1947 nas proximidades do Mar Morto – daí a sigla e o nome em inglês: DSS ou Dead Sea Scrolls [Manuscritos do Mar Morto]. Os Manuscritos formarão um banco de dados na Internet para acesso online.

Mas esta é uma tarefa complexa e demorada, por isso, certamente, o texto da IAA nem fala em datas. Por ser um projeto bastante amplo e sofisticado, envolverá, além da IAA, cientistas e técnicos de várias instituições especializadas na área, o que inclui desde peritos em fotografia de manuscritos até um cientista que trabalhou para a NASA.

Agradeço a Antonio Lombatti e a Jim West [blog desativado, link perdido], onde, hoje, descobri o Comunicado à Imprensa (Press Release) da IAA.