Novo método não destrutivo de datação por C-14

“Cientistas apresentam novo método de datação por carbono 14 [Como funciona a datação por Carbono 14?] que poderia ser usado para avaliar objetos históricos (…) A famosa análise que determina a idade de artefatos antigos é muitas vezes rejeitada por museus e historiadores porque exige que um pedaço da peça seja removido.

O novo método, apresentado na terça feira [23 de março de 2010] durante o 239º Encontro Nacional da Sociedade Americana de Química (ACS) em São Francisco, dispensa essa e outras etapas que destroem parte da amostra. Ele foi criado por uma equipe liderada pelo Dr. Marvin Rowe, professor emérito da Universidade Texas A&M.

A datação de carbono convencional estima a idade de artefatos baseado na taxa de decaimento do isótopo radioativo carbono-14 – uma variante do carbono que existeComo funciona a datação por carbono-14? em todos os seres vivos. Isso significa que todo material de origem animal ou vegetal (como tecidos, ossos, couro) pode ser datado por meio desse método. O primeiro passo é remover uma amostra dos objetos que será tratada com um ácido forte e uma base forte e, em seguida, queimada em uma pequena câmara de vidro. Esse processo irá produzir o gás dióxido de carbono cujo carbono 14 será analisado. Cientistas então comparam a quantidade do isótopo encontrada na amostra com a quantidade de C-14 que estaria presente na atmosfera de um período específico da historia.

Na nova técnica do dr. Rowe, chamado de ‘datação de carbono não destrutiva’, o artefato é colocado em uma câmara especial com um plasma (um gás eletricamente carregado). De forma lenta e suave, este gás oxida a superfície do objeto e produz carbono 14 para análise sem danificá-lo. Isso significa que o objeto não é mutilado. Os pesquisadores usaram o método para analisar cerca de 20 substâncias orgânicas que já haviam passado pela análise antiga, entre elas madeira, couro, pelo de coelho, um osso com carne mumificada e um tecido egípcio de 1.350 anos. Todos os resultados bateram com aqueles da datação convencional. Tanto o método antigo como o novo podem estimar objetos de até 50 mil anos. Como a câmara de vidro pode ser feita para acomodar grandes objetos, os pesquisadores estão entusiasmados com o método, que pode ser adotado para analisar objetos dos quais não é possível retirar freqüentes amostras…”

Fonte: Paula Rothman – INFO Online – 26 de março de 2010 – 09h44

 

New method could revolutionize dating of ancient treasures
“Scientists today described development of a new method to determine the age of ancient mummies, old artwork, and other relics without causing damage to these treasures of global cultural heritage. Reporting at the 239th National Meeting of the American Chemical Society (ACS), they said it could allow scientific analysis of hundreds of artifacts that until now were off limits because museums and private collectors did not want the objects damaged. ‘This technique stands to revolutionize radiocarbon dating,’ said Marvin Rowe, Ph.D., who led the research team. ‘It expands the possibility for analyzing extensive museum collections that have previously been off limits because of their rarity or intrinsic value and the destructive nature of the current method of radiocarbon dating’ (…) Rowe explained that the new method is a form of radiocarbon dating, the archaeologist’s standard tool to estimate the age of an object by measuring its content of naturally-occurring radioactive carbon. A professor emeritus at Texas A&M University College Station, Rowe teaches at a branch of the university in Qatar. Traditional carbon dating involves removing and burning small samples of the object. Although it sometimes requires taking minute samples of an object, even that damage may be unacceptable for some artifacts. The new method does not involve removing a sample of the object. Conventional carbon dating estimates the age of an artifact based on its content of carbon-14 (C-14), a naturally occurring, radioactive form of carbon. Comparing the C-14 levels in the object to levels of C-14 expected in the atmosphere for a particular historic period allows scientists to estimate the age of an artifact. Both the conventional and new carbon dating methods can determine the age of objects as far back as 45,000 to 50,000 years, Rowe said. In conventional dating methods, scientists remove a small sample from an object, such as a cloth or bone fragment. Then they treat the sample with a strong acid and a strong base and finally burn the sample in a small glass chamber to produce carbon dioxide gas to analyze its C-14 content. Rowe’s new method, called ‘non-destructive carbon dating,’ eliminates sampling, the destructive acid-base washes, and burning. In the new method, scientists place an entire artifact in a special chamber with a plasma, an electrically charged gas similar to gases used in big-screen plasma television displays. The gas slowly and gently oxidizes the surface of the object to produce carbon dioxide for C-14 analysis without damaging the surface, he said. Rowe and his colleagues used the technique to analyze the ages of about 20 different organic substances, including wood, charcoal, leather, rabbit hair, a bone with mummified flesh attached, and a 1,350-year-old Egyptian weaving. The results match those of conventional carbon dating techniques, they say (…) The scientists are currently refining the technique…”

Fonte: Phys.org – March 23, 2010

Tutankhamon: malária e anomalias ósseas

:: Faraó Tutancâmon morreu de malária e infecção óssea, diz estudo – G1: 16/02/10 – 20h45 – Atualizado em 17/02/10 – 11h36
O faraó egípcio Tutancâmon pode ter morrido de malária combinada com uma rara infecção nos ossos, sugere um estudo publicado terça-feira (16) na revista científica “Journal of the American Medical Association” (JAMA). Os cientistas, liderados pelo arqueólogo-chefe do Egito, Zahi Hawass, passaram dois anos pesquisando os restos mumificados do faraó, que morreu aos 19 anos, e de outras dez múmias pertencentes à família real, inclusive a avó e o pai de Tutancâmon, para extrair amostras de DNA.Na análise do DNA do faraó, os pesquisadores encontraram sinais do parasita da malária – a mais antiga prova genética da doença já identificada. Além disso, o estudo sugere que Tutancâmon poderia ter sofrido de uma inflamação rara nos ossos, chamada de Doença de Kohler. O faraó ainda teria um pé torto congênito e uma curvatura na espinha. Segundo os pesquisadores, essas descobertas explicariam por que foram encontrados cajados e pedaços de madeira entre os pertences de Tutancâmon, que poderiam ter sido usados como bengalas pelo faraó. Desde a descoberta da tumba intacta do faraó por Howard Carter, no Vale dos Reis, em 1922, acadêmicos vêm especulando sobre o motivo da morte prematura de Tutancâmon e sugerem que ele pode ter sido traído e assassinado. Outras teorias sugerem que ele poderia ter sido atropelado por uma charrete ou que, como morreu novo e não deixou herdeiros, o faraó poderia sofrer de uma doença genética. Alguns artefatos da época mostram que a realeza tinha uma aparência curvada e feminina, o que, segundo alguns acadêmicos, seria típico de condições hereditárias como a síndrome de Marfan, caracterizada por membros longos. Mas a equipe de Hawass rejeita essas explicações. A explicação oferecida pelo estudo sugere que Tutancâmon teria quebrado a perna pouco antes de morrer. Por conta da doença, o osso não teria sido curado de maneira adequada, o que teria provocado uma infecção. Segundo a hipótese sugerida pela pesquisa, com o corpo já fragilizado e suscetível a infecções, a malária foi fatal para o faraó. “Uma fratura repentina na perna provavelmente causada por uma queda pode ter resultado em uma condição que pôs a vida dele em risco depois da infecção com a malária”, disse Hawass. “Sementes, frutas e folhas encontradas na tumba, e possivelmente usadas como tratamento médico, apoiam esse diagnóstico”, afirmou. Para o professor de antropologia física da Universidade de Liverpool Bob Connolly, que já examinou a tumba de Tutancâmon, os pesquisadores foram “sortudos” por terem conseguido extrair amostras de DNA do faraó egípcio para o estudo. “Ele não é uma múmia bem preservada. É uma carcaça carbonizada. Hawass e a equipe dele foram incrivelmente espertos e sortudos por terem conseguido isso”, disse Connolly. Ele não descartou que Tutancâmon tenha morrido de malária, mas disse que pessoalmente duvida disso. “Só porque eles encontraram o parasita no sangue dele não significa necessariamente que ele sofria de malária ou que morreu disso. A doença pode não ter causado nenhum problema a ele”, afirmou. “Eu ainda acredito que ele tenha sido atropelado pela charrete. A cavidade do peito dele estava perfurada e ele tinha costelas quebradas”, disse.

 

:: Tutancâmon pode ter morrido de anemia falciforme – Folha.com: 25/06/2010 – 17h44 [da New Scientist] Tutancâmon, o rei-menino do Egito antigo, morreu de anemia falciforme, uma doença genética, não de malária, segundo cientistas alemães. A causa da morte de Tutancâmon tem sido motivo de especulação desde que seus restos mumificados foram encontrados em 1922. Ele morreu por volta de 1.358 a.C., aos 19 anos, após ter governado por apenas nove anos. A primeira extensa investigação científica da múmia foi relatada no começo do ano em um artigo no periódico Jama (“Journal of the American Medical Association”) pela equipe liderada pelo arqueólogo chefe do Egito, Zahi Hawass. Com base em uma série de testes, incluindo raio-X e análise genética, o grupo de Hawass concluiu que uma doença óssea genética enfraqueceu o rei e um ataque de malária o matou. Necrose severa nos ossos do pé esquerdo de Tutancâmon e a detecção de genes de Plasmodium falciparum, o parasita causador da malária, foram as principais evidências a favor da conclusão de Hawass. Mas, em uma carta nesta semana para o Jama, Christian Timmann e Christian Meyer, do Instituto Bernhard Nocht de Medicina Tropical, em Hamburgo, Alemanha, sugere que as observações do grupo egípcio podem ser mais bem explicadas por um diagnóstico de anemia falciforme. Pessoas com anemia falciforme têm uma mutação no gene de hemoglobina que faz com que as células vermelhas do sangue se tornem rígidas e assumam a forma de uma foice. Uma única cópia do gene defeituoso aumenta a imunidade a malária, o que o torna comum em áreas onde a doença é endêmica, como no Egito antigo. Duas cópias do gene defeituoso, porém, causam anemia severa, e portadores dessas mutações morrem jovens. Timmann e Meyer salientam que a anemia é a causa mais comum de problemas ósseos como os identificados em Tutancâmon. As células sanguíneas deformadas bloqueiam capilares, impedindo que o oxigênio chegue aos tecidos ósseos. E os pais do rei-menino era parentes próximos, aumentando as chances de que ambos possuíssem o gene defeituoso de hemoglobina. Apesar de sua maior imunidade, pessoas com anemia falciforme podem carregar em seu sangue o parasita da malária. No caso de Tutancâmon, uma infecção poderia causar uma crise de anemia, privando os órgãos de oxigênio, diz Timmann. Membros da equipe de Hawass consideraram a sugestão interessante e plausível e dizem que estão investigando a possibilidade. Isso envolveria testar a presença do gene defeituoso na múmia do rei. Timmann disse que poderia realizar o teste em uma hora, mas, ao se oferecer para colaborar com a equipe egípcia, não recebeu resposta. Outros grupos também gostariam de receber informações dos cientistas egípcios. Em uma outra carta ao Jama nesta semana, um par de pesquisadores americanos sugere que Tutancâmon e seus parentes podem ter sofrido de uma síndrome hormonal que causa, dentre outras coisas, deformação do crânio e pouco desenvolvimento do genital masculino. Eles precisam de fotos detalhadas do crânio do pai de Tutancâmon, mas a equipe egípcia, que tem acesso exclusivo às múmias, ainda não divulgou as imagens.

 

:: Estudo aponta Malária como causa da morte de Tutankamon – Ciência Hoje: 17/02/2010
Morreu aos 19 anos, não deixou herdeiros e nas estátuas tem aparência feminina. Já muito se especulou sobre as doenças, a possível causa de morte e quem seriam os familiares directos do faraó egípcio Tutankamon. Parte da verdade pode ter sido encontrada graças à utilização de vários métodos científicos, incluindo análises genéticas, antropológicas e radiológicas, que analisaram a sua múmia e outras 10 relacionadas de alguma forma com o jovem faraó. Todos os resultados fazem parte de um projecto iniciado há dois anos entitulado A Família Real Tutankamon e liderado por Zahi Hawass, do Egyptian Mummy Project…

 

:: Ancestry and pathology in Tutankhamun’s family – by Andie, Egyptology News: February 17, 2010
My inbox and my news alerts have all gone mad with the news about the Tutankhamun DNA results released by the Supreme Council of Antitquities… I have tried to avoid excessive duplication but here are the main themes from all the pieces that I have read so far. See the links below for the full stories. All the stories take their data from the Journal of the American Medical Association…

 

:: ‘Malaria and weak bones’ may have killed Tutankhamun – BBC News: Tuesday, 16 February 2010
The Egyptian “boy king” Tutankhamun may well have died of malaria after the disease ravaged a body crippled by a rare bone disorder, experts say. The findings could lay to rest conspiracy theories of murder. The scientists in Egypt spent the last two years scrutinising the mummified remains of the 19-year old pharaoh to extract his blood and DNA. This revealed traces of the malaria parasite in his blood, the Journal of the American Medical Association says…

 

:: Ancestry and Pathology in King Tutankhamun’s Family – JAMA: The Journal of the American Medical Association – Vol. 303 No. 7, February 17, 2010
(…) Genetic fingerprinting allowed the construction of a 5-generation pedigree of Tutankhamun’s immediate lineage. The KV55 mummy and KV35YL were identified as the parents of Tutankhamun. No signs of gynecomastia and craniosynostoses (eg, Antley-Bixler syndrome) or Marfan syndrome were found, but an accumulation of malformations in Tutankhamun’s family was evident. Several pathologies including Köhler disease II were diagnosed in Tutankhamun; none alone would have caused death. Genetic testing for STEVOR, AMA1, or MSP1 genes specific for Plasmodium falciparum revealed indications of malaria tropica in 4 mummies, including Tutankhamun’s. These results suggest avascular bone necrosis in conjunction with the malarial infection as the most likely cause of death in Tutankhamun. Walking impairment and malarial disease sustained by Tutankhamun is supported by the discovery of canes and an afterlife pharmacy in his tomb…

Arqueologia e sensacionalismo da mídia

I think editors of newspapers should all make a resolution to stop referring to any archaeological item as ‘mysterious’ and the actions of archaeologists as ‘stumbling’, escreve David Meadows em Explorator 12.37-38, de 10 de janeiro de 2010.

Eu penso que todos os editores de jornais deveriam tomar uma decisão: parar de se referir a qualquer achado arqueológico como ‘misterioso’ e às ações dos arqueólogos como ‘ocasionais’.

Sensacionalismo: uso e efeito de assuntos sensacionais, capazes de causar impacto, de chocar a opinião pública, sem que haja qualquer preocupação com a veracidade (Dicionário eletrônico Houaiss, 2001).

Obs.: a palavra “stumble”, donde “stumbling”, tem vários sentidos em português. O verbo significa cambalear, encontrar por acaso, falhar, pisar em falso, tropeçar. Daí me parece que quer indicar, aqui, algo no qual alguém tropeça por acaso. Por isso, talvez inesperadas, ocasionais, ou semelhantes, deva ser uma tradução válida. Ou erráticas ficaria melhor?

Será que estou certo?

A Inscrição de Qeiyafa

Leia com cuidado. Tem muito idiota – outro nome para certos acadêmicos que se consideram “o máximo”- tirando conclusões apressadas e fechando questão em torno de um assunto ainda não resolvido.

:: Most ancient Hebrew biblical inscription deciphered – January 08, 2010: Jim Davila

:: Earliest Hebrew Inscription Reported Found – January 7, 2010: Bob Cargill

:: Linguistics and the Dating of Texts – January 7, 2010: James F. McGrath

:: Misgav, Maeir, Yardeni, Ahituv, and Schniedewind on the Qeiyafa Inscription – October 26, 2009: John Hobbins

:: Qeiyafa inscription update – October 15, 2009: Aren Maeir

:: Qual seria o nome antigo de Khirbet Qeiyafa? – Novembro 15, 2008: airtonjo

:: Khirbet Qeiyafa=Sha’arayim? – Novembro 29, 2008: airtonjo

Encontrada em Nazaré casa da época de Jesus

Arqueólogos encontram casa da época de Jesus em Nazaré
Arqueólogos israelenses revelaram nesta segunda-feira que encontraram os restos da primeira residência encontrada na cidade de Nazaré, no norte de Israel, que pode ser da época de Jesus Cristo.

De acordo com o jornal israelense Haaretz [o jornal traz várias fotos], a descoberta fornece mais dados sobre como era a vida na cidade de Nazaré há cerca de 2 mil anos. A casa provavelmente fazia parte de um pequeno vilarejo com cerca de 50 residências habitadas por judeus pobres. Uma porta-voz da Autoridade Israelense para Antiguidades [IAA – Israel Antiquities Authority], Yardenna Alexandre, informou que os restos de uma parede, uma cisterna para coleta de água da chuva e um refúgio foram encontrados depois da descoberta do pátio de um antigo convento. De acordo com Alexandre, os arqueólogos também encontraram potes de argila, do tipo que era usado pelos moradores da Galileia (região onde hoje fica o norte de Israel) na época, uma indicação de que a casa pertencia a uma família judia simples (…) “A partir das poucas provas escritas disponíveis, sabemos que a Nazaré do primeiro século da era cristã era um pequeno vilarejo judeu localizado em um vale”, disse Alexandre, acrescentando que até agora “poucas sepulturas da época de Jesus foram encontradas, mas nunca encontramos os restos de residências daquela época”…

Fonte: BBC Brasil: Atualizado em 21 de dezembro, 2009 – 14:35 (Brasília) 16:35 GMT

Leia Mais:
First-Century House Excavated in Nazareth – BiblePlaces Blog – Todd Bolen: December 21, 2009

Egito quer reaver a Pedra de Rosetta

Egito afirma que vai pedir a Museu Britânico Pedra de Rosetta de volta: Reuters 14/12/2009

The Rosetta Stone - British Museum EA24 - From Fort St Julien, el-Rashid (Rosetta), Egypt - Ptolemaic Period, 196 BC

O chefe do Conselho Supremo de Antiguidades do Egito disse que pretende pedir ao Museu Britânico que entregue a Pedra de Rosetta ao seu país.

A antiga pedra foi a chave para decifrar hieróglifos das tumbas dos faraós egípcios e é uma das seis relíquias que o chefe arqueólogo do Egito, Zahi Hawass, quer recuperar de museus do mundo todo.

“Ainda não escrevi para o Museu Britânico, mas o farei. Direi a eles que precisamos que a Pedra de Rosetta volte ao Egito para sempre”, disse Hawass à Reuters.

“O Museu Britânico tem centenas de milhares de artefatos, tanto em seu porão quanto em exposição. Eu preciso de apenas uma peça, a Pedra de Rosetta. É um ícone da nossa identidade egípcia e ela deve ficar no Egito”.

A Pedra de Rosetta foi desenterrada pelo exército de Napoleão em 1799 e data de 196 a.C. Tornou-se propriedade britânica depois da derrota de Napoleão, sob o Tratado de Alexandria de 1801.

Hawass, que já foi comparado ao personagem Indiana Jones por conta de seu estilo exagerado, inclui na lista de relíquias que deseja ver de volta ao Egito o busto de Nefertiti no Neues Museum de Berlim, uma estátua do arquiteto Hemiunu do Roemer-Pelizaeus Museum em Hildesheim, na Alemanha, o zodíaco retirado do Templo de Dendera, exposto no Louvre, em Paris, o busto de Ankhaf do Museu de Belas Artes de Boston, nos EUA, e uma estátua de Ramsés II do Museo Egizio em Turim, na Itália.

A Pedra de Rosetta, que tem inscrições em hieróglifo, demótico e grego, está no Museu Britânico desde 1802 e é a peça central da coleção de arte egípcia da instituição, atraindo milhões de visitantes por ano.

O Museu Britânico disse em comunicado que sua coleção deve permanecer intacta, mas que consideraria um empréstimo para o Egito.

 

Stolen treasures – By Henry Huttinger: Cairo Magazine – July 28, 2005

Zahi Hawass wants the Rosetta Stone back—among other things

Egypt is once again calling for the return of several celebrated antiquities currently on display in museums across Europe and America, including the Rosetta stone, the famous granite slab that was crucial in deciphering hieroglyphics.

The campaign to recuperate priceless artifacts taken by colonial powers is not new. But in recent weeks Zahi Hawass, Secretary General of the Supreme Council of Antiquities and the public face of archaeology in Egypt, has grown more strident in his demands in a campaign that coincides with a world tour of Egyptology’s favorite son, King Tutankhamun. Hawass has even threatened to shut down British and Belgian archaeological digs in Egypt if the artifacts are not returned.

“The Rosetta stone is one of the most important pieces in the British Museum, but it is more important for Egypt,” Hawass said. “It is an essential piece of our Egyptian national and historical identity and was disgracefully smuggled out of the country.”

The Rosetta stone—a dark slab on which a Ptolemaic decree is written in Greek, hieroglyphics and Demotic script—was discovered in 1799 by the French military. When the French surrendered to British forces in 1801, they tried to smuggle the 1,609-pound stone out of the country. It was intercepted by British troops and promptly delivered to the British Museum, where it has remained on display ever since.

Past efforts to retrieve Egyptian antiquities on display abroad have proven largely ineffective. Speaking at the 250th anniversary of the British Museum in London in 2003, Hawass demanded the return of the Rosetta stone. His call fell on unsympathetic ears, and he expressed his indignation to reporters following the event.

“If the British want to be remembered, if they want to restore their reputation, they should volunteer to return the Rosetta Stone because it is the icon of our Egyptian identity,” he said at the time.

Hawass has appealed to UNESCO to mediate the dispute and has encouraged 21 other countries also seeking the return of plundered artifacts to do the same.

“Our previous attempts at returning the Rosetta stone were ineffectual, but we hope that by organizing an international lobby, we can pressure with greater force the countries and museums in possession of such artifacts,” Hawass said.

In London, British Museum Communications Manager Hanna Bolton told Cairo, “The British Museum has not received an official request for the return of the Rosetta Stone.” Bolton refused to elaborate further, saying she was “confused” by Hawass’ statement.

Even with the backing of UNESCO and the collective voices of two dozen states, Egypt’s ability to convince Western museums to return priceless artifacts taken long before the concept of international property rights is uncertain.

There have, however, been some successes. On 19 July, the Australian government handed over several 2,500-year-old funerary statuettes, a bronze axe head and amulets that were confiscated in Melbourne. The artifacts had been smuggled out of Egypt under false papers as reproductions and were subsequently sold.

The Greek government and numerous international action groups have been campaigning for decades for the return of the Elgin marbles from the British Museum. The collection of marble sculptures was removed from the Parthenon in Athens in 1801 and taken to the British Museum, where it has been housed ever since. The museum has been notoriously unresponsive to Greece’s and other countries’ appeals, perhaps because artifacts such as the Rosetta stone and the Elgin marbles are a major draw for the British Museum’s five million annual visitors.

The principal obstacle facing countries like Egypt and Greece is the lack of any international legal framework that would allow countries to file suit against museums in possession of such artifacts.

UNESCO mainly serves as a negotiating forum. It lacks the teeth necessary to force governments to return plundered antiquities. “It is not an international court of justice or arbitration court,” said Mounir Bouchenaki, assistant director general of UNESCO’s Culture Sector.

Hawass, ever the flamboyant face of Egyptian archeology, is undeterred. He told Cairo, “If UNESCO fails, I will do it without them!”

 

Repatriation: The Rosetta Stone: Egyptology News – Andie: December 11, 2009

This week’s melodrama is the question of whether or not the British Museum should/will loan the Rosetta Stone to Egypt and whether or not Egypt will try to claim it on a permanent basis. There are some interesting opinions being floated. Unlike Nefertiti the question of the repatriation of the Rosetta Stone seems, at least in some cases, to generate serious consideration of the issues, not merely emotional responses. I am sure that all readers are familiar with the Rosetta Stone but if not, you can find a description, here, on the British Museum’s website.

Israel Finkelstein debate com seus críticos

Em Journal of Hebrew Scriptures (JHS), da Universidade de Alberta, Canadá, no vol. 9, artigo 24, de 2009, leio um artigo de Israel Finkelstein, Persian Period Jerusalem and Yehud: A Rejoinder [Jerusalém e Yehud na Época Persa: uma réplica]

Diz o Abstract:
This is a rejoinder to several recently published articles which take issue with my views on Persian period Jerusalem and Yehud. The article deals with methodological issues such as inconsistencies between archaeology and text and the meaning of negative evidence in archaeology. On the factual level, with the available data at hand, I see no reason to change my views : Persian period Jerusalem covered ca. 2-2.5 hectares, and both the description of the construction of the city-wall in Nehemiah 3 and the List of Returnees in Ezra and Nehemiah probably reflect late Hellenistic (Hasmonean) period realities.

Finkelstein diz na Introdução de seu artigo:

“I have recently published articles on Jerusalem and Nehemiah’s wall (Finkelstein 2008a), and about the light that archaeology sheds on the List of Returnees in Ezra and Nehemiah (idem 2008b). My main conclusions in these two articles are:

1. Persian period Jerusalem was a small settlement that covered an area of ca. 2–2.5 hectares, with a population of no more than a few hundred people.
2. Over a century of archaeological investigation in Jerusalem has failed to reveal any trace of a city-wall that can be dated to the Persian period and identified as the wall of Nehemiah.
3. The description of the construction of the wall in Nehemiah 3 may represent the reality of the erection of the First Wall in the Hasmonean period.
4. The archaeology of the places mentioned in the List of Returnees in Ezra (2:1–67) and Nehemiah (7:6–68) seems to show that this text, too, probably represents a Late Hellenistic (2nd century BCE) rather than a Persian-period
reality.

A few recent publications have taken issue with these observations (Zevit 2009; E. Mazar 2009; Barkay 2008; Lipschits 2009). This article is meant to address the main arguments advanced in these publications. My major interest is not the dispute itself, but rather the methodological questions that stand behind the debate, namely issues related to the methods of field archaeology and the interface between archaeology and the biblical texts”.

Diz Finkelstein que seu interesse não é polemizar com aqueles que discordam dele, mas abordar as questões metodológicas envolvidas no debate, especialmente questões relativas aos métodos da arqueologia de campo e a interface entre arqueologia e textos bíblicos.

Todos os interessados em História de Israel e arqueologia da Palestina estão convidados a dar uma espiada…

Eric Cline pergunta: Davi e Salomão existiram?

Em The Bible and Interpretation, com data de outubro de 2009, Eric H. Cline, arqueólogo, Professor do Departamento de Literaturas e Línguas Clássicas e Semíticas da Universidade George Washington, em Washington, D.C., pergunta: Did David and Solomon Exist? [Davi e Salomão existiram?]

Diz a apresentação que o texto é uma adaptação de trecho de seu mais recente livro:

The debate as to whether or not David and Solomon existed has been one of the “hot-button” topics in biblical archaeology since the early 1990s. The introduction of a variety of new data has put to rest some aspects of the debate but intensified other aspects, and the debate itself shows no sign of coming to an end. The majority of the arguments by various scholars, on both sides of the debate, have been published in scholarly journals seldom read by students or the general public. In the interests of putting this debate in front of such audiences, the following article is adapted from Biblical Archaeology: A Very Short Introduction by Eric H. Cline…

CLINE, E. H. Biblical Archaeology: A Very Short Introduction. New York: Oxford University Press, 2009, 168 p. – ISBN 9780195342635.

Eric H. Cline aborda a questão da interpretação de bytdwd da Inscrição de Tel Dan, a cidade de Jerusalém no século X a. C. e seu tamanho, o pretenso “Palácio de Davi” de Eilat Mazar em Jerusalém…

E há mais no artigo. Leia.

Conclui seu texto Eric H. Cline:
Clearly, there remains much to be discovered, and much to be excited about, in the debate about David and Solomon in particular and in the field of biblical archaeology as a whole. Although the discipline is not a new field, having been seriously practiced for more than one hundred years, it has kept pace with modern developments. At its inception, the principal tools were the pick and shovel. Now biblical archaeologists use magnetometers, ground penetrating radar, electric resistivity meters, and satellite photography alongside traditional methods of excavation, enabling them to peer beneath the ground surface before physical excavation begins. Radiocarbon dating is used alongside time-honored chronological methods such as pottery seriation and typology. And biblical archaeologists are working hand in hand with specialists in ceramic petrography, residue analysis, and DNA analysis, in order to answer more anthropologically-oriented questions concerning ethnicity, gender, trade, and the rise of rulership and complex societies.

Sometimes these tools help to confirm the biblical text and sometimes they do not. Upon occasion, the archaeologists can bring to life the people, places, and events discussed in the Bible. But ultimately biblical archaeology is not about proving or disproving the Bible, or even determining whether David and Solomon existed. Instead, biblical archaeologists are more concerned with investigating the material culture of the lands and eras in question and reconstructing the culture and history of the Holy Land for a period lasting more than two thousand years. And that in itself is absolutely fascinating, for professionals and the general public alike.

A palestra de Israel Finkelstein em Porto Alegre

Como os leitores do blog estão lembrados, a vinda de Israel Finkelstein a Porto Alegre foi noticiada na postagem Israel Finkelstein faz palestra no Brasil.

Hoje recebi do Professor Irineu Rabuske, da PUCRS, o seguinte relato da palestra do arqueólogo Israel Finkelstein:

Israel Finkelstein em Porto Alegre

O Prof. Israel Finkelstein falou no dia 30 de setembro, às 20h00, para um variado público, no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre.

Sua vinda, de Buenos Aires, onde se encontra para uma atividade acadêmica mais extensa, foi iniciativa de um doutorando da Faculdade de História [Josué Berlesi] e do respectivo Programa de Pós-Graduação. Isso explica porque o evento ficou, em princípio, reduzido ao ambiente daquela Faculdade. Mesmo assim, muita gente tomou conhecimento e compareceu, lotando quase por completo o auditório.
Como deveria falar para alunos de História, o Prof. Finkelstein explicou com bastante propriedade e clareza os métodos de pesquisa da arqueologia e sua articulação com a história, passando então diretamente aos problemas relacionados aos relatos bíblicos do AT e as possíveis contribuições da arqueologia, principalmente no que se refere à cronologia.

Prof. Finkelstein fez questão de esclarecer que, entre os pesquisadores da Historia de Israel, não concorda em ser classificado entre os minimalistas. Reiteradamente afirmou que procura trilhar um caminho “de centro”. Para tanto, esmerou-se em explicar, com riqueza de detalhes a questão da distância entre eventos e sua fixação em textos escritos, uma vez que a arqueologia, segundo o Professor, comprova que, no território de Israel, não há vestígios de atividade gráfica anterior ao ano 700 a.C. Com isso, a pesquisa deve estar atenta a toda sorte de possíveis anacronismos, para o que também pode contribuir a crítica literária dos textos.

Com a simpatia que o caracteriza, o Prof. Finkelstein proferiu uma agradável e instrutiva palestra. Foi uma passagem meteórica pelo sul do País. É de se augurar que o Professor Israel Finkelstein possa retornar ao Brasil para falar a biblistas, exegetas e teólogos.

Irineu J. Rabuske – Porto Alegre: 02/10/2009