Gaza delenda est

Chuva de fogo e destruição em Gaza

Um bom título para hoje, 20/07/2014?

Não. Já foi usado em 19/11/2012.

E outros também.

Para os senhores da guerra em Tel Aviv não existem civis em Gaza, mas uma perigosa comunidade de um milhão e meio de terroristas, que precisam ser massacrados, de preferência, a partir de poucos meses de idade.

Tal como os romanos sobre Cartago.

Quem contará a história de Gaza?

A história de Gaza que os israelenses não contam – Robert Fisk: Carta Maior 15/07/2014

A história do direito de autodefesa de Israel é a de sempre. Mas como e por que, para início de conversa, há 1,5 milhão de palestinos apertados em Gaza? 

Passemos para a história de Gaza que, a esta altura, ninguém vai contar. Trata-se da terra.

 

The true Gaza back-story that the Israelis aren’t telling this week – Robert Fisk: The Independent:  9 July 2014

A future Palestine state will have no borders and be an enclave within Israel, surrounded on all sides by Israeli-held territory.

But now for the Gaza story you won’t be hearing from anyone else in the next few hours. It’s about land.

A solidão dos palestinos

A solidão da Palestina – Por Emir Sader em 08/07/2014 às 03:42

A nova ofensiva brutal contra Gaza revela, uma vez mais, a solidão dos palestinos. Não podem contar com ninguém que detenha Israel.

Leia Mais:
Israel lança 160 ataques aéreos na Faixa de Gaza e promete prolongar investida militar – Redação: Opera Mundi – 09/07/2014 – 08h17
Por que Israel ataca novamente?
Caos Construtivo: o projeto Novo Oriente Médio

Caos Construtivo: o projeto Novo Oriente Médio

Esse projeto, que tem estado em fase de planejamento por diversos anos, consiste em criar um arco de instabilidade, caos e violência que se estenda do Líbano, da Palestina e da Síria até o Iraque, o Golfo Pérsico, o Irã e as fronteiras do Afeganistão, guarnecido pela OTAN”. O projeto ‘Novo Oriente Médio’ foi introduzido publicamente por Washington e Tel Aviv esperando que o Líbano fosse o ponto de pressão para realinhar todo o Oriente Médio e assim desencadear as forças do “caos construtivo”. Esse “caos construtivo” — que gera condições de violência e guerra na região — seria então usado de forma e permitir que os Estados Unidos, a Grã-Bretanha e Israel pudessem redesenhar o mapa do Oriente Médio de acordo com suas necessidades e objetivos geoestratégicos… (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, November 2006).

This project, which has been in the planning stages for several years, consists in creating an arc of instability, chaos, and violence extending from Lebanon, Palestine, and Syria to Iraq, the Persian Gulf, Iran, and the borders of NATO-garrisoned Afghanistan. The ‘New Middle East’ project was introduced publicly by Washington and Tel Aviv with the expectation that Lebanon would be the pressure point for realigning the whole Middle East and thereby unleashing the forces of “constructive chaos.” This “constructive chaos” –which generates conditions of violence and warfare throughout the region– would in turn be used so that the United States, Britain, and Israel could redraw the map of the Middle East in accordance with their geo-strategic needs and objectives… (Mahdi Darius Nazemroaya, Plans for Redrawing the Middle East: The Project for a “New Middle East”, November 2006).

 

:: Terrorismo patrocinado pelos EUA no Iraque e “O Caos Construtivo” no Oriente Médio – Julie Lévesque/Global Research | Washington – Opera Mundi 25/06/2014 – 15h21

O Iraque está novamente nas capas. E novamente a imagem que nos é apresentada pelos meios de comunicação de massa é uma mistura de meias-verdades, mentiras, desinformação e propaganda. A grande mídia não conta que os Estados Unidos estão patrocinando os dois lados do conflito iraquiano. Washington está publicamente apoiando o governo xiita do Iraque, enquanto secretamente treina, dá munição e patrocina o sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL). Apoiar o influxo de brigadas terroristas no Iraque é um ato de agressão estrangeira. Mas a mídia de massa te dirá que a administração Obama está “preocupada” com as ações cometidas pelos terroristas.

A narrativa preferida da maior parte dos grandes meios de comunicação ocidentais e dos EUA é a de que a situação corrente é devida à “retirada” das tropas estadunidenses que terminou em dezembro de 2011 (mais de 200 soldados norte-americanos e assessores militares permaneceram no Iraque). Esse retrato, no qual a retirada dos EUA é culpada pela insurgência, não faz conexão entre a invasão dos EUA em 2003 e a ocupação que se seguiu. Também ignora os esquadrões da morte treinados pelos assessores norte-americanos no Iraque na esteira da invasão e que são o coração da agitação atual.

Como de costume, a grande mídia não quer que você entenda o que está acontecendo. Seu objetivo é moldar percepções e opiniões, construindo uma visão de mundo que serve a interesses poderosos. Por causa disso, eles vão te dizer que é uma guerra civil.

O que está se desenrolando é um processo de “caos construtivo”, projetado pelo Ocidente. A desestabilização do Iraque e sua fragmentação foram planejadas há muito tempo e são parte do “mapa militar Anglo-Americano-Israelense no Oriente Médio”, conforme explicado em 2006 no seguinte artigo…

Leia o texto completo.

 

:: US-Sponsored Terrorism in Iraq and “Constructive Chaos” in the Middle East – By Julie Lévesque: Global Research, June 19, 2014

Iraq is once again front page news. And once again the picture that is presented to us in the Western mainstream media is a mixture of half truths, falsehoods, disinformation and propaganda. The mainstream media will not tell you that the US is supporting both sides in the Iraqi conflict. Washington is overtly supporting the Iraqi Shiite government, while covertly training, arming and funding the Sunni Islamic State of Iraq and Syria (ISIS). Supporting the influx of terrorist brigades in Iraq is an act of foreign aggression. But the mainstream media will tell you that the Obama administration is “concerned” by the actions committed by the terrorists.

The preferred narrative in the U.S. and most Western mainstream media is that the current situation is due to the U.S “withdrawal” which ended in December 2011 (more than 200 U.S. troops and military advisors remained in Iraq). This portrait of events in which the US withdrawal is to blame for the insurgency does not draw any connection between the U.S. invasion of 2003 and the occupation that ensued. It also ignores the death squads trained by U.S advisors in Iraq in the wake of the invasion and which are at the heart of the current turmoil.

As usual, the mainstream media does not want you to understand what’s going on. Its goal is to shape perceptions and opinions by crafting a view of the world which serves powerful interests. For that matter, they will tell you it’s a civil war.

What is unfolding is a process of “constructive chaos”, engineered by the West.  The destabilization of Iraq and its fragmentation has been planned long ago and is part of the ”Anglo-American-Israeli ‘military road map’ in the Middle East”, as explained in 2006 in the following article…

Oriente Médio: sinais emblemáticos de Francisco

Na diplomacia, você vive de sinais emblemáticos (Lejeune Mirhan)

O encontro promovido pelo papa Francisco entre os presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, no Vaticano, para falar sobre a paz, e a visita papal à Terra Santa no final do mês passado são emblemáticos, avalia o sociólogo, professor, escritor e arabista Lejeune Mirhan, em entrevista a Opera Mundi. Para ele, Francisco “avançou mais do que qualquer outro líder do Vaticano” para fomentar o diálogo entre israelenses e palestinos. O fato de Francisco ter quebrado o protocolo ao descer do papamóvel e rezar pedindo paz no muro da Cisjordânia, conhecido como “Muro da Vergonha”, que separa Israel da Palestina, durante sua visita à região, “carrega muito significado. Esta atitude vale por dez anos de intifada”, disse Lejeune, referindo-se ao tipo de protesto comum na Palestina, em que pessoas atiram pedras contra o muro.

Leia: Visita do papa a ‘Muro da Vergonha’ vale por dez anos de intifada palestina, diz especialista

Fonte: Vanessa Martina Silva: Opera Mundi – 10/06/2014

Leia Mais:
Francisco na Palestina
Um papa que faz reis e presidentes rezarem

Dramático apelo de Francisco pela paz na Síria

Nunca mais a guerra, nunca mais a guerra – No more war, no more war – Mai più la guerra, mai più la guerra – Nunca más la guerra, nunca más la guerra

“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra”, clama o Papa ao convocar um jejum, dia 7, pela paz na Síria – IHU On-Line: 01/09/2013

“Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado”, clamou o Papa Francisco, na manhã de hoje [01/09/2013], na Praça de São Pedro, em Roma. “Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam“, continuou. E convocou “toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, para um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade”.

A íntegra do discurso.

Hoje, queridos irmãos e irmãs, queria fazer-me intérprete do grito que se eleva, com crescente angústia, em todos os cantos da terra, em todos os povos, em cada coração, na única grande família que é a humanidade: o grito da paz! É um grito que diz com força: queremos um mundo de paz, queremos ser homens e mulheres de paz, queremos que nesta nossa sociedade, dilacerada por divisões e conflitos, possa irromper a paz! Nunca mais a guerra! Nunca mais a guerra! A paz é um dom demasiado precioso, que deve ser promovido e tutelado.
Vivo com particular sofrimento e com preocupação as várias situações de conflito que existem na nossa terra; mas, nestes dias, o meu coração ficou profundamente ferido por aquilo que está acontecendo na Síria, e fica angustiado pelos desenvolvimentos dramáticos que se preanunciam.

Dirijo um forte Apelo pela paz, um Apelo que nasce do íntimo de mim mesmo! Quanto sofrimento, quanta destruição, quanta dor causou e está causando o uso das armas naquele país atormentado, especialmente entre a população civil e indefesa! Pensemos em quantas crianças não poderão ver a luz do futuro! Condeno com uma firmeza particular o uso das armas químicas! Ainda tenho gravadas na mente e no coração as imagens terríveis dos dias passados! Existe um juízo de Deus e também um juízo da história sobre as nossas ações aos quais não se pode escapar! O uso da violência nunca conduz à paz. Guerra chama mais guerra, violência chama mais violência.

Com todas as minhas forças, peço às partes envolvidas no conflito que escutem a voz da sua consciência, que não se fechem nos próprios interesses, mas que olhem para o outro como um irmão e que assumam com coragem e decisão o caminho do encontro e da negociação, superando o confronto cego. Com a mesma força, exorto também a Comunidade Internacional a fazer todo o esforço para promover, sem mais demora, iniciativas claras a favor da paz naquela nação, baseadas no diálogo e na negociação, para o bem de toda a população síria.

Que não se poupe nenhum esforço para garantir a ajuda humanitária às vítimas deste terrível conflito, particularmente os deslocados no país e os numerosos refugiados nos países vizinhos. Que os agentes humanitários, dedicados a aliviar os sofrimentos da população, tenham garantida a possibilidade de prestar a ajuda necessária.

O que podemos fazer pela paz no mundo? Como dizia o Papa João XXIII, a todos corresponde a tarefa de estabelecer um novo sistema de relações de convivência baseados na justiça e no amor (cf. Pacem in terris, [11 de abril de 1963]: AAS 55 [1963], 301-302).

Possa uma corrente de compromisso pela paz unir todos os homens e mulheres de boa vontade! Trata-se de um forte e premente convite que dirijo a toda a Igreja Católica, mas que estendo a todos os cristãos de outras confissões, aos homens e mulheres de todas as religiões e também àqueles irmãos e irmãs que não creem: a paz é um bem que supera qualquer barreira, porque é um bem de toda a humanidade.

Repito em alta voz: não é a cultura do confronto, a cultura do conflito, aquela que constrói a convivência nos povos e entre os povos, mas sim esta: a cultura do encontro, a cultura do diálogo: este é o único caminho para a paz.

Que o grito da paz se erga alto para que chegue até o coração de cada um, e que todos abandonem as armas e se deixem guiar pelo desejo de paz.

Por isso, irmãos e irmãs, decidi convocar para toda a Igreja, no próximo dia 7 de setembro, véspera da Natividade de Maria, Rainha da Paz, um dia de jejum e de oração pela paz na Síria, no Oriente Médio, e no mundo inteiro, e convido também a unir-se a esta iniciativa, no modo que considerem mais oportuno, os irmãos cristãos não católicos, aqueles que pertencem a outras religiões e os homens de boa vontade.

No dia 7 de setembro, na Praça de São Pedro, aqui, das 19h00min até as 24h00min, nos reuniremos em oração e em espírito de penitência para invocar de Deus este grande dom para a amada nação síria e para todas as situações de conflito e de violência no mundo. A humanidade precisa ver gestos de paz e escutar palavras de esperança e de paz! Peço a todas as Igrejas particulares que, além de viver este dia de jejum, organizem algum ato litúrgico por esta intenção.

Peçamos a Maria que nos ajude a responder à violência, ao conflito e à guerra com a força do diálogo, da reconciliação e do amor. Ela é mãe: que Ela nos ajude a encontrar a paz; todos nós somos seus filhos! Ajudai-nos, Maria, a superar este momento difícil e a nos comprometer a construir, todos os dias e em todo lugar, uma autêntica cultura do encontro e da paz. Maria, Rainha da paz, rogai por nós!

Isralenses x Palestinos: por que novas negociações?

Para que servem as negociações entre israelenses e palestinos?

Em vista do ceticismo generalizado sobre a possibilidade de sucesso da nova rodada de negociações entre israelenses e palestinos muitos analistas se perguntam o que leva as três partes envolvidas  – o governo israelense, a Autoridade Palestina e o governo norte-americano – a reiniciar o diálogo. É óbvio que a  autoridade Palestina e governos de EUA e Israel têm diversos objetivos por trás da retomada do diálogo. Mas é claro que  a solução do conflito não é um destes objetivos.

Leia a reportagem escrita por Guila Flint. Publicado em Opera Mundi em 14/08/2013.

Leia Mais:
Israelenses x Palestinos: ninguém acredita mais em paz
O frágil equilíbrio do Oriente Médio está se rompendo

Série Especial sobre Israel no Opera Mundi

No aniversário de 65 anos da criação do Estado de Israel, Opera Mundi publicou, de 14 a 20 de maio de 2013, uma série de reportagens especiais sobre a história e a atual situação do país. Durante 18 dias, a reportagem visitou algumas das principais cidades israelenses, além de colônias nos territórios palestinos ocupados.

Leia: Especial Israel: 65 anos da criação de um país.

A série pode ser lida em português, espanhol e inglês. Lembrando que o Estado de Israel foi criado em 14 de maio de 1948.

Os dez anos da invasão do Iraque

Leia as análises do especial de Carta Maior:

Os dez anos da invasão do Iraque

Em 2003 escrevi em minha página:

O estudioso do mundo bíblico não pode ficar alheio ao grave conflito que acontece hoje no Oriente Médio…

E acrescentei uma citação de Paul Virilio:
“Acredito que a ‘guerra preventiva’ é uma forma de crime contra a humanidade. Ela não será a primeira batalha de uma 3ª Guerra Mundial, mas o primeiro passo para uma espécie de guerra civil globalizada (…) É uma ameaça verdadeira contra a humanidade”, diz Paul Virilio, 70, urbanista e filósofo francês, em entrevista à Folha.com de 06.04.2003.

E em 2006, quando fui escolhido o biblioblogueiro do mês de setembro, em uma entrevista feita por um colega norte-americano, reafirmei:

O estudioso do mundo bíblico não pode ficar alheio aos graves conflitos que acontecem hoje no mundo. É espantoso que um biblista consiga “tirar água de pedra” quando está analisando um texto bíblico, mas seja incapaz de sair de sua “torre de marfim” para a “torre de Babel” do mundo atual e dialogar com a pluralidade das culturas e das linguagens. No caso dos atuais conflitos do Oriente Médio, o silêncio dos biblistas sobre o que acontece ali é o resultado de uma cumplicidade com aqueles que estão matando multidões de seres humanos para sustentar os excessos do consumismo capitalista. O biblista é um privilegiado por sua formação e pelos instrumentos de análise ao seu alcance: como ele pode viver no mundo atual como se ele não existisse? Não vejo inocentes nesta situação…

Iraque, dez anos: a guerra compensa

Iraque dez anos depois: a guerra é um grande negócio!

Reginaldo Mattar Nasser: Carta Maior 24/03/2013

O ataque norte-americano ao Iraque completou dez anos nesta semana. Dez anos depois, está claro que a estratégia do presidente George W. Bush fracassou: os EUA e seus aliados não conseguiram alcançar os objetivos anunciados e as consequências da operação militar foram desastrosas, seja do ponto de vista moral, econômico ou militar. Mas o que o discurso sobre a derrota dos EUA não revela é que essa guerra foi e continua sendo uma grande vitória para alguns.

“A suposta irracionalidade das ações contraproducentes no terreno militar, durante esses 10 anos no Iraque, é mais aparente do que real e não se trata, como querem ver alguns críticos da ação dos EUA, de uma guerra interminável no sentido de carecer de objetivos claramente definidos ou mal executados. A elite no poder sabe muito bem o que se espera desse estado de guerra permanente: a expansão dos negócios, domínio de territórios e influencia política”.

Leia o artigo.