Ele o abismo viu: a Epopeia de Gilgámesh

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BRANDÃO, J. L. Como se faz um herói: as linhas de força do poema de Gilgámesh. E-Hum, Belo Horizonte, v. 8, n. 1, p. 104-121, 2015.

O trabalho é uma tradução comentada da qual a primeira parte (a primeira tabuinha) se encontra publicada no volume 10 (2014) da Revista Nuntius antiquus. Nesse sentido, o objetivo é duplo: de um lado, apresentar algo de minha tradução da versão babilônica clássica da chamada epopeia de Gilgámesh (cujo título original é Ele o abismo viu), atribuída ao “exorcista” (mašmaššu) Sîn-lēqi-unninni e composta por volta do século XIII a. C.; por outro lado, examinar as linhas de força temáticas que dão coesão ao poema, considerando a conexão que nele têm os feitos heroicos com o sexo, a morte e a vida civilizada.

BRANDÃO, J. L. No princípio era a água. Rev. UFMG, Belo Horizonte, v. 20, n. 2, p.22-41, 2013. 

Este trabalho trata das cosmogonias babilônicas que instituem a água como o princípio de tudo, bem como das tradições grega e hebraica delas dependentes. No poema intitulado Enuma elish, escrito provavelmente no século XII a.C., Apsû e Tiamat – a água das fontes e a água do mar, respectivamente – são apresentados como os primeiros deuses, a partir dos quais o mundo ganha forma. Ressalta-se como, provindo de povos que vivem no deserto, esses mitos sublinham o caráter da água como fonte de vida, ao mesmo tempo que elaboram uma imagem do mar como uma força perigosa que é preciso conter em seus limites, tarefa que cabe ao mais jovem dos deuses, responsável pela ordem do mundo.

BRANDÃO, J. L. Sîn-lēqi-unninni, Ele o abismo viu (Série de Gilgámesh 1). Nuntius Antiquus, Belo Horizonte, v. X, n. 2, jul.-dez., p. 125-159, 2014.

Apresento a tradução da primeira tabuinha de Ele o abismo viu (Sha naqba imuru), poema babilônico que se costuma intitular “Epopeia de Gilgámesh”. Trata-se do primeiro resultado que publico de projeto em fase de finalização e que teve como objetivo traduzir todo o poema diretamente do acádio.

Jacyntho José Lins Brandão

Jacyntho José Lins Brandão é  Professor de Língua e Literatura Grega na Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte.

Mitos mesopotâmicos

BOTTÉRO, J. ; KRAMER, S. N. Lorsque les dieux faisaient l’homme: Mythologie Mésopotamienne. Paris: Gallimard, 1993, 755 p. – ISBN 9782070713820.

BOTTÉRO, J. ; KRAMER, S. N. Lorsque les dieux faisaient l'homme: Mythologie Mésopotamienne. Paris: Gallimard, 1993, 755 p.

On trouvera ici, pour la première fois rassemblés, traduits et dûment éclairés par deux éminents spécialistes, la cinquantaine de mythes sauvés du naufrage de la civilisation mésopotamienne. Ces documents vénérables, dont les plus vieux remontent à la fin du millénaire, sont les plus anciens témoignages écrits du travail de pensée par lequel des hommes ont tenté de répondre, avec les moyens de leur bord, aux questions éternelles qui nous travaillent toujours devant cet univers démesuré autour de nous, devant notre propre existence, le sens et le destin de notre vie.

Jean Bottéro (1914 - 2007)

Jean Bottéro (1914 – 2007) foi um historiador e  renomado assiriólogo francês.

Samuel Noah Kramer (1897-1990)

Samuel Noah Kramer (1897-1990) foi um renomado assiriólogo, especialista em língua e literatura suméria.

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Literatura suméria

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BLACK J. et alii The Literature of Ancient Sumer. Oxford: Oxford University Press, 2006, 438 p. – ISBN 9780199296330.

BLACK J. et alii The Literature of Ancient Sumer. Oxford: Oxford University Press, 2006, 438 p.

This anthology of Sumerian literature constitutes the most comprehensive collection ever published, and includes examples of most of the different types of composition written in the language, from narrative myths and lyrical hymns to proverbs and love poetry. The translations have benefited both from the work of many scholars and from our ever-increasing understanding of Sumerian. In addition to reflecting the advances made by modern scholarship, the translations are written in clear, accessible English. An extensive introduction discusses the literary qualities of the works, the people who created and copied them in ancient Iraq, and how the study of Sumerian literature has evolved over the last 150 years.

Jeremy Allen Black (1951 - 2004)

Jeremy Allen Black (1951 – 2004) was a leading Assyriologist, master of Sumerian literature, and Oxford University Lecturer.

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